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História Love Line - Capítulo 3


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Notas do Autor


hey hey hey! Foi mau a demora galera 😬
enfim tô de férias então agora vai, dividi o capítulo em duas partes e segunda posto o final!

espero que gostem!

Capítulo 3 - Parte 3


A noite estava fresca e calma porém Mina não conseguia pregar os olhos, o casamento seria no dia seguinte e sua ansiedade não a deixava dormir, por isso foi até a varanda do apartamento para tomar um ar e olhar o céu, estava tão absorta que não percebeu a prima entrando no cômodo.

— Não consegue dormir? — Perguntou assustando a mais nova. — Sempre um gatinho assustado.

— Você que entra sem fazer barulho! — Ralhou a outra. — Estou ansiosa por amanhã e você?

Momo se encostou no parapeito e olhou para as estrelas.

— Eu estava pensando sobre o casamento também e sobre Sana.

Os olhos de Mina saltaram, as duas namoravam por tanto tempo que a mais nova estava surpresa por ainda não terem se casado.

— Você quer pedir ela em casamento? — Perguntou animada se virando para a prima.

— Não tenho dúvidas que ela é a mulher da minha vida e que quero passar o resto da vida com ela.— Disse simples.

— Mas? — Myoui sabia que tinha algo a mais.

— Eu penso nos meus pais, se eles iriam ou pelo menos cogitar a ideia. — A mais velha riu sem humor. — Sei que é estúpido pensar nisso, eles não falam comigo há anos mas penso que se fosse meu casamento eles iriam, mesmo que seja com outra mulher.

Os pais da Hirai não foram muito a favor quando descobriram sobre o seu relacionamento com Sana, a garota saiu de casa apenas com a roupa do corpo sem olhar para trás, foi um período difícil para a mais velha mas sua força veio da namorada e da família dela e por incrível que pareça de Mina, que teve um surto de coragem e agiu em prol da prima.

— Não é estúpido, acho que é normal querendo ou não ainda são seus pais. — Mina suspirou. — Pelo menos sua irmã ainda fala com você.

— Hana é um anjo. — Momo sorriu ao se lembrar da irmã que estava viajando pelo mundo. — Acha que os seus iriam?

— Não, não depois do que eu fiz. — Mina se lembrou da época.

[...]

Que a vida de Mina estava um caos não era novidade, sua briga com a Kim havia afetado seu humor e sua rotina, agora que não tinha a menor em seus dias tudo que fazia era ir para a escola, ballet e para casa, como estava no último ano do ensino médio todos os seus esforços estavam voltados para entrar em uma boa companhia de ballet, tinha o apoio dos pais e aquilo ajudava a se distrair de Dahyun.

Logo que chegou em casa escutou os pais discutindo algo sobre sua prima, porém de início não deu muita atenção já que os pais de Momo viviam implicando com sua escolha de curso e como a dança não iria trazer dinheiro para a casa, a Hirai apenas ignorava e seguia com a faculdade já que ser uma dançarina era seu sonho muito antes de saber o que a dança significava. Mina cumprimentou os pais e foi tomar banho, adiantou alguns deveres da escola e foi jantar quando o pai a chamou, na mesa o assunto ainda era sobre a Hirai mais nova.

— Eu ainda acho que eles não deveriam ter feito isso, a menina apenas tem um sonho e dinheiro não é tudo. — Disse a mãe de Minari.

— Você sabe como seu irmão é Sachiko, ele ainda acha que criamos a nossa filha errado por apoiar os sonhos dela. — Lembrou a esposa. — Eles não percebem que isso só afasta mais a Momo deles, por isso ela passa mais tempo na casa daquela garota onde está hospedada.

— Espera, os tios expulsaram Momo de casa? — Mina perguntou preocupada, as brigas eram feias as vezes mas nunca chegaram aquele ponto.

— Sim querida, sua avó ligou desesperada falando que ouviu os gritos de Momo dizendo que nunca mais voltaria a por os pés ali. — Sua mãe disse decepcionada. — O que não entendo é fazer esse inferno todo por causa de uma profissão!

Algo dizia a Mina que não foi somente uma briga por causa da faculdade da mais velha, uma parte sua se culpava por não perceber que algo estava estranho com a prima, elas estavam sem se falar desde o dia que Jihyo bateu em Mina por ser uma idiota com a Kim, Sana cuidou os machucados da Myoiu e Momo ajudou a inventar uma desculpa porém ainda estava decepcionada com as atitudes da prima então Mina resolveu de afastar para não causar mais conflitos.

— Isso foi quando? Onde ela está agora? — Perguntou preocupada.

— Ontem a noite, acharam que ela iria voltar hoje cedo para conversarem melhor mas ela não voltou. — Disse o pai cortando um pedaço do bife em seu prato. — Ela foi para a casa daquela Minatozaki.

— A vovó disse se ela estava machucada? — A morena chutava o que tinha acontecido e esperava muito estar errada.

— Seus tios não teriam coragem de bater nela por algo tão besta, filha. — Disse a mãe porém no fundo esperava que estivesse certa. — Logo se resolve.

— Eu espero que sim, se eles encostassem em um fio de cabelo daquela garota, iam se ver comigo! — O pai de Mina disse firme, ele tinha um enorme carinho pela sobrinha. — Se nada se resolver ela pode morar com você Mina, podemos antecipar a sua mudança para o apartamento.

Os pais de Mina havia comprado um apartamento no centro para facilitar a vida da garota assim que terminasse a escola, já que a academia de ballet que frequentava ficava por lá, estava tudo pronto faltava apenas a Myoui se formar para que a mudança fosse definitiva.

— É uma ótima ideia querido! — Sachiko disse sorrindo, pelo menos saberia que sua filha estava bem e teria alguém para cuidar dela lá.

— Eu vou tentar falar com ela hoje. — Mina forçou um sorriso e terminou de jantar em silêncio, ela estava rezando para que a sua intuição estivesse errada.

Após terminar o jantar ela foi para o quarto e pegou o celular, mandou uma mensagem para a Hirai e aguardou a resposta, Momo apenas respondeu para a prima ligar e assim a mais nova vez.

— Por favor me diz que eles não descobriram sobre a Sana. — Foi a primeira coisa que a Myoui disse quando foi atendida.

— Oi para você também Mina. — Resmungou a mais velha. — E sim, descobriram sobre ela.

— Desculpa, como você está? Eles te machucaram? — Perguntou aflita e escutou um suspiro do outro lado do linha.

— Não sei dizer como estou mas eles não me machucaram, eu sai de lá assim que meu pai veio para cima. — Relatou a outra. — Alguém da igreja nos viu juntas na rua e comentou com a minha mãe, ela me encurralou e eu disse, não queria mais mentir sobre quem eu sou e no fundo esperava que eles aceitassem, vimos que não.

A outra riu sem humor respirando um pouco mais fundo para não começar a chorar novamente, Sana havia ido ao mercado comprar algo para a mãe e não estaria ali para a acalmar.

— Sinto muito. — Mina disse triste. — Está com a Sana?

— Eu vou ficar aqui até saber o que vou fazer da minha vida, os Minatozaki estão sendo legais mas não quero abusar. — Falou se deitando na cama que agora compartilhava com a namorada.

— Papai disse que você pode vim morar comigo no apartamento, é grande e tem dois quartos. — Ofertou a mais nova. — Se quiser vim, podemos antecipar sua mudança.

— Acha que eles iriam deixar eu morar com você mesmo sabendo disso? — Perguntou receosa.

— Seus pais não falaram o motivo de briga então acham que foi por causa da faculdade, mas acho que meus pais não iria ter a mesma reação. — Os pais de Mina não mostravam nenhum preconceito, pelo menos não que ela tenha visto. — E papai disse que se tivessem tocado em você iriam se ver com ele!

Aquilo foi o suficiente para arrancar um riso da Hirai, Mina amou escutar aquele som e só queria abraçar a prima até tudo ficar bem novamente.

— Eu vou conversar com a Sana sobre, mas acho que vou aceitar sim. — Disse fazendo Mina sorrir.

— Isso é ótimo! Meus pais vão amar saber, mamãe estava preocupada sobre como eu iria me virar lá, ela até cogitou chamar a Dahyun para morar comigo. — Dizer o nome da Kim trouxe uma sensação amarga para Mina.

Houve um silêncio na ligação, Momo sentiu um pouco de culpa por não ir atrás da prima mas ela tinha seus motivos e achava que Mina precisava ficar sozinha para rever os atos, Myoui não estava brava com ela ou com outra pessoa, ela tinha raiva apenas de si.

— Como vocês estão? — Perguntou Momo.

— Não estamos, eu não falo com ela desde aquele dia. — Disse cansada. — Jihyo me explicou que peguei parte da conversa, aparentemente Dahyun estava falando com a Chaeyoung e eu fui babaca.

— Porque não tenta falar com ela? — Orientou a Hirai

— Não dá, ela me bloqueou de todas as redes sociais e o pinguelo de gente da Chaeyoung virou um cão de guarda. — Mina revirou os olhos se lembrando dos olhares mortais que vinha recebendo das amigas de Dahyun. — Vou esperar até tudo se acalmar e falar com ela pessoalmente.

— O block dói né? — Momo perguntou divertida, sabia que a prima fazia o mesmo com a Kim mais nova quando ficava chateada.

— Dói mais por ser o dela. — Choramingou.

— Não sei lidar com o fato que você é gay e é apaixonada pela Hyun. — Aquele fato realmente havia surpreendido a Hirai porém Sana de alguna forma já sabia. — Mas todos dizem que estava no cara.

— Nem eu queria isso mas aconteceu né, agora tenho que dar um jeito de consertar a merda que fiz. — Se jogou na cama. — Conversa com a Sana e me liga assim que souber a resposta para que eu possa avisar meus pais.

— Tudo bem, obrigada Mina. — Agradeceu a mais velha. — Muito obrigada mesmo.

— Não precisa agradecer momoring, eu te amo e estou do seu lado sempre. — Assegurou a outra.

— Eu também te amo. — O barulho da porta foi escutado. — Sana chegou, tchau!

— Tchau e diga oi pra ela. — Pediu Mina.

— Pode deixar! — Momo disse encerrando a chamada.

Mina respirou fundo e pensou na Kim, o que ela estaria fazendo e se sentia sua falta pois a japonesa sentia e muito a falta da menor, ela não sabia o tanto que a amava até ter que ficar longe e cada segundo que passava se odiava mais por saber que a causa do afastamento era ela mesma, sabia que não tinha direito de exigir nada da outra e nem tentaria por enquanto qualquer aproximação, ela apenas esperava que tudo se ajeitasse e que Dahyun realmente a amasse da mesma forma pois o que mais queria era fazer a mais nova feliz. Perdida em seus pensamentos a Myoui dormiu esperando acordar em uma realidade que ainda tivesse Dahyun ao seu lado.

Na manhã seguinte acordou com uma mensagem da prima aceitando a proposta de dividir o apartamento, a garota desceu animada para contar aos pais que amaram a ideia e iria providenciar toda a mudança para aquela semana mesmo, Mina ficou feliz em poder ter mais alguma coisa para se distrair e as coisas caminhavam para algo bom finalmente mas sua felicidade durou pouco, acabou quando seus pais foram buscar as últimas coisas de Momo para a mudança e os pais da Hirai falaram o real motivo da briga.

— O que aconteceu? — Questionou ao chegar em casa em casa com a prima e notar o clima entre os pais.

— Você sabia o motivo dela ter saído de casa? — Perguntou o pai sério.

A cabeça de Mina fez um click rápido notando o que iria acontecer, trocou um olhar com Momo pedindo que ela subisse mas garota ficou bem ali, um pouco mais atrás da prima apenas esperando o desenrolar e pronta para intervir caso necessário.

— Eu fiz uma pergunta Mina, você sabia ou não? — Perguntou novamente.

— Sim...— Respondeu baixo sem levantar o olhar para o pai.

— E mesmo assim nos deixou oferecer o apartamento a ela?

— Tio... — Momo começou mas foi cortada.

— Não estou falando com você aberração! — Esbravejou o mais velho. — Estou falando com a minha filha.

Momo se encolheu ao escutar o insulto, não era a primeira vez que escutava tal coisa mas mesmo assim doía e ela sabia que sempre iria doer pois assim que as pessoas descobrissem sobre sus sexualidade o amor que nutriam por ela iria sumir e a verdadeira face daqueles que eram sua família aparecer. Mina em um segundo de coragem levantou o olhar para o pai, em toda sua vida nunca foi contra qualquer decisão dos pais mas não iria ficar do lado deles dessa vez e sabia que sua escolha teria consequências.

— Sim, ela não fez nada de errado. — Falou. — Porque?

— Nada de errado? Ela é uma aberração Mina! — A mãe disse em um tom raivoso, a mais nova cerrou os punhos.

— Ela é uma aberração por amar? O que o amor dela tem de diferente do de vocês? — Perguntou sarcástica.

— Isso não é amor é...— Akira foi cortado.

— Nem termina o que você for falar pai, Momo vai sim morar comigo gostem vocês ou não! — Mina disse encarando o pai e sentiu sua bochecha esquerda arder.

Sachiko olhava atônica para a cena a sua frente, sua filha com a mão na bochecha e seu marido vermelho de raiva, Momo olhava incrédula e tentou puxar Mina para suas costas em uma tentativa de proteger a prima mas foi afastada pela mesma que voltou a encarar o pai com um sorriso triste e lágrimas nos olhos.

— Em todos esses anos o senhor nunca levantou a mão para mim mas por algo que não te diz respeito me deu um tapa. — Falou. — O mais engraçado é que vocês me ensinaram a defender aquilo que acredito mas só importa quando vocês também acreditam não é?

— Minha filha isso é errado. — A mãe falou pro primeira vez.

— Errado é vocês baterem nela por algo que eu fiz, a Mina não fez nada! — Momo se colocou em frente a prima. — Quando ela disse sobre morar junto e que a ideia vieram de vocês parte da mim acreditou que vocês seriam diferentes dos meus pais porém todos são iguais, vão colocar uma crença estúpida acima da felicidade da filha de vocês.

— Não fale como se minha filha você imunda igual a você! — O pai de Mina foi para cima de Momo porém ela não moveu um músculo dali. — Ela jamais destruiria nossa família assim.

— Eu já fiz. — A Myoui disse baixo.

— O que? — Perguntou a mãe confusa.

— Se destruir essa família significa amar outra mulher, então eu já fiz. — Minari saiu de trás da prima. — E não tem nada que vocês possam fazer para mudar isso!

O cômodo ficou em silêncio, agora quem chorava era a mãe de Mina já o pai avançou novamente para cima das garotas porém foi impedido por Momo que segurou seu braço esquerdo e o empurrou para trás.

— SAIAM DA MINHA CASA! — Gritou o mais velho. — AGORA!

A mais nova deu um olhar para mãe buscando ajuda mas a mais velha desviou e foi ajuda o marido a se levantar, os olhos de Mina se encheram de lágrimas mas ela não daria o gosto dos pais a verem chorar por eles então agarrou o braço da prima e correu até o andar de cima pegando as caixas que foram buscar, antes de sair de casa deu uma última olhada para os pais buscando algum tipo de arrependimento pelo ato deles mas viu apenas nojo no olhar do pai e decepção no da mãe.

Com o coração batendo na garganta a mais nova saiu da casa, o carro de Sana estava estacionado na frente onde a mesma aguardava as garotas para levarem o restante das coisas mas ao ver o rosto vermelho da namorada e Mina chorando ela percebeu que havia algo de errado.

— O que aconteceu? — Perguntou preocupada, abraçando a namorada que tremia.

— Os pais de Mina descobriram e não foi bom. — Momo resumiu.

— Eles fizeram alguma coisa? — Sana questionou olhando para a mais nova ali.

Vendo que a prima não iria falar nada a Hirai contou tudo que aconteceu dentro do casa e teve que segurar a namorada para não voltar lá e acabar com a raça de Akira, após se acalmarem as três entraram no carro e foram em direção ao centro da cidade onde o apartamento ficava, Mina não disse nada desde que saiu do casa dos pais e permaneceu assim quando subiu para o andar onde ficava o seu novo lar, a menor sumiu pelos quartos deixando Momo e Sana na cozinha, as mais velhas estavam preocupadas caso os pais da Myoui ou os de Momo tentassem algo novamente mas após algumas horas a menor voltou, mais calma e tranquilizou as duas.

— Eles não podem fazer nada, o apartamento está no meu nome e irei falar com a portaria para não deixar ninguém além de nós três a subir sem avisar. — Falou a garota.

— Se eles tentarem qualquer coisa, me avisem por favor. — Pediu a Minatozaki. — Eu venho o mais rápido possível!

Momo apenas concordou e abraçou a namorada, a mais nova era seu ponto seguro e sabia que não iria passar por aquilo sem ela, a Hirai nunca acreditou em almas gêmeas até conhecer Sana, de alguma forma inexplicável ela sentiu um conexão com a garota e estavam juntas desde então, não havia um futuro sem ela e se existisse Momo não queria viver nele. A noite caiu e a Minatozaki ficou por ali para cuidar das garotas, fez a janta e colocou a namorada para dormir não antes de fazer o mesmo com Mina, Sana travava a mais nova como a fosse sua irmã mais nova, por ser filha única nunca soube como era ter alguém para cuidar e por isso se dedicava tanto pelas duas, a mais nova tentou dormir mas não conseguiu, sua ansiedade corria solta e sentia vontade de ligar para Dahyun já que ela era a única que conseguia acalmar seu coração naqueles momentos, mas se lembrou que não podia fazer aquilo então voltou a chorar, a garota chorou por tudo, pelos pais, pela situação e pela garota que amava.

[...]

Momo abraçou a prima e deixou um beijo em sua cabeça.

— Sinto muito por tudo isso. — Pediu a maior.

— Você não teve culpa alguma Momoring, de alguma forma ou outra iria acontecer. — A mais nova se aconchegou no peito da prima. — Sou feliz vivendo com vocês e amo a nossa pequena família.

— E eu iria amar que as minhas garotas fossem dormir! — A voz sonolenta de Sana soou na porta da varanda.

— Não era pra você acordar! — Resmungou a mais velha se soltando da prima e indo até a namorada.

— Eu senti sua falta. — Fez beicinho.

— Vocês são muito gays, pelo amor. — Mina fingiu vomitar.

— Isso é inveja. — Momo deu a língua.

— Crianças sem brigar, vamos dormir que amanhã o dia será cheio. — Sana puxou Mina pelo braço e levou as duas até os quartos novamente. — Boa noite Minari!

— Boa noite Sannie e Momoring. — Desejou a menor entrando em seu quarto e se deitando novamente. — Espero que amanhã dê tudo certo.

Fechando os olhos para finalmente dormir, a mulher apenas desejou que qualquer divindade a ajudasse amanhã e que de alguma forma ela voltasse para casa com Dahyun novamente em sua vida, não importava a forma ela apenas queria ter a menor novamente ao seu lado e tinha fé que iria conseguir, com esse pensamento caiu no sono com um sorriso nos lábios.

Enquanto isso naquele mesmo dia porém um pouco mais cedo, Dahyun era acordada pelo som irritante do seu celular, ela se revirou na cama e colocou o travesseiro na cabeça para abafar o som porém não adiantou muito já que o aparelho não parava de tocar, ela se sentou na cama e esfregou os olhos ainda sonolenta atendeu o telefone sem ver quem era.

— Oi. — Disse com a voz arrastada de sono.

— Bom dia melhor madrinha do mundo, mulher mais linda depois do minha noiva! — Jeongyeon saudou sorridente no outro lado da linha.

— São... — A loira verificou o horário. — Sete e quarenta da amanhã unnie, o que você quer?

— Preciso que resolva um probleminha antes que minha adorável noiva descubra. — Falou sem graça. — Esqueci das flores no meio da correria e a Nayeon me cobrou ontem pode passar na floricultura por favor?

— Porque você não faz isso? É só ligar para lá! — Reclamou a mais nova.

— Acha que eu não tentei? Porém como é uma encomenda grande eles precisam da assinatura de alguém. — Explicou. — Por favor, ela vai pedir o divórcio antes mesmo de casar!

A Kim respirou fundo, ela achava que teria paz pelo menos na véspera do casamento mas estava enganada, nunca mais aceitava ser madrinha de casamento de ninguém pois fora todas as obrigações que tinha ainda teve que ensaiar dobrado pois Nayeon resolveu de última hora que iria trocar a música que queria cantar, Dahyun nunca quis tanto esganar alguém como quis fazer com Nayeon mas aceitou em troca de chocolate, ela não podia fazer nada se amava o doce e no momento atual de sua vida, ele era o melhor refúgio.

— Cadê a Chaeng? Ela que é a sua madrinha. — A garota retrucou.

— Ela está me levando até o local do casamento, irei ficar lá hoje para deixar tudo em ordem. — A mais velha explicou.

— Em minha defesa, eu avisei sobre as flores e ela disse que já estava tudo pronto. — Chaeyoung gritou na linha. — Isso que dá ser uma tapada.

— Presta atenção na estrada pinguelo de gente. — A Yoo mais velha falou ganhando um par de olhos revirados tanto da irmã como da Kim.

— Tá eu vou! — Dahyun concordou de má vontade. — Me deve uma caixa de bombom.

— Tudo bem, só vai lá e salva meu casamento. — Suplicou a outra.

— Leve a Chewy com você, por culpa dessa desmiolada não pude levar ela para tomar nosso café então por favor, alimente nossa criança. — Pediu Chaeyoung.

Dahyun riu baixo da forma que a Yoo ainda mantinha essa tradição com a mão nova, toda sexta-feira Chaeyoung levava a Chou até uma cafeteria onde tomavam café, aquele era um momento só das duas e era fofo como ainda mantinham mesmo depois de anos.

— Tá, Tá. — Disse sonolenta. — Boa viagem e pelo amor não me aprontem mais nada.

— E você não vá dormir de novo, a gente te conhece. — Jeongyeon alertou.

— Eu não vou, prometo. — Disse cruzando os dedos e já se deitando novamente. — Tchau!

Desligou o aparelho e voltou a dormir porém recebeu uma mensagem de Jeongyeon falando para ela se levantar, Dahyun odiava ser tão previsível revirou os olhos e se levantou indo até o banheiro para tomar um banho e acordar de fato, mandou uma mensagem para Tzuyu avisando que explicando a situação e que tomariam café depois de irem até a floricultura, a mais nova concordo e pediu para avisar assim que a Kim saísse de casa.

Dahyun pensou em chamar Gahyeon mas logo brecou esse pensamento, a mais nova havia terminado o namoro delas a dois dias e ainda era difícil para a Kim não ter a garota como namorada, terminaram como amigas, a Lee amava muito Dahyun, disso a mulher não tinha dúvidas mas sabia que ainda havia um sentimento guardado no peito da loira por uma certa japonesa e depois de um tempo pensando, Gahyeon chegou a conclusão que seria melhor terminar tudo pois queria deixar a Kim livre para seguir o próprio coração. Ainda iam ao casamento juntas e se apoiariam como sempre, Dahyun ainda não havia falado para ninguém sobre, deixaria para contar após o casamento para não deixar ninguém preocupado até porque ela não queria ninguém a enchendo enquanto comia seus chocolates e via filmes tristes, mesmo que não amasse a ex namorada por inteiro, ainda a amava e levar um pé na bunda sempre doía.

Ela saiu de casa e foi dirigindo até o apartamento de Tzuyu e Chaeyoung, a mais nova já esperava na calçada do prédio, cumprimentou a amiga com um sorriso e colocou o cinto, elas não eram do tipo que conversavam muito e estavam bem com isso, ambas se sentiam confortáveis daquele modo, no início Dahyun achava que a maior a odiava mas logo viu que era apenas o jeito dela e que tinham muito em comum. A taiwanesa percebeu que a aliança que a Kim tinha não estava mais em seu dedo mas preferiu não perguntar, sabia que a menor falaria assim que se sentisse confortável. Não demoraram muito no estabelecimento, Dahyun apenas assinou o que precisava e confirmou o endereço, no final do dia as flores seriam entregues, ela mandou uma mensagem informando a Yoo mais velha que estava tudo certo e esperou Tzuyu comprar uma vasinho de violeta, assim que feito partiram para o café.

— Gahyeon terminou comigo. — Dahyun disse assim que fizeram os pedidos, a Chou ficou surpresa.

— Do nada? — Questionou.

— Ela só foi lá em casa e terminou. — Falou de forma simples mas Tzuyu notou um ponta de dor ali.

— Ela explicou o motivo? — Perguntou, a ideia da Lee terminando com a amiga do nada era estranha pois até onde sabia estavam bem

— Sim, por causa da Mina. — Suspirou se lembrando. — Porque tudo parece estar girando em torno disso?

— Porque está. — A morena pontuou. — Mas porque Mina seria um problema para vocês?

— Porque segundo a Gahy eu nunca deixei de amar ela e é injusto tanto com ela como comigo. — A voz da Kim quebrou e ela abaixou o tom da voz. — Ela não quer amar alguém que não é dela por completo.

— E você acha que ela tem razão? — A mais nova tinha o péssimo hábito de analisar os amigos como se fossem pacientes.

— Claro que não, eu superei a Minari a anos. — Dahyun disse convencida mas no fundo sabia que não era verdade.

A conversa teve uma pausa quando a atendente trouxe os pedidos das garotas, um chocolate quente para Dahyun com um croissant e para a mais alta café preto com um bolo mocha, comeram um pouco antes que a Chou soltasse o que pensava sobre a situação.

— Sabe o que eu acho? Que você nunca a superou, só se convenceu disso pois não queria encarar lidar com a situação. — Soltou a outra. — Você colocou seus relacionamentos como uma forma de dar mais veracidade para isso, mas de fato nunca superou.

Dahyun deu outra mordida em seu café da manhã e analisou as palavras da amiga, ela sabia que no início apenas queria eliminar a japonesa do seu sistema, apagar qualquer resquício que ela esteve presente em sua vida já que a mesma havia feito o mesmo e ela sabia que Tzuyu tinha razão, a Kim se dedicou tanto para apagar Mina mas ainda se apegava as velhas memórias e não consiguia deixar a outra ir. Elas precisavam de um ponto final e agora ela entendia o que Gahyeon queria dizer, enquanto ela não resolvesse aquela parte da sua vida não iria conseguir seguir em frente.

— Precisamos de um ponto final. — Disse sua conclusão.

— A questão é, para fechar essa história ou um capítulo? — Instigou a morena com um sorriso fofo que destacava suas covinhas.

— Você não me venha por mais coisas na minha cabeça Chou Tzuyu, pois nem eu sei o que quero. — Fez um biquinho frustado e terminou o café.

— Tudo bem não saber a resposta agora. — Assegurou. — Vamos?

— Vamos!

As mulheres voltaram para o carro, a loira iria deixar a mais nova em casa e ir buscar as coisas que Nayeon exigiu em sua despedida de solteira, noivas normais iriam para alguma casa de stripper ou fariam uma festa regada de todos os prazeres que iriam abdicar se casando mas a Im estava a tanto tempo com Jeongyeon que nada daquilo tinha graça para ela, então a mais velha pediu apenas uma noite com suas garotas favoritas, fazendo skincare e bebendo. No caminho de volta para casa Dahyun pensou na conversa que teve com Tzuyu, respirou fundo e fechou os olhos tentando evitar pensar na Myoui mas falhou miseravelmente.

— Porque é tão difícil te tirar daqui hein? — Disse para o nada e se lembrou de quando percebeu que amava Mina.


Notas Finais


O próximo é maior, teremos o casamento e finalmente Mihyun 🥰


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