História Loucamente SUA - Capítulo 54


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jenna Marshall, Melissa Hastings, Paige McCullers, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Veronica Hastings, Wren Kingston
Tags Drama, Maldosas, Romance, Spencer Hastings, Spoby, Toby Cavanaugh
Visualizações 6
Palavras 4.598
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vocês já se sentiram meio idiotas de estar rindo de algo que já leu umas vinte vezes? Pois é, eu me sinto assim quando leio esses capítulos. Minha nossa! ahahahahahah

Bate aqui quem está postando porque quer distrair a mente do namorado babaca que só faz merda!

Aish...

Boa leitura,
amo vocês!

Capítulo 54 - Sai de perto da minha mãe, espertinho!


Fanfic / Fanfiction Loucamente SUA - Capítulo 54 - Sai de perto da minha mãe, espertinho!

“Você vem?”

A mensagem apitou no celular de Anna e seu coração pareceu querer sair do peito. Taylor estava aguardando que ela dissesse que estava livre para ele. Apenas para ele. Anna caminhava pelos corredores com o celular nas mãos pensando no que iria responder. Ela olhou a hora, já passavam das 14 horas, era melhor dizer que já estava chegando ao Starbucks.

— É um completo milagre! Quero beijá-la de tanta felicidade. Não imagina como aquelas linhas infelizes me incomodavam cada vez que olhava meu reflexo no espelho.
 

“Estou chegando no Starbucks que fica no centro de Boise. Passa aqui para me pegar?”, digitou Anna ignorando Jamie.

— Ela me disse que a nova contratada está fazendo um pilling maravilhoso. Pensei logo em você. Para cuidar dessas marquinhas de espinha que estão surgindo. Seria apenas duas vezes na semana nada que vá te atrapalhar demais. É só sair do colégio e eu peço ao Thomas para te buscar já que a Nina vai estar no Jazz. O que acha?

Jamie fez uma pausa e encarou a filha com seus olhos interrogativos. Anna fuçava o celular aguardando ansiosa a resposta de Taylor quando sentiu o silêncio do ambiente. Ela levantou a cabeça assustada.

— Ham?

— O que você acha? — perguntou Jamie.

Anna sentiu as mãos suarem de nervosismo.

— O que eu acho de… — sibilou sem graça tentando recordar.

— É… O que você acha? — Jamie a encarava já visivelmente um pouco brava — você está me ouvindo Anna DiLaurentis? — Anna gelou de dentro para fora. Jamie encarou a menina depois continuou a explicação — Estou falando sobre o Thomas te buscar duas vezes na semana para fazer o pilling aqui. O que acha?

— Uoou, acho maravilhoso!

Além de ser um tratamento ótimo para as espinhas dela ainda ia poder ver Taylor duas vezes na semana. Nada poderia ser mais perfeito! Anna mandou mais uma mensagem para Taylor perguntando: “já está chegando?”. Ela estava em cólicas para contar a boa notícia assim que o vise. Com certeza depois que passassem mais tempo juntos ele notaria como a Megan é sem graça e a pediria em namoro. Era só uma questão de tempo. Sua mãe continuou tagarelando durante todo o caminho até elas entraram no centro de estética e pegaram seus passes. Uma mulher as levou para salas de frente uma para a outra e as trancou lá. Assim que entrou e ouviu o barulho da trava Anna pegou o banquinho de madeira que ficava ao lado da sala e o usou para pular a janela. O Starbucks ficava a menos de uma quadra e ela foi correndo para lá. Seus pés cruzaram o asfalto o mais rápido que podiam. Anna pegou o celular no bolso e olhou se tinha alguma mensagem. Uma nova mensagem fez o aparelho vibrar sobre sua mão.
 

“Onde você está princesa?”


Anna parou de repente no sinal fechado e o som das buzinas dos carros soaram raivosas. A parada brusca fez com que quase caísse no meio da calçada. Do outro lado da rua estava estacionado o carro do pai de Taylor, ela estava atrasada e ele odiava atrasos. Anna mordeu o lábio inferior e olhou apreensiva para os carros cruzando a pista. Estava com tanta pressa que seus pés tamborilavam no chão. Anna olhou para o celular vibrando em sua mão com mais uma mensagem e depois para o sinal sinalizando amarelo - atenção. Carros ainda cruzavam ferozes pela pista. Ela olhou para a mensagem.
 

“Está mesmo atrasada ou eu que estou no lugar errado?”


— Droga, droga, droga! — Anna disse para si mesma enfiando o aparelho no bolso — Odeio estar errada…

Ela pegou o grosso cabelo encaracolado com as duas mãos e fez um coque torto prendendo os fios. O sinal finalmente fechou e ela saiu correndo para a Starbucks. Por sorte o outro sinal que a levava para a loja estava fechado quando atravessou. Entrou as pressas buscando os cabelos loiros de Taylor entre os clientes sentados. Como estava vazio graças ao horário da tarde foi fácil ver que não tinha nenhum loiro, alto, com corpo esguio por lá.

— Sério? — disse caminhando em direção ao balcão de atendimento ainda na tentativa de encontrá-lo em algum ponto cego da loja. Ela apoiou os cotovelos na madeira e recostou a testa sobre os braços. Tinha corrido tanto à toa e ainda sentia o seu peito movimentar-se pelo esforço. Ela fixou a atenção na respiração para acalmá-la, enquanto tentava deixar a fixa cair de que ele tinha mesmo ido embora depois de todo o seu esforço. Seus sentimentos eram uma mistura intensa de raiva com decepção. Ela levantou o rosto irritada — Mas que inferno, como ele pode fazer isso comigo?

O atendente se aproximou com um sorriso no rosto, mas naquele momento o humor dela não era dos melhores.

— Posso ajudar em algo? — Anna o encarou sem nenhum humor e arqueou uma das sobrancelhas — Não, valeu. A não ser que possa me fornecer uma arma para matar um filho da puta que me deu um bolo. — Desabafou antes de voltar a esconder a face entre os braços.

O rapaz rolou um copo grande de cappuccino até próximo ao braço dela. Ela levantou o olhar até ele sem corrigir a postura, porém, o garoto apenas se afastou. A surpresa maior veio quando Anna ouviu a voz potente de Taylor roçando sua nuca e todo seu corpo se arrepiou de cima a baixo. Ela irrigeceu a postura no mesmo instante e seu coração pulou para a garganta. Seus dedos finos apertaram quina da balcão com pressão.

— Dizem que um cappuccino é capaz de acalmar o sangue, por que não tenta? Achei que precisaria de um. — A voz provocante dele tocou a base do pescoço de Anna e os arrepios se estenderam na velocidade de um foguete por todas as partes do corpo dela. Ele deu uma risada leve e ela pode sentir o hálito quente dele se aproximar da sua orelha intensificando os arrepios. Anna apertou mais os dedos contra o balcão quando sentiu os lábios do garoto envolvendo sua orelha e após uma mordida sussurrando:

— Odeio quando se atrasa. — As mãos dele a envolveram pela cintura e colou seu corpo no dela. Anna se viu obrigada a puxar o copo de cappuccino o mais rápido para perto dela e tomar um belo gole. Se tinha alguma bebida que a ajudasse a acalmar os ânimos ela necessitava naquele exato instante. A cafeína entrou em seu corpo e se espalhou pelas veias trazendo-lhe uma onda de relaxamento. Quando se sentiu menos enlouquecida, em um estado que não fosse levá-la a virar de frente e tascar um beijaço naquele garoto, ela apoiou o copo sobre o balcão e virou-se para ele. Os olhos azuis brilhante que ele tinha a fizeram perder o fôlego.

— Não me atrasei tanto assim — afirmou com ar de superioridade.

Ele deu um sorriso safado e jogou o peso para um lado do corpo.

— Odeio sua demora, quase nunca posso te ver.

Anna sorriu encabulada.

— Não sabia que sentia tanto assim a minha falta — as bochechas de Anna viraram morangos.

Os olhos dele vasculhavam cada minúsculo canto do rosto de Anna desde os cabelos até a cor rosada das maças do rosto, descendo a medida que seguia analisando as peças de roupa que ela estava vestindo. Ele parou o olhar quando chegou as pernas desnudas dela.

— Eu sinto — afirmou. Ele deu aquele olhar que parecia querer devorá-la. AQUELE que a fazia tremer as pernas.

Ai Deus meu, o que eu faço da minha vida?, pensou Anna.

Ela sentia um calor incontrolável tomar conta do seu corpo. Na falta de uma piscina para se jogar ela engoliu seco tentando ignorar a forma possessiva com a qual ele a olhava e afogou-se no copo de cappuccino. Em meio ao drink permitiu-se olhar bem para o garoto a sua frente. Taylor tinha os lábios avermelhados e bem delineados daqueles que dava vontade de morder, e minha nossa, como ela queria beijar aquela boca gostosa dele. A pele clara, o maximar quadrado dando um ar mas maduro a aparência jovial. Taylor estava sempre arrumado com calças jeans ou pretas e camisas sociais de botões que ficavam abertos até o início da clavícula onde aparecia sua corrente de ouro em formato de terço. Apesar de magro, ele tinha braços e tórax definidos definidos devido aos sete anos de jiu-jitsu. Ele ofegou os dedos pela cintura de Anna fazendo o pano fino da roupa roçar na pele dela delicadamente. Ela ofegou com o toque sentindo uma corrente elétrica cruzar suas veias. Taylor deu um sorriso travesso fascinado com as reação de Anna. Ela notava cada minúsculo movimento dos lábios dele desejando que estivessem sobre os dela. Pelo jeito que ele sorriu para ela estava pensando na mesmíssima coisa.

— Quer dar uma volta? — ele deu um passo a frente, aproximou a boca da orelha de Anna e sussurrou com uma voz rouca tão sexy que ela podia apostar que deixou a calcinha úmida.

Seu coração disparou como louco e ela se odiou por ter escolhido um sutiã sem bojo, pois, nesse momento o leve roçar do peitoral de Taylor nos seios dela havia deixado os bicos de seus seios arrebitados ao ponto de marcar a blusa social. Num arquejo involuntário, sentindo-se totalmente entregue, Anna fez que sim com a cabeça e sentiu as pontas dos dedos de Taylor deslisarem sobre a blusa até a parte de trás das suas costas encaminando-a em direção a saída. Anna mal sentia-se capaz de respirar, quem dirá de falar algo.

Ele tinha esse poder incrível de deixá-la sem ar, sem chão, sem direção.

E ela amava isso.


***

Depois da primeira noite em Boise Spencer ligou para Hanna e contou como tinha sido a viagem. Nathaniel se comprometeu em ajudar no que podia, mas, Angel nunca os deixava sozinhos e ela temia que a menina acabasse escutando algo sobre o distanciamento de Toby e sobre a incerteza de quanto tempo duraria essa estadia delas fora da cidade. O que mais a preocupava era a estabilidade das duas. Nesse momento, estavam sobrevivendo graças a Nathaniel. Ele estava se encarregando do aluguel da casa, a alimentação das duas e as necessidades de Angelique. O problema é que isso não podia se estender por muito tempo e por mais que Nate diga que não se importa, Spencer se importava. Ela não queria ser um tormento para ele ou para nenhuma outra pessoa. Queria um emprego. Hanna comentou sobre o recado de Alison de que se precisasse de um emprego temporário ela poderia contar com ajuda dela e essa ideia caiu como uma luva para aquele momento. Spencer já havia trabalhado durante anos em lanchonetes, salões, postos de gasolina e qualquer outro que lhe garantisse um bom café da manhã na mesa e o pagamento dos aluguéis. Não era uma vida de rainha, mas era o suficiente para viver bem e livre das garras de Verônica e de Peter. Imaginar que agora a vida de uma criança, de sua amada filha, dependia dela trazia forças para enfrentar qualquer barreira. A herança poderia ter dado a Spencer e Angel uma vida de rainha, mas ela não queria viver triste e infeliz ao lado de Toby Cavanaugh. Ter que vê-lo passando ao seu lado todos os dias tratando como se fosse uma das muitas mulheres que já passaram por sua cama sem nenhuma relevância. Seria muito aguentar os olhares curiosos, as fofocas circulando sobre como ela era uma mãe solteira, que tinha se perdido para o Cavanaugh e agora ele não dava a mínima para a criança. Como ela explicaria isso a Angel? Como ela reagiria a uma situação dessas? Alison ofereceu um emprego em um dos salões de beleza da cidade, no qual ela era administradora. Ela ia trabalhar e Nathaniel ficava com Angel em casa. Eles até que se davam bem nos momentos em que Spencer estava longe, o problema começava quando estavam os três no mesmo ambiente. Ciumenta, a menina fazia birra, não queria sentar na mesa e nunca deixava Nathaniel perto da mãe. Nathaniel costumava esperar que Angel apagasse para colocá-la na cama e ir para a sala conversar com Spencer. Era um dos poucos momentos em que podiam relaxar e simplesmente curtir a companhia um do outro. Passaram-se três dias nesse ritmo. Ela estava acabando de chegar em casa, após o dia de trabalho. O salão fechou eram sete horas da noite, Nate ligou para Spencer e pediu para que ela passasse no supermercado para comprar suco de uva, o preferido de Angel, para o jantar. Não era muito longe de onde ela estava só precisava caminhar umas duas quadras. Spencer apressou-se no caminho pelas ruas escurecidas com o anoitecer até a grande fachada vermelha do mercado. O estacionamento parecia mais vasto sem os carros amontoados e a gritaria das mulheres carregando suas sacolas lotadas. Ela apertou as mãos uma na outra quando sentiu o vento frio balançando as árvores que decoravam de verde o grande espaço de concreto cinza. Dentro do mercado havia duas caixas trabalhando, uma senhora de cabelos ruivos bagunçados presos em um coque e uma morena de cabelos lisos curtos. Spencer atravessou a entrada notando um homem bêbado agarrado com duas garrafas de Vodka pegar sua carteira no bolso e entregar um cartão a caixa. Ela pegou seu suco no fim do corredor e correu de volta para casa o mais rápido que podia. Aquela sensação estranha ainda estava correndo pelas suas veias quando subiu as escadas do apartamento onde estava hospedada. Ela olhou para o corredor vazio a suas costas algumas vezes no meio do caminho. Quando abriu a porta de casa Nathaniel estava colocando uma bandeja na mesa de ferro improvisada no meio da sala. Angel havia colocado uma das toalhas que encontrou na mala para enfeitar e estava ajudando a colocar os pratos em seus lugares. Spencer fechou a porta segurando as bolsas em uma das mãos e Angel correu para a mãe quando percebeu que ela tinha chegado.

— Mãe! — chamou agarrando-a pela cintura.

Ela virou para abraçar a filha e deu um beijo estalado em sua testa. As duas foram abraçadas até a mesa onde estava Nathaniel.

— Spence, que demora. O que houve?

— Ah, não foi nada. É porque vim para casa a pé.

— Hum.

Ele arrumou as bandejas sobre a mesa e a posição dos garfos, depois puxou Spencer para um abraço carinhoso. Angel, que ficou entre os dois, olhou de cara feia para Nate e deu um pisão em seu pé.

— Solta a minha mãe! — reclamou rabugenta.

Nate se afastou mancando para trás e apoiou na cadeira para poder massagear o pé que doía. Angel segurou o riso e saiu correndo para a sala puxando a mão de Spencer. Ela a levou para a sala e mostrou os jogos que havia comprado mais cedo com Nathaniel. Ele ainda massageava o pé quando Spencer virou para chamá-lo.

— E você ainda compra jogos para ela?

Nate deu de ombros.

— Faço o que posso para conquistar essa baixinha.

Angel levantou o queixo e cruzou os braços na altura da cintura.

— Não faz mais do que sua obrigação!

— Filha! — censurou Spencer levando a mão direita ao peito — Nate não é obrigado a te dar coisas, seu pai é.

— Mas ele está tentando ocupar o lugar do meu pai. Eu sei que está!

Nathaniel arregalou os olhos e colocou o sapato de volta no pé antes de se aproximar do sofá onde as duas estavam sentadas. Spencer estava mais vermelha que um pimentão quando ele sentou-se sobre o braço do sofá ao lado dela.

— Angel, eu não quero ocupar o lugar do Toby.

A menina pegou os jogos e colocou arrumados por ordem alfabética na prateleira ao lado da pequena televisão emprestada por Nate.

— Quer sim — afirmou autoconfiante.

Spencer estava queimando de vergonha. Ela se esticou para pegar a alça do short da filha e puxá-la para sentar sobre seu colo. Ela olhou sorrindo para Spencer e ajeitou-se sobre o colo da mãe abraçando sua cintura. Spencer passou os dedos sobre o cabelo da filha em silêncio encostando o queixo de leve no topo da cabeça da pequena. Angel olhou de lado para Nathaniel e depois se escondeu junto a Spencer mais uma vez.

— Não leva para o lado pessoal, você até que é legal. Mas, ninguém nesse universo é melhor do que o meu pai e eu tenho certeza que ele logo vai estar aqui para nos levar de volta a Rosewood.

Spencer olhou para Nate. Ele sustentou carinhosamente o olhar de Spencer, enquanto acariciava os cabelos de Angel junto a Spencer.

— Tenho certeza que sim, princesa. Seu pai logo estará de volta a cidade e vai cuidar de vocês duas tão bem quanto eu estou tentando cuidar.

O jantar correu tranquilamente, depois que Angel se acalmou. Spencer acabou tirando de sua cabeça a sensação ruim que teve e aproveitou o momento de paz entre Nate e Angel para sentarem juntos a mesa. Ela lavou a louça e Angel acabou apagando depois de ficar até de noite jogando luta no X-Box com Nathaniel. A menina acabou dormindo com a cabeça recostada a perna dele. Spencer ajudou a colocar a filha na cama antes de voltar para conversar com Nate. Precisava saber da opinião dele sobre toda a confusão que estava acontecendo na vida dele naquele momento. O único capaz de conhecê-la melhor que ela mesma. Se é que isso fazia algum sentido. Spencer colocou Angel na cama e a cobriu com o pequeno lençol, depois voltou para a sala.

— Nate, preciso muito de você. — disse ao atravessar a sala em direção ao sofá onde ele estava jogando há pouco com Angel. Na ausência de uma resposta acabou notando que ele também havia pego no sono.

— Ah, ótimo! — riu ao se aproximar e sentar ao lado dele.

Nathaniel se assustou quando sentiu a presença de Spencer e acordou de supetão buscando por Angel.

— Angel? — perguntou eufórico olhando para os lados e dando de cara com o sorriso acolhedor de Spencer — Onde está a Angel?

Spencer sorriu e lhe ofereceu o colo dando dois tapinhas sobre as pernas esticadas.

— Na cama, no último sono a essa hora.

Ele pareceu se aliviar com a notícia e seus músculos que antes pareciam tensos se renderam ao sono mais uma vez. Spencer se arrumou no sofá e Nate se deitou sobre as pernas da menina exausto. A televisão passava algum filme de ação com Jakie Chan que Spencer até tentou assistir, enquanto pensava em Toby. O dia havia sido longo e os dois adormeceram naquela posição em meio ao carinho que os dedos finos e delicados de Spencer faziam sobre os cabelos sedosos de Nate.


***

Jamie caminhou de um lado para o outro perto do carro impaciente com a demora de Jason. Seus saltos afundavam na areia do pátio do colégio das meninas. A frente do portão de entrada Jason conversava com as duas. Anna olhava atenta com um sorriso no rosto segurando sua bolsa Prada a frente do corpo, enquanto, Nina ria da preocupação do pai. Ele explicava que ficaria longe o resto do dia para ajudar as freiras a procurarem Brian e por isso não viria busca-las na hora da saída.

— Nina, não ria eu estou falando sério. Cuide-se e cuide da sua irmã. Eu telefono assim que tiver notícias dele.

Nina continuava rindo.

— Já disse que te amo hoje?— perguntou com um sorriso bobo. Jason puxou a filha e a prendeu entre seus músculos dando um beijo no topo de sua cabeça.

— Vocês são minha vida. Eu também te amo, princesa.

Anna olhou para o lado vendo um grupo de garotos rindo da cena e sua face ganhou um tom escarlate. Ela escondeu o rosto nas mãos.

— Pai está me fazendo pagar mico.— Ela deu uma espiada o canto dos olhos e o capitão do time de futebol do colégio colocou o dedo na boca imitando um bebê zombando delas. — Ainnn...

Anna resmungou. Nina rolou os olhos soprando o ar pela boca, depois se separou do pai.

— OK, o seu filho vem buscar a Anna? Como ele vai reconhece-la? Nós não vamos o Tom desde os 17 anos quando ele saiu de casa.

Jason sentiu o suor frio de preocupação. Ele não estava tão preocupado com Nina, pois, sabia que ela se cuidaria bem. Porém, quando se tratava de Anna seu senso de responsabilidade gritava. Ela era boba e inocente demais. Uma princesinha. Ele tentou esconder a dúvida em sua mente e parecer o mais seguro possível quando respondeu:

— Ele virá, princesa. Thomas reconhecerá a Anna eu já mandei uma foto de vocês duas para ele.

Nina firmou os lábios e curvou de leve para o canto direito. Ela confiava na responsabilidade de Thomas tanto quanto confiava que Anna não se meteria em problemas. Ou seja, NADA. E por mais que Jason tentasse esconder ele também tinha suas dúvidas. Jason ouviu Jamie gritar por ele mais uma vez e apressou a despedida. Puxou Anna a contragosto para um beijo no rosto e depois Nina. O sinal estalou os ouvidos das suas e uma multidão de alunos começaram a entrar para as salas.

— Se cuidem meninas! — disse Jason afastando-se da entrada do colégio e ainda acrescentou — tenham juízo.

— Eu acho que vou morrer de vergonha. — Sussurrou Anna forçando um sorriso e um aceno para o pai. Nina deu uma gargalhada larga fazendo o mesmo gesto. Quando Jason saiu as duas viraram para o corredor vazio. Ou quase vazio, já que Gregory estava lá observando-as com seu sorriso sarcástico e presunçoso. Anna ficou roxa de vergonha.

— Ain, não acredito nisso! — exclamou abaixando a cabeça na tentativa de passar despercebida.

Nina fez cara feia e caminhou destemida pelos corredores encarando o garoto na expectativa de afastá-lo, mas Gregory não tinha medo da cara feia de Nina. Ele as acompanhou quando passaram perto do armário em que estava recostado.

— As bebêzinhas do papai estão atrasadas — zombou chegando por trás no meio delas.

Nina o olhou de soslaio por segundos antes de ignorá-lo e entrar em sua sala de aula.

— Não enche Greg.

Anna revirou os olhos e apressou o passo até uma das primeiras cadeiras vagas da sala de aula, em frente a mesa do professor. Nina seguiu até o fundo da sala acompanhada por Gregory e os dois se sentaram encostados a parede grande e branca. Ela jogou a mochila na cadeira a sua frente e colocou o celular apoiado sobre a mesa. Gregory que estava sentado a duas cadeiras de distância se inclinou apoiando os cotovelos sobre a mesa.

— Cade os cadernos? Você já foi uma aluna melhor.

Ela lhe ofereceu um meio sorriso, irônico e um pouco sem paciência. Ele voltou a sentar-se na cadeira jogando os braços atrás da cabeça.

— Já vi que não está de bom humor hoje — exclamou fingindo não prestar atenção nela — o que houve? TPM?

Nina observou o professor escrevendo parte da matéria no quadro e sua irmã fofocando com Sandra Baker, uma branquela com cara de dor que estava sempre reclamando de tudo e todos. Realmente, era muito louco imaginar como alguma pessoa na face da terra poderia ser amiga dela. Mas fazer o que? Anna sempre foi esquisita mesmo. Ela virou para Gregory um pouco sarcástica.

— TPM? Sério?

Ele só podia estar de brincadeira, bem que ela achava que Gregory era a melhor opção para tirar aquelas maluquices de sua cabeça, mas não estava com paciência para aturar as brincadeiras sem graça dele naquele momento. Nina viu Anna levantar com o celular na mão e sair de sala correndo para atender com um sorriso de orelha a orelha. Aquilo estava lhe dando um péssimo pressentimento. O que será que Jason foi fazer, de verdade, em Rosewood? Isso estava muito estranho. Duas horas mais tarde Nina foi dispensada das aulas para ir a dança. O ensaio demorou quase a tarde inteira e Anna não respondeu as mensagens que deixou durante as pausas para beber água e ir ao banheiro. Ela também tentou ligar para Jason, mas ele não atendeu. Isso estava ficando cada vez mais estranho. Nina ouviu a música recomeçar e Megan vir correndo para puxá-la pelo braço para dentro do grande salão de ensaio.

— Vamos logo, estamos te esperando — disse segurando-o pela mão para dentro.

— Eu já estou indo só estava tentando falar com a minha irmã.

Megan deu uma risada olhando de lado para Nina sem deixar de arrastá-la para dentro da sala. Um grupo de meninas já estava começando a dançar uma coreografia ao som de Bad, de Michael Jackson.

— Essa é minha predileta! A Anna já é bem grandinha para se cuidar, Nina. — ela parou e virou-se para a amiga com os braços cruzados.

Nina apertou o celular na mão e depois voltou-se para o olhar curioso de Megan.

— Está certa… — pôs o aparelho sobre a mesa onde estavam as mochilas — Será rápido, só faltam mais algumas horas. A Anna está bem.


***

Duas semanas depois da visita a Max, Toby ainda não tinha ouvido uma palavra sobre Spencer. Ele havia atormentado Verônica e Max Harrison, e ele havia ligado para a antiga delegacia em que Spencer havia trabalhado em Scottsdale. Eles não ouviam falar dela desde que pediu demissão, em junho. Toby estava ficando louco. Ele não sabia onde mais procurar. Ele não suspeitava que deveria ter procurado dentro da própria família.

— Eu ouvi dizer que Spencer Hastings está trabalhando em Boise — Jenna mencionou enquanto tomava uma colherada de sopa.

Toby ficou paralisado e olhou para sua irmã. Ele, Jenna e Sophie estavam sentados na mesa de jantar da casa da mãe almoçando.

— Onde você ouviu isso?

— Emily. Ela me disse que Spencer está trabalhando em uma das unidades do centro de estética da Alison.

Toby soltou a colher vagarosamente.

— Há quanto tempo você sabe disso?

— Há poucos dias.

— E você não me contou?

Jenna encolheu os ombros.

— Achei que não quisesse saber.

Toby ficou parado. Ele não conseguia decidir se abraçava a irmã ou dava um soco na sua cabeça.

— Você sabe que eu queria saber.

— Talvez eu tenha pensado que você precisava se recompor antes de encontrá-la novamente.

— Por que o Toby iria querer ver aquela garota? — Vivian perguntou — A melhor coisa que ela fez foi sair da cidade. A coisa certa finalmente foi feita.

— A coisa certa seria Peter aceitar a responsabilidade dele há muito tempo atrás. Mas ele não tinha interesse em mim até que foi tarde demais.

— Se não fosse por aquela garota e a mãe dela, ele teria tentado te dar de tudo anos atrás.

— E macacos poderiam sair voando do traseiro dele — Sophie disse enquanto pegava o sal e a pimenta —, mas eu duvido disso.

Jenna levantou uma sobrancelha desconfiada enquanto Toby ria.

— Sophie — Vivian arfou — Onde você ouviu esse linguajar?

Havia diversos lugares, começando com o pai e o tio e terminando com a televisão. A resposta dela surpreendeu Toby.

— Spencer.

— Viu só! — Vivian levantou-se e foi em direção a Toby — Aquela garota não presta. Fique longe dela.

— Vai ser um pouco difícil, já que vou para Boise encontrá-la. Eu a amo, e vou implorar para que ela se case comigo.

Vivian parou e levou a mão ao pescoço como se Toby a estivesse enforcando.

— Você sempre disse que queria me ver feliz. Spencer me faz feliz, e eu não vou mais viver sem ela. Vou fazer o que for necessário para trazê-la de volta para a minha vida — Ele parou e olhou para a expressão de choque da mãe — Se não consegue ficar feliz por mim, então se afaste até você conseguir ao menos fingir que está feliz.



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