História Love Coffe (Vmin) - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Black Pink, TWICE
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Momo, Park Jimin (Jimin), Rosé
Visualizações 106
Palavras 1.598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hoje é meu aniversário,estou ficando mais velha,parabéns para mim aaaa,fiz um capítulo um pouco maior por essa causa.
Boa leitura e esse cap tá meio/muito sad.

Capítulo 6 - High fever


Fanfic / Fanfiction Love Coffe (Vmin) - Capítulo 6 - High fever

"Jimin, Dong-Yul se suicidou". As palavras do Jeongguk ainda martelavam minha cabeça,o Dong-Yul que eu conheço era forte,uma pessoa sonhadora e que tinha fé nos seus sonhos. Dong-Yul meu irmão mais novo,aquele que mais sofreu na separação de nossos pais por ter nascido quando eles já eram separados mas mesmo assim lutava para tirar boas notas na escolinha quando eu o-vistava na casa dos nossos avós em dias de feriado. Dong-Yul meu irmão mais novo,aquele que eu cuidava e abraçava quando tinha frio ou adoecia. Dong-Yul meu irmão mais novo,aquele que quando caia do balanço machucava os joelhos e pedia minha ajuda. Dong-Yul meu irmão mais novo,aquele em que podia contar comigo para qualquer coisa que pudesse acontecer e que tinha um coração puro e cheio de amor, Dong-Yul meu irmão mais novo, aquele que vi nascer,vi dizer suas primeiras palavras e até as vezes errar um passo e cair no chão,Dong-Yul meu irmão mais novo,aquele Dong-Yul que sentirei falta de ter comigo ao meu lado, o Dong-Yul que nunca mais vou poder ver novamente.

(...)

Sentado em um dos assentos do trem que me levaria á Busan,pensava em Dong-Yul,ele estava no oitavo ano, era tão estudioso, atencioso com as pessoas e apesar de tudo que acontecia sempre colocava um sorriso no rosto. Nunca pensei que pudesse voltar á busan assim, muito menos pensei que voltaria a ver meus parentes outra vez,isso me corrói por dentro,eu não irei saber o jeito certo de agir na frente dessas pessoas que destruíram uma parte de mim quando eu mais precisava do apoio delas.

"Próxima estação: Busan"

Desacordo de meus desvaneios e lembraças e levanto do meu assento desocupando o local e passo a segurar as barras de ferro até o trem parar na estação de Busan. Esse nome ainda me trás lembranças da minha família,a que eu tentei apagar ou até esquecer.

Ao descer na minha estação pego um ônibus para ir ao local onde seria o velório. Eram sete horas da manhã pelas informações em meu celular,hoje é o último dia de feriado desse mês. Eu vestia uma blusa preta de mangas compridas, uma calça jeans também preta e um sapato preto.

Ao descer do ônibus, entro no local e dou de cara com uma foto do Dong-Yul,na foto ele sorria,mas será que realmente era forte assim por trás das camêras? Todos tem um lugar sombrio e escuro,onde guardam seus maiores segredos,tristezas,decepções e pessoas que depois de certo tempo,viram somente lembranças.

— Jimin? Porque veio? — Fala a voz chorosa da minha mãe.

— Vim ao velório do meu irmão,teria algum outro motivo? — Falo ainda olhando para a foto de Dong-Yul permitindo lágrimas insistentes escorrerem por meu rosto.

— Me desculpe filho,fomos muito duros com você, mas agora te entendemos! Poderia me perdoar? — Indagou minha mãe ainda com voz chorosa e falha.

— Não,eu não perdôo! Vocês deveriam ter me entendido naquele momento,vocês não sabem o quanto chorei por não ter apoio da minha família. — Funguei por estar chorando ainda ao olhar Dong-Yul na foto. —  Eu me senti o pior ser humano do mundo,vocês me humilharam,me fizeram infeliz, agora eu sou adulto,eu mando em minha própria vida e tomo minhas próprias decisões,pedir desculpas não vai mudar em absolutamente nada nas coisas que aconteceram no passado.

— Eu entendo filho! — Suspirou cansada. — Ele deixou isso pra você,acredito que seja uma carta de despedida! — Disse estendendo uma carta onde tinha escrito "Para o melhor irmão do mundo", depois de me entregar a carta minha mãe me deixa sozinho indo embora.

Então sento num banco que tinha ali por perto e abro a carta. Estava digitada e era um pouco longa,segurei com força a folha em minhas mãos e comecei a ler.

"Irmão, sou eu o Dong-Yul! Suportamos muitas coisas juntos não é? Depois de você ter ido embora as coisas dificultaram um pouco,o papai voltou a beber e a mamãe passava o dia trancada em seu quarto com a vovó. Eu permanecia firme nos estudos, mas fiquei triste por não ter você nem o Gukkie aqui comigo. Na escola finalmente tinha entrado para o quinto ano e estava muito feliz,você continuava me mandando mensagens no kakaotalk mesmo longe, mas lembra que fiquei diferente? Meus amigos,eles mudaram de escola, os dois únicos que eu tinha,então minhas notas caíram,as pessoas da sala diziam "O nerdzinho da sala está tirando quatro? Não tente se juntar a nosso grupo seu nerd! Seus amigos foram embora e não vamos fazer papel de seus amigos por causa disso", "Seus amigos não vão mais poder proteger você!". Passaram a me iguinorar na escola,as vezes tiravam sarro de mim e até me batiam. Passei a ficar mais no meu canto depois de tudo isso, o papai descobriu que eu tinha tirado notas baixas e me bateu,foi aí que pensei,onde estavam as pessoas que se importavam comigo? Suas mensagens iam diminuindo de frequência cada vez mais por que você estava terminando o ensino médio lembra? Tudo pra mim já não fazia mais sentido,nesse ano comecei o oitavo ano,as brincadeiras das pessoas da sala passaram a ficar mais pesadas cada dia que se passava minha vontade de viver só diminuia,passava o dia inteiro trancado em meu quarto, no dia 05/08 farei a maior decisão da minha vida. Sim eu vou me suicidar hyung,mas lá de cima estarei cuidando de você,não chore,quero que siga feliz com sua vida agora,sempre te amarei!

Ass: Dong-Yul."

Me permiti chorar,muito,como se o meu mundo tivesse desabado por completo.

— Jiminie?

— Gukkie? — levanto para abraça-lo ainda chorando — Por favor, por favor me diz que é só um pesadelo,por favor,faça alguém me acordar Gukkie,por favor! — Implorei com a voz falha,a dor no meu coração me machucava e eu só queria fugir daquilo que,eu não queria acreditar que era realidade.

— Eu ... eu queria muito que fosse só um pesadelo Jiminie! —  Respondeu-me também chorando. — Vamos ... vão enterrar o Dong-Yul!

Guardo a carta em meu bolso e sigo com Gukkie para o local. Nossa família,conhecidos,todas as pessoas estavam ali, enquanto cavavam cada vez mais fundo a cova onde ficaria Dong-Yul.

Depois de colocarem o caixão dentro do fundo espaço choro de desespero, eu nunca,NUNCA mais veria ele.

— Não,não, por favor Gukkie por favor me acorda,eu estou enlouquecendo! — Falo baixo e por algum motivo me sentia cada vez mais numa falsa realidade e a sensação de estar num sonho era grande.

— Jiminie,não é um sonho! — Respondeu choroso. Eu sabia que também doía nele.

— Dong-Yul por favor volta,me deixa te ver mais uma vez — Solucei entrando em desespero novamente. — por favor ... Por favor, só mais uma vez! — Assim começam a jogar a Terra para tampar o buraco onde estava o corpo de Dong-Yul.

 NÃO, DONG-YUL NÃO VAI POR FAVOR!

Grito fazendo todos me olharem. Estava chorando ajoelhado na Terra que sujava minha calça preta,estava me sentindo fraco. Jeongguk se ajoelha e me abraça.

 Vai ficar tudo bem Jiminie,você é forte,hum!? Você vai conseguir superar. — Fala Gukkie enquanto me abraçava.

 Eu sinto que posso desmaiar a qualquer momento — Solucei novamente e me separei do abraço lentamente. — mas eu quero ver isso até o fim,vou dar adeus ao Dong-Yul! — Falo separando-me de gukkie voltando a levantar e olhando para a cova quase totalmente fechada.

(...)

Agora estou voltando para Seul com Gukkie de trem. Não parei de chorar em nenhum minuto agora eram nove e cinquenta de acordo com meu celular. Estou tão esgotado que talvez nem vá trabalhar amanhã,eu preciso de um tempo para absorver tudo melhor. A carta guardada dentro do meu bolso vai ser bem guardada,não quero perder.

(...)

Agora que deixei Gukkie em seu prédio volto andando para casa,Tae deve estar me esperando pra almoçar. Apesar de estar trinta graus hoje em Seul, eu estava sentindo calafrios. Depois de mais alguns passos chego em casa e bato na porta.

Tae abre a porta rapidamente e quando me vê imediatamente me traz pra dentro e me abraça.

 Jimin vai ficar tudo bem ok? — Fala ainda me abraçando.

Começo a chorar lembrando da carta do Dong-Yul,por quê ele timha que ir embora assim?

— Tae eu não tô me sentindo b-bem!

— Oque está sentindo? — Perguntou cortando o abraço e me olhando nos olhos. Pude perceber que Tae também chorava.

— Estou tonto e com calafrios.  — Respondi lentamente. Eu me sentia fraco e esgotado; eu só queria que fosse um sonho.

Tae me leva para o sofá me deitando no mesmo. Assim ele toca minha testa.

— Jimin você tá com muita febre. Calma que eu já trago o termometro!

Assim ele vai meio que correndo até a caixas de socorros e pega o termômetro, ligando o mesmo e voltando para minha frente. Ele coloca em baixo do meu braço com um pouco de ajuda da minha parte.

— Tae por favor me acorda desse pesadelo.

— ChimChim, vai ficar tudo bem,sendo um pesadelo ou não, eu vou estar com você certo?

 Certo. — Respondi com voz trêmula.

O termômetro apita,fazendo Tae tirar de baixo do meu braço e olhar a termperatura.

— Trinta e oito ponto nove. Vou ter que te dar remédio. — Disse e se levantou indo até a caixa de socorros de novo,pega o comprimido para febre e trás um copo de água junto,trazendo ambos até mim.

— Toma e não faz birra! Você tem que tomar pra ficar melhor.

Certo. Desde pequeno eu odiava comprimido. O comprimido passa pela garganta mas e se ele for muito grande? Ele pode ficar lá.

Pego o comprimido e um pouco hesitante engulo com água.

— Agora descansa ChimChim, na hora do jantar te acordo! — Aceno em concordância com a cabeça e me aconchego no sofá para em fim dormir.


Notas Finais


Até o próximo capítulo,amo vocês! <3


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