História Love Between Brothers - Capítulo 51


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Categorias Histórias Originais
Tags Kashii
Visualizações 87
Palavras 1.513
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


To chorando muito ;-;

Capítulo 51 - Viagem


Dois meses depois~

Felizmente ou infelizmente chegou o dia de minha viagem para Dublin. Esses últimos dois meses tudo passou tão rápido, foi como se o relógio estivesse a favor de minha ida. Tae e Yumi fizeram de tudo para que esses últimos dois meses fossem muito especiais, eles me deram presentes, me levaram para fazer compras para adquirir algumas coisas básicas para minha viagem. Eu forçava um sorriso no rosto, mas meu peito estava apertado e doía cada vez que eu olhava para eles.

Por que estou sentindo isso? Essa era a viagem dos meus sonhos... O trabalho dos meus sonhos... Então por que estou assim? Sentindo-me tão mau por estar os deixando... Mesmo que eles digam que está tudo bem, posso ver em seus olhares que estão tão deprimidos quanto eu por conta da minha ida.

Há três dias falei com Hwang. Ele e Yohan estão namorando há quatro anos, Yohan foi morar com ele em sua casa e pelo incrível que pareça, eu aprendi a lidar perfeitamente com os dois. Hwang está menos deprimido e enjoado do que de costume e eu realmente fico menos preocupado já que agora existe alguém para cuidar dele perfeitamente e dar a devida atenção que ele merece, depois de todos esses anos.

 

Conversa com Hwang

Sam:

Hey Hwang

Hwang:

Heey Samii

Sam:

Preciso falar com você

Pode ser aqui mesmo

Hwang:

Pois então diga, o que foi?

Sam:

Eu vou viajar

Hwang:

Tá... E daí?

Sam:

NOSSA SEU INSENSÍVEL!

Hwang:

FALA LOGO PORRA!

Sam:

Eu vou trabalhar em Dublin, por isso vou viajar

Eu vou morar lá... E eu vou depois de amanhã

 

Mensagem visualizada

Sam:

Sinto muito avisar assim...

Mas eu queria conversar com você, e também te ver antes de eu ir pra puta que pariu

Hwang?

RESPONDEEE

Ei

Ei

Ou

Ou

Ei

Me responde

Eu to vendo você online seu troxa

Responde porra

Ei

Hwang:

Eu te odeio

Seu idiota

Babaca

Ridículo

Sam:

Também te amo seu viado

Hwang:

Mas e o Tae? Tu vai deixar ele ai?

Sam:

Ele disse que não tinha problema eu ir...

Hwang:

Pelo amor Sami! Até parece que você não conhece ele!

Sam:

Eu sei que ele não quer que eu vá

Isso é obvio!

Mas é o meu sonho, tu sabes disso cara

Hwang:

Eu sei... Mas assim, não vai dar pra eu ir te ver

Tenho trabalho para fazer.

Mas no dia que tu fores ao aeroporto eu vou lá te dar um abraço

E um soco na cara também, porque você merece

Que horas você vai?

Sam:

Às 6:00 eu estarei no aeroporto, mas meu voo sai às 7:00

Hwang:

Ok, eu estarei lá

Sam:

Ok

 

[...]

E assim chegou o dia da viagem. Na noite passada eu e Tae ficamos deitados em minha cama, e também chorando praticamente a noite inteira. Eu o apertava contra meu peito e tudo que eu queria naquele momento era que nunca amanhecesse, para que eu não precisasse me afastar dele e nem de minha mãe. Quando eram quatro e dez da manhã, nós conseguimos dormir um pouco, já que eu deveria acordar às cinco e meia da manhã para começar a me arrumar e conferir minhas malas para ver se não estava me esquecendo de algo.

Levantei-me e olhei para Tae. Ele dormia e mesmo assim via em seu semblante algo triste e sem brilho algum. Ao ver aquele rosto tão belo, mas que carregava um semblante triste e preocupado, meu peito se apertou e doeu. Fez com que eu soltasse um suspiro longo. Vire-me e fui até minha mala que estava em cima da cama dele, abri a mala e conferi se estava tudo ali. Depois de olhar todos os bolsos, conferir se havia pegado todas as roupas necessárias para me manter no primeiro mês até que eu recebesse meu primeiro salário e comprasse novas mudas de roupas. Fui até o banheiro, fiz minha higiene e despi-me, entrei no Box e deixei com que a água caísse em meus ombros e diminuíssem minha tenção. Depois de alguns minutos, sai do Box e vesti minha roupa que havia deixado em cima da pia. Sai do banheiro, Tae já estava acordado e se encontrava sentado à cama despido e com uma toalha enrolada em sua cintura. Assim que ele me vê, levanta-se e vem em minha direção, beija minha bochecha e me dá bom-dia. Retribuo seu bom-dia. E ele entra no banheiro.

Pego minha mala e a levo escada abaixo. A deixo na sala próxima a porta. Vou para cozinha e começo a preparar o café da manhã de todos. Não faço nada complexo demais, somente torradas e café. Tomo uma caneca inteira e bem cheia de café, o que já me faz sentir o sono passar rapidamente. Depois de alguns minutos vejo Tae e Yumi descerem as escadas juntos, ele vem até a cozinha e se sentam à mesa e começam a comer. O silêncio predomina em todo o tempo que estivemos ali, sentados. Depois de alguns minutos, terminamos o desjejum e fomos para fora, levei minha mala até o carro e a coloquei no porta-malas. Abri a porta direita traseira e me sentei, colocando o cinto de segurança. Tae entra pela outra porta e faz o mesmo. Yumi vai ao banco do motorista e se senta, colocando o cinto de segurando e ligando o carro. Ela dá a partida e em poucos minutos já estamos afastados de nosso bairro. Eram apenas meia hora de minha casa até o aeroporto. Mas no meio do caminho ela parou de frente a um bando, e sem dizer nada desceu do carro e entrou na agência bancária. Depois de alguns minutos ela volta.

_ O que foi fazer? – Pergunto.

_ Nada de mais. – Ela liga novamente o carro e continua seu caminho.

Quando chegamos ao aeroporto, ela procura uma vaga próxima à entrada. Assim que ela encontra, ela estaciona e todos descem do carro. Ela abre o porta-malas e eu pego minha mala, a mala é de rodinhas o que ajudou bastante para carregá-la sem muitos esforços, mesmo com seu peso. Nós três entramos, subimos as escadas e fomos para o local onde eu iria pegar check-in. Depois de ter pegado o check-in fomos para o salão de espera. Sentei-me no meio dos dois e fiquei observando o movimento, pessoas andavam, crianças dormiam nos colos dos pais, pessoas esperavam parentes ou amantes chegarem. A voz que anunciava qual voo já estava para sair. As filas enormes de pessoas para pegar seus check-ins.

Depois de alguns minutos vejo Hwang e Yohan entrarem no grande salão de esperas. Eles nos avistam e caminham em nossa direção. Levanto-me e abraço Hwang, que já está com os olhos marejados, assim que nos soltamos ele me da um leve soco em meu peito.

_ Idiota! – Vejo algumas lágrimas descerem de seus olhos.

 Yohan abraça Tae, e depois do abraço vem em minha direção e também abraça. Nossa amizade até que melhorou bastante depois que ele e Hwang começaram a namorar. Realmente ficamos mais próximo do que nunca estivemos.

Senhores passageiros

O voo para Dublin já está autorizado

Dirijam-se para o gabinete sete.

 

Após o comunicado, levanto-me e pego minha mala. Vou para o gabinete sete e lá já estavam algumas pessoas dividas em duas filas, colocando suas malas sobre uma esteira que passava por um detector de metais, e eram dirigidos até um segurança que também utilizava um aparelho para detectar metais. Ao observar a fila e ouvir os últimos anúncios sobre o voo, olhei para Tae e o mesmo veio até mim, me abraçando fortemente. Meu peito doía ainda mais por saber que aquele momento infelizmente tinha chegado. O abracei e o prendi em meus braços. Beijei o topo de sua cabeça, acariciando seus fios de cabelo, mas mesmo assim não me permiti chorar. Afasto-me e o beijo ali mesmo, sem me importar com os olhares que as outras pessoas colocavam sobre nós, sem me importar realmente com nada daquele momento. Depois de beijá-lo fui até Yumi, ela chorava, mas não deixava isso tão à mostra. Eu a puxei e a abracei. Ela beijou minha bochecha e se afastou, sorrindo para mim. “Te amo filho, estou orgulhosa”.

Fui até Hwang, ele chorava como um bebê. O abracei e ele me deu alguns tapas em minhas costas, e mesmo sem dizer nada eu já sabia o que aqueles tapas significavam. Significava uma explosão de sentimentos, orgulho, tristeza, felicidade, remorso. Olhei para Yohan, ele sorria sem mostrar os dentes e seu semblante era preocupado, afastei-me de Hwang e fui até ele, o abraçando. Ele também deu leves tapas em minhas costas, mas esses significavam outra coisa.

Olhei novamente para Tae. Dessa vez ele estava chorando igualmente a Hwang. Aproximo-me dele novamente e o beijo.

_ Eu te amo Sam. – Ele disse enquanto soluçava.

_ Eu também te amo Tae.

_ Não se foda lá, por favor.

_ Valeu.

Virei-me e fui para a fila. Passei pelo detector de metais e entrei na vã que me levarei até o avião. Sentirei saudades... De todos você. 



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