História Loucamente SUA - Capítulo 61


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jenna Marshall, Melissa Hastings, Paige McCullers, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Veronica Hastings, Wren Kingston
Tags Drama, Maldosas, Romance, Spencer Hastings, Spoby, Toby Cavanaugh
Visualizações 12
Palavras 4.009
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpem essa imagem ilustrativa bizarra que eu coloquei, já estou providenciando uma melhor JURO! Pensei bastante para escrever esse capítulo e assumo que estou com uma imensa DOR no coração de matar personagens, mas vai acontecer. Preparing yourselfs! hhahahahahha Então, o fim está próximo e eu estou ANSIOSA para mostrar a vocês como todos vão ficar eu já terminei de escrever e tudo. É só acabar essa parte do sequestro que eu posto.

Espero que gostem do capítulos, amores.

Xoxo..

Capítulo 61 - Rumo ao cativeiro


Fanfic / Fanfiction Loucamente SUA - Capítulo 61 - Rumo ao cativeiro

Jenna jogou a cabeça para trás e se afastou em direção a saída do hospital sem pronunciar uma só palavra. Agora o mundo parecia fazer mais sentido. Ela atravessou as portas automáticas e pegou o celular assim que conseguiu manter um mínimo de distância. Discou o número de Spencer.

— Alô? Spencer? — Ela estava ofegante — Eu sei quem sequestrou a Angel, nós precisamos nos reunir AGORA!

***

Sul de Rosewood - 20:00 - Cativeiro de Angel
 

O silêncio parecia mortal apenas soavam os zumbidos dos grilos misturados ao matagal que cercava o local. Taylor puxou um saco preto para dentro do pequeno quarto e colocou num canto antes de fechar a porta. Ele esperou que Megan saísse, escondido dentro de um carro atrás do galpão, para poder entrar e saber como Angel estava. Ela ainda chorava abraçando as pernas quando ele entrou. Ela levantou a cabeça cabreira, mas não falou nada e permaneceu na mesma posição todo o tempo em que ele esteve limpando o chão. O cheiro de vômito estava insuportável naquela altura e ele chutava que ela já estava exausta e cheia de fome, mas não iria falar. A única vez durante a tarde em que tentou se aproximar da menina tinha dado duramente errado. Ela se assustou e encolheu-se contra a parede na esperança de ficar o mais longe possível de qualquer contato humano.

— Não vou fazer nada com você — insistiu ele — eu juro…

Mas não adiantava, ela estava apavorada depois da intercepção de Alex. Taylor recuou e limitou-se a limpar o que estava sujo. Lavou o chão com produtos de limpeza que trouxe da casa de sua avó, tirou o excesso de água com o rodo e secou os resquícios de água com ajuda de um pano de chão e uma vassoura quebrada. Angel continuava quieta na mesma posição que antes, a diferença era que de tempos em tempos arriscava um olhar de soslaio para Taylor. Era um olhar vago e distante, mas ainda assim, tinha um pequeno brilho nele. Demorou de propósito para poder ficar ao lado dela e assim que anoiteceu decidiu arrumar um lugar mais confortável para que ela pudesse descansar melhor. Angel abaixou as pernas e prestou atenção no embrulho que ele carregava. A movimentação o fez sorrir com esperança de que pudesse se recuperar do choque logo. Ela pressionou os joelhos e arrastou-se pela parede para ficar de pé. Taylor notou o movimento com a visão periférica, mas continuou abaixado mexendo dentro do saco. Tirou um travesseiro azul de aspecto encardido, um lençol fino de estampa de flores e um colchão de solteiro usado com aproximadamente 15 cm de espessura. Ela pareceu confusa. Passou as mãos pelo cabelo bagunçado e arriscou dar um passo na direção de Taylor. Ele a notou com mais atenção. Não estava apenas com aparência abatida e desarrumada, também estava suja de dormir sobre o feno e com os lábios cortados.

— É para mim? — perguntou tímida.

Taylor meneou a cabeça positivamente. Angel segurou as mãos a frente do corpo. Seu olhar corria de Taylor para o jogo de cama largado no chão ao lado dele. Ele não a encarou ao responder, apenas se manteve organizando o quarto. Pegou o colchão e caminhou até o fundo do quarto arrumando-o colado a parede. Angel deu mais um passo seguindo o caminho até Taylor. Ele forrou o colchão com o lençol e colocou o travesseiro sobre a ponta do mesmo onde ficaria a cabeça. Daquela posição dava uma boa vista para a janela. A menina parecia encantada com a pequena cama. Abaixou até encostar os joelhos no chão frio e apertou o colchão. Era macio e afundou entre seus dedos. Ela soltou um sorriso discreto e apertou mais vezes. Taylor parou perto da porta e admirou de braços cruzados. Quando Angel soltou uma pequena risada ele teve que rir também. Era o primeiro sorriso que ela dava desde quando chegou aquele lugar. Angel virou o rosto na direção de Taylor com um sorriso largo na face.

— Bem melhor, assim. Fica mais bonita com esse sorriso ai no rosto — ele apontou para a face da menina.

Angel sentou sobre o colchão com as pernas cruzadas e pareceu tentar esconder o sorriso, após ouvir o comentário. Ela voltou a ficar séria. A atenção fixa em seus pés que remexiam no chão. Taylor pegou o saco preto, amassou até caber na palma da mão, depois afastou-se até chegar a porta e saiu. Tinha que assumir o posto antes de Megan chegar ao cativeiro. Se ela o pegasse brincando com a menina ou mimando-a dessa forma teria problemas. Angel o acompanhou com atenção até sumir de vista. Parecia querer falar algo, mas no fim das contas se manteve calada. Ele estava fechando a porta quando seu celular começou a tocar. Era um número desconhecido.

— Megan? — questionou receoso ao colocar o aparelho no ouvido.

Largou o cadeado pendurado na porta e se afastou até a escrivaninha. Chamadas desconhecidas sempre faziam o sangue dele gelar sob a pele. Megan quase nunca ligava com chamada bloqueada, isso era algo que Vivian costumava fazer por motivos óbvios que dispensava explicação. Ainda assim, atender ligações havia se tornado extremamente desagradável.

— Oi, amor. Onde você está? Estou cansada e querendo muito depressa seus beijinhos, meu fofucho. — ele sentiu os músculos relaxarem ao ouvir a voz da namorada e suspirou alto.

— Ah, claro Meg. Adivinha? Ainda “trabalhando”... — brincou rindo acrescentando uma entonação duvidosa ao pronunciar a última palavra — Por onde você estava? Não deveria estar comigo a essa hora?

— Bem, digamos que eu tive um probleminha para resolver para nossa chefe e acabei sendo escalada para outra função. Deixa a pentelha sozinha e vem para casa. — deu de ombros — ninguém vai se importar mesmo…

Taylor sentiu as pálpebras tremerem e pesou o indicador sobre os olhos para tentar acalmar os ânimos. Ele soltou o ar pela boca parecendo decepcionado. Sua voz revelava isso claramente.

— Meu Deus Megan, ela é apenas uma criança. Como pode ter tanta raiva assim de um ser tão inocente?

— Ela não é nada minha, amor. Qual é! Vai dar uma de hipócrita agora?

Ele não precisou estar perto da namorada para saber que ela estava revirando os olhos naquele instante. E ela estava mesmo. Taylor sentou na cadeira acolchoada de couro rasgada bem embaixo da sua coxa e rodopiou na mesma em direção ao fundo do antigo estábulo. Estava escuro demais e os únicos pontos de iluminação vinham das brechas das janelas e portas que refletiam as luzes amareladas dos postes dando um “q” de filme de terror ao ambiente. Talvez aquele lugar pudesse assustar muito mais Angel do que ele pensava. Era de se surpreender que a menina ainda conseguisse sorrir. Taylor afastou o telefone do ouvido para não ter que escutar as reclamações de Megan e aproveitou para dar uma boa olhada para o galpão. Uma fina luz amarela brilhava através do espaço entre o portão principal e o chão. Ele focou naquele brilho. O chão estava cheio de terra e de pedaços minúsculos de pedras. Uma folha seca alaranjada estava fazendo sobra lá dentro e o vendo assoviava do lado de fora, no meio do nada, onde estavam. Por um segundo ele se distraiu com a visão das formas das sombras do que estava do outro lado da porta e esqueceu-se do celular em sua mão. O vento uivou mais uma vez e entrou uma rajada pela janela lateral derrubando o que pareciam algumas latas que estavam sobre as prateleiras. Taylor deu um pulo de onde estava e ouviu a voz de Megan berrando pelo aparelho móvel.

— TAYLOR? — Chamou ela — Está me escutando?

Ele pressionou contra a orelha mais forte pelo susto. O celular estava superaquecido e deu a sensação de choque-térmico em contraste com sua pele gélida da noite. Seu coração estava acelerado e não era de emoção. Tay olhou para a escuridão e sombras ao seu redor e um arrepio lhe cruzou a espinha. Ele deslizou os olhos pela faixa de luz do portão, pela escrivaninha, os montes de feno encobertos pelo breu, as prateleiras e as latas caídas no chão iluminadas pela luz alaranjada que passava pela janela formando um perfeito retângulo no chão. Os fundos, onde havia sido a reunião com -A, estavam numa escuridão tão intensa que ele mal podia enxergar as portas da saída dos fundos. Seguiu a visão para o lado mais claro que dava para o cativeiro de Angel, mas um forte ruído de pisadas rompeu o silêncio.

— Que merda! — falou para si mesmo assustado.

— O que está acontecendo fofucho? Fala comigo! — Megan parecia estar começando a ficar assustada.

Taylor colocou o telefone perto da boca e sussurrou:

— Eu não sei…

Seus olhos seguiram agitados para a direção do barulho no portão principal e logo em seguida mais barulho de pisadas. Pisadas que ficaram mais firmes e audíveis. Taylor identificou o som perto do lado esquerdo do galpão onde estavam as latas caídas e apressou os passos para aquela direção.

— Tenho que desligar — explicou rápido.

— Desligar? Tem alguém ai Taylor?

— Sim — disse ainda mais baixo. Megan pareceu dizer o nome “Deus” do outro lado da linha, mas ele não aguardou para ter certeza. Colocou no silencioso e enfiou o aparelho nos bolsos. As pisadas se estenderam por toda a parede da lateral do galpão, parecia que a pessoa estava tentando entrar pelos fundos. Taylor foi se esgueirando pelos cantos aproveitando a escuridão para não ser notado. Passou atrás de um latão de óleo de um metro e agachou-se por ali mesmo tentando ouvir para onde a pessoa estava indo. Ele não tinha nenhuma arma consigo, tinha deixado sua arma com Megan quando ela disse que precisaria sair com -A para uma conversa. Não confiava em Vivian, muito menos nela sozinha com sua namorada. Megan podia não ser a melhor pessoa do mundo, mas tudo que ela fazia era por causa das necessidades especiais de sua irmã mais nova. Era por amor aquela criança que ela tinha se metido em tamanha confusão e isso no mínimo lhe dava o benefício da dúvida. O vento sacudiu a janela fazendo-a bater e então entrou como um furação derrubando mais coisas pelo chão. Os passos pararam. Um silêncio pairou até que tiros atravessaram as paredes de madeira como se fossem feitas de papel. Taylor abaixou-se no chão com as mãos na cabeça. Vieram mais estrondos de tiro em seguida despedaçando o fundo do galpão. Ao abrir os olhos que se fecharam automaticamente em reação protetora do próprio corpo viu pernas atravessando o buraco da parede. Mais uma olhada e uma mão segurava uma pistola pequena, porém grossa ocupando-lhe quase toda a mão. Uma corrente de terror passou pela espinha do rapaz.

— Angel — pensou alto.

Ele levantou e correu em direção ao cativeiro tiros foram disparados na direção dele. Inutilmente tentou esquivar-se, mas afinal, se -A disparasse para matá-lo uma mera virada de cabeça não o protegeria. Que se dane! Ele precisava proteger aquela criança, mesmo que isso lhe custasse a vida. A porta estava aberta e no desespero da corrida Taylor trombou com um corpo e caiu no chão. Seu fôlego esbaforido estava mais alto do que gostaria e tentou prender a respiração, mas não adiantou de nada. O ruido continuava alto, trêmulo...

“Espera”, ele pensou.

***

Hospital de Rosewood - 20:40
 

Jenna atravessou a pista em direção ao hospital de Rosewood como uma bala, dirigia o carro de Spencer sem medo do amanhã. Ela virou duas esquinas jogando o corpo leve de Spencer para o outro lado do banco traseiro. Mais uma... E mais uma... Ela subiu a calçada e parou o veículo de qualquer forma. As rodas de lado apontando para a porta. Spencer saltou do veículo na mesma hora em que Jenna. As duas dispararam em direção ao interior do hospital. Era o mesmo em que Emily estava internada, mas dessa vez não era Em que elas estavam querendo ver. A recepcionista reconhecendo Jenna, veio ao seu encontro com o mesmo sorriso pastel da vez anterior. Por acaso, ela não estava com paciência para cordialidades.

— Voltou senhorita Marchall? — cumprimentou a recepcionista sendo automaticamente cortada por Jenna.

— Sophie Marchall!!!

Spencer parou ofegante ao lado de Jenna, ela havia ido busca-la e trouxe para o hospital alegando que sabia quem era –A. O problema foi que no meio do caminho ela recebeu uma ligação de um bombeiro informando que Sophie estava hospitalizada. Elas nem precisaram se questionar o que havia acontecido. Sabendo que Vivian é -A e que sua própria filha descobriu todo seu plano era óbvio que tentou se livras da única prova viva...

Sophie.

A recepcionista parou um segundo atônita para assimilar a informação e logo buscou no computador o número do quarto onde ela estava. Por sorte era possível que Jenna entrasse para ver a menina, mesmo que sozinha. Spencer olhou para Jenna apreensiva e a amiga lhe confirmou com a cabeça antes de sair da sala de espera em disparada. Spencer tremia dos pés a cabeça só de pensar no que aquela mulher poderia fazer com Angel. Se era capaz de mandar alguém golpear a própria neta, que tipo de atrocidade faria com uma criança desconhecida? Que não tinha seu maldito sangue nas veias? O quarto estava junto a outros três leitos com vítimas de queimadora e bala perdida, respectivamente. O bip, bip, bip do aparelho que media o coração transformava o ambiente de aparência calma em algo desesperador. Sophie encontrava-se MESMO ali. Jenna sentiu o corpo inteiro adormecer com a visão de sua doce menina entubada. A cabeça estava envolta em uma larga gaze branca que tapava um curativo.

— Ah, meu Deus! — Exclamou Jenna cambaleando até o leito da filha. Sophie abriu os olhos lentamente ao ouvir o som da voz da mãe. Ela estava medicada e tudo parecia meio borrado ao seu redor. Sentira muita dor de cabeça quando foi transportada para o hospital, mas agora a dor havia passado. Jenna passou a mão pelos cabelos de Sophie a voz embargada daquele jeito que Sophy sabia que ela fazia quando estava segurando o choro. Estava difícil de falar, a boca adormecida fazia parecer que tinham arrancado metade da face.

— Não chora mamãe — falou com dificuldade.

— Minha menina — as mãos de Jenna correram pelas laterais dos ombros da filha em direção as mãos — quem fez isso com você? Por quê filha?

Sophie queria chorar também, queria abrir o berreiro e cair nos braços da mãe e só sair quando tudo já estivesse bem. Só que não dava. Seu coração estava duro o suficiente para não se emocionar com a cena. Tinha levado uma coroada da filha da puta da Megan e tudo que mais queria era que ela se fodesse. Se fodesse muito, mesmo que ela também fosse em cana depois. Não importava mais. Valeria a pena. Estava com tanto ódio da sua avó que se pudesse ela mesma tirava a vida daquela maluca psicopata. Sophie tentou mexer a mão, mas só o dedo indicador respondeu. Merda! Assim ficava complicado, quem tinha dopado ela dessa forma?

— Não, esquece. Não diga nada querida, você está fraca demais. Guarde suas energias para se recuperar — Jenna disse, se contradizendo de tão nervosa.

Sophie negou com a cabeça, não era hora para isso. A raiva que sentia era suficiente para dar forças para que ela entregasse a velha.

— O galpão… — as palavras eram difíceis de sair, iam emboladas, ela tomou mais ar para tentar completar a frase. Jenna a interferiu.

— Não faz isso filha, você está fraca.

— O galpão do vovô… — Sophie ignorou o aviso da mãe e prosseguiu — Angel…

Jenna arregalou os olhos ao cair na real. Um flash back passou em sua memória.


~ FLASH BACK ON ~

— Para onde vou nas férias mamãe? — Sophie correu pela sala e pulou no colo da mãe que assistia seu seriado preferido na televisão.

Ela tinha acabado de chegar do último dia de aulas e com a separação dela e de Noel os planos para ir a Orlando tinham ido por água abaixo. Com raiva Jenna tinha rasgado as entradas e as passagens já compradas para a data. Ele ficou com tanta raiva que a empurrou pelos ombros fazendo-a bater com a cabeça na parede. Sophie tinha acordado com o barulho e entrou no quarto na hora da briga. Eles olharam para a porta e viram a menina de sete anos olhando abraçada a seu coelho de pelúcia com os olhos cheios de lágrimas. Jenna passou as mãos no cabelo da filha amarrado em maria-chiquinha. Ela tinha prometido um passeio bem mais interessante, até agora entretanto, nenhuma opção havia aparecido.

— Eu estava pensando — elas olharam para o lado e viram o avô de Sophie entrando pela porta da cozinha arrastando a perda esquerda — que tal passar as férias com o vovô minha querida?

— EBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Eu quero, eu quero! — A menina saiu do colo da mãe e abraçou as pernas do avô fazendo-o cambalear. Ele a pegou no colo com dificuldade. — Para onde iremos vovô? — perguntou animada.

O senhor abriu um largo sorriso antes de falar.

— Nós vamos para a fazenda do vovô e eu te ensinarei a andar de cavalo, querida.

— EBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Melhor férias de TODAAAAAAAAAS.

Jenna começou a rir da animação da filha, aquele foi o último ano de seu pai andando. Era como se ele pressentisse que sua doença pioraria e queria aproveitar esse último momento com a neta. Dois anos depois ele não aguentou mais administrar a fazenda sozinho e sem a ajuda de Vivian acabou vendendo as propriedades. Vivian embolsou tudo sem nem consultar os filhos. Toby ignorou a atitude e preferiu não ficar com nada. Por outro lado, Jenna, achou a atitude suspeita.

~ FLASH BACK OFF ~

— O galpão da fazenda do seu avô?? — devolveu a pergunta atônita — É lá onde a minha mãe levou a Angel?

Sophie meneou a cabeça positivamente. Jenna beijou a testa da filha e saiu correndo o mais rápido que podia. No caminho pegou Spencer na recepção e sem explicar nada a colocou no carro. Spencer encheu os olhos de lágrimas ao assimilar o que tinha acontecido.

— Você sabe onde minha filha está? — disse chorosa.

Jenna dirigia como uma louca no meio da estrada rumo a saída de Rosewood.

— Amiga, ligue para os policiais e para as meninas. Precisamos de todas lá para ajudar temos que pegar sua filha.


***

Sul de Rosewood - 21:00 - Cativeiro de Angel
 

Ele sentiu o ar quente cortando o meio de seu braço, e consequentemente, ao esticar as mãos tocou no topo da cabeça de Angelique. Vivian atirou mais vezes acertando algumas das poucas lâmpadas acesas deixando apenas a luz vinda do cativeiro tomar contar do local. Ele tateou ao redor e encontrou os ombros da menina com as mãos tão trêmulas que mal conseguia distinguir o que eram seus dedos e o que era a pele dela. Ele tentou formar um tom seguro e destemido na voz, do qual nem mesmo ele acreditava, e a ergueu até que ficasse de joelhos no chão.

— Me escute bem — disse numa mescla de autoridade com sussurro — Você tem que fugir daqui agora mesmo ou ela vai te matar.

Angel tremia, tremia tanto que seus joelhos batiam um no outro. Taylor pode ouvir o som do choro dela subir pela garganta e seu coração se partiu em milhares de pedaços. Ele não sabia se sairiam vivos daquele lugar, não os dois, mas ele faria de tudo para que ela pensasse que sim.

— Eu vou com você, nós vamos escapar dessa juntos eu te prometo. — ele segurou firme nas mãos dela. Angel segurava o choro mordendo os lábios. Sua cabeça sacolejava com os soluços, mas dessa vez bem mais baixos.

— Você não vai escapar dessa sua peste! — gritou Vivian abafando a própria voz com mais um tiro. O som de algo se quebrando fez Angel pular e abraçar Taylor pela cintura. Ele colou os lábios na testa dela e a arrastou para fora do espaço iluminado. Os dois correram agachados por trás dos blocos de feno tentando se esconder. Angel apertava os dedos de Taylor quase impedindo a circulação do sangue, assustada, intercalando a visão do homem ao seu lado para o grande salão onde estava Vivian. Ela caminhava de um lado para o outro observando cada pequeno detalhe em meio a escuridão com sua arma empunhada próxima ao ombro. O silêncio era cortado apenas pelos sons dos passos da mulher e cada vez que ela se aproximava do cativeiro iluminado Angel estremecia. Taylor pôs a mão na boca da menina quando viu Vivian passar ao lado deles empunhando sua arma e atirar na luz do pequeno quarto espalhando pedaços de vidro para todos os cantos. O ar do grito de Angel foi abafado pela palma da mão de Taylor. Ela se agarrou ainda mais a cintura dele, suas lágrimas molhando a camisa. Ele tentava passar a mensagem de “acalme-se!” com o olhar implorando para que ela se controlasse. Não podia falar, senão estariam mortos em questão de segundos. Vivian deveria ser uma ótima atiradora para se garantir em acertar alguém naquela escuridão. A única luz que Taylor conseguia identificar agora vinha da brecha entre o chão e o portão principal e do buraco na parede do fundo do galpão, o que Vivian fez a base de tiros quando sinalizou sua entrada triunfal. Ambos olharam para o lado do quartinho se baseando no som dos passos para identificar a direção. Passos, passos que iam para longe.

Tap, tap, tap… Os ruídos do salto da mulher ringiam de encontro no chão.

Angel apertou as mãos do homem com mais força do que ele pensou que uma criança teria. Ela estava tremendo e as palmas das mãos estavam escorregadias de tão suadas. Ela virou a cabeça para trás como se sentisse que algo a atingiria a qualquer segundo, depois virou para frente chegando mais perto e sussurrou.

— Eu estou com medo — o tom foi quase inaudível de tão baixo.

“Shhhhhh...” Taylor sinalizou com o dedo a frente dos lábios censurando-a. Deu um beijo nas costas das mãos da menina puxando-a para um abraço. Seus braços grandes e fortes envolvendo as costas dela.

— Eu vou encontrar vocês seus infelizes, não vão se esconder por muito tempo — gritou -A.

Ela marchou para mais fundo no cativeiro chutando os blocos de feno e batendo com um pedaço de ferro neles que se despedaçavam e voavam longe. Essa era a chance deles. Tinham que sair pelos fundos do galpão e o único jeito era escapando pelo lado contrário ao que Vivian estava até chegar ao buraco na parede. Passariam antes em frente ao portão principal, mas não daria para abrir. Fazia muito barulho e Vivian os pegaria antes de conseguissem escapas. Pela quantidade de tiros que ela já tinha disparado Taylor sabia que só faltavam mais três munições até ela ter que colocar mais balas. Eles teriam essa chance para correr até a passagem dos fundos. Agora ela precisava gastar mais três balas antes deles fugirem. Taylor abaixou e cochichou seu plano no ouvido de Angel. Tocou a mão no bolso e pegou o aparelho celular e colocou no chão abaixo de seus pés. Programou para despertar em cinco segundos e correram atravessando o salão no exato momento em que o barulho despertou.

Em cheio.

Ela disparou dois tiros na direção do aparelho acertando precisamente. Ele estourou alto com o impacto e Taylor aproveitou para alcançar a parede que ligava ao buraco do fundo do galpão. Faltava mais um tiro e então eles correriam através da lateral esquerda da parede até o fundo do galpão. Chegando lá fora ele poderia pegar o carro e fugir pela estrada de terra.

— Tire os sapatos, princesa. Vou precisar deles. — Angel concordou e tirou na mesma hora. Taylor pegou os dois sapatos um em cada mão, mirou perto do portão principal — quando ela atirar você corre em direção aquele buraco e me espera atrás do carro azul escuro que está estacionado lá fora entendeu, princesa?

Ela tinha o medo escancarado nos olhos, mas ainda assim confirmou com a cabeça entrelaçando a mão com a dele.



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