História Love is On The Radio 2 - Edição Shawn Mendes - Capítulo 3


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Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost)
Tags Barry Allen, Caitlin Snow, Snowbarry
Visualizações 174
Palavras 2.046
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sinopse: Ele deverá escolher, entre seguir seu amor ou fazer o certo.

Música: There's nothing holding me back - Shawn Mendes.

Capítulo 3 - "I wanna follow where she goes" - Kallie Martin


Fanfic / Fanfiction Love is On The Radio 2 - Edição Shawn Mendes - Capítulo 3 - "I wanna follow where she goes" - Kallie Martin

Eu quero segui-la para onde ela for
Penso nela e ela sabe disso
Eu quero deixá-la assumir o controle

E ali estava ele, mais uma vez.

Com a mesma foto, já desbotada e velha em mãos, sentado naquele mesmo lugar onde viu a linda médica pela primeira vez. Quando abriu os olhos após o coma de nove meses e os olhos castanhos brilhantes, foram os primeiros que ele encontrou.

Agora, não passava de uma recordação.

A foto dele ao lado dela naquele mesmo lugar, era a única coisa que sobrou para lembrar que aquilo foi realmente real.

Já faziam quatro anos, que ele a havia perdido.

Perdido para ela.

As lembranças da noite em que seu amor secreto morreu para dar lugar a criminosa sádica e cruel, ainda eram vivas em sua memória.


" - Ela está entrando em colapso! - Harry disse tentando segurar a garota que convulsionava na maca.

Cisco se aproximou com oxigênio enquanto Barry estava paralisado.

A única coisa que passava em sua mente era: não podia perdê-la.

Ele olhava sem reação para ela. Como se o mundo se movesse mais devagar. Enquanto todos se moviam em câmera lenta ele se aproximou da maca desesperado, sendo puxado por Íris e Joe. Ele lutava, mas os dois o seguravam firme.

E foi então que os batimentos, que antes estavam descompassados e acelerados, pararam subitamente dando lugar a o som que ele mais temia.

O som do coração dela parando de bater.

Barry se aproximou da maca correndo e tocou a pele dela chorando.

- Não...Não! Cait! Cait acorda! - ele implorava segurando o rosto dela.

Todos na sala choravam a perda, mas Barry não aceitava. Não podia ser real.

Ele nem havia dito que a amava.

Ela se foi, sem que ele revelasse seus sentimentos.

- Barry...- Íris chamou - Ela...ela se foi.

Ele chorava em desespero. Se virou para eles.

- NÃO! ELA NÃO SE FOI, TÁ LEGAL? - ele berrou - Ela vai voltar...vai voltar.

Então seus olhos pousaram sobre o colar. Aquele colar que prendia a assassina que habitava nela. Que mantinha confinada toda a maldade que ninguém acreditava que existia na doce doutora.

Ele não tinha tempo para pensar nas consequências e foi quando, num impulso, levou a mão a corrente e arrebentou, jogando no chão.

- Não! - Cisco disse.

- Ela não ia querer isso - Harry disse.

- Não me importa - ele falou olhando fixamente para ela - Não posso deixar ela morrer...

- Ela era amiga de todos nós Barry - Íris disse - Mas isso não justifica fazer isso...coloca de volta antes que...

Um bip fez todos olharem para o monitor.

Outro. Barry sorriu e olhou para o corpo imóvel.

Os batimentos voltaram a frequência normal, até passarem disso, para um batimento rápido.

Todos se olharam temerosos e Barry levantou a blusa dela, revelando a recente cicatriz na barriga, congelando e sumindo em segundos.

Foi quando ele temeu, e percebeu o erro que havia cometido.

Mas era tarde.

Os olhos dela se abriram de súbito, revelando a cor azulada.

Então uma espécie de explosão os jogou longe.

Todos voaram para as paredes e em seguida caíram no chão.

Uma fumaça branca cobria todo o lugar e quando começou a se dissipar lentamente, revelou as paredes cobertas pela grossa camada de gelo.

Barry levantou os olhos e procurou.

No meio da fumaça, surgiu ela.

Com um sorriso maldoso nos lábios azuis, e os cabelos brancos como a neve iluminada pelo sol.

As mãos emanando fumaça.

- Olá, Flash - ela disse com a voz fria e duplicada.

Não era mais Caitlin.

Não era mais sua melhor amiga.

Não era mais a mulher que havia roubado seu coração.

Agora era ela. Assassina fria. Era assim que a chamavam.

Barry cometeu um grande erro, cedendo o corpo da mulher que ele amava, para ser morada do mais terrível demônio."


Ele era o culpado.

Era o que repetia para si mesmo sempre desde aquele dia.

Depois daquilo, capturar Killer Frost foi tarefa impossível, então a deixaram ir.

Ela matou várias pessoas.

Roubou muito e causou grandes estragos.

O maior deles, no coração do velocista escarlate.

As lutas que os dois travaram foram incontáveis e em todas elas, os dois saiam feridos, mas nunca havia um vencedor de fato.

Cerca de dois anos depois dela partir, Barry e Íris firmaram um namoro, e agora estavam prestes a se casar em uma semana.

Era para ser certo. Era para ser perfeito. Afinal ela foi seu primeiro amor. Sua melhor amiga de infância.

Mas não era a ela que pertencia o coração dele.

Ele pertencia a quem não devia.

Barry ponderava aquela decisão mais uma vez. A decisão que tomou em meio a última batalha que havia travado com ela a dois dias.

Pois toda vez que ela se aproxima
Ela me provoca o bastante para que eu continue adivinhando
E talvez eu devesse parar e começar a confessar
A confessar

Ele sabia do que estaria abrindo mão.

O que estaria deixando para trás.

Sabia dos riscos.

Sabia das consequências.

Mas nada naquele momento parecia importar.

Era aquilo que ele faria.

Barry se levantou e em um segundo trocou de roupa vestindo seu traje vermelho.

Sentia o peso de sua decisão.

Ele levou a mão ao peito, onde pousava o círculo branco com o raio amarelo.

O símbolo do herói.

O símbolo da esperança.

O símbolo da justiça.

Ele não seria mais digno dele.

Com pesar, Barry arrancou o círculo e depositou sobre a bancada, ao lado de sua aliança de noivado e da carta.

Pois se perdemos a cabeça
E levarmos isso longe demais
Eu sei que ficaremos bem

Ele olhou em volta. Relembrando cada momento. Cada dia. Cada vez em que ele entrou ali, esperando um alerta para correr e salvar vidas. Ser o grande herói.

- Sinto muito pessoal - ele susurrou em meio ao escuro no laboratório - Adeus.

Então ele correu.

Saiu sem olhar para trás e deixou a cidade, adentrando a densa floresta e correndo entre as árvores, enquanto podia ouvir a voz doce em sua mente, junto com as lembranças.

"- Não pense que vou cuidar de você toda vez que quebrar algo!"

" - Você me perguntou se eu acreditava que aquele raio te atingiu por uma razão...eu acredito!"

" - Com ou sem sua velocidade você ainda é você, Barry"

" - Que belo par nós somos, Sr. Allen!"

" - Quando Ronnie me pediu para ir embora, eu não consegui dizer sim. Não consegui simplismente deixar para trás o laboratório, Cisco, Wells...Você"

" - Você é mais que apenas um amigo pra mim, Barry"

Então ele parou. Respirando ofegante se escorou em uma árvore. Sentindo o coração acelerado.

A temperatura caiu, e aquilo era sinal que estava perto.

Ele começou a andar.

Em poucos minutos, sentiu a neve sob os pés e respirou fundo engolindo seco.

Avistou então, o velho galpão, rodeado por espinhos de gelo e neve.

Foi quando começou a repassar na cabeça tudo que estava na carta que deixou para trás com seu símbolo e a aliança.

Sei que nesse instante devem estar se perguntando: onde diabos Barry se meteu? Pois bem, já deixei essa carta para trás, para esclarecer todas as dúvidas

Se aproximou lentamente, temendo. Passando por vários espinhos de gelo, mas sem nem cogitar voltar atrás.

A quatro anos atrás, meu motivo de viver se tornou minha maior inimiga.

É, eu amava e ainda amo Caitlin Snow. Ou Killer Frost. Tanto faz, o que importa é que cada parte dela me leva a loucura. Cada centímetro do corpo gelado dela me faz delirar. E é disso que eu preciso, ela é meu oxigênio

Ele finalmente entrou no local, escuro, iluminado apenas por algumas luzes de led azuis. Estava silencioso e tudo que ele ouvia eram os próprios passos no gelo.

Deixei o símbolo como uma lembrança do herói que ninguém verá mais, provavelmente.

O Flash foi fraco, e por isso não merece mais o título de herói. Acreditem ou não, a decisão que tomei, foi a mais difícil da minha vida.

Acham que não amo salvar as pessoas e ser o herói de Central City? Claro que sim!

Mas antes de salvar qualquer um, preciso me salvar.

E eu estava afundando cada vez mais

Ele ouviu mais passos e sentiu o coração quase parar. Sentiu mais frio. Sabia que era ela.

Não posso me casar com você, Íris. Já não te amo como amei um dia.

Não posso mais ser o Flash.

Pois hoje, larguei tudo, para ir atrás dela.

Não consigo mais viver distante. E não adianta me procurarem, porque tudo que quero é que respeitem minha decisão.

Seja Caitlin ou Killer Frost, é por ela que meu coração palpita mais forte.

Me perdoem.

Barry

- Ora, ora, ora - a voz o fez se arrepiar. Então apareceu, vinda de trás de uma parede de gelo. Os cabelos e a pele brancos, olhos azuis cintilantes e lábios azulados. A roupa justa, preta com azul - Vejam quem se perdeu no caminho pra casa.

Ela vinha direto até ele.

Parou a poucos centímetros dele olhando fundo em seus olhos.

- Eu não quero brigar mais, Frost - ele disse.

Ela riu.

- Veio em paz? - ela zombou - Ou veio tentar reconquistar a patética da Caitlin?

- Sei que você é ela - ele disse -Lá no fundo, mesmo que não aceite.

- Não. Não mais - ela disse desviando o olhar - Já fui, mas sabe que não tem mais como recuperar a doce e inocente médica. Eu mudei, Flash.

- Não foi por isso que eu vim - ele disse dando um passo na direção dela.

Frost não recuou, apenas o encarou.

- Então o que veio fazer, Flash? - ela perguntou com o sorriso travesso.

Ele colocou o rosto a milímetros do dela. A respiração quente dele se encontrando com a fria dela.

- Eu vim me render - ele susurrou - Me render a você.

Pois se você estiver ao meu lado
E a gente tropeçar no escuro
Eu sei que ficaremos bem

Ela tentava resistir. Mas o impulso era maior.

Ela ainda era a mulher cujo coração pertencia ao velocista. Cuja alma estava ligada a dele.

Ela tentava ser a assassina cruel e sem sentimentos, mas sempre que via os olhos verdes dele, seu coração lhe traía e palpitava mais forte.

Ele se rendeu.

E ela também.

Os lábios deles se aproximaram tão lentamente que até pareceu uma eternidade até que se encontrassem num choque que arrepiou a espinha de ambos.

Boca quente e boca fria, num contraste magnífico, se movendo em sintonia. Consumando o desejo deles.

Ela o puxou pela nuca e ele a puxou pela cintura, fazendo seus corpos se colarem e aprofundando o beijo.

Ela foi quem se afastou em busca de ar, sorrindo com malícia e mordendo o lábio inferior.

Ela deslizou a mão pelo peito dele, o torturando silenciosamente.

- Cadê seu raio? - ela perguntou num susurro.

- Deixe para trás - ele disse - Junto com todo o resto.

Oh, eu tremo
Eu adoro quando você fica louca
Você tira todas as minhas inibições
Querida, não há nada que me segure
Você me leva para lugares
Que acaba com a minha reputação
Manipula minhas decisões
Querida, não há nada que me segure
Me sinto tão livre quando você está comigo, querida

Ela voltou a beijá-lo.

Barry inclinou a cabeça dela e desceu os beijos ao pescoço nu, causando pequenos choques quando seus lábios quentes tocavam a pele fria.

Depois subiu novamente a boca dela, e ela o puxava o arrastando lentamente sem se afastar, até os fundos do galpão. Ali estava sua cama, a espera dos dois.

Ele a deitou lentamente sobre a cama, se inclinando sobre ela.

Uma grande janela permitia a lua presenciar aquele ato.

A luz prateada iluminando os dois.

Ele beijando seu pescoço, aproximou os lábios do ouvido dela.

- Nada mais me segura- ele susurrou - Nada mais vai me segurar longe de você.

Ele se afastou olhando no fundo dos olhos, agora castanhos e sorriu satisfeito.

- Bom saber - ela disse - Sentiu minha falta, Sr. Allen?

Querida, não há nada que me segure

Notas Finais


Olá, espero que tenham gostado!😍
Eu gostaria de agradecer, por ter a honra de participar desse projeto, junto a escritores tão talentosos!
Sinto até medo de escrever algo pra um projeto com eles, mas essa one foi feita de coração, espero ter agradado a todos.
Beijos doces da tia Kallie❤


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