História Love in Cold Blood - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Arin Ilejay, Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Andy Witchoff, Arin Illejay, Blaine Witchoff, Emma Montgomery, Fbi, Gena Paulhus, Horror, Johnny Christ, Kimberly Andrade, Lacey Franklin, Leana Macfadden, Michelle Dibenedetto, Mshadows, Serial Killers, Suspense, Synyster Gates, Taylor Momsen, Terror, The Rev, Thomas Daniel, Tortura, Valary Dibenedetto, Violencia, Zacky Vengeance
Visualizações 32
Palavras 4.032
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


MEU DEUS QUANTO TEMPO QUE EU NÃO APAREÇO POR AQUI!!!

Não tenho nem por onde começar pra poder explicar o motivo de NOVE MESES de ausência!!!! Foi um misto de faculdade, problemas pessoais, falta de criatividade crise existencial e por aí vai.

Eu realmente quero agradecer todo mundo que comentou, quis me matar, que me estimulou a continuar. Sério, sem vcs eu não seria nada...

O capítulo tá com uma pegada diferente do habitual: Coloquei um ponto de vista do pai da andy, e além disso, quis introduzir mais ainda vcs no passado da nossa querida personagem. Isso é fundamental para o desenrolar da história.

dica para as escritoras que lêem minhas historias: façam um contador de palavras diárias. Me ajudou muuuito a criar ânimo para escrever, pois sempre que eu batia as metas eu me sentia com mais inspiração pra continuar. Esse capítulo ficou pronto em uma semana, o que me deixa arrependida de não saber essa técnica antes...

Enfim, sem mais delongas, espero que comentem e divulguem, preciso muuuito saber quem ainda tá aqui junto comigo depois de tanto tempo.

Capítulo 15 - Sweet Dreams


Fanfic / Fanfiction Love in Cold Blood - Capítulo 15 - Sweet Dreams

Estou caindo gradativamente pelo que parece ser um abismo. Meu corpo encontra-se extremamente pesado, o que faz com que eu me pergunte se na verdade eu sou uma espécie de rocha ao invés de um ser humano.

O tempo e espaço escaparam de minhas mãos, pois agora não sei exatamente onde estou, como estou ou porque estou. Sinto como se estivesse num limbo.

Por onde quer que eu olhe só vejo escuridão, dor, medo, tristeza. Se isso for uma espécie de inferno, com certeza já sei que esse deve ser o meu. Não dizem que o nosso inferno nada mais é do que tudo o que fez parte de nós durante nossa vida? Então certamente todo esse caos pertence a mim.

Quando finalmente consigo abrir meus olhos, vislumbres de minha vida passam por mim como frames de um filme trágico: O assassinato de minha mãe, o primeiro abuso que sofri, a tortura-mental e física- a qual fui submetida a maior parte da minha vida, e por fim...

A morte daqueles que um dia dilaceraram meu corpo e rasgaram minha alma.

No minuto em que o rosto de Shane Magumi apareceu no noticiário com os seguintes dizeres: “Célebre policial da agência FBI é encontrado morto com a garganta dilacerada num beco próximo a um bordel no subúrbio de Seattle” nada me deu mais prazer. Tamanha foi a paz de espírito que me tomou naquele momento.

“Não se sabe ao certo o que o levou até ele lugar. Testemunhas que estavam no local relataram que tudo aconteceu de repente: Magumi entrou em um beco sem motivo aparente, e dois minutos depois, ele estava cambaleando e caindo logo na entrada do mesmo, com a garganta cortada e, posteriormente, já sem vida. Segundo depoimento dos oficiais, ele não estava à paisana e nem investigando nada que seja do conhecimento deles. Aparentemente, Magumi estava no local errado na hora errada. Na cena do crime não foi encontrada nenhuma evidência do suposto assassino, nem mesmo um reconhecimento facial, arma do crime ou vestígios de luta”.

Oh, mas é claro que não, o Coringa nunca comete erros.

 

Doces sonhos são feitos disso

Quem sou eu para discordar?

 

 

O Coringa sempre me foi muito intrigante. Um personagem à parte num baralho, muitas vezes desprezado e subestimado, mas com um poder significativo dentro do jogo quando usado de maneira correta. No jogo da vida, se voce torna-se um Coringa, então nada mais terá o poder de se sobrepor a você: O jogo está nas suas mãos para ditar as regras e tirar dele as peças que você julgar substituíveis ou inúteis.

Quando o Coringa surgiu, assolando toda Seattle e disseminando o medo e o caos entre as pessoas, tudo foi colocado à prova: Policiais, detetives e entidades políticas declararam estado crítico na cidade, pois eles ainda não haviam pego o assassino de Autoridades que conseguiu penetrar até mesmo na inteligência blindada do FBI, e agora atacava um por um os policiais corruptos daquela agência imunda.

                O Coringa aterrorizou Seattle por mais ou menos 3 anos. Quando eu tinha 16 anos, ele simplesmente desapareceu. Da mesma maneira como surgiu, sem rastros.

                Ninguém entendeu ao certo por qual razão ele simplesmente parara de matar. Ao todo ele contabilizou apenas oito mortes, o que não é muito para um massacre, mas é o suficiente para um Serial Killer. Muitos diziam que ele escolhia premeditadamente suas vítimas, e quando as eliminou por completo, simplesmente foi embora para outro lugar, em busca de mais policiais para matar.

                A maioria das pessoas costumava dizer que ele era um lunático, sádico, que matava por prazer, e que o fato de ter escolhido pessoas da lei apenas significava que ele queria mostrar que não temia a mesma. Por outro lado, muitas pessoas – dentre as quais eu – achavam-no uma espécie de justiceiro mal interpretado: Eu conhecia algumas vítimas que ele encontrou, e assim como Shane Magumi, elas estão muito melhor enterradas.

                Fatos interessantes que tornam Shane Magumi a melhor vítima: Ele era um estuprador e pedófilo abusador. Como eu sei disso? Bem, antes de ele ser uma das vítimas do Coringa, eu fui sua vítima.

 

Alguns deles querem te usar

Alguns deles querem abusar de você

 

 

                Quando me encontrei com o Oficial Magumi – Era assim que ele obrigatoriamente gostava de ser chamado por todos – pensei que minhas preces teriam sido atendidas e um salvador havia aparecido para mim e me tiraria daquele inferno.

                Logo que meu pai deixou a sala, Shane encontrava-se no sofá completamente alheio a mim, observando alguns quadros nas paredes enquanto perdia-se em algum pensamento.

                Shane era esguio, porém visivelmente chamava atenção: Suas feições asiáticas eram o ponto forte de seus traços. A forma como sorria lembrava algum tipo de lar, extremamente afável e acolhedor.

                Obviamente a única coisa amável era sua aparência.

                - Você deve ser a Andy, não é mesmo? – Ele virou-se minimamente e me encarou, o rosto expondo um leve sorriso.

                - Sou – Disse apenas. – O senhor trabalha com meu pai?

                - Sim, além de amigos de longa data somos colegas num caso de trabalho em especial..., entretanto, não posso lhe contar, você entende né?! – Ele riu fracamente e sorriu com compaixão.

                - Compreendo perfeitamente. – Sorri e me retirei para meu quarto.

                Essa foi a primeira impressão que tivemos. Embora a dele fosse de que eu era uma garota meiga e extremamente inocente, também não pude evitar pensar que ele era um cara legal, digno de confiança.

                É claro que ambos somos péssimos em ler primeiras impressões.

                Com o passar do tempo, Shane começou a aparecer mais vezes aqui em casa. O que quer que fosse que ele e meu pai faziam dentro do escritório, eu nunca soube. Algum tipo de negociação, aparentemente. Logo já estávamos de certa forma um tanto próximos um do outro, o que me rendeu uma minúscula confiança de que ele seria diferente e eu poderia contar a ele o que acontecia dentro da minha casa. Ele era tão policial quanto meu pai, não é?! Então não seria difícil para ele se contrapor aos poderes do meu pai.

                Quando contei à ele o que meu pai fazia comigo, ele não pareceu chocado como imaginei como ficaria: Ele apenas fechou a expressão e não tornou a dizer mais nada além de três palavras:

                - Eu preciso ir.

                E retirou-se.

                Por algumas semanas eu não ouvi falar mais dele, o que eu não sabia dizer se era um alívio ou uma lástima, pois havia perdido a única pessoa com quem pude ser confidente, além de Meredith, é claro.

                O rosto de Magumi desvai-se de minha mente rapidamente enquanto oscilo entre mais pensamenos obscuros de meu passado. Outro rosto toma forma na névoa e meu subconsciente treme com a lembrança repulsiva do homem que me encara com um sorriso zombeteiro e pervertido no rosto.

                Robert Salazar, cruel, calculista e manipulador como seu próprio nome o denuncia, foi sem dúvida um dos capangas favoritos de meu pai. E se ele foi assim tão adorado por um homem maldito igual Sebastian Witchoff...

                ... pode ter certeza que ele era o diabo em pessoa.

                Salazar divertia-se com o desespero e sofrimento que ele causava em suas vítimas: Deixavam-se enganar facilmente por sua forma de persuadir mentes fracas, em sua maioria pessoas em ruína mental e física. E depois que papai já havia abusado de mim constantemente, acabei sendo uma das quais eles manipulou para conseguir o que queria.

                Quando seu rostinho lindo de meia idade surgiu no noticiário, tenho absoluta certeza de que não houve pessoas mais felizes a celebrarem a morte dele do que todas as vítimas – Direta e indiretamente – que ele fez ao longo de sua carreira como “Policial modelo” dos Estados Unidos. Essa agência é mais podre do que muitas pessoas imaginam.

 

Mantenha sua cabeça erguida, seguindo em frente

Conserve sua cabeça erguida, seguindo em frente

 

                Robert não teve a mesma sorte de Magumi: Ao invés de ter a garganta cortada, foi decapitado. A agência bloqueou todos os canais de comunicação na época e impediu que as fotos da cena do crime se tornassem virais, e no seu enterro, tentaram – inutilmente – costurar sua cabeça de volta no pescoço.

                Mas não conseguiram esconder as marcas da faca.

                Uma façanha impressionante para um assassino de quinta categoria, foi o que todo mundo disse. Pela segunda vez o Coringa havia escapado. Mais uma vez sem rastros, sem arma do crime. Sem vestígios do assassino chegando ou saindo da cena do crime.

                Conforme a população de Seattle percebeu que o Coringa era mais do que um assassino medíocre e que realmente deviam ser preocupar em serem suas próximas vítimas, tudo se tornou um caos completo: As pessoas começaram a ter medo de sair nas ruas e fazer coisas rotineiras como ir ao mercado ou ao Shopping se tornou algo quase inexistente de se ver mesmo em dias onde deveria haver um alto número de gente circulando pela cidade. Aos poucos Seattle tornou-se um prato cheio para traficantes e bandidos dos mais diversificados tipos: O Coringa afugentou a polícia ao ponto de tira-los do controle e deixar a cidade nas mãos dos rebeldes e casos perdidos que antes escondiam-se nas sombras.

                Então iniciou-se uma busca implacável para tentar descobrir tudo o que fosse possível sobre o tal assassino. A polícia – Meu pai especificamente – trabalhou incansavelmente para conseguir qualquer testemunha possível, oferecendo recompensas absurdas por qualquer testemunha ocular que tivesse visto o Coringa em alguma das cenas de crime. Até então ele não tinha um nome. Não até fazer sua terceira vítima.

                A vítima de número três do Coringa foi um caso que realmente chocou a população de Seattle. Cerca de oito meses após a morte de Salazar ninguém havia visto nenhum tipo de sinal de que o assassino de policiais – como ficou conhecido inicialmente – ainda assolava nossa cidade. Aos poucos a polícia voltava a tomar o controle da cidade e tudo encaminhava-se para o mais tranquilo e rotineiro possível.

                Apesar de já esperar que o assassino não tivesse desaparecido, foi chocante quando o noticiário anunciou que ele havia cometido um duplo assassinato. Não apenas fizera duas vítimas, o que já tornava o feito subestimado, mas além disso, ele deixou uma cena de crime completamente bagunçada.

                Meu pai encontrava-se na agência o dia todo, de onde ele recebeu o chamado de que o assassino havia atacado novamente. Ele não quis correr o risco de me deixar sozinha no apartamento, e assim que soube do ocorrido, veio me buscar e me levou até a cena. Parece um gesto meigo para alguém como ele.

                Tive passe livre para conferir o que estava atrás da faixa de interditado que cercava o beco norte da rua principal de Seattle. O que eu vi realmente foi algo que não só eu, mas todos que duvidavam de quem ele realmente era, deixaram essas dúvidas cair por terra.

                O beco estava manchado de sangue em pelo menos uns 300 metros de sua extensão total. Havia sangue nas paredes, no chão, nas roupas das vítimas. Peritos fotografavam meticulosamente o local.

                Fazendo o possível para enxergar além do sangue foquei nas duas vítimas: Conhecia ambas.

                A primeira – estava mais próxima da rua – era ninguém menos do que Zack Sallantine. Zack era um ex policial que colecionava bons números em termos de idade. Foi obrigado a sair da Agência quando uma investigação rigorosa revelou que ele estava envolvimento em inúmeros casos de tráfico de drogas, desvio de dinheiro e exploração de menores em um orfanato de sua cidade natal. Zack não era diferente da maioria dos policiais do FBI, mas o que o diferenciava é que ele era burro. Deixou-se ser pego pelas investigações policiais de policiais tão sujos quanto ele fora.

                Não tardou muito e o Coringa o pegou também.

                Zack tinha o corpo todo manchado de sangue, e a explicação para tal era que o assassino rasgou os dois cantos de sua boca até a extensão das orelhas, traçando assim um sorriso sangrento de ponta a ponta em seu rosto. Ele tinha os olhos abertos e sua expressão denunciava o pânico e a dor que ele sentiu durante o ato, e a razão para tanto sangue é que o assassino com certeza fez isto enquanto ele estava vivo. No seu peito havia uma pequena fenda- provavelmente feita com a mesma faca usada no rosto e nas demais vítimas -, e que provavelmente foi a causa de sua morte após a sessão de tortura à qual ele foi submetido.

Um pouco mais afastado do corpo de Zack, jazia um garoto jovem, corpulento e de cabelos encaracolados. Seu nome era David Tallborn. Eu o conhecia porque seu pai era Hank, o porteiro egocêntrico do meu prédio que era subornado por meu pai para me vigiar e me entregar caso eu fizesse algo que não me era permitido.

David tinha o mesmo sorriso entalhado no rosto que Zack, porém, ele ganhou um presentinho a mais: Sua língua fora cortada quase que completamente. Sua boca entreaberta ainda pingava sangue, e no lugar onde deveria estar sua língua, havia um objeto quadrado, fino e branco que de longe não consegui distinguir o que era. Somente quando o perito o retirou de sua boca e colocou num saco de evidências eu pude ver o que era.

Era uma carta de baralho.

A carta representava exatamente o que o assassino queria que as pessoas pensassem dele: Um Coringa. O Jocker na carta sorria largamente, de orelha a orelha, e não importava como você manipulasse a carta, o sorriso dele sempre se sobressaía.

E foi aí que surgiu oficialmente o Coringa.

 

Eu quero te usar

E te abusar

Eu quero saber o que tem dentro

 

                Inúmeras palavras não poderiam descrever o que veio a seguir: Todos encontravam-se aterrorizados pelo Coringa e aproveitando-se disso, ele se sentiu empolgado para fazer mais vítimas num período mais curto de tempo. Seu estado de observação havia terminado.

                Acredito que ele planejava desaparecer e deixar um legado de terror em Seattle, cumprindo, assim, seja lá qual fosse sua missão original ao matar essas pessoas. Mas antes disso, ele ainda premeditou outros dois assassinatos.

                Quase que imediatamente, seus rostos vieram de encontro aos meus devaneios, lembrando não somente suas feições, mas como o Coringa colocou fim em suas vidas.

                Joshua Fierce era o policial mais jovem que a agência já havia recrutado: Um garoto de 16 anos recém completados que viu sua vida miserável no Alabama sendo substituída pela gloriosa vida na grande Seattle. Fierce era um dos melhores hackers que a agência teve sorte – ou azar – de encontrar. Pegaram ele tentando invadir servidores domésticos e espionando a vida das pessoas, mais especificamente, seus inimigos do colégio, afim de posteriormente os expor na internet. Um tanto infantil, mas admito, o garoto tinha futuro.

                Fora responsável pela primeira pista concreta do paradeiro do Coringa. O que também rendeu sua morte. Fierce foi o primeiro a ver o Coringa, mas assim como os outros, não sobreviveu para dar depoimento.

                Ainda assim, para garantir, o Coringa arrancou os olhos dele.

                Joshua, assim como todos os outros, passaram por minha vida, mas não conseguiram se conter e quiseram causar um imenso estrago nela. Assim como as outras pessoas que eles afetaram também durante suas vidas.

                Flashes daquela noite agora passam por minha mente: Sou jogada a força por meu pai naquele quarto escuro. Fui dopada, não sei como chegamos aqui ou quando foi que comecei a sentir todo meu corpo adormecido pela bebida e o que quer que tinha nela. Ele algema meu braço esquerdo no que parece ser um mastro de pole dance e saí aos sussurros:

                - Acredite, vai doer mais em cima do que em você...

                A porta se abre e ele desaparece. Murmúrios desconexos são ouvidos do outro lado da porta, consigo distinguir apenas que são vozes masculinas. Alguns minutos depois a porta se abre novamente e alguns vultos passam por elas.

                Eles murmuram entre si e dois ou três vultos riem com sarcasmo. Agora tenho total noção do quanto as algemas estão apertando meu braço. Sinto como se a droga estivesse se dissipando e meu corpo começado a se tornar vulnerável à dor novamente.

                Mais flashes voltam e eu me recordo do que eles fizeram comigo aquela noite: Como eu implorei para que parassem, como Salazar me bateu enquanto Magumi e Sallantine alternavam entre abusar de mim e me segurar, mesmo eu estando algemada e visivelmente em desvantagem.

                Joshua? Ficou apenas olhando – como o instruíra Salazar-, e mesmo eu implorando para que ele me ajudasse, gritando de dor e chorando.

                Ele não moveu um dedo para fazer aquilo parar. O medo de perder sua nova vidinha confortável era maior do que ajudar outro ser humano que agonizava e ansiava por sua ajuda.

                Certamente uma hora eles pararam. Ou horas, eu obviamente não estava contando. Perdi a consciência tantas vezes que quando retornava, eu pensava que já estava morta ou que tudo não passou de um sonho.

               

Alguns deles querem abusar de você

Alguns deles querem ser abusados

Mexa-se, mexa-se

 

                Não precisava nem me olhar no espelho para perceber que meu rosto estava desfigurado: Eu sentia minha face dormente e um gosto de sangue fortíssimo na boca. Meu baixo ventre ardia tanto que eu sentia como se tivesse sido rasgada ao meio. Tentei me levantar, mas era como se eu não tivesse controle sobre a carcaça que sobrou de mim. Eu me sentia um lixo, uma imundície sem tamanho.

                Era como se eu já não fosse mais eu.

                Quando eu percebi que eles haviam saído, pouco tempo depois a porta se abriu novamente. Por ela saiu meu pai, com um cobertor de veludo vermelho e – pela primeira vez desde que eu o conhecia – com um olhar carregado com um pedido de desculpas.

                Desde então eu cultivo particularmente um ódio imperdoável dele. Ele foi a chave para que eu criasse um mecanismo de defesa tão engenhoso e improvável que nem ele mesmo, o grande chefe da Agência, conseguiu descobrir.

                Reuni todas as provas contra ele que consegui encontrar, inclusive as provas contra mim também: Montei um enorme dossiê que também poderia ser vital para que eu fosse atrás das grades nas mãos de alguns dos amigos corruptos dele, mas garanti que o dossiê ficasse em segurança. Coloquei-o nas mãos de Blaine.

                Omiti algumas coisas dele e disse que os abusos haviam parado sob o pretexto de que tudo ficaria bem e que para isto era fundamental que ele guardasse esse dossiê. Ele obedeceu de bom grado e nunca me questionou.

                Nem mesmo nos meus momentos mais obscuros.

                No Dossiê eu coloquei todas as provas existentes de que ele havia assassinado nossa mãe, abusado de mim, me entregado para seus comparsas policiais para sofrer mais abusos. Não me pergunte como tive estômago até hoje para ter feito tal coisa e nunca contado para ninguém. O meu maior problema é que guardo dentro de mim um rancor sem limites sobre as coisas que me aconteceram.

                Infelizmente só meu pai continua vivo para que eu possa descontar minha fúria e me vingar do que todos os outros - E ele – fizeram comigo.

                Após o ocorrido, meu pai continuou vivendo como se nada tivesse acontecido. Nenhum deles sequer tocaram mais no assunto ou vieram ao nosso apartamento para conferir o estado em que deixaram.

                Eu estava tão machucada que não conseguia mais fazer coisas comuns de qualquer pessoa, como comer e tomar banho. Tudo era doloroso, tanto físico quanto mentalmente. Como se não bastasse a dor, eu ainda tinha que fingir que tudo estava na mais perfeita harmonia.

                Senhora Deveraux cuidou tanto de mim que se não fosse por ela nesse momento, era capaz de eu ter cometido suicídio ou um assassinato.

                Foi ela que me deu a brilhante ideia de ter paciência e me vingar dos meus agressores. Não só estudei cada movimento, cada passo, cada decisão que eles tomariam a seguir.

                Eu passei a viver em uma espécie de mundo invertido.

                Ao passo que eu fingia ser a meiga e inocente filha do Sebastian, outrora eu já me tornava outra... Coisa.

                Quando o Coringa levou quase todos os seus capangas, Sebastian sentira um medo que eu nunca havia visto em sua expressão antes; mobilizara a maior rede de policiais a qual Seattle já havia visto. Tudo por causa de uma pessoa.

                Eu.

                Foi tão patético vê-lo correndo às cegas atrás de um assassino que esteve sempre no encalço dele. A verdade é que você nunca sabe onde encontrar o Coringa.

                Mas no fim ele sempre encontra você.

                Quando o Coringa voltar – E eu espero mais do que nunca que ele um dia volte – Você será o próximo, papai. Vou adorar ver sua foto no noticiário, assim como aconteceu com seus colegas.

                E, assim, por infortúnio do destino, minha vingança estaria completa

 

Ponto de Vista Sebastian

 

Seis meses. Seis malditos meses!

                É impossível que Adalind tenha conseguido escapar por tanto tempo. Como ela, tão estúpida, conseguiu enganar até mesmo Blaine, meu braço direito?

                Blaine e eu temos tentado de todas as formas possíveis rastreá-la, encontrar algum vestígio de sua presença, mas tudo tem se mostrado completamente ineficaz. É como se ela tivesse desaparecido da face da terra.

                Buscamos por seu nome, reconhecimento facial. A última pista que tivemos foi de que ela passou de carro por uma pensão medíocre chamada Randy’s. Mas não tornou a fugir de novo e nos despistar outra vez. Nenhum cartão de crédito utilizado, nenhum registro telefônico, nenhum sinal de que ela sequer obteve ajuda de alguém, nem mesmo testemunhas.

                Meu filho mencionou o mesmo que Hank no dia que Adalind fugiu: Ele havia vindo visita-la como de costume – Somente no dia de seu aniversário – E que logo deixou nosso apartamento para voltar para a sede da Agência. Hank disse, em seguida, que logo que Blaine deixou o local, Adalind surgiu juntamente com a velha Deveraux (Eu sabia que devia ter acabado com ela quando tive a chance) e que depois disso Adalind não voltou para o quarto. Quando ele deu falta dela, eu já havia chego e já vasculhava o lugar a procura de pistas. Ela simplesmente havia desaparecido.

                A vadiazinha soube ter mais esperteza do que eu imaginei: Antes de fugir ela tirou os rastreadores que implantei no carro. Deixou somente o do celular, e foi por isso que Blaine conseguiu um sinal de que ela estaria numa pensão. Após isso ela deve ter dado um fim ao celular. E como se isso não bastasse...

                Ela me roubou o Dossiê.

                Com esse dossiê em mãos ela tem todas as provas que me incriminam por abuso, corrupção, coerção e evidências plantadas em cenas de crime. Ela tem o prato cheio para me mandar para a prisão por um bom tempo.

                Seis meses se passaram e nenhuma pista sobre seu paradeiro foi encontrada.

                Recentemente, enviei Blaine para um caso na Califórnia. Aparentemente, Jack, O Estripador, como esse cômico e amador assassino em série é chamado, voltou a matar pessoas numa pequena cidade da Califórnia. Eu deveria estar lá investigando, mas preciso permanecer aqui se o meu objetivo é encontrar Adalind.

                E silencia-la o mais rápido possível antes que ela vire o jogo contra mim.

                Blaine disse que a investigação lá também não tem rendido grandes frutos, visto que assim como da última vez, o assassino se safou livremente. Isso me recorda um certo caso onde aconteceu a mesma coisa.

                O Coringa matou alguns de meus Oficiais – Oito para ser mais exato - E tudo o que eu e os outros policiais puderam fazer foi cruzar os braços e esquecer as mortes. Não havia como pará-lo.

                Quando ele desapareceu nem todos ficaram extremamente felizes com a notícia. Havia dentro de mim um ódio profundo e curiosidade em como um assassino tão medíocre conseguiu me transformar num verdadeiro palhaço na frente de autoridades do mundo todo e ainda sair vivo para repetir a história na boca de cada cidadão que presenciou o feito.

                Ele, assim como Adalind, desapareceram, mas não se foram para sempre. Estou contando os segundos para o momento em que ambos tentarem de alguma forma me atacar. Vou espera-los ansiosamente para pôr um fim nisso.

 

                Pode demorar o quanto for, minha querida filha, mas cedo ou tarde, sua máscara cairá.              

                                                                               


Notas Finais


Então gente, esse foi o capítulo de hoje. Espero voltar muuito em breve com o próximo capítulo. Tem perguntas, dúvidas, esclarecimentos, xingamentos? Respondam aqui para mim nos comentários que farei o impossível para atende-las!!!

Não se esqueçam de entrar no grupo do facebook leitores, tem muita coisa bacana lá;

https://www.facebook.com/groups/458291087605067

aproveitem e leiam também minha outra fanfic, já finalizada:

https://spiritfanfics.com/historia/o-misterio-das-12-almas-1258050

por hoje é só gente, nos vemos em breve!!


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