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História Love at stake (imagine Yoongi) - Capítulo 24


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Notas do Autor


Desculpe qualquer erro
Boa leitura 🧡

Capítulo 24 - Discussão



Eu a observo fechar os olhos, adormecendo de forma tranquila e com o seu pequeno dedo ainda segurando o meu .

Fico realmente feliz em saber que a encorajei com as minhas palavras.

(....) 

No dia seguinte estou sentado na arquibancada vendo S/n treinar no campo e jogar durante o amistoso de sexta.

Ela não tem ideia de que estou aqui e estou tentando ficar invisível para que nenhum dos caras me reconheça.

estou com óculos e um boné de beisebol, e me sento atrás de um bando de pais e olheiros.

Ela está se alongando na lateral, totalmente concentrada. No primeiro quarto do jogo, S/n perdeu dois gols.

Reparei bem em quem segurava a bola. Eles mexeram a bola quando ela se aproximou, para que ela chutasse num ângulo ruim.

Um bom número de pais na arquibancada riu dela, e outros reclamaram que é por isso que uma menina não serve para jogar futebol americano.

Quanto mais os caras a sabotam, eu tenho vontade de correr ao campo e segurar a bola para que S/n possa mostrar a todos que ela merece estar aqui.

Mas ela não iria querer isso. Ela quer lutar as próprias batalhas.

Eu me inclino para a frente, nos cotovelos, e vejo o jogo. Os caras estão trabalhando duro.

Cada um deles tentando ser notado pelos olheiros nas arquibancadas. Han é o quarterback no time da S/n.

Ele é um jogador de peso e posso ver por que a ruiva iria querê-lo na equipe. Mas tem um ego enorme e provoca os outros jogadores quando seu time pontua, em vez de se concentrar na próxima jogada.

— yoongi! yoongi! — o berro de uma mulher ecoa alto das laterais.

Ai, não. Por favor, não.

Minha avó está causando uma cena e tanto segurando uma sombrinha roxa e acenando feito louca para atrair minha atenção.


Usa um terninho roxo que combina com a sombrinha. Inicialmente eu a ignoro, esperando que ela vá embora quando eu não responder. Bem capaz. Ela atrai a atenção de todos na arquibancada e no campo.



— Quem é essa? — um dos pais pergunta para ninguém em particular.

— Elizabeth Worthington — um cara sentado na frente dele responde num cochicho alto. — É a dona das Indústrias Worthington. Senhora bem influente. O neto dela treinou aqui até a mãe dele morrer. Quarterback.

— Ah. Que triste.

Ótimo. Virei fofoca entre os pais. Torço o rosto quando minha avó sobe a arquibancada e grita alto

— Uh-hu, yoongi!

Todos os expectadores, incluindo os olheiros, estão observando e cochichando.

Eu podia ter vindo aqui com uma placa na testa com luzes fluorescentes piscando MIN YOONGI .

Minha avó não tem ideia da comoção que causou quando se senta ao meu lado.

— Por favor, me diga por que tive de ouvir do Harold onde você tinha ido esta manhã.

— Porque eu não queria que você viesse aqui e causasse uma cena.

— Bobagem — ela vira o pescoço examinando o campo. — Não consigo olhar a S/n desses bancos da ralé. Cadê ela?

— Está na lateral perto da rede de chute. Juro que se você acenar para ela, vou te mandar embora.

Ela mantém a mão abaixada.

— Tá. Tá. Não seja tão rabugento.

— Que interesse repentino por futebol é esse? — pergunto-lhe. — Você nunca veio para a Elite quando eu estava treinando aqui.

Ela se mexe no banco e mantém os olhos no campo

— É o que você pensa.

— Eu nunca te vi.

Minha avó se vira para mim com um sorriso safado

— Talvez fosse porque eu não queria ser vista. — Ela pigarreia e volta sua atenção para o jogo. —Cometi erros no passado e não pretendo repeti-los — ela olha para mim de soslaio. — Você seria esperto de fazer o mesmo. Erros. Certamente tive minha cota.

Depois do jogo, um grupo de olheiros nos cerca e me bombardeia com perguntas. Isso é que dá ser invisível. Digo-lhes que não tenho planos de jogar futebol novamente, mas alguns deles me dão cartões e me dizem para ligar se eu mudar de ideia.

Minha avó diz que vai esperar S/n sair do vestiário quando eu avisto han caminhando em direção ao dormitório.


Eu o encontro na área comum, pronto para confrontá-lo por sabotar S/n.


— Puta merda — o fullback¹⁰ Justin Wade diz. Justin e eu fomos colegas de quarto no meu terceiro ano aqui. — É o Min em carne e osso. Ei, Yoongi, por onde anda?

Um linebacker¹¹ chamado Devon bate nas minhas costas.

— Porra, cara, não acredito que você voltou. Achei que você estava na primeira fila para jogar pela NFL, com certeza. Quando ouvi que você parou de jogar fiquei chocado pra caralho.

— Meu time foi arregaçado no amistoso — Justin diz. — Com certeza a gente podia ter usado você...

— Não estou aqui para jogar — digo-lhes.

— Espere aí — Han diz. — Você é Min yoongi?

— O único, cara — Justin se intromete.

— O cara é uma lenda aqui — Devon acrescenta, então diz a Han— É dele que eu falava na outra noite.

— Sem chance. Não acredito nisso. — Han balança a cabeça como se ainda estivesse tentando descobrir como eu posso ser o cara nas fotos da parede de destaques da Elite. — Por que está aqui? — ele pergunta.

— Só dando uma olhada na S/n.

— Por que, quer ela para você? — Ele aponta para a porta. — Quis paquerá-la desde que colocou os olhos nela, cara.

Eu dou uma risadinha, o som reverberando pelo local

— Você não sabe de porra nenhuma.

— Sei de tudo. — Ele se inclina e cochicha no meu ouvido — Se eu lhe disser que vou jogar por Fremont, posso tê-la de volta num estalar de dedos.

Eu o empurro para longe.

Ele me empurra, então dá um soco.

Com meu sangue fervendo, meus punhos voam. Ele não perde tempo e ataca de novo, então nós dois estamos nessa. Minha adrenalina está lá em cima e ele não consegue acertar direito porque estou a toda e não quero parar de brigar tão cedo.

Um bando de caras nos puxa, mas eu resisto e os afasto.

Até ouvir S/n gritando

— Yoongi !

Corro em direção à voz dela, vejo sua expressão chocada e levo um soco no queixo. Droga, isso doeu. Han tem um bom gancho de direita.

Se isso já não fosse ruim o suficiente, os técnicos vêm correndo. O técnico Archie , o chefe e responsável pelo programa do Elite, se enfia entre nós

— Que diabos está acontecendo aqui?

Han limpa o sangue do canto da boca com as costas da mão

— Nada, treinador.

— Não parece com nada para mim. — Ele fica entre nós.— yoongi, que diabos está fazendo aqui arrumando encrenca com um dos meus jogadores?

Jogadores dele. Eu costumava ser um dos jogadores dele.

— Desculpe, treinador.

Ele grita ordens para um dos assistentes cuidar do han, então me agarra pela frente da camisa e me puxa para um corredor vazio.


Acho que ele está prestes a me chutar, mas ele se aproxima do meu rosto como costumava fazer quando eu estava no campo



— Você costumava ser um modelo para esses caras, yoongi. — Ele agarra meu queixo, me fazendo estremecer de dor enquanto examina meus ferimentos. — O que está havendo com você?



Dou de ombros.



— Cadê seu velho?



Dou de ombros novamente

— Em algum lugar no meio do oceano.


Ele assente, como se de alguma forma meu pai estar em serviço explica por que me meti numa briga.

Ele balança a cabeça

— Fiquei sabendo que você foi expulso daquele colégio interno na Califórnia. Então você está se metendo em encrenca em vez de jogar alguma coisa ?



S/n está parada na porta, olhando para mim com raiva e ressentimento. Minha avó e seu guarda chuva estão atrás dela.



— Sabe que ainda deveria estar jogando, não sabe? — Archie diz . — pelo menos basquete. — ele olha para mim e continuar — Não pode simplesmente esquecer tudo pelo qual batalhou duro.




— Não esqueci, treinador. Só não jogo mais. Fim de história.



— Sua história não pode terminar, yoongi, porque nunca começou — ele diz.



— Essa discussão acabou, treinador.



Eu vim aqui brigar pela S/n, não por mim. Isso não é coisa minha.



— Ainda não. Você sabe que tenho tolerância zero para brigas — o técnico diz. — Pode brigar seu terreno e sair na boa, não no meu.



— Estou indo embora — digo.



— Não saia — Han de repente aparece no corredor com alguns caras atrás dele. Seu bando . Ele estica a mão. — Desculpa, cara. Sem ressentimentos.



Balanço a cabeça enojado e passo por ele. Abro a porta e estou prestes a sair quando escuto a voz do han novamente



— Isso mesmo, yoongi. Todos nós sabemos que você tem medo de não fazer jus a seu status de lenda.



— Meu neto não tem medo — minha avó se intromete. Ela aponta o guarda-chuva para o han.

Fecho bem os olhos. Quando abro, vislumbro o técnico Archie . E Han e seu bando. E minha avó. E finalmente S/n.


Cada um deles se perguntando o que vou fazer. No final, faço o que tenho feito desde que minha mãe morreu.


Eu saio e não olho para trás.



S/n P.o.v



Não posso simplesmente deixá-lo ir embora.

Meu pai sai dirigindo quando as coisas complicam e ele quer escapar.

Não vou deixar yoongi sair tão fácil assim, então fico na frente do carro dele e bloqueio sua passagem, quando ele está prestes a fugir.

Ele abaixa a janela

— O que está fazendo?

— SAIA DO CARRO ! — grito. Quando ele sai, meu sangue ferve e eu explodo com ele — Você acabou de foder tudo comigo e não foi de uma maneira boa ! — grunho, enfiando minhas mãos no peito dele.

— Pare de gritar — ele diz, olhando para os outros ao nosso redor.

— Não, não vou parar de gritar, porque estou bem puta! Você sabe que estou ralando aqui, Yoongi. Estou lutando para ser tratada como um dos caras. Estou lutando para provar a todo mundo que sou daqui. — Estou ficando emotiva e não ligo se todo mundo, num raio de cem metros, pode provavelmente ouvir meu ataque. — Estou lutando desde o segundo que vim aqui para o Elite. Coloque na sua cabeça que eu não quero que você lute por mim. Só me faz parecer fraca. Eu preciso lutar sozinha, ou não conta. Mas droga, yoongi, quando você vai lutar por si mesmo?

— Não vai rolar.

Engulo o nó na garganta e digo

— Minha mãe foi embora quando eu tinha dez anos. Ela não dava a mínima para mim, e eu tive que viver cada dia sabendo disso. Você tem sorte. Você sabe que sua mãe te amava.

— Sorte? — ele dá um risinho cínico. — Pelo menos sua mãe está viva e você pode ir até ela. Sabe o que eu faria para conversar com minha mãe por pelo menos um minuto? Um minutinho só! Eu cortaria meu braço fora para ter um minuto com ela.

— O que você quer da vida? — pergunto, desafiando-o a responder. Preciso tirar isso dele. — Qual é seu objetivo? Além de fingir que não se preocupa com nada, o que eu sei que é uma merda completa.

— Não tenho um objetivo, não acho que é preciso ter um .

— Todo mundo tem seu objetivo.

— Todo mundo menos eu .

Yoongi está evitando meu olhar, porque ele sabe que, se olhar para mim, eu verei sua verdade .

Os ferimentos que deveriam ter sarado ainda estão abertos por causa da enorme quantidade de culpa que ele carregou consigo desde a morte da sua mãe.

Ele continua se castigando por essa decisão que fez há muito tempo.

Yoongi cruza as mãos sobre o peito


— Por favor, saia, para que eu possa ir embora.

— Me escute — abaixo a voz e digo suavemente —, merdas acontecem, yoongi. A vida continua, quer você queira ou não. As pessoas morrem, queira você ou não. Não crie uma asneira na sua mente de que você desistiu de jogar por sua mãe. Ela te deu a vida. Você acha que ela queria que seu espírito morresse junto do dela?

— Não coloque minha mãe no meio.

— Por que não? Desistir não vai trazê-la de volta. Você diz que não tem um objetivo? Bobagem! Você precisa ir atrás do que quer e não olhar para trás. Quando você descobrir, me diga, porque aposto minha bola esquerda que você tem um objetivo, mas não admite para você mesmo qual é.


— Você não tem uma bola esquerda, S/n.


— É, bem, você está agindo como se você também não tivesse. — Não menciono o óbvio: que se ele não luta por si mesmo, é inútil lutar por nós. — Você precisa se perdoar.

Há um longo silêncio antes de ele dizer

— Não posso.

Ele olha além de mim, e eu me viro. Sua avó está do outro lado do estacionamento, fingindo não prestar atenção à nossa conversa. Quando eu me viro, yoongi passa uma mão no cabelo

— Minha avó quer que eu venha morar com ela. Decidi que provavelmente é melhor para nós se eu ficar no Texas e ir para a escola aqui. Eu te compro um bilhete de avião de volta para Chicago no domingo.

Deixo as palavras escoarem quando uma tristeza profunda toma meu peito


— É isso o que você quer?

— É, não gosto da forma que você quer que eu resolva as minhas coisas . — ele diz, seu rosto impassível e sem emoção. — E você longe de mim vai ser menos sufocante de viver então... é o que eu quero.

— Então...estou te sufocando, é isso ?

O olhar dele sem emoção ainda está presente diante de mim .

— Sim.

O observo caminhar em direção ao carro, entrando no mesmo e dando partida. 



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