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História Love, Albus - Scorbus - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oioioi
Mais uma scorbus porque esse casal é perfeito.
É todinho dedicado a @Cissa_Malfoy , que me ajudou (ela é perfeita, táh?).
Bebam água, usem máscara, e boa leitura ^^

Capítulo 1 - Capítulo 01


 

"Todos merecem uma linda história de amor"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

— Capítulo 01 —

 

 

 Havia uma grande movimentação.

Trouxas andavam para lá e para cá, com seus ternos elegantes. Guardas apitavam, e pessoas conversavam, incluindo Albus e James Potter, que arrastavam seus carrinhos por King's Cross.

— Pai — resmungou Albus, empurrando seu carrinho da bagagem. —, ele continua dizendo aquilo.

Harry Potter, que trazia a filha mais nova nos ombros, olhou com autoridade para o filho mais velho:

— James, dá um tempo.

— Eu só disse que ele podia ir para a Sonserina. — James deu de ombros, os olhos fixos na barreira da plataforma 9 mais à frente — E ele pode mesmo, então... — ele olhou de relance para a expressão severa no rosto do pai. — tudo bem.

Continuaram a andar, havia vezes que James botava o pé na frente de Albus, de modo que ele tropeçasse, mas ele já estava esperto, e pulava todos os obstáculos.

— Você vai me escrever, não vai?

Embora o movimento ao redor da família não parasse, a voz de Albus saiu-lhe clara, e Gina, sua mãe, olhou para ele.

— Todo dia, se você quiser. — sorriu ela.

— Não. Todo dia, não. — apressou-se a dizer ele. — James disse que a maioria dos alunos só recebe cartas uma vez por mês. Não quero que...

— No ano passado, escrevemos a seu irmão três vezes por semana.

James corou, afastando-se, com o carrinho, da família. Não conseguiu, pois a quantidade de gente ao redor era tanta que ele se viu incapaz de fazê-lo.

— Como é? James!

A expressão acusadora no rosto de Albus foi mais uma das razões para que a vontade de sumir de James ainda existisse.

— Sim. — disse Gina, olhando para o filho mais velho enquanto balançava a cabeça. — Talvez seja melhor você não acreditar em tudo o que ele diz sobre Hogwarts. Seu irmão gosta de brincar.

Se virando a mãe, forçando um sorriso, James disse:

— Podemos ir agora, por favor?

Essa fala despertou um sentimento de adrenalina em Albus, que olhou para o pai e a mãe em busca de apoio. Eles entenderam imediatamente.

— Você só precisa andar direto para a barreira entre as plataformas nove e dez.

— Estou tão empolgada. — guinchou Lily, nos ombros de Harry, ansiosa.

— Não pare e não fique com medo quando você se chocar com ela — aconselhou Harry. —, isso é muito importante. Se está nervoso, o melhor a fazer é dar uma corrida.

Unidos, todos com as mãos no carrinho de Albus e James, a família correu em direção à barreira, e foram invadidos por um vapor branquinho e denso que cobria a visão ao céu. Mães e pais choravam de saudades, crianças corriam, mas todos pararam quando a família Potter se materializou na Plataforma 9¾, o que deixava Albus muito constrangido.

Afinal, seu pai era o salvador do mundo bruxo, derrotou Lord Voldemort com dezessete anos de idade, e, ainda por cima, continuava a ser O Menino-Que-Sobreviveu, embora já tivesse se tornado um homem.

Albus se sentia desconfortável, porque ele se sentia muito diferente de seu pai. Ele tinha medo, enquanto seu pai não; ele era estranho, enquanto seu pai não; e ele temia ir para a Sonserina, enquanto seu pai encarava o fato tranquilo.

Ele era diferente de James, seu irmão mais velho, e de Lily, a caçula.

Seus irmãos eram melhores que ele, todos amavam James e Lily, e Albus era o estranho, o quieto, o medroso, o irmão do meio dos Potter.

— Nossa!

A exclamação de admiração de Lily o fez abandonar seus maiores receios. Uma vez com os olhos no mundo real, Albus deu de cara com a grandiosa maria-fumaça vermelha-rubi. O Expresso de Hogwarts.

— Plataforma nove e três-quartos...

— Onde eles estão?! — Lily se remexia inquieta. — Estão aqui?! Será que não vieram...?

Ela soltou um gritinho quando Harry apontou a Ron, Hermione e Rose, do outro lado da Plataforma, e a maneira pelo qual ela pulou e correu em disparada em direção a eles foi completamente rápida.

— Tio Ron! Tio Ron!

Quando a garota chegou perto do homem, ele a pegou no colo.

— Ora se não é minha Potter preferida.

— Conseguiu meu truque? — riu-se Lily.

— Saca o bafo rouba-nariz das Gemialidades Weasley?

Mas Rose interviu-se na conversa antes que uma Lily sorridente pudesse responder:

— Mãe! O papai está fazendo aquela bobeira de novo.

Hermione não se abalou, pelo contrário, ela sorriu.

— O que você chama de bobo, ele chama de glorioso... algo entre as duas coisas.

— ... espere aí. — continuou Ron, como se não tivesse ouvido. — Só preciso mastigar esse... ar. E agora é só uma simples questão de... desculpem-me se tenho um leve odor de alho...

Ron baforejou na cara de Lily, que deu risada e disse alguma coisa sobre aquilo cheirar mingau.

Passaram-se mais momentos constrangedores, pelo qual Ron fez o nariz de Lily começar a voar e sumir em sua mão, o que atraiu ainda mais a atenção de todos ao redor.

— Está todo o mundo olhando para a gente de novo. — murmurou Albus baixinho, mas não estava nos planos que alguém fosse ouvir.

— É por minha causa! — Ron botou a mão no peito, olhando para o garoto. — Sou tremendamente famoso. Minhas experiências com narizes são lendárias!

— Afinal — Harry chegou perto. —, conseguiu estacionar direito?

— Consegui. Hermione não acreditou que eu pudesse passar no exame de motorista dos trouxas, não é mesmo? Achava que eu ia precisar Confundir o examinador.

— Não pensei, não — exclamou Hermione, olhando para o marido. —, fiz a maior fé em você.

— E eu faço a maior fé de que ele Confundiu o examinador. — Rose assentia com a cabeça.

Não conseguia entender em como todos conseguiam se divertir, em como seu pai e sua mãe davam altas risadas com as palhaçadas, em como Lily sempre sorria quando Ron fazia suas travessuras, em como seus irmãos assistiam toda a cena com total interesse. Talvez seu nervosismo impedisse-o de se soltar com sua própria família.

— Pai... — murmurou Albus, puxando a roupa de Harry. Aquilo foi suficiente para que o homem olhasse para ele. — Você acha... e se eu for... e se me colocarem na Sonserina...

— E qual seria o problema disso?

— A Sonserina é a casa da cobra, da Magia Negra... não é uma casa de bruxos corajosos.

Uma vez dito, Albus refletiu por alguns segundos. Ele não tinha coragem, é claro que não, mas pelo menos ser da Grifinória lhe daria esse título, não daria?

— Albus Severus Potter, nós lhe demos o nome de dois diretores de Hogwarts. Um deles era da Sonserina e provavelmente foi o homem mais corajoso que eu já conheci.

— Mas...

— Se isto fizer diferença para você, para você, o Chapéu Seletor vai levar em conta seus sentimentos.

— Sério?

— Foi o que ele fez comigo. — disse prontamente, nunca havia contado a ninguém isso antes. — Hogwarts formará você, Albus. Garanto que não há nada a temer por lá.

— Tirando os Testrálios. — gritou James. — Cuidado com os Testrálios!

— Pensei que eles fossem invisíveis! — gritou Albus de volta.

— Ouça o que dizem os seus professores, e não James — disse Harry com a voz alta, para que a atenção de Albus voltasse para si. —, e lembre-se de se divertir. Agora você precisa embarcar.

O homem deu batidinhas no ombro de Albus, que, ainda não convencido, forçou um sorrisinho, e fez esforço a arrastar seu malão atrás de James e Rose.

— Rose — gritou Hermione. —, não se esqueça de transmitir o nosso carinho a Neville.

— Mãe — insistiu Rose num tom inconformado. —, não posso transmitiu carinho a um professor!

Albus embarcou assim que James e Rose fizeram impulso para subir no trem, levando seus pesados malões. Suspirou, descansou a mala no chão, e continuou a arrastando para não bloquear a passagem de outros alunos. Ele deu uma espiada na janela e viu seus pais, Lily, Ron e Hermione na plataforma, ora acenando a eles, ora conversando. Albus continuou a andar, mas foi impedido quando sua prima bloqueou a sua passagem

— Al, precisamos nos concentrar.

O garoto enrugou a testa.

— Nos concentrar em quê?

— Em quem vamos escolher como amigos. — ela fazia sinais de impaciência com as mãos. — Sabe que meus pais conheceram seu pai na primeira viagem ao Expresso de Hogwarts deles...

Albus engoliu em seco.

— Então precisamos escolher agora quem serão nossos amigos pela vida toda? Isso é meio apavorante.

— Que nada — ela sorriu. —, é empolgante. Sou uma Granger-Weasley, você é um Potter... todo mundo vai querer ser nosso amigo, podemos escolher quem quisermos.

Achou aquela frase desnecessária, ela soava como se os amigos fossem descartáveis, sendo que o que Albus mais queria fazer era um amigo verdadeiro. As pessoas valiam. Ele, entretanto, resolveu não expor sua opinião, porque Rose sempre estava certa.

— Então, como vamos decidir... em que cabine entrar...

— Vamos classificar todos, depois tomaremos uma decisão.

Nisso, Albus sentiu novamente aquela sensação estranha, mas ignorou e abriu a porta de uma cabine.

Havia apenas uma criança solitária, cujo colo estava repleto de doces. O garoto estava recostado na janela, olhando através desta, mas sua cabeça se virou aos dois quando ouviu a porta abrir. Albus sorriu. O garoto também.

— Hum, oi. — cumprimentou Albus. — Esta cabine está...

— Vaga. Só eu.

— Que bom. — disse Albus, fingindo não ouvir o ruído de tédio da prima, que estava logo atrás. — Então... será que podemos entrar... um pouquinho... se não for problema?

— Não tem problema. Oi.

Scorpius varreu algumas embalagens de doces do banco à sua frente, de modo que este ficasse disponível a Albus e Rose. Ele se aproximou e se sentou, mas a garota ainda estava parada à porta, sua expressão ficando mais fria a cada minuto.

— Albus. Al. Eu sou... meu nome é Albus.

— Oi, Scorpius. Quer dizer, meu nome é Scorpius. Você é Albus. Eu sou Scorpius. E você deve ser...

O olhar dele parou em Rose, cujos braços estavam cruzados.

— Rose.

— Oi, Rose. Quer um pouco de minhas delícias gasosas?

Ela olhou para os doces que Scorpius estendeu a ela com completo desgosto.

— Tomei o café da manhã há pouco, obrigada.

Scorpius não se abalou, pelo contrário, ele apressou-se a pegar outros doces.

— Também tenho bombas de chocolate, diabinhos de pimenta e umas lesmas gelatinosas. Ideia da minha mãe, ela diz: — Scorpius arrumou sua postura, começando a cantar. — "Os doces sempre ajudam a fazer amigos".

Nenhum dos dois se mexeram. Rose o olhava como se ele fosse um doente, enquanto Albus se fascinava com o jeito que Scorpius sorria com qualquer tipo de coisa.

— Provavelmente uma ideia idiota. — completou o garoto, notando que cantar fora um erro.

— Vou aceitar alguns... — Albus se inclinou para enxergá-los melhor, os olhos de Scorpius pararam nele, e ele sorriu. — mamãe não me deixa comer doces. Por qual deles você começaria?

Rose produziu um som de impaciência com a língua, mas nenhum dos dois ouviu.

— Fácil! — exaltou-se Scorpius. — Sempre considerei o diabinho de pimenta o rei a confeitaria. É um doce de hortelã que faz você soltar fumaça pelas orelhas.

— Genial, então o que eu vou...

Dessa vez, Rose pigarreou, mas foi o suficiente para que os dois virassem a cabeça a ela. Scorpius fez uma cara de desânimo, e soltou um muxoxo de frustração. Albus o encarou imediatamente.

— Que foi?

— Ela está assim por minha causa. — apressou-se a dizer Scorpius.

— O quê?

Se endireitando no banco, e desviando o olhar para a janela, Scorpius disse:

— Olha, eu sei quem você é, então acho justo você saber quem eu sou.

— Como assim — Albus enrugou a testa em desentendimento. —, você sabe quem eu sou?

— Você é Albus Potter. Ela é Rose Granger-Weasley. E eu sou Scorpius Malfoy. Meus pais são Astoria e Draco Malfoy. Nossos pais... eles não se dão muito bem.

— Isso quer dizer muito pouco. — interviu-se Rose, soando quase autoritária. — Sua mãe e seu pai são Comensais da Morte.

A expressão já frustrada de Scorpius tornou-se ofendida.

— Meu pai era... — gemeu ele. — minha mãe, não. — uma vez dito, Rose fechou a cara, e Scorpius soube o motivo, por isso continuou, com a voz estranha: — Sei do boato, e é mentira.

Sem entender o que estava acontecendo, Albus dividiu o olhar entre um Scorpius desesperado, e uma Rose desconfortável.

— Que... que boato?

Scorpius virou-se a ele.

— O boato é de que meus pais não podiam ter filhos. Que meu pai e meu avô estavam tão desesperados por um herdeiro poderoso, para não acabar a linhagem dos Malfoy, que eles... que eles usaram um vira-tempo para mandar minha mãe de volta...

Ele se recusou a continuar, embora Albus ainda quisesse saber o resto.

— Mandar de volta para onde?

— O boato — Rose ergueu a voz, ainda parada à porta da cabine. —, é que ele é filho de Voldemort, Albus.

Houve um momento terrível de silêncio, durante ao qual Scorpius relaxou suas costas sobre o assento, olhou para a janela, e mordeu um sapinho de chocolate com desânimo. Rose, entretanto, resolveu continuar, para não deixar a situação tão desagradável:

— Deve ser besteira. Quer dizer... olha só, você tem nariz.

A tensão tornou-se menos pior. Scorpius riu.

— E é igualzinho ao do meu pai! — o garoto disse, agora olhando para Albus. — Herdei o nariz dele, o cabelo e o nome. Não que isso seja grande coisa. Quer dizer... problemas entre pai e filho, eu tenho. — ele não pareceu tão infeliz quanto sua frase parecia soar, e Albus pensou no quão igual ele era de Scorpius. Ele também tinha problemas com o pai. — Mas, na boa, prefiro ser um Malfoy a ser, você sabe, o filho do Lorde das Trevas.

Quando os olhares de Scorpius e Albus se encontraram, eles sentiram algo os ligando, o que provocou um sorriso dos dois.

— Bom, acho que precisamos nos sentar em outro lugar. Vamos, Albus.

A voz de Rose os fez voltarem à realidade.

— Não. — disse Albus, sem tirar seus olhos de Scorpius. — Não, eu estou bem aqui. Você pode ir...

— Albus — a voz dela se tornou firme. —, não vou esperar...

— E eu não ia querer isso de você. Mas vou ficar aqui.

E, sem esperar nem mais um segundo, Rose se retirou da cabine, batendo a porta.

— Obrigado. — agradeceu Scorpius, olhando para o seu mais novo amigo.

— Não. Não. — apressou-se a dizer Albus, inseguro. — Não fiquei... por você... fiquei por causa dos seus doces.

— Ela é bem brava.

— Sim. — concordou Albus. — Desculpe-me.

— Não. Gosto disso. Você prefere Albus ou Al?

Sorrindo, Scorpius enfiou dois doces na boca enquanto Albus refletiu por alguns segundos.

— Albus. Gosto quando me chamam de Albus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Todos merecem uma linda história de amor"

 

 


Notas Finais


Com amor,
Clara
<3


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