História Louco amor (Camren) - Capítulo 17


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camren G!p
Visualizações 189
Palavras 1.460
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi povo lindo eu tô meio depre porque o site que uso pra ler mangá tá offline, então leiam ou sei lá

Capítulo 17 - Capítulo 14


Camila tirou o último prato da lavadora, colocou-o sobre os outros dois que segurava e levou-os para o armário, arrumando-os na prateleira.

  Lá fora, uma pesada cortina de nuvens escurecia o céu da manhã. Também dentro de casa estava escuro, e o ambiente sombreado combinava com seu próprio humor.

  Virando-se novamente para a lavadora, tirou os talheres e começou a arrumá-los.

  Embora tivesse se levantado tarde naquela manhã, já estava acordada havia horas, depois de uma noite insone. E, por mais que tentasse convencer-se de que sua frustração era porque não conseguira conversar com Lauren sobre Lissy, sabia a verdade.

  Não podia esquecer a expressão de Lauren ao olhar para Lissy. No breve instante em que a observara, vira ternura, confusão, culpa e, sem dúvida, amor. Tudo isso tinha revelado a possibilidade de existir uma faceta que desconhecia em Lauren.

  Não que isso mudasse alguma coisa. Se fosse honesta consigo mesma, teria de admitir que a atração que sentia por ela só aumentara nas últimas semanas.

  Só não entendia por quê. Era brusca, fria e distante com Camila. E também não gostava do modo como tratava a filha. Ainda assim, o efeito devastador que tinha sobre ela só aumentara nas últimas três semanas.

  Mas o pior de tudo era que, apesar disso, descobria cada vez mais motivos para admirá-la. Trabalhava duro, muito mais do que qualquer outra pessoa que conhecera. Era generosa e justa com os empregados, pagava excelente salários e proporcionava-lhes excelentes condições de trabalho. E Mitch Mason, o administrador, lhe contara que muitos dos vaqueiros tinham vindo do orfanato de Lander, revelando a profunda lealdade de Lauren, da qual ela jamais suspeitaria.

  E Lauren tem também outras qualidades, pensou com ironia. Consegue fazer seus mamilos ficarem eretos apenas entrando na sala.

  Suspirando, forçou-se a encarar os fatos. Tinha vinte e cinco anos e, embora não fosse virgem, até então suas experiências sexuais não tinham sido das mais interessantes. Embora reconhecesse que algumas vezes tinham sido agradáveis, ficavam muito abaixo das expectativas que sempre tivera.

  É claro que Lauren não se parecia nem um pouco com os homens que conhecera. Eles eram educados, sofisticados e lidvam com o sexo como se fosse um jogo agradável para passar o tempo. E nunca tinham conseguido, ou tentado, fazer com que ela reagisse e sentisse um prazer profundo e verdadeiro.

  Lauren não era sofisticada. Era dura, direta, e todos seus instintos lhe diziam que fazer amor com ela seria completamente diferente, sem qualquer cortesia ou moderação.

  Não que planejasse testar essa teoria, disse depressa para si mesma. Embora tivesse vontade de fazê-lo, cada vez que pensava nela.

  O som da porta dos fundos se abrindo despertou-a do devaneio. Colocando ddpressa as últimas xícaras no armário, fechou-o, ouvindo Lauren andar na lavanderia. Logo depois ela entrava na cozinha.

  Para alívio de Camila, apenas cumprimentou-a com a cabeça, atirando as luvas de trabalho sobre o balcão, e logo desapareceu pela porta aberta da despensa.

  Quando voltou, Camila já tinha controlado as emoções, e conseguiu agir com naturalidade.

- Bom dia - disse, com um sorriso.

  Lauren passou por ela e abriu uma das portas do armário da cozinha.

- Bom dia.

  Camila virou-se, vendo que ela procurava alguma coisa dentro do armário.

- O que está fazendo?

- Procurando um band-aid. Pensei que tivesse uma caixa na lavanderia, mas não encontrei.

  Pegando a caixa do outro lado do balcão, Camila entregou-a a Lauren.

- Está aqui. Ontem à noite cortei o dedo e devia ter posto a caixa de volta no lugar, mas esqueci.

- Não tem problema - respondeu Lauren, espalhando o conteúdo da caixa sobre o balcão.

  Só então ela viu o corte fundo nas costas da mão direita de Lauren, que sangrava abundantemente. Imediatamente, viu-se invadida pela preocupação.

- O que aconteceu?

  Ela pegou um dos adesivos maiores e deu de ombros.

- Cortei-me com um prego. Mas não pára de sangrar.

  Tirando o curativo da embalagem, tentou, sen sucesso, colocá-lo sobre o ferimento, com a mão esquerda.

  Camila hesitou. A última coisa que queria era tocá-la. Mas ambas eram adultas, e ela estava ferida. E faria de tudo para não demonstrar quanto a perturbava.

- Espere. Deixe-me ajudá-la - disse, pegando o curativo, antes de perder a coragem.

  Lauren ergueu a cabeça depressa e fitou-a.

- Posso fazer isso sozinha.

- Sei que pode - retrucou Camila, tentando manter-se calma. - Mas não acha que é melhor desinfetar primeiro? - E sem esperar pegou a caixa de primeiros socorros no armário.

  Com os lábios apertados, ela ficou em silêncio enquanto Camila a puxava para a pia, abria o vidro de anti-séptico e, segurando a mão dela entre as suas, despejava uma generosa quantidade do líquido sobre o corte.

  Enquanto os segundos passavam, e ela esperava que o desinfetante fizesse efeito, Camila percebeu que não tinha tanto controle quanto imaginava. Estava cada vez mais consciente da proximidade dela, do calor da pele, do tamanho e da força da mão entre as suas. E viu-se imaginando como seria sentir aquelas mãos nos seios...

  Com um gesto brusco, soltou a mão dela e disse a primeira coisa que lhe veio à mente, só para quebrar o silêncio.

- Você levantou cedo.

  Lauren resmungou algo que poderia ser um sim.

  Com um gento, ela indicou o balcão, onde havia vários curativos esplhados. Assim Lauren se aproximou, Camila exugou o excesso de anti-céptico com um papel absorvente e pegou a pomada de antibiótico.

- Sinto muito que tenha se cortado, mas fico contente por estar aqui. Precisamos mesmo conversar.

- Sobre o quê?

  Ela colocou cuidadosamente o curativo sobre a parte mais funda do corte, antes de reponder.

- Lissy.

  O braço de Lauren contraiu-se, e afastou a mão, um tanto bruscamente.

- O que há com ela?

- Você quase não tem ficado com ela nas últimas semanas.

- Estive ocupada.

  A expressão do rosto, o tom de voz, tudo era uma advertência para que parasse, mas Camila não desistiu.

- E quando terá tempo?

- Não sei. Mais tarde.

- Quando?

- Não sei. - Embora a vozdela tivesse um tom contido, os olhos verdes faiscavam, advertindo-a de que estava indo além da conta.

- Talvez hoje à noite... Ou amanhã. Ou talvez, só na semana que vem.

- Amanhã é meu dia de folga.

- Bem, eu queria conversar com você sobre isso - cimeçou ela. - Há um touro em Lager que eu gostaria de...

- Não.

  Lauren ergueu una sobrancelha escura, sem esconder a surpresa.

- O quê?

- Já tenho planos.

- Então cancele.

  Sem acreditar no que ouvira, Camila observou-a por alguns instantes, incapaz de falar. Tinha meia dúzia de boas respostas, mesmo que isso significasse ser despedida, mas um movimento no canto da cozinha cchamou-lhe a atenção. Lissy entrava e, ao olhar para Laure, percebeu que ela também vira a filha.

  Com o rostinho marcado pelo sono, a menina sentou-se num dos bancos, junto ao balcão. Olhando para as duas, com os cabelos despenteados e os olhos muito verdes ainda sonolentos, perguntou:

- O que aconteceu?

- Nada - respondeu Lauren, sem hesitar. O tom deixava claro que, para ela, o assunto estava encerrado.

  O tom autoritário, como se tivesse a última palavra, deixou Camila enfurecida.

- Na verdade, Lissy, estávamos conversando sobre amanhã - começou, decidida. - É meu dia de folga, mas sua mãe tem negócios para resolver. - Apenas por alguns segundos hesitou, sem saber se estava agindo corretamente. - É por isso que vou tirar algumas horas de folga hoje.

  Ela pôde sentir o olhar intenso de Lauren, mas continuou imóvel, sem fitá-la.

- O quê? - perguntou ela, ao mesmo tempo que Lissy falava.

- Vai mesmo, Camz?

- Vou, meu bem - disse ela, virando-se para a menina. - Desde que comecei, não tive um dia de folga e tenho algumas coisas para resolver.

  Lauren estava em silêncio, e Camila cruzou os dedos, rezando para que fosse razoável e não criasse problemas.

- Qual é o problema, princesa? - perguntou Lauren, num tom cáustico. - Acabou o esmalte de unhas?

  As palabras dela a magoaram mais do que gostaria de admitir. Erguendo o queixo, desafiou-a.

- É isso mesmo. É encantador de sua parte ter percebido.

  Para sua satisfação, Lauren cerrou os lábios, mas não retrucou.

- Quando você vai? - perguntou Lissy, observando-as com expressão preocupada, como se percebesse a tensão que havia entre elas.

- Agora - respondeu Camila, pegando a bolsa sobre o balcão.

- Mas combinei ir à casa de Jenny para brincar à tarde e jantar. Não se lembra?

- Não se preocupe. Estarei de volta às três e levarei você.

- Oh.

- Enquanto isso, você e sua mãe podem passar um tempo juntas.

  A menina olhou para Lauren com um misto de expectativa e ansiedade.

- Está bem.

  Aquele olhar foi suficiente para dar a Camila a coragem que precisava para sair.

Continua...



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