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História Loucura significa Deku - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa Leitura

Capítulo 1 - Um


Midoriya deveria estar surpreso com os recentes acontecimentos, mas não conseguia. Sabia que tinha chamado muita atenção. Não conseguia dizer se era uma boa coisa.

Teria diversão, uma boa coisa. Precisava disso, urgentemente.

Batidas em sua sala chamaram sua atenção por alguns segundos.

– Entre –, Izuku permitiu que seu irmão entrasse em seu escritório.

– Deku, eu... posso pedir algo? – Tsuyu hesitou em pedir, sua expressão estava neutra, mas seus olhos mostravam o nojo e raiva que sentia por seu irmão.

Izuku pareceu pensar um pouco antes de assentir com seu típico sorriso. O esverdeado de cabelos lisos como a da sua mãe bufou ao perceber que Deku demorou exatos 2 minutos fingindo pensar em uma resposta.

– Meu professor quer que você apareça amanhã para escrever um artigo sobre a U.A –, explicou sua situação ainda hesitando em dizer.

– Entendo, e você? – Izuku pegou um dos livros da sua mesa, folheando-a.

– Eu? Como assim eu?

Izuku teve que parar de ler seu livro para a olhar de maneira confusa com uma pitada de desinteresse.

– Você também quer? – Izuku ergueu uma sombrancelha, esperando a resposta do irmão, que não chegou. – Então está decidido, eu não vou.

Continuou lendo seu livro com desinteresse claro, sem ligar para o olhar estranho que sua cópia enviava para si.

– Deku... Eu quero –, Tsuyu demorou uns 5 minutos para dizer, como se lutasse com sua escolha.

– Claro, então eu vou –, Midoriya não ergueu seu olhar, interessado mais em fazer qualquer coisa ao invés de encarar o garoto. – Cai fora da minha sala.

Tsuyu não expressou nada ao escutar o esverdeado falar, acostumada com sua mudança rápida de humor, saiu de maneira obediente da sala onde os dois se encontravam.

A verdade era que Izuku e Tsuyu eram gêmeos, mas foram separados ao nascer; sua mãe iria colocar ambos em um ofarnato. Mas seu tio descobriu e, como um homem religioso que era, a obrigou acolher eles novamente. Sua mãe não falou que eram gêmeos, e escolheu ficar com apenas um, Tsuyu

Pelo que escutou, seu pai provavelmente estava morto e nunca descobriu da existência dos filhos, e sua mãe atualmente estava morta pelos abusos.

Sim, abusos. Sua mãe sempre batia em Tsuyu quando estava com bebidas por perto. O mais novo nunca reagia, o oposto de Izuku, que a ameaçou com uma faca para nunca mais o tocar. Era uma babaca infeliz que merecia morrer.

Izuku se orgulhava de ter feito isso acontecer mais rápido.

– Colégio Yuuei –, Deku acabou soltando, com um sorriso grandioso. – Está na hora do meu remédio!!

Com seu sorriso grande, tomou a sua droga diária.

(Quebra de Tempo)

Izuku arrumou suas bracelheiras pretas que bloqueavam as duas cicatrizes em que começava no pulso e acabava perto do "cotovelo oposto", como o próprio Izuku falava. Suas roupas eram para ser sociais, mas, por algum motivo, parecia mais casuais; sua camiseta era social larga da cor branca, uma calça jeans não tão justa da cor azul, e, por fim, uma gravata verde frouxa e seus tênis vermelho.

Izuku estendeu sua mão, querendo seus remédios. Tamaki entregou eles sem nenhum problema aparentemente.

– Vamos? – Izuku engoliu o remédio, girou as chaves de seu carro na mão livre.

– Rápido, estou atrasado.

Midoriya pareceu achar graça o "desespero" do irmão por que soltou algumas risadas. O efeito dos remédios deveria ser bem rápido pois não parava de sorrir, algo difícil para o esverdeado.

– Ele está brincando, ainda temos tempo –, Mina, sua prima, riu sem humor. Querendo aliviar a tensão do carro.

Ninguém, exceto Mina que era a mais otimista e extrovertida, tentou puxar algum assunto no caminho todo, Izuku estava ocupado demais dirigindo seu carro enquanto cantava alguma música, Tsuyu estava sorridente mexendo no seu celular no banco de trás, Mina sentada ao lado de Tsuyu, ao notar o humor de todos, começou a acompanhar o jornalista na canção pra não ficar tão tenso e silencioso, e Tamaki sentava na frente, o lugar o lado do motorista, admirando a passagem quieto.

Quando chegaram, Tsuyu saiu do carro sem dizer nada, apressado demais. Mina foi a única a tentar acompanhar seus passos, chamando atenção do garoto, estranhamente irritado, fazendo ele diminuir o passo. Tamaki e Izuku ficaram atrás olhando eles conversarem por alguns minutos.

Foram em silêncio para a sala, claro, recebendo alguns olhares estranhos por causa de Izuku e Tamaki não estarem usando o uniforme da escola.

– Tsuyuuu! –, alguém gritou, chamando a atenção deles, o mencionado reprimiu um sorriso.

E Izuku notou isso.

– Uraraka-san... –, o esverdeado aumentou o passo pra encontrar com sua colega na porta da turma 3-A, a sala que Ashido falou que era onde estudavam. Mina se aproximou animada da garota também.

– Esse é o Deku? Jesus! Vocês são mais parecidos do que pensei! –, Uraraka comprimentou Izuku e Tamaki com um sorriso gentil, que foi copiado pelo drogado. Tamaki decidiu apenas ignorar.

– Somos diferentes –, Tsuyu foi direto, não querendo mais falar sobre seu irmão.

– Mas vocês tem as suas semelhanças, olhem! –, de maneira teimosa, a morena começou a listar tudo que achava ser igual. Era uma lista grande que entediou Izuku.

– Mina –, O esverdeado a chamou, desinteressado na garota a sua frente.

– Uraraka-san, vamos entrar, estamos atrasadas –, Mina pediu, quase implorou para a garota, que não percebeu a tensão da rosada e de Tsuyu

– Espera! Por que vocês estão me chamando assim? – Ochako perguntou, parecendo ofendida com os colegas.

– Shhh –, Izuku a silenciou com seu dedo, ainda com um sorriso. – Vocês conversam depois, eu ainda preciso fazer um artigo sobre essa escola de merda, certo?

Midoriya não tirou seu dedo em sua boca, não deixando outras opções além de assentir. Quando Uraraka acenou com a cabeça, Izuku a libertou com um sorriso orgulhoso. Seu irmão e sua prima ficaram observando em un silêncio assustador.

– Entrem –, o garoto sorriu apontando para a porta. – Vocês estão atrasados para estudar, não querem que Tamaki receba mais ligações da diretoria, certo?

Ochako arregalou seus olhos e fez um perfeito O com a boca, encarou Tsuyu como se fosse ganhar respostas claras, esse que apenas deu de ombros.

Tsuyu foi o primeiro a entrar na sala, levando a morena consigo. Midoriya observou os dois estudantes entraram com o mesmo sorriso de antes. A rosada ao seu lado olhou para si preocupada.

– Deku, eu sei o que você está pensando –, Mina falou, tentando atrair sua atenção.

– Não, você não sabe –, Deku observou Tamaki, ao ser notado, o moreno olhou pra si, confuso com a atenção que estava recebendo. – Eu sei que ela está interessada, mas Tsuyu falou que não estava acontecendo nada. Ele não vai lutar por ela.

– Então você não vai fazer nada? – Mina perguntou, desconfortada.

– Se ela não mostrar motivos para tal, eu não vou me meter –, Izuku fez uma expressão de claro tédio antes de continuar. – Mas se algo acontecer, eu vou comprir a minha promessa.

– Vou avisar para ela depois.

Mina mandou olhares para Tamaki e Izuku antes de entrar na sua sala. Izuku acompanhou ela, e entrou na sala.

– Com licença, quem seria o professor dessa classe? – Izuku indagou, buscando a respostas com o olho. Percebeu Aizawa tentando controlar a situação. – Ah, sim.

– Você seria...? – ergueu uma sombrancelha ao perguntar.

O esverdeado apenas apontou para a porta, o chamando para conversar lá fora. Sem esperar sua resposta, deu meia volta.

– Midoriya Izuku, o jornalista que você chamou, Deku –, se apresentou ao ver o professor sair da sala. – Esse é Tamaki Amajiki.

– Você é o irmão do Midoriya Tsuyu? – perguntou, sem conseguir evitar de mandar olhares curiosos pro garoto que acompanhava o esverdeado.

– Sim –, Izuku deu de ombros, interessado mais em seu artigo do que responder suas perguntas não ditas. – Sobre jornalismo...

– Ah, claro –, o professor pareceu ser surpreender por alguns poucos segundos, manteu uma expressão em branco. – Nezu gosta da sua escrita, e pediu para mim entrar em contato com você.


Aizawa continuou falando, mas Izuku não se interessou com aquilo e ignorou tudo que dizia.


– Dispenso –, falou ignorando o olhar que Tamaki mandou ao falar.


– Que? Você ao menos escutou o que eu falei? – Aizawa parecia mais indignado com sua resposta do que Amajiki.


– Nadinha, é por isso que eu não quero fazer isso –, Deku bocejou alto.


– Você é mais irritante do que imaginei –, Aizawa suspirou, dando de ombros. – Vamos falar com Nezu, ele pode te convencer.

– Estou ansioso –, sorriu graças ao seu remédio.


Após Shouta interroper as perguntas que todos lançavam para Tsuyu e Mina de maneira desesperada, avisou os alunos que iria ir falar com o diretor, e Present Mic iria chegar para dar a aula.


– Professor! Quem são eles? – quando algum aluno corajoso perguntou se referindo a Deku e Tamaki, a sala virou um caos de perguntas.

Amajiki tremeu de medo ao ver os alunos focarem as perguntas neles, se sentindo sufocado, olhou para Izuku em busca de ajuda. O esverdeado olhou pro garoto, e, sem surpresa, viu tédio em seus olhos, mas ao notar o que Tamaki queria, pareceu selvagem.

– Puta merda... –, Mina suspirou, buscando algum conforto em seu ato, percebendo o que estava por vir.

Izuku deslizou de maneira invisível uma faca de sua bracelheira, sempre tinha uma e nunca era a mesma. Nunca. Puxou Aizawa para perto, o abraçando por trás.

Ameaçando silenciosamente com a faca em seu rim, Tamaki viu os olhos de Aizawa se tornarem frios como o de Izuku, claro, Izuku conseguia fazer muito pior quando queria. Se perguntando se foi uma boa ideia pedir ajuda justamente por um psicopata drogado como Izuku, ficou em seu lado para o impedir de fazer algo grave.

– Acho que Nezu está esperando a nossa conversa, sim? – falou Izuku. Tamaki conhecia muito bem o esverdeado para saber que essa classe tinha tirado seu bom humor adquirido pelas drogas, se lembraria de ficar longe dele por hoje.

– Você sabe o caminho –, falou Aizawa perto do mesmo tom que Izuku. – E vocês, nem ousem incomodar Ashido ou Midoriya, deixem a curiosidade longe desse assunto, façam algo melhor como estudar ou cuidar da própria vida.

Izuku soltou uma gargalhada ao escutar o professor, se divertindo com aquele momento assustador para alguns alunos. – Isso foi motivador! Agora podemos...?

Amajiki deveria saber que a faca ainda estava firme no professor como ameaça. Talvez Aizawa Shouta já soubesse que Izuku não era do tipo que apenas ameaçava, isso explicaria a sua obediência. Ou o professor não se importava com a faca, como se fosse comum o suficiente para não se desesperar.

De qualquer jeito, ele estava obedecendo Izuku, e isso era o melhor para o pequeno grupo que morava com psicopata, ninguém estava querendo um professor esfaqueado nesse momento.

– Izuku, precisamos ir pra diretoria –, Tamaki o chamou, sem ousar o tocar, Izuku odiava toques. – E vamos dormir quando chegar em casa, precisamos de algumas horas de folga pelo menos.

– Espere um momento, Tamaki, meu amor – Izuku falou, e olhou para Mina, mudando para alemão. – Se algo acontecer, podemos ir pra Columbia com alguns desses idiotas.

Mina e Tsuyu mostraram surpresa, mas mudaram de expressão rapidamente. Mina continuou em alemão. – Deku, não podemos, estudamos com eles.

– É o último ano –, rebateu Izuku, mudando sua expressão para algo mais frio. – Não vão precisar deles depois. Columbia é o teste, sabem disso, quero ver se eles vão passar.

Sem conseguir continuar a discussão, Mina jogou suas mãos pro alto, desistindo de continuar a conversa em alemão e pensar nas suas respostas. – Okay, tudo bem, você ganhou.

– Tchau, seus merdas! Espero nunca mais precisar ver seus rostos feios! –, agora Izuku falou pros alunos, em uma despedida "triste". – Tamaki, vamos! Quero dormir!.

Os dois morenos seguiram Izuku para sair da sala sem nenhum problema, talvez satisfação por finalmente ter saído daquela sala cheia de problemas.

– Você entendeu, certo? – Izuku quebrou o longo silêncio, os dois olharam confuso pro esverdeado. – Os dois.

Como se acabasse todas as dúvidas, ambos responderam em tempo diferentes.

– Columbia, alunos –, Tamaki foi vago em dizer por causa de Aizawa, que não poupou olhares curiosos.

– Bom –, Izuku sorriu ao escutar a resposta de Tamaki, não tinha paciência pra explicar os planos após ver os alunos irritantes.

– Você não deveria fazer isso –, Aizawa falou como resposta de sua pergunta, mas foi o suficiente para Izuku bufar.

– Mas eu fiz, quero dizer, eu faço –, Izuku mostrou um sorriso sádico. – Me diga, você entendeu o resultado se passar os limites, professor?

Aizawa ignorou seu sarcástico ao falar "professor" pelo seu proprío bem, se perguntasse, ou receberia risadas como se fosse uma criança perguntando algo ingênuo, ou uma facada em algum orgão vital.

– Eu não sou um cachorro –, Aizawa ficou atento com a sua reação; o esverdeado apenas sorriu.

– É melhor um humano morto, ou um cachorro respirando? – o professor se calou ao escutar Izuku.

Tamaki pareceu nervoso ao ouvir Midoriya, talvez pensamentos ruins apareceram em sua mente confusa. Se Izuku notou, não se importou em tentar ajudar.

Talvez fossem apenas loucos antipaticos vivendo juntos, Aizawa teorizou em sua mente. O moreno mais velho percebeu o sorriso sempre presente do escritor, mas não deixou a curiosidade falar mais alto sabendo que seria esfaqueado na certa.

Chegaram na sala de Nezu rapidamente sem a conversa, Aizawa agradeceu por serem rápidos andando, mentalmente, claro, seria vergonhoso se falasse isso.

Izuku nem bateu na porta para entrar, abriu sem se preocupar com consequências. Se sentou no sofá como se estivesse indo conversar com um amigo antigo, Amajiki seguiu seus passos e se sentou ao seu lado com uma boa distância.

– O jornalista –, Aizawa informou, ignorando os olhares de Toshinori que conversava com Nezu sobre qualquer coisa antes de entrarem.

– Achei que você fosse cuidar disso –, Nezu falou sorrindo confuso.

– Eu tentei, mas ele não ficou convencido –, Aizawa explicou, hesitante em se corrigir. – Digo, ele nem escutou...

Nezu arregalou um pouco seus olhos, e voltou ao normal, deixando seus comentários em sua cabeça. Izuku não se interessou de qualquer jeito. – Então eu posso convencer ele, tentar pelo menos.

– Ansioso –, Izuku falou ironicamete, chamando a atenção de todos. – Podemos ser rápidos? Eu quero voltou para casa o mais rápido possível.

– Certo, antes de começar, posso pedir para todos saírem? – Nezu indagou, e, sem responder, os professores saíram da sala. – Inclusive o seu acompanhante.

– Tamaki não vai sair daqui –, Izuku respondeu.

Nezu mandou perguntas pelo seu olhar, mas nem um dos dois explicou nada. Desistindo de tentar, continuou: – Certo, podemos começar a conversar.


Notas Finais


PUTA MERDA NÃO CONSIGO PARAR DE CRIAR FANFIC


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