História Loucamente SUA - Capítulo 53


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jenna Marshall, Melissa Hastings, Paige McCullers, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Veronica Hastings, Wren Kingston
Tags Drama, Maldosas, Romance, Spencer Hastings, Spoby, Toby Cavanaugh
Visualizações 6
Palavras 4.302
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Recadinho para quem não está entendendo nada hahahahahah

Eu decidi colocar os capítulos da segunda temporada aqui também e por isso vocês estão recebendo notificação sobre capítulos antigos. O caso é que eu recebi pedidos de leitores que não foram para o link da segunda temporada e preferiam que fosse postado tudo em um lugar só. Então, como não vai ser tão trabalhoso assim, eu decidi dar uma mãozinha.

Quando acabar os capítulos da segunda temporada eu posto a segunda parte do epílogo!

É isso, beijinhos!

Capítulo 53 - Traidor é sempre um traidor...


Fanfic / Fanfiction Loucamente SUA - Capítulo 53 - Traidor é sempre um traidor...

— Mamãe quero o blinquedo — Jake estava sentado de frente para a televisão assistindo um comercial de carrinhos Hotweels que passava. Noel estava trabalhando, mas eles tinham combinado de se encontrar em um restaurante mais tarde. Pelo jeito na hora em que entrassem no shopping Jake ia querer passar na loja de brinquedos. O menino levantou do chão e correu até as pernas de Alison abraçando-as com um sorriso largo nos lábios e os olhos brilhando.

— Carrinho, me dá mamãe! Me dá!

— Jake, mas você tem muitos carrinhos no seu quarto. Para que quer mais? — ela respondeu pegando-o por baixo os braços e colocando sentado em seu colo.

Jake agitou as pernas e fez cara de choro ao ouvir que não teria seu brinquedo.

— Ei, ei… Nada disso! — censurou Alison — se chorar aí é que eu não vou dar mesmo, pode engolindo as lágrimas Jake.

Os olhos do menino se encheram de lágrimas e sua boca tremeu com vontade de chorar. Alison fez a maior cara de malvada que podia, mesmo sentindo o coração apertado por vê-lo assim. Ela colocou ele de novo no chão e se levantou.

— Ah não, se for chorar eu não vou te levar para almoçar com o papai hoje a noite.

Ela virou de costas para o filho e caminhou em direção a cozinha devagar o bastante para que ele conseguisse alcançá-la com facilidade. O menino passou as costas da mão sobre os olhos limpando as lágrimas e correu até a mãe com os braços para frente.

— Mamãe, eu não vou chorar. Não vou! Eu não vou não — Ali sentiu as mãos dele tocando sua calça jeans e virou-se para verificar se ele não estava mesmo chorando. Como ela imaginava, era apenas birra. Aquele menino ia dar muito trabalho para ela. Desde pequeno um ótimo ator. Ela não conseguiu segurar o riso quando olhou nos olhinhos do filho e ele estava fazendo bico.

— Muito melhor assim, sem choro. Esse é meu príncipe! — derreteu-se.

— Quero ir riturante com o papai, mamãe. Blinquedo não.

— Claro meu amor, nós vamos no restaurante mais tarde com o papai — disse Ali pegando-o nos braços mais uma vez e levando até a cozinha. Jake abriu um sorrisão e bateu palmas.

— Eeeeeeeeeeee! — comemorou.

Alison entrou na pequena cozinha e colocou Jake sentado na cadeira de bebê perto da mesa, enquanto lavava a louça que estava transbordando da pia. A casa estava uma bagunça, mas ela não estava com pique para arrumar. Estava preocupada com Spencer e Angel. Ela queria ter ido junto para poder ajudar. Cuidar das duas, só que não podia deixar Jake sozinho muito menos Noel. As vezes ela achava que ele era mais criança que o próprio filho. Sem falar que tinha as consultas ao médico por causa da gravidez. Ainda faltava um mês para a data marcada com o mesmo médico que fez o parto de Jake, mas Noel fazia questão que ela permanecesse na cidade. Perto dos olhares dele onde poderia protegê-la. Ali abriu a bica e passou detergente na esponja começando a lavar por um punhado de pratos deixados do jantar da noite passada. Noel prometeu que eles poderia jantar fora hoje para que ela ficasse livre de ter que preparar o jantar. Ela ensaboou prato por prato e foi empilhando um por um. Deu uma rápida olhada para trás e viu Jake pegando o celular que estava sobre a mesa. Ali ameaçou ir até o filho, mas viu que ele voltou a sentar-se na cadeira cutucando a tela do aparelho.

— Jake, não levanta. Você vai se machucar, meu príncipe.

O menino a olhou com uma expressão de extrema felicidade. Ele amava ficar futucando aparelhos eletrônicos. Até já sabia desligar a televisão pelo controle remoto quando saia da sala. Alison queria fazer de Jake um garoto com bom coração, mas independente. Ele seria para sempre o príncipe dela. Ali enxaguou os pratos e os colocou empilhados na estante. Ela passou ao lado do filho e jogou um pouco de água no menino que soltou uma gargalhada alta que fez Ali sorrir também. Ela voltou para terminar de lavar a louça e quando estava terminando ouviu o som de Jake apertando teclas de seu Iphone. Alison desligou a bica e voltou-se para o filho. Ele estava concentrado com o celular no ouvido fazendo uma ligação.

— Lô? — falou ele com um sorriso sapeca estampado na face.

Alison pegou o aparelho das mãos do filho e ele começou a chorar. Ela olhou na tela e era Hanna. Jake começou a espernear batendo os pés na cadeirinha e os braços na mesinha. Ela colocou o telefone na orelha e pegou Jake nos braços. O choro dele ecoava no telefone.

— Alison? Amiga, o que houve? Alô? — repetia Hanna ao celular com voz preocupada — Ali?

— Oi, oi, estou aqui Hanna — Ela balançava Jake nos braços tentando fazer ele parar de chorar — me desculpe o Jake pegou conseguiu desbloquear o meu celular e ligar para você sozinho enquanto eu lavava a louça.

Hanna caiu na risada.

— Minha nossa, eu quase morri de susto — exclamou Hanna com a mão no peito.

A face de Alison ficou vermelha de tão envergonhada.

— Ai, me desculpa Hanna. O Jake está levadíssimo você não faz ideia! — ela fez “shh” para o filho balançando-o nos braços com o telefone preso entre a cabeça e o ombro. O menino foi parando de chorar aos poucos.

— Não se preocupe, é sempre um prazer falar com o Jake. Estou morrendo de saudade do meu anjinho.

Jake passou a mãozinha pelo rosto secando as lágrimas com um bico enorme nos lábios. Alison deu um beijo na testa do filho e o colocou novamente na cadeirinha. Ele esticou as mãos para cima tentando pegar o celular.

— Também estamos sentindo sua falta — pegou o celular com a mão e voltou-se para o filho — querido, não pode falar com a ia Hanna agora. Depois.

Jake fez cara de choro e Ali fez cara feia para ele censurando-o.

— Ai, ai, ai… Nada de choro.

Ela voltou ao celular.

— Hanna, foi ótimo o Jake ter ligado eu queria mesmo falar contigo. Sabe notícias da Spencer e da Angel? Eu estou tão preocupada com elas.

— Olha… Desde quando elas saíram que não tenho notícias delas, mas não precisa se preocupar com isso. O Nate está com elas.

O coração de Ali se apertou ao saber que Spencer tinha mesmo saído da cidade.

— Toby deve estar destruído. Eu preciso vê-lo. Tenho certeza que existe um motivo maior para esse comportamento dele. Toby ama a Spencer desde que se entende por gente.

— Eu também pensei exatamente isso, inclusive, pedi para o Caleb ter uma conversinha com o Toby. Ele estava tão bêbado que tudo que conseguiu fazer foi escutar os sermões e repetir o nome de Spencer. Parece que ele estava com um olho roxo também.

— Olho roxo? Oi? — Ali levou a mão a boca assustada — Mas ele está bem?

— Sim, sim — respondeu tranquilamente — Segundo a Emily, foi uma briga com a Jenna por causa da bebedeira.

— Cruzes! — Hanna riu da reação de Ali — Escuta, se souber do paradeiro da Spence diz para ela me procurar. Posso arrumar um bico para ela enquanto estiver fora da cidade. Ela vai precisar trabalhar até decidir o que fazer.

— Claro, aviso sim. Pode deixar.

— Fico um pouco mais calma assim…

Jake levantou da cadeira e puxou o celular da mão de Alison. Ele colocou o celular na orelha e virou a cabeça de lado imitando a mãe.

— Kate? Ritaulante com papai hoje. Ritaulanti.

— Então era isso que você queria quando ligou para a Hanna.

Hanna começou a rir no telefone com a fofura do menino. Ali pegou o celular de volta também rindo com um sorriso bobo nos lábios.

— Ai, que gostoso esse seu filho Ali.

— Eu estou babando até agora com essa coisa gostosa! Então, aceita o convite? Nós vamos jantar hoje a noite juntos. Topa ir com a Kate e o Caleb?

— Não sei, amiga. Não quero atrapalhar seu jantar romântico.

Jake bateu palmas e sentou-se na cadeirinha. Alison olhou para ele e passou os dedos num carinho leve pelos cabelos lisos do menino.

— Amiga, não há como ignorar o furacão Jake. Com ele nunca é um jantar romântico. Será maravilhoso ter vocês conosco.

— Sinto que futuramente seremos da mesma família, amiga.

Alison soltou uma risada divertida.

— Eu estou adorando isso. Traga minha nora hoje ás 19 horas aqui em casa para irmos juntas.

— Perfeito! Até a noite.

Alison desligou o celular e o colocou sobre a mesa da cozinha.

— Então você quer ver a Kate, meu príncipe? Você quer? — perguntou com voz de bebê fazendo cócegas no filho.


***
 

Nina estava jogada na cama de Anna em meio a milhões de roupas assistindo a irmã se trocar pela décima vez nos últimos quinze minutos. Ela observou Anna se virar de lado se olhando no espelho para logo em seguida tirar o vestido vermelho marcado na cintura rodado e jogar sobre sua cabeça. Nina escondeu a face sobre o travesseiro em formato de beijo da irmã.

— Eu já te disse que esse travesseiro é muito gay, não disse? — Anna pegou a blusa que estava segurando e jogou em Nina.

— Cala a boca! — disse rindo.

Nina segurou a peça de roupa e fez sua melhor imitação muda de Anna ao falar seu famoso “cala a boca”. Anna deu as costas para a irmã e voltou a revirar seu armário em busca de algo decente para vestir. Ela pegou o short social curto preto que tinha o cinto embutido prata e vestiu.

— Acho que esse vai ficar bom — falou para si mesma fechando a peça ficando apenas de sutiã. Nina que já estava pronta há horas com sua legging rasgada preta e a regata com estampa da cidade de NY e suas confortáveis boots soprou o ar entediada.

— É sério que precisa disso tudo? Nós só vamos fazer uma visita ao orfanato a pedido do papai Anna. Cruzes!

Anna passou os cabides até chegar a um com uma blusa de mangas curtas branca e preta estilo bonequinha e vestiu.

— Você está falando sério? Tipo, mesmo? — o olhar abismado dela percorreu os de Nina que não estava entendendo absolutamente nada. Ela revirou os olhos antes de começar a explicação — Nós vamos precisar passar umas horas com o Brian e obviamente precisaremos ir á Rosewood. E se dermos de cara com o Taylor?

— Ai, só você mesma! Sério... Eu desisto senhor. Você sabe que ele tem namorada. Para que ainda se ilude? — Nina levantou da cama num pulo e saiu do quarto balançando a cabeça negativamente.

— Para o seu governo nós já ficamos duas vezes tá? — defendeu-se Anna seguindo a irmã.

Jason ia subindo as escadas para chamar as meninas quando ouviu o barulho das vozes delas discutindo, como sempre. Ele parou no primeiro degrau e apoiou as mãos na cabeça claramente agitado pela demora das duas.

— Caramba, duas horas para trocar de roupa e jogar uma água no corpo? — reclamou com expressão emburrada na face. Nina apressou o passo e desceu as escadas rapidamente depositando um beijo na bochecha do pai quando passou por ele.

— Foi ela, eu já estava pronta — defendeu-se.

Jason virou-se para Anna que descia as escadas passo a passo com seus saltos agulha como se o mundo pudesse esperar por ela.

— Filha, para que tanta demora. Nossa! Estava criando raízes naquele sofá.

Anna parou no degrau a frente do que o pai estava e soprou um beijo para ele com um sorriso doce nos lábios. Jason tentou manter o porte de malvado, mas não conseguiu conter o sorriso.

— Desculpa papai, eu perdi a hora.

Jamie que estava passado seu batom vermelho preferido da MAC, no espelho enorme que enfeitava a parede da sala, virou ao ouvir a voz da filha. Ela caminhou até Anna e avaliou a menina dos pés a cabeça.

— Hum, está muito bonita. Gostei da combinação que você fez com o shortinho — elogiou.

O sorriso de Anna iluminou seu rosto. Nina ignorou e abriu a porta de casa visivelmente incomodada.

— Vamos logo, povo! — disse ela apontando para a saída da casa. Jason foi até a filha e passou o braço carinhosamente sobre seus ombros e Anna e Jamie passaram por eles. O carro estava estacionado no quintal da casa. Jamie ficou no banco do carona, ao lado de Jason, enquanto Anna arrastou a irmã para o banco de trás. Jason deu partida e pegou a estrada o mais rápido possível. Desde que adotou as gêmeas ele também se responsabilizou por apadrinhar um dos meninos do monastério. De cara ficou apaixonado pela doçura e a esperteza de Brian. O menino imediatamente passou a fazer parte de sua família. Ele estava sempre presente em todas as datas festivas, comemorações dos aniversários das meninas e tinha presente garantido todos os meses. Jason também enviava todo mês uma determinada quantia para que ele pudesse usar como bem quisesse. Nina era a mais gentil das duas e Jason tinha percebido isso desde a primeira vez que esteve no orfanato. Ela era mais próxima a Brian do que Anna. Estava sempre preocupada com ele, e inclusive, lembrava ele de depositar a mesada de Brian quando ele esquecia. Ela sempre se lembrava de tudo.

— Querida lembra qual é a entrada? É a quarta ou a quinta?

— Quinta, pai. Perto daquele supermercado onde a gente sempre comprava chocolate.

— Ah, verdade! Bem lembrado, meu amor. Por isso que eu te amo — brincou.

Anna deu uma risada.

— Não papai, você ama a Nina porque ela te lembra de pagar as contas.

— Não é nada, querida. Esse é um serviço extra para o seu currículo, meus cabelos brancos estão fazendo efeito.

— Seus cabelos brancos só te deixaram mais sexy, amor. Eu posso te lembrar do que quiser sempre. Não tem problema.

Jamie passou as mãos pelo cabelo de Jason e aproveitou o primeiro cruzamento para lhe roubar um beijo. Nina observou a cena e cutucou a cintura de Anna. A menina já a olhou esperando pelo comentário bombástico.

— O que foi? — perguntou sussurrando.

Nina disfarçou para que Jason não notasse e se aproximou da orelha da irmã.

— Acha mesmo que ela pode lembrar de algo além dela mesma?

— NINA — repreendeu Anna com seus olhos arregalados. Nina deu de ombros e caiu na gargalhada voltando sua atenção para a janela do carro.

— Tudo bem ai meninas? — perguntou Jason olhando através do retrovisor do carro para o que acontecia no banco de trás. Ele tinha a leve impressão que um dia aquelas duas colocariam fogo no planeta. Anna deu seu melhor sorriso meigo para o pai.

— Tudo ótimo, pai.

— Hum... — ele olhou para trás tentando decifrar a expressão de Nina quando o sinal abriu. Jamie o chamou com um toque no ombro.

— Vamos logo amor. Quero sair o mais rápido possível daquele orfanato, tenho hora marcada na minha dermatologista. Anna vai comigo!

Jason voltou sua atenção para a estrada assim que o semáforo mostrou sinal verde.

— Mas Jamie, achei que ela iria conosco visitar as irmãs. Afinal, foram elas quem cuidaram da Anna. Que desculpa vou dar para a ausência dela?

— Ai, sei lá. Diz que ela ficou em casa estudando para uma prova.

Nina olhou de soslaio para Anna. Ela sabia muito bem o motivo de ela não querer ir para o orfanato, estava pretendendo fugir no meio da sessão de beleza para ir a Rosewood encontrar Taylor. Sem dúvida nenhuma. Ela estava cansada de falar que Taylor era comprometido. Anna ia acabar se magoando e ela ia ser obrigada a repetir o conhecido “eu te avisei”. Jason pareceu desconfiado.

— Sei não, eu não gosto de mentiras. Sabe disso Jamie. Não é um bom exemplo a se dar para as meninas.

Anna sentiu o coração apertado. Se perdesse essa oportunidade não conseguiria nem tão cedo uma desculpa para ir tão próximo a Rosewood. O seu celular vibrou dentro do bolso. Ela pegou discretamente e viu o nome de Taylor estampado no visor. Era uma mensagem marcando o lugar de encontro.

“Você vem mesmo para Boise, minha gostosa?

Estou louco para te ver. Posso te buscar em qualquer lugar. Consegui pegar o carro do meu pai.”

Anna mordeu os lábios sentindo-se apreensiva.

— Por favor papai, eu quase não tenho tempo livre para ir a centros de estética.

— Amor, deixa ela eu vou estar ao lado.

Jason estava irredutível quando a sua decisão.

— Não Jamie, não mesmo. Brian está com problemas não é hora para perderem tempo com tamanha futilidade. Você vai e fim de papo! — decretou.

Os olhos de Anna marejaram na mesma hora.

— Mas pai... — suplicou com a voz embargada.

Nina odiava ver a Anna chorando. Odiava isso mais do que odiava saber que o filho da puta do Taylor estava enganando sua irmã. Ela bufou indignada pelo que iria fazer em seguida.

— Pai — chamou a contragosto.

— O que foi, querida?

Eles estavam entrando na rua onde ficava o centro de estética e Anna estava a beira de um colapso.

— Deixa ela ir, o Brian fica comigo. Eles nunca se deram muito bem mesmo. Eu explico para as irmãs que a Anna ficou sem graça de ter que vir. Elas a conhecem melhor do que nós três juntos, vão entender.

— Até você Nina? Isso é um complô contra mim...

— Prometo que busco ela e a mamãe mais tarde para não nos atrasarem mais na hora da volta.

Jason soltou uma risada abafada.

— Ok, me convenceu.

— Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Muito, muito, muito obrigada papai. EU TE AMO, sua vaca.

Anna puxou Nina pelos ombros e encheu o rosto dela de beijos. O que ela não fazia para ver aquele sorriso? Ela estava lhe devendo uma.


***


Noel reservou o restaurante com antecedência naquele dia para poder distrair Alison. Ele sabia que ela estava preocupada com Spencer e queria aproveitar para tentar esquecer as últimas semanas que tanto o atormentaram. O dia da última tentativa de seqüestro de Jake ainda estava gravado em sua memória causando-lhe pesadelos. A atendente do restaurante se aproximou para pedir o nome completo para buscar a reserva e ele lhe cedeu sua documentação. Em poucos minutos a bela mulher devidamente uniformizada o acompanhou até uma mesa redonda de vidro enfeitada com velas aromáticas, pratos de porcelana e talheres folheados a ouro. Ele foi até a mesa e acomodou-se em uma das cadeiras com classe.


— O senhor gostaria de adiantar o pedido?

O garçom de bom porte e bandeja prateada o perguntou com um sorriso simpático no rosto. Um dos pontos altos do restaurante, que era o predileto de Alison, era o atendimento. Os funcionários do Maison Square pareciam estar sempre sorridentes como quem acabou de ganhar um aumento de salário.

— Vou esperar minha espora chegar com meu filho primeiro. Obrigado.

O rapaz fez uma pequena reverência e se afastou. Noel sentia-se apreensivo e perseguido. Talvez devesse mudar de idéia e levar Alison para tirar férias no Havaí ou quem sabe fazer aquela viagem romântica para Paris que ele ficou devendo desde a lua de mel deles. Não poderia arriscar que outro incidente como aquele acontecesse debaixo do seu nariz. Ele precisava proteger sua família haja o que houver. E parecia que a cada dia ficava mais complicado cumprir com essa promessa vivendo em Rosewood. Ele baixou a cabeça e olhou suas mãos juntas sobre a mesa. Os dedos tamborilavam um no outro enquanto aguardava. Ele olhou para o relógio. Estava marcando 19h34, logo Ali apareceria. Como o jantar estava marcado para as 19 horas Noel daria um prazo de uma hora a mais para que a esposa surgisse.

— Ela é está sempre atrasada!

A voz conhecida chamou a atenção de Noel fazendo-o virar a cabeça para trás. Era Sophie e Thomas estava com ela. Os dois estavam bem vestidos e pareciam ter acabado de cegar ao restaurante. A menina abriu um sorriso contido quando recebeu o olhar do pai.

— Que bom te ver pai. Quanto tempo! — cumprimentou Sophie correndo para abraçá-lo.

Noel ficou um pouco pálido pela surpresa, mas correspondeu ao abraço da filha. Thomas apertou a mão dele assim que Sophie soltou do abraço.

— Tubo bem senhor Kahn?

Noel forçou um sorriso sem graça.

— Tudo ótimo Tom — ele olhou ao redor um pouco desconfortável e pousou a mão sobre o ombro do garoto — então, não me diga que finalmente conseguiu conquistar a minha filha?

— Sem perguntas constrangedoras pai… Por favor — reclamou Sophie revirando os olhos. Tom deu um sorriso instigante para a menina apenas para perturbá-la.

— Ainda não sou “nada sério” — ele fez as aspas com os dedos ao mencionar o relacionamento — Mas nada que eu não possa resolver com um pouco de paciência. A Sophy é durona, mas não invencível.

Sophie olhou para Thomas censurando-o.

— Cala a boca, garoto — exclamou — se reclamar muito nem isso vai ser. Falo logo!

A filha mais velha de Noel tentou esconder o sorriso que se instalou em seus lábios dando um empurrão no ombro largo do homem ao seu lado. Por sua vez, Thomas segurou a mão de Sophie e entrelaçou seus dedos nos dela mantendo o interesse presente em sua forma de olhá-la. Noel desviou a atenção dos jovens a sua frente com cautela para os lados desconfortável com a sensação de perseguição que arrepiava-lhe a espinha. Apesar da distração com as brincadeiras Thomas notou a diferença nas atitudes de Noel. Ele cutucou a menina e sacudiu os ombros curioso com o que estaria acontecendo, porém, o jeito como ele a olhou fez Sophie perceber que Tom desconfiava que aquilo teria um dedo dela no meio. E ela não podia negar. Então, antes que o silêncio se tornasse ainda mais pesaroso e comprometedor para o ambiente ela anunciou que tinha que se apressar ao pai e preparou-se para retornar a mesa onde estava antes e desconversar sobre o assunto. O restaurante estava começando a encher. Casais passavam cochichando e os burburinhos se estendiam pelo gigantesco salão com ar imperial. A sensação de estar sendo vigiada esquentou as veias de Sophie deixando-a com o coração acelerado. Noel pareceu compartilhar da mesma sensação quando fixou seus olhos nos da filha. Garçons uniformizados atravessavam o contato visual dos dois equilibrando suas bandejas e Sophie aproveitou e se aproximou para abraçar o pai com um sorriso doce nos lábios.

— Pai, deixe um beijo meu para Alison. Diga que estou com saudade dela e do meu irmãozinho. — Ela segurou Noel pelos ombros e gentilmente aproximou a face da bochecha dele para depositar um beijo. Ela fez o mesmo com o outro lado do rosto do pai e quando viu a oportunidade correta cochichou em um tom que apenas os dois poderiam ouvir:

— Eu sei que você revelou a localização da Angel para recuperar o Jake e aviso logo… Não vou deixar isso passar em branco, papai.

A voz doce e suave de Sophie atravessou os tímpanos de Noel como uma facada. Então ela sabia? Mas como?, pensava ele atordoado. As mãos dele que seguravam a cintura da filha caíram imediatamente após a revelação. Sua face empalideceu e a voz não saiu para dar uma resposta. Como se nada estivesse acontecendo a menina afastou sua face o bastante para fixar seus intensos olhos azuis nos olhos de Noel.

— Nos veremos em breve, papai. — disse ao afastar-se de Noel puxando a mão direita de Thomas em direção a mesa — muito em breve!

Thomas apertou a mão de Sophie enquanto caminhavam novamente para a mesa em que estavam antes. Os garçons chegavam carregando as bandejas com os pedidos para o jantar. Ele puxou a cadeira da menina e observou a forma suave como seus cabelos lisos e negros se movimentavam sobre as pontas dos dedos dele. Ela cheirava a algo doce e intenso como uma tempestade em tempos de verão. Essa intensidade assustava Thomas tanto quando instigava-o.

— Obrigada, Tom — agradeceu.

O rapaz fez uma reverência com a cabeça de leve em sinal de agradecimento ao serviço do garçom e tomou sua posição na cadeira a frente de Sophie. Ele esperou que o homem se afastasse e firmou sua desconfiança para a garota.

— Está pensando em ver o seu pai? A que devo esse milagre? — Ironizou erguendo a sobrancelha.

Sophie pegou a taça com champanhe entre o indicador e o polegar e levou a boca com naturalidade.

— Ele está precisado de apoio devido aos últimos acontecimentos com o Jake — Thomas prendeu o riso pela falta de credibilidade naquela desculpa, mas seguiu ouvido — você deve ter ouvido falar nos últimos sequestros do meu irmãozinho.

— É ouvi… — disse sem ânimo — e sinceramente achei sua solidariedade extremamente falsa, Sophy.

A menina soltou uma gargalhada divertida que fez os olhos de Tom brilharem. Ele acertara na mosca.

— Fica calminho, dessa vez eu não sou a vilã da história. — Ela bebericou mais um pouco da bebida e depois depositou a taça sobre a mesa — eu te prometi, não foi?

Aquela pose de menina boazinha nunca tinha combinado bem com ela e essa vitalidade o encantava. Thomas mecheu nos cabelos recostando o corpo para trás e seus pés tocaram as pontas dos pés de Sophie por baixo da mesa. Os dois se olharam intensamente. Ela estendeu a perna devagar até que o seu salto agulha roçasse os lados da calça jeans de Thomas.

— Sophie — alertou ele — estou falando sério. Não quero mais você metida com essas pessoas. Eles são perigosos.

A menina subiu o pé pela parte de dentro da perna de Thomas cada vez mais próximo de sua virilha. O salto cruzou a parte interna de sua coxa fazendo os pelos dele se eriçarem. Ela parou quando sentiu a ponta de seus dedos tocando o membro avantajado do rapaz. Tom soltou os talheres que segurava. Aquele sorriso de vitória estava mais uma vez alí, pleno entre a boca macia daquela mulher. O sangue dele ferveu sobre as veias e de repente não fazia mais sentido perder tempo com interrogatórios.

Eles teriam algo melhor para fazer naquela noite.



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