História Love Affair. - Capítulo 31


Escrita por: ~ e ~NickSanchez

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lesbicas, Prostituição, Romance, Submissão
Visualizações 445
Palavras 1.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Versões diferentes.


Fanfic / Fanfiction Love Affair. - Capítulo 31 - Versões diferentes.

Não suporto essa garota, sei que nem a conheço, mas não vou com a cara dela. Ela tem um ar de superioridade que dar pra sentir do outro lado do mundo, mas a Meredith também é assim e se aguentar a Meredith já me dava direito a um Oscar, imagina aguentar a sua “melhor amiga” junto no pacote. Drina é alta, magra, morena, olhos esverdeados, lábios carnudos e tem longos cabelos negros que batem no meio de suas costas. E assim como a Meredith, ela é cercada por muitas garotas que se espelham ou que sonham em ser como ela. Quando eu não vou com a cara de uma pessoa, simplesmente não dá pra engolir e tentar ser amiga, sinto que essa garota ainda vai trazer muito problema, não só para mim como para a Bessie. Não sei nem o que pensar sobre a volta dessa garota, nota-se que a Carter também não ficou nada feliz com a volta repentina dela.

— Drina é idêntica a Meredith, não tem muito diferença. — disse, finalmente. — Ambas gostam de ser o centro das atenções e adoram ter todos caindo aos seus pés. Nadia era muito popular também, mas passava longe de ser como essas duas aí.. Drina, uma vez, para se vingar de mim por eu ter dado um “fora” nela, escreveu a palavra “vadia” no armário da Nadia. Nadia não deu importância, escreveu de volta a palavra “vadia suja” no armário dela. — Bessie soltou um rápido riso com a lembrança. — E assim se deu início à guerra. Drina não é do tipo de garota que gosta de levar um “não” e como sabia sobre eu e a Nadia, ameaçou contar isso para o colégio inteiro. Nadia precisou encontrar alguma coisa que a fizesse ficar calada, até que descobriu que ela e a Meredith fizeram um ménage com o Aaron.

— O quê? — minha voz saiu quase num sussurro. — Mas a Nadia e o Aaron não eram namorados? E a Carter?

— Carter sempre foi enganada pela Meredith. — desabafou aos sussurros para que ninguém pudesse nos ouvir. — Bom, pelo menos é o que eu acho. Não tenho duvidas de que a Mer a ame, mas ela não sabe amar. Se apavora quando as coisas começam a ficar sérias e foge, acho que para ela é difícil estar emocionalmente entregue para uma mulher. E sim, Nadia e Aaron estavam namorando, mas ele a traiu com esses dois embustes.

Aaron me mostrando mais uma vez em como é um cafajeste.

— Não acho justo o que essa modelo falsificada faz com a Car..

— Car? — questionou. — Hum.

Encarei suas esmeraldas e inclinei a cabeça para o lado, deixando um sorriso amarelo se apoderar de meus lábios.

— O que foi, Bessie? — perguntei irônica. — Está com ciúmes?

— Não. — mentiu. Era como se a palavra “ciúmes” estivesse escrita em sua testa.

E deu uma golada em seu suco, fazendo o copo ficar vazio. E como eu imaginava, sua versão era bastante diferente da do Aaron e eu acreditava mais nela, do que nele. Depois do que o Aaron fez comigo, não acho que poderia acreditar nele algum dia, é que tudo o que ele fala da Bessie pra mim parece ser intriga, parece que ele procura qualquer coisinha para afetar minha relação com ela. Ele me falou de uma Bessie submissa e que deixava o medo falar sempre mais alto que seus sentimentos, e a Bessie mesma me mostrou mais uma vez que a vadia da história não é ela, nem ele e sim a Drina. Mas agora me vem à pergunta.. Se a Drina foi capaz de tornar a vida da Nadia um inferno, o que ela poderia fazer com a minha?

Após o fim do intervalo, fui para a próxima aula, inglês. A professora além de muito simpática, tinha uma paciência admirável. Bessie sentou ao meu lado, era a primeira vez que a via participando de uma aula e até debatia com a professora sobre o assunto. Carter estava na minha frente e podia sentir cada revirada de olho dela cada vez que a Bessie perguntava alguma coisa.

— Você me parece ter um conhecimento maior que o dos seus colegas sobre a minha matéria. — falou a professora e Bessie arqueou uma sobrancelha em tom de superioridade. — Notei um sotaque britânico em você. Já esteve na Inglaterra?

— Sim, sou de lá. — falou e não conseguir conter minha cara de surpresa. Não era comum que a Bessie falasse sobre ela, e essa professora estava conseguindo tirar informações que até agora, eu não tinha conseguido. — Brincadeira.

Revirei os olhos e todos na sala riram, inclusive a professora.

— Quantos anos tem? — perguntou.

— Não espera que eu responda. — revidou.

— Pois bem.. — a professora sorria de um jeito diferente, parecia gostar do desafio que a Bessie representava e acho que estou ficando maluca, mas a impressão que tenho é que ela está dando mole para a Bessie. — Para a próxima aula, quero que vocês respondam a página 46.

Após o fim das aulas, Bessie foi a primeira a sair da sala, pois seu celular tocou. Pela expressão em seu rosto, acho que ela não tinha como ignorar e minha intuição gritou logo que era o Lucca Devito. Deixando meus ciúmes de lado, fui ao banheiro xixi, estava vazio até quando eu ia lavar as mãos, Drina entrou no mesmo e trancou a porta.

— Vamos direto ao ponto, Reagan? — perguntou impaciente. — Sei que está com a Bessie e vou ser sincera com você, porque não quero segredo entre a gente. Vou me tornar uma das clientes dela, o que acha?

Sequei minhas mãos na toalha e virei-me para encara-la, encostei-me no balcão da pia e falei:

— E porque está me avisando? Se ela te aceitar como cliente, você me avisa para que eu possa te dar parabéns. Convenhamos Drina, se ela não te quis antes, porque ela iria te querer agora? Só porque a Nadia não está mais aqui? — rir ironicamente, irritando a patricinha. — Se eu falar pra ela que não quero, ela não vai aceitar.

— Que engraçadinha você, amor. — falou sarcástica. — Mas tenta e verá uma Drina bem pior do que está vendo.

— Pior do que estou vendo? — questionei e ela fechou a cara. — Achei que não tinha como ser mais baixa que isso.

Ficamos nos encarando, desafiando uma a outra, prontas para revidar qualquer coisa. E olha lá eu de novo, tendo que passar por mais uma por causa da Bessie. Do que ela é feita? De mel? Porque só atrai gente e por gente, eu quero dizer: geral. Homem ou mulher, Bessie é capaz de hipnotizar qualquer pessoa, não só por ser linda em todo o sentido da palavra, mas seu jeito difícil e complicado ao invés de afastar, atrai ainda mais. Ela é um desafio, um quebra-cabeça onde você quer encontrar todas as peças e montar pra poder entender.

— Drina? — Meredith batia na porta do banheiro.

— O que houve? — ouvir a voz da Bessie. Um silêncio se fez e de repente os gritos da Bessie e suas batidas na porta eram impacientes. — Abre essa porra, Drina!

Arqueei uma sobrancelha para aquela que me encarava e sorri.

— Está avisada, Reagan.

— Digo o mesmo.

Quando abriu a porta, Bessie dirigiu seu olhar preocupado a mim, coloquei minha mochila nas costas e sair do banheiro sem trocar uma só palavra com ela. Não ia ficar aturando rivalidade por causa de uma pessoa que nem é minha, por que não ia valer a pena. De que me adiantava enfrentar tudo isso por alguém que na certa, ia aceitar aquela patricinha como cliente? Não acho que a Bessie possa se recusar a dormir com alguém só porque eu pedir.

— Oh, Reagan? — gritava meu nome, continuei andando. — Espera!

Parei no meio do caminho sem olhar para trás. Bessie parou na minha frente e ficou me encarando.

— Está deixando a sua cliente na mão, Bessie. Volta lá que ela deve estar te esperando.

— Que cliente? A Drina? — questionou confusa e revirei os olhos. — Ela nunca foi a minha cliente e nunca será, eu prometo. Não me importa a quantia de dinheiro que ela me ofereça, nada apaga tudo o que ela fez com a Nadia.

— Ah, claro! A Nadia. — falei ironicamente. — Sempre a Nadia, não é? Nunca eu. Sempre ela. Quer saber, Bessie? Me esquece. Fica com a Nadia, com a Drina, com a Meredith, com o Lucca e com quem mais seja. Eu cansei disso, cansei de ficar calada aturando cada cliente sem que isso me machucasse, porque me machuca Bessie. Me machuca porque eu amo você e você é burra o suficiente para não enxergar isso, não me sinto bem te cobrando nada, porque você é livre. Eu sou livre. Nós somos livres e temos todo direito de ficar com quem a gente quiser.

— Não, Reagan. — disse entredentes. — Você não pode ficar com ninguém.

— Porque não?

— Porque eu gosto de você. — murmurou.

— Essa é a diferença, Bessie. — falei baixinho, quase chorando. — Você gosta, e eu amo.

 



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