1. Spirit Fanfics >
  2. Love and pain >
  3. Past is in the past

História Love and pain - Capítulo 12


Escrita por:


Notas do Autor


Boa noite! Genteeeeeeemmmm, que rolo é esse? Estamos em um caos, mas calma que estou aqui com um capítulo novinho e fofo para vcs. Espero que gostem.... boa leitura e se cuidem! ❤

Capítulo 12 - Past is in the past


Capítulo 11

 

Fiquei um tempão encarando o teto do meu quarto. Hoje a noite seria o casamento, e claro, que nenhum dos noivos esperavam minha presença lá, mas eu iria e eu estava muito feliz com isso. Sentei-me e peguei meu celular para responder algumas mensagens, e então em seguida peguei o livro para continuar lendo-o. Ainda estava muito cedo, e certamente Piper estava dormindo, então por enquanto ficaria aqui no meu quarto.

Ontem ela fez algo que eu não esperava que fizesse, se declarou para mim. Tudo bem que Nicky havia falado sobre os sentimentos de Piper, mas eu não acreditei, até porque quando que uma mulher como ela iria sentir algo por mim? Eu nunca poderia imaginar tal coisa, porém Piper me pegou de surpresa. Claro que eu sentia o mesmo, só que o medo que eu sentia era tão grande, que não me deixava entregar-me por inteira e ser feliz. O bom é que Piper é a pessoa mais paciente que eu já conheci.

Sorri ao me recordar do momento de ontem, com ela sentada em meu colo.  Piper consegue ser a mulher mais doce do mundo. Consegui finalizar o livro, de repente a porta se abriu, revelando Nicky, ela já estava vestida para mais um dia de trabalho.

— Bom dia, Vause! — chegou ela com todo o seu humor.

— Bom dia, Nicole! — tirei meus óculos me espreguiçando. 

— Acordou bem cedo hoje... ansiosa? — arqueou as sobrancelhas.

Sorri. — Muito.

— Porra! Por que desse sorriso, sua maluca? — colocou as mãos na cintura. — Não me diga, sua idiota, que esse sorriso é porque vai ver a Silvye? — encarou-me seriamente.

Maneei minha cabeça em negativa. — Claro que não é nada disso! — respondi. — Senta aqui mais perto.

Ela então me olhou com desconfiança e sentou-se na poltrona ao lado de minha cama. — O que foi? Está com cara que quer me dizer alguma coisa.

Ri. — E eu quero mesmo.

— Então diga — encarou-me com atenção.

— Ontem Piper se declarou para mim. 

— Cacete! — colocou as mãos para o alto. — Finalmente, né?

Ri. — Você é tão exagerada...

— Nem sou — deu de ombros. — Mas e aí?

— Bom... eu fui sincera com ela.

— Ah, não, Alex! — deu um tapa na testa incrédula.

— O quê? Eu nem falei nada ué.

— Até parece que eu não sei que você deu o fora nela!

— Bem... não foi bem assim, na verdade não dei. Estamos indo com calma.

— Sério? — franziu o cenho. — Quer dizer que vocês estão... — gesticulou com as mãos. — ... juntas?

Achei graça. — Mais ou menos isso.

— Nossa, estou mesmo muito orgulhosa de você — sorriu satisfeita e abraçou-me. — Agora eu vou levar a Lor para a casa dela. Depois a gente se fala!

— Va lá! — sorri assentindo. — E Nicky? — ela encarou-me. — Sem fofocas por enquanto.

— Até parece que sou fofoqueira! — comentou ofendida rolando os olhos em desdém.

— Tá... — murmurei comprimindo os olhos, enquanto via-a partir, porém Nicky acabou dando de cara com Piper, e assim que eu a vi, meu coração bateu forte no peito.

As duas se cumprimentaram, e Piper então fechou a porta atrás de si. Se aproximando de mim, com um sorriso estampado em seu rosto. 

— Bom dia!

Retribui seu sorriso. — Bom dia!

— Como dormiu? — ela pegou uma peça de roupa limpa e então se aproximou da cama.

— Bem... muito bem e você? — eu estava nervosa, e na verdade, não estávamos sabendo como lidar uma com a outra depois do que rolou ontem. Acho que isso é normal...

— Bem também — sorriu sem jeito ficando diante de mim.

Ajudou-me a colocar-me sentada a cadeira de rodas, em seguida me deu banho e colocou a nova peça de roupa em mim, escovei meus dentes, e logo estava pronta. Essa era a nossa rotina matinal.

— Isso é para você usar hoje à noite — lhe entreguei um embrulho de presente.

Piper pegou e encarou-me com um sorriso sapeca nos lábios. — Como você comprou isso sem que eu me tocasse?

Sorri ajeitando meus óculos. — Eu tenho meus métodos — dei de ombros.

Ela então retirou o vestido de dentro o embrulho. — Céus, Alex! Ele é tão lindo.

— Achei que combinaria com você — comentei.

— E ele é muito fino... — colocou a mão no rosto. — Quanto lhe custou? — encarou-me indignada.

— Foi um presente. Esqueça o preço.

O vestido era longo, justo ao corpo e de cor vermelha, que combinaria com seu tom de pele perfeitamente.

Seu rosto corou. — Tudo bem — o guardou e se aproximou de mim, ajoelhando-se entre minhas pernas. — Obrigada pelo presente. Gostei muito — entrelaçou suas mãos as minhas e sorri. — Está arrependida de nossa conversa de ontem?

— Claro que não. Por quê?

— Está meio estranha.

— É que eu não sei exatamente como agir. Sinto muito — respondi sem jeito.

— Tudo bem, tudo bem — beijou os nós de meus dedos. — Não precisa se desculpar. Eu só precisava saber — fitou-me com seus lindos olhos azuis.

— Eu preciso que você tenha paciência comigo... eu não sei como agir. Faz muito tempo que eu não sei o que é isso.

— Eu sei — Piper concordou sentando-se novamente em meu colo, como ela havia feito ontem à noite. — Eu sou muito paciente, ou ainda não se deu conta disso? — sorriu arqueando as sobrancelhas, e colocando suas mãos ao redor de meu pescoço.

Assenti com um sorriso no rosto, e colocando minhas mãos ao redor de sua cintura. — Percebi sim, como não iria? Você poderia ter me abandonado com os exercícios, mas persistiu.

Ela assentiu. — Falando em exercícios... vamos aos nossos de hoje? Tenho uma surpresinha para você.

— Ah, é?

— Sim — tocou meu nariz saindo de cima de mim em seguida.

Tomamos então o café da manhã, Claire estava bem animada, pois Larry estava na cidade e ela passaria o dia de hoje todo com ele, já que o mesmo estava de folga. Logo fomos para fora, só que desta vez havia algo diferente, uma barra de ferro.

Estreitei o olhar. — É o que estou pensando?

— Sim — ela ficou diante de mim. — Vamos começar a tentar fazer você andar um pouco, mas sem pressão. Muitos pacientes não conseguem antes dos exercícios na piscina — ergueu a mão em minha direção. — Não se sinta pressionada ou frustrada. É normal se não conseguir, tá bom?

Assenti respirando fundo. — Tudo bem — dei a mão a ela e fiquei de pé, porém no mesmo instante cai.

— Tudo bem.

Respirei fundo tirando meus óculos. — Eu não vou conseguir ir até a barra.

— Calma, Alex! — Piper segurou meu rosto. — Se apoie em mim. Deve começar primeiro na barra — assim fiz, ela me ajudou ir até a barra, então segurei os dois corrimões e ela se manteve ao meu lado, atenta. — Sem pressão.

Dei os primeiros passos, ou ao menos tentei, mas era tão difícil. Parecia que tinha mil quilos em cada perna. Um suor escorreu na minha testa.

— Eu não... não consigo, merda! — falei ofegante.

— Está tudo bem. Não se preocupe.

Voltei para a cadeira e Piper me deu um copo de água. Eu estava cansada, parecia que tinha corrida uma maratona inteira.

— Ei, não fique assim. É normal — ela tocou meu rosto. — Você melhorou muito, Alex. Só temos que fazer mais exames, e na piscina você vai ver o quanto vai fortalecer suas pernas.

— Tudo bem — dei meu melhor sorriso.  — Você tem toda razão.

Ela sorriu. — Certo, vamos aos exercícios diários?

 

//

 

Piper estava finalizando os exercícios, quando um AUDI vermelho estacionou em frente a casa. Apertei mais as vistas, e vi um homem bem vestido saindo do carro.

— Oh, é o Larry! — exclamou Piper. — Gostaria que você o conhecesse.

— Hm... — resmunguei a encarando. — Para quê?

Ela riu. — Está com ciúmes, é isso?

Corei dando de ombros. — Pode ser.

— Pois não precisa disso. Larry sabe de você e sabe o que sinto em relação a você.

— Sério?

— Sim, sério — sorri. — Vamos?

— Tudo bem — cedi.

Piper empurrou minha cadeira de rodas, mais próximo do carro, então Larry nos viu e sorriu.

— Ei, Piper! E você deve ser Alex? — ergueu a mão em minha direção. — Prazer, sou Larry.

Sorri gentil. — Prazer, Larry.

— E Claire?

— Ela deve estar pronta. Vou chama-la — Piper subiu os degraus, mas logo a mesma surgiu correndo com toda a sua alegria contagiante, e abraçou Larry, que a pegou no colo.

Os dois então se despediram e saíram. Piper acompanhou o carro até que ele sumisse de vistas.

— Claire é uma garota de sorte. Tem uma mãe incrível e um pai que parece ser uma boa pessoa também.

Piper então encarou-me e sorriu. — Sim, acertou em tudo que disse. Vamos almoçar? Estou morrendo de fome — riu.

 

//

 

O sol estava indo embora aos poucos. Piper e eu passamos quase que o dia todo fazendo os exercícios e andando pela fazenda. Era terapêutico para mim andar por minhas terras, ver Bennet e Nicole cuidando de tudo com tanto carinho.

Estávamos agora no mesmo local do cometa, vendo agora o por do sol, que estava rendendo uma vista simplesmente fantástica.

— É muito bom estar assim tão próxima da natureza — Piper comentou ao meu lado.

Sorri. — É verdade... eu também amo. Quando eu tinha uma vida normal eu gostava muito de fazer trilhas.

— Você vai poder fazer isso logo, Alex — disse encarando-me.

— Acredito que sim.

Piper sorriu e escorou sua cabeça em meu ombro, passei então uma de minhas mãos ao redor de sua cintura, abraçando-a. Sabia que eu tinha sorte em ter alguém como Piper do meu lado como enfermeira, como pessoa, como uma pessoa que está apaixonada por mim. E agradeço todos os dias quando acordo por isso.

 

 

 

۞

 

 

O vestido vermelho caiu perfeitamente bem em mim. Estou usando um penteado mantendo meus cabelos curtos. Sorrio, enquanto finalizo minha maquiagem, estou usando brincos não muito longos em minha orelha e em meus pés um sapato de salto alto. Estou pronta. Saio do meu quarto já pronta, e dou de cara com Nicky.

— Olha só, Chapman! — soltou um risinho malicioso. — Está uma gatinha! — deu uma piscadela, fazendo com que eu corasse de imediato.

— Céus, Nicole! — coloquei a mão no rosto, completamente mortificada. — Não fale assim que me deixa sem jeito.

Ela caiu na risada. — Qual é? Não consegue ouvir um elogio?

Dei de ombros e ela riu ainda mais.

— Tudo bem, tudo bem! — ergueu as mãos em rendição. — Escute, — se aproximou. — Cuide bem da Alex, tá? Vai ser um momento complicado para ela, mesmo que ela diga que não — suspirou.  — Sei que vocês estão iniciando algo, então... eu confio em você. E não fale para a Alex que eu falei para você que sei sobre isso que ela vai querer me matar — rolou os olhos fazendo-me rir.

— Tudo bem, não irei falar nada.

— Agora vai logo, antes que Vause tenha um AVC te esperando. Tá toda ansiosa — riu.

Assenti e desci as escadas, e lá estava Alex em sua cadeira de rodas. Ela estava trajando um lindo vestido negro, que combinava perfeitamente com seu tom de pele. Meu coração disparou. Ela estava completamente linda, magnifica.

Assim que me viu, um sorriso surgiu em seus lindos lábios vermelhos cor sangue. — Está muito linda, Chapman.

Sorri sem jeito. — Obrigada... posso dizer o mesmo em relação a você.

— Contratei um segurança particular para levar a gente.

Assenti. — Tudo bem.

Saímos então lado a lado, iriamos no mesmo carro de sempre, o adaptado. Eu fui na frente, e Alex atrás com mais espaço.  Sam Haley, era quem iria nos levar para o casamento. 

Durante todo o percurso, Alex se manteve silenciosa e até pensativa. Não demorou muito para chegarmos ao salão, que era simplesmente o lugar mais luxuoso que eu já vira. Estava perfeitamente decorado, e era uma decoração de muito bom gosto.

Nos sentamos juntos aos convidados, não demoraria para a cerimonia ter inicio. Tocava por enquanto uma música romântica, enquanto os convidados conversavam distraidamente, então quando se houve o silencio, soubemos que a cerimonia teria finalmente seu inicio. O noivo já estava no altar a espera da noiva, então entrelacei meus dedos aos de Alex, e lhe dei um sorriso passando-lhe forças. Sei que ela precisaria de algo assim nesse momento difícil.

— Está tudo bem — garantiu-me.

Sorri. — Sério?

— Sim, já disse, Piper, é um fechamento de ciclo, nada mais.

— Nicky disse para que eu cuidasse de você.

Alex então sorriu negando. — Estou bem, sério.

— Vou acreditar em você.

A cerimonia rolou como todos os casamentos, nada de diferente, e com o fim da mesma, caminhamos então para a festa, que seria ao salão do lado. Tudo estava impecável. Nos sentamos em uma mesa, e os garçons logo começaram a nos servir.

Os noivos tiraram fotos e dançaram a valsa abrindo assim a pista de dança. Assim que Silvye nos viu, percebi que ela cutucou Kubra, e claro que o mesmo ficou bastante surpreso com nossa presença ali. Vieram então em nossa direção.

— Alex? Eu não te esperava aqui, mesmo que eu tenha lhe convidado — murmurou Silvye.

— Bom, eu quis fechar esse ciclo de uma vez — respondeu ela tranquilamente ao meu lado.

— Pensei que Nicole viria contigo — disse Kubra.

— Bom, ela não quis, na verdade. Ela não quer te ver, para ser bem sincera.

O homem então coçou a nuca, sem jeito. — Entendo.

— Nicole nunca gostou de mim — comentou Silvye. — Mas enfim, fico muito feliz que tenha vindo. Muito mesmo.

Alex assentiu.

— Sim, é verdade — concordou o noivo.

— Fiquem à vontade — disse Silvye, e os dois se foram.

— Até que não foi tão ruim — murmurei bebendo um pouco de meu champanhe.

— Na verdade foi ótimo — Alex disse animada.

— Ah, é?

— Claro, por que não? — deu de ombros.

Acabei rindo com sua animação. — O...kay.

— Vamos dançar?

Franzi o cenho. — Dançar?

— Provavelmente todos vão nos olhar, mas e aí? Vamos dançar? — sorriu de canto encarando-me com aquele lindo olhar esverdeado, que estava contagiando-me de felicidade.

Sorri completamente extasiada, feliz. Alex não se importava mesmo com Silvye. Pelo menos, não mais. 

Me levantei então e fomos para a pista de dança. Uma maneira de se dançar? Só eu ficando no colo de Alex, e foi exatamente isso que eu fiz. E sim, as pessoas ficaram nos olhando. Foi inevitável, mas eu não ligava para isso, e Alex também não. Tudo que importava nesse momento era nós duas ali, e nosso momento.

Envolvi seu pescoço com meus braços, e nosso rosto se manteve bem próximos. Como Ales estava usando uma cadeira motorizada – para mais facilidade de mover, ela usava essa em certos momentos -, realmente estávamos “dançando”. Os sorrisos cumplices não saiam de nossos rostos. Nossos olhares conectados, e a música romântica Photograph rolando, mas para nós não havia ninguém ali, além de nós duas, estávamos somente em nossa bolha particular.

— Não falei que todo mundo iria ficar olhando? — indagou Alex rindo.

Dei de ombros. — E estão, mas eu não ligo nem um pouco.

— Nem eu — ela tocou meu rosto com as pontas dos dedos.

Seus olhos diziam tantas coisas que sua boca não. Sentimentos, para ser mais especifica. Eles eram muito expressivos.

— Obrigado, Piper, por me ajudar nessa etapa, em várias etapas, na verdade, da minha vida.

Neguei sorrindo sem jeito. — Não precisa me agradecer.

— Ah, precisa sim — seu dedo indicador circundou meus lábios. — Você está me ajudando com meu tratamento de uma forma magnifica, e me ajudando a superar meus traumas, fazendo com que eu me sinta viva novamente. Como não agradecer?

Corei, completamente sem jeito e sem saber como reagir. — Bom... obrigada então, mas... eu faço por amor.

Alex sorriu de canto e arqueou as sobrancelhas. — Por amor? — repetiu.

— A minha profissão.

 — Ah... certo — o sorriso sugestivo não saia de seu rosto. — Mudando um pouquinho o assunto.

— Sim.

— O seu ex-marido parece mesmo ser uma pessoa legal.

— Larry não foi um marido perfeito, mas ele é uma ótima pessoa, profissional e pai, então... é isso que interessa.

— É verdade. Eu gostei dele, de verdade.

— Fico feliz com isso.

A música chegou ao fim, então voltamos para o nosso lugar, logo vieram os petiscos e tudo mais que se serve em um casamento. Ficamos então observando a festa e aproveitando, enquanto conversávamos. Me levantei para ir ao toalhete retocar minha maquiagem. Estava em frente ao espelho, quando vi pelo reflexo Silvye. Ela entrou, e se aproximou.

— Desejo falar com você.

Franzi o cenho. — Comigo? — virei-me para encará-la.

— Sim — concordou. 

— Então... diga.

— Estou sentindo que Alex está diferente, digo, quando ela sofreu o acidente ela virou uma nova Alex, no entanto agora, ela me lembra bastante a Alex de antes do acidente. E acho que isso se deve a você.

Nada falei, então ela prosseguiu.

— Sei que não tenho o direito de lhe perguntar se estão tendo algo, então nem vou fazer isso — deu de ombros. — Mas gostaria de dizer que, seja o que for, eu aprovo. Só quero ver Alex feliz, porque sei que eu já fiz ela sofrer muito.

Cruzei os braços e a encarei. — Que bom que sabe disso — lhe dei um sorriso irônico. — Ela finalmente está te superando, sabia?

— Me alegro, porque eu estou completamente apaixonada pelo meu marido.

— Que bom para você.

— Não vou mentir, Piper, eu amei a Alex, e sinto um carinho por ela, mas tudo aquilo que houve, foi demais para mim e eu não tive maturidade de conceber, sei que errei, mas eu tive medo! 

— Entendo.

— Entende, mas...

— Mas foi um erro total o que você fez com a Alex. Não precisava magoá-la tanto — fui simplicista, porém fria.

Ela então abaixou a cabeça. — Eu sei... vi isso depois, mas já era tarde demais e eu já tinha feito o estrago.

— Bom, pelo menos você se deu conta. Seja feliz!

— Obrigada — deu um fraco sorriso. — Espero que Alex seja feliz também — e então ela saiu do banheiro.

Respirei fundo. Não sabia se contava sobre essa conversa com Alex, ou não. Porém mentir seria pior.

 

//

Tudo estava uma verdadeira delicia. Mais para o fim da festa, depois que o bolo foi partido, o lugar virou uma boate, então Alex e eu saímos de lá e fomos até a praia que havia no local. A brisa estava uma delicia, batendo contra meu rosto. Eu simplesmente amava estar em meio a natureza, conectada a ela.

— Nossa — Alex murmurou de repente, enquanto encarava o mar.

— O que foi?

— Me sinto aliviada, como se eu tivesse tirado um peso enorme de minhas costas.

— Mas você tirou mesmo — apliquei um beijo em seu rosto.

Alex encarou-me e sorriu. — É verdade. Eu de fato tirei.

— Fico imensamente feliz por você.

— Eu sei que fica — de repente, Alex puxou-me para que eu me sentasse em seu colo. 

Acabei rindo surpresa com sua atitude. — Jesus!

— Você está derrubando minhas barreiras, Piper! O que vou fazer com você? — suas mãos foram para o meu rosto, e seus olhos sempre conectados aos meus.

— Nada — toquei a ponta de seu nariz. — Só se entregue. Ou não confia em mim e em o que eu sinto por você?

— Eu tenho um trauma... mas você também — suas caricias em meu rosto não parava. — Já fomos machucadas por pessoas que amávamos, então acho que posso ariscar. Vale a pena, ainda mais se tratando de você. Claro que vale a pena — a maneira como ela disse aquilo foi tão cheia de sentimentos que me pegou desprevenida, e a única coisa que fui capaz de fazer diante àquilo foi lhe dar um sorriso bobo.

Eu tinha encontrado minha felicidade. Aquele tipo de pessoa que valia a pena se arriscar por ela, fazer tudo por ela, e somente por ela. O tipo de pessoa que que fazia meu coração acelerar, me fazer querer arriscar meu coração partido mais uma vez. Alex Vause era esse tipo de pessoa, sem pensar duas vezes. Nem mesmo uma vez. Não havia hesitação. Eu confiava nela. Ela confiava em mim. Tínhamos tudo que um casal precisava ter.

— Tenho que te contar uma coisa.

Alex franziu o cenho. — O quê?

— Naquela hora que fui ao toalhete — comecei e ela continuou a me encarar com atenção. — Silvye foi atrás de mim.

Senti Alex trincar seus dentes.

— Calma — pedi tocando seu rosto. — Ela disse que está te sentindo estranha, que sabe que eu tenho alguma coisa haver com isso, mas que não tem nada haver com isso e que espera que você seja feliz, assim como ela está.

— Foi só isso?

— Basicamente.

— Certo — suspirou. — Pensei que ela tinha sido uma imbecil.

— Não foi — assegurei.

Ela sorriu. — Você é um anjo que foi enviado para mim. É assim que eu te vejo.

— Sério?

 — Sim.

— Mas se eu fosse um anjo não poderíamos ter nada — brinquei.

Alex caiu na risada. — Bom... não, mas é maneira de falar. Claro que você não é literalmente um anjo, o que é muito bom para mim.

Ri. — Pois é.

//

 

Sam Healy nos deixou na fazenda, já estava tarde da noite. Fomos diretamente para o quarto de Alex. Claire estava dormindo em um Hotel junto a Larry, que iria embora somente amanhã. Ajudei Alex a colocar seu pijama, como todos os dias.

— Boa noite, Alex! — desejei como era costumeiro, só que desta vez, ela pegou meu braço, puxando-me de volta com delicadeza.

— Por que não dorme comigo? — sugeriu e eu gelei.

Ela estava mesmo fazendo tal proposta se nem ao menos tínhamos nos beijado ainda?

Pisquei confusa, então ela riu. — Dormir, Piper. Dividir a mesma cama.

 — Oh —compreendi. — Tudo bem... er... — estava sem jeito. — Eu só vou tirar esse vestido e a maquiagem e já volto.

Alex riu concordando. — Tudo bem.

Sai então do quarto completamente sem jeito. Merda! Como fui dar uma bandeira dessas? Lavei meu rosto tirando a maquiagem, desfiz o penteado e tirei meu vestido colocando um robe longo e branco. Rapidamente voltei para o quarto, e Alex estava lendo um livro, aparentemente a minha espera. Assim que abri a porta do quarto, ela sorriu deixando-o de lado.

— Desculpe se demorei.

— Não, não demorou — ela tirou os óculos, e então me juntei a ela na cama, ainda sem saber o que fazer, como agir.

Alex deitou-se, ficando de frente para mim, e sorriu. — Você está parecendo uma adolescente.

Ri sem jeito. — Desculpe.

— Tudo bem — seus braços passou ao redor do meu corpo, puxando-me gentilmente para mais próxima dela, a envolvi também com meus braços.

Alex apagou a luz de seu abajur, e mesmo que essa fosse a primeira vez que estivéssemos em tamanha intimidade. Me sentia como se esse fosse o lugar certo em estar, completamente confortável e amada. Alex era a pessoa mais carinhosa e atenciosa do mundo. O que mais eu pediria?

Sentia como se eu fosse capaz de lhe dar o mundo e sim, eu faria de tudo para que ela voltasse a andar, e tivesse uma vida normal novamente. E na verdade, eu não estava muito longe disso. Alex estava se saindo bem em todos os exercícios. Sorri com tal pensamento. Estava com grandes esperanças de que tudo daria certo daqui por diante. Sentia que algo grande estava por vir, e que faltava muito pouco.


Notas Finais


Fofas ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...