História Loucamente SUA - Capítulo 64


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Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Caleb Rivers, Emily Fields, Ezra Fitzgerald, Hanna Marin, Jenna Marshall, Melissa Hastings, Paige McCullers, Peter Hastings, Spencer Hastings, Toby Cavanaugh, Veronica Hastings, Wren Kingston
Tags Drama, Maldosas, Romance, Spencer Hastings, Spoby, Toby Cavanaugh
Visualizações 35
Palavras 8.030
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse é a última parte do final da fanfic meninas. Queria agradecer a todas vocês que acompanharam até aqui e que aguardaram por esse final. Quem ai está com saudade da Katherine? E quem está curiosa para saber o sexo do bebê da Aria? Ou quem está em AMOR COMPLETO pelo Jake e está sentindo saudades dele?

Desfrutem desse capítulo final. Vocês foram as melhores meninas, muito obrigada por tudo.

AMO vocês <3

Capítulo 64 - E foram felizes para sempre


Fanfic / Fanfiction Loucamente SUA - Capítulo 64 - E foram felizes para sempre

Rosewood - Festa da Cerimônia de casamento

Era a noite perfeita para uma festa. A noite perfeita para um beijo. A noite perfeita, a mais perfeita, para estar apaixonada. Spencer sentou-se em um largo parapeito de pedra calcária, com seu vestido branco erguido até a cintura para que Toby pudesse encaixar seu corpo entre as coxas dela. Ele afagou seu mamilo, e ela tentou conter um gemido enquanto visualmente o devorava à sua frente: seu corpo vestido em um terno preto, o cabelo desarrumado pelas mãos dela, seus lábios um pouco vermelhos do batom. Ele a observa de volta enquanto deslizava a mão quente e grande pela coxa dela e retirava sua calcinha. Spencer já estava sem fôlego quando ele a enfiou a mão no bolso do casaco, retornando para se encaixar em seu sexo, enquanto a outra brincava com meu mamilo dolorido.

 

É possível morrer de prazer?

 

É possível morrer por causa da aparência do seu marido e do jeito como ele te olha?

 

Ela era. Louca. Por aquele homem.

 

Faria qualquer coisa por ele.

 

Ela veio aguardando e fantasiando com esse momento por meses. Atrás dele, podia ver a festa prosseguindo – uma festa que ele organizou para celebrar o casamento dos dois. Um evento com mais de três meses de atraso graças aos problemas com a documentação de Angel e as férias escolares. No entanto, trivialidades como essa não importam para um homem como Toby Cavanaugh. Ele conseguiu resolver os documentos, arrumou um tempo para tirar férias do trabalho deixando Jenna e Emily na empreiteira e de quebra, ainda, conseguiu dispensa de Angel do colégio para participar da festa. Eles tentaram matriculá-la em um colégio particular para ter um ensino melhor, mas essa opção a deixava entristecida e muito para baixo. Toby foi conversar com ela e descobriu a razão para toda essa tristeza. Saudade. Ela estava com saudade dos amigos, das freiras e de um menino em especial que Toby morria de ciúmes. Depois de uma longa conversa ele convenceu Spencer de que era uma grande mudança para uma criança perder o contato com todas as pessoas que participaram de sua vida até esse momento e que o mais correto seria ao menos deixá-la frequentar a mesma escola. Deu tudo certo e Angel conseguiu o que queria. Ela tem a mesma alma determinada do pai, disso não havia dúvidas. Spencer olhou ao seu redor, estava tudo perfeito! Desde o colar de diamantes Harry Winston pendurado em seu pescoço, até a esplendorosa festa atrás deles, passando pelo brilho em seus olhos, e a forma como a tocava que a dizia quase em detalhes o que planeja fazer com ela aquela noite. Spencer podia assegurar de que seu marido iria conseguir o que queria hoje à noite e tudo em que podia pensar era: Já está mais do que na hora. Estava tão ansiosa que não tinha certeza se aguentava esperar para encontrarem o caminho até a cama. Talvez se ela abrisse seu zíper e chegasse perto o bastante para cavalgá-lo… Agora, porém, havia centenas de seus amigos se misturando dentro do Ceres Ballroom. Essas pessoas incluíam seu Andrew Campbell e os colegas de trabalho da delegacia de Rosewood, sua mãe Verônica e o novo namorado Italiano Filippo, seus amigos, e os parceiros de negócios de Toby, os antigos e os novos. Os mais recentes compreendem o novo comitê da Cavanaugh Constructions Corporation, que ele fundou em honra a mãe.

 

Era loucura o que estavam fazendo, ele sabia disso.

 

Qualquer um poderia sair ver ele de frente para ela em seu terno elegante, e Spencer... seu cabelo secado e penteado agora em desarranjo enquanto voa com o vento. O corpo estremecendo sob as mãos e os lábios de Toby, e o modo como seus lindos olhos azulados olham para ela.

 

— Toby... – disse, implorante.

 

Ele usou seu corpo para escondê-la das portas do salão de bailes, assomando sobre ela enquanto se abaixava para poder correr os lábios pelo seu maxilar.

 

— Você está deliciosa, Spencer. E seu sabor é delicioso. Por quem você está ofegando, hum?

 

Ela agarrou seus ombros para se segurar contra a tontura maravilhosa que a dominava.

 

— Quem você acha?

 

— Estive esperando por isso há meses, amor. Meses. — Ele beliscou o mamilo dela e levantou um seio até seus lábios, cobrindo a ponta com sua boca. Sua língua roçava contra a pontinha dura e Spencer morria. Ela morria enquanto ele sugava, o primeiro com gentileza, depois mais forte, causando um tremor de desejo pela coluna.

 

 

Spencer sabia que Toby não era um homem habituado a amar. Ela nem ao menos achava que ele já tinha amado outro ser humano desde que sua mãe foi tirada dele, há mais de uma década. Uma década de não sentir nada... até ele conhecê-la. Ele estava faminto por amor agora. Ele estava esfaimado e era homem o bastante para não estar nem aí para nada além dessa sua fome esta noite; porque, sem pensar nem hesitar, Toby puxou para baixo a manga do vestido de Spencer para desnudá-la e mudar de posição, passando a sugar o outro seio. Tremendo em uma pilha de lascívia, ela agarrou seu cabelo espesso, com lampejos de cobre, e puxou sua cabeça para cima a fim de que seus lábios encontrem os dela.

 

— Me beija — ela gemeu.

 

Toby observou a boca de sua mulher primeiro, já muito bem beijada por ele. Depois, esfregou o indicador pelo batom, retirando o que restava dele. Ele levou o tempo que queria — um momento longo e interminável — e Spencer choramingou. 

 

Então, suspirou quando ele abaixou a boca para morder seu lábio inferior. Sem aguentar de desejo ambos gemeram ao mesmo tempo e começaram a se beijar, sua boca derretendo tudo ao redor que não fosse ele. A mão de Spencer foi parar ao redor de seu pescoço, onde ele queria que estivesse, forçando seus dedos fortes a se curvarem em sua nuca.

 

— Alguém pode sair a qualquer momento... — sussurrou.

 

A brisa acaricia suavemente as costas de Spencer. O cheiro no ar, salgado pela chuva recente e pelo cimento úmido e grama, chegou às suas narinas. No entanto, acima de qualquer coisa, ela sentia o cheiro de floresta molhada que apenas Toby possuía. Metal e couro. Os odores dele.

 

— Eu coloquei Caleb junto às portas. Ninguém vai se aventurar aqui fora.

 

O murmúrio era mais hálito do que voz, mais gemido. Ele recuou apenas uma fração, só o suficiente para observá-la com aqueles olhos que cintilam como todas as estrelas no céu lá em cima.

 

— E se meus amigos quiserem ar fresco? — retrucou risonha.

 

— Bem, minha garota está usando todo o frescor que há por aqui. — Ele sorriu e ao mesmo tempo se deu conta do estado de total desarranjo de “sua garota”. O cabelo voando ao seu redor, ele podia sentir as mechas tocarem nas suas bochechas. O vestido expondo tudo que é indecente. Seus saltos enfiados na parte de trás da cintura dele, as pernas enroscadas ao redor da cintura. Ela estava tão gostosa!

 

— Olha só você, toda sexy e desfeita só para mim — ele murmurou, rouco, devorando-a com os olhos.

 

Spencer sussurrou de volta, estremecendo:

 

— E se eu esqueci como fazer isso?

 

— Daí eu só vou precisar te ensinar o que vai aonde. Minha língua... — Ele a esfregou-a sobre o lábio superior dela — Viu, minha língua vai aqui... — Ele a enfiou, molhada e escaldante, dentro da boca dela. — Meus dedos gostam daqui, onde é quente e gostoso e apertado em volta de mim. Ansioso por mim.

 

— Ah, Toby... — Ela rebolou os quadris quando ele a penetrou com um dedo longo e experiente.

 

— Não tenho problemas em te ensinar. Você tem esse corpo lindo e perfeito que foi feito para mim. Você não está mais longe, Spencer — murmurou ele, entre beijos, esfregando aquele dedo bem fundo dentro dela. — Você está bem ao meu lado... Tão perto quanto sempre esteve, com esses olhos amendoados reluzindo vida, seu corpo pulsando por mim. E essa boceta linda e pelada... — ele murmura enquanto se abaixa mais... mais... e mais um pouco... e sua cabeça mergulha entre as pernas dela. Ele move rapidamente a língua sobre o clitóris e o prazer dispara por todo o corpo de Spencer. A mão dele acariciou as costas dela com uma das mãos enquanto sugava seu clitóris para o interior da boca, rolando a língua sobre a carne sensível, brincando com ela.

 

Spencer já estava queimando e precisando dele, precisando desesperadamente dele. Determinada, ela fechou as mãos na nuca de Toby, travando-o contra ela pelos cabelos. Agora sentia os lábios dele beliscando seu clitóris, puxando de leve, e sua pulsação galopou ainda mais rápido quando ele inseriu dois dedos.

 

Foram semanas... mais de três meses… Até ele sair da prisão, depois a mudança para a casa nova e então os preparativos do casamento. Todo esse tempo, ele estava lá por ela. Ele estava lá todas as manhãs quando acordou descabelada, e toda vez que pegou no sono depois de um dia cansativo no trabalho. Os olhos de Spencer arderam quando sentiu o desejo esmagador de gozar, ao mesmo tempo que sentiu uma necessidade esmagadora de fazer amor com ele.

 

— Toby! — gritou, puxando-o para trás pelos cabelos.

 

Ele recuou e encontrou o olhar dela, endireitou sua gravata preta e sorriu.

 

— Eu adoro você desse jeito, toda quente e molhada para mim — Ele deslizou os quadris entre as coxas dela e a puxou para seus braços, despejando beijos em seu rosto enquanto a abraçava em seus braços musculosos.

 

Spencer fechou os olhos. Ele estava duro contra ela. Forçando o zíper de sua calça social. Mas ela sabia que ele estava esperando por algo especial essa noite. Ele vinha falando sobre isso há dias. Dizendo o quanto desejava se mergulhar nela naquela noite... Se perder nela... E ela desejava exatamente a mesma coisa!

 

Ele a ajudou a arrumar o vestido, pressionando um beijo quente no topo da sua cabeça.

 

— Pronta?

 

— Eu costumava resolver tudo com uma festa. Triste? Festa, garota. Com raiva? Festa, garota. Entediada? Faça uma festa, garota! Como é que isso perdeu todo o encanto? — ela fechou a cara para ele, depois espetou o dedo em seu peito rijo. — A culpa é sua, sabe? A partir de agora nenhuma festa conseguirá ser mais importante do que a do nosso casamento.

 

Sem demora, Spencer desceu do parapeito e ficou de pé, usando uma voz bem-humorada para esconder a lascívia crescendo dentro de si.

 

— Não olhe para a minha bunda na frente da nossa filha.

 

Ele soltou uma risada divertida e a acompanhou até as portas de arco que levavam para o salão de baile e passou a mão pela cintura fina dela. Seus lábios chegaram perto do ouvido de Spencer o bastante para que ela pudesse ouví-lo sem que os convidados desconfiassem do segredo.

 

— Por que se ela é uma criança? Não vá me dizer que você pode sentir quando te olho?

 

Angel que dançava no meio do salão com Hanna e Brian saiu correndo na direção dos pais quando os viu de longe.

 

Spencer abriu os braços abaixando para abraçar a filha, sussurrando para Toby:

 

— Sim!

 

— Mamãe vamos dançar, eu procurei vocês por toda parte. Onde você e o papai estavam? — perguntou cruzando os braços emburrada.

 

— Nós fomos passear pelo jardim meu amor. — A menina arqueou uma das sobrancelhas enciumada — Vamos, você não queria dançar?

 

Spencer levantou e puxou a mão da filha para o meio de suas amigas. Emily, Aria, Hanna, Alison e Jenna faziam uma roda no canto direito da pista. Toby as viu caminhando juntas e seguiu com o olhar. Uma pontada de orgulho e felicidade estremeceu seu peito. Um dos empreiteiros da empresa se aproximou de onde ele estava olhando para a mesma direção.

 

— Parabéns pelo casamento, safado! — ele o cumprimentou com um aperto de mãos e fez uma pausa olhando para onde estava Spencer — “Sua princesa” está gostosa pra cacete hoje — disse Derek, com um ar sacana.

 

Toby lhe deu um tapa na nuca.

 

— Peça desculpas.

 

Derek olhou para o amigo com um sorriso, exibindo os dentes brancos e Toby fez um gesto de indiferença, rindo.

 

— Está perdoado — fala Toby acertando-lhe a nuca outra vez — Não pense nela, não olhe para ela, e definitivamente não a provoque. Esse trabalho é meu, porra.

 

De longe, enquanto dançava, Spencer prestava atenção na briguinha se divertindo terrivelmente com o ciúme de Toby enquanto entrava no salão de mãos dadas com Angel. Longas colunas brancas davam as boas-vindas as duas e ela já podia ver a multidão lá dentro, todos curiosos sobre o CEO da nova empresa — segundo rumores, o mesmo que também administrava 80% das propriedades do estado. Toby era como uma figura meio JFK, sexy, e de súbito ela era sua Caroline...

 

Spencer viu Hanna junto à fonte de álcool, ao lado de Alison, servindo-se de outra taça de champanhe. Elas a viram quase ao mesmo tempo. Ali acenou; Hanna deu um meio sorriso e ergueu a taça em um brinde, os olhos reluzindo calorosamente. Angel correu para os braços de Toby e imediatamente os lábios dele se curvaram em um lindo sorriso. Spencer desfrutou daquela cena. Ele dava vários beijos no rosto de Angel e ela dava uma risada gostosa de felicidade. Eles permaneceram dançando juntos por alguns minutos até sentirem os olhares de Spencer. Angel fez cara de sapeca e pulou do colo do pai cochichando algo em seu ouvido. Toby sorriu divertindo-se e fez que sim com a cabeça. Logo, a menina puxou Brian pela mão e os dois foram tímidos para o meio da pista. Spencer não entendeu nada até sentir Toby puxando-a pela mão até o mesmo lugar onde Angel estava. Uma música lenta começou a tocar e os quatro começaram a dançar lentamente. Angel parecia estar se divertindo tanto com os rodopios que Brian dava nela em meio a música que nem deu confiança para ela. Toby aproveitou para roubar um beijo demorado.

 

— Isso é um evento de gala em preto por acaso? — perguntou a Toby quando sentiu o rosto dele tocar no dela.

 

Ela sabia que ele ia rir. O único ponto de cor em toda a sala hoje à noite parecia ser Spencer. Todos estavam vestindo preto e tons escurecidos, enquanto ela desfilava um lindo vestido branco curto escolhido perfeitamente para que pudesse dançar a vontade durante a festa.

 

— Ah amor, de qualquer forma, você é a estrela dessa noite. Ninguém quer desviar os olhares de você.

 

Toby esfregou a mão para cima e para baixo nas costas de Spencer e o pulso dela começou a se acelerar quando se lembrou de pequenos trechos de seu passado.

 

“Oi, meu nome é Toby, Spencer…”

 

Fechou os olhos, saboreando essa recordação. Quando Spencer estava com amnésia pós-parto, não se lembrava de nada, mas quando voltou a si, todas as memórias a atingiram de uma vez quase a ponto de não conseguir separar uma da outra.

 

Ela amava suas lembranças agora. Que tesouro lembrar de pessoas que você ama, de um momento tão importante na vida de uma mulher quanto o dia do nascimento de seu primeiro filho. Que tesouro me lembrar do dia em que conheceu o homem que amo.

 

E recordar cada pedacinho dele.

 

Quando finalmente abriu seus olhos, Toby estava olhando para ela como se estivesse esperando por alguma coisa... É nesse momento que, bem lá no topo no teto, a cobertura artificial sobre as suas cabeças, branca e elegante, se abre e uma chuva de balões brancos, vermelhos e pretos começa a cair sobre eles. Gritando, Spencer a cabeça para trás e os vê cair, esticando meus braços para poder senti-los batendo nas palmas das mãos. É mágico, especial, inesquecível. Angel estava eufórica tentando pisar nos balões vermelhos. Alguns de seus amigos pegaram as plumas longas e esguias enfeitando as mesas e usaram as pontas para estourar os balões. Toby ficava em seu estado mais feliz quando elas estavam felizes – Spencer notou isso. Agora ele as observava com uma curva nos lábios, recostando-se com as pernas separadas e os braços cruzados, assistindo enquanto sua esposa me juntava à diversão com a filha. A música iniciou quando a maioria dos balões caiu na pista de dança, e assim que a banda começou a tocar, as pessoas tentaram dançar em volta deles, enquanto as crianças brincavam de tentar estourá-los com os pés.

 

Spencer ria erguendo o vestido, enfiando o salto dos sapatos em um balão.

 

Pop!

 

Pop!

 

POP!

 

 

Quando olhou para cima, ele ainda a estava observando. Dava para sentir sua felicidade como se fosse a dele. A música “This Is What It Feels Like”, de Armin, soou ao redor deles, e ela começou a dançar no meio do salão, sentindo o som correr por seu corpo. Toby puxou uma cadeira e se sentou, inclinando-se adiante, os cotovelos nos joelhos, os olhos brilhantes e estreitados fixos em Spencer dançando sozinha. Ele preenchia seu casaco à perfeição. Spencer prestou atenção em seu marido. Os braços musculosos, o perfeito triângulo de seus ombros largos, a cintura estreita, ela quero tudo. Aquela boca que parecia um pouco mais rosada do que o normal por causa dos beijos trocados. Aqueles olhos famintos.

 

Aquele homem lindo.

 

Ele a observava se aproximar com um olhar que cintilava amor, era como se ela pudesse sentir um punho apertando seu estômago porque de repente ela queria que todas essas pessoas desapareçam como os balões, para ficarem sozinhos. Eles dois. Ele sorriu, e ela sorriu de volta, uma agitação lá no fundo de sua alma. Antes mesmo se tornarem amigos, Toby já estava a observava e ela não sabia. Ela tinha algo que pertencia a ele – seu pai – e Toby se tornou uma sombra que nunca notou, mas, rapaz, ele a tinha notado. E COMO TINHA. Ele gostava de observa-la pelos cantos analisando cada pequena atitude ou marca de sua personalidade. Assim, ela aprendeu a deixar que ele olhe à vontade. Suas coxas rebolavam enquanto Spencer caminhava a encontro dele, o vestido se movimentando sobre os joelhos desnudos. Quando parou a alguns metros de distância, ele ergueu a mão e dobrou um dedo, chamando. Ela recomeçou a andar, rindo, quando sente as mãos habilidosas dele agarrando sua cintura e a arrastando para sentar em seu joelho.

 

 

 

— Você percebe quanto está linda essa noite? — sussurrou em um murmúrio no pescoço dela, e, naquele terno preto, ela poderia ser a Buttercup e ele, Westley, o guerreiro corajoso do livro The Princess Bride. E agora... eles poderiam ser felizes. Eles eram felizes.

 

Toby a trouxe mais para junto de seu peito, claramente saboreando a proximidade, sentindo seu cheiro.

 

— Você não poderia ser mais sexy, princesa. De forma alguma. Eu poderia te assistir até você ficar esgotada, mas preciso que você tenha energia para o que eu tenho planejado.

 

Sua voz sensual, tão perto do ouvido, percorreu o corpo de Spencer.

 

— Quando? — perguntou ansiosa.

 

— Quando voltarmos para o apartamento — prometeu ele, a voz tensa de desejo.

 

Ele afastou o cabelo dela do rosto e um arrepio percorreu desde a raiz dos cabelos até os dedos do pé. Ele era tudo o que Spencer respirava e via. Tudo o que ela queria e de que mais precisava. Seus olhos, amendoados, azuis e ferozes. Sua boca. Lábios que pareciam macios e firmes. Um lampejo a atravessou quando ele acaricia suas costas nuas com a mão, e seu pulso tropeçou com a carícia enquanto Toby acrescentava, a voz sedutora  e áspera:

 

— Eu venero você. Te aprecio. Valorizo. Acho que vou ficar com você.

 

Seu corpo todo responde. Ela se sentia, realmente, tão valorizada.

 

“Sua garota. Eu. Eu. Eu.”, pensou em transe.

 

Depois respirou fundo e completou em bom som para ter certeza que não estava apenas fantasiando.

 

— Sim. Fique comigo. Me ame. Me domine com força essa noite, Toby. Com a mesma força que você domina seus empregados — provocou.

 

Seus empregados o respeitam, admiram, talvez sintam um pouco de medo também. Mas ela não tinha medo dele. Ele podia fazer homens com o dobro do seu tamanho tremerem, mas não Spencer. Certo, está bem. Ele também a fazia tremer, mas somente de amor. De luxúria. Mas nunca de medo. Porque sabia que ele jamais a machucaria. Na verdade, ele era o único que podia me fazê-la sentir segura de verdade depois de tudo que passaram.

 

Ele riu, um som baixo e grave.

 

— Você não comanda um ninho de cobras com gentileza, mas eu preferiria usar uma mão firme, porém gentil, com a minha princesa.

 

— Hummm. E eu espero que, no meu caso, uma mão apenas não baste. Vai ter que usar as duas!

 

Riram juntos, ele a mordiscou. Por mais que nunca tenha assumido Spencer AMAVA como ele a chamava de princesa, mesmo sabendo que ele não é um príncipe. Em seu coração, tinha a certeza de que ele é muito mais. Ele é seu herói. Não só dela, de Angel também. Spencer deu uma boa olhada para trás e viu sua filha dançando com Brian. Eles davam risadas juntos e o menino rodava ela pela mão. Seu vestido que ia até metade das canelas abria como uma rosa na primavera a cada rodada. Ela parou por uns instantes e encontrou o olhar de sua mãe, então, soltou a mão de Brian e correu até onde eles estavam roubando rapidamente um beijo da bochecha dela e de Toby.

 

— Eu amo você — disse beijando demorado o rosto do pai. Toby deu um sorriso derretido e encantado.

 

— Eu te amo muito mais, do tamanho do universo.

 

Angel deu uma risadinha envergonhada e pulou nos braços da mãe.

 

— Você também mamãe, eu te amo do tamanho do universo — disse dando um beijo estalado no rosto de Spencer. Ela abraçou forte sentindo o cheio gostoso do shampoo novo das princesas que ela havia perturbado para comprar quando foi ao mercado com Toby. Seus cabelos eram suaves e bateram sobre o rosto de Spencer em meio ao abraço. 

 

— Assim vou ficar com ciúme, quero esse abraço ai também — reclamou Toby fazendo bico.

 

Ela apaixonante ver o jeito como os dois se davam bem. Brian ainda estava de longe observando Spencer se levantar para que a filha pulasse nos braços de Toby da mesma forma com que fez antes, quando Spencer o chamou com a mão.

 

— Venha querido — disse sinalizando com a mão. Ele se aproximou receoso com os braços seguros atrás das costas — Posso pedir uma coisa? 

 

Spencer tocou de leve no ombro do menino caminhando uns passos para longe de onde estavam Angel e Toby. Brian olhou para a direção da menina antes de responder que sim. Eles pararam de frente a mesa de docinhos e Spencer separou alguns em um potinho.

 

— Vou ficar umas semanas longe para a lua de mel e bem, você conhece a Angelique, ela não está se alimentando bem desde o que aconteceu. — Ela colocou mais brigadeiros no pratinho e se abaixou para ficar na altura do menino entregando em sua mão. Ele prestava atenção em suas palavras — As únicas vezes em que a vi sorrindo e brincando de verdade foi quando estava perto de você ou conosco, o que acha de passar esses dias lá em casa cuidando ela para mim?

 

Os olhos de Brian se iluminaram. Yes, ela sabia que era uma ótima ideia. Brian adorava Angel e seria uma boa distração para ela enquanto não voltassem da lua-de-mel. Hanna e Caleb ficaram felizes de poder cuidar dos dois durante esse tempo, mas katherine era apenas um bebê e eles não poderiam dar atenção a Angel 24 horas por dia. Brian confirmou com a cabeça que sim antes mesmo de sua voz sair da boca.

 

— CLARO! JURO QUE CUIDAREI DELA DIREITINHO. — exclamou empolgado.

 

— Ótimo — disse Spencer — então comece fazendo-a comer esses docinhos, querido.

 

Ele concordou com a cabeça e saiu saltitante, Spencer podia apostar que o que ele estava cochichando no ouvido de sua filha nesse momento era exatamente a novidade. Os olhos de Brian se iluminaram. É, ela sabia que era uma ótima ideia. Brian adorava Angel e seria uma boa distração para ela enquanto não voltassem da lua-de-mel. Hanna e Caleb ficaram felizes de poder cuidar dos dois durante esse tempo, mas katherine era apenas um bebê e eles não poderiam dar atenção a Angel 24 horas por dia. Brian confirmou com a cabeça que sim antes mesmo de sua voz sair da boca.

 

— CLARO! JURO QUE CUIDAREI DELA DIREITINHO. — exclamou empolgado.

 

— Ótimo — disse Spencer — então comece fazendo-a comer esses docinhos, querido.

 

Passava da meia-noite quando eles chegaram em casa. O lugar ainda tinha o cheiro adocicado do lago Lake e as paredes tinham a cara de Toby, mas agora desde que Spencer se mudou para cá a decoração de tudo que havia lá dentro era acolhedor e aconchegante. O quarto com as coisas de Toby foi o único que pouco se modificou, ela fez questão de deixar com a cara dele para que continuasse se sentindo “em casa” quando fosse se deitar, mas também deu um jeitinho de se alojar colocando detalhes como: um armário a mais para as suas roupas, prateleiras extras no banheiro, um espelho maior do outro lado da parede, decorações sobre os cômodos de roupas, um abajur delicado á beira da cama. Agora, tudo ali parecia ter sido feito exatamente para os dois. Beirando a perfeição. Eles atravessaram o jardim da frente, com Toby com a mão entrelaçada à dela, quando eles abrem a porta de casa e então ele surpreende, pegando-a no colo.

 

— Oi? Eu posso andar, sabia? — diz.

 

— Eu sei que você pode fazer muita coisa, inclusive me deixar louco exatamente com esse andar, mas você vai precisar da sua energia para o que estamos prestes a fazer. Assim, fique quietinha e aguente firme.

 

Spencer nem sequer ousou retrucar e fez exatamente o que ele pediu, sussurrando em seu ouvido enquanto subiam até o quarto:

— Nada me faz sentir tão viva quanto você. Sentir seu cheiro, você, te amar. — Ela ia beijando o pescoço largo dele e subindo para atrás da orelha, feliz por estarem sozinhos. Assim poderia morder e beijar amorosamente seu marido em qualquer parte que alcançasse sem se preocupar com Sophie entrando na casa correndo sem pedir, Angel chegando do colégio com Brian, ou com Jenna e Emily sentadas na sala com os notebooks no colo. O lugar era TODO deles por duas semanas inteirinhas – Eu te amo – murmurou Spencer, fechando os olhos e respirando fundo, esfregando as mãos na gola do terno dele. — Eu te amo tanto... Senti saudades do cheiro da sua pele, do seu cabelo e das suas camisas.

 

Ele afagou a cabeça dela e a inclinou em sua direção.

 

— Spencer.

 

O coração dela doía por causa do modo como ele a olhava, como se ela fosse parte de um sonho dele, vivo e respirando. Toby tomou a boca dela em um beijo quente e longo até chegarem ao quarto. Ela observou com amor tudo que ele havia construído com as próprias mãos pensando nela e brincou com o colarinho de sua camisa sussurrando:

 

— Coloque-me no chão para eu poder tirar meus sapatos e pendurar o vestido que você me deu.

 

Ele depositou um beijo na boca dela e encostou os pés dela no chão, aproveitando para trancar a porta atrás de si.

 

— Um minuto. Não mais que isso.

 

A sensação de poder passar a lua-de-mel em sua própria casa era reconfortante depois de viver em tantos lugares diferentes. Spencer até gostou da proposta de fazer uma viagem romântica a Paris, na França, com Toby. Só que ela preferia desfrutar da sensação maravilhosa de se sentir em fim em um lar. Ela mesma decorou tudo tentando construir um lar para os três. Foi um passo gigantesco decidir esquecer as maldades de Sophie e deixá-la participar ativamente da vida em família deles, mas Toby amava aquela menina. E ele era o homem que ela amava. Um homem generoso, reticente, carinhoso, forte, poderoso, e o melhor, o homem que ela confiava para me protegê-las.

 

— Eu mal consigo me acostumar a morar aqui com você. É um sonho! — confessou, admirando seu trabalho. A obra de arte acima da chaminé de pedra. O trio de plantas vivas, algumas mais altas que as outras, junto à janela.

 

— E eu não consigo me acostumar às porcarias com que preciso conviver para poder morar com você.

 

Spencer riu, depois sorriu com timidez.

 

— Não finja que não gosta, porque eu pedi a sua opinião para tudo. E ainda não terminei, sabe. Eu quero pintar o quarto principal de azul royal e adicionar um pouco de roxo na nossa sala de estar. E aí eu planejo...

 

— Chega, princesa.

 

Ela o viu se aproximar calmamente dele, e ele estava soltando a gravata. Minha nossa… Ele poderia ser mais sexy que isso? Minha. Nossa. Ele estava tão resoluto esta noite. Jogando sua gravata de lado. Tirando seu casaco.

 

— Você pode fazer o que quiser com nossa casa, desde que eu possa fazer o que quiser com você – ele disse em sua voz mais sensual.

 

Ela não tinha chance alguma. Nem queria ter. Tirou os sapatos de salto – os pretos com sola vermelha que ele tinha comprado – e cuidadosamente os colocou de lado.

 

— Faça-me a proposta indecente que quiser, a resposta é sim, sr. Cavanaugh.

 

— Resposta certa, princesa. — Com os olhos cintilando, ele tirou a calcinha do bolso do casaco e as estendeu, depois dobrou o dedo da mão livre. — Venha aqui, princesa — ele finalmente murmurou, em uma ordem sedutora. Quente.

 

— Estou aqui — retrucou ela.

 

Toby jogou a calcinha dela em uma cadeira perto da janela, seu sorriso parecia não caber no rosto.

 

— Você está do outro lado da cama. E eu quero você aqui ao meu lado.

 

A medida que ele desabotoava o restante da camisa Spencer sentia seus dedos formigarem de tanto desejo. Ela começou a caminhar de encontro a ele, ouvindo-o murmurar:

— Isso mesmo, princesa.

 

A voz daquele homem era um calafrio que descia pela nuca dela, forte e dominante chamando toda a atenção para cada pequeno ato. Quando ele deu os últimos passos, os últimos passos até Spencer ela começou a tremer de adrenalina. Agora ele estava ali, bem parado à frente dela, com a camisa toda aberta e ela não aguentou a vontade louca de agarrar sua nuca e traçar seu maxilar com os lábios. Ele geme roucamente, correndo as mãos pelas costas dela, segurando-a contra seu corpo, sua ereção impressionante pressionando a pélvis de Spencer.

 

— Você nem sabe o que eu vou pedir... – ele respondeu, rouco.

 

— É sim, Toby — murmurou, olhando para seu rosto duro. — Quero sentir você. Não quero nada entre nós. Nós já discutimos isso. Estou tomando a pílula, e você está limpo, assim como eu. Então é sim, homem perfeito e sexy. Me foda, me ame, brigue comigo, me mime, só não me deixe.

 

— Spencer.

 

O nome dela saía sussurrado como se fosse uma prece. Em segundos, Toby jogou a camisa longe, segurou a com um puxão e jogou de lado, gloriosamente sem camisa, e esmagando-a contra si. Ele era quente, musculoso, forte, resiliente, e vibrava como um fio desencapado em seus braços.

 

Subitamente, Spencer estava frenética.

 

— Toby, deixe-me nua e entre em mim.

 

As mãos dela passeavam com fúria pelos seus músculos fortes, ansiosamente beijando os cantos de seus lábios, sua garganta, seus ombros. Ela soltou seu cinto e o retirou das calças. Jogando-o de lado, se abaixou para lamber seu mamilo, usando os dentes para puxar o mamilo. Ele gemeu colocando-a sobre a cama deitando-se junto. Sua boca sedenta sobre a dela. As mãos grandes encaixadas ao redor do rosto dela, e ela segurando sua nuca, ambos travando um ao outro no lugar para que suas línguas pudessem saborear uma a outra. A respiração estava errática, mas nem assim pararam de se beijar. Ele fazia da boca de Spencer um banquete. Ela nem teve tempo de pensar quando sentiu as mãos dele deslizarem por baixo de suas costas para abrir o zíper do vestido.

 

— Toby, por favor — pediu, tentando trazê-lo de volta para si para mais beijos.

 

— Shh. Espere um pouquinho. — Ele puxou o vestido para baixo e o corpo dela ficou ali todo perfeito e a mostra para que se deliciasse.

 

— Cuidado para não amassar!

 

— Shh. Eu arrumo depois. Prometo. — Ele o lança para o canto como se planejasse arrumar tudo ao me comprar um vestido novo, depois tocou as pernas nuas de Spencer fazendo o caminho com os dedos começando na canela, passando pelo joelho, as coxas — Eu quero beijar cada milímetro da sua pele, dos pés até atrás das orelhas, até a sua linda cabecinha.

 

A forma como ele olhava para cada pequena parte do corpo dela a deixava sem ar, mas ela ficou ainda mais ofegante quando Toby cobriu um dos seios dela com sua boca, passando a língua sobre a ponta do mamilo.

 

— Ah, por favor — gemeu.

 

“Dane-se o vestido. Quem liga? Quem liga para qualquer coisa que não seja isso?”

 

Ele passou a língua sobre o outro mamilo, afagando com os dedos a lateral do corpo dela, acariciando suas costelas. Spencer arqueou as costas. Seus dentes deslizaram pela orelha dela, puxando o lóbulo. As pontas de seus seios latejam quando ele as beliscou entre o polegar e o indicador. Seu sangue virou um fogo escaldante nas veias. Os lábios deliciosos dele continuam a tortura-la, incansáveis, quentes, molhados, cobrindo a pele, provando, mordendo, roçando. Uma névoa de prazer a envolveu, cada sensação aumentando exponencialmente. Toby pressionou os lábios contra o clitóris dela, depois tomou-o entre eles e gentilmente chupou enquanto a preenchia com dois dedos. Spencer podia sentir o quanto ele precisa daquilo, o quanto precisa dela. Ele quase a perdeu. Quase a perdeu duas vezes, e para sempre. Seus olhos andavam atormentados, como se às vezes ele voltasse àquele momento em que a encontrou pendurada na porta do carro de Jenna à beira de um precipício. À beira da morte. Ela não sabia se aquele momento tinha tornado a adaptação mais difícil para ele ou para ela, mas nunca mais queria passar por algo assim. E, pela determinação que via no rosto dele quando a olhava, ele também não.

 

— Jesus, você está pronta, querida? — Ele estava atordoado de desejo seus olhos profundos tirando-a do chão. Ele ficou de pé e abriu o zíper da calça, ela assistindo a seu pau saltar, livre. Pulsando e rosado, pronto para ela. Faminto por ela. Sem camisinha esta noite. Cada milímetro dele estaria dentro dela. Estremecendo, Spencer se senta na cama, com a voz instável.

 

— Não me faça esperar dessa vez, Toby. Eu realmente quero e preciso...

 

O dedo dele pressionou os lábios dela para silenciá-la, e estou tão faminta que em vez de ficar quieta o sugou para dentro da boca. Com os olhos ardendo, Toby assistiu enquanto ela corria a língua pela extensão do dedo dele.

 

— Com fome? Então chupa — ordenou, com a voz espessa.

 

— Me faça chupar — suspirou.

 

Ele empurrou o dedo para dentro da boca dela, forçando.

 

— Isso mesmo — elogiou, um sorriso suave, esfregando o dedo na língua daquela mulher impressionante. — Seu prazer e sua necessidade são meus para usar e provocar e mexer até você estar uma bagunça linda. Minha bagunça molhada.

 

O peito de Toby estava quente e duro sob os dedos de Spencer. Ondas de prazer fluíram pelo corpo dela quando sentiu as mãos dele abrirem caminho até sua bunda. Com a boca latejando pelas mordidas ela sorriu determinada e mordeu de volta, oferecendo a mesma medida que recebeu. Seu corpo foi lindamente espalhado sobre o colchão macio, e então, a mão de Toby ocupou o espaço entre eles esfregando o dedo sobre o sexo de Spencer. Ela gemia fundo na garganta, mal podendo suportar quando ele deslizou pelo corpo dela e beijou os lábios da sua vagina, erguendo a cabeça para olhá-la por um instante louco e frenético, os olhos brilhando como pedras preciosas. Então, ele se abaixou e deu continuidade aos beijos.

 

— Diga para parar se algo doer.

 

— Minha boceta dói — gemeu ela, travando o rosto dele entre suas coxas enquanto se contorce com o prazer intenso — Ela dói por você.

 

— Tudo bem, minha linda, eu tenho exatamente o que você precisa — confiante, ele enfia seu dedo comprido dentro dela e Spencer se contrai sentindo o êxtase se mesclando com a vontade intensa de gozar. Toby nota o quanto ela está perto. As mãos delicadas dela agarrando os lençóis em desespero, ele se ergue de repente e beija os lábios de Spencer, ainda com o gosto dela em sua boca.

 

— O seu cheiro, quando você está com tesão por mim, me deixa tonto. E você está sempre com tesão por mim, não é?

 

Ele podia ouvir o calor em suas palavras,s ua voz carregando uma força única e gentil.

 

— Sim — arfou.

 

Os beijos dele eram deliciosamente quentes, eles a deixavam louca. Amor, lascívia, necessidade, era tudo correndo ao mesmo tempo pelo seu corpo.

 

— Eu quero esses lindos olhos cor-de-mel, Spencer. Eu preciso desses olhos em mim nesse instante... quando estou em você. Só você e eu.

 

Ele deitou sobre ela com calma, o colar solitário sobre a pele branca como uma marca dele repousando entre os seios dela. Aquele sorriso. Ele a observou por um tempo que não dava para mensurar e tudo que ela conseguia pensar, ver e sentir era ele. Os cabelos caindo ao redor do rosto. Aquele homem parecia uma escultura divina de tão perfeito e, de repente, Spencer se pegou mais uma vez sem ar. Ele abaixou devagar sem desviar o olhar do dela e então tomou um dos mamilos em sua boca como algo divino. Ele sugou tão forte que a intimidade dela se contraiu ao redor do dedo dele.

 

— Aaahhh... — Spencer estendeu a mão para acariciar a ereção dele; estava duro como uma pedra, molhado esperando por ela. — Ah, Deus, aqui está você — suspirou.

 

Ele retira seu dedo e roçou o clitóris com a própria umidade pertencente a ela enquanto lambia seu queixo, seu maxilar.

 

— Sim? — ofegou ele. Perguntando — Você está bem?

 

— Sim — sussurra com a mão afagando o pau dele. Toby geme de tesão anestesiado pela sensação do toque dela. Ela gostava daquilo, de deixá-lo naquele estado. Esfregou o dedo sobre as gotas de sêmen que já estavam na ponta. Ele se retesou em cima dela e seu peito ecoou com uma vibração deliciosa enquanto virou a cabeça e colocou seus lábios quentes nos dela. Molhadas. Suas bocas estavam molhadas e famintas, e as respirações vinham tão rápidas e ansiosas. Seus corpos nus tocavam, roçavam um sobre o outro. A ereção longa, grossa e rosada de Toby provocando a intimidade de Spencer. Chamando-a. Ela se abaixa com sofreguidão, segura a base e beija a ponta.

 

— Aaahhh, inferno, Spencer — ele solta, rouco, enquanto ela o saboreia e suga cuidadosamente. Ele toma um fôlego entrecortado, a puxa para cima com as mãos seu cabelo e diz: — Venha aqui e me deixe colocar meu pau onde nós dois queremos.

 

— Eu te quero. — As palavras mal saiam de tão excitada que ela estava — Você não sabe o quanto eu te quero. Eu quero esse pau em mim. Esse cara. Esse homem. Em mim.

 

Falando o seu nome em um tom áspero, Toby rola até ficar de costas e a puxa até seu colo. Spencer ofega quando o sente — duro e pulsando — em sua entrada. Ela abre as pernas em cima dele, abaixando-se sobre sua ereção com uma pequena rebolada dos quadris e um arquejo de excitação. Ele a observava com aqueles olhos abrasadores, e o OLHAR, como amava aquele olhar. Os lábis dela tocaram o canto dos olhos de Toby ao mesmo tempo que seus braços o envolveram num leve toque ao redor do pescoço. Outro gemido, agora mais profundo, escapa dele e ele a aperta em seus braços e rola até ficar por cima. As mãos dele acariciaram as laterais do rosto de Spencer a medida que arremetia os quadris e enfiava seu pênis lá no fundo. Um grito escapou da garganta dela, e então lá estava. Ele estava dentro dela, até o final. Deus. Sem nada.

 

Spencer o sentia pulsando dentro do corpo dela. O prazer era tão extraordinário que seus olhos rolaram para trás. Fazia um som engasgado enquanto seu corpo se contorcia por mais, faminto como nunca antes. Toby estava arremetendo dentro dela, enquanto os beijos dele a encontravam o tempo todo, sobre a bochecha, os lábios, as sobrancelhas e o corpo dela se retesava a cada mergulho que lhe rouba o fôlego, e de combo, o coração. Toby estava indo ao delírio, com fome dela, do corpo de Spencer, sua esposa, ele puxou as coxas dela e prendeu ao redor da cintura.

 

— Segure-se em mim — pediu ele, a voz rouca roçando no ouvido dela.

 

Spencer gemeu, dissolvendo-se nos braços de Toby. Seus gemidos ecoavam pela casa. A casa que depois daquele dia seria oficialmente pertencente a sua família. Spencer o olhou com atenção naquele segundo, ele está tão perdido quanto ela. Gemendo também. Empurrando. Investindo. Girando os quadris. Tomando. Possuindo.

 

— Eu preciso de você — sibilou — Eu preciso de você. Tanto, tanto...

 

Ela tentava manter o ritmo dele, agarrando-se com força quando seus quadris encontravam o dele a cada movimento, cada arremetida frenética. Repetidas vezes, como se ele estivesse tentando os fundir em um só. As duas mãos de Spencer e sua boca se perdiam por todo o corpo musculoso e maravilhoso de seu marido enquanto absorvia o máximo que podia dele. Os dedos dela ocupados apertando as costas de Toby, sua língua ocupada em beijos profundos e loucos, seus quadris rebolando. Toby Toby Toby, seu coração martelava o nome dele descontroladamente. Ela estremecia sob o calor da pele daquele homem enquanto ele deslizava a mão marcada por todo o braço branquelo dela. Pela manhã ela ainda sentiria aquelas marcas esquentarem sobre sua pele. Lembrando da noite que tiveram. Toby gemia o nome de Spencer e girava a língua sobre do mamilo dela, sua boca a conhecendo e saboreando, os dedos acompanhando e explorando suas curvas. As costas dela se arquearam com intensidade tentando controlar o amontoado de emoções que sentia. Explodindo da cabeça aos pés, ela estremecia e ardia.

“Não posso acreditar nos sons que estamos fazemos no escuro. Toda a vizinhança vai escutar desse jeito”, pensou.

“Toby...”

A sensação da proximidade dele. Do seu cheiro. Do modo como ele a deseja. A paixão nos olhos dele enquanto a observa. Ela sugou seu lóbulo. Estremeceu enquanto mordiscava e puxava, e ela soluçava em seu ouvido que o amava. Spencer o AMAVA, amava, amava. Quando ela começou a gozar, onda após onda a atingiu com fervor. Com um grito suave, tremeu debaixo dele, sentindo Toby ficar imóvel e a agarrar com força enquanto rosna e ejacula dentro dela. Quente. Molhado.

“Meu rei...” a preenchendo com ele.

 

Tudo tão saboroso e tão, tão íntimo, que seus olhos arderam.

 

Rapidamente, ela enxugou duas lágrimas furtivas, e ele murmurou seu nome, gentilmente passando os dedos nos cantos dos olhos dela. O sorriso largo dele a tomou como uma onda. Arrebatadora. Ele tinha um cheiro refrescante de limpeza e suor. Os olhos dele penetrando nela a felicidade plena estampada em sua cara. Ele se aproximou mais e encostou a testa na dela tomando beijos roubados em seus lábios. Ele estava ofegante e a respiração batia contra o rosto dela.

 

— Me belisque para eu acreditar que isso está acontecendo de verdade — ela sussurrou, de súbito, depois de uns segundos de silêncio.

 

Os beijos dele alcançaram a testa dela, e ternamente, esfregou a umidade até secá-la.

 

— É, isso não vai rolar. Eu não vou arruinar...

 

Ela abaixa a mão e belisca o mamilo dele.

 

— Ai! Isso não foi legal, Spencer — censura ele, apalpando a bunda dela e dando um tapa leve ali.

 

— Hummm. Isso até que foi legal — provocou, e seu sorriso desaparece dando vez  aos olhos escuros com o desejo renovado.

 

— Estava tão gostoso dentro de você, meu bem. Você me sentiu? — ele pergunta, rouco, enquanto a puxa mais para perto.

 

— Sim — suspirou. O corpo se concentrando na sensação dele dentro dela, ainda tão duro quanto antes, e Spencer jura que não quer que ele saia dali. Como se estivesse pensando a mesma coisa, ele prende os braços dela acima da cabeça e entãocomeça a se mover dentro dela outra vez, murmurando devagar, com ternura, rouco, enquanto faz amor com ela outra vez:

 

— Diga que ama isso — sussurra ele. Ela geme e fecha os olhos.

 

— Deus, você sabe que eu amo.

 

— Diga que você quer isso.

 

— Eu quero, eu quero.

 

— Diga que sou eu, que sempre fui eu. Diga, princesa.

 

— Sempre você, só você. Você pode ser zero a esquerda para essa cidade... mas é tudo para mim.

Spencer P.O.V

Nossos corpos estão retesados e movendo-se juntos, nossos peitos se esfregando e seu peito largo roçando um de meus seios enquanto ele me beija. E ele me beija até nossas bocas estarem inchadas e vermelhas, e nossa sofreguidão e desejo e emoções nos roerem. E ele é meu, e eu sou dele.

 

Finalmente, o cara para mim.

 

A manhã nasceu com um ar de tranquilidade que eu nunca tinha sentido na minha vida e então ele surgiu lindo só de bermuda com uma bandeja de café da manhã. Eu ainda sonolenta sentei na cama e o vi roubar um beijo meu. Um selinho. Tinha uma rosa vermelha sobre a bandeja decorando nossa primeira manhã juntos, ele não me dava rosas há muito tempo. Nós comemos juntos tranquilos com a TV do quarto ligada atrás de nossas costas. Ninguém em si prestava atenção, mas era um costume dele e eu estava amando essa sensação de estar na VIDA DELE.

 

— Acho melhor tomar um banho logo — disse ele levantando-se com a bandeja e me deixando no quarto sozinha.

 

Eu o segui até a cozinha me apoiando no balcão enquanto ele colocava os pratos sujos sobre a pia.

 

— Por que a pressa? Ainda estou com sono.

 

Ele riu, caminhando até mim e dando um beijo sobre minha testa.

 

— Tenho planos para nós dois hoje, princesa.

 

PLANOS...

 

Toby Cavanaugh tinha PLANOS para nós dois. Tive que balançar minha cabeça para não achar que estava sonhando mais uma vez. Era tão maravilhoso imaginar que isso estava mesmo acontecendo. Eu demoraria a me acostumar com essa ideia, de que meu maior sonho estava mesmo se tornando realidade. Mas para falar a verdade... Acho que qualquer realidade que incluisse ele já era o suficiente para mim. Muitas vezes vemos montanhas difíceis de escalar a nossa frente e jogamos a toalha. Desistimos de tudo. Parece chato demais, complicado demais, as vezes até ficamos sem perspectivas para um fututo. Eu nem ao menos conseguia imaginar o que seria do meu futuro e olha agora como estamos? Oh, meu Deus, eu estou falando no plural! Isso no mínimo quer dizer que nossos caminhos mudam a todo momento, que você não pode deixar de acreditar. Toby sempre foi o homem dos meus sonhos. Aquele por quem sentava na cadeira da sala de aula e babava apoiando minha mão no queixo e sempre pareceu TÃO impossível. Tão inacreditável. Até o dia em que ele foi atrás de mim e disse o que sentia, então naquele segundo minha vida mudou. Porque viver ao lado de Toby e saber que ele te quer é como assinar um termo de posse. Você não é mais de outra pessoa, você é dele. APENAS dele! Me senti dessa forma por muitos anos até mesmo quando estive fora de Rosewood. Uma das lições mais importantes que aprendi nesse tempo foi que não devemos guardar rancor. O ser humano é falho, ninguém vai ser perfeito sempre. Seja um amigo, um namorado ou um marido. Alguém que você ama sempre vai te magoar, as pessoas erram, mas o que muda isso é a atitude que ela toma após o ocorrido. Se permita dar o perdão a quem acredita que merece. Muito do meu "feliz para sempre" nunca teria chegado se eu não deixasse de ser turrona e acreditasse que Toby poderia mudar. Que ele poderia me fazer feliz. A segunda lição foi a mais fácil. Ter fé. Um dia seja como for o que é seu sempre te encontra, querendo ou não. Faz parte do destino. Acredite no seu e tenha fé que um dia...

 

Ahhhhhhhh...

Um belo dia todos os seus sonhos podem se realizar!



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