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História Love by chance (JIKOOK) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura gente má ❤️ ☕

Capítulo 10 - Aquele em que dizemos a verdade





O homem moreno estava em sua sala, mexendo em seu computador tentando ocupar sua mente, mas estava falhando miseravelmente nisso, já que sua mente estava fazendo qualquer coisa, menos pensar em seu trabalho. 

Jungkook estava doente ainda, um pouco só, mesmo que ele quisesse dizer que não e negar tal fato, ele estava doente, sua cabeça ainda doía minimamente e seus olhos estavam ardendo um pouco. Ele não sabe em que momento foi deixado sozinho em casa, mas ele foi deixado. 

Quando acordou na segunda-feira ele estava sozinho em sua cama, com uma bandeja de café da manhã e um bilhete de Park, seu coração não deixou de ficar decepcionado, em sua cabeça iria acordar com o baixinho em seus braços, mas não foi isso oque aconteceu. 

Diferente de Jeon que era o chefe e podia chegar em qualquer momento, Park tinha um horário a cumprir na agenda, então acordou cedo, fez o café de seu chefe e foi embora, deixando ele dormindo feito um bebê para trás. 

O moreno estava dopado de remédios ainda, estava ignorando as ligações de seu psicólogo e estava ignorando qualquer questionamento sobre sua mãe, ou melhor, sobre a mulher que ele odiava falar. 

Saiu de seus desvaneios assim que um homem moreno alto de cabelos platinados entrou na sala. Namjoon exibia um sorriso nos lábios enquanto mostrava sua nova cor de cabelo. 


– Gostou? – Deu uma voltinha abaixando a cabeça. 

– Parabéns, ficou ridículo. – Jeon zombou encostando as costas no encosto da cadeira. 

– Não seja bobo, eu sou lindo! Fico bonito até com a cabeça raspada. 


– Qual foi o acidente nuclear que aconteceu na sua cabeça? – Fez uma cara de confuso parecendo analisar o amigo. 

– E no cu, você já tomou hoje? – Rabateu nervoso ficando sério na hora, ouvindo a gargalhada de Jeon preencher a sala, logo depois uma tossi seca do mesmo. – Ainda está mal? 

– Não, Namjoon! Eu gosto de começar a  tossi sangue as vezes, só por diversão mesmo, só de zueira. – Ironizou passando um pano nos lábios. 

– As vezes eu acho que você esquece que eu sou seu Hyung. – Sorriu de lado se sentando na cadeira de frente para a mesa de Jeon. 

– As vezes eu acho que você esquece que eu sou o homem que assina o seu cheque e paga suas contas. 

– Pelo amor de deus, homem! – Namjoon levou a mão até o peito, parecendo assustado com a ação do mais novo. 

– Você não era ateu? 

– Não pode faltar essa piada nunca, né? 

– Lógico que não! 



Os dois sorriram se olhando brevemente, eles nunca brigavam sério, era raro as vezes, a amizade deles se baseava em minutos de xingamentos e logo depois, estavam dando as mãos e sorrindo. 


– Então, eu preciso de folga amanhã, preciso resolver um assunto. – Namjoon falou depois de longos segundos de silêncio. 

– Amanhã começa a semana de moda, você quer folga na semana de moda? Você está usando drogas? – Jeon ajeitou sua posição na cadeira olhando para o mais velho. 

– Eu não faço nada na semana de moda, eu sou advogado, não modelo. – Puxou o copo de água que era de Jeon, começando a beber com calma. – Eca, isso é água? 

– Estava esperando álcool? 

– Claro. – Namjoon se levantou indo em direção ao armário de bebida de Jeon. 

– Eu não posso beber álcool, isso corta o efeito dos remédios. – Falou sem ânimo puxando uma cartela de remédios balançando no ar, chamando a atenção do amigo que encarou com o cenho franzido. 

– Meus pêsames. – Kim levantou o copo de bebida e virou de uma vez. 

– Meus pêsames pelo seu rim. 

– Você não bebe a dois dias e já acha que está salvo, a universal você. – Zombou enchendo o copo novamente. 


– Por que quer folga amanhã? – Jeon voltou ao assunto principal, já que não estava entendo ainda. 

– Eu preciso resolver um assunto, uma suspeita na verdade. – Falava calmo e se virou se dando conta do olhar cunfuso do outro. 

– Qual foi o capítulo que eu perdi? 

– Por que você quer papéis da época do seu pai? – Virou o jogo e Jeon engoliu em seco. 

– São meus assuntos! – Disse seco. – Por que a folga? 

– São meus assuntos! – Sorriu de lado. 


– Você não terá folga então! – O sorriso de Kim deixou seus lábios grosso e Jeon sorriu travesso. 

– São assuntos do Jin. 

– O modelo? O modelo que você estava xingando semana passada? – Jeon se levantou indo até o maior. 

– Sim, ele está com umas suspeitas, não temos certeza ainda mas precisamos saber mais afundo. – Encarou Jeon que tinha um ponto de interrogação gigante em sua cabeça. 

– Afundo você quer dizer você indo fundo nele, certo? – Jeon soltou calmo recebendo um tapa forte na nuca. – Desgraçado! 

– Não é nada disso, ele acha que o Taemin está sendo um stalker com o Park, então pediu minha ajuda. – Suspirou nervoso. 



O rosto de Jeon ficou pálido na hora, ele sentiu suas pernas fracas, tudo a sua volta pareceu escurecer, sua garganta secou e ele se apoiou em Kim para não cair. O homem não entendeu direito, mas o nome de Park saindo daquele modo, naquelas circunstâncias, fizeram seu corpo todo tremer. 

Ele sabia que tinha algo haver com sua doença, ele ainda estava mal por tudo que aconteceu esses dias, mas aquilo não era normal, ele não tinha ideia do porque ficou tão impactado apenas com a ideia de Jimin estar em perigo. 


– Você está bem? – Namjoon segurou ele levando até o sofá de couro preto. 

– S-Sim, foi uma queda de pressão apenas, estou bem! – Sussurrou se movendo incomodado. – Me conte sobre esse assunto do Park. 

– Por que você quer saber? – Namjoon olhou para Jeon desconfiado, recebendo um olhar duro do mais novo. – Okay, Jin me procurou esses dias, ele estava nervoso, disse que Taemin está perseguindo o Park em todo lugar, além de se aproveitar que tem acesso na empresa para poder assediar ele, ir atrás dele pelos cantos e intimidar.

– Você pode fazer algo? – Perguntou aflito, olhando no fundo dos olhos de Kim. 

– Foi oque eu disse para o Seok, não temos provas e muito menos um motivo ainda, é meio que apenas suspeitas. – Ditou sério e Jeon trincou o maxilar. 

– Vamos esperar o Jimin morrer ou ser agredido então? – Sorriu sem ânimo. 

– Por isso eu preciso de provas, amanhã irei sair com o Jin, vamos nos lugares que o Jimin costuma frequentar, vamos falar com pessoas e buscar um material suficiente para poder pelo menos pedir uma ordem de restrição para o Lee. – Passou a mão nos braços de Jeon, confortando o mesmo, ele percebeu que aquele assunto deixou o mais novo nervoso. 

– Você está liberado! – Abaixou a cabeça passando as mãos entre seus fios negros, estava realmente frustrado com aquilo. 

– Eu ia mesmo que você negasse, você não é porra nenhuma pra mim. – Brincou tentando mudar o clima da sala, ganhando uma risada baixa do moreno. – Quer conversar sobre os papéis? 

– Namjoonie! – Manhou olhando para o Kim que levantou as mãos em rendição. 

– Não faça nada imprudente, e por favor! Não mexa em assuntos mortos. 



Namjoon levantou e passou a mão pelo cabelo do amigo, ele estava preocupado com o mesmo, mas sabia que Jeon era um homem adulto, ele não podia mandar ele não fazer algo, porque isso só faria ele ir atrás mais ainda. Kim agia como pai de Jeon a maioria do tempo, mas havia momentos que ele apenas agia como um amigo, segurava sua mão e deixava que ele seguisse, e era isso que ele estava fazendo agora. 

Ele deixaria que Jeon buscasse oque queria, e no final apenas daria apoio para o mesmo, era apenas isso que ele podia fazer agora. 


– Namjoon! – Jeon gritou chamando a atenção do mais velho. – Seu cabelo ficou uma merda, e dê um beijo no modelo. 

– Vai se foder, seu bostinha. – Kim ergueu a mão mostrando o dedo do meio, com um sorriso nos lábios. 




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.

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Park andava de um lado para o outro, estava prestes a matar alguém, e esse alguém era Jung Hoseok, o assistente que semana passada mandou ele para a casa de Jeon, e que agora ele sabia que era apenas porque ele não queria deixar de dar aulas de dança. 

Ele entrou na sala particular onde todos os funcionários ficavam no intervalo, ele encarou todas as mesas onde estavam comendo, e avistou uma madeixa vermelha e em passos rápidos andou até o garoto. 

As pessoas que estavam na mesa logo se afastaram, o baixinho estava cuspindo fogo, e seria muito melhor apenas sair. Taehyung que estava do outro lado comendo olhou a cena assustado, ninguém sabia mas a pior coisa que podia acontecer era irritar Park Jimin. 



– Ué, gente? – Hoseok olhou para a mesa vazia confuso. 

– Olá, Jung Hoseok! – A voz doce e carregada de ódio de Park chamou a atenção do ruivo. – Ou devo lhe chamar de Judas? 



Jung arregalou os olhos e se levantou rápido, virando de frente para Park, seus olhinhos foram em busca de uma salvação, mas ninguém estava disposto a entrar naquela briga por ele, então ele apenas engoliu em seco e deu um sorriso doce para o menor. 


– O-Olá. – Cumprimentou doce. 

– Falso do caralho, você não tem vergonha na cara não? – Jimin cruzou os braços com um semblante sério. 

– Em minha defesa, eu apenas estava querendo dar aula. – Tomou coragem e encarou o baixinho que sorriu amargo. 

– Quer dizer que para você passar os dias rebolando ao som de kpop, você me mandou para a casa do chefe? – Quase gritou e Jung se encolheu. 

– Eu estava a semanas sem dar aulas, eu precisava disso. – Fez um biquinho olhando para o lado e viu Yoongi. – Yoonnie, me ajuda! 


– Meu nome é Jubileu e o Yoongi morreu, forte abraço! – Yoongi passou rápido deixando o Jung todo cagado de medo para trás. 


– Você vai fazer os meus relatórios! 

– EU? – Jung arregalou os olhos. 

– Tem outro curupira safado que passa a perna nos amigos aqui? – Gritou furioso e Hoseok balançou a cabeça negando. 

– Não somos tão amigos assim.

– E todo aquele amor que você mostrou no primeiro dia? E aquela família que você disse que a gente seria? – Se aproximou do ruivo que quase correu. – Seu vendido! 

– Isso mágoa. – Fez um biquinho e Park sorriu de lado. 

– Você é uma naja. – Estreitou os olhos abrindo um sorriso doce. 

– Me julgue por querer rebolar ao som de Anitta. – Gargalhou e Park também começou a rir. 



Taehyung que estava de longe, correu até os dois, abraçou ambos ficando no meio deles, parecendo gostar da companhia dos dois, mesmo as vezes Park parecendo querer matar os outros, o baixinho não faria nada contra aquele ruivinho, mesmo que na hora tenha ficado com raiva, ele entendeu o lado do outro. 


– Olha só, nós três e um grande amor para ser aproveitado. – Tae puxou mais os dois em um abraço de três todo estranho. 

– M-Me larga, Taehyungie. – Jimin falava quase sem ar pelo aperto do moreno. 

– Acho bom me soltar agora, ou eu te boto para dançar samba. – Jung sussurou apenas para Tae ouvir, esse que se afastou na hora. 


– Que tal a gente tomar um café atarde, Hoseokie? – Ditou animado. 

– Eu não tomo café. 

– Na sua sala tem uma placa escrito "não me dê dor de cabeça, me dê café." 

– Deixa eu ser mais específico, eu não tomo café com você. – Hoseok beijou a própria mão e depois colocou na boca de Taehyung, saindo logo depois. 



Taehyung ficou petrificado vendo o ruivo rebolando para fora da sala, seu biquinho cresceu mais, ele estava tão triste, achava que depois da aula de dança, ele estaria mais próximo do menor, mas parecia que só tinha piorado. Seu amigo que estava próximo, parou do lado dele, passando o braço por seus ombros, com certa dificuldade por causa da altura. 


– Dia difícil? – Park chamou a atenção do Kim que encarou ele triste. – Meu bebê tá triste? 

– Pior, estou apaixonado! 

– Caralho, o mundo vai acabar! Tenho certeza disso. – Ditou rindo e Kim olhou o amigo com a carinha triste ainda. – É sério? 

– Não sei, eu quero ele, mas ele não me quer, e eu só quero mais ainda ele. – Tentou explicar mesmo sem entender oque havia dito. 

– Isso é capricho, você sempre teve todos, agora que não tem, tá' chorando. – Passou suas mãos pequenas pela bochecha Tae, fazendo carinho. 

– Eu nunca tive você ou o SeokJin.

– A gente não conta, nós somos seus amigos. 

– E se não for capricho meu? – Kim encarou o amigo que sorria doce. 

– Se não for capricho, então você tomou no cu. – Explicou calmo e Kim concordou. 




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Jimin estava parado perto da porta do elevador, esperando o mesmo abrir, depois da conversa com o outro Kim ele só conseguia rir, pensava que Jung era algum tipo de anjo para ter deixado o homem todo bobo. 

Pela primeira vez em anos, ele viu os olhos do amigo brilharem, e isso chegava a ser cômico, então ele apenas aceitou isso e deixou o mais novo resolver seus assuntos, afinal, mesmo ele sendo doido e bobinho, ele ainda era um adulto. 

Seus olhos pequenos seguiram até seu lado, quando notou um calor humano próximo de si, ele estava sorrindo quando seus olhos esbarraram com os de Jeon, que estava parado ao seu lado, esperando o elevador aparecer. 

Ele ficou nervoso, não havia falado com Jeon desde que saiu de sua casa, então apenas virou para frente nervoso. 


– Se sente melhor, senhor? – Tomou coragem falando algo, mas não tirou os olhos da porta de metal. 

– Sim, estou sim! – Foi breve, mesmo que Jimin estivesse esperando um obrigado. 

– Fico feliz! – Finalizou sério. 



Os dois ficaram calados, até a porta de metal se abrir, Jimin encarou lá dentro, vendo Taemin parado dentro do elevador, seu rosto ficou pálido e ele sentiu seu coração batendo mais forte, quase podia ser ouvido por outra pessoa. 

Quando tomou coragem para entrar no elevador, seu pulso foi segurado por Jeon, seu rosto se virou devagar e ele encarou o homem, o moreno em nenhum momento parecia nervoso ou com medo, pelo contrário, ele colocou Jimin atrás de si, e entrou no seu lugar. Deixando para trás um Jimin confuso. 


– Vá pelas escadas, Park! – A voz parecia firme, mas em nenhum momento rude, ele encarou o rosto de Park, tentando acalmar ele apenas com um olhar. 




Ele apertou o botão fechando a porta, Jimin olhava cada segundo como se ele estivesse em câmera lenta, ele balançou a cabeça concordando com o seu chefe, mesmo que não quisesse ou tivesse entendido oque aconteceu ali. O momento que a porta se fechou, foi o suficiente para seu corpo cair no chão do corredor da empresa, ele tentou respirar, mesmo que fosse difícil tal ação. 



Dentro do elevador, os dois homens ficaram em silêncio, Taemin não entendeu oque aconteceu segundos trás naquele corredor, mal entendeu por que de Jeon agir como se ele fosse uma ameaça para Park. Ele queria entender, mesmo que tudo em sua cabeça estivesse uma bagunça. 



– Eu serei claro e breve. – Jeon iniciou enquanto mexia em sua gravata, olhando para o espelho grande do elevador. – Fique longe do Park Jimin! 


– Oque? – A voz confusa de Lee foi ouvida, ele se virou olhando o homem pelo espelho. 


– Eu gaguejei? – Perguntou retórico com um sossiso de lado. – Acho que você me entendeu muito bem, fique longe do meu funcionário, Park Jimin, senhor Lee. – Jeon se virou olhando sério para o homem.


 


Notas Finais


"Eu gaguejei?"

Uiiiii, me tremi toda aqui!

(passei a madrugada tentando atualizar isso aqui, então me dêem muito amor)

Bjs gente má ❤️


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