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História Love and Friendship - Capítulo 2


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Notas do Autor


Desculpem a demora. Fiquei com um pouco de dificuldade para elaborar tudo. Mas espero que gostem. Boa leitura.

Capítulo 2 - Você é diferente


Fanfic / Fanfiction Love and Friendship - Capítulo 2 - Você é diferente

P.O.V. Katherina

Eu: Como isso pode estar acontecendo? Você era só meu gato até alguns minutos atrás. Agora você é um rapaz bonito que está me abraçando e me confortando.- falei enxugando as lágrimas e ele riu. Que risada gostosa de se ouvir.

Gui: O que eu vou te contar agora vai parecer loucura e por isso quero que me escute com atenção.- eu assenti e ele me puxou para o quarto e me sentou na cama, sentando ao meu lado logo em seguida.- Eu sou um familiar. 

Eu: Familiar? Como assim?

Gui: Um Familiar é a companhia de um bruxo ou bruxa que age como um servo. Sua aparência varia de acordo com o tempo gasto sendo um animal, eles também podem se metamorfosear em seres humanos. Ambos, Familiar e bruxo, compartilham um vínculo especial podendo ocorrer até mesmo de um dar sua vida pelo outro. Porém meu caso é um pouco diferente. Eu era a companhia de um homem muito poderoso, ele nem é considerado um bruxo por ser mais forte e ter mais poder que os bruxos normais. Enfim... Ele me mandou seguir você porque está apaixonado, e como um bom servo eu obedeci, mas... Por algum motivo eu acabei me apegando muito a você e a minha ligação com você acabou sendo mais forte do que a que tenho com ele.- ele suspirou e eu apenas ouvia atentamente. - Muitas pessoas descobriram os sentimentos dele por você e muitos vieram tentar te levar para atingir ele, mas eu consegui me livrar de todos. Katherina, eu não te protegi porque me deram ordem, mas sim porque você se tornou minha família. E agora que você sabe de tudo, pode ir conhecer o Klaus, e precisamos ir o quanto antes porque há dois bruxos vindo aqui para tentar te matar.- eu estava paralisada, era muita informação. - Desculpa. Acho que te assustei falando tudo de uma vez só assim.

Eu: Não... Tudo bem. Pelo menos agora eu sei de tudo. Mas... Eu preciso ir agora?

Gui: É bom que a gente não esteja mais aqui quando aqueles bruxos chegarem.

Eu: Entendo. Posso ao menos trocar de roupa primeiro? Acho que não vai ser legal conhecer o Klaus de pijama.- ele riu.

Gui: Tudo bem. É bom você se trocar mesmo.- ele ficou parado me olhando. 

Eu: Ok mas... Você pode me dar licença também? 

Gui: Já te vi nua várias vezes. 

Eu: Sim, mas dessa vez é diferente. 

Gui: Por que?

Eu: Antes você não podia fazer nada porque era um gato.- ele gargalhou.

Gui: Entendi. Então agora eu tenho mãos que podem tocar todo o seu lindo corpinho?

Eu: Pode. Mas não deve. Porque eu tenho certeza de que você não quer morrer.- sorri sarcástica. 

Gui: E você está com medo disso? Do que eu posso fazer com você? - se levantou e veio até mim ficando bem próximo. Pude sentir meu coração acelerar.- Se for isso... não precisa ter medo. Mesmo que eu fizesse algo com você, tenho certeza de que você iria amar.- saiu do quarto e me deixou ali sozinha, tentando processar o que acabou de acontecer. Comecei a trocar de roupa e vesti uma camisa branca e uma calça preta, se ele tentar algo quero me certificar de dar o máximo de trabalho possível. Calcei um sapato preto e saí do quarto indo até a sala.

Eu: Guinho?- chamei olhando ao redor.

Gui: Estou aqui.- falou saindo da cozinha com um pedaço de bolo na mão e terminando de comer.- Sério? Calça? Você gosta de dar trabalho. Mas ainda continua linda.- ele sorriu. 

Eu: Foi apenas precaução, Guinho. E então? Como vamos?

Gui: A propósito... meu nome verdadeiro é Damon. Mas pode continuar me chamando de Guinho, eu gosto. E quanto a como vamos... tenho que te avisar que pode doer um pouco, então é melhor você relaxar e respirar fundo.- naquele momento ouvimos um barulho alto, que quando virei para ver notei que a porta da frente foi derrubada.- Na verdade parece que não temos tempo para isso.- ele veio até mim.- Só me abraça forte e fecha os olhos, tá bom?- assenti e assim fiz. Em instantes um silêncio se instalou e eu fui abrindo os olhos devagar. Já não estávamos em minha casa. Minha cabeça doía muito.

Eu: Onde estamos?- perguntei me soltando do abraço. 

Gui: Na casa do Klaus. Provavelmente ele não está em casa, então... quer que eu te mostre o lugar?- eu assenti massageando a cabeça.- Ótimo. E não se preocupa, essa dor vai passar daqui a pouco. 

Eu: Espero que sim.- começamos a andar pela casa. Guinho fazia piada com algumas coisas da decoração que era meio antiga. Ele pegou uma espada e apontou pra cima e falou "Pelos poderes de Grayskull. Eu tenho a força." Eu fiquei um bom tempo rindo das suas palhaçadas, ele dava sua total atenção à mim. Conversamos para compensar todo esse tempo que ele esteve comigo mas não pôde dizer uma palavra. 

Gui: Eu vi você fazer tantas escolhas erradas. Tinha vontade de te trancar no seu quarto p'ra você ficar longe de problemas. 

Eu: Eu sempre queria saber sua opinião sobre as coisas. Tipo quando conheci o Jeremy.- ele ficou sério. 

Gui: Eu não gosto daquele cara.- entortou os lábios. 

Eu: Por que não?- perguntei surpresa.

Gui: Depois que você conheceu ele, você saía sempre que podia para ver ele. Isso me deixava um pouco triste por ficar sozinho naquela casa. Por isso eu comecei a sair, e as vezes passava a noite fora.

Eu: P'ra onde você ia? O que ia fazer?- ele me olhou e deu um sorriso malicioso. 

Gui: Quer mesmo saber? Não sabia que você curtia falar de coisas assim. Se quiser te dou até detalhes.- senti minhas bochechas queimarem, devo estar muito vermelha. 

Eu: Não! Não precisa.- toquei meu rosto com  mãos.- Em todo esse tempo que estive com você, nunca teria trocado de roupa na sua frente se soubesse que é tão tarado.

Gui: Só p'ra você saber, eu não sou tarado. Eu só gostava de admirar seu corpo, ele é muito bonito e... sexy.- abracei meu próprio corpo.

Eu: Podemos mudar de assunto?- ele riu.- Me fala... Como é o Klaus? Do que ele gosta? E o que ele não gosta?- perguntei quando chegamos na sala e sentamos no sofá. 

Gui: Bom... Ele é bem durão as vezes, muito cabeça dura, mas sempre protege quem é importante pra ele. Você pode acabar estranhando no início porque ele é meio mulherengo, costuma estar sempre rodeado de mulheres. Mas tenho certeza que ele vá deixar isso de lado quando souber que você está aqui.

Eu: Se ele está sempre rodeado de mulheres por que ele me quer? Ele pode ter qualquer uma. 

Gui: Você é diferente. É ingênua mas sabe enfrentar os problemas de frente. É gentil, doce, tem um ar de menina mas é muito sexy e atraente quando quer. Você... sempre vê o melhor lado das pessoas por mais terríveis que elas sejam. Kath... Eu... Se você quiser eu te levo embora daqui, e você não precisa ver ele. Eu compro um apartamento novo pra você, e continuo ao seu lado, tudo para te deixar longe dele. Eu não quero que se machuque por causa dele.

Eu: Calma, Guinho. Do que você está falando? 

Gui: Eu... Acho que me arrependi de ter trago você aqui. Vamos voltar outro dia? A gente volta quando ele estiver em casa.- ele se levantou me puxando pela mão, mas parou assim que a porta da frente foi aberta. Nós ficamos esperando a pessoa entrar, até que a porta se abriu totalmente revelando um homem branco, loiro, muito bem vestido, o mesmo estava acompanhado de duas mulheres seminuas. Me soltei de Guinho e me afastei, voltando para a sala. Aquele só pode ser o Klaus, que abraçou o Guinho assim que o viu.

Kl: Não acredito que está aqui. Damon, você finalmente está aqui. Vamos beber para comemorar sua volta. 

Gui: Klaus... 

Kl: Vamos lá meu amigo, posso até te emprestar uma das minhas acompanhantes.- riu e puxou o Guinho para a sala. Eu fiquei sentada no sofá e ele passou por mim, pareceu não notar minha presença, ele estava muito sorridente e distraído com a presença do Guinho. Ele foi até um armário, pegou uma garrafa de whisky e pôs sobre a mesa de centro, e sentou no outro sofá de frente para mim. Ele colocou os dois corpos que segurava na mesa bem devagar, enquanto encarava um ponto fixo no chão. Eu continuei parada, apenas encarando aquele homem na minha frente. Aos poucos ele foi levantando o olhar e finalmente deu sua total atenção à mim, o mesmo estava boquiaberto, nossos olhares se encontraram e pude sentir algo estranho, diferente, mas em momento algum eu quis desviar o olhar. Seus olhos eram azuis com um tom meio esverdeado, eu tentei com todas as forças olhar para outro lugar mas não conseguia. 

Kl: Katherina.- sua voz saiu como um sussurro,  mas ainda sim pude ouvir. Sua voz rouca fez meu corpo estremecer, mas tentei ao máximo não demonstrar meu nervosismo.  

Eu: Eu mesma.

Kl: C-como pode estar aqui?- ele levantou e veio até mim, se ajoelhando em minha frente.- Eu sonhei tanto com esse momento. Poder te ver frente a frente, poder te tocar.- falou passando a mão pelo meu rosto. Olhei para o Guinho e o mesmo estava sério, apenas observando tudo.- Por que não me disse que traria ela aqui?- Guinho não disse nada.

Eu: Ele não planejou nada disso. Tivemos que vir devido as circunstâncias. Bruxos invadiram minha casa tentando me levar, e o Guinho me trouxe para me salvar.

Kl: Guinho?

Eu: Damon... 

Kl: Eu estou muito feliz que esteja bem. E obrigado Damon, por cuidar dela.

Gui: Ela é minha família. Vou proteger ela nem que eu tenha que dar minha vida pela dela.- Klaus o encarou.

Kl: Como é? 

Gui: Olha... Klaus... Eu não sei quando ou como isso aconteceu, mas... Katherina e eu acabamos tendo uma ligação muito forte. Eu ainda estou tentando entender o porque disso tudo, mas acho que foi por isso que ela finalmente conseguiu me entender e eu pude finalmente mostrar minha verdadeira forma para ela.

Kl: Isso nunca foi sobre você, Damon. Eu só te pedi uma coisa. UMA! E nem isso você fez direito. Na primeira oportunidade que teve, se ligou a ela, e está até disposto a morrer por essa garota, coisa que você nunca faria por mim.

Gui: Ela é muito diferente de você, Klaus.  

Kl: O monstro aqui é você, Damon, diferente de você eu não sou um assassino.- Guinho pareceu fraquejar, deu um passo para trás e encarou Klaus assustado, era bem visível a aflição em seu olhar.

Eu: Cala a boca, Klaus.- ele se virou para mim e me olhou espantado por te me pronunciado assim, mas eu não podia deixar que ele falasse com meu amigo daquele jeito.- Que direito você tem para falar assim com ele? Até onde sei o mentiroso aqui é você, que se diz apaixonado por mim, mas na primeira vez que o vi e pude ter contato com você, estava acompanhado com outras mulheres.- falei apontando para as duas moças que chegaram com ele e assistiam tudo caladas desde que chegaram.

Kl: Você entendeu tudo errado Katherina.

Eu: Se eu entendi errado ou não o problema é meu. Eu sinceramente não quero mais olhar para sua cara hoje, Klaus.- fui até Guinho e o puxei pela mão até o quarto que ele havia dito que seria meu. Sentei ele na cama e fechei a porta. Ele apenas me olhava calado, até se pronunciar quando me joguei sobre a cama.

Gui: Por que fez aquilo?

Eu: Aquilo o que?

Gui: Enfretar o Klaus daquele jeito...

Eu: Ah você está falando de ter defendido meu amigo? Eu fiz porque eu não podia deixar ele te tratar daquele jeito.

Gui: Mas ele estava certo.- baixou a cabeça e encarou suas mãos enquanto brincava com os próprios dedos.

Eu: Não! De jeito nenhum. Você não é um monstro, Guinho. 

Gui: Tem coisas sobre mim que você precisa saber e...- o interrompi.

Eu: Não precisa contar agora. Eu estou cansada, tive um dia cheio, quero muito dormir. Será que podemos ter essa conversa amanhã?- ele assentiu.- Ótimo. Agora... Você consegue se transformar em gato outra vez? Não sei se vou conseguir dormir sem você.- ele riu.

Gui: Vai dar um pouco de trabalho me transformar de novo, mas posso ronronar para você, se quiser.

Eu: Eu agradeço.- deitei e encarei o teto, logo sinto um peso sobre meu peito, olhei e ele havia deitado sobre mim. Passei meu braço esquerdo em volta do seu pescoço enquanto acariciava seu rosto com a mão direita. Beijei sua testa e fechei meus olhos.- Eu prometi que ninguém lhe faria mal algum.- suspirei pesado e em pouco tempo peguei no sono, ouvindo aquele ronronar que me acalmou todas as noites.



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