História Love Lies - Capítulo 2


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Categorias Alisson Becker, Douglas Costa, Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Paulinho, Philippe Coutinho, Roberto Firmino, Thiago Silva
Personagens Personagens Originais, Philippe Coutinho
Tags Beatriz Gonçalves, Copa Do Mundo, Philippe Coutinho
Visualizações 154
Palavras 1.493
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus amores, tudo bem? Cheguei com capítulo novo.
Bom, antes de tudo: Quero agradecer a todos os favoritos e comentários deixados no capítulo anterior, obrigada mesmo. <3

Algumas observações do capítulo de hoje:
♡ Como disse no anterior: No início da fanfic terá alguns flashback's, acho que no capítulo 4 já estaremos nos momentos pré-copa.
♡ A Aine NÃO irá acompanhar os jogadores durante a copa, assim como aconteceu, vocês irão entender o porquê no capítulo de hoje.
♡ Aquele clichê: A fanfic não será movida a comentários, mas lembrando que eles estimulam as postagens dos capítulos a serem mais rápidas.
♡ Obrigada mais uma vez pela repercussão de LL, vocês são incríveis.

Sem mais, vamos ao capítulo. Boa leitura a todos!

Capítulo 2 - Divórcio.


Fanfic / Fanfiction Love Lies - Capítulo 2 - Divórcio.

2. Divórcio.

09.06.2018 – Barcelona.
Algumas horas antes da Seleção embarcar para a Rússia.

 

Bati com força a porta de meu quarto sem me importar o barulho que faria, logo após alguns segundos me arrependi por saber que no fim do corredor minha filha, Maria, dormia tranquilamente e não merecia ser acordada por conta de mais uma briga entre eu e Aine.

 

Olhei a cama de casal que dividia com minha esposa e como em um flashback todos os nossos momentos passaram em minha cabeça. Não tinha o que reclamar do meu casamento com Aine, ele era perfeito, tínhamos uma filha maravilhosa, construímos uma relação forte depois de passarmos por tantas dificuldades, mas pelo fato desse mesmo “casamento perfeito” ter caído na rotina e a falta de consideração e entendimento de minha esposa quanto ao meu trabalho, estava desgastando nossa relação de uma forma que eu simplesmente não estava mais conseguindo reverter.

 

É óbvio que eu também tinha boa parte de culpa, mal parava em casa, não tinha mais tempo para ficar com Maria e a mesma vivia dizendo que sentia minha falta, com Aine era a mesma coisa, há meses não tínhamos um tempo para nós. Mas as vezes paro pra pensar e me pergunto: Quão grande é minha parcela de culpa por estar apenas me dedicando a minha carreira?

 

O que mais me afetava, de fato, eram as acusações de que eu estava traindo-a, sendo que em momento algum isso passou por minha mente. Me doía muito ver que nossa confiança havia sido quebrada por conta da mídia e também por minhas saídas aos bares com alguns parceiros de clube, porém eu enxergava tudo aquilo como uma válvula de escape para nossas brigas e uma forma de relaxar diante das situações. Era muita pressão em cima de mim.

 

Para ser mais específico: Tudo começou a desandar quando fechei meu contrato com o Barcelona e logo após fui convocado para voltar a jogar pela Seleção. Em todos os momentos tive o total apoio de minha família e precipuamente de Aine, ela já sabia desde o início que seria dessa forma, que eu não pararia em casa; que eu teria de dar ainda mais o meu melhor para logo ser reconhecido como o melhor por quaisquer clubes que passasse.

 

Nossas discussões estavam me afetando por inteiro, perdi as contas de quantas vezes fui chamado a atenção nos treinos por estar a pensar em como seria quando chegasse em casa. A situação piorava cada vez mais e eu não via outra saída a não ser dar um fim nessas brigas antes mesmo que só nos machucássemos ainda mais e acabássemos afetando nossa filha. Entre todos os caminhos que eu tentava seguir para sair dessa situação horrível, todos eles me levavam a apenas um resultado: Divórcio…

 

Doía demais pensar naquilo: No fim de um casamento maravilhoso, que por incrível que pareça era visto como exemplo para muitos. Mas será que se soubessem o que se passa dentro dessa casa realmente seríamos perfeitos aos olhos do mundo? Ou serviríamos de exemplo? Aposto, cegamente, que não.

 

Vi minhas malas devidamente postas na porta do closet. Eu estava vivendo um sonho, jogar uma copa e ser uma das estrelas de um dos maiores times da Espanha era algo de outro mundo, mas infelizmente meu sonho não estava completo sendo que meu casamento, coisa que eu mais zelo no mundo, está um inferno.

 

Ouvi o barulho da porta sendo destrancada e respirei fundo, pois já estava preparado para mais uma briga em menos de uma hora.

 

— Então vai ser assim, Philippe? – perguntou, por incrível que pareça, calma.

 

— O que, Aine? – olhei para a mesma que se encontrava sentada na beira da cama.

 

— Nosso casamento. Até quando vai ser assim? – o silêncio se instalou entre nós e aquilo era horrível. — Me responde alguma coisa, Philippe, eu preciso saber. – alterou o tom de voz, sabia que aquela calmaria era temporária.

 

— Você acha que eu sei? Já tentei de tudo, fiz o que você queria, parei de sair com meus amigos. – dei ênfase. — Comecei a chegar mais cedo em casa, troquei o horário dos meus treinos, te fiz inúmeros convites para sairmos, mas nada, nada te agrada. O que quer que eu faça mais? Desista da minha carreira e viva somente pra você? Porque é a única coisa que resta.

 

— Eu não estou te pedindo isso. Sabe que eu jamais, em hipótese alguma, falaria para você desistir de algo que sempre sonhou e lutou para que acontecesse. – respirou fundo. — Mas eu sinto sua falta, Maria mais ainda. Você sempre está cansado. Chega em casa, nem come mais com a gente, brinca com a Maria, coloca ela pra dormir e vai dormir também. Você acha que isso é um casamento saudável?

 

— Desde o início você sabia que seria dessa forma, fui claro com contigo quando disse que teria que me dedicar totalmente ao futebol, você concordou e me apoiou. – assentiu. — Juro que tentei mudar, fiz o que pude, mas como disse: Nada te agrada. – fui sincero.

 

Minha cabeça doía, tudo que eu mais almejava era tomar um banho e dormir, porque logo pela manhã o carro a mandato da CBF passaria aqui para me buscar e levar-me até o aeroporto.

 

— Não consigo tirar da minha cabeça que você tem outra, Philippe… – interrompi-a.

 

— De novo essa história, Aine? – alterei-me. — Quantas vezes eu vou ter que repetir que não tenho nenhuma outra? Tira isso da sua cabeça, pelo amor de Deus. – supliquei, como todas as outras vezes em que a discussão chegava nesse assunto.

 

— Simplesmente não consigo se ainda me dá motivos para isso. Eu não confio mais em você! – falou friamente e aquilo me atingiu como um soco no estômago. Sentei-me do outro lado da cama de costas para Aine e senti meus olhos arderem.

 

Então era isso? Anos juntos jogados fora por uma desconfiança que nem nexo havia. Passei as mãos sobre meus olhos e respirei fundo. Eu já não aguentava mais tudo aquilo, estava prestes a jogar uma copa e mal conseguia me concentrar por conta de tudo isso que vinha acontecendo. Até que eu voltasse e conseguisse tomar novamente as rédeas da situação, minha escolha seria a mais certa a se fazer, tanto para mim, quanto para Aine.

 

— Tudo bem então… – iniciei, virando-me para a mulher que sempre vi como uma inspiração. — A confiança acabou, certo? – perguntei e ela assentiu, podia ver as lágrimas se formando em seus olhos, parece que ela já sabia o que viria a seguir. — Não tem o porquê continuarmos com isso. Nossa base foi quebrada, aposto que o que ainda nós mantém juntos é a Maria, e tudo bem, eu arco com todas as consequências daqui para frente, a escolha é minha, mas garanto que também fará bem a você.

 

— O que você quer dizer com isso? – perguntou aflita.

 

Eu quero o divórcio, Aine! – despejei logo de uma vez.

 

— Você não pode me pedir isso, Philippe… E nossa família? Nossa filha? Nossos sonhos? – levantei-me indo em direção as malas. — Me responde caramba! Essa decisão não é só sua, me envolve também e eu não aceitarei isso. – puxou meu braço para que eu olhasse para ela. — Me responde! – bateu em meu peito, segurei seus punhos.

 

— Não vou voltar atrás. – soltei-a. — Você não tá vendo que não dá mais? Estávamos apenas tentando evitar o que já tinha que ser feito há muito tempo, desde que você começou com essa ideia de que tenho outra, contudo ainda conseguimos ser fortes e aguentar, mas chega, acabou! – passei a mão em meu rosto impedindo que mais lágrimas caíssem. — Eu te amo, mas isso está virando algo tóxico para nós.

 

— Não aceito isso. – berrou. — Você só quer acabar com tudo pra finalmente viver com a outra, não é? – continuava a berrar e eu só conseguia pensar em Maria.

 

— Mas que merda! Já falei que não tenho ninguém, será que é tão difícil aceitar que acabou pra gente? Que não tem como mais? – peguei o celular em meu bolso, chamando um uber. Eu não conseguiria passar a noite aqui.

 

— Tudo bem então… – suspirou, prendendo seus longos cabelos em um coque. — Só peço que não faça nada antes da copa. Podemos decidir os papéis depois? – assenti.

 

— Essa casa fica com você e com a Maria, não vou deixar vocês desamparadas e também não irei te tirar dela. – expliquei. — O resto resolvemos depois. – comecei a puxar as malas para fora do quarto. — Não volto aqui amanhã, irei direto para a Rússia. – assentiu.

 

— Boa sorte, sei que conseguirá dar o seu melhor! – sorriu em meio as lágrimas e aquele gesto me doeu de forma gritante. Era como se eu conseguisse sentir meu coração se despedaçando. Doía e muito, mas não voltaria atrás enquanto sentisse que aquilo era o certo a se fazer.

 

— Obrigado e… Por favor, deixa a Maria ir com minha mãe para a Rússia, amanhã alguém vem pegá-la. - suspirei. — Nossa filha não tem nada a ver com isso tudo que está acontecendo entre nós.


Notas Finais


E aí, gostaram?! Quero opiniões de vocês, uh?

Link da playlist: https://open.spotify.com/user/saineigan/playlist/3PRBGsYZzZlZfLcw4HAor2?si=FKjeZs1oQN23x5VyvQQdhw

Até o próximo, meus amores! Beijão.


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