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História Love and Hate Jikook - Capítulo 25


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Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 25 - The reunion


Fanfic / Fanfiction Love and Hate Jikook - Capítulo 25 - The reunion

— Graças  a Deus  Jimin!

Meus olhos pareciam pesar duas toneladas, a minha visão  estava um pouco turva. Apenas enxerguei Jackson  a minha frente com mais duas pessoas  que percebi serem funcionários  do hotel em que estávamos.

— É  mentira não é  Jackson? Me diz que sim por favor.

Neste momento  fomos deixados sozinhos  e  ele se aproxima da cama com uma cara de quem sentia muito.

— Acabei de falar com a sua cunhada, ela esta tão  abalada. — Fez  uma pequena pausa  antes de continuar.
— Infelizmente  é  verdade  Jimin. Não sei nenhum detalhe sobre, mas o seu irmão  acabou sofrendo  um acidente fatal.

Eu não conseguia acreditar, não podia ser.
A notícia  me atingiu  de forma  indescritível. Ele foi e ainda é, um dos meus melhores amigos  e um dos maiores heróis  na minha vida.

Eu já havia sentido essa mesma sensação  há  anos atrás  quando o meu pai  faleceu. É como se o mundo que conhecemos parasse de existir, um desmoronamento interno  que nos deixa paralisados.

Mas não, eu não estava pronto  pra mais essa perda.

Me sentia  furioso comigo mesmo por não ter feito nada pra evitar. E  sim, como a minha mãe  falou, eu me sinto culpado. Mas eu juro que eu tentei  ajudá-lo, eu queria  que ele trabalhasse comigo. Mas ele tinha as próprias convicções  e  ele amava o trabalho que fazia na montadora. Ele estudou pra aquilo. Eu não o julgo  por fazer o que gosta.

A tristeza  me oprime quando imagino que nunca mais vou vê -lo.

— Compra nossas passagens  pra Coréia  agora. Você  vai comigo não é?

Digo já me levantando da cama.

— Claro amor. Só acho que vou depois de você. Tenho que cancelar  tudo por aqui  e avisar que você  não irá  participar das apresentações  finais. Assuntos burocráticos de contrato, mas que não podem ser deixados de lado. Mas eu vou ainda hoje.

Pego as chaves do carro que alugamos, precisava sair, a minha cabeça  estava como uma montanha  russa. Eu não tinha tanta certeza se conseguiria aguentar, queria ficar sozinho.

— Onde você  vai? Não esta em condições  de dirigir.

— Eu preciso sair.

— Eu vou junto.

— Eu quero ficar sozinho Jackson, por favor.

A minha voz já estava embargada pelo choro.

— Por favor  digo eu Jimin... não quero te perder.

Ele parecia tão  preocupado comigo.
Me aproximo do meu namorado  e  dou um beijo  singelo.

— Eu volto logo.

Sem esperar nenhuma reação  de Jackson pego o meu celular e saio rápido do quarto, logo  já estava no estacionamento.
Sair sem destino, andar pelas ruas, vê  os movimentos, os sorrisos das pessoas. Eu não podia sorrir, o meu coração  estava em pedaços. Mas sempre me considerei alguém  forte.

Encostei o meu carro no acostamento  da ponte Vincent Thomas e desci.

Quando crianças  eu e  o Chan  costumávamos  sair escondidos dos nossos pais para irmos a ponte Yanghwa. Ele sempre me levava, queria que eu conhece  e  me sentisse como ele. Amava, subia naquelas grades  de  ferro. Eu morria de medo, mas a sensação de liberdade...  O vento batendo em nossos rostos, era um momento único, mesmo sendo perigoso.

Só  de estar  ali  eu conseguia sentir aquela mesma sensação de liberdade  e  calmaria , era como se ele estivesse comigo agora me falando que vai ficar tudo bem.

Eu chorava copiosamente, estava de verdade  devastado.
Eu sempre  pensei  comigo mesmo que nunca sobreviveria sem o meu irmão, sem as suas risadas, sua forma de me tratar, seu jeito extrovertido.
Eu queria que por um descuido Deus  o tornasse eterno, mas ele se foi, e  dói  tanto. Só  quem já perdeu  alguém que ama muito sabe a dor que estou sentindo.

Eu realmente sou uma pessoa tão  ruim  a ponto  de estar sendo castigado dessa forma?

Meu corpo esta tomado por uma espécie de desespero, raiva, de impotência.
Era como se a mais cruel das torturas corporais  fosse um alívio.

O meu celular  começa a vibrar dentro do meu bolso.
Eu não iria atender, não queria falar com pessoa alguma.
Quando a pessoa do outro lado da linha desiste  vejo que chegou a notificação  de mensagem de Jackson.

" Amor  o seu vôo  sai daqui  duas horas "

Eu precisava voltar.

◎◎◎◎◎◎

— Não  se preocupa com nada. Daqui a pouco eu vou com o resto das nossas coisas.

Eu apenas acenei  positivamente, estava completamente inerte aquilo.
Já estávamos  no aeroporto, esperando a hora do meu vôo.

— Me liga quando chegar. Tenta ficar tranquilo  e não dê  ouvidos a sua mãe. Você  não tem culpa de nada. São  fatalidades.

Eu não conseguia falar nada. Apenas sorri pequeno. O sorriso mais falso que eu já dei em toda a minha existência.
Só  queria deixá-lo mais  tranquilo.

Foram longas horas de viagem e eu não preguei  o olho um minuto se quer, eu não conseguia.

Assim que desembarquei  em Incheon  já havia um carro com um motorista  me esperando  para me levar a Busan. Jackson  cuidou de tudo, inclusive sobre o velório.
Ele tem sido muito importante  para mim nos últimos  tempos.

Devido ao fuso horário a minha mente custou a raciocinar direito.

Fui direto para o cemitério, o mesmo em que o meu pai  foi enterrado.

O corpo do meu irmão  estava sendo velado em baixo  de uma grande tenda. Haviam muitas pessoas ali, muitas flores.

Minhas pernas perderam completamente as forças  e o meu corpo foi de encontro ao chão  antes mesmo  de conseguir chegar perto.
Algumas pessoas se deram conta da minha presença  e  foram me ajudar  até  que eu conseguisse me aproximar.

A  Mina  estava inconsolável  assim como a minha mãe. A ultima me lança  um olhar  acusador  de raiva, ela já havia me culpado  por telefone, mas agora pessoalmente  era ainda pior.

Se aproxima de mim.

— Não  derrame as suas lágrimas  falsas. Você  é  culpado  por tudo isso.

Ouço  as palavras duras da minha mãe mas relevo  e fico em silêncio. A dor era tão  insuportável  para ela quanto para mim.

— Por favor senhora Park.

Mina fala quase suplicando.
Cedendo aos apelos a minha mãe  se afastou  de mim.

A ficha caiu de verdade quando  eu vi  o seu corpo sendo coberto pela aquela terra. Já não era possível ver mais nada.

Todos davam o seu último  adeus e depositavam as suas flores no túmulo.

As pessoas foram se afastando  do local e eu permanecia ali imóvel. Olhando fixamente.

Um filme sobre todos  os nossos momentos juntos, a brincadeiras. A sua amizade com Jungkook, a forma como eles adoravam me irritar. Eu sentia falta disso. Eu daria tudo para ter esses momentos com ele de volta.

— Ele te amava mais do que você  imagina.

Mina fala ao se aproximar de mim.

— Ainda o amo mais que tudo.

— Eu sei... só  não liga pro que a sua mãe fala. Esta muito abalada.

— O Chen  sabe sobre a morte do pai? Cadê  ele?

— Eu falei que o pai  agora era uma estrela  e que agora estaria o vigiando la de cima. Para que se torne um bom  homem  no futuro. Ele é  novinho  ainda  mas é  muito esperto. Está em casa com os meus pais.

— Os meus avós? Eles não vieram?

— Os maternos sim, mas também  estavam muito abalados, foram  pra casa. Já os seus avós paternos a sua mãe  você  sabe...

— O que ela fez?

Em nenhum  momento  encarei Mina  enquanto conversavamos, mantinha o meu olhar no local onde agora o meu irmão  estava.

— Não  permitiu que eles entrassem.

— Ela não podia fazer  isso droga...

Como estava de joelhos no chão  dou um soco forte.

— Eu não pude impedir Jimin... me desculpa. Fiquei muito mal por isso.

Percebendo o meu estado e silêncio, apenas acaricia meus cabelos  e sai.

Sinto uma mão  sendo pousada sobre o meu ombro o que me provoca um pequeno susto.

— Eu sinto muito.

Aquela voz, tão  conhecida.
Não tenho reação  alguma, permaneço  sentado na mesma posição  sem encarar  Jungkook, eu não conseguiria.
As minhas lágrimas  banhavam  todo o meu rosto.

Sem pedir permissão  ele se abaixa e se encaixa atrás  de mim  onde abraça  as minhas costas  prendendo  suas mãos  as minhas.

— Não chora Jimin.

Amassava  os meus fios com as mãos enquanto deixava selares  na minha cabeça  e  orelha.

Me puxa pelos braços  me fazendo levantar  e encara-lo.
Segura o meu pescoço  com as suas mãos e logo depois me abraça  forte. Aquele abraço  de conforto  que só  ele poderia me dar  neste momento. E  eu o abraço  tão  forte  quanto.

" Eu quero dormir do seu lado. Mas é  tudo que eu quero fazer agora.
Eu quero voltar pra casa, pra você. Mas a casa é  só  uma sala  cheia dos meus sons mais seguros.
Porque você sabe que eu não posso confiar  em mim e em minha sombra demoníaca.
Prefiro alimentar  uma fantasia do que lidar com isso sozinho.
Então venha aqui agora e me acalme."

Jungkook  estava diferente, não só  fisicamente. A sua face esbanjava  maturidade apesar de ainda ser tão  novo.
Acho que nós  dois atingimos  um novo estágio de nossas vidas.

A forma como Jungkook  me acalmava  me envolvendo em seus braços. As suas mãos e os seus lábios ainda sabem o caminho.
Ele aproximava o seu rosto lentamente do meu, estavamos  próximos, muito próximos.

Ele iria me beijar ? E eu permitiria?

Isso já foi tão desgastante pra nós. Não posso trata-lo  como uma cura para dor que estou sentindo.
Quanto menos tempo ao seu lado, melhor será pra nós.
Mas eu não  me afastava nem ele.

— Jungkook!

Nos afastamos rapidamente  ao ouvirmos aquela voz feminina se aproximando.

Sara chega e entrelaça  os seus dedos aos de Jungkook  como se quisesse me mostrar  que estavam juntos. Como se eu já não soubesse.

— Oi Jimin? Meus pêsames.

— Obrigada.

A minha voz saiu falha  por tudo e também  pela proximidade que tive a pouco tempo com Jungkook.

— Vamos embora amor?

Diz olhando para o namorado.

— Sim,  claro.  Você  vem conosco Jimin?

— Podem ir indo eu vou ficar mais um pouco.

Ele acenou e saíram.

Eu queria ficar mais tempo. Mas começava a chover e eu ia precisar ir embora.
Nesse meio tempo eu recebi uma mensagem de Jackson  falando que havia acabado de chegar e pedindo desculpas por não ter acompanhado o enterro.
Pedi que o motorista me levasse até  a casa dos meus avós  paternos.

Quando chego lá  não podiam estar mais desolados. Não tiveram nem oportunidade  de se despedir do neto.

— Você  precisa comer alguma coisa filho. Já está  magrinho. Só  porque agora ficou famoso, não come mais na casa de pobre?

A minha avó  tentava me fazer tomar um pouco da sopa que fez.

— Não  fala isso nem de brincadeira  vó... a senhora tem a melhor comida do mundo inteiro... eu amo, mas é  que hoje eu não consigo.

De repente a campainha toca e a minha avó  vai atender. Deixando eu e o meu avô  na mesa. Eu pensei  que seria Jackson  já que ele estava vindo pra cá, mas não.

— Ah  Jungkook! E quem é  essa moça  bonita?

Meu coração  acelera.

— Ah  senhora Park, essa é  a minha noiva Sara.

— É  um prazer senhora.

Ouço  a voz fina de Sara.

— Lindos... entrem meus filhos.

Os olhares caem sobre nós e eu apenas dou um sorriso leve enquanto o meu avô  levanta para cumprimenta-los.

— Já jantaram?

— Não, mas não se preocupe viemos para uma visita rápida.

— Não  me digam que vão  voltar pra Seul  ainda hoje?

A minha avó  pergunta curiosa.

— Não...  estamos indo para um hotel.

Sara se mostrava interessada na conversa enquanto passava o olho pela casa.

— Não  vão  para hotel coisa nenhuma. Tem quarto suficiente nesta casa para vocês meu filho.

Vejo quando Sara bate em Jungkook  para que ele recuse.

— Não  queremos incomodar.

Responde tímido.

— Não  será  nenhum incomodo. O Jimin  fica no quarto dele  com o namorado  e vocês ficam com o antigo quarto da Aecha.

— Não  adianta discutir com a minha esposa garoto... ela não irá deixa-los  ir de forma alguma.

Eu de verdade não achava aquela uma boa idéia. É  bem desconfortável pra todos os envolvidos eu acho. Mas a minha avó  não concorda.

— A gente fica então.

A melhor foi a cara que a Sara fez, definitivamente  ela não queria ficar.

— Agora vamos jantar.

Estávamos todos à  mesa conversando  sobre diversos assuntos.

— A Aecha  vou viver com o viver com o meu antigo chefe do restaurante?

— Pois é  meu bem, a sua prima agora é uma mulher casada  graças a Deus. Eu lembro que ela tinha uma verdadeira obsessão  por esse garoto. — Aponta para Jungkook. — Lembra aquele dia que ela beijou ele quando vocês  namoravam? Logo você  que é  tão ciumento.

Tanto eu como Jungkook  ficamos constrangidos com a fala da minha avó. Não era bom relembrar  aqueles momentos, não com a sua noiva do nosso lado.

— Iii  vó  já passei dessa fase. Pergunta pro Jackson quando ele chegar.

Novamente a campainha  toca.

— Deixa que eu abro.

Digo já indo em direção  a porta.

Antes que Jackson pudesse falar qualquer coisa  eu avanço  em seus lábios  o puxando para um beijo.

— Estava com saudades amor.

Digo.

— Eu também  vida. Adoro essas suas recepções. Que bom que esta bem.

Eu sabia o que aquela minha atitude provocava. E  pode parecer que eu fiz de propósito, mas não  eu só  estava com saudades  do meu namorado mesmo. Mas ainda sim, de rabo de olho vejo a reação  de Jungkook. Era só  pra constar que ele também  percebeu que a minha vida também  seguiu.

E ta bom, não vou negar que vê  o Jungkook  e a Sara grudados não tenha libertado o meu lado provocador. Mas sinceramente  eu nem sabia o que estava fazendo. Nem clima pra isso existia.

Entrelaço  os meus dedos aos de Jackson  enquanto nos dirigimos a mesa de jantar.

Os meus avós  já conheciam Jackson  de outros tempos, aliás  foi a minha avó  que nos apresentou.

Ele cumprimenta a todos gentilmente.

Depois do jantar  fomos guardar algumas de  nossas malas no quarto, tomamos banho. Jungkook  e Sara também  fizeram o mesmo. Depois voltamos  pra sala  onde todos ja estavam.
Quando meus avós  se retiram para dormir, ficamos apenas nós  quatro.

Apesar de existir um desconforto  entre nós, o clima não era ruim.

Jackson  estava sentado no chão  entre as minhas pernas com a cabeça  em meu colo, enquanto eu acariciava o seu cabelo,  mas prestando atenção  no filme  que passava na tv.

— Jungkook  é  sério eu não consigo mais... preciso dormir.

Diz Sara e eu finjo não prestar atenção.

— Tudo bem... daqui a pouco eu vou. Quero saber o final do filme.

Ela vai pisando duro, acho que queria o que o moreno fosse junto.

Jackson  que já dormia no meu colo  vez ou outra se assustava com o barulho da tv.

— Amor vai dormir no quarto.

Tento acorda-lo.

— Ah! Hã? Quem esta tocando no eu homem?

Falou assustado.

— Ei  calma... você  estava sonhando. Vai pra cama.

Jungkook  observava  atentamente aquela situação.

— Esse filme é  muito bom, pena que já esta terminando. Você  não vai assistir o final Jimin?

Diz Jungkook  quando me ver levantar  com o Jackson.

Na verdade  eu realmente estava gostando do filme. Era um suspense  bem legal.

— Pode terminar  o filme amor... eu vou indo dormir.

Pensei algumas vezes e decidi fica. Não  tinha mal nenhum não é  mesmo?

Beijo os lábios do meu namorado e ele sobe.

Estava sentado em um sofá  e Jungkook  em outro.
Mas sorrateiramente  ele vem sentar no mesmo  que eu.

— Esse ângulo  aqui é  bem melhor que aquele.

Faço  uma cara de tudo bem.

E  estava tudo bem  até  ele praticamente  ficar colado em mim.

— Existe uma coisa chamada espaço  pessoal Jungkook... dá  pra você respeitar o meu por favor?

Quando percebe o meu desconforto com aquela situação  ele acaba se afastando, mas coisa mínima.

— Eu quero conversar Jimin.

— Não acredito que tenhamos  mais nada para conversar.

— Temos sim  e você  sabe.

Não  dá  pra fugir do inevitável... mas a melhor forma de seguir em frente  é  aparar todas as arestas  que nos prendem ao passado ou a alguém.


🐰🐥🐰🐥🐰🐥🐰





Notas Finais


Aiiiii como prometido... Cap. meio bad mas tudo bem... Beijos e até o próximo.


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