História Love Lies - Capítulo 22


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Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Jarla
Visualizações 16
Palavras 2.558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - Capítulo Vinte e um: Distância


Eu imaginei que seria ruim, mas conseguiu ser pior. Eu entrei na delegacia apenas como amiga da vítima, e sai como uma das possíveis culpadas pelo assassinato cruel da ruiva. A razão? Justin. Bem, não exatamente ele, mas o nosso encontro em meio a minha aula acabou sendo um grande inconveniente.

Aparentemente o delegado não acreditava que eu apenas havia decidido largar todos os meus pertences para trás e sair andando pela cidade sem destino certo, e sendo sincera, eu não podia julga-lo, mas a verdade é que o que eu e Alex tínhamos era algo incerto e sigiloso, contar ao delegado que eu estava com ele o colocaria em meio ao caso e se tornaria público de uma forma constrangedora, por isso, decidi manter a versão dos fatos que já havia dito a minha família, ao menos até ter a chance de vê-lo e juntos decidirmos contar tudo, afinal, ajudar na investigação do assassino de Cloe era mais importante que ser bem vista pela sociedade.

- Você foi bem, não se importe com a dureza de Edward, ele apenas não quis ser leve com você por ser minha filha e lhe conhecer desde criança - diz papai, encaro seu perfil sério e concentrado e volto meus olhos para a estrada a nossa frente.

- Eu não me importo, só quero que tudo isso acabe - digo. Ouço-o suspirar e passamos o resto do trajeto em silêncio.

Papai estaciona o carro em nossa coragem e logo desço do mesmo decidida a passar o resto do dia sozinha, já seria ruim o bastante ter que ver todos na escola no dia seguinte, não queria prolongar meus momentos de tensão com a minha família também.

Por mais que Sam estivesse aqui, e que uma parte de mim se culpasse por não estar junto dela como havia sonhado tantas noites, agora tudo que eu de fato precisava era estar sozinha. Havia mensagens de Eike em meu celular, e até mesmo algumas garotas do time de líderes de torcida haviam mandando suas condolências, mas não eram pessoas de relevância o bastante para obrigar-me a ser educada, na verdade, havia poucas coisas às quais eu me sentiria obrigada agora.

Empurro a porta estranhando o fato de estar aberta, porém, antes que eu dê mais de dois passos uma cabeleira loira me surpreende. Parada em meio a sala olhando minhas fotos de família Ester parece jovial em seu vestido azul florido, ela se vira e vejo que dessa vez não se deu ao trabalho de cobrir seu rosto nem mesmo com uma simples camada de pó, acho que todos nós mostrávamos nossas fraquezas e dores de uma forma.

- Oi - digo olhando para trás antes de fechar a porta, possivelmente papai havia passado pela porta dos fundos, talvez já ciente da presença de Ester.

Ela sorri de lado, um pequeno sorriso tenso e cruza os braços. - Oi.

Aproximo-me dela e a sinto ficar tensa.

- Você está bem? - indago-a.

Ester lambe os lábios e passa as mãos pela cintura fina. - Sim, bem, ao menos melhor que você eu estou, sei que vocês eram mais próximas - diz.

Franzo o cenho, mas logo solto uma risada alta que a assusta. - Não imaginei que existisse isso entre nós, mas posso ver que eu não imaginava muitas coisas - digo.

- E essa foi a exata razão pela qual eu não fui até o funeral, sua raiva descontrolada e vontade de que todos sintam pena de Cloe me sufocam - diz histérica.

- Minha raiva descontrolada? - indago irritada. - Eu nunca quis que sentisse pena de Cloe, mas apenas que a entendesse, existe uma diferença.

- Entendesse? Como eu seria capaz de entender que ela se sentia melhor transando com o cunhado nas costas da própria irmã? - indaga-me gritando.

- Ela está morta, Ester! E era nossa amiga, se você não era capaz de entendê-la ou até mesmo respeitá-la antes, então aprenda a fazer isso agora! - grito de volta.

Ester ri e passa as mãos trêmulas pelo rosto.

- Você é a porra de uma hipocrita! Quando eu lhe disse sobre as minhas suspeitas sobre ela e Eike o que você fez? Diga-me Darla, você acreditou verdadeiramente que minhas suspeitas não tinham fundamento?

Engulo em seco e a lembrança daquele dia vem até minha mente. Fecho os olhos e respeito fundo, sinto a culpa incendiando-me de dentro para fora, como se todo o meu corpo doesse e ardesse ao mesmo tempo.

- Não, eu escolhi acreditar em você - digo abrindo os olhos a encarando - Mas esse foi o meu último erro. Eu quero você fora. Agora.

Ester franze os lábios e olha-me como se não soubesse se eu estava mesmo sendo seria.

- Eu não quero mais ter que falar com você, ou pensar em você. Isso - digo apontando entre nós - foi um erro. Somos de mundos diferentes demais para coexistir juntas. A antiga Darla poderia se adaptar na sua vida, mas quem eu sou agora não está disposta a se anular.

- Você está certa, talvez assim seja melhor - diz com lágrimas nos olhos. - Mas não pense que eu irei aceita-lá em minha vida novamente depois que eu sair por aquela porta.

Sorriu de lado e solto um suspiro, dou de ombros e me sento no sofá. - Eu não irei te impedir Ester, muito menos ir atrás de você.

A loira da um passo para trás e lança-me um último olhar de desgosto antes de sair batendo à porta. Fecho meus olhos e me deito no sofá, sinto o pano da colcha favorita de Michelle acariciar minha pele e mantenho-me ali em silêncio, apenas pensando e pensando.

Ouço os passos de Sam e sinto quando a mesma se senta ao chão deitando sua cabeça próxima a minha. Não abro os olhos, apenas deixo que a mesma acaricie meus cabelos com seus dedos repletos de anéis pratas.

- Você sabe que sou incapaz de dizer sinto muito pela Ester, na verdade, eu acho que ela já foi tarde - diz. Solto uma risada alta e abro os olhos encarando-a.

- Você não presta - digo fazendo a sorrir, ela da de ombros e continua a fazer cafuné em meus cabelos.

- Não tenho razão para prestar.

Ficamos em silêncio apenas olhando uma para a outra.

- Eu senti a sua falta - sussurro. Sam para o carinho e se senta ereta.

- Eu sei que você pensa que eu e mamãe a abandonamos, mas nós apenas não podíamos mais ficar, não é que não amássemos você, e que apenas não nos sentíamos mais vivas aqui. Eu não sou igual a você Darla, e para ser sincera, eu ao menos acredito que a pessoa que você foi nos últimos dezessete anos de fato seja você - diz, franzo o cenho com o peso de suas palavras. Eu havia vivido uma mentira? Eu de fato não era quem pensava ser? Era muito para se descobrir sobre si mesma.

- Eu tenho que fazer algo, ver alguém, eu não posso te contar ainda, mas preciso que me dê cobertura - digo. Sam franze o cenho e sei que não gosta da ideia, mas ela é minha irmã, e confia em mim, então apenas balança a cabeça concordando.

Levanto-me e vou até a mesinha da entrada, pego a chave do carro de Michelle e me viro para minha irmã, ela arqueia sua fina sobrancelha.

- Você não disse nada sobre ir de carro - diz irônica.

- Bem, se quero ser uma boa rebelde tenho que fazer tudo direitinho - digo.

Sam sorri e revira os olhos, caminho até a mesma e beijo sua bochecha. - Me ligue se ficar tudo muito difícil.

- Apenas tenha cuidado.

- Eu terei.

Me afasto e caminho para fora de casa, adentro o carro e envio uma curta mensagem "campina", pois sei que é o bastante para que ele entenda. Ligo o carro e dirijo até o único lugar de paz que me vem à mente.

A viagem é mais rápida que havia programado, e me assusto ao ver seu carro estacionando no mesmo lugar de sempre, solto o cinto de segurança e desço caminhando até ele.

Justin se vira para mim e sorri, ele se mantém encostado em seu carro e me aproximo, ele me puxa envolvendo seus firmes e tatuados braços ao meu redor e me deixo descansar em seu ombro sentindo o cheiro de seu perfume.

- Você foi rápido - digo, passando minhas mãos por suas costas rígidas.

- Eu já estava aqui quando recebi sua mensagem - diz, algo em sua voz desperta minha atenção, me afasto de seu aperto e encaro-o.

- O que está errado? - indago-o.

- Ester me ligou, contou o que acontece - diz.

Mordo os lábios e me afasto, eu não esperava tocar nesse assunto. - E?

- Eu quero saber como você está - diz.

- Eu estou bem - respondo-o. Bieber arqueia suas sobrancelhas e me encara. - Não foi algo impensado, nós já não éramos amigas a muito tempo, na verdade, ao menos sei se realmente fomos algum dia.

- Eu estou apenas preocupado, sei como se sente em relação a Cloe e pensei que Ester seria de grande ajuda agora, vocês me pareciam muito próximas.

- Porque éramos, mas isso foi antes de você e antes de eu saber quem eu era - respondo-o.

Justin olha-me intrigado e cruza os braços, respiro fundo e encaro seus lindos olhos mel.

- Eu estava confortável com a minha vida, eu pensei que tinha tudo, uma família tradicional, um namorado que me ama, duas amigas incríveis, uma chance de estudar em um dos melhores colégios da cidade, estava perfeito, mas eu nunca quis o perfeito, eu sempre quis algo que me desafiasse, mas tinha medo de aceitar o desafio, porque sabia que todas as paredes de perfeição que eu havia criado iriam ceder, e eu estava certa - digo. Justin olha-me neutro, pensativo, me aproximo e coloco minhas mãos em seu rosto bonito - Então você apareceu, com sua insistência e magnitude, e no momento em que eu te vi naquela sala eu sabia que algo mudaria para sempre. Eu estava apenas esperando por algo bom o bastante para me libertar de mim mesma, e você é esse algo. Justin, não há nada na minha vida agora que faça tanto sentido quanto você, porque quando eu te vejo, eu entendo que não preciso ser perfeita.

Ele da um leve sorriso de lado e beija minha mão, afaga minha cintura e me puxa beijando-me intensamente. Entre todos os beijos que já havíamos compartilhado, esse era o mais íntimo, pois retratava o que nossas almas sentiam, não era apenas desejo que nos unia mais, havia uma chama, uma espécie de esperança, e isso trazia luz em meio às trevas que ameaçavam meu coração.

Justin termina o beijo e olha-me com suavidade. - Eu sabia que você era diferente, mas não imaginei que seria assim, eu não sei o que dizer, mas fico feliz que esteja saindo do casulo que a prenderam - diz.

Sorriu de leve e respiro fundo, pois, por mais que eu queira passar o resto do dia nos braços dele, existem assuntos que não podem esperar.

- Preciso falar algo sério com você - digo pondo certa distância entre nossos corpos. Justin franze o cenho, mas balança a cabeça para que eu continue - Eu fui interrogada hoje, e mesmo que eu tenha repetido varias vezes que eu havia apenas saído da aula para andar pela cidade, os policiais não acreditam em mim. É ridículo, mas eles pensam em me colocar na lista de suspeitos, acham que eu sei de algo sobre Cloe ou a morte dela e não quero contar, aparentemente alguns dos nossos colegas de classe disse que estávamos tendo problemas.

- Pensei que algo assim poderia acontecer, fizeram o mesmo com Ester, as demais garotas do time de líderes contaram dos desentendimentos que ela e Cloe tiveram, as coisas não estão muito boas para ela também - diz preocupado, Justin morde os lábios pensativo e volta a me encarar.

- Eu preciso contar a verdade, dizer que estava com você, só assim irão retirar meu nome dessa lista idiota e começarem de fato a procurar quem matou a Cloe - digo.

Justin encara-me e o silêncio é tão longo e alto que sou capaz de ouvir o vento zunindo entre nós. Ele se posiciona ereto e me olha sério.

- Ninguém pode saber sobre nós Darla, nunca - diz frio.

Franzo o cenho e cruzo os braços. - O que quer dizer com "nunca"? - indago-o.

Justin suspira e passa as mãos pelo rosto, sinto meu coração afundar, mas controlo minha respiração e apenas espero que ele retire o que disse.

- Estar com você é o que torna meus dias mais suportáveis - diz voltando a me olhar - Todo o estresse que sinto acaba assim que coloco meus olhos em você, mas isso não significa que irei me arriscar colocando-a do meu lado.

Sinto o impacto de suas palavras e procuro formas de me adaptar ao turbilhão de emoções que cruzam meu interior. Então era isso? Ele estava deixando claro que, tudo bem ficarmos juntos e expormos nossos sentimentos, desde que mais ninguém soubesse? Eu era um segredo? Nós éramos um segredo? Havia de fato um "nós"?

- Darla, eu preciso que você entenda - diz sério aproximando-se. Alex coloca suas mãos em meus ombros e se abaixa alguns centímetros ficando cara a cara comigo, vejo o misto de preocupação e determinação em seus olhos, e meu coração se afunda.

- Cloe está morta, isso não é apenas sobre nós - sussurro. Ele fecha os olhos e respira fundo, quando olha-me novamente sinto a falta de interesse em Cloe e tudo que desrespeito a ela em seu olhar.

- Eles não irão focar em você por muito tempo, o mesmo acontecerá com Ester, vocês três eram amigas e desavenças entre adolescentes é normal, logo entenderão isso.

Engulo em seco e me afasto lentamente de seu toque firme. Desvio meus olhos da intensidade de Justin e firmo meus olhos ao chão, pois sei que encarando seus olhos mel sou incapaz de lhe dizer as próximas palavras.

- Acho melhor não nos vermos por agora - digo. Ouço seu suspiro cansado e levanto meus olhos até seu rosto. Justin respira fundo e concorda.

- Talvez seja o melhor.

Volto a engolir em seco, pois por mais que eu quisesse que ele fosse capaz de entender o que se passava entre nós, não queria que desistisse tão fácil do que poderíamos ser.

Pressiono meus lábios e dou um pequeno sorriso, quero dizer-lhe que me arrependo de tudo que havia dito há poucos instantes atrás, mas seria mentira, pois as palavras eram verdadeiras, assim como os sentimentos, tudo era apenas direcionado a pessoa errada.

- Vejo você depois, senhor Justin - digo afastando-me de seu olhar desapontado.

Começo andando, mas em segundos ponho-me a correr em direção ao carro. Adentro ao mesmo e pulo a parte da segurança apenas querendo colocar uma boa distância entre mim e Justin, pois assim, talvez meu coração seja capaz de entender o fim do que ao menos havia começado.



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