História Love Magazine - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho)
Tags Emma Swan, Once Upon A Time, Regina Mills, Swanqueen
Visualizações 586
Palavras 5.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Como prometido, eu apareci. Confesso que já estava preparando uma nota pedindo desculpas por ter atrasado, mas consegui terminar nesse exato momento. Espero que vocês gostem do capítulo e gostaria que vocês ouvissem as músicas que eu vou deixar aqui na nota e na hora vai aparecer quando for a hora de ouvir, me ajudou muito a entrar no clima do momento. Nesse capítulo, teve uma parte que eu sei a terceira pessoa só para testar uma coisa diferente, então gostaria que vocês me dessem a opinião de vocês. Também quero agradecer a todos que estão acompanhando a fic, comentando, favoritando e etc, é muito importante pra mim e isso só me incentiva a escrever mais e melhor.

Me desculpem qualquer erro, vou tentar corrigir ainda hoje.

Músicas: No I Never - Blah Blah Blah // Teenage Blue - Dream Girl

Beijos <3

Capítulo 16 - Happy Halloween


Abri os olhos lentamente e sorri ao sentir a respiração de Emma contra minha pele. Ela estava com a cabeça enterrada em meu pescoço, enquanto seus braços abraçavam a minha cintura. Meu corpo se contraiu ao ver uma parte do seio de Emma exposto pela blusa. Fechei os olhos e tentei dispersar qualquer pensamento que me pudesse fazer perder o controle. Ela estava aqui comigo, em meus braços. Isso era tão bom e único.

Tirei os fios loiros que estavam em seu rosto e pude observar o anjo em meus braços. Sua expressão era serena, refletindo no que eu sentia agora. Delicadamente, tracei os detalhes do seu rosto com a ponta do meu dedo, isso estava se tornando uma das minhas coisas favoritas.

Aos poucos ela foi abrindo os olhos, e junto um sorriso. Um sorriso tão lindo, que consegui fazer com que minhas estruturas, já fracas, tremessem mais ainda.

— Bom dia — ela disse sonolenta.

— Dormiu bem? — perguntei.

— Muito, e você?

— Também — sorri de lado e beijei sua testa.

Desci meus beijos até chegar em sua boca. Emma apertou minha cintura e juntei mais nossos corpos. Lambi seu lábio inferior e ela o entreabriu, dando-me espaço para aprofundar o beijo, arfei contra sua boca e a tomei para mim com fervor. Sua mão desceu até minha coxa e subiu minha camisola até chegar em minha cintura. Sem conseguir controlar o desejo que estava crescendo desde que a vi deitada ao meu lado, alcancei seus seios e os massageei, fazendo-a separar nossos lábios e gemer baixinho, olhando no fundo de meus olhos.

Emma Swan era a minha perdição.

Eu queria mais, queria mais de seu corpo, mais de seu toque. Queria o seu tudo. Mas não agora. Agora as circunstâncias eram outras, envolviam sentimento, os melhores possíveis.

— Vamos parar por aqui — me afastei ofegante.

— Tudo bem — ela se virou para o teto e botou a mão sobre a barriga, enquanto tentava retomar a normalidade de sua respiração. — É difícil controlar os meus desejos por você, Regina, mas é melhor que não seja agora.

— Eu concordo com você, querida.

— Eu sei que já fizemos isso uma vez, mas agora é diferente — ela se virou para olhar-me e pareceu procurar algo dentro de mim.

— Agora é diferente — repeti com um sorriso. — Não se tratará de só mais uma. Talvez eu esteja falando demais e cedo demais, mas preciso dizer. Preciso dizer que você não é mais uma. Você é diferente, Emma.

Ela deitou o corpo sobre o meu e despejou pequenos beijos na minha boca, nariz e bochechas, fazendo-me gargalhar.

[...]

Antes de descer para o café da manhã com a família de Emma, passei no quarto de Henry e o arrumei. Quando chegamos na mesa do café, encontrei Emma rindo com Killian, Sr. e Sra. Swan sorrindo em minha direção e Daniel olhando-me presunçosamente. Desejei bom dia para todos e sentei ao lado de Emma, botando Henry em meu colo.

— Oi, Emma — ele sorriu para a loira, que, como sempre, se derreteu.

— Oi, amigão — ela deu um beijo em sua testa e bagunçou seu cabelo.

— Você acabou de estragar todo o meu trabalho — fingi indignação quando vi o cabelo de Henry todo despenteado.

— Fica melhor assim, não é? — Emma perguntou para Henry.

— Do outro jeito fica certinho demais — ele deu de ombros e deitou a cabeça em meu ombro enquanto observava Emma em silêncio.

Eu não entendia o porquê, mas ele, calado à todo momento, alternava seu olhar entre mim, sua refeição e Emma, principalmente ela. Todos pareciam animados para festa e não paravam de conversar paralelamente. Killian, que eu só havia falado no casamento de Daniel, sentou ao meu lado e conversamos sobre milhares de coisas, ele era bom de papo. Quando Henry terminou seus ovos, subiu no colo de Emma e foram passear no jardim. Parecendo aproveitar a ausência de Emma, Killian se aproximou de mim e sussurrou:

— Você e Emma tem alguma coisa ou posso confiar de que Daniel está errado?

Aquela pergunta havia me pego de surpresa. Sim, temos algo, e isso só se tornou maior depois de ontem. Mas Killian não precisava saber disso.

— Não — eu ri fingindo incredulidade. — Eu e Emma somos apenas boas amigas.

— Certo, fico mais aliviado — ele sorriu de lado.

Franzi o cenho.

— Por quê?

— Desde do tempo da faculdade eu veio nutrindo sentimentos por Emma, romanticamente falando. Ela nunca me deu bola, mas talvez eu deva tentar — deu de ombros. — A esperança é a última que morre.

Tal informação havia me incomodada, fazendo-me remexer na cadeira.

— Você sabe que Emma não se interessa por esse tipo de coisa... Se é que você me entende — apontei para ele.

Eu não queria parecer desdenhosa e muito menos demonstrar incômodo, mas quando percebi já havia falado demais.

— Eu sei, mas talvez nenhum homem tenha a pegado de verdade — deu um sorriso sacana e eu o olhei incrédula.

Eu não esperava ouvir um absurdo desses.

— Isso é nojento, Killian. As coisas não funcionam desse jeito... Você pode ser um Deus na cama, mas se não é por isso que ela se interessa, então ela não vai querer. É melhor mudar seus pensamentos, senão sua batalha estará mais perdida do que está agora — limpei o canto da boca com delicadeza e me levantei. — Tenha uma ótima manhã.

Ele não me respondeu, e eu também imaginei que não faria. Apenas me olhou com cara de que havia comido alguma coisa azeda.

Fui atrás de Emma e Henry e os encontrei brincando perto do lago. Emma tentava ensiná-lo como fazer a pedra quicar no lago, mesmo não tendo sucesso em nenhuma delas, ele parecia feliz.

— Ele é tão ruim quanto eu — sussurrei no ouvido de Emma e ela se assuntou, se virando para mim com a mão sobre o coração, mas sorrindo em seguida.

— Que maldade... Mas isso explica muita coisa — rimos e olhamos para Henry jogando a pedra desajeitadamente.

Um barulho de motor chamou nossa atenção e eu me virei. Um caminhão entrava na propriedade na companhia de mais dois carros.

— Deve ser os organizadores. O caos vai começar... Ei, amigão — chamou Henry. — Que tal treinarmos isso mais tarde?

Ele fez um bico triste e assentiu com a cabeça, dando a mão para Emma e depois para mim.

— Qual vai ser sua fantasia, Emma? — ele perguntou.

— Será surpresa — lançou um sorriso travesso. — E a sua?

— Do Darth Vader, irado né?

— Super! — Emma sorriu e bagunçou seu cabelo.

— Eu ia botar a minha de Harry Potter, mas mamãe falou pra eu deixar pra usar essa quando formos pegar doce, e então ela irá de Hermione comigo.

— Harry Potter? Esse é um dos meus livros favoritos! — a loira disse com a animação de uma criança.

— Sério? — ele a olhou boquiaberto. — Você podia ir com a gente, não é mamãe? — ele se virou para mim.

— Claro, meu bem — sorri para ele e depois para Emma.

— A Emma pode ser o Rony, completando o trio. Caramba, vai ser muito legal! — ele se remexia para lá e para cá. — Você vai, não vai?

— Depois de um pedido desses tem como eu dizer não? — sorriu com todos os dentes. — Eu vou sim, e também vou amar me vestir de Rony.

Henry comemorou e ergueu as mãos para um high-five, primeiro comigo e depois Emma.

A manhã toda foi proveitosa, nós três passamos bons momentos na companhia um do outro, afirmando e reafirmando milhares de coisas em relação a nós duas. Depois do almoço, levei Henry para tirar um cochilo e fui para o quarto que eu estava dividindo com Emma. Chegando lá, ela estava deitada na cama enquanto lia um livro. Em silêncio, tirei meus sapatos e deitei ao seu lado. Aos poucos fui fechando os olhos, e quando eu estava prestes a adormecer, senti a mão de Emma acariciando minha cabeça.

[...]

— Você não vai mesmo me contar qual é a sua fantasia?

Depois que eu acordei, eu e Emma continuamos na cama, e agora ela insistia para que eu revelasse a minha fantasia.

— Na hora você vai ver.

— Mas eu estou curiosa, quero saber agora — fez um bico infantil.

— Querer não é poder — toquei seu nariz com a ponta do dedo indicador e levantei da cama.

Emma levantou também e parou em frente a uma estante cheia de discos, tirou um com a capa preta onde linhas desajeitadas formavam um terno com uma rosa na lapela, e embaixo escrito Blah Blah Blah, com letras imitando luzes de led.

— Isso é nome que se da uma banda? — perguntei.

— Não julgue o livro pela capa, você vai adorar o conteúdo — ela foi até a vitrola, encaixou o disco e botou para tocar.

No I Never – Blah Blah Blah

A música começou umas batidas lentas e em seguida uma voz masculina e gostosa de ouvir reverberou pelo quarto. Emma se aproximou e estendeu a mão para mim, eu aceitei e então ela me puxou, passando a mão pela minha cintura e colando nossos corpos.

— Devo admitir que seu gosto é estranho, mas muito bom — passei meu braço pelo seu ombro e sorrimos como adolescentes.

— Eu nunca decepciono — ela piscou, fazendo-me rir.

 

No I never

seen someone like you

oh no I've never

seen someone like you

 

Enquanto Emma me guiava, me atentei a letra da música e percebi que combinava perfeitamente com o momento. Eu, definitivamente, nunca vi alguém como Emma. Ela era luz, felicidade, doçura e tudo que pudesse arrancar um sorriso das mais amargas das pessoas. Desde que ela entrou na minha vida, tudo em volta pareceu me atingir com mais intensidade, então eu comecei a conhecê-la e descobri como era radiante estar em sua presença.

 

 

And that's just the beginning

her smile, her smile alone

to the one I love

 

Com a mão direta, Emma tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e prendeu atrás da minha orelha, então se aproximou lentamente enquanto acariciava minha bochecha com o polegar. Nossos bocas de encontraram delicadamente e eu fechei os olhos. Nossas línguas se acariciavam e não existia pressa, estávamos aproveitando o momento. Emma, agora acariciava meu couro cabeludo, proporcionando arrepios por todo o meu corpo.

Eu vivia reclamando do vazio que assolava o meu peito, sempre, e algumas vezes se fazia tão presente que chegava a ser insuportável. Agora, com os lábios de Emma contra o meu, as declarações não ditas e o seu jeito único de tocar, trazia-me a sensação de preenchimento.

— Eu gostaria de dançar todas as músicas do disco com você, mas precisamos nos arrumar — a segunda música já havia começado e continuávamos dançando abraçadas.

— Eu sei — fiz um bico triste e Emma me deu um selinho.

Com um último beijo, nos separamos e a loira desligou a música.

— Quer tomar banho primeiro? — ela perguntou.

— Eu vou tomar no banheiro de Henry, preciso arrumá-lo, e além do mais, só quero que me veja quando eu estive pronta.

— Isso é algum tipo de jogo comigo? — ela semicerrou os olhos.

— Longe de mim fazer algo parecido com isso, querida — lancei um beijo no ar para Emma e sai do quarto.

 

Narrador

Enquanto Emma lutava para vestir o macacão de couro preto, que era tão juntos quanto às calças que ela usava, Ruby interrompeu seu sufoco com batidas em sua porta. A morena havia combinado de chegar no horário de festa, mas após receber mensagens insistentes da loira, que pedia, urgentemente, sua ajuda para vestir a fantasia, deixou o restaurante nas mãos de sua avó e pegou a estrada mais cedo. Quando Emma abriu a porta, seu rosto estava vermelho e uma gota de suor escorria pelo seu pescoço.

— Você é tão lerda, patinho — Ruby cruzou os braços e balançou a cabeça de um lado para o outro.

— Sério? Obrigada pelo elogio, querida — sorriu falsamente. — Agora entre e me ajude com isso, não te chamei aqui atoa.

— Está nervosa, é? — debochou. — Tira — apontou para o macacão que já estava na metade da minha perna.

— O que? Mas eu consegui enfiá-lo até aqui, não vou passar por isso novamente — a loira disse dramaticamente, fazendo Ruby revirar os olhos.

— Primeiro vamos passar um creme nesse corpinho lindo, depois botamos a roupa, ok? — a morena explicou como se estivesse ensinando algo para uma criança.

Emma bufou e fez o que a amiga falou.

No mesmo corredor, Regina, já pronta, vestia Henry com a sua fantasia de Darth Vader.

— Espere um pouco, querido — disse com as mãos no ombro do garoto e depois se virou atrás de sua polaroid. — Faça uma pose bem bonita.

— Luke, eu sou seu pai — Henry estendeu a mão para frente de forma dramática e Regina tirou a foto, rindo em seguida da atuação do filho.

Ela analisou a foto e depois mostrou para Henry, que sorriu animado.

— Ficou perfeita, meu bem. Você é o Darth Vader mais lindo que eu já vi.

Regina andou até em frente o espelho e botou o último acessório que faltava, o elmo da mulher maravilha. A parte de cima da fantasia era como um corpete, destacando todas as suas curvas e dando um destaque especial para o decote, já a saia era curta e solta ao corpo. Nas costas ela usava uma capa vermelha, no braço um bracelete dourado e nos pés uma bota dourada que ia até acima do joelho.

Já prontos, Regina e Henry saíram para encontrar Emma, mas quando bateram em seus porta, ela parecia estar brigando com alguém.

— Merda! — Regina ouviu a voz da loira xingando e tampou os ouvidos de Henry.

— Calma, Emma! Está quase entrando, só falta os braços.

Que conversa mais estranha, pensou Regina. Curiosa, deu três batidas na porta e uma Ruby irritada botou a cabeça para fora do quarto.

— Uh! Regina? Emma não me contou que você vinha e... Uau, você está maravilhosa, literalmente — disse ofegante.

— Regina? — Emma perguntou.

— Obrigada, Ruby — Regina ofereceu um sorriso simpático. — Eu só vim dizer que estamos prontos, esperando apenas Emma para descer.

A amiga de Emma coçou a cabeça e franziu o nariz.

— Estamos tendo alguns problemas técnicos com a fantasia dela, mas vamos tentar ir o mais rápido possível — ela virou a cabeça para trás e falou com a loira que lutava com a roupa. — Isso aí patinho, quase lá, só mais um braço!

Regina franziu o cenho, estranhando a situação.

— Tudo bem então... Nós vamos esperar ela lá embaixo.

— Combinado — Ruby fez um joinha com o dedo e fechou a porta. — Muito bem, agora vamos dar um jeito de fechar esse zíper — bufou e foi ajudar a loira.

Não conhecendo a maioria das pessoas que estariam ali, Regina resolveu esperar por Emma na sala, não queria se sentir deslocada. Longos minutos depois ela ouviu alguém descendo as escadas, quando virou para olhar, se deparou com uma imagem de arrancar o ar de qualquer um. Emma estava vestida com uma macacão justo, preto e de couro, realçando o seu corpo definido. Sua cabeleira loira estava bagunçada de forma selvagem e um arco de gatinho mantinha os fios longe de seu rosto.

— Você está linda — Emma disse assim que parou em frente a morena.

— E você de tirar o fôlego, tenho que admitir... — se aproximou da loira. — Eu queria muito beijá-la agora — segredou num sussurro.

As palavras de Regina atingiram Emma de forma excitante, fazendo a loira fechar os olhos por alguns segundos, e quando os abriu, Regina se deparou com um verde escuro e regado de desejo, assim como os dela.

— Talvez eu não consiga resistir até o fim da noite — disse Emma.

— Fico feliz em saber disso — a morena lançou um sorriso carregado de luxúria e Emma mordeu os lábios.

Regina havia dado espaço para a imaginação de Emma, e vice versa. Os pensamentos não estavam sendo os mais puros, e nem tivera como. As duas se vestiram para matar, literalmente, mas apenas uma à outra.

— Emma, olha a minha fantasia! — Henry chamou a atenção da loira, fazendo-a lembrar de que ele ainda estava ali. Por um momento não consegui enxergar nada além de Regina.

— Que legal! — Emma exclamou como uma criança e se ajoelhou para ficar na altura do menino. — Eu acho que essa será a melhor fantasia da noite, sem dúvidas.

— Obrigado — ele sorriu timidamente. — Eu adorei a sua também.

— Lisonjeada — Emma piscou para ele e riu. — Vamos?

— Vamos — Regina e Henry disseram juntos.

Numa atitude impensada, Emma passou a mão pela cintura de Regina e os guiaram para fora de casa. A morena havia se surpreendido com o contato, mas ao mesmo tempo, apreciado. Ficou decepcionada quando Emma teve que escolher sua mão para cumprimentar alguns conhecidos. Todos que iam em direção a loira, ela cumprimentava e em seguida apresentava Regina como sua amiga.

Emma, como filha dos anfitriões, precisou deixar Regina sozinha por alguns minutos para cumprimentar os amigos de seus pais, o seus antigos e familiares. Quando se viu livre disso tudo, foi atrás de Regina e a avistou sentada na mesa, que Emma havia reservado para elas.

Teenage Blue - Dream Girl

Uma música lenta começou e com um estilo antigo, fazendo Regina lembrar do seu baile de formatura há anos atrás. Ela estava sentada sozinha, enquanto Henry brincava com algumas crianças da sua idade. Emma havia sumido de sua vista e agora, ela queria a loira ao seu lado.

— Dança comigo? — sentiu uma voz conhecida sussurrar em seu ouvido.

Virou num gole só o que havia sobrado de seu champagne e levantou, pegando a mão da loira em seguida, que a levou para pista. Regina sorriu ao ver um deslumbre da timidez de Emma, passou a mão por sua nuca e aproximou os corpos. A loira sorriu de lado e enlaçou a cintura de Regina, fazendo-a levantar um pouco e dar um gritinho, que fez ambas gargalharem.

A sintonia entre as duas era tão grande, que as pessoas em volta não conseguiam manter os olhos distantes. Como se vê-las dançando e sorrindo uma para outra fosse um show, um belo show.

— Você é mesmo um pé de valsa, querida — Regina debochou quando, sem querer, Emma pisou em seu pé.

— Perdão — Emma riu com as bochechas coradas.

— Você está fazendo de propósito? Por que se for, está conseguindo.

— Como assim? — ela franziu o cenho.

— Você... — a morena se aproximou do ouvido dela. — Eu quero beijá-la desde que a vi descendo aquelas escadas, essa roupa colada no seu corpo está me enlouquecendo. Então você sorri para mim do jeito mais adorável, transformando meus pensamentos nos mais puros, mas ainda assim envolvendo os beijos que eu quero te dar.

Emma, que havia fechado os olhos quando sentiu a respiração da morena em seu ouvido, arfou ao ouvir aquilo tudo. Mais do que nunca estava frustrada por não poder tomá-la ali.

— Cada vez você me surpreende mais — a loira disse olhando nos olhos de Regina enquanto dançavam no ritmo da música.

— Isso é ruim?

— Só se você não quiser que eu me apaixone por você.

Regina sorriu e se aproximou mais de Emma, colando suas bochechas. Ficaram assim até o fim da música, começando em seguida uma mais animada.

— Todas tem uma pegada antiga, gostei — já com os corpos separados, Regina se remexia ao ritmo da música.

— Eu que escolhi.

— Você tem bom gosto, querida.

Emma sorriu orgulhosa, e de fato estava, adorava quando alguém elogiava o seu gosto musical um tanto incomum.

Cansadas, decidiram pegar algo para beber e sentar um pouco. A festa estava animada e as fantasias eram umas mais divertidas que as outras, principalmente as dos mais velhos. Pouco tempo depois, Ruby apareceu vestida de chapéuzinho vermelho, fazendo Emma revirar os olhos.

— Isso é muito contraditório, Ruby — disse a loira.

— Por quê? Eu estou uma graça, não é Regina?

— Definitivamente. Mas por que é contraditório?

— Quando éramos crianças, o apelido de Ruby era Loba — Emma esclareceu.

— Agora está explicado — as três riram.

Ruby se juntou á elas na mesa e conversaram sobre uma infinidade de coisas, até que Killian apareceu para estragar o momento. Desde o almoço, a visão de Regina sobre o rapaz havia se alterado bruscamente. De forma galanteadora, ele chamou Emma para dançar, e ela aceitou. Na cabeça da loira, não passava apenas de amizade, apesar dela ter plena noção dos sentimentos de Killian por ela.  Com os braços entrelaçados, se dirigiram para a pista de dança.

— Ele não desiste — Ruby revirou os olhos. — Ele cultiva essa paixão desde que me conheço por gente e Emma não dá mínima pra ele. O brinquedinho dele não enchem seus olhos.

Regina quase engasgou quando Ruby disse a ultima frase, mas logo se recompôs.

— É perceptível a insistência dele. Hoje no café da manhã ele teve a audácia de dizer que Emma é lésbica porque nenhum homem a pegou de verdade.

— Ele disse isso pra você? Que babaca! A Emma não pode sonhar em ouvir isso, só eu sei o quanto ela odeia essas coisas — bufou. — E você também pareceu não gostar muito disso, não é?

— O que ele disse foi totalmente desrespeitoso, apenas dei a resposta que ele merecia ouvir.

— E qual foi?

— De que pensando desse jeito tornou mais impossível ainda ele conseguir ter algo com Emma.

— Isso me pareceu um comentário um tanto ciumento — Ruby provocou.

Ela sabia que a resposta em si não demonstrava ciúmes, tanto que ela também responderia o mesmo, sua intenção era testar Regina, que pareceu cair facilmente em seu truque. Emma ainda não havia contado para a amiga dos últimos acontecimentos, mas era perceptível o que acontecia entre as duas, e Ruby era muito boa em ligar os pontos.

— Ah não... — Regina revirou os olhos.

[...]

Depois de levar Henry para dormir, voltou para a festa e encontrou uma Emma um tanto bêbada. Ela e Ruby dançavam de forma sensual na pista e Regina não conseguia desviar o olhar. A loira estava um espetáculo com aquela fantasia, mexendo ainda mais com os sentidos de Regina.

Quando Emma avistou Regina, chamou-a com a mão para se juntar as duas, mas a morena negou com um balançar de cabeça. Havia bebido um bocado e preferiu ficar apenas observando para sua própria segurança e de Emma também. Daniel parecia acabado com a cabeça deitada sobre a mesa. Já Mary e David haviam tomado o lugar do DJ, escolhendo músicas enquanto riam de Ruby e Emma dançando. Sentindo o cansaço pesar em suas costas, Regina se virou para entrar. Desejava com todas as forças tomar um banho e esticar suas pernas.

— Esses saltos estão me matando — resmungou enquanto subia as escadas.

Chegando no quarto, Regina logo se livrou da fantasia e entrou no chuveiro, deixando a água quente relaxar cada parte do seu corpo. Já seca e com a toalha enrolada no corpo, escovou os dentes, penteou o cabelo e vestiu sua camisola. Quando saiu do banheiro, se deparou com uma cena inesperada. Uma Emma completamente descabelada se debatia para tirar a fantasia colada em seu corpo. Vendo que o estado da loira não era um dos melhores, Regina caminhou em sua direção e segurou seus ombros, fazendo-a parar antes que caísse.

— Calma querida, eu te ajudo.

 

Regina

Emma fedia a bebida e bala de menta. Ela dizia coisas desconexas e eu revirava os olhos. Estava cansada demais para fazer isso, mas simplesmente não ia conseguir deixá-la nesse estado. Depois de muito esforço, consegui tirar sua fantasia e tive que me concentrar para que meus olhares não se desviassem para o seu seio exposto. A calcinha preta de renda era a única peça em seu corpo, fazendo-me respirar com dificuldade. Peguei seu braço, passei sobre meus ombros e assim fomos em direção ao banheiro. Mesmo não conseguindo ficar em pé sobre os próprios pés sem cair, ela se esforçava para tornar minha missão menos árdua.

— Me desculpe por isso, Regina — ela dizia enquanto eu esfregava suas costas em pé ao lado da banheira. — Não queria que me visse assim.

— Tudo bem, querida. Não se preocupe.

Depois de limpa – na medida do possível – e seca, a vesti com uma blusa branca e larga que encontrei em sua gaveta e a deitei do meu lado. Não foram poucas as vezes que ela acordou no meio da noite para vomitar, e todas elas eu a segui, segurei seus cabelos e no final, limpei sua boca. Só quando o sol nasceu que Emma conseguiu adormecer por completo, sem nenhum tipo de intromissão. Como Henry faz quando está doente, ela aconchegou a cabeça em meu peito e pediu para que eu abraçasse, assim eu fiz e adormecemos juntas.

Acordei com batidas insistentes na porta do quarto, olhei para o relógio e ainda era cedo demais devido ao horário que fomos dormir. Levantei com cuidado para não acordar Emma e fui abrir a porta, me deparando em seguida com uma figura confusa de meu filho.

— Mãe, tira Mary me deu café da manhã e pediu para eu esperar você acordar, mas já até almoçamos e nada de você e Emma descerem. Agora é o horário do meu descanso e eu preciso de você — ele fez um bico e eu derreti.

— Desculpe, meu bem. Eu e Emma estamos muito cansadas da festa, o que acha de dormirmos nós três juntos? — disse baixinho para não acordar a loira.

Ele acenou que sim com a cabeça, passou pela porta e subiu na cama. Emma acordou com os movimentos desajeitados do garoto, mas logo sorriu para ele e o aconchegou num abraço. Me juntei a eles e passei meu braço sobre seus corpos.

[...]

Quando tomamos coragem para pegar a estrada, já havia escurecido. O caminho foi regado de pedidos de desculpas de Emma, que dizia que havia estragado o resto da noite por causa do seu exagero com as bebidas, mas eu a certifiquei, inúmeras vezes, que estava tudo bem e que o fim de semana havia sido perfeito para mim.

Ela estacionou o carro em frente ao meu apartamento, me ajudou com as malas e se despediu com um selinho rápido para que Henry não visse.

— Obrigada pelo fim de semana, Regina, foi maravilhoso.

— Eu que agradeço, querida.

— Até amanhã — ela jogou um beijo no ar, fazendo-me sorrir e retribuir.

[...]

Como combinamos, oitos horas da noite Emma apareceu fantasiada de um membro da Grifinória, mais especificamente, Rony Weasley. Assim que Henry a viu, correu para os seus braços e não conseguiu conter os gritinhos de alegria. Depois de se ver livre do garoto, ela andou em minha direção com um sorriso genuíno e beijou minha face.

— Hermione Granger? Está mais para Severus Snape com esse cabelo — brincou.

Dei um tapinha de leve em seu braço e ela riu.

— Meu cabelo é muito mais hidratado, querida.

— Mãe, onde está a cesta para os doces? — Henry perguntou, puxando a minha capa de estudante de Hogwarts.

— Está no seu armário, é só procurar — respondi e ele saiu correndo em direção ao  seu quarto.

Longe da vista de Henry, puxei Emma pela cintura e colei nossos lábios. Depois do fim de semana, nos vimos segunda-feira na empresa, mas tudo o que conseguimos trocar foram algumas pequenas palavras e sorrisos que haviam diversos significados. Ainda estávamos na terça, mas eu mal podia esperar para sentir seus lábios contra os meus novamente. Afundei minha mão em seu cabelo e ela entreabriu os lábios para que aprofundássemos o beijo. Como da primeira vez, eu sentia meu coração batendo de forma agressiva e rápida, mas sua batida foi interrompida quando ouvimos a voz de Henry se aproximando. Estávamos ofegantes quando ele apareceu, agradeci internamente por ele sua ingenuidade e não conseguir perceber os sinais.

— Agora podemos ir! — comemorou.

Quando pisamos na rua, vi o sorriso de Emma se iluminar na mesma intensidade do de Henry. As calçadas estavam cheias de crianças fantasiadas, sorrindo e correndo para lá e para cá com bolsas cheias de doce.

A primeira casa que visitamos, uma mulher ranzinza atendeu e disse que não tinha doces. Henry nos olhos com um bico triste e Emma tirou do bolso da capa um rolo de papel higiênico junto de algumas balas.

— Não ligue para ela, amigão — ela despejou as balas no cesto que ele segurava e em seguida enfeitou a casa da senhora com papel higiênico. — É isso que acontece quando não nos dão doce.

Henry gargalhou e começou e bater palmas. Contagiada pelos dois, comecei a gargalhar também e assim seguimos para a próxima casa.

— Doces ou travessuras? — dissemos juntos e um homem na casa dos trinta anos, riu e encheu o cesto de Henry com chocolate.

— Obrigado — Henry agradeceu de forma meiga e o senhor bagunçou seu cabelo.

— Feliz Halloween, garoto!

Já estávamos na sétima casa quando eu dei a ideia de pararmos para comer em alguma lanchonete. Entramos no estabelecimento mais perto e fomos para a fila pedir. O lugar estava todo decorado da forma mais macabra possível, animando ainda mais Henry, que não se assustava nem com as fantasias mais horripilantes.

Sentada numa das mesas com eles, enquanto desfrutávamos de um maravilhoso Milk Shake, veio à minha cabeça a ideia de família. Não que eu já estivesse criando planos, mas eu nunca havia vivido momentos como esse, nem quando eu era casada com Robin. O jeito como Emma era atenciosa com Henry me fascinava, mesmo sem querer, fazia com que eu idealizasse milhares de momentos ao seu lado. Nós estávamos tendo um bom momento e mais do que nunca, eu estava empenhada e não deixar meus pensamentos negativos estragarem isso.

Quando deu onze horas, Emma nos acompanhou até em casa. Depois de botar Henry para dormir, fui até a sala e encontrei a loira no sofá assistindo TV.

— O que está vendo? — perguntei.

— Animal Planet — ela respondeu com os olhos vidrados na tela.

Sentei ao seu lado e ela passou o braço pelos meus ombros, aconchegando-me em seu peito. Perdemos a noção de quanto tempo ficamos ali, mas quando vi que era muito tarde, a convidei para dormir comigo.

Vesti uma camisola preta de seda e para ela emprestei a mesma que ela usou no dia em que Henry ficou doente. Deitamos na cama e no minuto seguinte senti os lábios de Emma cobrirem o meu.

— Você está divina nessa camisola — sussurrou no meu ouvido e meu corpo se derreteu.

— Emma... — disse seu nome baixinho enquanto ela investia seus beijos em meu pescoço. — Ainda não.

Ela parou, levantou a cabeça e me olhou nos olhos.

— Eu desejo muito você, Regina. Entendo que ainda não é o seu momento, mas quero que saiba que eu estou preparada para você quando me quiser.

Ela selou nossos lábios mais uma vez e me virou de costas, abraçando-me por trás e cheirando meu cabelo antes de deitar a cabeça no travesseiro.

 


Notas Finais


Até semana que vem!


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