História Love Between Brothers - Capítulo 52


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Categorias Histórias Originais
Tags Kashii
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Palavras 1.194
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 52 - Avião


Dentro do avião, assim que achei minha poltrona e sentei-me, permiti-me chorar um pouco. Aquele aperto que sentia no peito nos meses, semanas e dias atrás não se comparam com o que estou a sentir agora. Agora tudo é mais real, tudo realmente está acontecendo... Eu deveria estar feliz por estar realizando meu sonho de muito tempo, mas me sinto deprimido, perdido em meio ao meu pensamento e já sinto falta de cada um deles comigo.

Coloco minhas mãos dentro dos bolsos do moletom e sinto algo dentro de um deles. Pego algo que parece ser um papel e quando vejo o que é todas as peças se encaixam. Quando estávamos indo para o aeroporto e Yumi parou em uma agência bancária e quando voltou não disse nada, e quando ela me abraçou ela colocou suas mãos em meus bolsos, mas não estranhei, pois ela sempre fez isso. Havia dez notas de cinquenta, no total de quinhentos reais e também havia um bilhete escrito à mão.

 

Olá Sam.

Espero que tenha encontrado esse dinheiro antes que você o perdesse, já que você some tudo. Estou brincando.

Enfim, deixei esse dinheiro com você para ajudar a comprar comida ou alguma muda de roupa enquanto você não recebe o primeiro salário.

Estou muito orgulhosa de você, sabia disso? Meu filho mais velho está no caminho para virar um grande arquiteto e o meu mais novo está para virar um grande psicólogo. Realmente não consigo esconder meu orgulho de mãe pelo sucesso de meus filhos.

Espero que dê tudo certo aí. Amo-te, meu querido.

 

Ao ler aquele bilhete senti meu peito se apertar ainda mais, mas naquele momento eu não sentia somente uma melancolia, agora eu também sentia uma felicidade por perceber que por mais que eles estejam tristes com minha ida, eles também estão muito orgulhosos do meu futuro trabalho. Eu também estou muito orgulhoso de Tae, por ele estar quase se formando, e logo irá se tornar um grande psicólogo e irá ajudar muitas pessoas.

Quando o avião estava pronto para decolar, uma das aero moças começou a passar pelos corredores do avião para conferir se todos estavam de cintos e com seus telemoveis desligados. Peguei meu celular e coloquei em modo avião e assim o desliguei. O guardei na frasqueira e peguei um dos livros que havia deixado na mesma para ler pelo longo percurso dessa viagem. Eram exatas dezesseis horas e cinquenta e cinco minutos, além de paradas em outros países até que chegássemos realmente.

Uma moça estava sentada ao meu lado. Ela tinha um semblante preocupado, como se estivesse nervosa ou com medo de algo ou alguém. Ela estava pálida e suas mãos tremiam levemente. Olhei para ele de canto de olho, mas ela percebeu.

_ Desculpe-me, estou nervosa. É a primeira vez que ando de avião. – Ela disse com uma voz tremula.

_ Tudo bem, também é a minha primeira vez em um avião. – Sorri. Assim que ela vê meu sorriso, ela também sorri.

_ Meu nome é Anne.  – Ela estende uma de suas mãos em minha direção. Eu aperto sua mão e sorrio.

_ Meu nome é Sam.

_ Muito prazer em conhecê-lo Sam.

_ O prazer é meu.

_ Então... O que está indo fazer em Dublin?

_ Eu vou morar lá, por causa do trabalho. E você?

_ Hmm... Eu vou visitar um parente que está com câncer.

_ Hm... Sinto muito.

_ Ah, tudo bem! Ele é um parente distante, eu nunca o vi. Mas mesmo assim, obrigada.

_ Por nada.

_ Com o que você vai trabalhar?

_ Arquitetura.

_ Ah sim! Um arquiteto! Boa sorte com seu trabalho. – Ela sorri.

_ Muito obrigado. E você? Com o que trabalha? – Não faça perguntas Sam.

_ Eu sou assistente social.

_ Legal.

Ficamos em silêncio. Passo minhas mãos suadas em meus joelho e ela olha diretamente para minha mão direita. A que possui um anel.  Ela encara meu anel, e quanto olho para ela, ela desvia seu olhar para o chão.

_ Algum problema? – Pergunto.

_ Sinto muito, não sabias que tinha namorada. – Ela disse enquanto desviava seu olhar do meu.

Começo a rir dela e ela me olha.

_ Qual a graça?

_ Bom... Sinto muito acabar com seu flerte... Mas... Eu sou gay, e eu namoro já tem cinco anos.

Ela entre abriu sua boca, e nada saia da mesma. Ela me olhava com aqueles olhos gordinhos e com leves olheiras embaixo dos mesmos. Depois de alguns segundos, ela olha para baixo e começa a rir sozinha. Continuo a observá-la. Depois de muitas risadas da parte dela, ela finalmente olha pra mim.

_ Sinto muito. – Ela disse em meio às risadas. – Eu não esperava por isso, sei lá você não tem cara de gay. Pelo contrário, tem muita cara de hetero.

_ Sinto muito desapontá-la. – Comecei a rir juntamente com ela.

_ Sem problemas, a amizade continua.

_ Sim...

_ Mas se você tem um namorado, por que ele não está indo viajar com você?

Nesse momento desviei meu olhar para a janela. Em minha mente o rosto de Tae ficou estampado. Lembrei-me do último abraço e beijo e que dei nele há poucos minutos atrás. E novamente senti o mesmo aperto de sempre.

_ É complicado. E também é uma longa história.

_ Bom... Nós temos dezesseis horas, acho que tem tempo o suficiente. Claro, se você quiser conversar sobre isso.

_ Não quero falar sobre isso agora, eu ainda to me sentindo meio mal por estar deixando ele aqui. Tudo bem? Depois eu lhe conto tudo, pode ser?

_ Ahh sem problema, tudo no seu tempo.

_ Obrigado.

_ Por nada. Vou deixar você ler seu livro. – Ela sorriu e também pegou um livro.

_ Ok...

 

O avião já pairava dentre os céus. O céu se encontrava nublado e provavelmente logo iria cair uma garoa fina. Aquele aperto no peito já estava cessando, as lágrimas já haviam se secado. Mas mesmo assim minha cabeça não me permitia que eu lesse. E naquele momento, lembranças boas, somente lembranças boas vieram em minha mente. Todas elas incluíam Tae.

Eu me lembrei daquele sorriso belo e brilhante.

Aqueles fios de cabelos negros e lisos.

Aqueles olhos azuis.

O abraço dele.

O beijo e os lábios macios dele.

Sua cintura.

Seu corpo definido.

O jeito com que ele sentava em meu membro.

Pare Sam... Anne está do seu lado.

Olhei para baixo por causa do leve incomodo que sentia vindo de minha calça. Meu membro estava duro. Não importa o quanto de vontade que você sinta Sam, você não pode e não vai trair o Tae... Ele confia em você e você confia nele.

Mas e se ele arrumar outra pessoa?

E se quando eu voltar ele não me amar mais?

Não se importar mais?

E se ele arrumar uma família?

E se ele arrumar alguém que o satisfaça e o faça feliz?

Pare Sam!

Pare!

Depois que meus pensamentos voltaram ao normal, eu consegui ler. Li até que o sono veio átona. E assim, quando estava quase dormindo, senti saudades de Tae. Abraçando-me enquanto eu dormia.

E por alguns segundos pensei que ele estivesse ali, comigo.

 

 

 



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