História Love Maze - JIKOOK ABO - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Abo, Boys Love, Boyxboy, Drama, Jikook, Jimin, Jimin Top, Jungkook, Jungkook! Bottom, Kookmin, Yaoi
Visualizações 249
Palavras 3.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 8 - 07 - How I Feel


Fanfic / Fanfiction Love Maze - JIKOOK ABO - Capítulo 8 - 07 - How I Feel

“Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.”William Shakespeare

JIMIN

Um mês se passou desde que Jeon começou a trabalhar no grupo Park. Sendo honesto, nunca vi alguém tão feliz ao receber seu primeiro salário.

Apesar de não termos tido tanto contato nas últimas semanas, meu assessor me relatou a felicidade do garoto ao dizer que comprou presente para seus pais e ajudou nas despesas da casa.

É muito gratificante saber que de alguma forma contribuí para isso, apesar de ter ouvido bronca durante um fim de semana todo quando minha mãe retornou e descobriu sobre a contratação de dois ômegas na empresa.

Me importei com seus chiliques? Bom, apenas me entristeci com aqueles argumentos preconceituosos, mas o fato de tê-la irritado com isso, é apenas a prova de que devo continuar fazendo meu trabalho de implementar mais ômegas na equipe.

Mais uma semana se passou. Enfim, sexta-feira. Poderia comemorar ao dizer que estou feliz por poder descansar nos próximos dois dias, mas o pequeno evento que tenho em minha agenda hoje, me fez sentir indigestão assim que cheguei a empresa.

Senhor Cho me informou sobre o almoço marcado com a família do Ministro. Me recordei que estava apenas esperando minha mãe e minha irmã retornarem de viagem, será incrivelmente majestoso negar com classe a proposta matrimonial com aquela garota.

Deixo claro que não tenho nada contra mulheres, até cheguei a me relacionar com algumas quando estive em Londres, mas nenhuma se encaixa no perfil de uma bonequinha controlada pelos pais. Nunca fui o cara atraído pelo estilo princesinha mimada atrás de um bom casamento, porque dinheiro ela e a família têm de sobra.

– Senhor Park, sua mãe e...

– Aí, não precisa nos anunciar, seu subordinado. – Jiyeon entrou acompanhada de minha mãe, nem preciso mencionar que sua atitude infelizmente não me surpreendeu.

– Deveria deixar sua arrogância em casa, Park Jiyeon. Respeito é bom, e seria incrível vê-la fazendo uso dele. – a mais nova apenas me encarou surpresa. – Está dispensado, senhor Cho. Retornamos na próxima reunião. Me perdoe por isso.

– Sem problemas, senhor. Com sua licença. – o beta deixou a sala ainda constrangido.

– Não deveria me tratar assim na frente dos empregados.

– Você não deveria tratá-los dessa maneira. – corrigi vendo a mais nova cruzar os braços e sair murmurando algo. – Por que estão aqui?

– Veja como fala comigo, Park Jimin. – minha mãe ameaçou. Passou tanto tempo viajando pela Europa que me esqueci da forma como a alfa tenta nos intimidar. – Estávamos em uma sessão de fotos de sua irmã, decidimos vir mais cedo para irmos com você até o restaurante.

– Não estou nem um pouco animado com esse almoço. Tenho diversas coisas para resolver, ir até lá só me fará perder tempo.

– Você precisa relaxar, querido. Lembre-se, senhorita Oh também estará lá. – disse ela completamente animada.

– E o que isso tem haver comigo?

– Hum... Não sei, talvez vocês possam se conhecer melhor, quem sabe surge algo mais no futuro e...

– Acho que sou grandinho o suficiente para escolher a pessoa com quem vou me relacionar, senhora Park. – ela se afastou ainda me observando. – Creio que a senhora acredite que vivemos no século passado, não se arruma mais casamento para os filhos.

– Ainda somos uma família tradicional, meu príncipe.

– Ótimo. Case Jiyeon então, estou bem assim. – respondi voltando a atenção para o meu computador. Precisava salvar um arquivo antes de desligar o aparelho e me preparar para a tortura.

Minha irmã e ela ainda ficaram ali conversando entre si, tirando totalmente minha concentração do trabalho que tinha de fazer. Acredito que seja de propósito, pois essa ação me fez desligar tudo e adiantar nossa ida para o tal restaurante.

Como cortesia deixamos a escolha do restaurante a critério do Ministro, e não me surpreendi ao ver o nível do estabelecimento que ele escolheu. Shunmi, um local luxuoso especializado na culinária japonesa.

Quando chegamos ele, a esposa e a filha já estavam ali. A garota me encarou de cima a baixo, em momento algum manteve a discrição de seus interesses, mas agradeci quando minha irmã a cumprimentou e puxou conversa sobre temas de pessoas daquela idade.

Naquele momento eu queria estar em qualquer lugar, talvez no inferno tomando whisky e jogando poker com o demônio, mas qualquer buraco de mundo seria mais interessante do que aguentar aquela situação. Conversar sobre gestão, com um homem que enfia política em tudo, é como ser torturado por um pecado que nem sequer cometi.

As refeições compraram a ser servidas, nem eu dizendo que tinha uma reunião agendada para o início da tarde adiantou. Ainda precisei aguentar minha mãe acertando o bico fino de seu sapato em minha canela, acredito que seja sua forma de me fazer manter o interesse, ainda que o sono falasse mais alto naquele instante.

– Senhor Park, bebe algo? – o velho questionou acenando para o garçom que estava apenas por conta de nossa mesa. – Whisky?

– Não, obrigado. Estou em horário de trabalho, tenho uma reunião em pouco minutos.

– Bobagem, beba sem medo. – disse como se minha resposta não fosse o suficiente. – Duas doses de Whisky, por favor.

– Senhor Oh, eu realmente não quero. – elevei um pouco minha voz, e acabei chamando a atenção de todos da mesa. – Tenho uma reunião em meia-hora, não posso me dar ao luxo de beber e acabar colocando algo em risco.

– Um jovem responsável. É de exemplos como o seu que nossa nação precisa. – o alfa disse dispensando o garçom. – Adoraria tê-lo como parceiro político, quem sabe a oportunidade de tê-lo na família?

– Não nasci para carreira política, senhor. – expliquei com mais calma, tentando manter a minha compostura. – E me perdoe, não tenho interesse algum em me relacionar com alguém neste momento.

– Ora, rapaz. Não precisa ter amor para haver um casamento. – sua postura mudou, assim como a da garota ao perceber que disse aquilo em relação a ela.

– Ele estava brincando, senhor Oh. – disse minha mãe se enfiando na conversa.

– Definitivamente não, senhora Park. – me levantei deixando o guardanapo sobre a mesa. – Com licença, preciso ir para meus compromissos. – vi os olhos da mais velha me encararem como se desejassem minha execução naquele momento. – Tenham um ótimo almoço, senhores.

Os deixei ali, sem me importar com a crise social para a mais velha resolver. Queria deixar claro que não farei as vontades dela, ainda deu sorte de eu não ter sido mais categórico com minhas respostas.

Me casar por conveniência, jamais aceitaria me envolver com alguém sem haver amor ou o menor fio de afinidade. Me prender o resto da vida a alguém por interesse está fora de cogitação. Nesse casa, prefiro sem pensar a morte.

Acabei voltando para a empresa sem almoçar, tudo o que fiz foi comprar um lanche rápido no refeitório. Ao longe vi Jungkook conversando animadamente com Hana e o gerente Kim, ao menos ele encontrou apoio e a amizade de duas pessoas boas.

Não quis interrompê-lo, desde que soube por alto a perseguição que senhorita Im vem fazendo com ele, passei a me manter afastado para protegê-lo. A pessoa que me deu tal informação disse para manter segredo, no entanto, relatou a humilhação que ele sofreu em seu primeiro dia.

Senhorita Im foi repreendida indiretamente por isso, deixei a encargo do setor de recursos humanos para lhe repassar as regras de boa convivência na empresa. A ômega teve uma nova chance, e desde então não tenho tido mais queixas a seu respeito.

Não vou negar, senhorita Im tem um ótimo currículo e uma visão incrível sobre marketing. Suas indicações foram motivos o suficiente para me fazer escolhê-la no processo seletivo, mas começo a me perguntar se fiz o certo. Sua conduta pessoal muitas vezes acaba denegrindo sua imagem profissional, ações antiéticas que agridem a moral de qualquer funcionário.

Assim que cheguei em minha sala, pude ver senhor Cho organizando as pautas da reunião. Apenas o fechamento de mais uma grande parceria, uma forte aliada para o novo sistema que quero implantar no grupo Park. Estive em conversa com este investidor em Londres há um tempo, agora nos encontramos de igual para igual. Líderes de duas grandes organizações.

– O senhor retornou cedo, o que houve?

– Eu estava a ponto de vomitar a refeição que nem sequer comi. – ele me encarou confuso. – Pelo amor de Deus, precisei dar um basta logo no início.

– Sua mãe vai retornar espumando em alguns minutos. – senhor Cho respondeu deixando uma risada discreta escapar.

– Acredito que não. Ela deve me esperar chegar em casa, ao menos lá ninguém presencia o filicídio¹. – acabei rindo da minha própria piada. – Enfim, acredito que eu deva procurar outro canto para morar.

– Ela não vai te colocar para fora.

– Senhor Cho, pelo bem da minha saúde mental, eu preciso de um apartamento para viver sozinho. – expliquei tentando controlar meus nervos. – Ah, não marque outro compromisso como esse, por favor.

– Sim, senhor. – ele respondeu ainda com o tom bem humorado em sua voz.

– Me desculpe pela conduta imbecil da minha irmã mais cedo, não faz ideia quanto senti vergonha naquele momento.

– Trabalho a tempo demais nessa empresa para reconhecer o temperamento da senhorita Park. Vai por mim, o que o senhor presenciou hoje não foi nada. – disse ele sem demonstrar estar afetado. – De certa forma, sinto feliz que não seja como elas, e obrigado por me defender.

– Não fiz mais que minha obrigação, senhor Cho. Não vou aceitar que aquela duas continuem agindo dessa maneira.

– Só queria ser uma formiguinha para presenciar a rotina terrorista dentro de sua casa. – o mais novo riu, também me arrancando uma gargalhada após aquela comparação.

– Senhor Cho, se uma cobra morde uma daquelas duas, a coitada morre envenenada. – ele riu ainda mais do meu comentário. – Enfim, vamos logo para essa reunião.

– Sim, senhor.

Então ele me acompanhou. A todo momento me auxiliou naquela reunião, o único problema foi que me estressei mais por conta de alguns impasses do tal investidor. Nada que uma boa conversa não resolva, mas essa ficou marcada para um próximo encontro.

Quando voltei para minha sala cerca de três horas depois, tudo o que eu queria era um pouco de café. Levantar os ânimos com cafeína, foi um vício que adquiri nos últimos anos da universidade.

Eram por volta de seis da tarde, quando todos os funcionários já haviam ido para casa ou se reunir em um pub qualquer, que me vi no impasse se ia ou não para minha casa. Enfrentar senhora Park de uma vez, ou esperar um pouco mais e chegar bêbado para ver se ela tem um pouco se piedade?

De certo modo, assim que senhor Cho se despediu me desejando um ótimo fim de semana, e foi embora me deixando finalmente sozinho, voltei a ligar o computador e me ocupar com o contrato que estava fazendo antes. Agora entendo motivo que levava meu pai a se afundar no trabalho, praticante vivia o inferno dentro de sua própria casa.

– Com licença, senhor Park. – estranhei ao ouvir a voz de Jungkook assim que a porta se abriu. – Vim te entregar uns documentos e...

– São quase sete da noite, o que ainda faz aqui? – questionei tentando entender aquilo, principalmente ao ver a pilha de documentos em suas mãos.

– Bom, eu estava terminando de revisar estes documentos que senhorita Im pediu antes de ir embora. – o ômega os colocou sobre minha mesa. – Ela pediu que os trouxesse para o senhor quando terminasse.

– Jungkook, estes documentos são confidenciais, nem sequer deveriam estar expostos na sua recepção. – seus olhos arregalaram pelo medo. – A revisão de todos eles é função de sua superior, ela não deveria ter jogado essa responsabilidade para você.

– Eu vou ser demitido?

– Não, mas ela vai caso não tenha uma boa explicação para isso. – Voltei o meu olhar para os relatórios e contratos ali. – Santo Cristo! Essa mulher é louca.

– Bom, então eu vou indo. Não posso perder o próximo ônibus. Tenha uma boa noite, senhor Park.

– Ei, espera. Posso te dar uma carona. – ofereci perdendo o total interesse em minhas tarefas.

– Não quero atrapalhar o senhor. – respondeu todo tímido.

– Eu já havia encerrado aqui, não se preocupe. – disse aproveitando para desligar tudo.

Logo tranquei a sala e o acompanhei para fora da empresa. Nada mudou desde a última vez que nos vimos, exceto nele que parece ter ganhado alguns quilos e aparenta estar com a imagem mais saudável. Acredito que esse trabalho esteja fazendo bem não apenas à sua família.

Enfim, enquanto ia buscar o carro no estacionamento acabei lhe deixando escapar que estava com fome, no entanto, não o chamei para jantar. Fui eu quem recebi esse convite, mas ele tinha apenas uma condição, que fossemos em um restaurante que coubesse em seu orçamento.

Não vi problema algum, apesar de que o estabelecimento ficava no caminho oposto de nosso trajeto de volta. Um local pequeno, porém, muito movimentado. Ao menos me apaixonei pela comida, a senhora parecia ter mãos de fada na hora de temperar aquelas carnes e a salada.

Estranhei também quando o mais novo solicitou uma garrafa de soju e dois copinhos, me serviu como é costume dos mais jovens. Bebemos juntos a primeira dose, apesar de que a careta que ele fez me arrancou uma baixa risada.

É incrível como o contraste é diferente, a refeição de mais cedo foi estressante e em partes indigesta. O jantar com ele está sendo animado, além de me tirar qualquer estresse.

Não sei dizer se é por sua simples presença, ou pela falta que ele me fez nos últimos dias. Nesse momento, me encontro admirando um garoto que luta contra tudo e contra todos para se defender, ama sua família acima de tudo, e são essas fraquezas que o tornam tão inocente.

– Está gostando do trabalho, Jeon? – indaguei, logo percebendo ele abandonar os hashis para me dar atenção.

– Sim. Com meu primeiro salário eu paguei algumas contas de casa e comprei presente para meus pais. – disse ele sorrindo orgulhoso, difícil não se encantar com aquela aura. – Um casaco novo para minha mãe e um par de luvas para meu pai evitar ferir as mãos enquanto trabalha.

– E para você? Não comprou nada?

– Eu tenho tudo o que preciso, senhor Park. – respondeu apenas confirmando a hipótese de que está se sangrando por aqueles que ama. – Apenas precisava de um casaco novo, mas deixei para o próximo mês.

– Entendo.

Aquela conversa voltou para um rumo animado, até perdemos as horas em meio a gargalhadas e diversão. Quando nos assustamos, já se passavam de dez da noite, bem além do horário que o garoto normalmente está em casa.

Jungkook foi quem pagou a conta, não aceitou sequer dividi-la. Apenas observei o ômega conviver com sua independência, animado por conseguir pagar um ótimo jantar para o chefe.

Apesar de um pouco fria, a noite estava tão linda com o céu coberto de estrelas. Naquela rua já quase sem movimento o encarei, achei a coisa mais bela diante dos olhos. O cabelo maiorzinho, o corpo trêmulo pelo frio e o sorriso inocente.

Não teve como me segurar, tão pouco medir consequências. Quando percebi já havia encurralado entre meu corpo e a lateral do meu carro, senti suas mãos espalmadas em meu peitoral, ele estava assustado, mas em momento algum fez questão de me barrar.

Ainda movido àquele momento, sussurrei um pedido de desculpas antes de unir nossos lábios. Não procurava um selinho, tão pouco roçar. Queria um beijo de verdade, deseje isso, e logo fui correspondido.

As mãos de Jungkook deslizaram para a parte posterior de seu pescoço, enquanto as minhas ficaram uma em sua cintura, e a outra acariciando seu resto respectivamente.

Quando finalmente nos afastamos, ofegante e ainda surpresos, juntei nossas testas. Jungkook permaneceu de olhos fechados por um tempo, evitando me encarar para não aumentar o rubro se suas bochechas. Fofo, extremamente fofo.

– Me desculpe por isso, não resisti.

– Senhor Park, não se desculpe por algo pelo qual também estive esperando. – ele murmurou ainda de olhos fechados, talvez por medo ou vergonha de me encarar. – A menos que tenha se arrependido e...

Novamente o calei com um beijo, e fiz questão de ser mais intenso desta vez. Com a forma que apertei sua cintura fina e o trouxe para mais perto, o jeitinho envergonhado que lhe provoquei um gemido, ou até mesmo a forma com a qual me vi feliz quando fui correspondido.

Quando novamente nos separamos levei uma das mãos até seu rosto, aproveitando para observá-lo enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha. Jungkook me encarou, estava absorvendo aquela carícia sem reclamar, mas fofa mesma estavam suas bochechas com aquela tonalidade.

– Apenas... Apesar, por favor... Não faça mais isso. – ele pediu, aquilo me deixou confuso, mas no mesmo instante me afastei.

De certa forma não fiquei com raiva. Apenas abri a porta do carro para ele, e durante todo o trajeto o silêncio reinou no veículo. A todo instante teorias apareciam em minha mente, queria saber o motivo que o fez reagir bem a cada beijo, mas agora recuar dessa maneira.

Eu preciso de uma resposta para manter a minha paz, ainda que essa me doa por algum tempo. Confesso que Jeon foi o primeiro, em um período de dois anos, a me despertar interesse dessa maneira. Apenas não sei dizer se a culpa é de seu jeito fofo, ou por não ser destemido e sempre querer enfrentar o mundo.

Assim que paramos em frente à sua casa, ele agradeceu pela companhia no jantar e pela carona, mas eu não poderia deixá-lo ir daquela maneira. Ao menos não sem ter o conhecimento do que de fato o fez mudar de ideia.

– Jungkook, não me deixe no escuro, por favor. – suspirei ao vê-lo desviar o olhar. – Você não gostou do beijo, certo? Apenas correspondeu por educação?

– Eu gostei, senhor Park. – sua voz saiu fraca. – Eu apenas... Apenas quero evitar qualquer tipo de conflito com as pessoas de sua família. Já não basta o preconceito fodido que meus pais sofrem todos os dias, não quero dar mais motivos para eles se preocuparem. – o mais novo me encarou com o olhar cheio de lágrimas. – O senhor é uma pessoa incrível, vai encontrar alguém à sua altura. Me desculpe, mas eu não sou a melhor pessoa para estar ao seu lado.

E foi assim que ele se despediu. Sussurrando em seguida um boa noite e se curvando antes de me deixar ali sozinho. Jungkook não se virou para me observar, mas o vi limpar as lágrimas pouco antes de entrar em casa.

Então é assim que as coisas funcionam? Assim que ele se sente em relação a mim? Pelo que pude perceber, nestes três meses – ou mais – que nos conhecemos, também despertei sentimentos nele. O único problema sempre foi e sempre será as pessoas nojentas que me cercam.

Estar com Jeon essa noite, foi tudo o que precisei para salvar toda uma semana de estresse. Apenas um jantar simples, uma conversa boba e diversas risadas. Queria muito que momentos como esse se repetissem, mas devo atender seu pedido e me manter afastado para sua segurança.

Minha noite se encerrou ali, mas não da forma que eu esperava. Pois depois de tudo aquilo, durmo entristecido imaginando quando todos eles vão parar de interferir em minha vida, mesmo que de maneira indireta.

Por quê, coração? Por que sempre bate mais forte por aquilo que nunca vou ter?


Notas Finais


[1] é o ato deliberado de uma mãe ou pai a matar o seu próprio filho ou filha. A palavra filicídio latino deriva do latim palavra filius que significa “filho” ou filha, acrescentado do sufixo -cide significado para matar, assassinato, ou a causa da morte;

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Beijos e até o próximo capítulo! <3


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