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História Love and Darkness - Camren (G!P) - Capítulo 26


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Notas do Autor


Olá, meus bolinhos, como estão vocês? Espero que estejam todos bem e se cuidando neste momento tão difícil para todos nós. Se cuidem daí que eu vou me cuidando daqui.

Estou preparando alguns capítulos que irão sair durante essa quarentena, okay?
Queria prometer maratona, ou melhor... cumprir minha promessa de fazer uma, mas estou aproveitando para escrever os capítulos com calma, assim poderei soltá-los melhor revisados e com mais frequência. Nem ia publicar capítulo novo hoje, mas decidi que este passou da hora de ser publicado. Então não irei mexer mais nele com revisões.

Espero que gostem! Dependendo das visualizações e comentários, amanhã volto com mais um capítulo fresquinho. Então... Comentem, compartilhem. Ajude a fic a crescer, pois só depende de vocês.

Capítulo 26 - Efeito Camila


Fanfic / Fanfiction Love and Darkness - Camren (G!P) - Capítulo 26 - Efeito Camila

POV LAUREN

– Eu não quero incomodar, Lauren! Posso muito bem dormir em um hotel.

– Camz, nã...não será nenhum in...incomodo. Fo...fora que não faz se...sentido o que...que você es...está dizendo. –

Dinah havia ligado para avisar que dormiria fora e que era para Camila dormir no meu apartamento já que aquela irresponsável tinha esquecido de entregar para a latina suas chaves reservas. Estava claro para mim que Dinah havia planejado tudo isso para que pudéssemos passar a noite juntas. Ela só não contava com a possibilidade de tornar tudo ainda mais complicado para a latina e eu. O clima havia esquentado entre nós ao ponto de quase fazermos amor no meio da sala, e céus... vai ser difícil eu me recuperar. Numa tentativa de esfriar o meu corpo que parecia em ebulição, fui atender a ligação na cozinha, de frente para o refrigerador aberto. Isso mesmo! Meu amiguinho não abaixava de jeito nenhum, e a dor que eu sentia o fazia latejar. A baixa temperatura ajudou a aplacar um pouco do incomodo entre minhas pernas, mas não o suficiente para aquietar o meu coração e mente que, neste momento encontram-se, arrasados, confusos, preocupados, ou seja... uma bagunça. Arrasados por que criaram expectativa e agora estão frustrados. Confusos por não conseguirem saber onde foi que tudo começou a dar errado. Preocupados por não saberem como lidar com todos estes sentimentos. Eu nunca vivi algo próximo disto e não sei como agir! Normalmente eu fujo quando não sei lidar com algo, e nem sempre essas fugas são físicas. Mas dessa vez me sinto presa, impossibilitada de simplesmente fugir como sempre faço, como se uma força maior me prendesse aqui, me obrigando a encarar essa merda toda. E eu sei que essa força tem nome e sobrenome.

– Claro que faz sentido, Lauren! Você não planejou receber uma hóspede hoje. Não é sua obrigação me abrigar. Além do mais eu posso perfeitamente procurar um hotel. – Camila dizia isso tudo andando de um lado para o outro e sem olhar para mim. Estava claro que não seria tarefa fácil demover essa ideia absurda dela em procurar um hotel. Mas eu não estava nem um pouco disposta a ceder.

– Além de...de não fa...fazer se...se...sentido é um... absurdo.

– Não vejo como pode ser um absurdo eu dormir em um hotel...

– Não vê??? Fa...fa...fala sério, Camila! Não faz sentido algum eu de...de...deixar você pro...procurar um hotel a essa hora da....da noite, sendo que vo...você po...pode dormir aqui. Além do mais es...este apar...apar...aparta...tamento é tã...tã...tão meu quanto seu. – A latina ri gesticulando a cabeça em negativo como se estivesse ouvindo a melhor piada do mundo.

– Agora é você que está dizendo um absurdo. – Cospe as palavras exasperada.

– Oi??? Onde es...está o ab....ab...absurdo no que eu disse, Camz???

– Em tudo, Lauren! – Diz abrindo os braços em gestos nervosos. Não era somente eu quem demonstrava estar extremamente nervosa. Ótimo, nada é tão ruim que não possa piorar. – Está em você achar que pode me deixar ou não fazer alguma coisa, está em você dizer que este apartamento também é meu... Tudo um grande despautério!

– Você é minha esposa, Camila! Por isso é um absurdo eu deixar você sair do meu apartamento, que também é seu já que somos casadas, para ir dormir em um hotel! Não faz sentido, é um absurdo e eu não irei deixar. Esse apartamento é enorme, com vários quartos. Você ficará na suíte principal que eu normalmente ocupo, hum. Eu dormirei no quarto de hóspedes que fica no final do corredor. Não se preocupe. Se o que você quer é se manter distante de mim dá pra fazer isso sem necessitar dormir num quarto de hotel! – Eu estava gritando. E eu nunca grito. É sério! Eu me sentia fervendo por dentro, irritada, como se a recusa da latina em dormir no meu apartamento fosse um insulto a minha índole. Estava claro pra mim que ela não queria dormir aqui por conta do que havia acontecido entre nós. E eu jamais confundiria as coisas, se esse é o medo dela. Ela deixou claro que não me quer e eu respeito um não. Por mais que ela tenha me deixado confusa com seus beijos e carícias, no final o que importa é sua ultima palavra, que foi “não”. Eu ainda sinto o meu corpo em chamas, e céus... o que mais eu preciso no momento é de um banho gelado para esfriar a cabeça de cima e a de baixo. Camila se mostrava irredutível, teimosa e muito, muito brava. E eu me via perdendo a paciência, algo que dificilmente acontece comigo. Até minha gagueira resolveu me abandonar quando o nervosismo deu lugar à irritação. Efeito Camila! 

– Você não irá deixar??? Isso foi uma piada, Lauren? Se foi te digo para desistir de tentar ser engraçada, pois suas piadas são péssimas! – Ótimo, estávamos nós duas num duelo de “quem grita mais”.

– Camz...

– Vou te dizer o que é um absurdo, Lauren! Absurdo é você pensar que manda em mim só porque somos casadas. – Diz baixando o tom de voz e de forma pausada, como se estivesse falando com uma criança, ou com alguém com retardo mental.

– Eu não acho isso, Camz! Me desculpe se fiz parecer pensar assim, hum. Acho que estamos as duas nervosas aqui e isso não é nada bom. Então que tal tentarmos nos acalmar, ham? – Digo sentando-me no grande sofá, respirando fundo numa tentativa de devolver ao cérebro um pouco mais de paciência. A verdade é que eu ainda estava com um puta tesão e não fazia ideia de como lidar com isso. Me sentia uma bomba relógio pronta para explodir. Essa merda dói!

– Ah, Laur... você tem razão, eu é que te peço desculpas. Não sei o que me deu... Quer dizer... eu sei, claro que sei... Ah, droga Lauren, nós precisamos conversar. – Camila aparenta mais calma, o que é bom, pois sou péssima em lidar com conflitos pessoais, e vê-la tão nervosa me causa medo. E o medo me causa insegurança. E a insegurança me faz querer fugir, mas eu não consigo fugir quando estou com ela e isso me assusta, pois me sinto presa a ela. E agora ela quer conversar e eu adoro conversar com a Camz, mas ela quer conversar sobre... oh, não, não.


– Camz, acho me...me...melhor... – Faço menção de caminhar para sair, mas sou impedida pela latina que segura o meu braço. O que me deixa em alerta, pois novamente sinto aquela corrente elétrica percorrendo todo o meu corpo, causando calafrios e ondas de calor, que eu já batizei de “Efeito Camila”.

– Sem fugas, Lauren! Olhe pra mim, hum? Vamos conversar sobre nós.

– Sobre nós? – Minha boca estava seca e de repente era como se todo o ar dos meus pulmões tivessem simplesmente evaporado. Ela queria conversar sobre nós... Provavelmente ia me dispensar por eu ter estragado tudo. Eu estraguei tudo! Oh, droga! Ela ia desistir de mim. Eu sei que sim. Eu não tinha nada que confundir tudo e avançar nela como fiz. Onde eu estava com a cabeça? Nunca havia agido assim com ninguém. Eu simplesmente me deixei levar e parecia tão bom... tão certo... 

– Sim, Laur, sobre o que aconteceu, ou... quase aconteceu entre nós.

– Oh, hum... err... eu acho melhor deixarmos isso para outra hora.

– Lauren, por favor...

– Está ficando tarde e precisamos dormir... – Tento caminhar mais uma vez, mas Camila firma o aperto em meu braço, dessa vez trazendo-me para mais perto, quase colando os nosso corpos.

– Laur... – Sua outra mão livre passeia em meu rosto enquanto seus olhos buscam intensamente os meus, que passeiam em desespero pelos objetos da sala.

– Eu vou te mostrar a suíte principal, então nós poderemos dormir... – A mão que até então permanecia firme em meu braço, se une a outra, mantendo meu rosto parado à sua frente, fazendo com que nossos olhos se encontrem, iniciando aquela batalha tão conhecida por nós e agora tão temida por mim. Cerro os meus olhos. Estou com medo e eu não gosto de sentir isso.

– Olhe para mim, Laur! – Eu não podia! Eu não conseguiria encarar aqueles olhos que tanto amo, pois eu tinha medo do que eles me diriam. Eu estraguei tudo e ela ia me deixar. Como todos... – Por favor querida, abra os olhos, ham? – Sua voz era calma, quase um sussurro, eu podia sentir o seu hálito fresco batendo no meu rosto. Queria tanto poder abrir os olhos e contemplar aqueles chocolates intensos que tanto me fascinam... mas doeria muito.

– ...quer dizer... você no seu quarto eu no meu. O seu quarto que é o meu, mas que também é seu, então você pode dormir nele sempre que quiser. Eu durmo em outro quarto, hum... sem problemas. Nunca irei dormir lá quando você estiver. – Eu precisava continuar falando. Era como se assim eu pudesse congelar o tempo e evitar ouvir as palavras que arrancariam de mim a única mulher que foi capaz de trazer vida ao meu coração.

***



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