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História Love, Albus - Scorbus - Capítulo 4


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Notas do Autor


Bebam água, usem máscara, e boa leitura ^^

Capítulo 4 - Capítulo 04


 

— Capítulo 04 —

 

 

 

Albus,

Hoje mais cedo recebi uma coruja de James, sei que o que ele disse na carta pode ser mentira porque você sabe como o seu irmão é, e ele pode ser nada santo em relação a isso.

A carta diz que você pegou uma detenção da Diretora Minerva McGonagall com um tal de Scorpius Malfoy, que, pelo que eu fiquei sabendo, é seu amigo.

Primeiramente, se for verdade, eu gostaria de saber o motivo, algo que James não me explicou na carta. E eu também gostaria de saber o que te fez virar amigo de um Malfoy.

Você deveria ter me contado que virou amigo de Scorpius.

Aliás, existem várias crianças legais em Hogwarts, e você sabe que Malfoys não são confiáveis — estudei com um Malfoy, sei como é.

Eu e sua mãe te apoiamos por estar na Sonserina, mas eu te aconselharia ter cuidado com o tipo de pessoa que você conhece.

Com muito carinho,

Papai

 

— Albus?

A voz de Scorpius atrás de si não surtiu em seu movimento para olhá-lo porque, com a carta de seu pai ainda em mãos, tremendo de raiva, e com os olhos queimando, Albus Potter rasgou a carta, e enfiou os pedaços sob o travesseiro.

Quem seu pai achava que era para saber com quem ele estava sendo amigo? E daí que ele era amigo de Scorpius? Ele não abandonaria o amigo só porque seu pai achava que era melhor, e nem tomaria cuidado em relação a ele, porque o único cuidado que ele tinha de tomar, definitivamente, era com James, que, além de dedurar sua detenção, ainda contou ao pai sobre sua única amizade, pelo qual Harry pareceu não aprovar.

Não, não havia várias pessoas legais em Hogwarts, porque a única pessoa que era realmente boa, era aquela que seu pai tinha medo que ele se enturmasse.

Foi só então que Albus tomou a decisão de que não ficaria com a cabeça baixa — afinal, ele era um sonserino, ele poderia fazer o que ele bem entendia ser certo, e se ele achava que continuar sendo amigo de Scorpius era melhor para ele, nada mais poderia separá-lo dele.

— Albus, você está...

— Estou bem. — respondeu depressa.

Mas Scorpius não se convenceu, por isso perguntou:

— É seu pai, não é?

Albus virou sua cabeça para encarar o amigo.

— É.

— Ele ficou bravo com você? Digo, por ter pego detenção...

— Não. Na verdade — o garoto enrugou a testa. —, ele nem pareceu muito bravo com a detenção. É só que... é que ele agora sabe que eu sou seu amigo, e ele está com medo por mim.

Nisso, Scorpius abaixou a cabeça, parecendo um pouco abalado.

— É porque ele acha que eu sou filho de Voldemort?

— Não sei. — respondeu Albus, sincero. — Mas deve ser porque ele não confia muito no seu pai... Olha — acrescentou depressa, vendo que precisava animar Scorpius. —, não vou me afastar de você, meu pai tem que entender e aceitar de uma forma ou outra, ok? Você é meu único amigo, eu sou seu único amigo.

— Nós temos a Rose. — sorriu Scorpius, e Albus apenas pôde suspirar em impaciência, porque Scorpius sempre foi muito apaixonado pela Rose, mesmo que conhecesse a garota há alguns meses, algo que não o deixava muito satisfeito.

O motivo por não se alegrar com todas as vezes que Scorpius suspirava de amores perto de Rose, e Albus sempre tinha que se lembrar, era porque Rose era sua prima; não que Scorpius não fosse suficiente para ela, é claro, porque Scorpius era muito melhor que a garota.

Era apenas porque ele tinha ciúmes por sua prima, só isso.

— Rose não gosta da gente. — Albus resolveu jogar a verdade na cara, mas Scorpius não se abalou, o garoto apenas olhou ao amigo com um olhar engraçado de descrença, acompanhado por um sorrisinho.

— Ela gosta, sim. — disse.

— Não, não gosta. Ela acha que somos uns fracassados.

— Mas ela vai mudar de opinião, vai por mim. — ele suspirou. — Eu vou conseguir conquistar ela.

— Então, quando isso acontecer, venha correndo em minha direção, diga "a rosa espinhosa finalmente descobriu que o lindo pássaro branco é encantador" — (Scorpius riu). —, e vá dar uns beijos na Rose.

Sorrindo, Albus viu Scorpius rir mais alto, apertando a barriga. Claro que não queria ver seu melhor amigo e sua prima se beijando, mas se a ideia fazia Scorpius feliz, então ele continuaria arrancando sorrisos do rosto dele.

— Não vou me esquecer disso. — sorriu Scorpius inclinando a cabeça.

— OK. — Albus deu de ombros. — Eu vou cobrar.

Mas antes que qualquer um pudesse dizer qualquer outra coisa, eles ouviram a porta do dormitório sendo batida por alguém do lado de fora. Quando se entreolharam, no entanto, a porta se abriu de chofre, e um garoto da Sonserina, pelo qual Albus e Scorpius não tinham muita certeza o nome, marcou sua presença, mas ele não entrou — ficou com as costas escoradas na porta ao invés.

— Vocês — ele disse, olhando para os dois. —, a diretora Minerva disse que querem vocês na sala dela assim que possível. Cumprir detenção, sabem? Ela também mandou avisar que a senha é "balinhas de limão", uma homenagem a Dumbledore, ela disse.

— Aah — Scorpius ficou sem graça, talvez porque nenhum aluno havia conversado com eles sem nenhum rastro de desprezo antes. —, ah, obrigado.

— Não precisa ficar nervoso. — ele disse, embora seu rosto demonstrasse nada além de indiferença. — Já peguei detenção antes com ela. Ela não é tão brava quanto parece. Eu sou Craig Bowker Jr. — o garoto adentrou mais fundo no dormitório. —, você é Albus Potter, não é? — ele olhou para Albus. — Não pude acreditar que você tenha entrado na Sonserina, porque você é um Potter, mas sempre tem uma exceção. E você é Scorpius Malfoy. — ele olhou para Scorpius, que arregalou os olhos. — Sou Craig Bowker Jr., mas pode me chamar de Craig.

— Oi, Craig. — Scorpius, que antes parecia desconfiado, mas agora apertava, com uma estranha animação, a mão do garoto. — Agora, Albus, a gente tem que ir para a sala da diretora. Obrigado, Craig.

Se levantando, Scorpius pegou no pulso de Albus, o puxou até a porta, e eles só saíram depois de Scorpius dizer "Tchau, Craig" ao garoto.

Scorpius parecia muito animado no caminho para a detenção, a julgar que fazia de tudo para não saltitar enquanto andava, o que não adiantava.

— Viu, Albus, estamos fazendo amigos. Rose será a próxima.

Revirando os olhos, Albus sorriu de lado. Foi só perceber que havia chegado quando ouviu Scorpius dizer, todo animado, "balinhas de limão", e quando a gárgula se moveu para deixá-los passar.

— Entrem.

A diretora estava sentada em frente à escrivaninha quando Scorpius abriu a porta. Eles podiam ver o sol se escondendo atrás das colinas através das janelinhas, que eram banhadas pela luz avermelhada do crepúsculo.

— Diretora Minerva! — sorriu Scorpius. — Oi!

— Olá, sr. Malfoy — ela sorriu um pouco. —, chegaram atrasados.

— Estávamos fazendo amigos. — explicou o garoto, e Albus esbarrou seus ombros propositalmente, mas a diretora não percebeu, ela nem ao menos se exaltou com o que ele disse.

— É sempre bom fazer amigos — falou. —, mas agora vocês têm detenção. Não precisam fazer grande coisa, é claro, já que não foi nada muito grave, mas o dever de vocês é apenas limparem, sem magia, este escritório. Não estarei aqui, é claro, até porque tenho uma reunião importante com o Prof. Neville esta noite. — ela se levantou, ajeitando os óculos quadrados. — Vocês têm duas horas.

E, com isso, ela passou pelos dois, deu duas batidinhas no ombro de Albus, e desapareceu por trás da porta de sua sala. Quando eles ficaram sozinhos, no entanto, Albus olhou para Scorpius um pouco atordoado, como se tivesse acabado de levar um balaço na cara.

— Será que ela não tem medo de que a gente quebre o escritório dela? — perguntou.

— Como você sempre diz — disse Scorpius, se aproximando da escrivaninha dela sobre o qual havia toalhinhas e alguns produtos de limpeza trouxas. —, não somos como nossos pais, e eu tenho certeza que eles botavam fogo na escola.

— Mas eu duvido que eles já quebraram o escritório...

— Pois está enganado, meu jovem. — comentou alguém.

Não era a voz de Scorpius, e nem poderia ser porque era uma voz fraca e rouca, e também porque, ao ouvi-la, Scorpius deu um pulinho e gritou, se virando para a pessoa no quadro que havia dito tal comentário.

— Vocês não devem me conhecer. — continuou o homem no quadro. — Sou Phineas Nigellus Black — e quando os dois fizeram menção de comentar alguma coisa à respeito do tão famoso sobrenome, Phineas acrescentou depressa: — Sirius Black, meu bisneto, já devem ter ouvido falar dele, morreu jovem... Seu pai o adorava — ele olhou para Albus. —, ficou péssimo quando ele morreu. Aliás, ele, sim, quase quebrou o escritório quando ele e Dumbledore conversavam sobre Sirius.

— Meu... pai? Meu pai quase quebrou o escritório?

Phineas deu uma gargalhada.

— Oh, sim, quebrou uns objetos bem valiosos, devo dizer, mas Dumbledore nem se importou. Aliás, Dumbledore nunca se importou com coisas desse tipo. Mas, mesmo assim, essa tal de Minerva McGonagall não iria gostar nada que vocês quebrassem alguma coisa, então aconselho tomar cuidado. Ela me dá arrepios...

Se remexendo, Phineas Nigellus estremeceu, e sumiu quando andou até onde dava o limite da moldura.

— Acho melhor a gente acabar logo com isso, Scorpius.

Limparam, juntos, um armarinho com vários frascos — pelo qual Scorpius reconheceu como lembranças que poderiam ser vistas em penseiras, como aquela que estava entre estes —, e ainda alguns objetos que exalavam fumaças, faziam zumbidos estranhos, e às vezes assustavam os dois.

Às vezes, eles perdiam noção do que estavam fazendo pois eles se distraíam com Fawkes, a fênix, que piava para eles, chamando a atenção dos garotos, e, se eles não soubessem que as fênixes em geral, sem exceção, pegavam fogo quando muito velhas, para morrer, eles ficariam alarmados que tivessem, talvez, matado o "pássaro vermelho da diretora", ou é como Scorpius costumava dizer.

Mas, enquanto esfregava o paninho na estante de livros do escritório, Albus ouviu um murmúrio, e se viu forçado a erguer a cabeça e ver qual pessoa havia produzido tal ruído.

Foi só então que percebeu que não era uma pessoa, mas o Chapéu Seletor que, e Albus tinha certeza, se tivesse olhos, estaria olhando para ele.

— Olá, Potter, caraminholas na cabeça?

Scorpius, que limpava a região debaixo da escrivaninha, levantou de repente com o susto da voz desconhecida, batendo a cabeça na mesa, e gemendo de dor, esfregando, com a mão que não segurava o paninho encardido, o lugar que estava machucado.

— Ah — murmurou Albus. —, na verdade, não. Não, de verdade. É que... eu me pergunto se eu devia ter ficado na Grifinória...

Para seu espanto, o Chapéu Seletor deu uma risada breve, arrepiante, e um tanto engraçada.

— Te coloquei na Sonserina por um motivo, Potter, porque este é seu lar. Você é inteligente, tem ambição, e sei que não se dá muito bem com o pai, o que lhe dá a característica de um certo desprezo pelas regras, ou pelo o que sua família e conhecidos dizem. E foi por isso que te pus na Sonserina, porque você é leal com quem merece, porque você pode ser muito esperto quando quer, e porque é lá o lugar que você faz os amigos certos.

Albus se virou para olhar para Scorpius, que, embora ainda acariciasse sua cabeça, sorria para ele. Ele realmente fizera o amigo certo, e nem seu pai poderia dizer o contrário.

Haviam acabado de limpar tudo dez minutos antes de o tempo proposto chegar ao fim, durante ao qual eles aproveitaram para conversar sobre a mais diversa das coisas antes que a diretora pudesse chegar — um dos assuntos se tratava sobre como seria se Albus fosse da Grifinória.

— Seria um saco, não seria? — disse Scorpius. — Eu não sei se continuaríamos sendo amigos, porque, você sabe, a gente se conheceu no Expresso de Hogwarts antes mesmo da Seleção de Casas.

— Pensando bem, seria muito chato ser da Grifinória, eu não aguentaria ficar um segundo perto do meu irmão e da Rose. Ela é muito chata.

— Ela não é chata.

— Ela é.

— Ela é só um pouco brava.

— E chata. — acrescentou teimosamente.

Scorpius suspirou impaciente, embora não deixasse de sorrir por um segundo.

— Ela é sua prima! — exclamou inconformado.

— Uma prima chata.

Dando uma risada, ele disse:

— Você não tem jeito.

— Não é minha culpa que você está todo apaixonadinho pela Rose.

 — E não é minha culpa que você...

Mas Scorpius se viu incapaz de continuar quando a porta do escritório foi aberta, e a Diretora Minerva entrou; ela hesitou por um segundo à porta, olhando ao redor, e foi só então que ela permitiu-se sorrir, mesmo que só um pouco.

— Fizeram um ótimo trabalho, garotos. Podem voltar às masmorras.

— Tinha muito pelo de gato nada sala dela. — disse Scorpius dez minutos depois assim que avançavam pela escadaria, de modo que pudessem voltar à comunal da Sonserina. Albus deu uma risada. — Fico imaginando o que ela anda fazendo na forma animago dela...

Então, rindo um pouco mais, eles entraram na comunal da Sonserina, e logo após no dormitório masculino, prontos para dormirem, de modo que pudessem acordar bem cedo no dia seguinte, e encarar tudo o que aquele grande dia iria mostrá-los.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Com amor,
Clara
<3


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