História Love in a contract. - Capítulo 12


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Categorias Adelaide Kane, Erik Durm, Lukasz Piszczek, Marcel Schmelzer, Marco Reus, Roman Bürki
Visualizações 172
Palavras 2.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI
me odeiem, eu deixo
odeiem o roman também, ele merece

eu acelerei algumas coisinhas pq não quero que a história fique muito grande, okay?

Capítulo 12 - Doze.


Traição

Substantivo feminino

Quebra da fidelidade prometida e empenhada por meio de ato pérfido; aleivosia, deslealdade, perfídia.

 

Lendo o significado do dicionário parece tão simples, tão menos doloroso. Mas apenas essas palavras não chegam nem perto do real significado de uma traição, de ser traído.

Só quem passa por isso sabe a real dor, e agora Marie sabia.

Sua saída rápida deixou o quarto em um silêncio constrangedor. Roman sabia que não adiantava segui-la, ela não iria escutar.

– Chiara, sai. – A loira olhava para assustada para o goleiro. – Eu disse para sair. Vai logo!

– Não precisa expulsar ela desse jeito. – Nicolas ia sentar na beirada da cama, mas lembrou do que provavelmente tinha acontecido ali e preferiu se manter de pé, com as mãos dentro dos bolsos da calça. – Você sabe que a Chiara não faz por mal.

– A última coisa que eu preciso agora é de você defendendo a Chiara, Nico. Será que dá para me explicar o que porra aconteceu? – Roman passava as mãos pelo rosto tentando entender em que momento a mulher com quem ele transou deixou de ser Marie e se tornou seu maior pesadelo.

– Encontrei Marie sozinha, cansada e perdida de você. Ela disse que só queria dormir e eu me ofereci para trazê-la. Não sabia que você ia estar aqui com a Chiara. – Nico sentiu o gosto doce da mentira em seus lábios. Ele não fazia por mal, só queria o melhor para o seu amigo e Marie com certeza não era o certo.

 

***

 

Marie andava perdida pelos grandes corredores do hotel. As lágrimas que insistiam em escorrer pelo seu rosto atrapalhavam sua visão, tanto que só percebeu que alguém andava em sua direção quando esbarrou contra o corpo maior que o seu.

– Marie, você está bem? – Daniel parecia preocupado. – Eu já soube o que aconteceu...

– Se você vai defender seu amigo, é melhor nem perder tempo. Eu vi a Chiara nua na cama e ele saindo do banheiro só de cueca. Não tem o que defender!

– Calma, eu não vou falar nada. Roman já é grandinho o suficiente para se defender sozinho. – Aquilo deixou Marie surpresa. Aqueles três pareciam ser do tipo de que defendem não importa qual fosse a situação. Talvez ela estivesse errada.

– Então, o que você quer?

– Te encontrei chorando no meio do corredor, fiquei preocupado, né? Onde você vai dormir?

– Não faço a menor ideia. O próximo voo para Dortmund é só amanhã e não vou ficar no mesmo quarto que o Roman.

Daniel amava os irmãos Bürki como se fossem seus próprios irmãos, mas no momento ele só queria bater em Roman. E em Nicolas, que com certeza estava metido nessa história.

– Você pode ficar no meu quarto.

– Mas o Nicolas não dorme lá também?

– Ele disse que ia passar a noite com uma garota. Você fica na minha cama, eu durmo na dele.

– Daniel, eu acho melhor não...

– Vamos logo, Marie. Aqui, pega a chave do quarto e eu vou no seu pegar umas roupas mais confortáveis, certo?

Marie pegou a chave que Daniel lhe entregava e sorriu. Pelo menos alguém ali era decente. O quarto em que eles estavam era uma verdadeira zona de guerra. Malas, roupas, sapatos, tudo espalhado pelo chão. Ela não fazia ideia qual era a cama de Daniel e qual era a de Nicolas, ficar esperando na varanda era uma melhor opção do que se acomodar na cama errada.

A varanda do quarto tinha vista direta para a grande piscina do hotel. O local estava vazio, apesar do clima quente. Marie sorriu sentindo o vento bagunçar seus cabelos. Passou um bom tempo observando as folhas das árvores balançarem para todos os lados a medida que o vento aumentava e diminuía. O toque do seu celular interrompeu os pensamentos sobre natureza.

O nome “Mãe” brilhava na tela acompanhado de uma foto da mãe e dos irmãos.

– Alô?

Filha! Quanto tempo! – Marie se sentiu mais calma apenas ao ouvir o som da voz de sua mãe.

– Eu sei, desculpe por não ligar mais vezes. As coisas ficaram meio corridas.

Você está em casa? Eu posso ligar amanhã.

– Estou em Ibiza, mãe. E é uma longa história, nem adianta perguntar, mas está tudo bem. E a senhora? E meus irmãos?

Ibiza? Marie Valois, você ainda vai ter que contar tudo isso, entendeu? Mas estamos todos bem aqui. Na verdade, eu ia fazer uma surpresa, mas já que você não está em casa fica difícil.

– O que foi?

Eu e seus irmãos vamos passar uns dias em Dortmund com você. Quando você volta?

– Meu voo sai daqui amanhã de manhã. – Marie se sentia um pouco mais feliz. Rever sua família depois de tanto tempo ia ser tão bom.

Ótimo, vou comprar as passagens agora! Ah, filha está tudo bem mesmo?

– Na verdade, não. – Ela precisou respirar fundo para não chorar. – Te conto quando você chegar em Dortmund. – Mal podia esperar para abraçar sua família novamente.

Alguns corredores depois, Daniel entrava no quarto que Roman e Marie estavam.

– Vai me dar sermão?

– Nem pensei nisso. Cadê a mala da Marie?

Roman apontou para o objeto perto da janela.

– Por que você está pegando essas roupas? E cadê ela?

– Romu – o apelido de infância do goleiro saiu com tanta facilidade da boca de Daniel, fazendo ambos sorrirem rapidamente. – Olha só, isso é muito confuso, porque até mais cedo eu jurava que você gostava mesmo da Marie, mas agora eu nem sei mais o que pensar.

– Mas eu gosto! Eu também não sei o que aconteceu! – Daniel olhou incrédulo para o amigo. – Quer dizer, você não iria acreditar se eu dissesse que estava vendo a Marie na cama, não é?

– Cadê o Nico?

A porta abriu no mesmo instante, revelando o loiro sorridente.

– Reunião de família?

– O que você deu para ele? – O tom acusatório de Daniel assustou os outros dois homens. – Nicolas, fala logo.

– Mas eu não fiz nada!

– Nico, não me faz perder a paciência, eu escutei a Chiara falando que ia fazer algo e que você ia ajuda-la.

– Do que ele está falando, Nico? – Roman não sabia se ficava com raiva ou magoado. Se sentia... traído. Então era daquele jeito que Marie estava se sentindo?

– Nicolas, fala logo!

– Daniel, vai ficar com a Marie. Tenha certeza de que ela vai ficar bem, qualquer coisa me liga. Eu vou conversar com o Nico agora.

Daniel apenas assentiu e deixou o quarto. Ao ver aquela porta fechar Nico sentiu o medo aumentar, tinha visto o Bürki mais velho com raiva algumas vezes e todas foram incrivelmente assustadoras. Essa iria ser mais uma vez?

– Conta logo. Não quero perder a cabeça com você. – Roman sentou na poltrona escura que ficava encostada na parede mais próxima da porta que dava acesso a pequena varanda.

– Você acredita mesmo que eu fiz algo?

– Eu acredito que a Chiara é muito boa em convencer as pessoas a fazerem o que ela quer e que você sempre acha que sabe o que é melhor para mim. Mesmo isso não sendo verdade.

– Foi pelo seu bem...

Roman dá um soco na parede, interrompendo e assustando Nico. O goleiro levanta e começa a andar pelo quarto, passando as mãos pelo rosto.

– Pelo meu bem? Me fazer trair a minha namorada foi pela porra do meu próprio bem?

– Romu...

– Não! Você não tem o direito de me chamar assim!

– Eu sou seu melhor amigo, Roman. – Os olhos verdes encaravam o moreno com um leve sinal de dor. – Eu sei o que é bom para você e a Marie, ela...

– Ela o que? Pense muito bem antes de continuar essa frase. – A vontade de socar o rosto de Nicolas só aumentava a cada palavra que ele pronunciava.

– Ela não parece ser boa o suficiente para você, para o mundo em que você vive.

– E você acha que a Chiara serve?

– Ela se encaixa melhor, não?

Bürki não pensou duas vezes antes de acertar seu punho contra o nariz de Nicolas. O som de ossos quebrando foi possível ser escutado. O loiro levou as mãos imediatamente ao local que sangrava, gemendo de dor e olhando assustado para o outro.

– O que você fez comigo? – Roman perguntou ao entregar uma toalha limpa para Nico pressionar contra o nariz provavelmente quebrado.

– Chiara conseguiu uma bebida extremamente forte, que eu passei a noite toda colocando no seu copo. Sinto muito mesmo, Romu. Eu sempre achei que era para o seu bem.

– A única pessoa que sabe o que é melhor para mim, sou eu mesmo. Entendeu? Agora sai daqui antes que eu termine de quebrar esse nariz.

 

***

 

Roman acordou com um barulho vindo de dentro do banheiro, levantou o mais rápido que podia. Assustado e ainda sonolento abriu a porta do banheiro sem o menor cuidado assustando a pessoa lá dentro.

Marie.

– O que você está fazendo?

– Pegando minhas coisas.

– Vai embora?

– Meu voo sai daqui há algumas horas.

– Marie, nós temos que conversar.

– Roman, eu estou com tanta de raiva de você que poderia te bater agora mesmo, mas eu sou uma pessoa sensata e não vou fazer isso. Vou voltar para Dortmund e você continue aqui, aproveitando o resto das suas férias. Quando você voltar nós conversamos, certo?

– Eu sinto muito mesmo. Sabe, eu...eu acho que estou começando a me apaixonar por você.

– Eu também. E esse foi o meu maior erro. – Sem olhar nos olhos do goleiro nem uma vez, Marie sai do quarto e deixa Roman sozinho com seus pensamentos.

 

We found each other

I helped you out of a broken place
 You gave me comfort

But falling for you was my mistake ¹

 

 

***

 

– Mãe! – Marie acena freneticamente ao ver sua mãe e seus dois irmãos saírem pelo portão de desembarque do aeroporto de Dortmund. As duas crianças correm ao ver a irmã mais velha e se jogam em seu colo. – Ei, vocês vão me derrubar! Ah, senti tanta falta de vocês, meus pequenos.

– Não ganho abraço também? – A mulher de 47 anos olhava para os três filhos com um sorriso no rosto.

– Mamãe! – A francesa mais nova coloca seus irmãos no chão e se deixa ser abraçada pela mãe. – É tão bom ter vocês aqui, aconteceu tanta coisa, eu preciso tanto conversar com a senhora.

– Nós vamos falar sobre tudo, meu amor. Pode ficar calma, mamãe está aqui para cuida um pouco de você.

O caminho até o apartamento foi barulhento, duas crianças empolgadas dentro de um carro não era coisa boa. O motorista do táxi apenas ria das carinhas animadas no banco de trás.

– Marie, aquilo ali é um estádio de futebol?

– Sim, é o Signal Iduna Park. Estádio do Borussia Dortmund.

– Time do seu namorado? – Em alguma conversa boba, Marie havia contado a sua mãe que estava namorando com Roman, ignorando a parte do contrato.

– Sim. – Marie responde sem graça ao perceber os olhares do taxista.

O dia foi agitado, Marie estava tão empolgada, tão calma. Era como se os últimos dias em Ibiza nem tivessem existido. Já era bem tarde quando seus irmãos foram dormir, na mesma cama com Daryl entre eles, o gatinho gostou bastante das visitas tão energéticas quanto ele.

 – Agora, você vai sentar aqui do meu lado e me contar tudo o que aconteceu com você.

Marie se acomoda no sofá, ao lado de sua mãe, deixando a mulher fazer carinho em seu cabelo.

– Meu namoro com Roman é uma relação por contrato. – Sentiu as mãos de sua mãe pararem no meio de sua cabeça.

– O que?

Toda a história foi contada, sem a omissão de nenhum detalhe. Ao final de tudo, as duas francesas se abraçavam em meio ao choro.

– Isso tudo é culpa minha. Eu não pensei em você, minha filha.

– Não, mãe! Você fez o certo. Não tem culpa se o seu marido é um idiota comigo.

– Filha... o que ele fez com a sua faculdade não tem desculpa. Ele não tem direito! Quando voltar para Paris eu vou ter uma conversa bem séria com ele.

– Mãe, me escuta. Está tudo bem. Eu sei me virar, fico feliz vendo você e os meninos tão bem depois de tantas coisas ruins que nós passamos. Eu estou bem, quer dizer, mais ou menos.

– Isso é minha culpa, eu sou sua mãe! Eu tinha que ter visto o que acontecia com você. Eu tinha que pensar em você também. Meu amor, me perdoa.

Marie nunca culpou sua mãe por nada. Ela entendia a situação. Sua mãe era a pessoa mis importante de toda sua vida.

– Eu já disse que está tudo bem, você não tem culpa. Vamos mudar de assunto. O que u faço em relação ao Roman?

– Existe uma multa em caso de traição, não existe? – Marie concordou. – Então, você vai pedi-la.

– Mãe...

– Aquela multa está lá por um motivo, filha. Você aceitou esse contrato por causa do dinheiro, não? Por que negar o único motivo que te fez aceitar essa bagunça toda?

“– Eu sinto muito mesmo. Sabe, eu...eu acho que estou começando a me apaixonar por você. “ Pelo visto o dinheiro não era mais o único motivo.  


Notas Finais


¹ = verso de call out my name, uma música do the weeknd
vão ter algumas referências de musicas nós próximos capítulos, principalmente do the weeknd


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