História Love is On The Radio 2 - Edição Shawn Mendes - Capítulo 4


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Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost)
Tags Barry Allen, Caitlin Snow, Snowbarry
Visualizações 226
Palavras 3.818
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Científica, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bem, por contratempos, o cronograma foi levemente alterado para que tivesse ones todos os dias, e eu vim aqui cobrir o dia.
Espero que todos gostem dessa one, foi feita com carinho <3
Estava eu, Paulo, escrevendo minha one 'Roses' quando me dei conta que ela estava enormee e pedi para minha parceira de crime Grazi se ela não poderia usar a primeira parte da história como a one dela, e ela aceitou me ajudar, dando algumas dicas e sugestões de onde eu poderia acrescentar mais alguma coisinha. Bem, aqui estamos,
Boa Leitura!

Capítulo 4 - "Make your best mistakes" por PaulooHenrique e SnowFrost


REPUBLICA DOMINICANA, CARIBE, AMERICA LATINA.

Caitlin estava odiando as férias forçadas nesse lugar demasiado quente e pegajoso que Carla e Thomas há arrastaram para o terceiro casamento de um primo distante de Thomas, seu pai. Caitlin sabia que o lugar era belo, mas ela amava neve, o frio, um cobertor, chocolate quente e uma boa companhia de livros, mas eles não poderiam faltar esse casamento segundo Carla.

“Está bem!” Carla rolou os olhos para a filha de 17 anos depois de tentar de todas as formas retirá-la do livro que ela estava lendo na sua cama no quarto trancado. “Se você não quer ir ao luau com a sua família aproveitar os poucos dias que temos juntos, eu não posso força-la. Mas garanto que seu pai e eu vamos nos divertir muito.”

“Boa sorte com os mosquitos e o suor, tomara que eles não carreguem nenhuma doença tropical em seus corpinhos.” Caitlin disse sem tirar os olhos do livro de biomedicina, ela iria entrar para a faculdade no inicio do próximo ano letivo e não tinha tempo a perder.

“Não seja um estraga-prazeres Caitlin. E você vai sentir falta disso um dia.” Carla disse fechando a porta.

“Eu passo essa.” Disse antes de voltar para as maravilhas de outro capítulo sobre como funciona o genoma humano.

Ficou até tarde lendo o seu livro e nem percebeu quando a madrugada havia chegado e ido embora e se surpreendeu com seus pais chegando ao quarto deles, esbarrando nas paredes e tendo risadas embriagadas e genuínas.

‘A noite foi longa mesmo...’ Pensou cinicamente antes de colocar o seu livro na cabeceira e enfim apagar o abajur. Na manhã seguinte os preparativos do casamento estariam em plena função e a noite ainda teria o jantar de ensaio. E sua mãe não tornaria a sua vida mais fácil e não a pouparia dos pormenores do casamento.

De manhã, Carla apareceu no quarto da filha uma hora depois do planejado, e foi recebida com um sorriso sarcástico da adolescente.

“Se divertiu de verdade não foi?” Caitlin disse pegando um copo e colocando seus remédios especiais para ressacas e estendendo para a mãe.

“Uma das melhores noites de minha vida.” Retrucou a mulher mais velha sem deixar o braço a torcer e tomando o copo de uma só vez.

“Agora, eu assumo que temos muito trabalho para fazer.” Disse cuidadosamente, querendo escapar de toda a responsabilidade e terminar o livro.

“Não, nada que suas tias e seus primos não façam sozinhos...” Carla disse esfregando as têmporas. “Mas você vai me acompanhar ao spa e depois à praia, sem reclamações.” Disse antes que a filha abrisse a boca.

“Eu preferia ajudar no casamento...” Se queixou ela “E eu tenho que terminar minha leitura.”

“A autora em questão está na sua frente, aproveite para tirar suas duvidas comigo no spa e na praia.” Disse a bioengenheira e se aproximou da filha e segurou seu rosto delicadamente. “Vamos lá, ano que vem você entra para a faculdade e nunca mais terei minha menina para mim. Deixe-me aproveitar os últimos momentos que temos, por favor?”

E como dizer não para sua própria mãe e heroína depois disso? Caitlin se deu por vencida e a acompanhou para um dia que poderia ser extremamente torturante, mas que a surpreenderia muito.

O spa foi mais relaxante que ela gostaria de admitir, e ela precisava mesmo tirar um pouco da sua tensão do dia-a-dia. Fizeram massagens juntas, e colocaram pedras de basalto quente arredondadas pelo comprimento da coluna, depois fizeram mascaras de hidratação, manicure e pedicure. Caitlin estava uma mulher renovada e bem-humorada até sua mãe lembrar que elas iriam tomar sol na praia.

A areia irritava seus pés e ela já tinha passado e repassado o protetor solar para que sua pele sensível não queimasse igual ao camarão na moranga que tinham servido no jantar anterior, sem falar o suor que escorria e a deixava louca.

“Tome um banho no mar, relaxe Caitlin...” Insistiu sua mãe. Mas olhar para o mar sem fim e imprevisível e cheio de sais e peixes fez com que ela negasse a opção com convicção.

“Estou bem aqui...” Murmurou voltando para sua cadeira e contando os segundos para sair dali.

Não tinha nem respirado direito quando uma bola de vôlei acertou seu abdômen espalhando areia por todo o seu corpo. Uns segundos depois um adolescente alto e esguio, com incríveis olhos verdes e cabelo molhado e um tanquinho maravilhoso veio busca-la.

“Desculpe-me.” Disse a voz dele, e ela tinha um tom provocante que fez Caitlin corar e querer abaixar a cabeça e se esconder no chapéu que estava usando.

“Não foi nada.” Foi sim, me machucou e espalhou essa areia nojenta por todo o meu corpo. “Só me erre da próxima vez.” Entregou-lhe a bola novamente com um sorrisinho. Me acerte novamente e eu talvez escreva o meu numero nela.

“Sou Barry Allen, alias.” Disse ele com aquele sorriso de canto de boca irresistível enquanto passava a bola de uma mão à outra.

“Caitlin, Caitlin Snow.” Disse sem jeito, oferecendo sua mão, sem nem saber porque estava fazendo isso.

“Então, Caitlin Snow...” Disse ele devagar se deliciando com a pronuncia. “Você quer se juntar a nós?” Apontou para o grupo de adolescentes acenando para eles.

“Eu estou acompanhando minha...” E olhou em volta procurando sua mãe, e não a vendo por perto. Achou-a no bar da praia, bebendo um Martini e dando um tchauzinho. Ótimo, traída pela própria mãe. “Por que não?” Disse se juntando a Barry.

E o resto da tarde que se seguiu pareceu mais tolerável. Os amigos de Barry, Cisco, Oliver, Laurel, Sara e Roy eram engraçados e fáceis de conversar, e logo estavam jogando futevôlei e tratando Caitlin como amigos de infância. Ao final da tarde Cisco chamou todo mundo para a festa que teria num barzinho a noite, e os demais o seguiram, mas Caitlin ficou para tras na praia, e Barry disse que os alcançaria mais tarde.

“O que você está pensando Snow?”

“Essa tarde não foi tão horrível quando eu imaginei, mas agora devo ir indo.”

“Como seria horrível você estando onde está? Punta Cana é o paraíso na Terra.” Disse esticando seus braços para o mar, areia e as enormes palmeiras curvadas ao redor deles.

“Não para mim.” Ela deu de ombros. “Eu não gosto de areia me arranhando e agitação e mosquitos e essas coisas.”

“Então você faz jus ao seu nome.” Ele sorriu.

“Eu acho que sim. Agora eu realmente tenho que ir, tenho um ensaio de casamento para ir e...”

“Falte.” Ele disse como se fosse a escolha obvia. “Afinal, você já vai ir no casamento, para que ver tudo duas vezes?”

“E você quer que eu passe esse tempo com você?”

“Comigo não, com o Caribe.” Abriu os braços novamente e sorriu. “Você precisa relaxar Snow, olhe para além dos problemas e você notará coisas que te surpreenderão.”

“Como o que?” Caitlin teimou. “A paisagem é bonita, eu admito, mas não muda o fato de estar um calor sufocante.”

“E você está ainda aqui né? Você se preocupa demais... Sinta a energia caribenha moça...” Disse ele com uma voz suave, quase acompanhando o mar.

“Feche os olhos...” Ele pediu.

“Para você roubar um beijo? Isso é clichê demais...” Ela ironizou, mas fechou os olhos mesmo assim.

“Você pensa pouco de mim não é mesmo?” Ele fingiu magoa e ela deu um sorrisinho. “Só ouça o que há ao seu redor, o mar indo e vindo, as palmeiras balançando contra o vento... Aos poucos você vai ouvir outros sons que antes nem tinha notado como o som dos pássaros ao longe, e eu acho que essa musica é do violão do carinha ali, e a areia se deslocando, as crianças brincando...”

“Você se aproximando...” Disse ela quando sentiu o calor do corpo dele perto de si.

“Agora abra os olhos.” Barry continuou. “Agora você pode decidir o que quiser.”

E ela avançou e diminui a pouca distancia entre eles e se apoiou na ponta dos pés para alcançar a boca dele. O beijo começou tímido, mas à medida que ia sentindo ele, permitiu-se ser livre e bem, aproveitar as malditas férias.

Separaram-se quando faltou ar, e uma ofegante Caitlin sentou sem se importar com a areia e ver o sol se pondo no horizonte, manchando o céu em um matiz de laranjas, vermelhos e tons róseos, e o mesmo padrão de cores espelhava-se no mar.

“A maioria das pessoas vem e acham bonito, poucas sentem o ambiente ao redor. Há tanta beleza e liberdade para ser sentida. Por que se preocupar com coisas mundanas como casa, faculdade, trabalho, dinheiro? Existe tanto mais para ser visto... Eu não quero me tornar aquelas pessoas obcecadas que se esquecem de enxergar o que realmente está ao redor sabe?”

“Acho que sei...” Caitlin concordou. “Mas é difícil se desprender, eu estou tão agoniada, o próximo ano vai mudar inteiramente minha vida, eu preciso estar preparada, mas eu não me sinto preparada para nada.” Ela se viu desabafando para esse jovem estranho que acabara de beijar, mas parecia tudo com fácil com ele.

“Você se importa demais... Relaxe, cometa seus melhores erros...” Disse ele empurrando ela com os ombros e a desestabilizando, quase caindo na areia, ela sorriu e retrucou o movimento, e ele nem fez questão de se apoiar e caiu na areia.

“Meus pais são dois dos maiores cientistas da área, eu simplesmente não posso estar abaixo do nível deles, e eu não quero decepciona-los, mesmo eles dizendo que está tudo bem.”

“Você se importa demais...” Repetiu ele, e a puxou com gentileza, e ela caiu em seu peito. “Carpe Diem. Aproveite o momento...” Disse e a beijou novamente.

As estrelas estavam começando aparecer no céu quando eles decidiram sair da praia, não sem antes Barry se gabar ao mostrar algumas constelações e explicar a diferença de planetas e estrelas no céu noturno.

“Planetas estão mais perto da Terra e não possuem luz própria, então eles não cintilam, logo tem uma luz mais forte do que as estrelas e não piscam. E estão todos alinhados. Sempre. Aquele, por exemplo, o mais forte e brilhante, é Vênus.”

“E você também sabe tudo sobre estrelas?”

“Cisco me contou essas coisas ontem.” Ele riu e a abraçou.

Seguiram juntos até o hotel de Caitlin, que iria se trocar para ir à festa que Barry a levaria. Ela subiu sozinha enquanto ele esperava no saguão.

Caitlin tomou um banho relaxante se livrando dos resquícios de areia e suor e estava escolhendo sua roupa quando Carla chegou.

“Eu acho que reconheço aquele menino lindo que está sentado entediado no saguão...” Ela iniciou a conversa fingindo estar desentendida.

“Punta Cana não é tão ruim afinal de contas...” Disse Caitlin pegando dois de seus vestidos e tentando escolher qual deles iria usar.

“Então você vai sair desse quarto hoje a noite? Bem, eu tenho que descer e congratular ele pelo feito.” Disse fingindo dar as costas e ir para o corredor.

“Não!” A voz de Caitlin saiu uma nota maior que pretendia. “Digo, é nada demais não é? Já estamos aqui, temos que aproveitar a ilha não?”

“Use o vermelho.” Carla piscou e saiu. No corredor, sabendo que sua filha ainda estava vendo, levantou os braços como se desse graças aos céus, e sabia que as bochechas de sua filha tinham ficado vermelhas e sorriu. Ela finalmente estava se permitindo se soltar um pouco, o ritmo caliente e latino da ilha era irresistível afinal.

Caitlin decidiu seguir o conselho da mãe e se vestiu com o vestidinho curto e leve de cor vermelha, e parecia certo para a ocasião, agradeceu a carla por insistir que ela comprasse ele alguns meses atrás, mesmo ela achando na época que nunca usaria.

“Uau, você está linda.” Barry disse quando ela apareceu no saguão. Era hora de ele corar e olhar para si próprio, ainda sujo da praia e com o cabelo inteiramente bagunçado. “Agra eu tenho que dar um jeito nessa bagunça.” Apontou para si e fez uma careta.

“Tem mesmo.” Ela sorriu e o acompanhou até a pousada que ele estava ficando com os amigos. O banho dele foi visivelmente mais rápido do que o dela. Homens. E sua preocupação com roupas foi pegar a primeira camisa de botão estampada da sua sacola bagunçada e um calção. Caitlin ficou do lado de fora enquanto ele se arrumava e quando ele enfim saiu, parecia um príncipe encantado descontraído no meio do Caribe. Sua camisa estava desabotoada aparecendo à parte superior do seu peito e seu cabelo levemente despenteado faziam com que ele parecesse maravilhoso sem esforço. Homens e sua facilidade de se arrumar.

Barry convidou ela para entrar, já que a festa demoraria mais um pouco e Caitlin não esperou um segundo convite para se largar em seus braços e o beija-lo enquanto ele a colocava contra a parede.

Seus beijos começaram a ficar mais animalescos e necessitados e Caitlin estava adorando tudo isso. O garoto tinha um efeito nela que ela não saberia dizer ao certo o que era, mas seu corpo estava vivo a cada segundo com ele. Mas quando a mão dele pousou gentilmente em sua coxa, ela fez que não timidamente com a cabeça, ainda não estava preparada. Barry sorriu e disse que não tinha problema. 

“Vamos à festa então?” Barry perguntou, e ela assentiu.

Ele deu sua mão para ela, que inicialmente recusou por vergonha mas depois de um tempo segurou alegremente. Isso tudo era uma loucura, um enorme erro, ela pensou. Mas é um ótimo erro e uma deliciosa loucura.

Andaram na direção contrária do centro turístico e para longe das baladas onde a maioria dos estrangeiros ficava e Caitlin questionou onde eles estavam indo.

“As pessoas vem para Punta Cana e acham tudo muito legal, mas nunca tentam vivenciar plenamente a cultura do lugar. Ficam nas grandes festas de musica eletrônica ou nas festas fabricadas para turistas. Nós não somos turistas idiotas, então estou te levando para uma verdadeira festa latina, onde não tem a estereotipação da cultura daqui. Vamos conhecer o verdadeiro Caribe.”

“Isso soa interessante.” Disse ela com charme, e ele beijou sua bochecha enquanto chegavam no local, um vilarejo simples mas que estava todo enfeitado com tecidos e decorações coloridas e uma enorme mesa estava posta.

A festa foi muito divertida. Os amigos de Barry já estavam ali e Cisco apresentou a família dele inteira, que eram as pessoas que estavam dando a festa. A abuela tinha feito várias comidas típicas e os niños estavam correndo de um lado à outro brincando e tentando puxar Caitlin para a próxima dança. Barry também era bem popular com as priminhas do amigo e o próprio Cisco tinha uma voz boa ao cantar algumas músicas em espanhol com o velho violão de seu avô.

A festa se estendeu e a Sangria estava ótima. Barry e ela tentaram dançar as musicas no mesmo ritmo que os locais, mas seus movimentos bruscos e duros faziam com que Cisco gargalhasse das tentativas, e Caitlin e Barry riam de si mesmos também.

Quando Cisco pegou o violão e começou a tocar uma musica mais lenta e romântica, Barry ergueu a sobrancelha e pediu a mão de Caitlin para mais uma dança, e ela aceitou com um sorriso travesso. Eles dançaram com seus corpos colados, sentindo o calor um do outro e juntaram as testas e terminaram num longo e delicioso beijo abaixo de uma das lanternas que decoravam o ambiente. Caitlin sorriu tímida quando viu que boa parte dos primos de Cisco e os amigos de Barry olhavam para eles como se eles fossem os protagonistas de uma novela latina. A adolescente então se afastou de Barry e foi dançar com as crianças.

Já era tarde quando Caitlin sentou-se num banco de madeira cansada e um pouco tonta e soltou um bocejo longo.

“Eu acho que está na hora de a bela adormecida ir para casa.” Barry se sentou do lado dela, se espreguiçando em sua cadeira de praia.

Ele e Cisco a levaram de carro até o hotel, porque ficava um pouco longe para irem andando de volta, e Barry fez questão de sair e deixa-la na portaria.

“Foi um prazer a sua companhia, minha cara Snow. Espero que você tenha uma opinião melhor do Caribe agora.”

“Com certeza” Ela bocejou novamente. “Você abriu os meus olhos e os meus outros sentidos. Agora devo ir antes que minha mãe pergunte onde eu estou.”

“Posso ver você amanhã novamente?” Perguntou ele fazendo beicinho.

“Talvez... Se você continuar me fazendo ver as maravilhas desse lugar.” Ela piscou, e ele se aproximou para abraça-la e dar um selinho.

“Fechado.” Deu outro selinho e então foi embora. Ela ficou olhando ele se afastar e sua mão instintivamente foi para o coração, que estava batendo um pouco mais forte e a outra foi para a cabeça, como se não acreditasse que tudo isso tinha acontecido.

Foi para o quarto mais leve e dormiu instantaneamente quando se deitou cama e nem notou quando sua mãe veio ver se ela estava ok e ajeitou-a na cama, deu um beijinho na testa e apagou a luz.

Acordou tarde na manhã seguinte, com o sol batendo em sua cara e levantou sobressaltada. Carla estava diante de si com um sorriso malicioso e um copo com o mesmo remédio que ela dera para a sua mãe na manhã anterior.

“Se divertiu de verdade não foi?” Repetiu a pergunta irônica de Caitlin.

“Uma das melhores noites de minha vida.” Sorriu de volta pegando o copo e tomando aos poucos.

“Você sabe que eu não sou nenhuma puritana e não vou dar um sermão em você, mas você se cuidou ao menos?”

Caitlin cuspiu o restante do medicamento para ressaca.

“Quem você acha que eu sou? Não aconteceu nada!” A filha disse indignada e corando.

“Que pena... Ele era um ótimo pedaço de mau caminho...” Carla disse com a voz sonhadora. Caitlin fez uma interjeição de nojo e Carla fingiu não se importar. “Agora, conte-me tudo.” E se sentou de frente a filha no colchão.

E Caitlin contou tudo, bem quase tudo, como Barry era fofo e como a noite tinha sido uma experiência única, arrebatadora e que ela se sentia livre e mais leve do que a semanas, eu tinha até esquecido por algumas horas tudo que aconteceria no próximo ano. Faculdade, estágio e se mudar para longe de casa.

Carla era uma excelente ouvinte, não e interrompendo e a incentivando a falar mais e mais, e Caitlin até estranhava o fato de sua mãe estar sendo tão compreensiva e presente, já que cresceu com uma mãe um tanto fechada e concentrada no trabalho. Mas não ia reclamar de sua mãe acolhedora e amiga.

“Sabe Caitlin, eu fico muito feliz que você tenha tido essa experiência e note que há mais na vida do que nossas rotinas agitadas antes que seja tarde demais. Eu e seu pai demoramos um pouco para notarmos isso, e isso quase nos levou a loucura.” Ela deu de ombros.

“Estávamos quase nos separando quando seu pai teve aquela ideia que eu achei estupida na época de irmos para a India para uma segunda lua de mel. Mas foi a coisa mais fantástica que já nos aconteceu. Eu voltei renovada, mais atenta ao que se passava no meu redor, e eu quero que você me prometa nunca esquecer isso. Por que o tempo é a coisa mais valiosa do mundo, e por mais clichê que isso pareça, ele passa rápido e a gente tem que aproveitar cada segundo.” Carla então se aproximou para abraçar Caitlin. “Agora eu vou parar com a lição de moral de uma mulher de meia idade sentimental e deixar você se arrumar para encontrar seu amigo.”

Carla então foi até a porta e se virou para acrescentar uma coisa.

“Se ele te perguntar, eu sou sua irmã mais velha, não se esqueça.”

Caitlin riu enquanto se levantava de vez e ia ao banheiro dar um jeito em sua cara de sono.

A semana que se seguiu foi fantástica, na falta de uma palavra melhor, e Barry e Caitlin fizeram trilhas, mergulharam juntos com os peixes (Depois de Barry insistir e levar no colo Caitlin até a água). Também tentaram surfar, mas nenhum os dois tinham equilíbrio e destreza o suficiente, e curtiram as noites do melhor jeito que podiam. Caitlin também aproveitou algum tempo com os pais, visto que era os últimos dias que sua família estaria única em um único lugar, e sua mãe não poupava de seus comentários indiscretos à respeito de Barry.

Mas tão rápido como aconteceu, era a hora de dizer adeus. As férias tinham terminado e ela tinha que voltar a Toronto, e ele à Central City. Ela para sua faculdade de Bioengenharia, ele para virar um CSI na Divisão de Ciências Criminais e Forense do Departamento de Polícia da Central City.

Ambos destinados a grandes coisas, ambos separados pelo mesmo destino incerto que tinha os juntado.

“Não fique triste.” Barry disse, ele mesmo com um leve tremor na voz. “O final de uma coisa só antecede o inicio de outra coisa ainda melhor. Você vai ser uma bioengenharia magnifica, e quem sabe o destino nos junte mais para frente novamente?” Disse, beijando a testa dela. “Esse não é um adeus, é um até mais.” Ele disse, mas não sabia se era verdade ou não.

“Bem, Até mais Barry Allen.” Disse ela o abraçando uma ultima vez no Aeroporto.

“Até mais Caitlin Snow” Disse ele pegando a mala dela e a ajudando. “Foi um prazer conhecer você.” E a acompanhou até onde Carla e Thomas Snow os aguardavam.

Ela soltou a mão dele com relutância e se afastou tentando não olhar para trás, e sua mãe apertou sua mão durante o cainho, próximo ao portão de embarque, olhou uma ultima vez e viu o garoto acenando uma ultima vez, uma cabeça mais alto que a maioria dos outros. Sorriu tristemente e acenou uma ultima vez.

E assim o breve romance de verão se foi, mas foi o suficiente para deixar marcas profundas em ambos. Ele fora o primeiro de Caitlin, ela jamais o esqueceria, sempre se lembraria de levar a vida menos a sério e aproveitar o instante. Sem medo se de jogar e fazer loucuras, isso fazia parte da vida. Barry também nunca esqueceria os lindos olhos castanhos de Caitlin, mesmo com os anos passando e novos amores indo e vindo. Os dois se formaram e se tornaram adultos responsáveis e com carreiras profissionais de sucesso e achavam que estavam prontos para o próximo capítulo de suas vidas.

Até que o destino, numa piada com a vida de ambos, fez com que se esbarrassem novamente.

 

We don't have to be ordinary

Make your best mistakes

'Cause we don't have the time to be sorry

So baby be the life of the party

 


Notas Finais


Espero que gostem e bem, tem a continuação dessa one em outra...
Quero agradecer a chance de estar nesse projeto e a todas as almas loucas que aceitaram e levaram em diante a ideia de fazer uma edição Shawn Mendes, que eu insisti só um pouquinho, bem, talvez bastante...
Que venha o Halloween daqui a dois meses!!


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