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História Love Beyond Time - Capítulo 61


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Notas do Autor


Aproveitando minha quarentena pra encher vcss de cap KKKKKKK

Capítulo 61 - O enterro.


Fanfic / Fanfiction Love Beyond Time - Capítulo 61 - O enterro.

Elle narrando

- Eu te amo caralho! Falou se aproximando

Nesse instante, minha cabeça explodiu. Estava sentindo tanta coisa junta, que nem sei explicar.

Ele não podia estar falando a verdade. Esse não era ele!

E-eu.... Porque tu tá fazendo isso? Qual sua intenção mentindo pra mim assim? Falei me afastando

- Não é mentira porra! Na real, faz muito tempo que não falo tão sério. Disse me olhando profundamente

Estava totalmente perdida. Pra mim, ouvir isso dele, novamente, nunca seria possivel. Eu já tinha desistido. Já estava seguindo minha vida. Não era justo, esse idiota fuder com tudo denovo.

- Se é a verdade, porque só tá me dizendo isso agora hein? A real mesmo, é que tu só tá me falando esses bagulho, porque perdeu a trouxa que estava sempre disponivel pra tu. Falei com lágrimas que insistiam em descer

Nathaniel pegou os meus dois braços, fazendo com que eu o olhasse.

- Mano, porque tu não acredita no que eu tô dizendo. Sei que fui cuzão com você, mas uma coisa que tu sabe que eu não faço, é falar as coisas da boca pra fora. Falou sério

Suspirei, tentando acalmar as batidas do meu coração.

Nathaniel tinha razão. Nunca foi de dizer coisas que não sentisse.

Tudo estava muito confuso pra mim. Porém isso não podia continuar.

E-eu..... A gente..... Não dá. Falei negando com a cabeça

- Como assim? Falou arqueando as sobrancelhas

- Nós. Isso não pode acontecer. Tu não pode gostar de mim. E nem eu de você. Falei em choque

- Mano, não tô entendendo. Eu gosto de tu, não posso mandar no que sinto. E tenho certeza que tu também ainda gosta de mim. Vamo parar de tretar e ficar junto pô! Tentou outra aproximação, mas recuei

- Não! Tu não ouviu o que acabei de te contar? Minha mãe MORREU por ser casada com traficante. Não vou passar a mesma coisa. Pode esquecer. Falei assustada

Ele me olhou, parecendo tomar força pra dizer.

- Eu largo tudo isso pra ficar com tu baixinha. Falou de uma vez

Me arrepiei por inteira. Não queria mais ficar aqui, porque iria acabar cedendo. E não podia.

Sofri demais com essa relação. Por culpa minha, por culpa dele.

Nathaniel não era homem pra ter relacionamento. Ele podia até ter algum sentimento por mim, mas isso ia logo passar. E ai, eu quem iria me foder.

Além disso, realmente não vou me envolver com traficante. Ele fala que vai largar o crime, mas todos sabemos que não é tão fácil assim.

- Preciso.... sair daqui. Falei e sai quase correndo pro quarto

Nathaniel narrando

- Puta que pariu. Falei estressado, quando vi ela correr

Mano, eu tô ciente que errei tá ligado? Nunca fui santo com Elle. Mas pô passei por cima de todo meu orgulho e falei tudo que estava sentindo.

Falei que largaria TODA ESSA PORRA, por ela. 

Tu tem noção disso? Largaria poder, mulher, tudo, só por essa desgraçada.

O pior é que eu tenho certeza que ela ainda sente alguma coisa por mim. Só que não tá disposta a dar uma chance.

E na moral? Não vou insistir. Já fiz demais, assumindo o que sinto. Mas se a mina não tem moral pra assumir um B.O comigo, não posso fazer nada.

Por mais que isso seja foda pra mim. Não vou correr atrás!

Sai das minhas paranóias e decidi dar um jet, esquecer desse papo todo.

Peguei meu cavalo e fui até um bar.

Cheguei lá, já pedindo uma dose. Virei a primeira, seguida de outras.

Já tava meio doido, quando vi Bianca chegar.

- Olha só quem tá aqui..... O principe da quebrada. Falou se sentando do meu lado

- Não vem me encher, que tô sem paciência pra puta hoje. Falei ainda bebendo

- Calma cara. Só vim beber um pouco. Se tu quiser, pode ignorar minha presença. Falou dando de ombros

Fiz o que ela tinha dito e a ignorei. Porém...... No fim deu merda né.

Fiquei chapadão e acabei indo pra casa dela.

O que aconteceu depois, nem eu sei.

Elle narrando

Tentei dormir depois que me tranquei no quarto. Mas tu conseguiu? Porque eu não. Fiquei rolando de um lado pro outro, pensando em tudo que tinha acontecido, até dar seis horas da manhã, quando levantei da cama.

Bruna já estava no velório da mãe e eu iria levar Madu pra lá.

Fui até a sala, morrendo de vergonha de encontrar Nathaniel. Porém pra minha surpresa (ou não), ele não estava.

Bufei. Uma hora diz que me ama e depois passa a noite fora.

Fala pra tu, ainda bem que não cai no papinho dele. Esse idiota, não sabe o que é amar!

Fui me arrumar e depois acordei Madu. A piveta estava quieta, triste. Preferi não ficar de papo. Sabia o quanto esse momento seria difícil pra ela.

Até cheguei a sugerir que ficassemos aqui. Assim Maria sempre teria lembranças boas de sua mãe. Mas a mesma não concordou, falando que "Queria se despidir de sua mamãe"

Depois que estava tudo pronto, resolvi ligar pro Nathaniel. Ontem, tinhamos combinado que ele nos levaria.

Sei que tivemos aquele B.O todo, mas esse compromisso envolvia muito mais Madu, do que eu.

Tentei ligar um vez.... Nada! Duas.... Nada! Mas na terceira....

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Telefone on

Elle: Alô Nathaniel?

Bianca: Alô querida

Bianca: Nathaniel tá meio ocupado! É importante?

Elle: Vai se foder. E leva ele junto!

Telefone off

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Desliguei aquela bosta com raiva.

O amor dele era bem relativo né?

Cada minuto, eu tinha mais certeza que fiz o melhor. Principalmente pra minha saúde mental.

Porém agora eu tinha um B.O a mais pra resolver. Quem iria levar a mim e a Madu pro velório?

Pensei, até me vir a única solução possivel.

Passei uma mensagem pro Rodrigo, explicando a situação e pedindo ajuda. Ele prontamente falou que viria.

Sai com a piveta até a entrada do morro, onde o tatuado estava me esperando.

Entramos no carro e eu o cumprimentei com um selinho, indo sentar com Madu em seguida, que me olhava desconfiada.

- É teu momonado titia? Perguntou

Fiquei surpresa, sem saber o que responder. Enquanto Rodrigo soltou uma risada.

- É..... Um amigo da titia. Respondi sem graça

- Amigos dão beijinho na boca? Falou confusa

"Puta que pariu, como vou sair dessa?" pensei

- Só depois dos 18 anos, princesa. Meu "amigo" respondeu por mim

- Hum. Maria falou e depois ficou quieta

Na moral, até estranhei. Ela sempre gostava de ficar perguntando. Mas por outro lado, hoje era o enterro de sua mãe. Claro que a pequena ficaria assim.

Chegamos no cemitério e eu entrei com Madu,na salinha do velório, enquanto Rodrigo foi estacionar.

Fui direto em Bruna, que parecia exausta. Dei um abraço apertado nela, sem dizer nada.

- Tá melhor Bru? Perguntei quando nos afastamos

- Não! Falou baixo

Suspirei. Realmente não tinha o que dizer. Só o tempo cura o luto.

Madu ficou abraçada com ela. Era bonito ver a conexão das duas.

Vi o tatuado entrando, e fui até ele.

- Obrigada por ter nos trazido. Falei sorrindo

- Magina mina. Tô aqui pra te ajudar mesmo. Mas iae, deu tudo certo ontem? Perguntou

Na hora, lembrei da minha conversa com idiota e engoli a seco.

- Foi, foi tudo bem. Eu e Nathaniel nem nos falamos direito. No fim, ele passou a noite fora! Falei tentando ser convincente

Menti? Sim. Mas não tinha necessidade de falar o que tinha rolado. Não devo satisfação pra ele mesmo.

- Hum, que bom então. Falou pegando em minha cintura

Sorri fraco, dando um beijo nele.

Quando nos afastamos, vi uma figura me encarando.

Nem precisei olhar pra ver quem era. Ele veio até nós, se virando pra mim.

- Tu não tinha combinado de me esperar? Falou irritado

Ia responder, porém Rodrigo foi mais rápido, soltando

- Ela te esperou. Mas tu é um irresponsável, que sai pra foder com puta e esquece dos seus compromissos!

Nathaniel tensionou a mandíbula, com um ódio assustador.

- Na moral? Fica na tua. Porque nós já tamo no cemitério, pra eu te mandar em um caixão, é rápido. Falou chegando perto do tatuado

Revirei os olhos, cansada da palhaçada.

- Sério que vocês dois não vão ter respeito nem pela pessoa morta? Falei indignada

- Foi ele que começou. Rodrigo respondeu

- Não, não foi! Tu começou e eu vi muito bem! Falei com raiva e sai revoltada, indo pra perto da minha amiga novamente

- Qual foi a fita? Ela perguntou

- Dois idiotas brigando! Falei dando de ombros

- Por tu né? Falou arqueando as sobrancelhas

- Não sei do que tá falando. Falei me fazendo de desentendida

- Eu vi muito bem tu com Rodrigo! Você tá com ele? Falou me olhando

- A gente meio que..... tem um rolo. Falei coçando a nuca

- Mas ele não é..... Ia dizendo, mas a interrompi, já sabendo do que se tratava

- Não, ele não é mais traficante. Falei direta

Bruna suspirou, me encarando.

- Olha amiga, na real, não boto fé nesse Rodrigo não. Mas se tu tá feliz, é o que importa! Falou sorrindo fraco

Retribui o sorriso, agradecendo seu apoio, mesmo se não entedesse bem essa "implicância" de todos com ele.

Quer dizer, o tatuado era bom. Pelo menos pra mim.

Ficamos lá. Eu não cheguei mais perto do Rodrigo. Muito menos, do Nathaniel.

Depois de um bom tempo de velório, chegou a pior hora...... A hora do enterro.

Madu não tinha tido coragem de chegar perto do caixão, até aquele momento.

- Mamãe, vou sentir muita sua falta. Mas sei que agora, ocê vai ser a estelinha mais bonita do céu inteiro. Disse coçando os olinhos

Bom, nesse momento eu já estava me debruçando em lágrimas.

Bruna então, nem se fala. Apoiada no DG, não tinha forças nem pra se mexer.

Rodrigo se aproximou, me dando um abraço.

Os caras foram fechar o caixão e quem tirou Madu de lá, foi Nathaniel. Ou pelo menos tentou....

- Vem com o tio piveta. Falou

- Não! Não quelo deixar minha mamãe aqui tio. Falou chorando

Resolvi ir até lá. Acima de tudo, ela era o mais importante.

- Vamos Madu. Sua mamãe precisa descansar, pra noite ela virar sua estrelinha! Falei pegando em sua mão

- Mas titia..... Não sei que quelo que ela vire estrelinha. Na verdade queria ela comigo. Falou fungando

- Tu lembra o que falamos ontem? Sua mamãe tava muito doentinha aqui. Lá no céu, ela vai tá muito melhor. Brilhando só pra tu. Falei passando a mão em seus cabelos

Madu deu uma última olhada pra mãe morta, antes de se virar pra nós dois, e Nathaniel a pegar no colo.

O caixão foi fechado e todos fomos pro enterro.

Esse momento, Maria foi com sua irmã e com DG.

Chorei demais. Me lembrava o enterro da minha mãe. E ver minha amiga e sua irmã desse jeito, acabava comigo.

Rodrigo ficou ao meu lado, dando apoio.

Quando tudo aquilo terminou, estavam todos abalados.

Os parentes da Bruna se despidiram e foram embora. Com tudo mais calmo, fui falar com ela.

- Amiga, tu precisa descansar. Falei preocupada

E-eu não vou conseguir. E ainda tem Madu. Falou suspirando

- Eu já te falei e vou repetir. Deixa a Madu comigo, que vai dar tudo certo! Falei séria

- Mas..... Tentou contestar, porém a interrompi

- Mas nada. Como tu vai cuidar da menina desse jeito? Só vai piorar pras duas. Falei firme

- Eu me sinto como se estivesse abandonando ela. Disse culpada

- Não está! E Madu sabe disso. Falei a olhando

- Amor, ela tem razão! É melhor tu deixar a Madu com a mina e descansar um pouco. DG entrou na nossa conversa

Bruna respirou fundo, cedendo.

- Tudo bem. Mas amanhã busco ela! Disse

Concordei e ela foi conversar com a piveta, enquanto eu fui falar com Rodrigo, sobre levar ela pro apartamento.

- Levar ela pra lá? Não sei não. O tatuado falou

- Porque não? Perguntei sem entender

- Ah mina, eu queria um tempo só nosso. Respondeu me olhando

- Mas agora é por uma causa maior. Depois ficamos juntos! Falei séria

- Tu que sabe então. Deu de ombros

Bufei. Esse jeito egoista dele estava me irritando!

Fui pegar Maria, pra ir comigo pra casa, mas vi ela com o outro lá.

Respirei fundo e andei até eles.

- Eai princesa, bora com a titia? Falei olhando pra menina

- Tu vai levar ela pra onde? Nathaniel perguntou arqueando as sobrancelhas

- Pro apartamento. Falei séria

Ele respirou fundo. Bem fundo, me encarando.

- Deixa que eu levo a piveta pra sua goma depois! Falou calmo

Revirei os olhos. Ele é surdo, só pode!

- Já falei que não! Não vou te deixar sozinho com ela! Falei brava

- Mano, dá uma segurada na emoção. Eu ia levar a piveta pra pegar os bagulho dela e depois levar pra tu. Se quiser ir junto com nós, pode ir. Se não, não fode. Falou também irritado

O olhei. Talvez eu tivesse passado mesmo do ponto.

- Tá, acho..... Ia falando, mas fui interrompida pelo tatuado, que chegou perto de mim

- A mina já falou que não quer que tu leve a...... Estava dizendo, mas também o interrompi, puta por ele ficar se metendo e arrumando confusão, quando não precisa

Olhei pra Madu, que parecia perdida e depois encarei Nathaniel.

- Pode levar ela. Depois é pra deixa-lá comigo! Falei simples e sai de perto, antes que surtasse com os dois

Fiquei esperando Rodrigo voltar, pra irmos embora, já que ele era minha única carona.

O caminho até o prédio, foi silencioso. Eu estava brava e ele parecia estar também.

Chegamos e subimos pro meu apartamento.

Entrei, dando uma olhada geral e tudo parecia em ordem. Me sentei no sofá e olhei Rodrigo.

- Tu tá puto porque mesmo? A única que tem esse direito sou eu! Falei cruzando os braços

Ele me olhou, com uma expressão diferente.

- Não tenho direito? Não tenho o caralho! Tu me desautorizou duas vezes na frente daquele babaca. Falou alto

- Desautorizei? Tu tá ficando maluco? Falei levantando

- Maluco tu ainda não me viu! Falou quase gritando e continuou...... Fica de papinho com Nathaniel, o defendendo e me tirando de palhaço!

- Papinho? Pelo amor de Deus, falei com ele o necessário, por conta da Madu! Disse indignada

- Isso é K.O seu! Essa menina nem é nada tua! Falou com ódio

Neguei com a cabeça, chocada pela sua falta de sensibilidade.

- Tô começando a achar que todo mundo tem razão de não confiar em tu! Acho melhor inclusive, tu vazar daqui! Falei séria, o encarando

Rodrigo soltou um riso seco, me segurando pelo braço com força

- TU TÁ ME EXPULSANDO DAQUI? PRA QUE? PRA BOTAR MACHO AQUI? Gritou

Arregalei os olhos, assustada

- ME SOLTA! Gritei, dando um golpe nele e me soltando

"Pelo menos minhas aulas de luta, ainda servem" pensei

Porém não tive nem tempo de reagir novamente. Quando vi, o tatuado me puxou pelos cabelos, me jogando na cama com força.

Gemi ao sentir o impacto. Tentei me mover, mas sem sucesso.

- Tua idiota! Tá achando que pode comigo? Falou contra o meu rosto

- Me larga Rodrigo! Tá machucando. Falei com dor

- Tu merece. E vai merecer mais pra aprender a não dar moral pra outro homem! Falou com um sorriso na cara

Antes que eu pudesse raciocinar, senti um soco atingir meu olho.

Puxei o ar, impactada.

P-para. Pedi

Mas não adiantou. Ele continou dando golpes contra minha cara. Eu tentava revidar, mas sentia muita dor, por ter sido jogada na cama.

Quando já estava sangrando, ele parou e se afastou.

Eu não conseguia nem pensar. Tudo doía. Não gritava, não chorava, não fazia nada. Só queria sumir dali.

Continua......



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