História Love and Hate - Capítulo 20


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Categorias Girls' Generation
Personagens Taeyeon, Tiffany
Tags Drama, Girls'generation, Romance, Taeny, Taeyeon, Tiffany
Visualizações 51
Palavras 1.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá,

As reações que eu esperei sobre o capítulo anterior não vieram. Deixei a resposta para a pergunta que vcs tanto que queriam. Foi só então que descobri que o erro foi meu, não marquei de quem era os flashback no capítulo anterior, dando margem a dúvida. Corrigi a marcação, e se tiverem curiosidade podem ler somente os flashbacks antes de iniciar esse capítulo. Ou se preferirem ler só esse, o efeito será o mesmo.

Prontos?

Boa leitura.

Capítulo 20 - Tiffany


Fanfic / Fanfiction Love and Hate - Capítulo 20 - Tiffany

Flashback On - Tiffany P.O.V.


- Me responda. Se você não é a Miyoung, quem é você? - Papai perguntou me colocando sentada novamente em seu colo.

- Eu já disse papai, eu não me chamo Miyoung. - Eu falei vendo ele me olhar esquisito.

- Então qual é seu nome, meu amor? - Ele perguntou segurando nas minhas mãos.

- Tiffany, eu já falei várias vezes, meu nome é Tiffany. - Falei irritada por ele não se lembrar do meu nome.

Flashback off


Dias atuais…

Jun P.O.V.


Tudo aquilo era demais para mim. Carregar o peso de um segredo era algo que acabava com a minha sanidade. E agora havia dois segredos, e a cada vez que eu pensava em contar meu coração batia acelerado. Saí do quarto de Tiffany e saí para fora do hospital. Eu precisava de um ar fresco para clarear a minha mente. Minhas irmãs estavam tão perto uma da outra, mas ao mesmo tempo estavam distantes. Caminhei em direção a floresta e sentei em um banco afastado da entrada do hospital. Isso me fez lembrar da minha infância junto delas, quando fomos acampar pela primeira vez e Tiffany cortou o pé em um galho. Ela era forte, demonstrava ser, ela não chorou naquele dia mesmo que seus olhos estivessem prontos para isso. 


Lembrar era algo doloroso, era como se tivesse acontecido no dia anterior e não anos atrás. Eram poucos lembranças de nós três juntos, mas eram preciosas demais para ser esquecidas. Tiffany. Miyoung. Miyoung. Tiffany. Muito coisa mudou desde então. Fechei os olhos tentando controlar a minha respiração enquanto tentava decidir sobre o que Taeyeon me pediu uma hora atrás. E as lembranças surgiram como um vento que passa arrastando tudo, levando tudo de mim.


Flashback on - Jun P.O.V.

Anos atrás, alguns dias depois do sequestro…


- Jun, encontraram uma de suas irmãs. - Mamãe falou sorrindo.

- Quem? Quem eles encontraram? - Perguntei um pouco aliviado.

- Encontraram a Tiffany. - Mamãe falou e de repente seus olhos ficaram marejados.

- Vamos, mamãe. Eu quero ver a Tiffany. Eu quero pedir desculpa, eu quero vê-la, mamãe. - Falei lembrando do fato dela estar chateada por não ir brincar com ela.


Quando a porta do quarto do hospital se abriu, meu coração bateu acelerado. Fiquei imaginando se Tiffany me perdoaria por tudo que passou por minha causa. Mamãe dizia que eu não deveria me culpar, mas eu não conseguia me esquecer da expressão da minha irmã antes dela sumir naquele dia. Havia tristeza e decepção em seu olhar por eu não dar atenção a ela. Tentei ser forte e aproximei da cama dela. A minha irmã estava dormindo e quando eu aproximei da cama ela mudou de posição. Parei assim que a vi por completo. Não era Tiffany, e sim Miyoung. Minhas pernas tremeram e fui obrigado a segurar na beirada da cama. Minha mãe olhava para ela parecendo confusa e ela também sabia que estávamos enganados.


- Mamãe. - Miyoung acordou e estendeu os braços para ela.

- Minha menina. - Minha mãe falou pegando-a no colo e a abraçou.

- Com licença. - Um homem falou entrando no quarto. Quando me virei, encontrei um médico e uma enfermeira. - Você é a mãe da Tiffany? - Ele perguntou estendendo a mão para a minha mãe.

- Ela não é a Tiffany. O nome dela é Miyoung. - Falei apontando para a minha irmã mais nova.

- Meu nome é Tiffany. - Miyoung falou escondendo o rosto no ombro da nossa mãe.

- Não é não. Miyoung-ah porque você está falando isso? - Perguntei me aproximando e segurei na mão dela.

- A senhora pode me dar um minuto. Deixe as crianças aqui com a enfermeira, por favor. - O médico falou apontando para a mulher que estava próxima a ele.


A enfermeira pegou Miyoung nos braços da minha mãe e a colocou na cama. Subi na cama e sentei ao lado dela. Ela sentou em meu colo e colocou a cabeça em meu ombro. Alisei os cabelos dela enquanto prestava a atenção no que o médico dizia a minha mãe. Não conseguia entender muito da conversa, mas ouvi ele dizer que Miyoung estava traumatizada por causa da ausência de Tiffany e para evitar se lembrar da perda, ela dizia ser que a própria irmã gêmea.

Flashback off


Flashback on - seis meses após o sequestro.

Jun P.O.V.


- Miyoung-ah porque você continua dizendo que seu nome é Tiffany? - Perguntei ainda sem compreender.

- Psiu! - Ela falou colocando o dedo na boca indicando que eu fizesse silêncio. Ela segurou a minha mão e me levou para um canto no quarto ao lado do guarda-roupa.

- O que é isso? - Perguntei preocupado. Desde que encontramos Miyoung, às vezes agia estranho. Se escondia frequentemente com medo de algo que não sabíamos o que era.

- Vamos nos esconder aqui. - Ela falou sussurrando.

- Porque? - Perguntei confuso.

- Aquele homem quer me pegar, Tiffany disse que eu deveria correr. Eu tenho medo dele, quero ficar escondida. - Ela falou se encolhendo ainda mais contra a parede.

- Tiffany? Você viu a Tiffany? - Perguntei confuso, Miyoung nunca falava de Tiffany e sempre dizia que ela era a própria Tiffany.

- Vi. Ela disse… - Miyoung parou de falar e olhou ao redor como se verificasse se alguém estivesse ouvindo. - ela disse que eu deveria dizer a todo mundo que eu sou a Tiffany.

- Quando você viu a Tiffany? - Perguntei apavorado.

- Quando aquele homem tentou me pegar. - Ela falou parecendo apavorada.

- Que homem? - Perguntei tentando fazer ela falar. Miyoung nunca contava o que aconteceu depois que ela sumiu.

- Ele disse que era o papai, mas nós não temos pai. Tiffany disse para eu correr e pedir ajuda. Onde Tiffany está? Estou com saudade. - Miyoung falou abraçando as próprias pernas e colocou a cabeça sobre os joelhos. 


Saí do quarto correndo e contei a mamãe o que Miyoung disse, mas ela não parecia surpresa. Como se ela já soubesse que Tiffany estava com o homem que dizia ser pai de Miyoung. Então ela me prometeu que ia trazer a minha irmã de volta, mas mamãe nunca trouxe Tiffany de volta para casa. 

Flashback off


Jun P.O.V.


Tiffany só voltou para casa quando eu a trouxe de volta, desmemoriada. Suspirei ao lembrar de Tiffany internada perguntando quem nós éramos e quem ela era. Afastei a lembrança e levantei decidido a procurar um amigo que me auxiliaria na dúvida. Caminhei até o consultório dele e bati na porta. Alguns minutos depois ele abriu me olhando surpreso. Havia quase um ano que eu não o via. Ele indicou que eu entrasse e seu olhar indicava que ele já sabia o que eu fazia ali, então fui direto ao ponto.


- Você tem certeza de que toda a memória foi perdida? - Eu perguntei ainda desconfiado.

- Eu já te disse, Jun. A lesão cerebral é grande, a memória perdida não vai voltar. Tiffany não vai se lembrar. O que mais você quer que eu diga? - Ele perguntou suspirando. Já havíamos conversado sobre isso diversas vezes, por vários anos seguidos.

- Eu quero ter certeza que Tiffany não vai sofrer com as lembranças ruins do passado. Miyoung está morrendo e não sei o que fazer. - Respondi olhando para o neurologista que havia se tornado o meu amigo desde o dia em que trouxe Tiffany para o hospital dele.

- Eu sei que é difícil para você, mas ela não vai mais sofrer com passado. Eu prometo pela minha profissão, pela minha família, a perda de memória dela é irreversível. - Ele falou colocando a mão em meu ombro.

- Eu sei que diz a verdade, como médico neurologista e como meu amigo. Mas é difícil não pensar nas possibilidades. Eu tenho medo que algum dia Tiffany descubra que durante vários anos viveu utilizando o nome Miyoung e que sofreu nas mãos do  nosso tio. Eu não consigo imaginar como Tiffany se sentirá quando descobrir que Miyoung bateu o carro quando tentava socorrê-la. Eu tenho muito medo que ela se culpe por tudo mesmo quando era só a vítima de um tio perverso. - Falei ainda imaginando como Tiffany se sentiria.

- Jun, olha para mim. Tiffany jamais vai se lembrar do passado, jamais vai se lembrar da época em que viveu como Miyoung na casa do tio no Japão. O acidente eliminou qualquer vestígio do que ela passou nas mãos daquele crápula. - Ele falou visivelmente bravo.

- Obrigado por nunca contar a ela. - Falei grato por ele guardar o segredo por tantos anos. 

- Eu nunca contarei, isso é com você. Confie em mim, como sempre confiou. Tiffany não pode e não vai se lembrar da época que viveu como Miyoung na casa do pai de vocês. Ela também não vai se lembrar da adolescência e parte da fase adulta na casa dos tios. Para ela, ela será aquilo que vocês contarem, quem vocês disserem o que ela é. Quem ela é, como ela viveu essa parte esquecida da história dela. Mesmo que para ela algo possa ser diferente do que contam, ela nunca conseguirá distinguir o que é verdade ou mentira. - Ele falou apertando de leve o meu ombro.

- Minha mãe me contou que ela lembrou da nossa irmã. E como você explica o fato dela lembrar da infância com Miyoung? Da nossa infância juntos? - Perguntei ainda ansioso.

- A lesão afetou grande parte da memória dela, as memórias da infância foram preservadas, mas não todas. Não precisa se preocupar com isso. - Ele falou indicando a cadeira. Eu estava de pé desde o momento que eu cheguei em seu consultório.

- Então todas as lembranças… todos os tormentos… tudo, tudo que ela passou, ela nunca vai se lembrar, não é? - Perguntei, mas eu tentava acreditar naquela resposta que ele já havia dado para aquela pergunta.

- Sim. Nada. Tudo foi apagado. - Louis falou com convicção.

- Eu vou tentar acreditar. - Eu falei tentando me convencer disso.

- Eu sei que é difícil. - Ele falou compreensivo.

- Obrigado. Preciso ir. Tchau. - Falei me levantando.

- Não precisa agradecer. Tchau. - Ele falou abrindo a porta do consultório.


Depois dessa conversa decidi que era hora de contar para a minha família sobre Miyoung. Taeyeon tinha razão eu não poderia esconder a vida toda sobre isso. 


Notas Finais


Vivos para o próximo capítulo?

Vai ficar cada vez mais intenso. Mantenham a calma.

Até o próximo capítulo.


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