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História Love, Albus - Scorbus - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Agradeçam à @Cissa_Malfoy (que, além de ter feito essa capa maravilhosa - é maravilhosa mesmo, e só minha opinião importa -, é a pessoa ao qual eu dedico Love, Albus) por me ter lembrado de postar esse capítulo kkkkk (Hana você tem que me salvar)
Bebam água, usem máscara, e boa leitura ^^

Capítulo 2 - Capítulo 02


 

 

 

— Capítulo 02 —

 

    O trem estava diminuindo a velocidade quando Albus e Scorpius vestiram-se com os uniformes longos e negros. O estômago de Albus pulava em ansiedade enquanto Scorpius, por mais que parecesse mais pálido do que já era, enchia seus bolsos com o que havia sobrado dos doces.

    Diminuindo a velocidade, o trem parou. As pessoas se empurravam para chegar à porta, e os dois se reuniram a eles. Alguns pararam para contemplar Albus Potter, no que o garoto interpretou como mais um constrangimento. Por que as pessoas apenas não olhavam para outra coisa?

    — Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui!

    Havia um homem gigante e peludo, cuja mão segurava uma lanterna, na plataforma de desembarque. Ele parecia agitado, mas sorriu quando Albus se aproximou hesitante, Scorpius aos seus calcanhares.

    — Tudo bem, Albus? — perguntou o homem. — Sou Rúbeo Hagrid. Fiquei sabendo de você. Seu pai, Harry Potter, grande homem. Venham comigo, vamos. Mais alguém do primeiro ano?!

    O tal de Hagrid, que parecia o conhecer muito bem, guiou-os por um caminho estreito e escuro. Todos estavam em silêncio. Foi só então que, após caminharem um pouco mais, o caminho se abriu para um imenso lado escuro. Na margem do lado oposto, as janelinhas refletindo o céu estrelado, um grande castelo, com torres e torrinhas, foi o alvo de todos.

    — AOOOH! — impressionou-se Scorpius, ficando na ponta dos pés para ver melhor.

    — Só quatro em cada barco! — gritou Hagrid, revelando dezenas de barquinhos flutuando à margem diante deles. Albus e Scorpius foram até o mais perto, um menino e uma menina curiosos vindo logo atrás deles. — Todos prontos? Vamos!

    Com um grande solavanco, os barquinhos deslizaram pelo lago liso em silêncio, todos os olhos fixos no imenso castelo na margem oposta, mas o silêncio não durou por muito tempo, porque a garota que havia se acomodado no barco com eles disse:

    — É verdade? Você é Albus Potter?

    Albus olhou a garota, que parecia ansiosa por uma resposta. Scorpius, entretanto, olhava de relance para os dois.

    — É. — respondeu Albus. — É. Eu sou.

    A quarta criança que havia entrado no barco com eles olhou imediatamente para Albus, e os três ficavam encarando-o como se ele fosse alguma obra-de-arte.

    — Eu sou Polly Chapman. — a garota sorriu, estendendo a mão a Albus. — E esse é meu amigo, Karl Jenkins.

    O garoto tímido ao lado de Polly deu um sorrisinho. Albus se viu sem saída senão apertar aquela mão diante dele. Mas quando Polly virou-se a Scorpius, ela parou.

    — Você é?

    — Scorpius Malfoy. — o garoto sorriu, estendendo a mão, mas Polly não apertou-a, a garota desviou o olhar ao invés.

    Embora Scorpius não recebesse nenhum carinho de volta, ele não deixou-se abalar. Ele apenas abaixou a mão, o seu sorriso ainda no rosto.

    Albus não gostava de toda aquela atenção para cima de si, com todos o encarando, apertando as suas mãos, e até aquele tal de Hagrid, que disse conhecê-lo, apesar de Albus não ter nunca ouvido dizer dele, mas Scorpius era um garoto carinhoso, que realmente merecia amor. Será que Polly Chapman e Karl Jenkins acreditavam naquele boato dele ser filho de Voldemort?

    Aquele trajeto pelo lago foi mais rápido que o esperado, porque Albus já estava desembarcando, e logo já estava pisando em pedras para chegar ao castelo.

    Assim que passaram através de uma passagem aberta na rocha, e chegaram no gramado fofo à sombra do castelo, Hagrid bateu na porta, que abriu-se de chofre.

    Uma bruxa de rosto severo, que era alta e magra apareceu. Albus jurou ouvir Scorpius ofegar de susto atrás dele.

    — Alunos — informou Hagrid. —, esta é a Diretora Minerva McGonagall.

    — Obrigada, Hagrid, eu fico com eles, agora, pode entrar.

    Quando ela escancarou a porta, Hagrid foi o primeiro a andar pelo imenso saguão, com escadas de mármore que levavam a andares superiores. Hagrid sumiu quando Albus voltou a olhar para onde ele tinha ido, talvez tivesse passado por aquela imensa porta mais à frente. Mas quando a diretora aproximou-os daquela porta, ela não abriu, mas virou-se a todos.

    Ela disse que teria um banquete, mas, antes de comer, eles teria de passar por uma Seleção de Casas, que era muito importante, pois iria selecioná-los à suas Casas: Grifinória, Corvinal, Lufa-Lufa ou Sonserina. Assim, ela disse para que todos aguardassem em silêncio até a Cerimônia de Seleção começar.

    Mas quando ela se retirou, quase ninguém ficou quieto:

    — Albus Potter. — disse a garota do barco. Polly.

    — Um Potter. — murmurou Karl, a outra criança do barco. — Em nosso ano.

    — Ele tem o cabelo dele. — exclamou outro menino desconhecido. — Tem o cabelo igualzinho ao dele!

    Era estranho ver todos dançarem em volta dele, e Albus faria de tudo para que tudo aquilo parasse. Agradeceu mentalmente, entretanto, quando sua prima, Rose, apareceu:

    — Ele é meu primo. — ela sorriu quando todos se viraram a ela. — Rose Granger-Weasley. — ela disse apertando as milhares de mãos que surgiram à frente dela. — É um prazer.

    — Disse para aguardarem quietos. — a diretora voltara, e todos se calaram com medo, voltando às suas posições antigas. — Agora façam fila e me sigam. 

As portas duplas à frente deles se escancarou, e eles entraram no Grande Salão. Haviam ali quatro mesas compridas, lugar onde vários estudantes mais velhos estavam. Eles pararam enfileirados quando a diretora parou no outro extremo do salão, onde havia mais uma mesa para os professores.

Havia um banquinho diante do primeiro aluno da fila. Em cima havia o Chapéu Seletor. O estômago de Albus pulou mais uma vez.

O chapéu se mexeu, cantou, e todos aplaudiram, inclusive Albus, que batia palmas hesitante enquanto olhava Scorpius aplaudindo animado em frente a ele. Sorriu, balançando a cabeça, e tornou a aplaudir com mais gosto.

A diretora Minerva se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho. 

— Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção.

Albus não prestou muita a atenção no que se seguiu, porque ele olhava para a mesa da Grifinória, os olhos fixos em James, seu irmão, que ora conversava com seus amigos super legais, e ora olhava para Albus na fila e lhe lançava caretas com a língua, representando a Sonserina. Quando desviou, de saco cheio, o olhar do irmão, Albus ouviu a diretora chamar por...

    — Rose Granger-Weasley!

    Ela parecia tensa ao se aproximar do chapéu, à espera de seu destino.

    — GRIFINÓRIA!

    Nisso, todos na mesa da Grifinória gritaram quando Rose se juntou a eles.

    — Scorpius Malfoy!

    Todos se calam imediatamente, olhando para o garoto loiro se adiantando ao chapéu, que exclamou:

    — SONSERINA!

    Esperando por isso, Scorpius deu um meio sorriso para Albus, que, com o cenho franzido, viu Scorpius se juntando ao pessoal na mesa da Sonserina, que vibrava quando ele se juntou a eles.

    — Bom, faz sentido. — Polly, ao seu lado, deu de ombros.

    Por que Albus, que ficou planejando desde que entrara no Expresso de Hogwarts sobre como iria convencer o Chapéu Seletor a colocá-lo na Grifinória, estava querendo agora ir para a Sonserina? Ele não gostava tanto de James, e nem de Rose, sua própria família; afinal, Scorpius parecia muito mais legal que eles, e o garoto havia ído à Sonserina!

    — Albus Potter!

    Todos, inclusive os professores, viraram as cabeças a ele, que se viu sem saída senão fazer igual as outras crianças, e se aproximar do chapéu. A diretora colocou-o sobre a cabeça de Albus, e pareceu demorar mais do que todas as outras crianças, como se o Chapéu Seletor também estivesse confuso.

    — SONSERINA!

    Fez-se silêncio, um silêncio horroroso. Ninguém aplaudiu, ninguém se mexeu, e ninguém, muito menos, piscou até Polly exclamar:

    — Sonserina?

    — Caramba! — gritou um rapaz na mesa da Sonserina. — Um Potter? Na Sonserina!

    O salão se torna a ficar em silêncio, Albus congelado no lugar. Devia ter pedido ao Chapéu Seletor ter colocado ele na Grifinória…

    Mas foi inacreditável quando Scorpius sorriu, satisfeito, e gritou a ele do outro lado:

    — Pode sentar ao meu lado!

    Se sentindo mais leve, embora um pouco desconcertado, Albus deu um sorriso, e, conforme caminhava até a mesa da Sonserina, de modo que pudesse se sentar ao lado de Scorpius, ele ouvia:

    — Acho que o cabelo dele não é assim tão parecido.

    — Sonserina? Mas que di…

    — Isso não faz sentido.

    — Albus? — ele ouviu a voz inconfundível de Rose. — Mas isso não está certo, Albus. Não era assim que devia ser.

    Ignorando o comentário dela, Albus continuou a andar. Sorriu quando Scorpius se arrastou para o lado de modo que ele pudesse se sentar lá. Scorpius era um bom amigo, melhor que Rose, que descartava os amigos, e melhor que James, que parecia não respeitá-lo.

    — Não acredito que veio para a Sonserina! — sorriu Scorpius assim que a diretora McGonagall terminou seu discurso de boas vindas. — Batatas, Albus?

    Os pratos diante dele agora estavam cheios de comida, e Albus não tardou a se servir de todas as coisas que conseguiu alcançar, inclusive as batatas, que Scorpius havia oferecido a ele, que aceitou rindo — Scorpius havia se melecado de maionese.

— Isto está com uma cara ótima. — disse uma voz arrepiante.

Havia um fantasma magro, com as vestes sujas de sangue prateado diante deles. Scorpius não conseguiu reprimir um gritinho de susto.

— Não como há quase quatrocentos anos. — explicou o fantasma. — Não preciso, é claro, mas a pessoa sente falta. Acho que ainda não me apresentei? Me chamam de Barão Sangrento, às suas ordens. Fantasma residente da masmorra da Sonserina. 

— Como foi que o senhor ficou coberto de sangue? — perguntou Scorpius se recuperando do susto, muito interessado.

— Não é da sua conta. — respondeu Barão Sangrento, soava educado, senão tivesse dito exatamente aquilo.

Quando o banquete acabou, Albus já estava de barriga cheia, e totalmente satisfeito. Scorpius estava quase adormecendo com a cabeça apoiada ao lado do prato quase vazio quando um rapaz alto da Sonserina, com um distintivo de monitor no peito, disse para os alunos do primeiro ano segui-lo, para que ele pudesse apresentá-los a masmorra da Sonserina.

    — Aqui, alunos do primeiro ano! — o rapaz disse.

    — Scorpius… — murmurou Albus, puxando as vestes de um Scorpius sonolento na mesa. — Vamos, estão chamando a gente.

    — Hum?

    Não foi tão difícil arrastar Scorpius para que eles pudessem acompanhar o monitor com os outros primeiranistas porque, quando eles passaram pelas grandes portas do Salão Principal, junto com o pessoal da Grifinória, ele encontrou Rose, e pareceu ligeiramente mais animado:

    — Olá, Rose!

    Mas ela o ignorou, indo conversar com Albus ao invés disso:

    — Eu não estou entendendo. — ela disse entre os dentes, sendo empurrados por outros alunos.

    — O que você não entende? — perguntou Albus. — Que eu sou da Sonserina? Esse agora é meu lar, Rose.

    — Não é, tem alguma coisa errada. Vamos falar com a diretora Minerva!

    — Não.

    Então, decidido, Albus puxou Scorpius pela manga da veste e caminhou rapidamente para acompanhar o monitor da Sonserina, que descia a escadaria para o subsolo com outros alunos.

    



 

    “Albus Potter, o aborto da Sonserina. Até os quadros viram a cara quando ele passa”

    Era assediado diariamente com comentários. Foi assim no primeiro dia de aula, e Albus não via previsão para parar. Mas o pior era que ele era péssimo em todas as matérias, inclusive voo, aula ao qual ele fora o único que não havia conseguido tirar a vassoura do gramado.

“Que humilhação! Ele não é nada parecido com o pai”

Ele não havia escolhido ser filho de Harry Potter! Será que ninguém entendia? Será que se ele fosse corajoso como o pai, incrível como o pai, inteligente com o pai, as pessoas deixariam-no em paz?

    “Olha só o sonso sonserino. O estranho”

    Poderia até ser estranho, mas não gostava de ouvir isso, principalmente se isso saía da boca de seu irmão.

    — James, por favor.

    — O que foi? — caçoou James. — Pare de fazer birra de menina!

    Mas pelo menos ele tinha Scorpius, pelo menos Scorpius o entendia, ele entendia o que Albus estava sentindo, porque ele não era o único a ser verbalmente assediado.

    “Ele que fique com o filho de Voldemort”

    — Albus — murmurou Scorpius uma vez. —, você não precisa ficar comigo. Eles vão ficar em cima de você por causa de mim.

    — Eu não ligo.

    — Mas…

    — Realmente, Scorpius, eu não ligo.

    Mas ele ligava, não o suficiente para ser capaz de se afastar de Scorpius, é claro, mas ele dizia isso para despreocupar o amigo, mesmo que Scorpius sentisse toda a pressão que todos impunham sobre ele.

    A pressão de ser igual ao pai.

    Seus pais lhe escreviam toda a semana, e eles apoiaram Albus quando souberam que ele havia ido a Sonserina. Mas Albus não tinha coragem de contar sobre o que ele estava passando na escola. 

Isso... era a coragem, a tal coragem que ele não tinha.

 

 


Notas Finais


Com amor,
Clara
<3


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