1. Spirit Fanfics >
  2. Love is the Way >
  3. A Busca

História Love is the Way - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Essa é uma fic que eu estou há anos querendo escrever e não tinha coragem e agora finalmente tomei coragem, espero que gostem!

Obs: Quem não gostar de +18 (sexo) e homossexualidade (lésbica), passe longe, porque é uma fic de romance lésbico Tyzula (Ty Lee <3 Azula).

Capítulo 1 - A Busca


Fanfic / Fanfiction Love is the Way - Capítulo 1 - A Busca

Desde a derrota do Senhor do Fogo Ozai e a ascensão do novo Senhor do Fogo Zuko, a nação do fogo estava em uma harmonia que não era vista há anos. Ainda existiam alguns membros da Sociedade de Nova Ozai, que não aceitavam de forma alguma o novo governante e demandavam a libertação de Ozai. Mas, com a ajuda das guerreiras kyoshi, os oficiais da nação do fogo haviam prendido a maioria deles e os que ainda restavam, estavam foragidos.

Apesar disso, Zuko ainda permanecia preocupado com sua segurança e possíveis revoltas, pois uma das pessoas mais perigosas da nação do fogo também estava foragida: a Princesa Azula.

Nós, as guerreiras kyoshi, nos oferecemos para ajudar Zuko a buscar por ela e Suki confiou a mim essa importante missão. Só de pensar em ver a Azula novamente, o meu estômago se revolvia e um calafrio passava pela minha espinha. Eu fiquei meio hesitante ao ser designada para essa missão, mas a Suki reafirmou que eu era a única pessoa que conhecia de fato a Azula, a mais próxima dela, mais ainda do que a Mai.

Inclusive, eu tentei convencer a Mai a vir comigo, mas ela disse que não queria que a Azula estragasse seu relacionamento com Zuko novamente e que precisava ajudar sua família a cuidar de seu irmão e da floricultura. Afinal, havia pouco tempo que a Azula havia sequestrado seu pequeno irmão e esse tipo de coisas gera traumas, eu sei muito bem.

Engoli em seco, respirei fundo e pensei para onde a Azula provavelmente iria para se refugiar e tramar seus novos planos. Fechei os olhos e me lembrei que havia um lugar capaz de apagar as marcas do passado, de revelar o seu verdadeiro eu, e por mais que a Azula não admitisse, ela estava frustrada e magoada.

Ao seu ver, nós a havíamos traído e ela ainda não havia nos perdoado por tê-la deixado ser presa, por ter a abandonado. Talvez, ela só quisesse esquecer por um tempo tudo isso e relaxar um pouco, antes de seguir em diante com seus planos mirabolantes.

A brisa marítima era leve e reconfortante, o som das ondas era extremamente tranquilizante, mas eu não podia me deixar levar pela magia da Ilha Ember, eu estava lá por um motivo e esse motivo, não tinha nada a ver com o da outra vez que havíamos estado ali. Ainda assim, não pude impedir que as memórias transitassem pela minha mente.

Azula estava deslumbrante naquele dia na festa, as roupas da nação do fogo sempre a deixavam espetacular, não que ela já não fosse linda com qualquer roupa que usasse, mas o vermelho era definitivamente o tom dela. Lembro de seus olhos dourados flamejando sempre que ela queria muito algo, eram belos e ao mesmo tempo, um pouco assustadores, pois geralmente eram seguidos de chamas azuis nas mãos ou raios.

Ainda que a Azula fosse uma pessoa muito instável emocionalmente, ela tinha uma mente brilhante, brilhante e perigosa diga-se de passagem, mas com o modelo paterno que teve, já era de se esperar. Sua mãe, Ursa, a deixou de lado por muito tempo, dando atenção demais ao Zuko. Então, a Azula se espelhou cada vez mais em Ozai e esse foi o seu maior erro.

Eu sempre tentei convencê-la a se tornar uma pessoa mais harmoniosa e se afastar do caminho de destruição e caos de seu pai, mas sempre foi em vão. Suspirei, a Azula era uma pessoa muito difícil de lidar, mas não era psicopata igual ao pai, por mais que tentasse parecer assim na maior parte do tempo para demonstrar força, ela tinha um lado frágil que gostava de esconder a todo custo.

Balancei a cabeça, foco Ty Lee, você precisa rastrear a Azula. Olhei em volta e a ilha Ember parecia 100% normal, o sol radiante no céu e as pessoas brincando na areia da praia, tomando banho de sol, construindo castelos de areia e afins, nada suspeito por aqui.

A casa de praia da família real havia sido limpa e reformada por ordem do Zuko, pois ele queria que estivesse exatamente como era em sua infância. Em parte, pela nostalgia e em parte, porque ele ainda queria levar sua mãe com sua nova família para passar férias lá um dia, quando todo o perigo passasse. Além disso, ninguém gostava da casa velha das “vovós” Lo e Li, só de pensar me veio aquele cheiro nauseante de mofo e coisas antigas.

Eu rumei em direção a casa da família real, olhando sempre ao meu redor com atenção. O meu traje e a maquiagem de guerreira kyoshi chamavam muita atenção, pois as pessoas da Ilha Ember provavelmente nunca tinham visto uma guerreira kyoshi de perto, só ouvido falar e isso as deixavam curiosas. O que de certo modo era ruim e bom, ruim porque todas pareciam não estar agindo tão normal assim e bom, porque talvez elas pudessem me ajudar a encontrar a Azula.

Um garoto musculoso com cabelo rebelde castanho estava olhando fixamente pra mim, o que me fez lembrar novamente da outra vez que havia vindo ali, todos os garotos da ilha me perseguiram naquele dia, talvez eu pudesse usar isso ao meu favor. Fui em direção ao garoto e ele pareceu estar um pouco surpreso com meu súbito interesse nele e passou a mão no cabelo para disfarçar.

- Olá, meu nome é Ty Lee. Será que você poderia me fazer um favorzinho?

            Essa frase foi o suficiente para o garoto ficar em transe por mim, com um olhar de cachorrinho, do tipo que faria qualquer coisa para me agradar. Ele demorou alguns segundos a mais que o usual para me responder e pigarreou antes.

- Er...Claro! Meu nome é Chen yu, mas pode me chamar só Chen. Do que você precisa?

- Estou procurando uma garota da minha idade, um pouquinho mais alta do que eu, com longos cabelos negros, olhos dourados e pele branca. Ela é dominadora de fogo, mas o fogo que ela lança é azul e também solta raios.

            O garoto ficou atônito, não sabendo se o que eu dizia era verdade ou se eu estava tentando pregar alguma peça nele, afinal nunca havia visto ninguém que dobrasse fogo azul, mas ao ver minha expressão séria, ele engoliu em seco e respondeu:

- Parece ser uma pessoa perigosa...

- E é, por isso preciso encontrá-la o mais rápido possível!

- Eu não vi ninguém assim, me desculpe. Mas irei avisar aos meus amigos e faremos uma busca pela ilha para ajudá-la, pode contar comigo! – O garoto bateu continência e deu um sorriso, indo em direção a um grupo de jovens próximos de nós, eles olharam para mim e assentiram, pelo menos agora eu não estaria procurando sozinha.

            Achei melhor não dizer que se tratava da Azula, pois algum caçador de recompensas poderia estar atrás dela também. Afinal, Zuko havia colocado uma recompensa para qualquer informação verdadeira sobre o paradeiro da princesa, então imagina quanto pagaria se alguém a capturasse e trouxesse de volta? Eu não queria nem pensar nessa possibilidade, tinha que encontrar a Azula antes que outra pessoa o fizesse. Azula podia ser o que for, mas não merecia ser tratada como uma caça, machucada, amarrada e oferecida em troca de uma recompensa.

            Abri a porta da casa da família real com as chaves que Zuko havia me dado e me surpreendi com a beleza de seu interior, não parecia nada com a casa decrépita e empoeirada de nossa última visita. Mas, algo não parecia estar certo, alguns objetos na casa pareciam ter sido movidos de lugar mesmo que sutilmente, como cadeiras afastadas da mesa de jantar e coisas do gênero. Eu puxei o leque da cintura e entrei em posição de ataque.

- Quem está aí?! – Perguntei em alto e bom som, por alguns segundos não houve resposta, mas logo ouvi pegadas leves pelo assoalho e uma figura encapuzada de preto surgiu em minha frente.

- Ora ora, o que temos aqui. – Aquela voz feminina em tom de deboche, só podia ser ela, um arrepio percorreu minha espinha, mas eu tentei não transparecer. – Uma guerreira kyoshi me agraciando com sua ilustre presença. E olha! Não é qualquer uma! É minha querida amiga Ty Lee.

- Azula...

- Você fica linda com essa maquiagem sabia? Daria uma bela boba da corte.

            Azula sempre com suas palavras cruéis, tentei não deixar aquilo me abalar, mas minha postura enrijeceu com a raiva, ela notou e deixou escapar uma risada, ainda mantendo seu sorriso perverso no rosto.

- O que foi, Ty Lee? Desacostumou das minhas provocações? Você sempre leva tudo que eu falo a sério. – Ela abaixou o capuz e seus olhos dourados flamejavam na minha direção, o que me deixou aflita, pois eu não sabia o que ela queria. – Eu estou curiosa, Ty Lee. Ouvi dizer que depois que eu fugi, as guerreiras kyoshi viraram guarda costas do Zuzu, é verdade? Então, a minha fuga te deu uma promoção de emprego e você está prestes a jogar isso fora? Não acha isso burrice?

- Azula, você sabe muito bem que eu não ligo pra status...

- Ah...Desculpe...Esqueci que você era uma aberração de circo. – Eu suspirei e respirei fundo, não sei porque Azula tinha que ser tão cruel com as palavras.

- Olha...Azula, eu sei que está chateada comigo e com a Mai. Mas o que você fez e o que você tem feito...Quer dizer...Você sequestrou o irmãozinho da Mai e várias outras CRIANÇAS, Azula. Só pra provar o seu ponto de vista. Isso é doentio.

- Eu admito que não foi o melhor dos planos. Aqueles pirralhos deram muito mais trabalho do que eu pensava e o pai da Mai era um frouxo. Mesmo assim, eu melhorei a vida de vocês de novo, Mai e Zuzu estão juntos, pelo que ouvi falar. Todos estão felizes...

A expressão em seu rosto mudou, ela ficou cabisbaixa e eu pude jurar que ela sussurrou “menos eu”, então ela me encarou novamente, séria dessa vez e se aproximou, o que me fez reforçar ainda mais a minha postura e apontar os dedos bloqueadores de chi para ela. Ela levantou as duas mãos em sinal de rendição e seu sorriso maldoso voltou aos lábios.

- Ty Lee, minha querida Ty Lee, eu não vou te machucar. Na verdade, antes que você me arraste de volta para o Zuzu, eu queria te pedir um favor. – Isso me deixou extremamente surpresa, Azula nunca foi do tipo que pede favores e sim que ordena que os outros a obedeçam a todo momento, e façam todos os seus caprichos.

- Favor...?

- Sim...Eu quero que você faça aquela massagem. – Ela cruzou um dos braços sobre o corpo segurando o outro braço e desviou o olhar para o lado, suas bochechas estavam levemente coradas, ela estava desconfortável, envergonhada, aquilo tinha me deixado ainda mais surpresa.

Eu pisquei os olhos algumas vezes, tendo certeza de que não estava imaginando e ela me encarou fixamente com seus olhos dourados. Seu olhar era tão intenso que me atraía como um ímã, mas ao mesmo tempo, eu não podia esquecer quem estava na minha frente, eu tinha que ter cuidado. Eu saí da minha postura de ataque e me abanei levemente com o leque, o que a fez sorrir com o canto dos lábios e eu sorri de volta.

Não sabia o que tinha acontecido, mas talvez a ilha Ember realmente seja mágica, e talvez essa magia seja capaz até de consertar uma pessoa tão quebrada quanto a Azula.

- Venha... – Ela estendeu a mão direita para que eu a pegasse, eu hesitei e ela sorriu, um sorriso genuíno, algo que há anos não via Azula fazer. Eu deslizei minha mão pela dela e senti pequenos choques entre nossos dedos. Ela respirou fundo, como se estivesse tentando se conter.

- Você está tão tensa, sua aura... – Eu sussurrei e ela assentiu.

- Eu sei...É por isso que eu preciso de você. – Ela afirmou e me conduziu até o antigo quarto dela no andar superior da casa.

            O quarto era enorme, digno de uma princesa, com uma enorme cama de casal e a decoração toda intacta. Fiquei surpresa por Zuko não ter mandado tirar as coisas da Azula dali, ou talvez ela mesma tenha trazido de volta, dada a sua habilidade em se esgueirar nos lugares sem ser vista. Eu conseguia imaginar ela se esgueirando no palácio pelos telhados só para pegar algumas coisas em seu quarto e trazer para cá.

- Gostou? – Ela se sentou na beirada da cama e ficou me observando, pois eu continuava parada na porta olhando o aposento.

- Sim, é lindo! – Eu exclamei ainda maravilhada com a beleza do aposento.

- Bom, posso fazer um tour com você pela casa depois, mas primeiro...A massagem. – Ela disse isso e despiu a capa que usava de uma só vez, estava usando a mesma roupa que usou no dia da festa na ilha Ember. Senti meu rosto ficar quente e ela riu, parecia feliz com o efeito que causava em mim.

            Azula deitou com as costas para cima e aguardou a massagem. A massagem que ela tanto queria, era uma especialidade de bloqueadores de chi e servia para o propósito contrário, ao invés de bloquear os chakras e impedir a dobra, essa massagem tinha a função de ajudar a fazer fluir o chi e equilibrar o chakras, podia ser usada em alguém que teve os chakras bloqueados para fazer a dobra e os movimentos voltarem mais rápido.

            Eu sentei ao lado dela e deslizei as mãos suavemente pelas suas costas, sua pele continuava tão macia quanto eu me lembrava, mas com leves pontos de tensão, onde meus dedos trabalharam imediatamente para desfazê-los. Ela suspirou aliviada, parecia estar relaxando aos poucos.

- Ty Lee, você está se contendo muito, porque não tira essa armadura enorme e faz a massagem direito? – Ela se referia ao fato de eu estar sentada ao lado dela e não sobre ela, como eu costumava fazer. – Mais forte, Ty Lee.

            Um rubor invadiu a minha face, não sabia porque, mas estava me sentindo muito envergonhada com aquilo tudo. Já havia feito aquela massagem em Azula inúmeras vezes, pois ela me ordenava e eu tinha que obedecer, sob o risco de ser queimada. Mas, dessa vez, era diferente, ela havia me pedido, sem nenhuma ameaça caso eu me negasse. Um simples pedido mudou tudo.

            Eu fiquei somente de top e short brancos que eu costumava usar por baixo da roupa de guerreira kyoshi e retirei o enfeite do cabelo. Sentei sobre a princesa e um arrepio percorreu todo o meu corpo, podia sentir um calor me invadindo, o que me deixou extremamente confusa. Tentei desviar o pensamento disso e continuei a massagem com mais força dessa vez. A força era tanta, que estava roçando meu short na saia dela, o que me fez ficar completamente vermelha e parar de imediato. Ela grunhiu em desaprovação e me olhou pelo canto dos olhos.

- Pode continuar, Ty Lee.

- Azula...Eu... – Ela notou a confusão em meu rosto e manobrou seu corpo embaixo de mim rapidamente, me mantendo sobre ela, mas dessa vez, ela estava de barriga para cima, de frente para mim.

- O que foi? – Ela perguntou e o tom em sua voz era de preocupação genuína, o que era muito raro em Azula.

Eu fiquei sem palavras e ela resolveu se sentar, ainda comigo em seu colo e abraçou minha cintura com uma das mãos, enquanto a outra pousou em minha bochecha. O toque de sua pele na minha ainda me causava um formigamento, como se milhares de choquinhos estivessem me atingindo ali e me anestesiando de alguma forma, mas era uma sensação boa. O meu rubor era notável através da maquiagem, não só pela temperatura, mas porque quando eu ficava vermelha, a tinta branca ficava levemente rosada em minha pele.

- O gato comeu sua língua? – Ela riu levemente e continuou acariciando meu rosto, delineando minha maquiagem com os dedos. – Sabe...Eu estava falando a verdade sobre a sua maquiagem. – A minha expressão ficou ainda mais confusa e ela se apressou em completar. – Você fica linda de guerreira kyoshi.

- Você...Está me elogiando...Tipo...De verdade? – Eu fiquei ainda mais surpresa e confusa, ela pegou um lenço em uma gaveta da cômoda mais próxima e tirou a maquiagem do meu rosto, deixando só o batom e eu fechei os olhos. Ela estava sendo extremamente delicada comigo.

- Você fica linda de guerreira kyoshi... – Ela repetiu. – Mas eu prefiro a minha Ty Lee. – Ela soltou o meu cabelo que estava preso em um coque, deixando um rabo de cavalo longo em seu lugar.

- Azula...O que...Porque...Estou confusa. – Ela suspirou e fechou os olhos por alguns segundos, então me encarou com seus olhos dourados flamejando, da mesma forma como havia me encarado quando nos encontramos no andar de baixo.

- Desde que eu fugi, tive muito tempo para pensar Ty Lee. Eu concluí que minha vida não tem mais um propósito, eu sempre quis ser a melhor, melhor até do que meu pai, ser a Senhora do Fogo e dominar o mundo. Mas, agora que Zuzu é o Senhor do Fogo, eu jamais poderei ser. Eu queria fazer Zuzu ser forte como ele deve ser para governar, porque ele é um frouxo! – Ela exclamou com raiva o que me assustou, ela notou e respirou fundo tentando se acalmar.

– Mas, eu não consegui nada com meus planos. Todos esses anos eu só consegui afastar as pessoas de mim. Eu virei um monstro assim, como o meu pai e então, notei que sem poder para obrigar as pessoas a ficarem perto de mim e me apoiarem, eu não tinha nada. Você e Mai me abandonaram porque eu não era mais uma ameaça, não era mais poderosa. Eu fui derrotada, humilhada e presa.

            Os olhos dourados pareciam estar cheios de água, ela estava profundamente magoada, precisava de ajuda. Eu coloquei uma das mãos em seu rosto e acariciei sua bochecha.

- Azula, poder não é a única coisa que faz as pessoas ficarem perto de você. Eu sempre te disse isso. Independente de tudo, eu e Mai somos suas amigas e é por isso que te ajudamos por tanto tempo, não só porque tínhamos medo de você. Até porque, eu sou bloqueadora de chi, eu poderia bloquear o seu chi e nós podíamos fugir de você a qualquer instante. – Ela desviou o olhar triste e eu a fiz me encarar novamente.

– Eu tentei te fazer enxergar que apoiar o seu pai era errado, mas você não me ouviu. Eu não queria te magoar, mas não tivemos escolha. Estávamos erradas em ir contra o avatar, Azula.

- Eu sei...Aceitei minha derrota, Ty Lee e é por isso, que vou deixar você me levar de volta ao Zuzu. Mas, me escute, por favor. – Os olhos dourados pareciam um pouco desesperados e ela envolveu os braços ao redor da minha cintura com força.

- Eu vou te escutar, Azula. Não vou embora, não precisa me apertar assim. – A expressão dela suavizou junto com a pressão em minha cintura, eu acariciei os longos cabelos negros sedosos suavemente e ela parecia gostar do meu carinho.

- Depois que eu fugi. Eu me senti perdida. Minha mãe começou uma nova vida, uma nova família, tinha até uma nova filha pra me substituir...Ela estava feliz. Ela me pediu desculpas e eu fugi, aquela dor, aquela mágoa era tão intensa. Quando eu era pequena, ela só tinha olhos para o Zuko e nunca pra mim. Eu sempre fui um monstro.

            Lágrimas rolaram dos olhos dourados e toda a postura firme da Azula parecia ter se esvaído. Toda aquela mágoa e aquela dor chegavam a doer em mim, afinal sou muito sensível a energia das pessoas, principalmente aquelas de quem eu gosto. Eu passei os dedos secando cada uma das lágrimas, beijei seu rosto e a abracei.

- Shh shhh...Tá tudo bem, eu estou aqui com você. E você não é um monstro, Azula. Eu já te disse, você é a garota mais inteligente, poderosa e linda do mundo! – Ela me apertou no abraço e eu pude jurar que ouvi sussurrar um obrigada por entre as lágrimas.

- Eu...Me sinto tão sozinha, Ty Lee. Sei que eu não mereço nada depois de tudo que fiz, mas eu...

- Todo mundo merece um pouco de amor e carinho, Azula. – Eu me afastei para encarar seus olhos novamente e acariciar seus cabelos.

- Ty Lee...Eu preciso de você. – Ela me encarou fixamente, ainda me abraçando pela cintura e eu finalmente entendi o que estava acontecendo, e corei violentamente. – Você sabe porque eu vim para cá? – Eu desconfiava da resposta, mas ainda assim fiz que não com a cabeça.

- Eu lembrei daquelas férias que passamos aqui. Da festa. Eu me diverti. E eu tive ciúmes de você, na época eu não entendia, achei que fosse porque você conseguia atrair todos os garotos da ilha sem nem se esforçar. De certo modo, era por isso, mas também porque eu não queria nenhum deles perto de você.

            Meu coração começou a galopar em meu peito. E meu corpo parecia estar febril de tão quente. Azula estava se declarando pra mim, do jeito dela, mas ainda assim. Eu estava tão surpresa, nunca tinha parado para pensar sobre meus sentimentos em relação a ela.

Sempre a admirei e tive medo ao mesmo tempo, isso era algo que sem dúvidas eu sentia, mas de fato não havia notado o quão próximas nós éramos. Eu realmente era mais próxima dela do que a Mai e nem havia me dado conta disso. Haviam coisas sobre a Azula que eu sabia, que a Mai jamais sequer desconfiaria, eu sempre fui a confidente dela.

- Você veio para cá atrás de mim, porque você me conhece tão bem, Ty Lee, sabia o que eu estava sentindo, mesmo sem eu ter conversado com você.

- Azula... – Eu sussurrei e nossos olhares se encontraram, ela estava com medo de ser rejeitada, tremia levemente em meus braços.

Envolvi os braços ao redor de seu pescoço e enterrei minhas mãos em seus cabelos negros. Aproximei nossos rostos ao máximo e ela fechou os olhos, podia sentir nossas respirações se misturando e o ar ao nosso redor ficando mais quente. Encostei meus lábios suavemente nos dela e toda tensão de seu corpo se esvaiu de imediato. Ela sussurrou meu nome entre nossos beijos e me puxou com mais força contra ela.

O que começou tão suavemente começou a ganhar uma urgência, como se ela quisesse compensar todos os anos que perdemos separadas. Seus lábios macios se moviam vorazes beijando meu pescoço, mordiscando e beijando minha boca. Ela estava literalmente roubando o meu ar, com todo esse desejo acumulado, essa paixão. Eu jamais imaginaria que ela sentia tudo isso por mim e se continha há tanto tempo.

            Deixei que ela me despisse por completo e começasse a devorar o meu corpo com a mesma voracidade que havia devorado meus lábios. Ela foi beijando meu pescoço e descendo, brincou com meus seios usando sua língua, chupando, lambendo e apertando com as mãos e então beijando minha barriga até chegar no meu sexo.

Azula olhou pra mim corada e o brilho nos seus olhos era diferente de tudo que já havia visto em seu rosto. Ela me olhava com amor e isso era extasiante. Um sorriso enfeitou seus lábios e ela resolveu despir sua roupa, me deixando hipnotizada pelo seu corpo perfeito. Ela notou que eu havia ficado ainda mais corada e encantada com sua beleza, e deitou sobre mim, colando seus seios nos meus e me beijando intensamente.

Nossas peles pareciam faiscar juntas, e essa sensação era inebriante. Nunca havia sentido algo assim com alguém. Ela sorriu maliciosa e desceu ao meu sexo novamente, devorando-o com os lábios sem qualquer pudor e me arrancando inúmeros gemidos, o que parecia deixá-la satisfeita. Eu gemi seu nome e ela olhou pra mim, enquanto me devorava, o que me deixava ainda mais excitada.

- Azula...Ahmmm...Eu quero mudar de posição. – Ela beijou meu sexo e se deitou para que eu fizesse da forma como eu queria.

            Aproveitei para beijar todo o seu corpo, da mesma forma que ela havia feito comigo, explorando cada detalhe, mordiscando e arrancando gemidos deliciosos aos meus ouvidos. Então, virei de cabeça para baixo com a boca chupando e lambendo seu sexo e ela logo entendeu que deveria fazer o mesmo comigo.

Agarramos o corpo uma da outra segurando firmemente, enquanto devorávamos o sexo uma da outra, gemendo, mas sem se dispersar do ato, quase como se fosse uma competição. Penetrei dois dedos nela e movi no ritmo da minha língua e ela copiou minha ação, eu já não conseguia mais nem pensar no que estava fazendo, de tanto prazer e em pouco tempo estávamos alcançando o ápice juntas. Nossas bocas se deliciando nos prazeres uma da outra, numa sintonia perfeita.

Eu deitei em seu peito, ainda eletrizada pelo prazer do orgasmo que tivemos juntas e ela me abraçou, beijando o alto da minha cabeça. Ela suspirou e disse:

- Podia ser assim pra sempre... –  O tom de sua voz era triste, pois sabia que não poderíamos ficar juntas.

- Talvez possa. – Ela ficou surpresa e me encarou, eu virei de barriga pra baixo sobre ela e encarei seu rosto. – Eu posso falar com Zuko, tentar fazer algo diferente...Uma prisão domiciliar? Eu posso me responsabilizar por você, eu sou uma guerreira kyoshi. – Ela riu.

- Se responsabilizar por mim? Eu acho que você está louca, Ty Lee, completamente louca... – Ela desviou o olhar e ficou pensativa, o sorriso sumiu de seu rosto.

- Ei, olha pra mim. Você não é um monstro, Azula! Eu... Eu te amo. – Os olhos dourados me olharam flamejantes e ela me beijou apaixonadamente.

- Eu...Estava com tanto medo de você me rejeitar.Parece...Isso parece um sonho e eu não quero acordar.

- Você sonhava comigo assim? – Ela olhou pra mim surpresa e corou, fez que sim com a cabeça.

- Eu não sou a senhora do fogo, mas você é a senhora do meu coração. – Azula disse e ficou violentamente corada, mordendo os lábios, como se tivesse se arrependido imediatamente do que havia dito.

- Awwwwwwn...Você sabe ser fofa! – Eu a enchi de beijos e ela ficou ainda mais corada, se é que isso era possível.

            Ficamos abraçadas por um longo tempo, pensando em como seria o futuro, logo teríamos que voltar para a capital da Nação do Fogo. Acredito que Zuko vá entender e aceitar a minha solicitação, mas temo por Azula. Tudo que eu quero é que ela seja feliz e amada da forma como nunca foi, porque todos merecem ser amados e ela não é uma exceção.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! <3
Comentem o que acharam, amo saber o que vocês pensam =)
Beijos!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...