História Love Letters - Malec - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Lgbt, Malec, Shadowhunters, Tmi
Visualizações 145
Palavras 842
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Letter ten


 Magnus,

Já faz três meses desde que você terminou comigo, faz três meses que não tenho notícias suas, faz três meses que me sinto vazio.

Eu não vou enviar essa carta, obviamente, mas de alguma forma tenho esperanças de que, de algum modo, você tome conhecimento dessas palavras.

Sei da carta que Isabelle o enviou, e sinto muito por isso. Sinto muito por ela ficar te atormentando com esse assunto que você não tem mais interesse: eu.

Eu espero que você esteja bem, Magnus, que se caso tenha encontrado um outro alguém, que essa pessoa o faça feliz.

Eu já tenho três cartas escritas, que nunca vou enviar. Cada uma dizendo o quanto estou perdido com tudo isso, o quanto o quero de volta... Eu queria que essa fosse diferente, mas é impossível.

Tudo em que eu penso é em você, a noite eu sonho com você ao meu lado novamente. Eu tenho sonhado tanto que tudo está bem, que ainda estamos juntos... Que você ainda me ama.

Eu daria tudo para voltar onde tudo começou, voltar para quando nos conhecemos, para quando ainda podíamos nos beijar, para quando ainda podíamos nos amar, para quando nós dois ainda éramos um só.

Mas é o que dizem: nada é tão bom até começar a fazer falta.

Eu te amo, Magnus, e sempre amarei.

Alec.

— Alec, vamos. — a voz de Isabelle ecoou.

Alec dobrou a carta e a guardou embaixo de alguns livros que estavam sobre sua escrivaninha.

Ele se levantou e sorriu fraco ao se virar para Isabelle, que estava linda em seu vestido azul, segurando sua filha nos braços, enrolada em mantas brancas com alguns babadinhos.

Alec colocou seu paletó, e suspirou pegando Thalia no colo, enquanto Isabelle ajeitava seu chapéu — também azul — sobre os cabelos negros.

Os dois saíram pelas ruas de Nova York, Alec ainda segurando Thalia enquanto Isabelle segurava em um de seus braços.

Agora que Thalia já estava com quase três meses, Alec e Isabelle sempre saíam para dar uma volta com ela pelas ruas. Isabelle dizia que era bom ela encarar um pouco o sol matinal, mas Alec desconfiava que era uma desculpa para tirá-lo de casa.

Eles chegaram em uma ponte, e Isabelle pegou a filha dos braços do irmão, começando a passear de um lado para o outro com ela, enquanto Alec simplesmente se apoiou contra o parapeito da ponte e ficou observando o curso do rio.

— Você tinha razão, as pontes de Nova York são realmente muito bonitas.

Alec travou dos pés a cabeça. Seu coração disparou no peito com uma velocidade que ele nem imaginava ser possível. Reconheceria aquela voz em qualquer lugar.

— Magnus...

A voz de Alec saiu em um sussurro, um clamor. Ele se forçou a se virar e realmente sentiu que iria desmaiar.

Magnus estava ali, em carne, osso e um terno vinho que o deixava maravilhoso. Assim como os de Alec, seus olhos estavam cheio de lágrimas.

— Olá, Alexander.

As pernas de Alec voltaram a funcionar e ele voou para os braços de Magnus, incapaz de controlar sua lágrimas.

— Você está aqui, oh meu Deus você está aqui mesmo. — Alec disse em meio a soluços, tateando os ombros e as costas de Magnus.

— Eu estou. Estou aqui com você. Ah Alexander, me perdoe por tudo, eu não quis te deixar, eu não quis te fazer sofrer, me perdoe, por favor me perdoe.

Com muita relutância, os dois se afastaram. Alec finalmente conseguiu encarar os olhos de Magnus, que estavam molhados por lágrimas.

— Você... Como...

— Eu também não fiquei muito bem depois daquela carta, Alec, eu sofri tanto. E bem, depois que você foi embora, eu já estava juntando dinheiro para vir te ver... E eu me arrependi tanto de ter terminado com você, Alexander, que eu precisava te pedir perdão pessoalmente. Com uma ajudinha de Isabelle, aqui estou, e não pretendo te deixar novamente, meu amor.

Alec chorou ainda mais, olhando de relance para Isabelle, que sorria emocionada para eles. Então finalmente fez o que estava há meses querendo fazer, que sonhava todas as noites desde que chegou em Nova York. Ele beijou Magnus. O beijou com todo o amor e saudade que tinha no peito. O beijou como se sua vida dependesse disso, como se seu mundo dependesse disso para girar.

Tinha novamente o corpo de Magnus contra o seu, os braços dele em volta de si, sentia-o novamente, e nada mais importava.

Magnus deixou as lágrimas escorrerem enquanto sua língua acariciava a de Alec. Foram tantas lágrimas de tristeza e saudade, que as de felicidade mereciam ser soltas. Finalmente tinha seu Alec de volta, e nunca mais o deixaria, nunca mais permitiria que o toque dele fosse esquecido. Jamais ficaria longe de Alec novamente.

— Eu te amo. — Alec murmurou sem fôlego quando seus lábios se afastaram.

— Eu também te amo. — Magnus respondeu baixinho e logo abraçou Alec novamente.

Não haveria mais cartas, não haveria mais dor, haveria apenas eles. Finalmente juntos.


Notas Finais


xx


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