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História Love Alarm, interativa - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


• Olá amadinhos do meu coração, por favor não me batam, eu não demorei de proposito. As eads não poderiam estar tomando mais do meu tempo do que estão agora, eu acho né, mas voltei fazendo quase dois meses do slice of life do bonitão.

• Também quero agradecer a todos que mandaram suas fichas, vocês fizeram meu coração encher de alegria, e desespero, porque estou na luta para escolher os aceitos, sério todas estão excelentes, mas vou deixar para falar disso mais para frente, já que hoje ainda não apresentarei os aceitos.

• Enfim espero que gostem do capitulo que eu fiz com todo o carinho para vocês.

• Capitulo betado por @ahsanyeo

Capítulo 5 - Segundo teaser: e o que é amor?


 

by blckzpearl

 

O local era, em suas ideias mais concretas, o exato significado do puro caos. Com as paredes e piso ainda em pedra, trazendo o aspecto de inacabado que era ressaltado sob com a luz tanada — essas provenientes dos equipamentos montados em sua volta. No meio do cenário, encostado em uma das paredes e parcialmente deitado sobre o chão, estava Sujeong com acessórios em prata e vestes negras realçando todos os seus atributos e assim escondendo todas as suas imperfeições. A franja longa cobria boa parte dos olhos, provocando a sensação de mistério, já apresentada por diversas vezes pelo modelo, porém nem mesmo tal atrativo era capaz de fazer com que esquecesse dos lábios, arroxeados na situação, que pareciam querer roubar o protagonismo que ninguém era capaz de apontar quem possuía.

A pose que se encontrava não era uma das mais confortáveis, porém o desconforto da posição não era a responsável pelo que sentia internamente. Esse era o local. Propositalmente incompleto e assim, caótico aos seus olhos que viam mais do que apenas a estrutura sólida. Ele sempre precisava ver mais. Para o modelo aquele era simplesmente o retrato de sua mente também caoticamente proposital, cheia de perguntas que não seriam respondidas por odiar a resposta ou então planos que não seriam seguidos pela sua covardia e por isso gerariam mais uma infinidade de "e se" para a coleção tão rica. De todo modo, não era hora de se afetar por isso, estava trabalhando, envolto de pessoas que, por vezes, invejavam-o, não podia demonstrar fraqueza. Fechou seus olhos e relembrou a frase que sua matriarca tanto falava "Você é um Bo, e os Bo não aceitam menos do que o perfeito" era uma frase ridícula e que em nada tinha lhe ajudado nas pressões que foi viver na pele de um adolescente, mas ela bastava para calar os assombros provocados por suas inseguranças. E se naquele momento, a voz dura da sra. Mihi, não o tivesse feito, a voz da fotógrafa, que tudo comandava, serviria. 

Graças ao encerramento do trabalho ele podia se ver livre da maquiagem e das regras impostas pelo bom funcionamento da sessão, tendo assim o smartphone de última geração novamente em mãos, entretanto diferente da maioria tudo que fez foi guardá-lo desligado — da maneira que tinha ficado durante toda a sessão — no bolso de sua calça escura. Afinal, não precisava ligá-lo para saber o que aconteceria, ele já sabia. No momento em que ligasse o aparelho seus ouvidos seriam importunados pelo barulho característico do aplicativo que possuía por motivos contratuais. Poderia parecer egocentrismo assim afirmar, porém era só o natural de sua vida. Fosse antigamente ou atualmente, Sujeong estava acostumado a ser notado e logo admirado pela beleza puxada da mãe — como todos não cansam de afirmar como elogio.

Aplausos foram ouvidos na comemoração que seria seguida da arrumação de todo equipamento, todavia essas não foram escutadas atentamente pelo homem que só desejava fugir daquele local, seguindo assim o hábito horroroso que a tanto tempo cultivava. Desde os primórdios de sua consciência ele aprendeu que era mais fácil fugir dos problemas que enfrentá-los. Uma atitude desonrosa, tinha completa consciência, mas não o bastante para largá-la. Foi assim quando teve seu brinquedo favorito quebrado, quando tivera seu primeiro coração partido e quando perderá sua governanta. No geral a única coisa que mudava era o tipo de fuga; a infância e adolescência traziam os braços da senhora que lhe tratava como filho, e quando esses já não mais existiam passou para qualquer coisa que pudesse fazer com que sentia-se vivo por algum momento. E era isso que faria, pensou, enquanto deixava todos para trás e subia em sua Triumph Daytona 675*.

 

 

Atravessando a blusa de tecido fino, o vento tocava-lhe a pele, enquanto que a grama pinicava a pele exposta sem causar incômodo, trazendo uma sensação de acolhimento ao corpo deitado do rapaz. A primavera começava a dar seu adeus, deixando um lembrete florido de sua estadia, o qual naquele parque se mostrava belíssimo. Estava quieto, sem muitas movimentações como é de se esperar do período vespertino em um dia de semana, todos ocupados demais para perder alguns segundos apreciando a natureza ‘inútil’ , ele também estava entre essas pessoas, sua rotina não permitia descansos grandes, entre entrevistas, sessões fotográficas, desfiles e faculdade, era pouco o tempo que tinha para ser ele mesmo, e estranhamente assim preferia, afinal quem era ele? Sujeong nunca tinha encontrado resposta para tal indagação. Se perguntasse em sua volta era óbvio o que ouviria, seus amigos mais próximos lhe chamariam de um pegador de merda com uma confiança tão grande quanto a lábia, sua equipe lhe chamaria de uma estrela em ascensão com rostinho bonito e vários zeros em sua conta, enquanto que o mundo lhe diria ser um privilegiado, pois bem, ele não se sentia assim. As vezes ele era apenas um jovem perdido pelo caminho, outras um pedinte desesperado por amor e ainda outras era apenas um ninguém.

Mordendo os lábios, Sujeong se decidia entre ligar ou não o smartphone. A falta de notificações — de todos os tipos — era apreciada por si, porém não era apreciada por seu empresário ou por todos os contratantes que tinham compromisso marcado consigo naquela tarde, logo desistindo de seu momento de irresponsabilidade para enfim voltar a programação normal daquele dia. Como esperado, mensagens não faltavam perguntando de si, assim como ligações — em maioria de seu empresário para quem resolveu ligar.

 

— Onde você está? — foi a primeira frase coisa a ser dita, antes mesmo de Sujeong cumprimentá-lo. Pelo tom de voz, ele sentia a irritação do homem que provavelmente lhe faria ouvir um longo monólogo sobre sua irresponsabilidade, mas ele não poderia culpá-lo, havia saído sem avisá-lo e estava a pelo menos duas horas e meia sem dar notícias.

 

— Por aí. — a tranquilidade com que falou poderia ser considerada tão irritante quanto a resposta vaga que deu, porém o homem do outro lado da ligação preferiu apenas ignorar tal informação — ou falta dela — enquanto alisava o próprio terno e mandava-lhe o endereço que teria que estar.

 

— Estou te esperando, agora, nesse endereço. — E assim desligou o telefone.

 

O endereço levou-o a uma grande empresa e consequentemente a algumas horas de reunião sobre renovações, anulações e criação de contratos. Algo que não precisava realmente de sua presença levando em conta a falta de escolha que era dada a si, Sujeong estava ali apenas para concordar e posar para a foto no final com um de seus arrebatadores sorrisos que impulsiona jovens e adultos a consumir o quer que estivesse em suas mãos. Após a reunião fora puxado a uma entrevista, passando mais algum tempo comentando sobre a própria vida, aspirações e desejos, era divertido, ele admitia, as pessoas realmente pareciam interessadas no que tinha a dizer, mesmo com tamanha futilidade que pudesse vir. Após tudo, não poderia se esperar menos do que uma bela foto enfeitando o instagram bem organizado, e para sua alegria uma mensagem de seu amigo mais próximo.

 

asshole: 

19h45

“Vamos sair para beber?”

 

sujeong:

19h45

“Ainda é quarta-feira”

 

asshole: 

19h46

“E daí? Em algum lugar deve ser sexta”

 

19h49

“Por favor, cara. 

Você é minha última chance

Sua esposinha já me disse que não”

 

19h53

“Eu prometo que hoje é por minha conta”

 

sujeong:

19h54

“Lugar de sempre?”

asshole: 

19h56

[emoji de joinha]

 

Sujeong sabia que não deveria aceitar o convite, era quarta-feira ainda, o que significava que quinta-feira seria vivida de óculos escuros e um possível mau-humor de ter a cabeça explodindo de dor. Isso se abusa-se demais da bebida, e levando em conta que só estaria na presença de um de seus amigos, e por acaso o menos responsável, ele sabia que seus pensamentos seriam concretizados. Porém era daquilo que ele precisava, beber, aproveitar e quem sabe esquecer os problemas com o contato de um corpo embaixo do seu.

 

 

A balada, localizada bem no centro de Hongdae, estava lotada. A música alta e as luzes de cores gritantes eram apreciadas pelo amontoado de pessoas na pista de dança, divididas entre o desejo de dançar ou chamar a atenção de alguém. Puxando-o pelo braço, o amigo com quem havia encontrado lhe puxava até o balcão de bebidas do lado esquerdo da pista, não tardando em sinalizar o pedido de dois uísques para o barman enquanto virava-se para a pista observando a movimentação das pessoas que ali curtiam. Não demorou para a bebida chegar a mão dos dois que com um pequeno brinde aquela amizade beberam o copo.

 

— Por que aceitou meu convite? — indagou o estrangeiro olhando para Sujeong com certa curiosidade tendo em vista que tinha certeza que o amigo não iria.

 

— Você disse que ia pagar sozinho. — falou brincando e recebendo um empurrão nos ombros — Eu precisava espairecer um pouco — disse por fim olhando para o copo que se encontrava vazio, recebendo um resmungo de concordância do mais alto enquanto pedia mais um.

 

— Bom, acho que isso não vai ser problema. — disse chamando a atenção do Bo que seguiu os olhos para onde estava os do homem — Ela não para de olhar para você desde que chegamos.

 

Seu amigo tinha razão, a mulher a poucos metros de distância estava acompanhando-o desde sua chegada, porém em seu próprio mundo, Sujeong não parecia ter visto. Mas agora que tinha visto, e ele aproveitaria a oportunidade. Levando o copo novo aos lábios, ele encarava a mulher de cabelos longos sendo retribuído por um dela que parecia convidá-lo a se juntar a ela na dança sensual que praticava em conjunto com o vestido colado ao corpo, não deixando de sorrir de lado ao acabar o gole. Ela permaneceu na pista por mais alguns poucos segundos antes de se afastar para o outro lado. Deixando o copo pela metade sobre o balcão bateu uma das mãos no ombro do amigo em um aviso simples “Aproveite sua noite” seguindo para o mesmo lado que a tinha visto ir.

 

 

O encontro do corpo feminino com a parede do corredor teve o barulho abafado pela música eletrônica que incansavelmente saia pelas caixas de som, o que era bom, já que Sujeong estava ocupado demais para se importar com o fato de estarem chamando a atenção. Enquanto as bocas travavam um ritmo afoito e malicioso, ele sentia as mãos pequenas percorrerem seu abdômen por baixo da blusa que ainda estava sobre seu corpo, demorando em cada gomo bem definido que encontrava, as suas próprias, não muito diferentes divididas entre apertar a cintura magra e as pernas expostas. Quebrando o contato das bocas, Sujeong desceu os lábios para a altura do pescoço, ouvindo os arfares da jovem que se aproximou após algum tempo de sua orelha para então sussurrar “Que tal continuarmos isso em outro lugar?”. Sem a recusa do lado masculino, ela se permitiu guiá-lo para fora do local, chamando um táxi para assim terem a privacidade que desejavam para algo a mais. 

Parando em frente a um prédio de luxo, todo o percurso até o apartamento da mulher foi feito entre tropeços e beijos, não parando o que estavam fazendo nem mesmo para abrir a porta. Assim tendo a noite viva pelos desejos carnais dos dois jovens, enquanto se misturavam entre gemidos, toques, pedidos e fluidos. Ao final de tudo, a mulher deitada ao lado esquerdo se preparava para dormir, enquanto ao lado direito Sujeong levantava para recolher suas roupas, o telefone ligado nada apitou, mas era de se esperar, afinal ali não existia amor.

 

 

 


Notas Finais


• Triumph Daytona 675*: um modelo de moto que aqui no nosso país chega a custar em torno de cinquenta mil reais.

• E foi isso, novamente espero que gostem, e se minhas eads quiserem, logo logo eu estou de volta :))


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