História Love is blue - Capítulo 8


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Categorias EXO, Huang Zitao "Z.Tao"
Personagens Baekhyun, Chen, D.O, Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Tao, Xiumin
Tags Angst, Automutilação, Colegial, Gatilho, Jongin!fem
Visualizações 7
Palavras 3.028
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


HEEEY, GENTEEE
Voltei mais cedo do que o esperado, não é? Não sei quando vou atualizar de novo, mas espero que em breve.
Esse capítulo contém algumas cenas que podem servir de gatilho (para quem não quer ter surpresas, LEIAM AS NOTAS FINAIS). Caso estiverem na bad, não leiam okay? A saúde mental/emocional de vocês é mais importante do que qualquer coisa.
Mas enfim, é isso.

Capítulo 8 - Continue sorrindo


Moço, ninguém é de ferro.

Somos programados pra cair.

 

Na volta para casa, acabaram por escolher o caminho mais longo. Skylar ia na frente, equilibrando-se no meio-fio com os braços abertos, vez ou outra se desequilibrava e virava-se rindo para Tao, como uma criança. Dessa forma, apenas os dois caminhando à noite, era fácil para o chinês fingir que os cinco últimos anos nunca havia acontecido e que estava tudo bem.

O problema é que não estava.

E, como se pressentindo o que Tao iria dizer, Skye suspirou e encostou-se no muro de alguma casa, olhando para o amigo com aquele sorriso enviesado tão característico dela.

— Sabia que consegui evitar meu pai durante o dia todo? – Ela disse e revirou os olhos. – Não sei se quero encontrar ele agora…

— Por que não? – Tao apoiou-se ao lado dela e olhou para o céu.

— Porque ele vai me dar um puta sermão sobre a detenção. E, nessa hora, ele deve estar quase voltando para o serviço e está sentado no sofá da sala, me esperando. – Skye riu baixinho – Consigo até ver a cena.

— Exagerada. – O chinês a empurrou de leve – Ele vai entender, seu pai é um cara legal.

— É, ele é… – Ela murmurou abrindo um sorriso doce.

Tao não disse mais nada por um tempo, ficou um silêncio confortável, apenas dois amigos olhando o céu sem pressa nenhuma de chegar em casa.

— Skye… – Tao quebrou o silêncio com um voz baixa, quase temerosa – Por que você parou de dançar?

— Eu cansei, TaoTao. – Ela respondeu dando de ombros e se afastando do muro voltando a andar. – As pessoas mudam, seus sonhos mudam… Acontece.

Os dedos longos de Tao se fecharam delicadamente ao redor do pulso de Skye fazendo-a para de andar e a puxou de encontro a ele, seus corpos perigosamente perto. Skylar não sorria, pelo contrário, sua boca estava entreaberta e a respiração um tanto pesada, e ela não conseguia desviar o olhar dos olhos de Tao que a encaravam de uma forma que a fazia se sentir tão… Nua.

— Olha nos meus olhos… – Ele sussurrou, a respiração dele fazendo cócegas em suas bochechas – E diz isso novamente.

Skylar engoliu em seco tentando fingir que os dedos de Tao não queimavam seu pulso e murmurou:

— Eu cresci, Tao, e meus sonhos de crianças se tornaram apenas isso. Sonhos de criança.

O olhar de Tao correu de um olho de Skye ao outro, como se tentasse apanhar um deles mentindo, e, com um suspirou, ele soltou o pulso da garota.

Talvez, apenas talvez, ela tenha desejado que ele tivesse continuado com a mão ali.

— Você está mentindo. – Afirmou ele simplesmente – Eu consigo ver, Skye. Aconteceu alguma coisa, tenho certeza. Fala pra mim, o que aconteceu? – Sua voz falhou por um momento antes de acrescentar – Por favor…

E, por um milésimo de segundo, Skylar desejou contar tudo que aconteceu, jogar-se nos braços dele e deixar que Tao visse todas as suas fraquezas. O bolo em seu peito triplicou de tamanho e ela abriu a boca para dizer que ele tinha razão, que ela não estava bem há muito tempo.

Vai destruir a vida dele também? Fraca.

E com aquele simples pensamento, ela respirou fundo dando um passo para trás, desejando que Tao não tivesse visto aquele segundo de fraqueza.

— Não aconteceu nada. Nem tudo tem um motivo oculto, algumas coisas apenas acabam. – Ela deu de ombros como se aquilo não fosse nada – Não tem porquê você se preocupar tanto…

Tao respirou fundo passando as mãos em seu próprio cabelo e deu um passo à frente, seus olhos brilhavam com que Skye poderia jurar que eram lágrimas lutando para sair. Ela quis rir daquilo, no entanto, quando as mãos do chinês seguraram seu rosto suavemente, quase como se fosse feito de porcelana, e ele encostou suas testas, todos os pensamentos foram varridos de sua cabeça.

— É impossível eu não me preocupar com você. – Ele riu baixinho, seu hálito com cheiro de café banhando a face da garota – É tudo o que tenho feito desde que nos conhecemos.

Skylar sorriu e fechou os olhos sem se afastar, deixando que aquelas palavras entrassem em seu coração. Tao se preocupava com ela.

E isso vai acabar com ele. Porque você é destrutiva.

— Por favor… Me deixe entrar, Skye. – Ele sussurrou, sua voz soando quebrada. Machucada. – Por favor, para de me manter afastado. Eu… Eu…

O sorriso de Skye se quebrou e ela apertou seus olhos com força para não deixar nenhuma lágrima escapar, respirou fundo uma, duas, três vezes. Quando abriu seus olhos achou que não ia conseguir resistir a vontade de chorar, não com o rosto de seu melhor amigo tão perto do seu e com lágrimas correndo livremente.

— Eu não posso, Tao. Desculpa… Eu… Eu não posso fazer isso com você. – Ela murmurou e deu um passo para trás quebrando a proximidade – Não com você.

— Por que não? – Questionou ele – Do que você tem medo? Por que é tão difícil você aceitar que não está sozinha? Que eu estou aqui por você? Por qu-

— Só para, okay? – Interrompeu ela dando outro passo para trás e passando as mãos em seu cabelo, sentindo-se frustrada começando a andar de um lado para o outro – Para com isso, caralho! Qual a dificuldade em me deixar em paz? Você não entende, então só me deixa em paz!

— Então me explica. – Tao tentou se aproximar e Skye se afastou mais um pouco. – Por que é tão difícil confiar em mim?

— Porque eu odeio você! – A voz de Skye saiu um pouco mais alta do que o normal – Eu odeio tanto você, Zitao. – Ela repetiu um pouco mais baixa e parou de andar de um lado para o outro, uma lágrima solitária saindo de seus olhos – E odeio a forma como você consegue me deixar vulnerável porque… Porque eu não posso ser vulnerável. Eu não posso ser fraca. Nunca. Entendeu?

Tao quebrou a distância que os separavam em um segundo puxando-a para um abraço apertado como se estivesse segurando a coisa mais preciosa do mundo em seus braços. Skye ficou rígida por um momento tentando assimilar aquilo, o que ele estava fazendo? Porém, quando o chinês a apertou mais e seu corpo começou a tremer em soluços, ela não resistiu. Afundou seu rosto na curva do pescoço do garoto, inspirando o cheiro de seu perfume caro, e se deixou chorar.

— Você não é fraca. – Sussurrou ele contra seus cabelos depois de um longo tempo que eles haviam parado de chorar – E não tem problema nenhum em ser vulnerável, Skye.

A garota não respondeu. Parte dela queria acreditar que ele estava certo, mas era difícil com seus próprios pensamentos a martirizando e fazendo com que ela já começasse a se sentir envergonhada por ter chorado daquela forma na frente dele.

— Não me afaste mais, por favor… – Pediu ele mais uma vez, sua voz em uma súplica. – Eu te amo, Skye. E eu sempre vou amar você.

Skye riu baixinho inspirando mais uma vez o cheiro dele e se afastou ainda com um sorriso nos lábios. O momento de fraqueza havia passado.

Depositou um beijo suave na bochecha de Tao, deixando seus lábios ficarem ali na superfície macia por uns segundos a mais do que o necessário.

— Eu também sempre vou amar você, Taozi.

 

***

 

Tal como o esperado, seu pai a esperava, totalmente vestido para o trabalho e cochilando, sentado no sofá. Samuel acordou de um sobressalto quando ouviu o barulho da porta se fechando e vestiu sua melhor expressão de bravo antes de chamar o nome de sua filha, fazendo com que Skye parasse perto da escada.

— O diretor de sua escola ligou hoje de manhã no meu serviço. – foi direto ao ponto – Ele disse que você foi suspensa por agredir um dos melhores alunos do colégio.

Skylar reprimiu uma gargalhada antes de se voltar para seu pai.

— Meio presunçoso ele dizer que Tariq é um dos melhores alunos do colégio. – Respondeu e seu pai endureceu a expressão.

— Skylar, eu não estou brincando. – Ele suspirou passando as mãos no rosto parecendo cansado – Você não é assim, o que aconteceu?

— Não é a primeira vez que bato em alguém, pai. – Skye falou revirando os olhos e trocou o peso de uma perna para a outra – Preciso lembrar do dia que fui expulsa?

— Skylar! Eu estou falando sério, inferno! – Samuel falou mais alto – Você não bate em ninguém sem nenhum motivo, então vou perguntar só mais uma vez, okay? O que diabos aconteceu?

Skye suspirou e se aproximou do sofá pensando se deveria mentir ou não. Por fim, decidiu dizer a verdade.

— Ele fez umas piadas escrotas… Sobre a mamãe. – Falou baixinho se sentando do lado de seu pai, sem conseguir encará-lo narrou todo o ocorrido sem poupar detalhes.

Quando terminou, olhou de esguelha para o mais velho. Ele estava com a cabeça afundada nas mãos e então, do nada, seu corpo começou a tremer como sempre acontecia quando alguém tocava no nome de Sally. Samuel estava chorando.

— Hey, pai… – Skye falou baixinho puxando-o para um abraço já arrependida de ter aberto o jogo – Não chore, foi só um deslize meu. Eu… Eu só perdi a calma por um segundo, prometo que não vou fazer de novo. Prometo.

— Só não é justo, Skye. – Ele fungou – Você é tão jovem e tem que enfrentar tudo isso. E… E as pessoas são horríveis, a forma como elas te tratam… Você não devia lidar com tudo isso sozinha…

— Relaxa, pai. Está tudo bem… – Ela falou engolindo em seco – Não se preocupe, okay?

Era a segunda vez no mesmo dia em que repetia o mesmo discurso, por que as pessoas insistiam tanto em se preocuparem com ela?

— Eu vou abrir uma queixa contra a escola amanhã, eles têm que arcar com isso. – Samuel afastou-se do abraço e enxugou o rosto com as mãos.

— Pai, isso só vai trazer mais dor de cabeça para a gente… Fica tranquilo, okay? – A garota colocou seu melhor sorriso reconfortante, mesmo que, por dentro, seu coração estivesse dilacerado.

–– Isso não é certo, filha… – O homem ergueu a mão e acariciou a bochecha da filha – É impossível que você esteja bem depois de tudo o que perdeu.

Skye apenas deu de ombros como se aquilo não fosse importante.

— Eu vou para o meu quarto, pai. – Ela falou depois de alguns minutos. O bolo em seu peito havia subido para sua garganta e ela queria chorar novamente.

— Espera… – Samuel suspirou e fechou os olhos por um segundo – Tem mais uma coisa… O Dr. White ligou.

— Oh… – Skye respirou fundo obrigando-se a se manter firme – Como meu médico ou como seu amigo?

— Acho que um pouco dos dois.

— E o que ele queria?

— Falar sobre os resultados de seus exames. – Skye abriu a boca para dizer algo, mas seu pai a calou com um gesto – Eu sei que é antiético e ele também sabe, mas ele disse que escolheu correr o risco por nós. – Samuel suspirou de novo – Ele disse que os resultados ficaram prontos hoje e deveríamos ter esperado, expliquei para ele que você não suportava mais a ansiedade e sabia quais seriam os resultados… Ele disse que você poderia se surpreender.

Skylar tentou manter sua expressão impassível, mas não conseguiu evitar seu coração acelerando e seus olhos brilhando de esperança.

— E eu estava errada? – Falou baixinho, quase temerosa. – Os resultados foram positivos?

Samuel ficou em silêncio e olhou distraidamente para seus sapatos brancos.

— Pai, está tudo bem. Pode me falar… – Skye inspirou profundamente e sorriu – Não houve alterações, certo? Eu não poderei voltar a dançar, não é?

Continue sorrindo.

— Eu sinto muito. – Samuel falou – Ele disse que atividades comuns, como correr, podem causar um pouco de dor, mas está liberado… Já a dança é algo que exige muito de você e ele não acha que algum dia você estará preparada para voltar.

Aquilo foi como um tiro em uma ferida já aberta. Ela nunca voltaria a dançar. Nunca.

Continue sorrindo.

— Filha, talvez seja melhor assim… – Samuel falou sem conseguir encarar sua filha – Quando sua mãe… Quando sua mãe morreu, você se dedicou única e exclusivamente para a dança e…

— E isso também foi tirado de mim. – Skye deu de ombros e soltou uma risada nervosa.

— Não é isso o que quis dizer, mas… Filha, você passava horas e horas dançando, a única amiga que você fez em cinco anos foi a Kai e isso por causa da dança, você esquecia de comer, você esqueceu datas importantes e… Você se esquecia de mim. – A mágoa na voz de Samuel era palpável. – Não era mais algo saudável.

— Você não entende, pai… Ninguém entende. – Ela falou e apoiou a cabeça no encosto do sofá fechando os olhos, ouviu o despertador de seu pai tocando anunciando que estava na hora dele ir ao serviço, esperou até ele ter desligado para continuar – Eu amo meus amigos, pai. De verdade. Amo tanto que dói. E eu amo o senhor também, mais do que qualquer outra coisa, amo tanto que queria poder tirar toda a dor de seu coração… Mas eu também amo dançar, pai. A dança… – Ela engoliu em seco se recusando a chorar.

Era a única coisa que me mantinha na superfície. Concluiu em pensamento e abriu os olhos encarando seu pai que estava com os olhos marejados.

— Eu entendo, Skye. – Ele disse claramente sem saber o que dizer.

— E eu amo a vida também. – Ela falou rindo baixo – A vida é tão linda, não é? Mesmo apesar de tudo, ela é cheia de surpresas e coisas belas… Eu com certeza amo a vida.

Skye levantou-se, seus olhos assumindo um brilho triste.

— O único problema é que ela não me ama de volta. – Concluiu e depositou um beijo na cabeça de seu pai.

— Skylar…

— Está tudo bem, pai. – Ela o interrompeu e sorriu ainda mais – Vai trabalhar, o senhor já está atrasado.

Vamos, continue sorrindo. Continue sorrindo. É a única coisa que consegue fazer mesmo.

Seu pai concordou e levantou-se também, abraçou forte sua filha e sussurrou coisas que Skye não conseguiu assimilar, pois na sua mente só se passava uma frase. Como um mantra.

Continue sorrindo.

A garota ficou longos minutos com as costas encostadas contra a parede de seu quarto encarando a cortina pesada em sua janela. Respirou fundo várias vezes tentando não chorar de novo, tentando não se entregar para aquela angústia que a consumia por inteiro. No entanto, foi apenas ouvir o barulho do carro de seu pai funcionando, que ela não conseguiu se manter mais em pé.

Foi como uma válvula sendo ligada, Skye perdeu a força em suas pernas e caiu no chão chorando descontroladamente. Ela mal conseguia respirar de acordo com que as lágrimas vinham e, com elas, as malditas vozes.

Por que tudo isso tinha que acontecer com ela? Por que tudo que ela amava tinha que ser tirado dela a força? Ela não pode se despedir de sua mãe, não pode se despedir de seu melhor amigo e não pode se despedir da dança.

Quem aguentaria ter alguém como você na família?

Ela havia batido em Tariq, não porque se sentiu ofendida, mas porque não conseguiu suportar ver um garoto como ele jogando algo tão real em sua face. Era só olhar para a mágoa nos olhos de seu pai, ela estava machucando ele também.

Ela era assim e não conseguia se controlar. Era como uma bomba que explodia e machucava todo mundo ao redor. Sua mãe foi atingida por uns estilhaços, Tao também havia sido atingido e seu pai…

Ela não conseguia respirar.

Você sabe o que fazer, Skye.

Não, não. Ela havia prometido. Mas era a única coisa que a fazia se sentir mais… Viva?

— Pare de chorar, pare de chorar… – Repetiu se levantando do chão, tirou suas roupas quase em modo automático.

Quando vou poder voltar a dançar?

Em sua mente veio a imagem vívida do dia em que estava no hospital e a primeira coisa que perguntou quando acordou foi sobre quando poderia voltar a dançar.

Skye foi até sua estante, com as mãos tremendo procurou o local onde guardava as lâminas lacradas. Encarou o pequeno objeto e voltou a chorar, ela não queria fazer isso, no entanto era a única forma de voltar a respirar.

Receio dizer que a senhorita não poderá voltar a dançar.

A resposta do médico reverberou em seus ouvidos e ela se dirigiu até o banheiro.

Ela havia perdido tudo.

Por sua culpa.

Ligou o chuveiro e se jogou no chão, deixando a água levar para longe suas lágrimas e medos misturadas com o sangue que escorria de suas pernas. Observou a água indo embora e sorriu em meio ao choro, ela não aguentava mais aquela dor, não aguentava mais machucar todo mundo que se aproximava… Ela só queria que tudo fosse embora como aquela água.

Fingir estar bem, ostentar um sorriso que não era seu… Tudo aquilo a estava matando pouco a pouco. Ela se odiava por não conseguir fazer isso e por ter momentos de fraqueza como aquele com o Tao. Ele não merecia ter uma amiga problemática como ela e ele estava se machucando. Ela teria que se esforçar mais, sorrir mais…

Olhou novamente para suas coxas marcadas.

Você é forte. A voz de sua mãe ecoou em sua mente e ela voltou a chorar jogando a lâmina longe.

O que ela havia feito? Ela havia prometido que não ia fazer isso e havia quebrado a promessa.

— Ai meu Deus… – Murmurou e se levantou chorando ainda mais do que antes – Desculpa, desculpa…

Ela havia mentido e precisava se explicar agora.

Não consegue nem manter uma promessa.  

Sem pensar direito voltou ao quarto colocando a primeira roupa que encontrou, suas mãos tremiam tanto que mal conseguiu colocar o vestido por sua cabeça.

Ela não se importou com o horário, não se importou se estava frio ou se o sangue em suas pernas estava manchando o vestido, não se importou com sua visão embaçada e nem com o vento que cortava seus braços enquanto ela corria.

Tudo o que passava em sua cabeça era que precisava chegar . Ela precisava falar com aquela pessoa, precisava saber que tudo iria ficar bem.

Porque tudo sempre fica bem, certo?

 


Notas Finais


AVISOS: o capítulo em questão contém cenas de desespero e automutilação.

Gente, acho importante eu deixar claro aqui algo que pode ser visto como um possível spoiler. A Skye passa por vários problemas psicológicos devido a todos os traumas que ela já passou e ela não fez um acompanhamento terapêutico adequado, então isso só piora tudo. Inclusive foi algo que minha beta conversou comigo, ela não tem culpa de nada e, no entanto, acaba achando que é responsável por tudo. Enfim, o que quero deixar claro é que o Tao não vai ser a salvação dela ou qualquer coisa romantizada do tipo, ela precisa de ajuda profissional, mas o nosso chinês vai ter um papel muito importante nessa caminhada dela.

Quero agradecer a Geovana por ter me adotado, ela é a melhor beta do mundo inteiro e é maravilhosa, me divirto horrores com os comentários aleatórios dela shuahs
Muito obrigada por lerem e até o próximo capítulo ;*


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