História Love Again - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias F(x), Girls' Generation, Ji Chang-wook, JYJ, Super Junior, TVXQ (DBSK) (Tohoshinki)
Personagens Amber Liu, Cho Kyuhyun, Choi Siwon, Han Geng, Heechul, Henry Lau, Hero Jaejoong, Hyoyeon, Jessica, Ji Chang-wook, Kim Heechul, Kim Ryeowook, Krystal Jung, Lee Donghae, Lee Hyukjae "Eunhyuk", Lee Sungmin, Luna Parker, Max Changmin, Micky Yoochun, Park Jungsu, Park Yoochun, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, U-know Yunho, Victoria Song, Xiah Junsu, Yesung, Yoona, Yuri, Zhou Mi
Tags Changkyu, Kyumin, Taeny, Yoosu, Yulsic, Yunjae
Visualizações 26
Palavras 2.432
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Josei, Lemon, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá novamente para qualquer um que esteja lendo do outro lado.

Quero dar meus agradecimentos à minha amiga, Hero_Star. Se não fosse por ela, eu não teria vindo aqui postar no dia de hoje.

Estou um pouco tensa por estar postando nesta categoria, pois é a minha primeira fanfic de TVXQ, então espero que me perdoem se não estiver da maneira que agrade. Se encontrar algum erro, não hesite em avisar.

Até.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Don't Leave Me


Fanfic / Fanfiction Love Again - Capítulo 2 - Capítulo 1 - Don't Leave Me




— Você está péssimo. — Riu Junsu.

— Você também não está muito melhor. — Respondeu, com puro mal humor. — Que horas são?

— Sete da manhã. Chegou cedo. — O azulado repassou a caneca de café. — Foi visitar Yunho?

— Ontem à noite.

— E como ele está? — Indagou. — Alguma melhora?

— Não realmente. — Suspirou. — Na verdade, não melhorou de modo algum...

— Ah, por isto o mal humor. — Riu fraco.

O Kim mais velho acabou por dar um sorriso de canto, afastando um pouco do mal humor que realmente estava sentindo. Aquela era sua rotina. Ir visitá-lo, todos os dias. Mas, por que nunca se acostumava?

Quase suspirou ao pensar no assunto. Era realmente difícil.

— E pra você? — Jaejoong tomou um gole de seu café, atraindo a atenção do Kim mais novo. — Como está sendo?

Junsu suspirou.

— Creio que esteja sendo pior para a família dele... Aceitar, sabe? — Abaixou a cabeça. — Está sendo insuportável viver naquela casa. Mais que quando ele estava vivo.

— Imagino que não tenha dormido nada, então. — Jaejoong sorriu de canto.

— A hipótese é recíproca. — O azulado retrucou, fazendo o louro suspirar. — Sério, suas olheiras estão enormes.

Era de se esperar que Jaejoong não dormisse direito aquela noite. Ou há várias noites que vinham antes.

Nos últimos três anos, a insônia o havia acompanhado como uma cruel amiga. Lhe torturando nas noites barulhentas e frias de Seoul, como um carma.

Um carma ao qual Jaejoong se dispôs a aceitar.

— Nem me lembre disso, Junsu. — Ele suspirou. — Tem ideia do que é ser narcisista e ter que encarar essas coisas toda a vez que acordo? Isso fere o meu ego!

O azulado cospiu o café que tomava, espalmando as mãos no balcão enquanto uma gargalhada cortava a sua garganta.

— Por Buda, Kim Jaejoong! — Exclamou o baixinho.

— O que foi? – O mais velho riu. — É verdade!

Junsu maneou a cabeça, com um sorriso mínimo.

— Foi muito doloroso?

O louro encarou o mais baixo, com um sorriso de canto.

— Seja mais específico.

Junsu engoliu em seco.

— Encarar a realidade... — Abaixou a cabeça. — Uma vida onde ele não está. Numa situação pela qual você se deixou passar despercebido.

Jaejoong o encarou.

— Foi a pior coisa que me aconteceu. — Encarou o nada. — Saber que ele está do jeito que está por minha culpa, porque eu fui um babaca... Não existe melhor expressão a não ser inferno para essa fase da minha vida.

O mais novo o encarou.

— E, como você superou? — Questionou, confuso. — Como... você seguiu em frente?

— Eu não superei. — Riu, sem humor. — Nem sequer segui em frente. Meu coração é como um barco, atado à ele. Não se move ou se desprende. Mas fica ali... Talvez seja meu carma. Por tudo o que fiz a ele, durante os anos.

O louro sorriu de lado, levando a caneca escura de café aos lábios.

— Não devia fazer isso… — Murmurou. — É tortura.

— Não. Não é. — O louro negou, encarando a caneca de porcelana. — É apenas a verdade. Como o café, é isso o que me põe de pé. Mesmo que Yunho não acorde, eu vou continuar ao lado dele. É o que ele merece, é o que devo fazer.

— Você não tem esperanças de que ele acorde? — Questionou o mais novo, de supetão.

Jaejoong confessava, em seu interior. Tinha sido pego pela pergunta repentina. Riu ao sentir a respiração falhar.

O mais novo o encarou, ainda curioso.

— Que tal começarmos a trabalhar? — Sugeriu o mais velho. — Um restaurante de grande porte não se gere sozinho.

Junsu apenas suspirou. Sabia que sua pergunta não seria respondida. Mas, por mais que Jaejoong não lhe respondesse devidamente às perguntas, o azulado sabia a resposta para elas.

A verdade, era que Jaejoong já não sabia. Por mais que o mais velho se forçasse a ter esperanças, não era de ferro. E ele, mais que ninguém, sabia como era a dor de perder quem mais amava. Jaejoong e ele não eram muito diferentes, no final de tudo.

Por fim, o azulado sorriu.

— Tudo bem.




O moreno já não sabia mais por quanto tempo estava ali. Desacordado. Mais e mais pesadelos lúcidos lhe assolavam em uma consciência desoladora. Sentia tudo, mas seu corpo não reagia a nada. Como viver neste inferno sem meio termo?

As imagens do acidente estavam bem vívidas em sua mente. A briga, o acidente, tudo ricocheteava em sua mente, impedindo-lhe de ter paz ou esquecer o que, de fato, aconteceu.

Esquecer…

Talvez, fosse apenas o seu lado mais egoísta falando. Sabia que o homem lhe visitava todos os dias. Ouvia a sua voz. Arrependido, frustrado. Afinal, quanto tempo já se passou com ele ali, do seu lado?

Tudo o que queria, era esquecer do que aconteceu. Mesmo que fosse por um dia. Não queria sofrer. Não mais.

É, talvez fosse apenas seu egoísmo falando mais alto.

Entretanto, havia uma pergunta interna, a qual o mesmo não sabia responder a si mesmo. Em realidade, sua resposta era uma incógnita. Havia válido a pena chegar até ali? Ter lutado contra os pais, saído de casa… Para terminar ali?

Jaejoong podia muito bem lhe estar visitando apenas por pena. Por remorso do caos que causou. Então, neste caso, acordar e se lembrar seria inútil. Nada mudaria.

E, de repente, tudo voltava de volta ao forte desejo de esquecer tudo.

Se acordasse, queria esquecer. Se continuasse dormindo, queria morrer.

Esquecer… Era tudo o que mais queria naquele momento.





O castanho via o mais alto colocar as roupas, enrolado nos lençóis. Fingia pouco caso, mas estava odiando toda a situação. Ele tinha de voltar de novo. Voltar para ela.

Ele realmente queria dizer para que ficasse, mas sabia que não haviam condições e também era orgulhoso demais para dizer qualquer coisa.

Entretanto, não ia negar que odiava toda essa situação.

— Kyuhyun, não faça essa cara. — Sungmin lhe pediu. — Você sabia que eu teria de ir embora em algum momento.

— Que cara? — Indagou, sarcástico. — Não tem cara nenhuma.

— Kyuhyun, ela está grávida… — Argumentou o mais velho, o fazendo bufar. — Eu não posso deixá-la só, Kyu!

— Não comece, Sungmin. — O encarou, sem fazer menção em sair do lugar onde estava.

— Você sabe que eles me forçaram, eu nunca quis engravidá-la. — O Cho não o encarou. Suspirou. — Eu sei que essa situação não te agrada, não me agrada também. Mas, é só até o nosso filho nascer e eu prometo que tudo vai se resolver...

— Poupe-me de suas desculpas, Sungmin. — O cortou. — Ambos sabemos que, se isso fosse para acontecer, já teria.

Sungmin não o encarou.

— Eu não quero falar sobre isso hoje. — Respondeu.

— Esse é o problema… — O mais baixo riu, sem humor. — Você nunca quer.

O mais velho não o respondeu.

— Ande, vá. — Pediu o Cho. — Sua esposa deve estar lhe esperando.

— Kyunnie... — Suspirou. — Eu sinto muito.

O mais novo sorriu, aparentemente de maneira doce.

— Mentira. — E nisso, Sungmin não o encarou.

O mais velho inclinou-se para beijá-lo, mas no momento em questão, Kyuhyun virou o próprio rosto, fazendo com que seus lábios não fossem alcançados. O moreno teve de se contentar então, com um beijo na face do mais novo.

— Eu te ligo. — Sungmin avisou, antes de abotoar o último botão da blusa social.

Kyuhyun não respondeu, avistando o moreno sair do quarto em silêncio. Sentiu as lágrimas grossas deslizarem por seu rosto e rangeu os dentes por tamanha fraqueza.

De todos os homens, por quê justamente um cara casado?





O moreno socou diversas vezes o saco de areia, arfando enquanto sentia o suor pingar em seu rosto. Seus músculos a mostra, estavam tensionados e a adrenalina escorria, se espalhando por seu corpo como o veneno mais fatal.

Um sorriso de canto apareceu em seus largos lábios. Mesmo que o capuz inviabilizasse que seu rosto fosse visto, com certeza seu sorriso era perceptível à meia luz da tarde, no meio daquela sala vazia.

Era sempre assim nas horas que antecediam suas lutas.

Para muitos naquela faculdade, ele não tinha nome. Não tinha família, apenas aparecia por lá, silencioso, com seu incrível dom de levar um homem apagado à lona sem revelar seu rosto. Seu caráter? Para muitos, questionável.

Você nunca via quando ele aparecia, porém, ele sempre estava lá. Era conhecido apenas pelo apelido de ringue. Choikang. Vencedor. E fazia bastante jus ao apelido.

A que diziam, seus olhos enervados eram a última coisa a ser vista antes que a lona fosse beijada. E quem passou por eles, não teve coragem de repetir.

Choikang jamais perdia uma luta, não importando qual fosse. Mesmo que estivesse prestes a ser nocauteado, alguém iria à lona primeiro. E esse alguém, jamais seria ele.

Largou o saco de areia, abaixando lentamente o capuz que impedia seu belo rosto de ser visto.

Pôs as mãos no grande cabelo castanho escuro, o prendendo-o para trás. O suor pingava por seu pescoço. Estava na hora de sair.

Jogou o capuz pela cabeça novamente, levando as mãos aos bolsos.

A hora em que todos entravam, era quando ele iria sair.

Saiu pela porta, sem muita cerimônia, sendo observado por um ou outro estudante que entrava com curiosidade.

Era sempre assim. Silencioso, inquestionável, inigualável.

Choikang era uma incógnita que ninguém se atrevia a questionar.

Afinal, o silêncio pode esconder coisas. E, ele, mais que ninguém, entendia isso.





O louro se encarou o espelho mais uma vez, ajeitando a gravata vinho na camisa de linho preta. O paletó avermelhado deslizava pelos braços firmes com toda a lentidão possível. A vastidão de seus pensamentos lhe tragava. E a melancolia, também.

Sempre assim.

A tristeza o acompanhava, não importando o quanto quisesse fazê-la desaparecer, ela ainda estava ali.

Lidar com a realidade para ele, às vezes, era tão difícil quanto era a tarefa de ter de respirar.

Suspirou como se a respiração estivesse pressionada, os olhos fixos no objeto cuja imagem era refletida. Mesmo que sem querer, pensou em todos os caminhos que pegou para chegar até ali.

Tinha o próprio restaurante, uma franquia pela Ásia. Era grande agora e aquilo, era um sonho seu que finalmente tornava-se realidade. Ele não era ingrato por isso.

Mas, Jaejoong sabia que faltava algo. Ou melhor, alguém.

Yunho. A pessoa que mais lhe apoiou quando esteve apenas no começo, que deu um novo rumo ao garoto comum das boates de sexta e as boas e velhas doses de vodca. O homem que amava.

Mas que por egoísmo seu, não estava mais ali do seu lado.

Ele engoliu em seco, sentindo as lágrimas lhe arderem os olhos conforme se formavam.

— Yunho-ah, se você ainda estivesse aqui… — Sua voz falhou. —… Você ainda teria orgulho de mim?

Mais uma vez, sua pergunta não seria respondida.

Olhou-se no espelho uma última vez antes de ir encontrar Junsu na sala, afim de irem para a quarta inauguração nos últimos anos. A prova de que ainda lutava para estar de pé, mesmo que não mais quisesse.

"Espero que esteja orgulhoso de mim agora… Amor."





As luvas estavam sujas de sangue. E ele as encarava, fixamente tudo aquilo, todo aquele sangue… Que não lhe pertencia. Os sinais vitais caíam para zero.

Havia o matado. Ele morrera na sala de cirurgia por sua culpa.

O jovem doutor supirava ao acordar de mais um pesadelo que, como sempre, era na sala de cirurgia. Por que as coisas não eram mais fáceis para ele?

Levantou-se do alojamento do hospital. Sempre o mesmo sonho, o mesmo homem. A mesma morte.

Ele falhava na cirurgia e o homem morria. Então, todos lhe culpavam pela morte daquele inocente.

Aquilo era um pesadelo no qual se prendia todos os dias. Fosse dormindo, fosse acordado.

Porque fora algo real. Em suas mãos, um paciente morreu. E graças à isso, uma família foi destruída pela notícia.

Tudo isso, porque ele não foi suficiente.

Engoliu em seco, indo em direção ao banheiro e ligou a torneira, lavando o rosto diversas vezes. E grunhiu, apoiando as duas mãos nas bordas da pia.

E fitou sua frente. A água ainda estava aberta quando se olhou no espelho, a água espirrada escorria na superfície do objeto, onde sua imagem transtornada refletia.

Suas mãos foram falhas… Por quê ele não havia conseguido salvá-lo?

E justamente em sua primeira cirurgia.

Engoliu em seco, finalmente desligando a torneira no banheiro e, com a ajuda da toalha, secou o rosto molhado, suspirando em pura tensão.

Entrou no alojamento novamente, procurando simplesmente cair no sono novamente.

Foi quando ouviu o alarme.

Donghae entrou no local e suas mãos tremularam ao entender qual situação o amigo estava prestes à relatar.

Código azul.





— Ele teve um ataque cardíaco. — Junsu o encarou, trêmulo. E sua noite acabara ali.

O hospital há anos não era um lugar tão macabro para si, quanto agora.

Jaejoong suspirou, com as mãos coladas à boca. Suas olheiras eram fundas e em seu rosto inchado eram visíveis as marcas de seu choro. O louro tremia, em soluços.

Sua blusa preta estava amarrotada, sua gravata vermelha desalinhada. O casaco do paletó vinho se encontrava ao seu lado.

Sua noite fora de divertida ao caos completo em poucos minutos.

Eram dez horas da noite quando recebera aquela ligação. Yunho havia tido mais um ataque cardíaco e, no momento, se encontrava em cirurgia. As chances de ele não sobreviver eram altas.

E isso dilacerava seu coração. O Kim não suportaria se o perdesse novamente.

Tantos erros e tão poucos acertos...

Não devia ter se atrasado aquela noite. Não devia tê-lo deixado ir. Deveriam ter conversado direito. Devia tê-lo ouvido. Estado ao lado dele.

Mas nada disso foi feito.

E eis que ali estavam os dois, paralelos um ao outro e mesmo assim, seguindo por caminhos tão destoantes. Ele vivia enquanto observava seu moreno ir e voltar ao limite entre a vida e a morte, de mãos atadas.

Como o espantalho que acabara se tornando durante os anos...

Yunho poderia partir a qualquer momento, como um balão solto em meio à distração das mãos de quem o segura. Voando pelo céu.

E Jaejoong nem ao menos iria poder dizer um simples "Eu sinto muito", para apaziguar a guerra em seu coração.

Se Yunho estava morrendo naquele momento, Jaejoong morria com ele.

— Por favor, Yun. Não me deixe. — Murmurou. — Eu não estou preparado para te deixar ir, também…

                                  


   ♪


Notas Finais


Espero que tenha gostado de ler, assim como eu gostei de escrever. Não está uma obra de arte, mas espero que alguém aprecie a leitura, de alguma forma.

Até a próxima. ♪


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