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História Love Forever - Capítulo 2


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Notas do Autor


oiii gente, esta ai mais um cap, espero muito que gostem, comentem e compartilhem, favoritem para me ajudar.
essa fic é rescrição da fic love forever it`s my promise https://www.spiritfanfiction.com/historia/love-forever-its-my-promise-10997467 vão la e leiam se quiser.
beijos
BOA LEITURA!

Capítulo 2 - Tudo Bem Ter Medo


Fanfic / Fanfiction Love Forever - Capítulo 2 - Tudo Bem Ter Medo

Depois de ser levada do hospital por uma assistente social eu descobri que eu nunca fui filha verdadeira de minha mãe, ela me sequestrou na maternidade quando eu nasci, tenho outra mãe que procurava por mim a anos, ela tem dois filhos que são gêmeos, estou agora em um orfanato, vou passar a noite aqui,  diz a assistente social que amanha um de meus irmãos vem me buscar.

Tudo aconteceu de uma vez, é demais para mim, a minha vida toda eu vivi achando que Adelaide era minha mãe, agora eu entendo porque ela nunca me deixava sair, a minha vida toda foi uma mentira, mesmo assim eu não consigo ter raiva dela, só consigo sentir a dor de sua perda, sei que agora a minha vida vai mudar completamente e estou muito assustada, não sei o que fazer, como agir, eu nunca sai daquela casa. Não sei o que esperar desta nova família, ainda sou menor de idade não posso tomar minha decisão sozinha a não ser ir para casa da minha verdadeira família.

Passei a noite em claro, não consegui dormir, tudo o que eu queria agora era tomar um banho e trocar essas roupas, mas a assistente não me deixou ir em meu apartamento pegar minhas coisas.

Saio do quarto separado onde me colocaram para dormir longe das outras crianças e adolescentes, me sento no sofá esperando que o meu irmão chegue logo. Agora eu entendi o que minha mão me disse antes de morrer, ela queria que eu encontrasse meu irmão, por isso ela me pediu perdão e mesmo não sabendo o motivo de ela ter feito isso eu a perdoo do fundo do meu coração.

—Laylah, seu irmão chegou para levar você— a assistente que nem sei o nome me diz.

Me levanto olhando para trás e o vendo, arregalo os olhos.

—Você? —perguntamos ao mesmo tempo.

Ele é o garoto que me deixou pegar o táxi dele, fico seria, não sei como agir, olho para baixo, para minhas mãos, para o sofá as paredes, para todos os lugares menos para ele, lembro que naquele dia eu o achei tão lindo e agora descubro que ele é meu irmão.

Ele sorri para mim caminhando em minha direção diminuindo o espaço entre nós, seus olhos me examinam, então ele abre os braços e me abraça, a única reação que tenho é retribuir, seus abraço é tão aconchegante tão bom, que me faz chorar, me faz colocar para fora toda a dor que estou sentindo.

—Procuramos tanto por você—ele diz olhando em meus olhos e secando minhas lagrimas.

—Que bom que eu tenho alguém agora, ou eu ficaria sozinha—digo mordendo o lábio, tique nervoso que eu tenho.

—Nunca ficará sozinha, tem uma família agora.

Saímos do orfanato então entramos em seu carro que é chique um Porsche.

—Será que eu posso te pedir uma coisa? —pergunto evitando olhar para ele.

—Claro que sim, me desculpe ainda não me apresentei, me chamo Gustavo, mas todo mundo me chama de Gus—ele diz.

—Me chamo Laylah acho que você já sabe.

—Então Laylah o que quer me pedir?

—Pode passar no meu apartamento? Tenho que pegar minhas coisas.

—sim é só me passar o endereço.

Vou dizendo o endereço a ele e logo chegamos, desço do carro o vendo descer atrás de mim, entro no elevador inquieta, eu sempre tive muito medo de elevadores, mas moramos no 20 andar não tem como subir as escadas.

—Tem medo de elevadores? —Gustavo pergunta olhando para mim.

—Na verdade sim—digo me sentindo estupida.

—Tudo bem ter medo.

Olho para ele sentindo como as suas palavras foram reconfortantes, um sorriso encorajador surge em seus lábios me fazendo sorrir também. Saímos do elevador e caminhamos lado a lado pelo corredor até a porta do apartamento, passo pela cozinha vendo que tudo esta da mesma forma que deixei, ainda tem uma caneca na pia com a marca do batom de minha mãe o que faz com que eu me entristeça.

—Posso tomar um copo de água? —Gustavo pergunta atrás de mim.

—Sim, tem água na geladeira e copos na pia—digo indo para meu quarto e pegando a mala de viagens que eu nunca usei, eu a abro em cima de minha cama e começo a colocar minhas coisas.

Paro olhando para o porta-retratos com a foto minha com minha mãe, sem querer o derrubo quando vou pega-lo.

—Não, não—digo chorando vendo os vidros estilhaçados no chão.

Minhas mãos juntam os cacos freneticamente não me importando com os cortes feitos em minha pele, só consigo chorar, o porta-retratos se quebrou em milhões de pedacinhos como o meu coração. Sou desperta com a voz alarmada de Gustavo, ele está abaixado ao meu lado tentando tirar minhas mãos dos cacos de vidro.

—Você está se cortando—ele diz alarmado.

Olho para minhas mãos ensanguentadas chorando sentindo a dor ardente.

—Meu Deus vamos lavar isso para tirar estes cacos—Gustavo diz me puxando até a cozinha, ele coloca minha mão embaixo da agua.

Pulo sentindo o ardor, mas ele não me solta e continua lavado minhas mãos delicadamente.

—Está doendo—digo chorando.

Ele olha para mim e sorri.

—Como pode ser tão fofa?

Não entendi o seu comentário.

—Ali tem uma caixa de primeiros socorros. —Digo apontando para o armário.

Gustavo abre o armário e pega a caixa colocando o curativo em minha mão. Vamos até o quarto e ele me ajuda a terminar de arrumar a minha mala. Arregalo os olhos quando eu o vejo segurando uma calcinha minha.

—Solta isso—digo tomando a casinha dele.

—é bonitinha—ele diz rindo.

Posso sentir minhas bochechas vermelhas, a minha calcinha é de coraçõezinhos vermelhos, nada da minha vida condiz com a minha idade e acho que sempre vou ser assim.

Entramos em seu carro e fico em silencio olhando para minha mão que arde.

—Quer tomar um sorvete? —ele pergunta olhando de relance para mim e voltando a olhar para a estrada.

—Em uma sorveteria de verdade?

—Sim, nunca foi em uma sorveteria?

—Não—digo abaixando a cabeça.

Paramos em frente a uma sorveteria, e quando descemos do carro várias garotas gritam e vem em nossa direção, Gustavo sorri para elas tira fotos e dando autógrafos, ele é famoso?

Depois desse burburinho entramos na sorveteria.

—Qual sabor vai querer? —ele pergunta olhando um cardápio.

—Quero céu azul, chiclete, calda de chocolate e bastante cereja—digo o fazendo rir.

Nos sentamos na mesa e aguardamos por nossos sorvetes.

—Laylah me conta, como foi a sua vida, ela maltratava você? —Gustavo pergunta sério olhando em meus olhos.

—ela nunca me maltratou, mas me manteve presa em casa, nunca fui a escola, tive professores particulares, só sai para ir no mercado ou padaria, por isso nunca vim em uma sorveteria, tem muitas coisas que eu não fiz, nunca tive amiga, nem mesmo namorado, nunca fui ao cinema, e pouco antes dela sofrer o acidente eu queria que me deixasse ir ao show do Justin Bieber que terá essa semana.—digo.

—Como você conseguiu viver assim? deve ter sido horrível.

—Eu me sentia, me sinto muito sozinha.

—Você não está mais sozinha e poderá sair quando quiser.

Sorrio para ele.

—Então você é famoso?

—Sim eu e eu irmão ficamos famosos dançando—ele diz rindo.

—Sério? pode dançar para mim? —pergunto.

—Aqui? As garotas vão gritar—ele diz rindo.

—Se voce quiser.

Gustavo sorri e se levanta, coloca uma musica em seu celular então começa a dançar, é impossível não olhar para ele, realmente ele é muito bonito e dançando então! minhas bochechas queimam com o pensamento, que sei que eu não posso ter já que ele é meu irmão.

—Uau! dança muito bem —digo rindo.

Os nossos sorvetes chegam então começo a comer, é uma delícia.

—Deve ser difícil para voce a se acostumar com uma vida diferente da que teve.

—Sim, me da muito medo, minha mãe—paro balançando a cabeça, ela nunca foi minha mãe. — Adelaide dizia que sou ingênua de mais para o mundo e que as pessoas iriam me fazer mal.

—Nisso eu tenho que concordar com ela, varias pessoas gostariam de aproveitar da sua ingenuidade.

Reviro os olhos.

—E como eu deixo de ser assim? —pergunto.

—Tempo, com o tempo voce vai se adaptar e eu vou estar ao seu lado para te ajudar.

***

Paramos em frente a minha nova casa, ela é grande, com um quintal e um jardim bonito, uma piscina linda, que nunca pensei que algum dia veria.

Entramos na casa e vejo uma mulher loira sorrindo para mim e um garoto igual Gustavo ele deve ser o gêmeo.

A mulher vem em minha direção e me abraça.

—Voce não sabe como procurei por voce, não tem um dia se quer que eu não tenha sentido a sua falta—ela diz me apertando. —Sinta-se à-vontade.

—Obrigada—digo sem jeito, tímida de mais.

—Sou macia, mas pode me chamar de mãe, e esse é o túlio—ela diz sorrindo.

Sorrio para ele, sei que será difícil chama-la de mãe, ainda penso em Adelaide como minha mãe e é difícil para mim.

Tulio sorri par mim e me abraça.

—Seja bem-vinda irmãzinha—ele diz rindo.

—Vou te mostrar o seu quarto—Gustavo diz subindo as escadas e eu vou logo atrás dele.

Ele abre uma porta revelando um quarto cor de rosa, lindo com uma cama grande cheia de pelúcias.

—Eu amo pelúcias—digo rindo.

—Que bom, olha só para voce saber eu também sou muito fã do Justin e eu vou ao show dele, quer ir comigo? Depois do show fui convidado para uma festa exclusiva onde ele vai estar—Gustavo diz olhando intensamente em meus olhos.

Não consigo explicar essa energia que percorre meu corpo quando ele olha para mim.

—Claro que sim, eu queria muito ir—digo o abraçando.

—Quer sair para comprar roupa em uma loja de verdade?

—Porque é tão gentil comigo?

—Porque voce passou por coisas nada faceies, quero ajudar voce a fazer tudo aquilo que Adelaide não permitiu.

—Quero, muito ir em uma loja de verdade.

—Que bom vamos amanhã, agora descanse, deve estar cansada —ele diz dando um beijinho em minha testa.

Fecho a porta e me sento na cama, minha vida mudou completamente, me sinto feliz por ter encontrado a minha família verdadeira e ao mesmo tempo triste por ter perdido Adelaide, ela podia não ser minha mãe verdadeira, mas do jeito dela, ela me deu amor mesmo mentindo terrivelmente, me sequestrando quando era bebe, no final das contas ela se arrependeu.

***

Acordo vendo que já se passa das sete da noite, meu estomago está roncando, não sei de devo descer e comer alguma coisa, eu moro aqui agora, não tem porque eu ter medo de mexer na cozinha deles, ou tem?

Respiro fundo e saio, a porta do quarto de Gustavo está fechada, penso em falar com ele, mas logo desisto não quero incomoda-lo. Desço até a sala vendo tudo deserto, quando chego na cozinha, vejo Marcia, mina mãe. Ainda não me acostumei, ela está preparando alguma coisa, o cheiro está muito bom.

—Oi, já ia chamar voce para comer. —Ela diz sorrindo para mim.

—Que bom estou morrendo de fome—digo rindo.

—Aqui nunca temos hora para comer, cada um janta uma hora, os meninos saem muito a noite, eles tem muitos eventos e ensaios—ela diz colocando o macarrão com queijo no meu prato.

—Entendi. —Respiro fundo olhando para ela. —Posso perguntar uma coisa?

—Mas é claro que pode.

—Voce e Adelaide de se conheciam?

Marcia, minha mãe. Suspira e se senta na mesa a minha frente.

—éramos amigas, melhores amigas, mas nos desentendemos.

—O que houve? Voce sabe porque ela me sequestrou?

—O sonho de Adelaide era ser mãe, mas ela foi diagnosticada com endometriose, não podia ter filhos, ela ficou muito mal e eu fiquei do lado dela, mas um dia eu conheci um cara Sidney o pai de Gustavo e túlio, a gente namorou por um tempo e acabei engravidando.

Adelaide ficou muito triste, por saber que eu estava gravida e ela não, mas durante um ano ainda mantemos contato, Sidney eu nos separamos no meio disso e um ano depois voltamos a namorar e ai eu tive voce, Adelaide enlouqueceu.—ela para de falar enxugando um lagrima.—Em uma noite de inverno ela entrou em minha casa e tentou me matar com um travesseiro enquanto eu dormia, mas Sidney apareceu e a impediu. Resolvi que não ia dar queixa dela, ia me mudar mesmo, tudo o que eu queria naquele momento era ter voce e ir embora de los Angeles, na noite que eu dei a luz a voce ela se vestiu de enfermeira e te sequestrou, eu nunca mais soube dela e de voce, e eu procurei tanto—ela olha pra mim chorando.—foi o momento mais obscuro da minha vida, mas eu não podia me destruir, Gustavo e túlio precisavam de mim.

Já não consigo mais conter minhas lagrimas, não consigo imaginar Adelaide fazendo uma coisa dessas, posso ver o sofrimento no rosto dela.

—Eu sinto muito. —Digo segurando sua mão.

—E como ela tratava voce?

—Ela sempre me tratou bem, mas eu nunca sai de casa, nunca tive uma vida social, hoje foi o primeiro dia em que fui em uma sorveteria de verdade.

—Gustavo me contou sobre isso, Laylah saiba que não precisa viver mais assim, pode sair quando quiser.

—Eu sei—digo lhe dando um sorriso.

Tudo o que Marcia, minha mãe. Me disse foi muito intenso, e pensar que eu vivi com uma pessoa como Adelaide a minha vida toda, ela tentou matar sua melhor amiga. De agora em diante não irei mais sofrer por sua perda, quero esquecer o meu passado e pensar no meu futuro.



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