História Love Lies - Capítulo 23


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Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Jarla
Visualizações 13
Palavras 2.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 23 - Capítulo vinte e dois: Sentimentos


Era mórbido e irônico ver como as pessoas se moviam na escola após a morte de Cloe, mas da metade dos alunos que tinham um convívio diário com a ruiva haviam sido interrogados, e até mesmo eu havia retornado à delegacia para dar alguns poucos esclarecimentos sobre nossas brigas e a noite em que ela dormiu em minha casa.

Tudo andava inconstante e estranho, havia um assassino em algum lugar e até onde sabíamos ele - ou ela - poderia estar entre nós.

- Como eu disse, não era nada sério, apenas perguntas de fechamento, logo eles irão parar de te aborrecer - diz papai, entregando-me um copo plástico com café, aceito e sorriu de lado.

- Eles não me aborrecem, mas sinto que estão mais perdidos do que todos nós - digo. Papai franze os lábios e olha ao redor, ele pega meu braço e me direciona para a saída da pequena delegacia.

Ao atravessarmos a porta bebo todo o café de uma só vez e jogo o pequeno copo em uma lixeira.

- O que há? - indago.

- Eu não devia te dizer isso, mas ela é sua amiga - diz, franzo o cenho e me viro para ele no instante em que alcançamos o pequeno estacionamento - Ela lutou, as flores em volta do corpo dela tamparam grande parte das marcas deixadas no corpo, mas a perícia indicou que havia resíduos de pele sob as unhas dela, no entanto, a pessoa limpou, o que foi encontrado mal nos fornece uma pista e até agora o banco de dados tem sido inútil, o que pode indicar que estamos lidando com alguém que não tenha passagem criminal.

Cruzo os braços e respiro fundo.

- Então ela tentou viver - sussurro olhando para o chão, engulo em seco e ergo meus olhos até papai - O que mais sabe?

- O resto da perícia sai hoje à tarde, mas não eu não estou te contando isso atoa - diz sério - Não sabemos quem fez isso e nem sei quando vamos descobrir, você era próxima dela, tenha cuidado, quem a feriu ainda pode querer ferir outros também.

- Acha isso possível? - indago ansiosa. Papai respira fundo e olha ao redor.

- Tudo tem se provado possível até então - diz.

Olho curiosa para ele, mas antes que eu venha a lhe questionar um sorriso falso surge em seu rosto.

- Eike, quanto tempo! - diz papai, viro-me e vejo meu namorado andando até nós com as chaves de seu carro em suas mãos.

Ele sorri para meu pai e aperta sua mão em cumprimento, se vira para mim e pisca levemente.

- Como você está? Sinto que faz anos que não te vejo - diz papai.

Eike sorri e se aproxima de mim passando um braço em volta de minha cintura. - Sim, o tempo tem sido louco esse ano, mas eu estou bem, me preparando para a temporada, o primeiro jogo é hoje a noite.

Sinto um estalo em minha cabeça e encaro-o. Eu havia me esquecido disso.

- Bem, isso me parece bom, vou conversar com as garotas e quem sabe aparecemos por lá para te dar uma força - diz papai sorrindo para mim, solto uma risada ao imaginar Sam em meio a uma arquibancada lotada de torcedores fanáticos.

- Isso seria bom, já faz muito tempo desde que as vi - diz Eike e sou incapaz de não notar o pesar em sua voz.

- O que faz aqui? - indago mudando de assunto, ele me olha e franze o cenho.

- Fui chamado para depor, querem que eu diga onde estava quando tudo aconteceu - diz.

- Achei que já tivesse vindo.

- Eu estava tendo muitos treinos, só consegui sair agora, os policiais foram gentis em me esperarem - diz, reviro os olhos, pois a verdade é que Steve, o goleiro, era filho do delegado Edward, e essa era a razão pelo privilégio de tempo que Eike estava tendo.

- Ok, eu já vou indo, vejo você lá dentro rapaz - diz papai acenando enquanto se afasta.

- Então, você ao menos iria aparecer lá hoje se não fosse pelo meu lembrete? - indago-me Eike. Ele para diante de mim e olha-me sério.

Suspiro e coloco as mãos nos bolsos traseiros de meu jeans. - Eike...

- Eu sei que está acontecendo muito, primeiro Cloe agora Ester, mas nós não podemos apenas deixar que isso estrague o que temos - diz apressado.

Franzo o cenho. - O que quer dizer com Ester?

Ele lambe os lábios e olha ao redor sentindo-se encurralado, reconheço suas expressões. - Ela me procurou, disse que brigaram e que provavelmente não terá volta.

- E por que ela foi atrás de você? - indago sorrindo ironicamente.

- Por que eu sou seu namorado? Eu não sei! O que eu sei é que eu não fiquei sabendo de nada disso por você, porque você sumiu, você não me responde ou me liga, ou sei lá, você simplesmente existe sozinha - diz frustrado, Eike guarda sua chave em seu bolso e se aproxima puxando minhas mãos para si. - Eu te amo, mas se você não me disser qual o problema, nós apenas não vamos sobreviver a seja lá o que você está passando.

Engulo em seco e o encaro. Ele está certo. Eu apenas o deixei jogado de lado sem explicações, e tudo isso porque eu estava prestes a assumir um sentimento maior e mais avassalador por alguém que ao menos se deu ao trabalho de me procurar ou se importar comigo.

Eike era tudo que eu sempre havia pedido, e agora que eu o tinha, o tratava como se ao menos fosse importante.

- Você está certo, desculpa - digo puxando-o para mim me enroscando em um abraço apertado com o mesmo.

- Eu não quero as suas desculpas Darla, eu quero atitudes - diz empurrando-me.

Ele suspira e abaixa a cabeça. - O que acha de sairmos hoje? Apenas nos dois? Podemos ficar em casa vendo um filme, ou não sei, o que você quiser, apenas um tempo sem tudo isso a nossa volta, como nos velhos tempos - diz.

Encaro seus olhos e vejo a tristeza que eu mesma plantei em seu olhar, aceno.

- Eu amaria, mas você não vai comemorar com os outros do time a vitória? - indago.

Ele sorri de lado. - Como sabe que iremos ganhar? -indaga prepotente, reviro os olhos e fico na ponta dos pés dando-lhe um selinho.

- Porque você é o melhor - sussurro beijando-o em seguida.

Eu havia feito uma bagunça, mas estava na hora de consertar tudo e me focar apenas no que de fato importava. Eu havia perdido uma amiga para a morte e outra para a arrogância, mas em meio a tudo isso eu havia encontrado uma razão pela qual lutar: eu mesma.

Nos braços de Eike sentindo seu beijo doce eu podia encontrar uma forma de ser feliz, ele não era o amor da minha vida, e eu sabia que nunca seria, mas ele era o que eu precisava agora, e o que eu faria de tudo para manter.

Quando nos afastamos e sorrimos um para o outro, nossos sorriso cúmplice e sem segredos ou mentiras, eu sinto que posso viver com isso, mesmo que o peito não exploda e que a cabeça não se perca, essa sensação de segurança me traz paz, e esse sentimento é bem vindo.

- Te vejo depois - diz afastando-se, aceno para ele e sorriu.

Espero Eike entrar na delegacia e depois vou andando a passos lentos até o carro.

Algumas coisas podiam ser diferentes com ele, mas o diferente não é o mesmo que ruim ou triste, é apenas...diferente.

- Vejo que está pronta pra voltar para o casulo.

Paro e sinto meu coração bater mais forte. Viro-me lentamente e lá está ele, há poucos metros de mim Justin cruza os braços e me encara com seus óculos pretos de aviador tampando seus olhos mel.

Ergo o queixo e o observo andar até mim, sua camiseta branca longa se move sob seus músculos e dão destaque a suas muitas tatuagens, o homem é um inferno de quente, mas eu estou pronta para correr dele se for preciso.

- O que faz aqui? - indago.

Justin para diante de mim e sorri de lado, um sorrisinho arrogante, mas que faz meu coração parar por alguns segundos.

- Depoimento.

Franzo o cenho, pois não me lembro de vê-lo dentro da delegacia, e eu saberia se tivesse colocado meus olhos sob ele.

- Foi há uma hora - diz, retirando os óculos.

- Então por que ainda está aqui? - indago.

- Você sabe a resposta para essa pergunta - diz irônico. Nego e solto uma risada debochada.

- Não! Você não vai fazer isso de novo, eu me cansei dos seus jogos - digo virando-me de costas para ele.

Não dou bem três passos e já sinto suas fortes mãos empurrando-me contra um sedã preto. Sinto seu corpo rígido pressionando-me e sua respiração quente em meu pescoço arrepiando minha pele sensível.

- Eu disse que esse jogo só acaba quando eu quiser - sussurra lentamente mordendo meu pescoço de leve. Solto um gemido baixo e me arrependo assim que ouço sua risadinha.

- Me solte! - digo, tentando empurra-lo para longe, porém tudo que faço é sentir seu membro contra minha vinda.

- Faça isso de novo e sou capaz de gozar, com você não é preciso muito para chegar até lá chérie - diz tenso.

- Pare com isso - suplico sentindo a necessidade alcançar minha voz ao mesmo tempo que o sinto se pressionar ainda mais contra mim.

Justin passa suas mãos conta a lateral de meu corpo e sinto quando sua mão direita se movimenta em direção ao meio de minhas pernas desnudas por conta do vestido que uso.

- Você sente como seu corpo se aquece apenas com a ideia de que eu a toque? - indaga-me rouco. Inclino minha cabeça para trás descansando-a sob o ombro dele. - Imagine como seria se eu realmente fizesse tudo o que eu quero fazer - sussurra.

Justin me gira e no instante em que meus olhos se chocam com os seus sinto sua boca quente na minha, nos beijamos com calor e avidez e sinto seu corpo quente pressionar-me ainda mais. Suas mãos correm por meu corpo e uma delas se fecha contra meu seio esquerdo, ele aperta e inconsistentemente solto outro gemido, seu pequeno sorriso contra meus lábios me dá força para empurra-lo.

- Por que você fez isso? - grito empurrando-o.

Justin ri e segura minhas mãos. - Para provar para você que sou eu quem seguro as cordas desse jogo - diz sorrindo.

Arranco minhas mãos de seu aperto e olho ao nosso redor, apesar de o estacionamento estar vazio as chances de termos sido vistos é alta, e o fato de que não só meu pai, como também meu namorado, poderiam ver tal cena enoja-me.

- Isso não é um jogo, é a minha vida! Você não pode aparecer quando quer e fazer o que quer - digo exasperada.

Justin respira fundo e passa as mãos pelo rosto cansado, ele me olha com indignação e fúria.

- Faz apenas algumas horas que você me deu as costas, mas eu sinto que se passaram anos - diz, assusto-me com a intensidade de suas palavras e me afasto - Eu não sei o que eu sinto por você, mas eu te quero ao meu lado.

- Sendo um segredo - digo fria. Ele engole em seco e da um passo em minha direção, estendo a mão colocando espaço entre nós. - Eu não nasci para ficar escondida, eu quero um homem que me ame e queira estar comigo a todo momento, não só quando lhe convém.

- Eu quero dar isso a você, mas eu não posso, eu preciso que entenda - diz irritado.

- Igual você entendeu quando eu disse que precisava contar a verdade para ajudar no caso da Cloe? - indago irritada. Justin bufa e passa os dedos em meio ao cabelo curto. - Isso não irá nos levar a nada, apenas me deixe ir Justin - digo cabisbaixa.

- Ele não será o bastante para você, não depois de mim - diz virando-se e seguindo para longe.

Sinto as lágrimas silenciosas descerem por minha bochecha e molharem minha blusa. Suas palavras correm a todo vapor em minha mente e coração, e com o resto que sobrou de mim, caminho até o meu carro e tento deixar naquele estacionamento meus mais confusos e sinceros sentimentos.



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