História Love Is Not Over - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 3
Palavras 1.837
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem a demora...
Fui vítima do bloqueio criativo.
Mas estou de volta kkk
Boa leitura ❤

Capítulo 3 - Taehyung - Please, Hide Me


Fanfic / Fanfiction Love Is Not Over - Capítulo 3 - Taehyung - Please, Hide Me

Eu já estava esgotada.

Eu trabalho em uma drogaria, e como preciso de dinheiro, fico quase vinte e quatro horas trabalhando.

O comércio era do meu pai. Quando ele faleceu, eu tinha dezesseis anos, e minha mãe pensou em vender esse lugar, mas eu neguei. Me formei em enfermagem e vim trabalhar. Eu não trabalhava sozinha, mas os outros dois, Jinyeong e Mark, não me ajudavam o dia todo. Acabei por, neste dia, ficando sozinha para fechar a farmácia.

Enquanto eu apagava as luzes, ouvi um barulho, de algo sendo derrubado. Geralmente, bêbados entravam só para fazerem bagunça, eu já estava acostumada. Mas desta vez era diferente.

Andei até a porta de entrada, e vi um homem, todo de preto, se escondendo atrás do caixa, agachado enquanto olhava para o lado de fora. Eu achei que ele era um ladrão, quando vi o carro de polícia passar e ele sentar no chão, aliviado.

Eu esqueci de me esconder. Fiquei olhando enquanto estava de frente pra ele, e só quando ele virou o rosto pra mim, é que fui me tocar que era perigoso eu estar ali parada. Mas ele não se moveu. Apenas me encarou com seu único olho que estava amostra - o outro estava tapado pelo cabelo.

– Por favor, me esconda.

Eu não consegui me mover.

O que você fez? - perguntei.

– Eu não fiz nada.

Eu senti calafrios. A voz dele era mais profunda do que eu imaginava.

– Então por que tinha polícia atrás de você?

Ele suspirou e abaixou a cabeça, apoiando o braço no joelho dobrado.

– Armaram pra mim.

– Ah, claro - eu disse, desacreditando das suas palavras.

– Vai me entregar pra eles? - ele levantou a cabeça enquanto dizia e sua boca entreaberta me chamou a atenção. Eu sempre fico encabulada quando falo com meninos.

– Eu? Claro que não - digo sorrindo - É trabalho dos policiais te capturarem, não meu. Eu só vendo remédios.

Ele abriu um sorriso de canto.

Olhei para as mãos dele, e elas estavam sangrando. Não parecia sério, mas eu não podia ignorar aquilo.

– Se eu me aproximar de você - eu disse, receosa - você não vai me matar, não é?

Ele sorriu e encostou a cabeça na parede do balcão, mostrando seu pescoço, e fechou os olhos.

– Eu não sou assassino.

– Bom saber - sussurrei pra mim mesma e peguei uma bacia e enchi de água. Peguei esparadrapo e gases, e me aproximei lentamente dele. Agachei em sua frente e estendi minha mão.

Ele olhou para mim e franziu as sobrancelhas, parecendo estar confuso.

– Me dê sua mão - digo.

Ele levantou a mão até sua visão ter o alcance e viu que ela estava machucada.

– Ah, não precisa. Não é nada...

Peguei o pulso dele sem pedir permissão novamente e joguei água. Ele puxou ar entre os dentes, provavelmente por ter ardido, mas eu não parei. Lavei da forma que aprendi na faculdade e pude perceber que os olhos deles estavam pousados em mim.

– Por que está me olhando?

Ele sorriu, provavelmente por que fui direta demais.

– Você é bonita.

– Ah, ok. Conta outra.

Apesar de eu não ser feia, eu não era o que pode se chamar de bonita. Meus nariz não é muito proporcional ao meu rosto, minha boca é mais fina do que deveria, meu corpo não estava de acordo com o padrão coreano, sem falar minha altura.

Passei a pomada para não inflamar e fiz o curativo.

– Pronto - digo levantando e ele abaixou a cabeça.

– Espera! - ele disse e se levantou logo depois, se aproximando de mim - Eu... Não sei o seu nome ainda.

– Você não precisa saber - digo, mas percebi que fui rude demais quando ele cerrou os dentes e mordeu o lábio. Parecia estar com vergonha. Eu suspirei - Jinhyun. E o seu?

Ele sorriu.

– Taehyung.

Seu sorriso era retangular e seus dentes eram alinhados perfeitamente. Seus olhos se formavam em uma linha reta, deixando ele com uma imagem mais fofa. Ele parecia ter saído de um mangá.

Ficamos nos encarando por um tempo, e eu fiquei olhando fixamente para seu único olho visível. Ele ficou olhando para meus olhos e revezando para minha boca. Começou a se aproximar devagar e eu fiquei tensa, e acabei cortando o clima.

– O seu... cabelo... - digo me afastando dele.

– O que tem meu cabelo? - ele disse, sem se mover, com um tom de voz decepcionado.

– Ele cobrindo seu olho, não está muito legal. A não ser que você seja emo.

Ele soltou uma risada curta.

– Não, eu não sou emo.

Fui no armário do Mark e peguei uma bandana. Ele adorava usar aquilo, seja pendurado na calça, amarrado na cabeça ou no pescoço. Se eu pegasse emprestado, ele não se importaria... Eu acho.

– Aqui - digo me aproximando dele e ele virou em minha direção. Eu tentei amarrar a bandana nele, mas só então percebi que a nossa diferença de altura não ajudava muito - Toma, coloca você - estendi o acessório pra ele e ele sorriu. Segurou meu pulso e se agachou no chão, me levando junto. Ele se ajoelhou no chão enquanto eu ainda estava agachada, e ele fechou os olhos levantando os cantos dos lábios, formando um sorriso fofo. Eu sorri e amarrei a bandana. Assim que eu levantei o cabelo dele, percebi no quão ele era bonito. Fiquei um bom tempo apreciando a beleza dele, ainda com as mãos segurando a parte amarrada da bandana. Ele abriu os olhos e eu levei um susto, que quase me fez cair pra trás. Ele foi rápido e me segurou pela cintura, deixando minha canela apoiada na coxa dele, e a ponta do meu pé encostando em seu joelho.

Nossos narizes se tocaram e ele sorriu. Eu mal conseguia piscar. Meu cérebro parou de funcionar e meu corpo não me obedecia mais. Eu não o sentia. Taehyung encostou seu lábio nos meus, lentamente. Ele não tinha pressa, nem mesmo para que nossas línguas nos encontrassem. O selinho durou muito tempo até que eu cansasse e pedisse passagem com a língua. Ele aceitou e o clima esquentou. Eu fiquei impressionada, como me deixei levar dessa forma por um desconhecido. Mas incrivelmente, a atração que eu tinha por ele era como se eu o conhecesse há muito tempo. Como se eu precisasse matar a saudade de algo que eu nunca havia visto.

Nos afastamos ao perdermos o fôlego e ele sorriu. Eu levantei de súbito ao meu dar conta do que fiz e virei as costas pra ele.

– O que houve? - perguntou ele levantando também - Não gostou?

Eu respirei fundo.

– Não é isso - eu ainda estava ofegante - É só que... Bem, não faz nem duas horas que nos conhecemos e nós já...

– Você não acredita em amor a primeira vista?

– Pra falar a verdade, eu não acredito. Como pode chamar isso de amor? Nem nos conhecemos direito. Talvez você seja um assassino. Ou um possessivo. Talvez você fique me seguindo na rua e...

– Calma. Respira.

– Eu não consigo, tá?

Ele deu uma risada e botou a língua pra fora, me olhando com olhos diferentes.

– Para com isso - digo.

– Você não gostou?

Ele parecia realmente preocupado ao perguntar.

– Não é isso. Eu só...

– Precisa me conhecer primeiro.

Eu assenti.

– Tudo bem - continuou ele - Me dê seu celular.

– Porque? Vai roubar ele?

– Não. Vou deixar meu número com você.

– A-Ah. Está bem.

Tirei meu celular do bolso e dei a ele. Ele discou o número e salvou com o nome "O desconhecido". Assim que eu vi, abri um sorriso e olhei pra ele.

O celular dele tocou. Ele havia recebido uma mensagem, e assim que acabou de ler ele pareceu aliviado.

– Acho que essa é minha deixa - disse ele sacudindo o celular.

– O que houve?

– O mal entendido foi resolvido.

– Que bom. Então...

– Eu... - disse ele tirando a bandana - Não vou precisar disso. Eu não uso - ele estendeu pra mim.

– Leva - ele ficou confuso - Me entregue da próxima vez que nos vermos.

Ele sorriu.

– Nos veremos de novo?

– Eu não sei onde te encontrar, mas tenho seu número. Você não tem meu número, mas sabe onde me encontrar. Veremos quem agirá primeiro.

Ele sorriu quadrado e assentiu.

– Então... Até a próxima.

– Até.

Ele saiu e eu fiquei o observando até que ele virasse a esquina e sumisse da minha vista. Olhei para o meu celular, e vi seu número ali.

Como isso era possível? Não fazia nem um minuto que ele tinha ido embora, e meu coração já doía sentindo a falta dele.

3 meses depois

Minha vida não mudou muito. Trabalho no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, e de vez em quando (sempre), recebo a visita de Taehyung.

O primeiro a se comunicar fui eu. Naquela mesma noite, mandei uma mensagem pra ele, e desde então, somos muito próximos.

Um dia desses, eu estava quase pegando no sono e Jinyeong bateu com força no balcão em que minha cabeça estava encostada. Eu levantei de súbito e tive uma vontade enorme de bater nele.

– Você quer morrer?

Ele e Mark gargalharam.

Estava na hora do almoço deles, e eles queriam apenas me avisar.

– Quer vir com a gente? - perguntou Jinyeong.

– Não posso deixar a farmácia sozinha.

– JinHyun, você sabe que não chegam clientes na hora do almoço em dia de domingo - disse Mark - Vem, vamos almoçar juntos!

– Está bem.

Eles me ajudaram a fechar a farmácia e fomos até uma loja para comermos Lámen. Nós adoravamos comer juntos. Eles deixavam tudo mais divertido.

Ao longe, vejo um homem de casaco cinza e cabelo castanho me encarando. Ele tinha as mãos dentro do casaco e assim que ele tirou o capuz, reconheci.

– Oppa!

Era Taehyung.

– Oppa? - perguntaram Mark e Jinyeong em uníssono olhando para trás.

Taehyung se aproximou dos três e sentou ao lado de Jinhyun, e de frente para Mark e Jinyeong.

– Oi Taehyung - disse Mark, o encarando nos olhos enquanto o outro fazia o mesmo.

– Oi Hyung.

Eles tinham olhares estranhos, e de repente os dois apoiaram o cotovelo sobre a mesa, e seguraram as mãos.

– Dessa vez eu ganho de você - disse Mark e Taehyung riu, debochando.

– Eu sempre ganho, hoje não vai ser diferente.

– Ah, meu Deus - Jinyeong balançou a cabeça, desacreditando da situação.

Eles começaram a queda de braço.

– Jinyeong Oppa, vamos comer em outro lugar? - digo piscando para ele e ele assentiu.

– Vamos Jinhyun-ah.

Levantamos da mesa, e os outros dois soltaram as mãos. Taehyung segurou meu pulso e Mark puxou Jinyeong pelo braço.

– Vocês parecem crianças - digo enquanto começo a comer o macarrão.

Taehyung ficou me encarando e eu, ao perceber, parei de comer e encarei ele também.

– O que foi? - perguntei.

– Quer namorar comigo?

Eu esqueci de respirar. Meus olhos não piscavam e eu só voltei aos sentidos quando ouvi os meninos rirem.

– Você está...

– Sim, estou. Você quer namorar comigo?

Eu sorri e assenti.

Mark e Jinyeong ficaram imitando a cena, mas eu e Taehyung não nos importamos. Ele se aproximou e me beijou. O mesmo sentimento de meses atrás.

Eu estava amando, e eu não queria que aquilo acabasse. Eu não deixaria acabar.



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