História Love and desire... - Capítulo 29


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Lysandre, Nathaniel
Tags Amizade Colorida, Amor Doce, Castielxlysandre, Castielxnathaniel, Desejo, Sexo Sem Compromisso, Triângulo Amoroso
Visualizações 190
Palavras 5.467
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, eu vim postar mais um capitulo, nessa linda sexta-feira, então, meu objetivo é postar o capitulo 30 antes do fim do ano... Isso vai ser fácil, mas só se a preguiça deixar meu corpo, durante esses dias eu estava com preguiça e eu estava assistindo AHS, (a melhor temporada é a sexta!)
Enfim, boa leitura e se preparem para as tretas.

Aliás, eu não lembro se agradeci, mas obrigado pelos 151 favoritos!

Capítulo 29 - Na mansão (parte 1)


Fanfic / Fanfiction Love and desire... - Capítulo 29 - Na mansão (parte 1)

---------- No dia seguinte --------

Narração Castiel...

Eu concordei em ir para a casa de Nathaniel junto com ele e, provavelmente, iriamos hoje. Ontem eu também consegui convencer ele a dar um telefonema para a mãe dele e, pelo menos, avisar que ele estava me levando junto com ele, claro que eu preferia que ele estivesse ligando para a polícia, mas ele disse que fará isso caso o pai dele seja teimoso e não queira concordar em dar a emancipação para ele, eu ainda acho que ele está adiando demais nisso, se eu tivesse um pai tão tirano quanto o dele eu teria denunciado e processado. Enfim, Nathaniel falou com a mãe que se ela quiser que ele volte eu teria que ir com ele, não sei o que ele está pensando, mas eu não sou o guarda-costas dele.

Bem, ele passou o dia todo nervoso, andando de um lado para o outro e estava estralando os dedos e batendo o pé esquerdo sem parar. Ele estava com medo de voltar para casa, mas ele entendia que tinha que resolver isso cedo ou tarde, de preferencia que fosse hoje durante o jantar. Já devia ser meio dia, a gente tinha que ir agora.

- Nathaniel? - Chamei-o, mas ele estava ansioso demais para me responder. E nem ao menos prestou atenção em mim. - Oi? Nathaniel?! - Ele olhou para mim e suspirou antes de me responder:

- Oi. O que foi? - Perguntou.

- Está na hora de ir... Não vai dar pra trás, vai? - Ele fez que não com a cabeça e levantou-se pegando a mochila dele.

- Temos que ir, não é?

- Sim! Vai ser só um dia, mantenha a calma.

- Um dia pra você, mas eu vou ficar lá, o que ele não fizer hoje comigo ele vai fazer qualquer outro dia...

- Pelo menos você estará livre hoje, e dependendo do que você escolha poderá estar livre para sempre. Aliás, você tem que estar nervoso... Sou eu que vou conhecer os seus pais. - Falei e dei uma risada.

- Engraçadinho. - Disse saindo de casa e eu saí também trancando a porta atrás de mim e fui em direção ao meu carro.

A única que eu tinha que fazer hoje era controlar os meus ânimos e não dar na cara do pai de Nathaniel, apenas isso, mas não prometo nada...

------------

Chegamos na frente da casa de Nathaniel. Eu imaginava que ele era rico, mas não sabia que era tanto, a casa era incrível, mas o nosso problema estava nos esperando do lado de fora dela. Nathaniel até mesmo evitava olhar para fora da janela do carro. Olhei para os pais de Nathaniel do lado de fora e Ambre também estava lá, caramba, eles eram mais esquisitos do que a família Adams.

Estacionei o carro e olhei para o Nathaniel, ele estava encolhido no banco do carro, evitava até mesmo olhar para mim.

- Tá pronto? - Pergunto e ele me olha e faz um não com a cabeça.

- Relaxa... Ah... Vai ser uma conversa rápida... Ok? Rápido e indolor... Prometo. - Ele riu antes de me responder

- Obrigado por vir comigo.

- Tudo bem... Eu meio que devo isso a você. - Eu já tinha dito isso para ele, mas era bom reforçar. - Podemos ir? Quanto mais rápido isso começar, mas rápido termina.

- Sim, vamos. - Ele desceu do carro e eu em seguida. Pude perceber a felicidade de Ambre ao me ver, e seu eu não tivesse de óculos escuros seria percebível o quanto eu estava irritado... Tadinha, eu tenho pena... Da família, ela é a criança feia.

Nathaniel apertou o firme a alça da sacola e ia caminhando de cabeça baixa, coitado, eu nem tenho ideia de como isso está sendo difícil para ele. Embora ele esteja com medo, ele parece estar decidido a ir embora dessa casa.

A mãe de Nathaniel desceu as escadas correndo e veio abraça-lo, ele meio que ficou receoso em receber o abraço, sabe? Como quando eu tentava avançar o sinal com ele quando ele disse que não queria mais nada comigo, foi tipo isso, mas acho que, por que eu estava ali e para não desanimar a mãe dele, ele aceitou ser abraçado e retribuiu.

- Você está bem? Eu fiquei tão preocupada com você filho... - Humpf... Imagino a preocupação dela... "Oh, meu marido vai me matar agora que ele não tem o saco de pancadas ambulante dele." Nathaniel apenas balançou a cabeça. Ela olhou para e depois deu uma olhada no marido dela que não estava de boa cara. -... E você deve ser o amigo dele... - Oh, amigo não é a palavra certa, não, viu senhora?

- Sim... Sou sim... - Falei sem emoção.

- Muito obrigada por trazer ele de volta... Ah, seja bem-vindo a nossa casa. Tem algumas coisas por aqui, mas acredite que somos muito gratos à você e faremos de tudo para que você se sinta bem aqui. - Disse apertando a minha mão. Apenas concordei e sorri.

- Obrigado. - Essa mulher parece muito com um desses recepcionistas de hotel fodido, sabe que tá trabalhando numa merda, mas mesmo assim tá tentando melhorar as coisas. Eu olhei para Nathaniel e ele não estava querendo dar nem mais um passo para frente, tirei o meu óculos e lancei o olhar repreensivo para ele.

Ele me olhou como se dissesse "Por favor, me leva para bem longe daqui." Eu fiz não com cabeça para ele.

- Bem, vamos filho... - Disse a mãe de Nath o puxando para a frente. Percebi que ela sussurrou algo no ouvido dele, e Nathaniel encarou o pai, era como se ele estivesse indo em direção a guilhotina.

Fomos até a entrada da casa onde Nathaniel olhou para mim e em seguida para o seu pai, o mesmo insistia com os olhares de reprovação para o garoto. Ele desviou o olhar do loiro e olhou para mim de cima a baixo e deu um suspiro de desagrado, não que eu estivesse muito contente em ver ele.

- Olá, me chamo Francis... Você deve ser o...

- Castiel... Me chamo Castiel. - Tentei falar o mais naturalmente possível... Quase impossível.

- É um prazer... - Disse estendendo a mão para mim, relutantemente eu a apertei. -... Lamento que meu filho inconsequente tenha lhe dado algum tipo de trabalho, mas é que ele sempre foi assim, mas ao menos é bom saber que ele tem amigos que dão abrigo a ele. - Disse falando de forma ameaçadora para Nath.

- Ele não me incomodou... - Falei soltando a mão dele.

- Eu posso subir? - Perguntou Nathaniel timidamente e sem encarar o pai.

- Não sei... Você quer subir Nathaniel? Pode tentar entrar pelo lugar que saiu da última vez... - Disse Francis.

- Francis, por favor... - Disse a mãe de Nathaniel segurando no braço dele.

- Entre de uma vez. - Nathaniel entrou dentro de casa e eu fui atrás dele. Tenho que admitir que a parte interna era ainda mais bonita que a externa, só acho que é um pouco extravagante e esse lustre na entrada interna deve ter custado mais do que a minha casa. Nathaniel subiu as escadas e foi direto para um corredor, bem longo na minha opinião, mas o que me chamou atenção foi uma escada que parecia levar até o terceiro andar.

- Ei, representante! O que tem lá em cima? - Perguntei, ele olhou para mim e depois para a escada.

- Lá em cima fica o quarto dos meus pais e o escritório de meu pai... Não deve subir lá.

- Humpf... Até parece que eu quero saber o que seus pais fazem lá em cima, aliás sua mãe parece bem insatisfeita... Será que tem um vibrador na gaveta da cômoda? - Ele olhou para mim e fez cara de nojo, depois que eu pensei bem realmente era uma cena horrível a se pensar...

- Vem logo! - Disse e entrou no quarto dele. Era como eu esperava, totalmente organizado, não tinha nada fora do lugar.

- Vocês tem uma empregada ou algo assim? - Perguntei.

- Não... Nós estamos falidos, lembra? A empregada sou eu. - Disse enquanto largava a mochila no chão e tirava a camisa e a dobrava, percebi que em seu pescoço tinha algumas marquinhas roxas, mas aí eu lembrei o motivo dessas marquinhas, claro que eu bebi para caralho, mas eu nunca esqueço quando transo com alguém, ainda mais quando esse alguém grita em plenos pulmões que me ama... Vou apenas supor que tenha sido algo dito no calor do momento e não vou citar isso com ele, vou poupa-lo dessa vergonha.

- Então... Acha que vai conseguir falar com ele? - Perguntei.

- Sim... Só que eu não quero... - Disse me olhando sério.

- Engraçadinho. Se tudo der errado na sua vida pode virar comediante, viu?

- Tá bom... O plano é o seguinte... Falo o que eu quero e... saio correndo? - Propôs. Eu fui até a cama dele e sentei.

- Ou você pode muito bem enfrentar seu pai uma vez na vida. Você tem coragem... Já me deu um murro na cara.

- Mas o que você espera que eu faça? Que eu dê um soco na cara do meu pai?

- Não disse, mas não deixa de ser uma boa ideia. - Falei rindo.

- Fala sério, Castiel, por favor. - Ele foi até o guarda-roupas e pegou uma peça de roupa. - Espera aqui... e não apronte. - Disse entrando dentro do banheiro.

- Não prometo nada. - Falei sussurrando.

Percebi que no quarto de Nathaniel tinha uma estante de livros, fui até lá para saber o que ele andava lendo. Tinha alguns livros de Sherlock Holmes e outros de romance policial, mas teve que me chamou atenção, tinha o nome na frente da capa "Kama Sutra Para Gays". Uou. Se antes eu tinha dúvidas, agora eu tenho certeza. Comecei a folhear o livro e vi que tinha algumas posições que já fizemos no passado.

- Eu disse para não aprontar, e isso inclui não bisbilhotar as minhas coisas. - Disse Nathaniel saindo do banheiro. Ele tentou pegar o livro de minha mão, mas eu desviei e coloquei o livro numa altura que ele não iria conseguir alcançar, eu ainda sou mais alto do que ele.

- Quer dizer que foi daqui que você tirou a ideia de transar no armário do zelador, é? - Ele corou e olhou para mim e ficou nas pontas dos pés para tentar alcançar o livro. Eu passei o livro para a outra mão e vi mais um página. Eu não tenho certeza, mas acho que nunca fiz essa posição com ele.

- Dá pra esquecer isso? - Disse pegando o livro da minha mão e jogou ele dentro de uma gaveta que tinha na estante.

- Tá legal... Então... Não vai descer para falar com a sua mãe?

- Não... Vou ficar aqui em cima até a hora do jantar... - Disse sentando do outro lado da cama.

- Não almoçam? - Não que eu estivesse com fome, mas era estranho ver que eles não almoçavam e todo o contato que tinham uns com os outros era frio.

- Não, a gente só janta juntos. Meu pai trabalha. Minha mãe passa o dia no escritório. Ambre sai com as amigas. E eu, normalmente, fico estudando.

- Sabe... Não leva a mal, mas sua família é muito estranha, mesmo... Vocês são esquisitos e parecem a família Adams não góticos e coloridos.

- Ótima comparação... - Disse sarcasticamente.

- É sério... Aliás, tem alguma mãozinha decepada correndo pela casa? Sabe, só para eu não me assustar se eu ver... - Ele riu e fez que não com a cabeça, e deitou na cama. -... Mas o que você faz para se divertir por aqui? - Perguntei.

- Eu não faço nada. Eu fico entediado na maioria das vezes.

- O que acha de assistir um filme? - Perguntei. Ele olhou para a notebook dele que estava em cima da mesinha e revirou os olhos.

- Tá... Sem pornografia. - Falou e eu ri.

- Já vi bastante naquele seu livrinho "secreto".

- Só pega o notebook, Castiel. - Levantei e fui até o notebook, voltei para a cama e abri o aparelho, claro que tinha senha. - Deixa eu colocar. - Ele sentou na cama e colocou o notebook no colo e digitou a senha rapidamente. - O que quer assistir?

- Qualquer coisa, menos filmes baseados em livros. - Ele me olhou com cara feia.

- Tá, e o que você sugeri?

- Terror... - Falei simplista.

- Tá bom. Diz o nome.

- Sei lá... Jogos mortais?

- Não!

- Sexta-feira 13?

- Não. Muito adolescente. Muita morte. Muito clichê.

- Por que você é tão chato?

- Nunca assisti esse filme. - Disse sarcástico.

- Olha, a gente pode assistir Invocação do mal, mas se você reclamar desse também, eu vou embora e deixo você enfrentar seu pai sozinho... Falo sério! - Ele me olhou, e começou a digitar o nome do filme. Claro que terror é um dos meus gêneros favoritos, mas não é a preferencia de Nathaniel, mas tudo bem, porque eu aturei uma série chata pra porra nos dias que ele ficou lá em casa, é justo que ele assista a um filme de terror.

- Tá aqui... Aliás, tira o sapato se quiser continuar em cima da minha cama. - Tirei meu tênis e a jaqueta. Ele colocou o notebook de volta na cama e começamos a assistir. Como eu já tinha assistindo esse filme algumas - várias - vezes eu não me importava em não prestar atenção, era só para passar o tempo.

-------------

Nathaniel acabou caindo no sono na metade do filme. Ele não dormiria se fosse algo relacionado a romance policial. Aproveitei que ele estava dormindo e peguei o aparelho e coloquei no meu colo, pausei o filme e abri outra janela e fui no histórico do loiro, era errado invadir a privacidade dele, mas eu não me importo muito com esse detalhe, o que me interessa mesmo é saber o quanto de pornô eu posso encontrar nesse histórico ou quem sabe... uma coisa mais bizarra tipo: "como matar uma pessoa e esconder o corpo sem deixar rastros", vai saber o que se encontraria por aqui.

Comecei a vasculhar o histórico dele, olhando quase tudo, era tedioso o histórico dele. Tinha algumas coisas relacionadas ao colégio e outros com o e-mail da diretora, coisas assim que não me interessavam nem um pouco. Desci mais um pouco e encontrei vários sites de teste, esses teste online que não fazem o menor sentindo, mas que a maioria faz. Todos eram testes para ver o quanto você é gay ou se você realmente é gay, tinha vários sites deste até que eu encontrei - também relacionado a gay. - várias buscas por "cura gay", ele pesquisou muito sobre isso, desde a terapia até o preço por seção. Ele enlouqueceu? Eu não conheço muito bem Nathaniel, fora da cama ele sempre foi um estranho para mim, mas sei que se ele pesquisou algo como isso é porque ele quer se aceitar. Sério mesmo que ele acha que se tornando hétero - ele é gay! - vai resolver todos os problemas que ele tem? Se for assim ele é bem mais idiota do que eu pensava, é idiota, mas é compreensivo, afinal a família dele tem cara de ser babacas... quer dizer... conservadores... Foda-se, são babacas mesmo.

Nathaniel começou a se mexer, eu fechei a janela e voltei para o filme e dei play e finge que ainda estava assistindo. Ele acordou e olhou para mim.

- Eu dormi muito? - Perguntou.

- Não. Só dormiu o suficiente para ver a família se mudando. A mulher sendo possuída. O cachorro morrendo. A criança se assustando. Só perdeu isso.

- Ainda falta algumas horas até o jantar. - Falou parecendo chateado.

- E daí? O que tem de ser resolvido vai ser lá. - Falei para tranquiliza-lo, mas isso não é o meu forte fazer as pessoas se sentirem melhores.

- Eu sei... Só que eu não sei o que falar...

- Sabe... Diz que quer ir embora. Diz que quer um acordo com eles. Só não pode abaixar a cabeça.

- Só que as coisa não são tão simples assim.

- Eu nunca disse que seria simples, mas é o que você tem que fazer... Relaxa que tudo vai certo.

- Ou vai dar tudo errado... - Por que ele tem que ser tão pessimista?

--------------- Mais tarde -------------

Estava quase na hora do jantar. Nathaniel disse que eu devia tomar um banho para poder descer, ele disse que iria tomar banho também e para que nenhum de nós dois se atrasasse - pelo visto eles prezam a pontualidade nessa casa. - eu devia tomar banho no banheiro do corredor e ele no banheiro do quarto dele. Estava quase escurecendo e os corredores da casa estavam com a luz apagadas. Olhei para dentro do quarto e fiquei tentado a volta e esperar Nathaniel sair para eu tomar meu banho no banheiro do quarto dele, mas seria bobagem da minha parte. A única coisa que eu tinha que fazer era atravessar o corredor e ir até a quarta porta, entrar no banheiro, tomar um banho e voltar para o quarto sem dar de cara com a fantasma depressiva ou o lobisomem mal-humorado ou então a criança feia.

Fui até a porta do banheiro e a abri rapidamente. Eu não pretendia demorar muito no banho. Quanto mais rápido eu terminasse ali, mais rápido eu me arrumava, descia e acabava com tudo naquele jantar, bem... essa parte não é minha, eu só vou evitar que loiro tome a pior surra da vida dele.

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Assim que terminei de tomar um banho me vesti dentro do banheiro mesmo, não sei, mas acho que não seria correto atravessar o corredor só de toalha, eu posso ser atacado pela irmã pervertida do Nathaniel. Quando estava arrumado saí do banheiro e me direcionei até o quarto do loiro, mas antes que eu pudesse chegar lá senti meu braço ser puxado bruscamente e em seguida meu corpo foi empurrado contra a porta do quarto de Nathaniel. Olhei para a pessoa que tinha feito isso e vi que meus pesadelos se tornaram reais.

A criancinha feia me atacou no corredor escuro.

E cheguei a conclusão que ela é a definição de "você não vai querer encontrar com isso numa rua escura.".

- Eu sei o que você está fazendo. - Disse fazendo voz sexy... Quer dizer, tentando, né?

- Eu gostaria de poder dizer o mesmo sobre você. - Falei tentando me esquivar dela, mas ela ficou nas pontas dos pés e bem próxima ao meu rosto, mas ela não me beijou porque eu me esquivei.

- Ah, vamos lá... Você não está aqui por causa do seu irmão. É porque finalmente percebeu que gosta de mim, tanto ao ponto de fingir ser amigo do meu irmão. - É sério que ela falou isso?

- Você está louca!

- Ah, vamos lá Castielzinho... Não vai contra seus instintos e me beije! - Ãnh? Alô polícia? Estou sendo assediado por uma louca.

- Ambre... Na moral... Vou falar só uma vez... - Falei tateado desesperadamente a porta para alcançar e logo consegui alcança-la. -... Eu não gosto de você! - Falei abrindo a porta e entrei rapidamente e bati a porta na cara dela. - Garota nojenta.

- Se bate na porta antes de entrar no quarto dos outros, sabia? - Perguntou o loiro. Olhei para ele e ele estava de toalha.

- Não enche loiro. Aliás, sua irmã tentou me estuprar ali no corredor. - Ele riu quando eu terminei de falar.

- Ela não pode evitar. Ela gosta de você.

- Ah, que ótima desculpa para abusar de alguém, não é mesmo? - Falei sarcástico. - E, por favor, demore para se arrumar.

- Por quê?

- Eu quero me preparar psicologicamente para ficar na mesma mesa que seus pais. E principalmente com o seu pai!

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Assim que Nathaniel se aprontou - o que não demorou. - descemos para o jantar. Ele disse que sempre desce primeiro para colocar a mesa. A família dele não tinha descido ainda, mas já tinha cheiro de comida pronta vindo da cozinha. Nathaniel disse que eu devia espera-lo na sala de estar. Parecia que cada coisa colocada naquele ambiente tinha custado a maior fortuna. A sala era linda, no entanto eu tinha a primeira impressão que essa parte da casa ficava vazia com frequência, e por falar em vazia, durante o dia eu não consegui ouvir nada vindo do corredor, nenhum barulho. Essa casa é extremamente quieta, chega a ser incomodante, vou ficar feliz em ir embora amanhã de manhã.

Resolvi sair da sala e ver se Nathaniel precisa de ajuda. Não porque eu estivesse com vontade de ajuda-lo, mas é que na sala estava entediante e eu não queria ficar lá esperando a TV ligar sozinha e em seguida começar várias coisas sobrenaturais ao mesmo tempo. Entrei na cozinha e vi que Nathaniel colocava a mesa com uma cara não muito boa.

- Ei... Quer ajuda? - Perguntei.

- Eu disse que você devia esperar na sala, não é? - Disse terminando de colocar um copo junto ao prato.

- É, mas eu faço o que eu quero... Você sabe disso...

- Se queria me ajudar chegou tarde. - Disse depois de um suspiro. - Já acabei aqui. Eles vão descer logo, provavelmente meu pai já deve ter chegado. Aliás, você come lagosta, né?

- Não com frequência, sabe... Eu costumo comer algo que caiba no meu orçamento. - Ele riu com isso.

- Em breve não teremos mais orçamento para comer esse tipo de coisa, e então estaremos iguais.

- Não imagino sua família pedindo pizza e nem comendo fest-food, principalmente sua irmã: "Ai, que comida gordurosa, vai me encher de espinha" Hahaha. - Falei imitando a voz nojentinha da Ambre.

- Não ria dela, ela cresceu vivendo em torno de tudo isso aqui, e ela não faz ideia da velocidade na qual estamos ficando pobres.

- Ela vai saber quando o cartão de crédito dela ficar sem saldo disponível.

- Você é terrível. - Disse e deu uma risada breve.

Ouvimos passos vindo na direção da escada, provavelmente os "Adams em cor" sentirão fome, nessa altura eu só esperava que o jantar fosse uma lagosta mesmo ao invés de ser Nathaniel a milanesa ou até mesmo eu com acompanhamento de manteiga.

-----------

É, estava bem tenso a situação em que todos ali se encontravam, menos eu, eu estava de boas, no entanto, devo admitir que estava surtando com a lagosta que me deram, que não com a lagosta em si, mas se com a casca e a porcaria dos talheres que me deram para abrir ela. Quanta frescura, o negocio é abrir com a mão mesmo, mas se eu fizesse isso eu ia receber uma série de olhares de reprovação, ainda mais vindos de Nathaniel.

- Então... - Começou Francis. A direção de todos volto para ele, eu não me interessava em olhar para a cara de lobisomem dele, mas fiz isso só para ver e ouvir o que ele iria dizer, para que assim eu chegasse a conclusão se eu devia dar um murro na cara dele ou deixaria quieto. -...Hoje, finalmente, temos Nathaniel de volta em casa e todos devemos dizer que estamos gratos por isso. - Se falsidade matasse esse daí já estaria estirado no chão, ele fala que está feliz pelo filho ter voltado da mesma forma que eu falo que irei para a escola pela manhã. - Acho que devo agradecer mais uma vez a você Castiel por ter mantido ele em segurança. É bom que você esteja aqui conosco, aliás. Não concorda Adélaide?

- Sim. É muito bom que tenha aceitado vir aqui. - Fale por vocês.

Nathaniel se mantinha de boca fechada, eu tentava imaginar quando ele iria dizer o que ele tinha de dizer, mas acho que na presença do pai ele se torna um cãozinho assustado.

- Bom, Nathaniel. - Continuou Francis a falar. - Eu e sua mãe conversamos um pouco, e chegamos a conclusão de que não deveríamos mais aturar esse tipo de comportamento vindo de você, não te criamos para dar esse tipo de trabalho para nós e nem para terceiros. Então, resolvemos te mandar para um bom colégio interno é longe e é rígido, e acreditamos que é tudo o que você precisa no momento, você tem que ficar longe de distrações. - Nathaniel ficou assustado e amedrontado. Nem ao menos conteve a boca aberta.

- Mãe... Você concordou com isso? - Perguntou mostrando uma decepção que jamais eu tinha visto em alguém.

- Sim filho. É o melhor para você... - Ela não o encarou para dizer aquelas palavras, mas dava para perceber que ela foi forçada a dizer isso, de todas as formas eu tomava mais ódio por Francis, ele era um covarde de muitas formas e um babaca de muitas formas.

- Vocês não sabem o que é o melhor para mim. Nunca souberam!

- Não reclama, Nathaniel. Papai e mamãe estão fazendo o melhor que pode pela gente. - Disse Ambre. Essa garota sempre me faz repensar na minha opinião de homens não baterem em mulher.

- Ambre está certa, Nathaniel. Estamos tentando te dar uma ótima educação. - Disse a mãe de Nath. Essa mulher parece um robô.

- Eu quero ser emancipado! - Finalmente, achei que não ia ser hoje que ele diria isso.

- Quem disse que você tem o direito de exigir alguma coisa? Não passa de um moleque. Mantenha os bons modos na frente das visitas e termine a sua comida. Não voltaremos a falar sobre essa sua ideia tola de ser emancipado, é claro que você não iria conseguir se cuidar sozinho e sem a orientação certa você acabaria participando se misturando com más companhias. - Só um segundo. Isso foi uma indireta para mim? - Você vai para o colégio interno e acabou.

A coisa que mais me revoltou foi o que aconteceu a seguir. Nathaniel simplesmente abaixou a cabeça e voltou a sentar na cadeira. Ele simplesmente abaixou a cabeça para o que pai disse sem nem ao menos reagir ou protestar contra.

- Quer saber... Perdi a fome. Vou pro meu quarto. - Disse Nathaniel levantando e foi em direção as escadas. Eu fiquei lá, mas eu não senti vontade de ir atrás dele e talvez nem devesse.

- Ah... - Procurei algo de bom a dizer, para poder sair daquele clima. -... A lagosta está deliciosa.

- Obrigado. Você é um rapaz adorável. - Agradeceu a mãe de Nathanie.

- "E você é uma mulher muito submissa" - Pensei. Continuei a comer e assim que eu subisse eu iria ter uma conversa bem séria com Nathaniel.

---------- Depois do jantar ----------

Eu resolvi me retirar da mesa assim que o jantar acabou, Ambre se ofereceu para lavar meu prato e é claro que eu deixei. Subi as escadas rápido e entrei no quarto de Nathaniel. E vi ele deitado na cama.

- Qual é o seu problema? - Perguntei.

- Por favor, Castiel... Agora não.

- Escuta aqui. Eu sei que você não queria desafiar o seu pai, mas foi ele dizer que ia te mandar para um colégio interno, que nem você sabe onde é, você abaixou logo a cabeça.

- E o que você queria que eu fizesse? Até minha mãe concordou com isso.

- A sua mãe não concordou porque quis. Ela deve ter sido obrigado por ele.

- De qualquer forma, contanto que eu não fique aqui, não me importo para onde eu vá. Não deve ser um lugar pior do que aqui.

- Então é assim. Ao invés de lutar por tudo o que quer prefere se entregar e fingir que tudo está melhor assim?  - Ele não me respondeu, só deu um suspiro. - Então pra que quis minha ajuda?

- Desculpa ter colocado você nessa. Pode ir embora amanhã e fingir que não existo como antes. - Disse sentando na cama.

- E sua vida aqui?

- Que vida? Eu só estudo no mesmo colégio há anos onde todos não gostam da minha presença porque acham que no mínimo erro eu vou reportar para a diretora.

- Mas só que se você aceitar o que o seu pai disse, você vai estar deixando ele controlar a sua vida para sempre. Que tipo de pessoa quer uma vida que é planejado pelos outros? - Ele ficou calado. Depois de um breve momento ele resolveu dizer algo, no entanto, totalmente fora do contesto:

- Vá escovar os dentes. Logo, logo eu vou dormir.

Percebi que naquela noite ele não iria aceitar uma conversa comigo. Fui até a minha mochila e peguei minha escova de dentes. Saí do quarto de Nath e fui para o banheiro no corredor.

Eu não conseguia acreditar que Nathaniel não se dava o direito de escolher o que ele queria da vida. E a forma que ele abaixava a cabeça para tudo que era dito pelo pai chegava a ser humilhante. Acho que ele não recebe apoio nenhum dentro dessa casa, até mesmo a mãe fica submissa perante a Francis, eu não falo de Ambre porque ela é um burra obediente por natureza.

Assim que terminei de escovar os dentes saí do banheiro, mas recuei para trás ao ver o pai de Nathaniel ir para o quarto do loiro. Eu não sabia o que ele iria fazer ali, mas eu já tinha uma ideia do que poderia ser, mas eu não deveria interferir, então fiquei com a porta do banheiro aberta e comecei a escutar o máximo que eu podia.

- Você é desgosto para mim! - Deu para ouvir a voz de Francis nitidamente. - O que deu na sua cabeça para me desafiar, e mais, o que te fez pensar que podia trazer aquele delinquente juvenil para cá? - Como é que é? Esse babaca me chamou de delinquente?

- Me dê a emancipação se eu sou um problema para você.

- Não! Você vai para aquele colégio interno e ponto final. Você sabe quais são as consequências por me desobedecer, Nathaniel. E eu devia te dar uma surra por ter fugido, mas não vou fazer isso enquanto aquele moleque estiver aqui. - Esse cara tá abusando da sorte. - Mas se considere avisado! - Ele saiu do quarto de Nathaniel, no corredor ele encontrou com Adélaide, ela não estava com boa cara.

- Por que tem que ser assim tão duro com ele? - Perguntou ela. Ela estava séria.

- Cale a boca e vá tomar os seus remédios. - Disse passando por ela.

- Eu não quero que ela vá para longe. Por favor, dê a emancipação...

- Nem mais uma palavra. - Disse ele dando um tapa na cara dela, eu tive que me segurar para não ir até lá. - Seu filho é um problemático e enquanto ele carregar o meu nome eu decido a vida dele!

- Você não tem o direito de fazer isso!

- E o que você vai fazer? Se me lembro bem você concordou. E o que acha que ele vai fazer assim que conseguir a emancipação depois do que você disse lá embaixo? Ele vai virar as costas tanto para mim quanto para você.

- Eu não me importo!

- Pois deveria. - Disse virando as costas.

- E a sua empresa secreta? O que aconteceria se ela não fosse mais tão secreta? - Perguntou de forma ameaçadora.

- Está me ameaçando? Seu nome também está lá, e você sabe disso, você não correria esse risco nem mesmo pelo seu filho querido. E quando for pensar em me ameaçar de novo, lembre-se que eu posso te expulsar dessa casa ainda. Então fique calada antes que mais alguém ouça. - Ele subiu as escadas no fim do corredor e a mãe de Nathaniel também.

Como imaginava ela vivia sobre ameaça dele, mas o que eles quiseram dizer com "empresa secreta"? Bem, pelo visto é algo que ele, principalmente, não quer que ninguém descubra o que é, mas seja lá o que for dá para fazer uma chantagem, e deve estar lá no escritório, mas se eu quiser ir lá eu terei que ficar aqui até amanhã para poder descobrir tudo...

Da para suportar mais um dia aqui, mas não sei matar o Francis.

CONTINUA...


Notas Finais


Nossa, olha as tretas. E Castiel vai ficar na casa de Nathaniel por mais uma noite. Aí sim... E ele quer descobrir sobre essa empresa secreta de Francis. Próximo capitulo tem previsão de ser maior e por isso irá demorar pelo menos duas semanas. Então paciência. Obrigado por terem esperado até agora e vejo vocês no próximo capitulo. Comentem bjs s2.

PS: Então, desculpas por não estar respondendo a vocês, mas é que eu ando sem tempo, mas agradeço a vocês pela fanfic estar crescendo, então assim que der eu volto a responder os comentários. bjs de nutella.


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