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História Love and pain - Capítulo 14


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Notas do Autor


Boa noite! Cheguei para alegrar um pouco a quarentena de vocês... Capítulo fofo e um pouco preocupante, mas nada muito sério... Boa leitura ❤

Capítulo 14 - Not everything is perfect


Capítulo 13

 

 

Mais dias se passaram, e os exercícios continuaram a todo vapor. Piper não estava pegando leve comigo, e na verdade eu não queria isso. Queria que ela pegasse pesado comigo, que os músculos de minhas pernas ficassem fortes suficientes para que tudo corresse bem, e eu voltasse a andar normalmente. Eu sabia que as possibilidades ainda era bem poucas, mas a esperança tinha que continuar acesa, ainda sendo realista.

Era mais um dia normal de trabalho e exercícios. O dia estava indo embora, e o sol quase não se podia vê-lo mais. Eu sempre procurava estar aqui nesse momento para precisar isso, e hoje não estava sendo diferente.  Eu simplesmente adorava a natureza, e o que ela me transmitia, a paz em si.

— Alex? — Piper chamou-me a fitei. 

— Sim?

— Sobre sua proposta de viagem.

Contive o sorriso, que queria surgir em meu rosto. — Sim? — tentei demonstrar naturalidade.

— Eu vou com você — respondeu com um sorriso no rosto.

O sorriso que surgiu em meu rosto foi extremamente largo. — Sério?

— Sério.

— Não sabe o quanto isso me alegra — entrelacei meus dedos aos seus. — Obrigada, Piper. Por tudo — beijei os nós de seus dedos.

— Não tem que agradecer — sorriu se aproximando de mim, e seus lábios contra os meus. 

Nossas línguas se encontraram, dando inicio a um beijo mais urgente, cheio de desejo e volúpia.  Minhas mãos foram até seus cabelos, emaranhados em seus cabelos louros. Nossas bocas se investiam cada vez mais, com mais urgência. Nos afastamos por conta falta de ar.

— E para onde iremos?

Sorri tocando seu queixo. — Não precisa ser tão curiosa. Logo saberá.

Piper riu. — Ah, mas eu queria saber, Alex!

— Calma, muita calma nessa hora! — acariciei seu rosto.

— Me fala então quando vai ser que eu ligo para Larry passar um tempo com Claire.

— Eu aviso sim.

Courtney veio correndo ao nosso encontro, Claire veio logo atrás. As duas não se separavam. Ter adotado um cão foi a melhor escolha que eu fiz em toda minha vida.

— Ela corre demais! —  riu Claire.

 Piper riu ao meu lado. — Sim ela é rápida, querida — se levantou. — Vou buscar refrescos para nós.

— Tudo bem — assenti e ela se foi, afastando aos poucos.

— Alex? — Claire sentou-se em meu colo, ela sempre fazia isso com a maior inocência do mundo.

Sorri tocando seus cachinhos dourados. — Sim, pequena?

— Você e a mamãe estão juntas?

Franzi o cenho. — Quê?

— É, vocês gostam uma da outra como a Tia Nicky e a Tia Lorna, não é? Eu percebi. Não sou burra.

Fiquei sem saber o que dizer. — Bom, — pausei suspirando. — Eu e sua mãe somos amigas.

— Mas você gosta dela? — encarou-me ansiosa.

Sorri. — Depende. Você gostaria se eu dissesse que sim?

Ela assentiu com um sorriso no rosto. — Sim, iria muito.

— Então, sim, eu gosto bastante da sua mamãe.

Seu sorriso se alargou e meu coração se encheu de amor no mesmo instante.

 

۞

 

Mais dias se passaram. Alex informou quando seria nossa viagem, para daqui uma semana, mas ainda eu não sabia onde exatamente iriamos. Minha relação com Alex estava cada dia melhor, ela era uma pessoa incrível, e completamente apaixonante. Não imagino como Silvye pôde fazer algo assim, ela foi incrivelmente idiota.

Depois de contar uma historia para Claire e esperar ela pegar no sono fui para o quarto de Alex, todas as noites estávamos dormindo na mesma cama, na verdade eu me sentia até melhor assim, estando ao lado dela, pois pessoas como Alex tinha grande probabilidade de ficar doentes por qualquer motivos, ou sem motivos.

Cheguei ao quarto já com meu pijama, Alex estava lendo um livro, concentrada, então quando me viu, deixou o livro de lado e sorriu. 

— Ela dormiu?

— Sim, como um verdadeiro anjinho — respondi indo até ela, deitando-me ao seu lado.

— Que bom.

Encostei minha cabeça em seu ombro, e Alex passou seus braços ao meu redor.  — Nossa viagem já está devidamente organizada, estou muito ansiosa.

— Hm... se não vai me dizer nada sobre a viagem, não me conte as coisas — resmungo fazendo ela rir.

— Tudo bem — beijou minha testa.

Nos deitamos frente a frente. O sorriso não saia de nossos rotos. Alex então tirou seus óculos, e me aproximei mais dela, mantendo nossos rostos mais próximos.

— Será que eu poderia te pedir em namoro ou seria precipitado?

Cai na risada maneando minha cabeça em negativa. — Ainda é cedo.

— Mas mesmo assim quer viajar comigo? — arqueou as sobrancelhas.

— Sim, o que tem? — dei de ombros. — Não quer dizer que iremos passar a noite junta, Alex.

Seu queixo caiu e ela riu. — Sério?

— Temos que ir com calma, não acha?

Ela deu de ombros. — Sim, na maioria das vezes sim, mas eu estou apaixonada por você e você está por mim?

— Sabe que sim.

— Então!

— Alex, pensei que estivéssemos indo com calma — ri maneando a cabeça em negativa,

— Bom, eu tive essa iniciativa por medo. Você sabe, por tudo que passei, mas... meu medo passou, Piper, e tudo que resta agora é a confiança que sinto em você e nos seus sentimentos em relação a mim. Eu me curei.

Levei minhas mãos em seu rosto. — E eu me alegro muito por isso — beijei seus lábios. — Depois falamos disso com mais calma, pode ser?

— Tudo bem — sorriu beijando-me. — Como quiser.

Coloquei meus braços ao redor de seu corpo, sentindo seu calor e seu cheiro, que me acalmava.

— Pipes?

Sorri com seu apelido doce. — Sim?

— Hoje Claire me questionou sobre nós.

Ergui minha cabeça surpresa. — Como assim?

— É, tipo, ela me perguntou se eu e você somos como a Nicky e a Lorna, mas não se preocupe, eu disse que somos somente amigas, mas aí ela perguntou se eu gosto de você e disse que gostaria se sim, e eu respondi com sinceridade.

— Nossa, como minha filha é esperta! — comentei boba e Alex riu.

— Bastante — tocou a ponta de meu queixo. — Ficou nervosa?

— Não — garanti. — Mas surpresa, sim — ri sem jeito. — Claire é maluca por você. Não tem o que temer — novamente me aconcheguei ao seu corpo, fechando os olhos e sentindo seu aroma.

— Sua calma me dá esperanças de qualquer coisa — soltou um risinho.

 

//

Caímos no sono e nem percebemos. O quarto estava escuro, um calor enorme estava tomando conta de meu corpo. Acendi o abajur do meu lado e deparei-me com Alex queimando em febre, delirando e suando frio. Rapidamente ergui me na cama, Alex não estava bem, estava falando coisas incoerentes.

— Alex! — a chamei, mas não obtive resposta. — Alex?

Ela simplesmente não respondia.

Peguei então o termômetro para medir sua temperatura, ela estava suando tanto e falando coisas sem nexo. A temperatura estava altíssima. Peguei alguns remédios de injetar diretamente na veia, Alex também tossia sem parar. Peguei o telefone, sabia que Lorna estava no Hospital de plantão, rapidamente ela me atendeu.

Piper? Algum problema? — questionou-me alerta.

— Sim, Alex está tendo uma crise, e pode ser pneumonia. Vou chamar Nicole e iremos para aí em questão de minutos!

Tudo bem, vou anunciar aqui no Hospital.

— Não demoro!

Desliguei o celular indo atrás de Nicky, bati em seu quarto, uma, duas, tres vezes, até que finalmente a porta se abriu. Nicole surgiu com os cabelos ainda mais desgrenhados, cara amassada e grogue de sono.

— Piper? — coçou os olhos. — O que houve?

— Alex está tendo uma crise, temos que levar ela para o Hospital. Já avisei a Lorna.

Rapidamente ela despertou. — Porra! Ok, só vou me vestir.

— Também vou me trocar — anunciei.

 

//

 

 

Alex já se encontrava em um quarto de Hospital, havia sido examinada e feitos os exames. Era pneumonia, mas não era tão grave, seu estado era estável, e em questão de pelo menos dois dias poderia estar novamente em casa, seguindo o tratamento a risca, claro. Ela estava adormecida, estava sem febre e bem melhor. Eu não sairia de seu lado por nada. Inclinei-me em sua direção, segurando sua mão, e foi exatamente assim que acabei dormindo.

No outro dia acordei com minhas costas doloridas. O sol adentrava as festas da cortina do quarto.

— Não acredito que dormiu nesse estado, srta. Chapman — a voz fraca de Alex soou.

O sorriso tomou conta de meu rosto. — Oi... como está?

— Bem melhor, na verdade — riu. — Morrendo de fome, sério.

— Isso é bom, quer dizer que está mesmo melhor — me ergui. — Vou chamar o medico e- — ela segurou meu braço, impedindo-me.

— Não, agora não. Fica aqui comigo.

Não falei nada, apenas a abracei. Ela tinha mesmo me dado um susto enorme. E estar aqui em seus braços era a coisa mais reconfortante do mundo todo.


Notas Finais


Eita, essas duas estão uma fofura total... Gente, queria dizer que aos poucos minha inspiração está voltando. Vou tentar aumentar os capítulos. Estou mais calma, e espero que vocês também. Próximo capítulo certamente vai ser a viagem... ansiosas? Bom, é isso. E se puderem fiquem em casa, lavem bem a mão e usem o alcool em gel. Beijos!


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