História Love Doesn't Have Legs - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Drama, Família, Revelaçoes, Romance
Visualizações 20
Palavras 2.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Survival, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Que saudades!!!
Desculpem pela demora de novo, eu gostaria de voltar a postar semanalmente, mas não posso prometer mais nada. As coisas andam um pouco conturbadas, mas tudo vai bem graças a Deus.
Apenas sejam um pouco mais pacientes com essas postagens irregulares. Talvez consiga voltar a postar toda semana depois que ficar de férias.
Boa leitura!

Capítulo 12 - Capítulo 12


Fanfic / Fanfiction Love Doesn't Have Legs - Capítulo 12 - Capítulo 12

Permaneci na mesma posição ainda por um tempo.

A mansão dos Roberts? O que poderia ser tão urgente para fazer alguém como a Sra. Roberts convidar alguém como eu para sua "casa"? Carla dissera que eles tinham até mesmo uma pista de corrida para carros! Foi só então que me ocorreu que para ter um terreno tão grande, os Roberts provavelmente moravam afastados da cidade.

— Srta. Wright, é um prazer revê-la — cumprimentou Hernández.

Fiquei confusa por um segundo, sendo pega de surpresa. Estava tão imersa em mim mesma que não havia notado a sua aproximação. Porém como Hernández chegara rápido era ainda mais surpreendente. Se ele tinha saído da mansão na hora que falei com a Sra. Roberts, então ele tinha demorado apenas 20 minutos para chegar ali.

— O prazer é todo meu Hernández. Poderia dizer que já estava com saudades.

Ele sorriu e me guiou até o carro onde, após guardar minha cadeira no porta-malas, voltou para seu assento de motorista. Involuntariamente, minha cabeça retornou aos pensamentos anteriores. Não consegui absorver muito do percurso. Não estava tendo nem mesmo noção de tempo desde que falara com Evan. Toda minha mente se voltava para ele, não conseguia entender o porquê dele me preocupar tanto.

— A senhorita é muito jovem para isso — disse Hernández.

Levei alguns segundos para processar sua fala. Quase não havia percebido que ele falara de tão alto que a minha voz interna estava discutindo comigo.

— O que disse? — Perguntei.

Observei um sorriso cansado se estender por seu rosto. Em seus olhos vi sabedoria.

— A senhorita é muito jovem para ter esse tipo de preocupação.

Não pude evitar de sorrir. Apoiei o cotovelo no apoio de braço do banco do meio.

— Como sabe o tipo de preocupação que tenho? — Rebati 

— Façamos um trato — sugeriu.

— Estou escutando.

— Eu conto o que quer saber e a senhorita me conta o que eu quero saber.

— De acordo. Você primeiro.

Sem desviar os olhos da estrada, um sorriso maroto se esboçou no rosto dele.

— Quando se tem a minha idade não tem como não saber essas coisas. Desde que entrou no carro a senhorita não parou de suspirar, pode até desenvolver rugas precoces se continuar franzindo a testa.

Abri a boca surpresa com a observação de Hernández, eu não sabia que ele estivera me analisando dessa forma.

— Bom, isso poderia ser qualquer coisa, não necessariamente uma preocupação. Eu poderia estar pensando em trabalho, ou no dilema de como cumprir com as minhas sessões de corrida na academia estando em uma cadeira de rodas — sorri sarcasticamente.

Hernández riu baixinho que se seguiu de uma pequena série de tosses. Estava prestes a perguntar se estava tudo bem quando ele disse:

— Às vezes acho que está no gene de toda mulher negar o óbvio quando é pega desprevenida — revirei os olhos, não conseguia acreditar que estava tendo esse tipo de conversa com Hernández. — De qualquer forma, a senhorita se mostrou mais do que inteligente e observadora na primeira vez que nos vimos. O fato de existir algo que a faça pensar tão profundamente por um longo tempo sem ter uma solução aparente só pode ser mesmo algo bem sério.

Pisquei atônita para o reflexo dele pelo retrovisor.

— Hernández!

Ele sorriu lisonjeado, não parecia nem um pouco encabulado.

— Acredito que seja a minha vez de ouvir a senhorita me falar algo incrível.

Ri de seu comentário.

— O que quer saber? — Perguntei, já sabendo o que ele queria saber.

— Primeiro, eu gostaria de saber como a senhorita adivinhou o meu tempo de trabalho.

Encarei-o firmemente.

— Eu não faço adivinhações, Hernández. Tudo é elementar.

— Vai me chamar de "caro Watson"?

Fitei-o surpresa.

— Já leu Sherlock?

— Livros de cabeceira.

— Hernández, você é um diamante bruto.

— Obrigado, mas creio que a preciosidade aqui seja a senhorita — rebateu piscando um olho.

Ri sem tentar me conter.

— Bom, talvez não precise explicar muitos detalhes, parece que você já está bem familiarizado com a ciência da dedução, mas vou lhe dar uma pequena luz. Qualquer um com um pouco de atenção pode observar que o embranquecimento dos calos em suas mãos fazem parte de um trabalho manual repetitivo de algum tempo. Sua pele é também bastante bronzeada e não temos sol tão forte por aqui em Nova York. Isso tudo me sugeriu que além de você ter começado o trabalho com os Roberts há pouco tempo, afinal não se pega bronzeado sendo motorista particular, nem calos nas mãos, você e sua família não são da cidade ou não moram aqui há um longo tempo. Acredito que seu trabalho era no campo, ou no mínimo a céu aberto,mas não tenho certeza ainda.

Hernández ficou mudo por alguns segundos. Durante todo o momento que falei, seus olhos estavam presos a rota à sua frente.

— Como disse, uma preciosidade.

Voltei minha atenção para fora da janela com um sorriso.

— Há algo que eu não consigo explicar, entretanto.

Senti seus olhos em mim, mas permaneci com meu olhar fixado na paisagem do lado de fora.

— Se eu puder ser de alguma ajuda...

— Carla me contou que você a levara à mansão dos Roberts para uma entrevista de emprego com a Sra. Roberts. Isso foi há uns 7 anos.

Vi um sorriso sem humor se esboçar suavemente no canto de seus lábios.

— Como disse, quando se tem a minha idade se sabe de coisas que acontecem quando se é mais novo. Naquela época eu era muito jovem aqui — apontou para a própria cabeça — e fiz coisas das quais me arrependo que me impediram de ter uma vida mais sucedida.

— Não trabalhou muito para os Roberts, então?

— Não. Apenas por seis meses e então fui demitido.

Um silêncio pesado caiu sobre nós. A última fala de Hernández obviamente levantava mais uma pergunta que era a mais latente no momento: como ele conseguira o emprego de volta? Se ele havia sido demitido pelos patrões, como os mesmos poderiam tê-lo empregado de volta?

Uma bagunça.

Essa era a definição perfeita para aquela família. Sentia minha cabeça dando mais e mais nós. Como ele não parecia responder, talvez não fosse a hora de tocar no assunto. Decidi mudar o rumo da conversa antes que o silêncio se tornasse pior.

— Qual era a outra pergunta que queria me fazer? — Incentivei.

Ele sorriu e apertou um pouco mais o volante com as mãos.

— A senhorita não deixa escapar nada.

Dei de ombros.

— Nem sempre. Pra falar a verdade, não consegui prestar nenhuma atenção ao percurso que fizemos. Poderia estar me levando para um armazém abandonado e eu não estaria nem mesmo reclamando.

Ele gargalhou balançando a cabeça. Foi a reação mais espontânea e informal que vi Hernández fazer e fiquei feliz com isso.

Ele freou aos poucos em frente a um grande portão de ferro todo trabalhado com desenhos e espirais que o tornavam vazado. Através do portão vi um enorme caminho de pedras lisas ladeado por árvores imensas e verdes como as do Central Park. Poderiam dizer que eu estava no próprio parque e eu não duvidaria. Havia um pequeno dispositivo em frente ao portão que era da altura da janela de Hernández ao lado do qual estacionou. Devia ser um interfone, mas ele permaneceu com a janela fechada. Um segundo depois, sem nem dizer alguma palavra pelo interfone, os portões abriram automaticamente. Não havia ninguém operando do lado de dentro, nem mesmo uma cabine de porteiro. O portão devia ser monitorado de dentro da própria mansão e me vi perguntando a mim mesma quantas câmeras não devia ter naquela casa.

Passamos lentamente pela estrada cujas pedras eram desenhadas por sombras das folhas das árvores. Quando voltei minha atenção para o retrovisor peguei Hernández me observando e sorrindo paternalmente ao ver minha admiração pela entrada da mansão dos Roberts. Era realmente muito lindo. Todo aquele verde transmitia um ar tranquilo e pacífico. Tive vontade de sentar embaixo de uma daquelas árvores sentindo a brisa da tarde enquanto tomava um expresso com creme e lia um livro de mistério.

Seria perfeito.

— Você queria perguntar como eu sabia que há alguém paraplégico na sua família — eu disse, não era uma pergunta.

Ele ficou em silêncio por uns bons segundos.

— Tetraplégico, na verdade.

Voltei meu olhos para os dele.

— Eu sinto muito. Não devia ter falado sem ter certeza.

Ele sorriu docemente tentando me reconfortar.

— Está tudo bem. Isso foi há muitos anos.

Não sabia o que dizer que correspondesse ao pesar que sentia naquele momento. Eu sabia muito bem como era estar confinada em uma cadeira de rodas sem poder andar, porém não conseguia me imaginar tendo, além do movimento das pernas, ter também o do tronco limitado. Decidi apenas responder o que ele queria saber:

— Quando guardou a minha cadeira no porta-malas naquele dia, foi quando eu soube — ele finalmente me fitou. — Você guardou rápido demais e não teve problemas em dobrá-la, sem perceber parecia um hábito para as suas mãos. Não é possível obter esse tipo de hábito só transportando cadeirantes visitantes para mansão dos Roberts, precisava ser alguém perto o suficiente para se acostumar com isso.

Ele passou uma mão pela mandíbula e então sorriu sinceramente.

— Chegamos, Srta. Wright — avisou parando em frente a uma entrada de tirar o fôlego.

Eu não havia mais prestado atenção no trajeto depois do caminho de pedras, não sabia como tinha ido parar naquela entrada, mas por um minuto eu não me importei. O contraste do céu escurecido por nuvens e a cor clara das paredes faziam minha visão entorpecer.

Era lindo! Tão incrível que perdi a capacidade de falar e pensar temporariamente.

Duas colunas de mármore de cada lado da porta sustentavam um pequeno abrigo em frente a mesma. O jardim aparado que rodeava a frente da casa dava um toque final à aparência. Olhando da direita para esquerda e vice-versa, não fui capaz de ver com clareza os limites laterais da mansão, era estupidamente enorme! Apesar de lindo, devia ser um tanto solitário. Como os Roberts conseguiam viver ali sozinhos? Eu pessoalmente não me importaria de morar ali sozinha, mas não conseguia imaginar a Sra. Roberts sem ter com quem conversar.

Sacudi os pensamentos da minha cabeça. Estava ficando maluca só de me imaginar morando naquele lugar.

Eficientemente, Hernández preparou a cadeira à minha frente para a qual deslizei arrependida. Se soubesse que estaria indo para uma mansão, nunca teria saído de casa com a LT.

Ouvi um tilintar atrás de mim que me desfocou da sessão de lamúria da minha mente. Virei o suficiente para ver Hernández erguendo a chave do carro do chão.

— Perdão, senhorita. Meu braço está um pouco dormente — explicou massageando levemente o braço esquerdo.

Sorri solidariamente. Às vezes Hernández era polido demais.

Deixei que ele me conduzisse pelo caminho, pois não sabia onde deveria ir. De longe a entrada ladeada pelas colunas parecia gigantesca, mas de perto "gigantesca" era eufemismo. Sentia como se estivesse entrando em um palácio pronta para ser julgada por um rei. A situação não destoava muito da realidade. Embora eu não estivesse conseguindo pensar em muito mais que não fosse o incidente com Evan, já tinha desenvolvido algumas hipóteses do porquê de a Sra. Roberts ter me chamado com urgência para me encontrar na casa dela e não na dos garotos. O fato dela ter me ligado durante um horário no qual eu estaria supostamente trabalhando já me era um sinal de alerta de que ela provavelmente já sabia do meu desentendimento com o filho. Era provável que quando eu passasse de novo pela porta de entrada da mansão seria para ir embora para casa demitida.

Porém, não importava qual fosse a minha preocupação ou o quanto a minha mente estava cheia, era impossível não abrir um pouco mais os olhos para o que estava diante de mim. A entrada da casa dava em um enorme hall cujo chão de granito reluzia na luz branca e era coberto por um tapete persa feito à mão. Dois pares de luminárias de ferro envelhecido adornavam as laterais das paredes dando um ar aconchegante. Ainda eram cinco horas da tarde, mas as nuvens que se formaram no caminho do Central Park até a mansão anoiteceram o céu e a iluminação da casa tornava tudo mais confortável. Minha mãe teria adorado estar ali, tinha certeza que o primeiro lugar que desejaria ver seria a cozinha.

Um leve sorriso se esboçou em meu lábios.

— Hernández! — Ouvi uma voz exclamar.

Não sabia de onde vinha a voz e procurei, mas não por muito tempo, a dona dela. Uma senhora de pele morena, rechonchuda apareceu na abertura oposta à entrada do hall com um copo de água em uma mão e um guardanapo na outra.

Hernández pôs-se à minha frente para acudir a pobre mulher que parecia prestes a desmaiar a qualquer momento.

— Calma, mulher. Quantas vezes já não disse para tomar cuidado com o coração — repreendeu enquanto segurava o braço dela. — Pra que essa correria toda?

A mulher colocou a mão no peito tentando recuperar o fôlego e então disse após alguns segundos:

— Eu trouxe o remédio para sua dor de cabeça — disse abrindo a mão com o guardanapo e entregando-o para Hernández; ela então deu um tapa na mão dele que segurava o braço dela e tive que conter o riso. — Da próxima vez eu vou deixar infartar sozinho. Anos de cuidado e preocupação e só recebo patada.

Hernández suspirou e então voltou-se para mim.

— Não na frente da Srta. Wright, Conceição. Depois discutimos isso — e voltando-se para mim, disse: — Srta. Wright, essa é Conceição Hernández, cozinheira dos Roberts. Também é minha mulher, mãe de Carla, mas creio que a senhorita já saiba dessa parte.

Seus olhos brilharam lançando uma falsa repreensão silenciosa para sua mulher. Não precisava ser um gênio para saber que eram um casal. Um que se amava muito, por sinal. Apesar de nunca ter experienciado o amor eu própria, já sabia o que significava só de observar meus pais, e Hernández olhava a mulher da mesma forma que meu pai olhava minha mãe.

Conceição voltou os olhos para mim, assustada com a minha presença. Parecia que até o momento não havia notado que estava ali.

— Oh, perdão, Srta...

— Wright — completei.

Seus olhos se arregalaram imediatamente e então olhou para o marido.

Aquela Srta. Wright? — Perguntou.

Hernández sorriu suspirando.

— Sim, ela mesma, Conceição.

Por algum motivo eu senti que havia mais ali sobre mim que eles estavam falando do que eu sabia.

Rapidamente Hernández tomou o remédio, bebeu a água e continuou a me guiar.

— Não, não — repreendeu a Sra. Hernández tomando a cadeira das mãos do marido. — Você pode ir sentar lá na cozinha e me esperar descansando enquanto eu levo a Srta. Wright ao escritório.

Hernández aceitou um pouco resignado e tive que segurar o riso de novo.

Porém, minha última visão dele tocando a mandíbula antes de me voltar para dentro da casa me deixou com a mente coçando, mas não sabia o que era. Já era a segunda vez que o via fazer isso, o que me incomodou de alguma forma.

Demorou apenas alguns segundos para que uma luz acendesse na minha cabeça. Fiz sinal para que Conceição parasse:

— Hernández, está sentindo alguma coisa além da dormência no braço?

Ele sorriu tentando mostrar que estava tudo bem.

— Não precisa se preocupar, Srta. Wright. Tudo o que viu foi só um exagero de Conceição. Eu estou bem.

Algo não estava certo e Hernández não estava ajudando. Se eu estivesse certa, aquilo era muito grave.

— Preciso que seja sincero, está sentindo alguma dor... Na mandíbula talvez? — Meneei em direção à sua cabeça.

Ele piscou atônito por alguns segundos.

— Mas como...?

— Hernández me responda rápido.

— Sim, apenas uma dor leve, é apenas um desconforto, não é nada sério.

Senti o sangue sumir do meu rosto. Meu corpo se tornou mole, mal consegui permanecer sentada, parecia que eu ia derreter na cadeira. Tentei recuperar a única coisa que seria útil no momento: a minha voz.

— Sra. Hernández, preciso de um telefone imediatamente.

Ela pareceu confusa e sem saber o que fazer. Graças a Deus meu cérebro e corpo voltaram a funcionar e lembrei de meu celular em meu bolso. Peguei-o imediatamente.

— O que está acontecendo? — Ela perguntou atordoada.

Como que respondendo a pergunta, Hernández colocou a mão no peito e inclinou-se para frente, apoiando uma mão na parede próxima. Um grunhido de dor saiu de seus lábios. Ela correu para o lado do marido para acudi-lo.

Meu Deus, eu fiz faculdade de artes e literatura e não medicina, como eu ia lidar com aquela situação?

Finalmente me atenderam do outro lado da linha, não esperei responderem e disse imediatamente:

— Meu nome é Sarah Wright, preciso que enviem uma ambulância.

— Qual é a situação, senhora?

— Infarto. Uma pessoa está infartando na minha frente.


Notas Finais


Desculpem terminar a história assim!
Na verdade eu pretendia terminar mais pra frente, *alerta de spoiler leve*, pois isso que aconteceu com Hernández é só um prelúdio pro booom que eu quero *fim do spoiler*. Porém, o capítulo ficaria muito grande e seria muito ruim revisar tudo, muitos erros passariam (mais do que já passam, mesmo eu revisando). Por isso é provável que o capítulo 13 seja pequeno e o 14 bem grande, mas enfim.
Boa semana!


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