1. Spirit Fanfics >
  2. LOVE AMONG DEMONS- imagine Jeon Jungkook. >
  3. Purgatório, o caminho para a verdade

História LOVE AMONG DEMONS- imagine Jeon Jungkook. - Capítulo 48


Escrita por:


Notas do Autor


Capizin meio grande neah, ESPERO QUE GOSTEM. ESSE SIM DEU UM PUTA TRABALHO e tenho uma notícia para vocês LEIAM: eu provavelmente vou ficar sem internet por Causa do coronga vairous, mas não desistam. Eu virei atualizar quando der 💜💜💜✌😗

Capítulo 48 - Purgatório, o caminho para a verdade


Fanfic / Fanfiction LOVE AMONG DEMONS- imagine Jeon Jungkook. - Capítulo 48 - Purgatório, o caminho para a verdade

P.O.Vs Kim s/n

A incerteza é uma das coisas mais importantes que alguém poderia ter, ser capaz de suportar "N" questões, poder descobrir cada dia mais e a partir daí ter mais “N” de questões para procurar saber. Depois de um tempo eu aceitei meu fatídico destino, comecei a apreciar as novidades que aparecem vez ou outra na minha vida.

Afinal, também sou grata por isso! Só foi por essa vida de insanos acontecimentos que eu passei a amar, eu não sou muito de me expessar quando o assunto é o amor, mas... Devo tudo ao Jk, desde o ar que eu respiro até uma grama de comida engerida, o calor que eu sinto sobre a minha pele. O meu maior medo é perder ele, o pesadelo que temo um dia acordar de madrugada, é vê-lo partir e agora o que se parte é meu coração por ver meu amado tão distante de mim

Não chores mais o erro cometido;

Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;

O sol no eclipse é sol obscurecido;

Na flor também o inseto faz seu ninho;

Erram todos, eu mesmo errei já tanto,

Que te sobram razões de compensar

Com essas faltas minhas tudo quanto

Não terás tu somente a resgatar;

Os sentidos traíram-te, e meu senso

De parte adversa é mais teu defensor,

Se contra mim te escuso, e me convenço

Na batalha do ódio com o amor:

Vítima e cúmplice do criminoso,

Dou-me ao ladrão amado e amoroso


— Família?!

— sim – ele me respondeu sorridente. – oh, é mesmo… acabei esquecendo… você não faz menor idéia do que aconteceu.

— Você está falando da Lilith?

— ah que nada! Lilith casou comigo mas é dona do seu próprio nariz, rainha do seu próprio mundo e deusa do seu povo, mas sempre está por aqui… ando sentindo falta dela. – ele dizia sentado em seu trono parecendo nada preocupado. – teve notícias dela?

— no céu – Jungkook se pronunciou – que história de família é essa?

— Está ouvindo latidos também? Dentre todas as raças, os alfas são os que eu mais odeio. – ele estala um dedo fazendo o Jungkook sumir. Olho assutada para todos os lados e vejo o anjo dar uma gargalhada.

— o que você fez com ele? – perguntei irritadiça.

— mandei ele para o lugar dele. O canil.

— Seu desgraçado. – Jimin tentou avançar mas parou tossindo, o olhei atordoada vendo o sangue sair pela sua boca.

— o que você está fazendo com ele? – me abaixei vendo ele colocar o líquido para fora que saia pelo nariz também – pára, Lucifer! Por favor, eu não vim causar problemas para você… não faz isso com ele….ele é a minha família.

— Eu sou a sua família, S/n. – ele se levanta raivoso mas não sai de frente ao seu trono. – você, deve estar se perguntando o por que estou dizendo isso a cada minuto. É que eu estava ansioso por esse dia.

— do que você está falando? Só... pára machucar ele, por favor, por favor. – peço desesperada ao sentir a pele do garoto esfriar. Encostei a minha cabeça em seu peito e me concentrei como Lili havia me ensinado, senti a minha energia envolver o corpo dele e aos poucos ele foi se acalmando, parou de tossir sangue mas mesmo assim ele ficou deitado, desmaiado. – fale de uma vez o que você tem para me falar!

— ah, aqui não. – um novo estalar de dedo é feito por ele como se fosse mágica estávamos em um campo com grama morta, olhei ao redor vendo o lugar inteiramente plano, estávamos parado em frente a única coisa ali, era um muro alto quase coberto por neblina, levantei ficando na frente do anjo que me olhava calmo

— onde estamos?

— na entrada do purgatório. – ele estendeu a mão e arrastou no ar representando a extensão larga e comprida do muro. – eu sou a sua passagem para o purgatório e digamos que para o céu também.

— então você é quem está com a espada de Miguel?… – perguntei esperançosa e nervosa ao mesmo tempo.

A espada foi o objeto que o expulsou de lá, se ele tiver… nem fodendo vai me dar assim, de graça.

— Sim e não. Sim eu estou com a espada mas não estou aprisionando ela. – o olhei confusa e ele começou a andar em volta de mim – o que é a chave para o céu? O caminho da verdade e dizem que este caminho é o meu pai, mas há verdades mais verdadeiras que a própria verdade.

— Desculpe? – ele soltou uma risada

— estou brincando com você, apenas quis dizer que existe uma verdade que não está em meu pai. Mas sim comigo, você, sua mãe e Miguel. – ele para em minha frente.

— Minha mãe?… o que? O que ela tem haver com isso?

— exatamente tudo. Você quer ouvir uma história? – ele sorri maldoso me causando medo e nervosismo – se você não quiser, jamais vai poder entrar no céu. – engoli seco e assenti. – ah, como eu amei esse papel meu na história.

— ande logo! – falei irritada, ansiosa.. eu estava com medo do que estava por vir.

— há muito tempo, uma moça chama Choi Jin-ri, conhecida também como Sulli e mais conhecida como: sua mãe. Perdeu uma filha, até eu quis chorar a sua dor, via como ela sentia falta da jovem Kanchhi. Ela e o seu pai, claro. Por décadas os mesmos tentaram ter um filho, uma filha ou o que fosse para poder substituir a pobre moça… – ele encena um semblante triste – mas a gravidez de Kanchhi foi muito complicada, o parto foi difícil o que deixou sequelas em sua mãe e adivinhe?! Ela não podia mais engravidar. – franzi a testa ouvindo a história já sentindo o impacto vir sobre mim – mas ela disse que nunca iria desistir, como vampiros são próximos mais de demônios do que de deus, ela veio pedir um favor mas infelizmente deus não me deu o poder da procriação, então eu não podia fazer nada.

Sem ao menos perceber minha respiração estava se tornando difícil de se manter estável, passei o dedo indicador na gola da minha camisa tentando puxa-la para baixo, como se ela fosse a culpada pela sensação de sufocamento.

— Você pode acelerar as coisas?

— ah mas assim não terá tanta graça, S/n. — transmitia aquele sorriso sincero mas que de alguma forma me fazia tremer. – posso continuar? – concordei – bem, sua mãe já se encontrava em desespero e seu pai tentava acalentar a pobre… mas era inconsolável o estado que ela se encontrava, tentou de tudo o que pode imaginar para tentar preencher o espaço que a Kanchhi, ou melhor: você, deixou. E foi em um dia frio, ela andou até um bar onde resolveu que iria morrer de tanto beber que ela conheceu meu irmão, Miguel. Ele estava lá na terra fazendo sabe-se lá o que, provavelmente teria chegado a sua fase “adolescente” se rebelou contra o papai, o que não durou muito. Mas depois desse dia sua mãe… apareceu grávida.

As palavras que saiam de sua boca como algo suave entrava em mim como facas, como se meu mundo caisse aos poucos, sentia que todos estavam distantes, que eu estava sozinha novamente e agora, saber que a minha mãe a pessoa quem mais confiei, que eu mais amei, que eu mais quis proteger me escondeu algo que não é considerado algo bobo.

— Você está me dizendo que minha mãe engravidou do MIGUEL?! – eu já me encontrava alterada, um pouco tonta.

— bem, ele pode ter feito um favorzinho para seus pais. – ele sorri com puro sarcasmo.

— e aquela história de eu ser um demonio? Não faz sentido.

— acha que é verdade? Você consegue me surpreender, S/n. Sua lentidão me dá ânsia.

— mas ela até me ensinou, meus olhos… o que isso significa?

— que como eu, você está comprimida ou… ele te recusou, como filha.

— filha?! Pare com isso, eu tenho um único pai.

— que te abandonou

— para proteger que eu amo. – cerrei os punhos.

— certo, para mim tanto faz. Já fiz o meu trabalho. Resta você passar pelo purgatório e poderá conversar com o meu irmão o quanto quiser.

— e a espada?

— ah, não mencionei? A espada é você, então… você sabe o quanto eu odeio você? – ele diz se aproximando.

— mas é muito poderosa, quando você nasceu, esse desgraçado passou o poder da espada todo para você e cravou em sua costela a fomosa frase. – mesmo que eu quisesse dizer algo não teria como. Tudo parecia se acumular em minha garganta… porque isso quer dizer que ela traiu o meu pai. – o que foi, S/n… parece pálida. – ele tocou a minha testa mas eu dei dois passos para trás.

— liberte os meninos. – pedi olhando o chão

— ah nem, eu quero me divertir um pouco – subi o olhar já furiosa, eu não sabia quanto tempo iria me controlar.

— se você machuca-los… eu mesma vou te destruir e o Armageddon vai ser aqui e agora – cerrei os punhos

— Você está se achando demais, nada é uma espada com os gumes desamolados. Eu ainda não tenho medo de você, sobrinha

— não me chama assim! – minha voz embargou, pois sim… eu queria chorar.

— Hm, se acalme. vamos fazer um trato. Te devolverei Jungkook quando chegar no céu e só devolverei o Jimin quando ele te contar a verdade.

— Verdade? Verdade sobre o que?

— você tem todo o tempo do mundo – aquele grande muro foi se abrindo ao meio com ruidos que faziam pequenas pedras cairem, o chão tremia e só parou de se abrir quando estava do tamanho exato para eu passar por ali.

Sinceramente eu não aguentava mais todos dizendo que o Jk deveria ter dito algo para mim, que ele deveria me contar toda a verdade, mas que merda de verdade é essa? E agora, depois de me passar por vampira, demônio… sou a merda de um anjo. Mas espera, Namjoon também é um anjo e se.. ele soubesse? E se todos já sabiam e não me contaram, de novo…. E foi com a minha última força emocional que sem olhar para o meu tio, eu caminhei para dentro daquele lugar. Eu não via quase nada a minha frente, era coberto de nuvens, fumaça… não sei. Então eu fiquei parada e o muro se fechou atrás de mim.

Aos poucos aquela névoa toda se desfez e eu me deparei com uma ilha, ela era formada por um grande… prédio?!… que chegava ao céu. Eu estava do outro lado , parada na beira de uma praia e logo ao meu lado estava um pequeno barco e nele havia um homem, um homem com grandes madeixas amareladas, vestia uma túnica azul que cobriam seus pés, ele estava em pé me olhando segurando um remo em sua mão. Ao mesmo tempo que eu gostaria de recuar por não conhecer o homem, eu senti que deveria ir com ele, então sem dizer uma única palavra eu caminhei até a canoa, ele acenou com a cabeça e eu entrei na mesma me sentendando. Logo nós estávamos flutuando sobre a água, sustentados pela madeira.

— Como foi falar com ele? – ele quebra o silêncio

— eu esperava mais…

— chifres?!

— er… e também mais irônico, até que não foi tão… ruim – suspirei.

— ele é muito, mas possivelmente tem medo de você então não vai querer te irritar. – ele diz remando de leve

— mas ele me disse que não passo de uma espada desamolada.

— tudo para intimidar, ja ouviu dizer que o diabo mente? Inclusive… seus amigos devem estar sentindo bastante dor agora – arregalei os olhos.

Como pude confiar nele?

— Você pode me ajudar? – sentia o desespero chegar em mim, ao pensar neles machucados.

— eu sou só um anjo que tem como a missão levar as almas até o purgatório, não posso fazer nada além disso – ele dizia calmo e paciente.

— entendo… mas pode me explicar o purgatório? – a minha única saída era chegar logo aos céus.

—No Purgatório são encontrados menos Guidos que no Inferno, e a sua estrutura representa um meio-termo entre as mazelas do Inferno e a formosura do Paraíso. – ele disse quando ja chegávamos as margens da ilha, saltei da canoa e o olhei quase pedindo ajuda. – eu vou te guiar, não se preocupe. – respirei aliviada olhando o comprimento do prédio (que se assemelhava muito à um condomínio), esperando o anjo deixar o barco e andar, para que eu pudesse segui-lo. – sabe onde estamos?

— não…

— Purgatório é uma "montanha" que fica em algum lugar na parte sul do Oceano Atlântico, pertinho do Brasil. – levantei as sombrancelhas admirada – aqui são divididos 7 partes. E você vai passar por cada uma delas. Na primeira área do antepurgatório estão os excomungados, aqueles que por terem feito merda foram expulsos da Igreja e por isso tiveram o passe para o Purgatório negado. O fogo do inferno arde profundamente logo abaixo fornecendo a estes habitantes uma sensação quente e reconfortante no chão, agradável para os pés e até mesmo para deitar-se. No entanto, esse luxo é um pouco comprometido pelos abafados gritos de agonia que emanam da mesma fonte desse calor.– via algumas pessoas despidas e magras no início da caminhada – Aqui no Segundo Plano estão os negligentes, mas cá entre nós, nao há nada para se vê aqui. O Vale dos Príncipes é um buraco convenientemente criado para alocar todos os reis, príncipes e presidentes da história de todos reinos, repúblicas e ditaduras, para ficar bem legalzinho todos líderes reunidos num lugar só, representando o ato de governar como pecado por si só. – e foi nesse momento em que eu descobri que cada nível da montanha é dedicado a remover da cabeça do cidadão um dos sete pecados capitais. – eu vou te deixar aqui. – ele me diz olhando a porta do lugar. Não posso fazê-lo vir comigo, todos tem seus afazeres. Então eu abro a porta me deparando com uma portaria, parecida com nossos prédios.

Um homem da mesma feição que o anjo que havia me deixado ali me recebeu com um sorriso, forcei o meu para evitar a minha confusão interna.

— Olá, eu sou o anjo Severinel, bem vida à hospedaria do quinto dos infernos. O que deseja?

— subir

— e por que deseja subir?

— é a minha jornada.

— Está decidida a fazer e passar por tudo para concluí-la?

— sim.

— okay, bem vida. – ele me dá espaço e assim consigo enxergar a escada para o primeiro andar.

(Soberba)

Então ando até ela sem me preocupar, mas assim que dou de cara com o corredor, vejo várias pessoas uniformizadas me olhando maliciosas. Dou de ombros e decido passar.

Passei pela primeria pessoa que me empurrou, a olhei incrédula mas recebi um soco na costa e assim passei a ser espancada. Pensei em revidar mas… eu preciso passar por isso como deveria ser, e é com calma. Consegui me soltar daqueles que me agrediram com palavras e vassouras, e subi as escadas me sentindo um lixo, meu corpo doía mas eu continuei a subir

(Inveja)

Entrei em um corretor vazio e ilumidado pelas luzes que vinham debaixo das portas do lugar, apenas uma porta ali estava aberta e eu adentrei. Era uma sala branca, com uma poltrona, ao lado havia um criado mudo e uma enrome tv em frente à estes. Caminhei até lá e me sentei, não havia controle para ligar a tv, então peguei uma revista e comecei a folhea-la. Havia apenas coisas desinteressantes sobre famosos e a deixei de lado, logo a tv ligou-se e começou um programa de tv de fofocas, suspirei e continuei a ver. Mas uma gravação quase caseira começou a passar, eu conhecia aquela pessoa. Jungkook colocava a câmera para gravar, ele estava muito mais novo, havia uma menina com ele… senti meu coração querer sair pela boca. Eles estavam em um quarto, em cima da cama e se beijavam como se realmente tivessem apaixonados, sem perceber cravei as unhas na poltrona e engoli o choro, respirei fundo e fechei os olhos tentando me acalmar. A TV desligou e eu levantei, a porta se abriu e eu continuei meu caminho para o andar seguinte.

(Ira)

Novamente uma única porta aberta, entrei e vi uma criança passar correndo por mim, e em seguida o Cha-min passou atrás dela. Observei confusa o apartamento caindo aos pedaços, a pia cheia de louça o chão estava imundo e havia correspondências jogada por cima de caixas de pizzas.

— Amor, Você ja voltou? – Jungkook veio do quarto ajeitando a sua gravata com uma pasta na mão – não fez as compras? – fiquei calada por estar em choque – Ah, esquece. Eu estou atrasado. E você vai se arrumar, ou vai perder o ônibus. – ele sai e bate a porta que logo é aberta novamente. – AH! Esquecei a nossa filha quebrou sem querer nossa fotografia de casamento

—filha?!

— é, a Nicol, Tchau. – ele bateu a porta mais forte dessa vez e eu tive um sobressalto. Não tava entendendo nada.

Andei pela casa vendo a sujeira e bagunça, estava me dando nos nervos, fui ate o quarto vendo um quadro enorme sobre a cama e vários vidros pelo chão, me aproximei vendo o retrato estilhaçado, respirei fundo e o despertador tocou avisando a hora de eu ir trabalhar. Ao lado da moldura havia o meu informe, o vesti com rapidez e vi que havia um furo na minha camisa.

— ah não… – falei cansada. Peguei meu sapato o colocando de pressa, passei pela cozinha pegando as crianças na geladeira, em cima de uma cadeira – o que vocês estão fazendo? – corri até eles e os tirei de cima. Nicol que tinha os seus um ano, aparentemente, voltou a correr e olhei o Cha-min – vocês vão focar sozinhos?

— não né mamãe, a tia Bárbara que fica com a gente

— Bárbara?!..

— a babá que você contratou mamãe, a senhora está bem? – ele tocou a minha testa e a campainha foi tocada. – ah mamãe, a Tia Bárbara tem o cheiro engraçado. Abri a porta vendo uma garota de maquiagem pesada, com cabelos escuros, e mascava um chiclete. – Tia Bárbara!! NINI!!! A tia chegou – ele falava gritando, a menina passou por mim e senti o cheiro de erva… mais especificamente: maconha. Suspirei e sai correndo lembrando das palavras do Jungkook.

Assim que pisei o pé fora do meu Apartamento, parei na rua vendo várias pessoas correrem atrás do ônibus. — Vai perder o ônibus, S/n. Corre – um moço passou por mim e eu o segui correndo, por pouco não o perdi, subi ofegante no transporte e procurei o meu cartão, não sentindo revirei os olhos, achei dinheiro no meu bolso com um bilhete escrito "comida do mês", havia apenas cinqüenta reais. Paguei a passagem e passei pela catraca me enfiando entre as pessoas que lotavam o ônibus, um pisou no meu pé, o outro bateu o braço no meu rosto e eu estava a ponto de explodir, suspirei e com alguns minutos chegou o meu ponto, desci em frente a uma empresa de montar diapositivos celulares, bati o ponto e comevei a trabalhar. E foram longas 12 horas de trabalho.

Já puta dentro das calças, eu iria sair e voltar a minha casa, mas ai meu chefe me chamou para ir em sua sala, com os pés, braços e cabeça doendo, subi para o segundo andar remoendo.

— o senhor mandou me chamar?

— é dia de pagamento. – um sorriso se forma em meu rosto, ele me entrega um envelope e eu pego agradecendo. Verifico a quantia e o sorriso se desmanchou.

— Aqui so tem 998 reais, senhor. E eu trabalho 12 horas por dia – protestei.

— cala a boca e vai pra merda da sua casa. Eu não tenho literalmente nada haver com isso – ele dizia olhando a tela do seu computador.

— senhor, isso é…

— mais uma palavra e rua! – ao lembrar das condições de Nicol, Cha-min e a nossa casa… eu desfiz a raiva dentro de mim e aceitei. Sai do prédio e esperei o meu ônibus. Senti pequenas gotas de água pingar sobre meu braço e olhei para cima vendo o tempo fechar.

— era o que faltava. – mas logo o meu ônibus chegou e tudo se repetiu. Ao descer em uma parada sem cobertura tive a única opção de correr para o meu prédio, meu sapato descolou e eu tive que parar e pegá-lo, me molhei mais e desisti de correr, andava cabisbaixa, irritada, virei a esquina e estava em frente ao meu Apartamento, abri a porta e segui até o sofá me jogando nele de olhos fechados, meu corpo estava frio, molhado me tirando um espirro. – aish!…

— mamãe? – ouvi a voz feminina de criança e abri meus olhos – toma – ela me entregou uma toalha e eu agradeci sorrindo fraco

— cadê seu irmão?

— fazendo dever de casa! Ele disse que quer ser inteligente e tirar a gente desse inferno – mal havia percebido que aquilo era só mais um teste – você é muito calma, mamãe – a porta se abriu e eu levantei, já com as minhas roupas e a Pequena Nicol sumiu. Corri até a porta e subi para o andar seguinte.

( preguiça)

Neste andar havia apenas uma área de lazer, pessoas ouviam músicas calmas como lo-fi no rádio seguidas de água de coco e tudo mais relaxante. Uma moça me recebeu e me levou até uma rede me fazendo deitar sobre ela.

— que tipo de teste é esse? – franzi olhando o céu acima de mim e vi que alguns curtiam a vida boa e alguns levantavam e iam embora, me balancei tentando aproveitar o andar que era exatamente o contrário do andar de baixo e comecei a me irritar. –chega, não tenho tempo pra isso. – levantei e olhei ao redor procurando uma escada, mas o que eu achei foi um elevador chamado “lacerda” sem nem pensar eu eu entrei e fui para o próximo.

(Avareza)

— S/n. – eu estava em um banco, me levantei  da cadeira na sala de espera e segui a moça que me chamava, na sala estavam algumas pessoas usando chapéus e sobretudo. E um bancário.

— o que eu estou fazendo aqui?

— pagar suas dividas. – o bancário me disse. – me pague os 1,045.20R$ que me deve e poderá ir.

— o que? Mas eu não tenho esse dinheiro aqui… – olhei para as pessoas presentes, que olhavam meu colo. Eu abaixei o olhar vendo o envolope do meu pagamento e coloquei rápido sobre a mesa.

— faltam quarenta e seis reais e vinte e cinco centavos. – me lembrei do troco da passagem do ônibus e tateei os bolsos a procura do dinheiro e o achei, entreguei e me levantei para ir embora – onde pensa que vai?

— ja quitei a minha dívida. Agora eu preciso ir – eu fui impedida por dois homens e recuei.

— comigo sim, mas não com os agiotas. – fui empurrada contra o chão e recebi um chute na barriga, virei para o lado tossindo e um dos homem me puxou pelo cabelo e acertou a lateral do meu rosto com um soco. Cuspi o sangue em meio a dor do meu corpo… e assim novamente fui espancada.

Depois de terem me deixado irreconhecível eles me jogaram na beira de uma escada, eu me rastejei para subi-la e ao chegar no topo, a dor se foi. Me coloquei em pé e observei o local.

(Gula)

Haviam pessoas que comiam feito loucos, ou que eram obrigados a comerem, me arrastaram para uma cadeira e me colocaram em frente a uma mesa cheias de guloseimas e comidas deliciosas, revirei os olhos e me levantei.

— esse aqui não – e enfim seguirei para o último andar. Continuei a procura da escada que ja era diferente das d'mais. Era longa, linda, subi com ansiedade me deparando com um lugar revestido em mármore, colunas gregas, piscinas de água mineral e uma pista de dança.

(Luxúria)

Homens e mulheres estavam deitados ao chão fazendo sexo, olhei aquilo supresa…eu não esperava algo assim tão próximo ao paraíso. Alguns homens e mulheres tentavam me puxar mas eu desviava, eles acabavam achando pessoas novas e assim se atacavam, vi algumas pessoas levantar do chão andando estranhamente “abertas”, seguindo até a última escada enfeitada de ouro e folhas que se enrolaram pelo corrimão, segui elas e entrei em um jardim, era dia, calmo e vi algumas mulheres fumando, sorri supresa. Olhei ao redor vendo as pessoas correrem felizes, brincavam, conversavam como se nada de ruim pudesse acontece com elas, uma mulher me olhou e se levantou do seu lugar.

( paraíso terrestre)

— Olá, você está vestida – ela faz a observação me olhando inocente. – só quem tem vestimentas aqui são os anjos. Você é um anjo?

— Acho que sim… – falei sem graça e ela me olhou curiosa.

— nunca te vi por aqui, como é o seu nome?

— S/n, e o seu?

— Madalena, acho que é melhor falarmos para o Miguel.

— você sabe onde ele está?!… pode me levar até ele?

— pensei que eu teria que chamar outros anjos para te pegar, mas ja que quer ir… vamos.

Ela andou pelo meios das árvores e eu a segui. A moça com longas cabeleiras castanhas, a pele macia e palida me levava por um caminho desconhecido e se eu citasse as coisas que eu vi? As pessoas iriam acreditar?

— Está muito longe?

— o que? – ela vira para trás assutada – ainda está me seguindo?

— Mas…

— ah é, era so chamar por ele que ele vem, ninguém sabe onde ele fica – respirei fundo para não cometer um segundo pecado dentro do Éden. – Miguel, o arcanjo eu proclamo teu nome, venha em meu encontro – ela dizia de olhos fechados, tudo ficou em o mais absoluto silêncio e eu a olhei desacreditada – ah, e há uma intrusa.

– olha, esquece eu acho que.. – me virei para ir embora e uma rajada de vento me parou, fechei os olhos e cobri o rosto com as mãos ao ver o reflexo de algo grande voar por nós.

— quem tu és? – a sua voz autoritária me questiona e aos poucos eu retiro as mãos de minha face. Ele me olha espantado e trêmulo. – S/n?

— Oi… pai. 


Notas Finais


OKAAAAAAY ESPERO QUE ESTEJA BOM. AMO VOCÊS, BRIGADA POR TD💜👿✌


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...