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História Love Me Again - Capítulo 1


Escrita por: MrsOtosaka

Notas do Autor


Eis eu aqui! Com uma nova fanfic! Não me julguem ksksksks não tinha como não fazer uma fanfic com uma idéia que surgiu quando eu estava lavando a cozinha

Capítulo 1 - Arrependimento


Orihime tinha uma vida perfeita, um irmão amoroso e um lar caloroso. Sua família era considerava importante por todo oo Japão, pois além de ser tradicional, ela ainda era rica.

Por mais que fosse apenas ela e o irmão, Orihime ainda era feliz. Seus pais morreram quando jovem, mas seu irmão estava ali para reconfortar ela. Seria muito difícil para ela caso ele não estivesse, porém o pior aconteceu e seu irmão acabou falecendo quando Orihime tinha 18 anos por conta de uma doença.

Embora sempre tivesse tido tudo, ela nunca deixou de ser alguém doce e gentil. Mesmo depois da morte de todos, ela ainda mantinha aquele sua forte personalidade.

Sendo agora só ela, a mesma não fazia idéia do que faria com os negócios da família, mas daria tudo de si para levar em diante isso. Mas um certo dia, um homem bateu em sua porta, ele se dizia ser amigo de seu irmão.

— O... Que é isso?...

Orihime olhou para o papel em sua mão, era mais um documento dizendo sobre um casamento arranjado entre ela e o homem. A ruiva estava com suas mãos tremendo e olhando aquilo incrédula, não sabia que seu irmão tinha lhe arranjado um casamento sem sua permissão.

Ela sabia que seu irmão estaria preocupada com ela ficando sozinha no mundo, mas não imaginava que ele iria lhe arranjar um marido! Sora, seu irmão, ficou doente de um dia para o outro e ficou de cama por longos meses, talvez ele tivesse arranjado um casamento para ela nesses meses pensando que ele não iria sobreviver.

Era algo totalmente surreal para ela! Porém ela teria que se casar de um jeito ou de outro.

Claro, isso não teria problema para ela exceto por uma coisa... Orihime já tinha alguém em seu coração e era seu amigo de infância, Kurosaki Ichigo.

A ruiva sempre sonhou que um dia iria se casar com ele e mais ninguém, mas seus sonhos e planos foram por água abaixo graças à esse seu novo marido. Ela estava arrasada com isso, um casamento sem amor... Ela jamais desejou isso.

Vivendo agora na mansão de seu marido, Kano Ashido, ela sempre se via sozinha, mas ela escolheu isso. Desde que se casou, falou para Ashido que ela não poderia dar amor e nem carinho para ele, pois estava apaixonada por outra pessoa.

Orihime de um lado e Ashido de outro, eles mal trocavam cumprimentos diários e isso quando ele ficava em casa. A família Kano também era importante no Japão, a junção e sua família com a família Inoue o trouxe mais poder, porém mais responsabilidades.

Na mídia, eles eram um casal perfeito, mas apenas em fotos e revistas, ninguém nunca sabia a real verdade. E por mais que ela amasse outro homem, ela nunca iria trair seu marido, era contra seus princípios.

Ela não chegou a compartilhar um dia sequer a cama com Ashido, já que também exigiu um quarto separado. Eles não levavam uma vida de casado. Ela ignorava seu marido, enquanto sentia falta daquele que amava e ele parecia ignorar ela também.

Não existia amor entre eles e nem mesmo uma amizade. Os empregados que trabalhavam na casa estavam acostumados com esse estranho casamento. Orihime se tornou fria e fechada, estava na cara que ela era infeliz.

Tudo o que ela queria era viver feliz com seu amado, mas até ele se casou com outra pessoa e seguiu em frente. Isso fez alimentar mais ainda o ressentimento contra seu marido.

Foi assim que o casamento deles durou 8 anos, mas do mesmo jeito de seu irmão, Orihime adoeceu da noite para o dia. Sua situação ficou tão grave que ela nem sequer conseguia abrir seus olhos.

Em uma cama de hospital foi seus últimos meses, mas não sozinha.

— Por que....? Por que... você está fazendo isso? — Pensava ela sentindo cada vez mais um suave calor em sua mão.

— Por favor... Melhore... — Ashido segurava a mão da esposa com força, enquanto implorava pela melhora dela. — Eu faço qualquer coisa...! Por favor, não me deixe!

Por mais que ela não conseguisse abrir seus olhos, ela conseguia escutar tudo ao se redor, ela estava consciente ainda. O que ela estava escutando agora, era o que escutava todo santo dia.

Ele não a odiava? Por que estava fazendo tudo isso por ela? Ele não deveria está ali! Mas... Quem deveria? Seu amado? Ele nunca sequer a visitou. Ashido estava no hospital dia e noite, podia se dizer que aquela era a casa dele agora. Ele era o único ao lado dela, sempre segurando sua mão e rezando pela sua melhora.

Foi transferida para os melhores hospitais do mundo, tudo para tentar trazer alguma melhora para ela.

Hoje era mais um dos dias em que ela estava em uma cama de hospital. Ashido lia em voz alta um de seus livros preferidos, ele fazia isso sempre. Era incrível como ele sabia exatamente das coisas que ela gostava.

— Se você melhorar, eu comprarei a coleção toda desse romance que você adora. Não. Melhor ainda... — Ele fechava o livro e cruzava os braços deixando o livro em seu colo na poltrona.

Orihime que escutava, ria internamente, pois ele sempre prometia muitas coisas para ela, mas ela sabia que ele lembrava de cada promessa e que iria as cumprir quando se levantasse da cama desse hospital.

Ashido se tornou alguém extremamente importante para ela. Ele trouxe de volta a garota doce e gentil que ela sempre era. A Sua personalidade que tinha uma imaginação fértil que nem de uma criança estava presente nela agora. Seu maior desejo agora era se recuperar e ser a esposa que ela sempre deveria ter sido.

— Eu comprarei o autor, assim ele fará livros apenas para você! — Disse ele fechando os olhos e sorrindo.

— Apenas para mim...? Eu... irei cobrar... — Disse Orihime com uma voz fraca.

Ashido abriu os olhos totalmente assustado ao escutar a voz da esposa. Ele se levantou deixando cair o livro no chão.

— O-Orihime...! — Ele rapidamente ficou ao lado da cama dela. Seus olhos rapidamente se encheram de lágrimas.

Ela finalmente conseguiu abrir seus olhos. Olhava para Ashido como se nunca tivesse o visto antes. O rosto fino, seus cabelos espetados da cor de um castanho avermelhado e seus olhos com íris preto-escuro. Ela o admirava como se ele fosse a mais bela obra de arte.

Ao abrir seus olhos, a primeira coisa, a primeira pessoa que ela queria ver era ele e estava feliz por isso. Sorria fracamente para ele. Não sabia desde quando ele tinha se tornado o único desejo dela, mas agora isso jamais iria mudar para ele.

Porém, os aparelhos começavam a apitar, fazendo Ashido dar um sobressalto. Ele se apressou e correu até a porta do quarto branco que ele sempre decorava com as flores favoritas dela.

Orihime levantava a mão, estava usando suas últimas forças nesse gesto. Ela sabia que se fechasse os olhos agora, ela jamais iria acordar de novo.

— A-Ashido... — Ela sussurrava o nome dele com a voz fraca.

Os médicos inundaram a grande sala em questões de segundos, eles estavam todos desesperados, mas não mais que seu marido que lutava para ficar na sala com ela.

Os enfermeiros seguravam Ashido e queriam que ele se retirasse rapidamente, mas ele não iria abandonar sua esposa, ele nunca fez isso e não faria agora.

— Eu... — Os olhos de Orihime se enchiam de lágrimas. Ela não iria conseguir pedir perdão para ele por todas as coisas que ela fez para ele.

Ele a amava todo esse tempo e ela nem ao menos olhava para ele. O arrependimento que batia nela era tão grande que um buraco em seu coração tinha se formado. Ela se perguntava quantas vezes tinha partido o coração dele com palavras e atitudes frias. Quantas vezes ela fez o coração dele sangrar quando ela o ignorava? Não tinha como ser perdoada por essas coisas horríveis.

Ainda com sua mão esticada, Ashido começou a esticar a sua como se quisesse alcançar sua esposa... Só que foi tarde demais. Quando a mão de Orihime caiu e seus olhos se fechavam soltando suas últimas lágrimas. Os aparelhos anunciavam sua morte.

A última coisa que Orihime pensou foi na vida feliz que ela abriu mão por conta de seu egoísmo. Ashido nunca fez nada de ruim para ela e apenas se mantinha distante como ela queria... Tudo era culpa dela e de mais ninguém.

— Se eu... Se eu pudesse ter uma outra vida, eu certamente faria tudo diferente por você...

E sua mente ficou totalmente escura. Porém como um pesadelo em uma noite de sono, ela abria os olhos desesperada e se sentava na grande cama por reflexo.

— Hã?...

Orihime respirava ofengate. Ela estava toda suada e assustada.

— Eu... estou...

A ruiva olhava para sua mão, para o seu corpo. Não usava nenhuma roupa de hospital, ao contrário, usava uma de suas camisolas. O sol que batia de sua janela na cama a fazia colocar a mão em seu rosto por reflexo, para cobrir seus olhos da luz.

— Eu tenho certeza que isso não é um hospital...

Depois de se acostumar com a luz, ela olhou ao redor e conseguiu rapidamente reconhecer o quarto em que estava.

— É o meu quarto!

Rapidamente se levantou da cama. Sim, aquele era seu quarto. Como não iria reconhecer seu quarto? Em sua mente, ela pensava que tinha se recuperado e voltado para a sua casa.

— Ah, Ashido!

Se lembrava do marido e via o celular no criado mudo que ficava ao lado de sua cama, mas ao pegar o celular e ao vê-lo, ela achou estranho... Pois aquele não era seu celular, era antigo demais para ela. Ignorado esse fato, ela ligava o celular.

Orihime caiu sentada no chão e o celular bem em sua frente. Não podia acreditar no que estava vendo.

— Eu... Eu estou...

Rapidamente se levantou do chão e correu até o grande espelho que tinha em seu quarto. Se surpreendeu ao ver que estava mais nova que o normal. Olhando melhor o seu quarto, a decoração dele era um pouco mais antiga que a sua nova.

Se tudo estivesse certo, ela tinha voltado 7 anos no passado.


— Senhora? Está tudo bem? — Perguntava a empregada que tinha lhe servido seu café da manhã.

— S-Sim... Está... — Respondia ela nervosa.

A ruiva ainda não conseguia acreditar no que estava acontecendo, ela pensou que era um sonho e então se beliscou, mas isso apenas a machucou e ela desde que acordou tentava aceitar que voltou no tempo.

— Será... Que foi Deus? Ele me mandou de volta para consertar meus erros? — Pensou ela.

— A senhora está assim pela chegada do patrão? — Perguntou a empregada.

Orihime quase engasgou com a comida. Ela se lembrava muito bem da primeira longa viagem de negócios que Ashido tinha feito. Ele voltou antes do aniversário de 20 anos dela.

— Ele voltou para comemorar meu aniversário?... — Ela pensava com um olhar triste. Ashido tinha feito tanto por ela e ela retribuiu isso com total ingratidão... Mas isso seria diferente agora.

— Meu marido ainda não chegou, certo? Eu irei buscá-lo no aeroporto! — Disse Orihime decidida.

A empregada tomava um susto com o que ela dizia, mas logo seus olhos se enchiam de emoção, pois imaginava que seus patrões iriam finalmente se acertar. Todos da casa sabiam que eles estavam distantes, mas Ashido viajou e ela ficou sozinha, imaginavam que eles fariam as pazes e iriam ser um casal normal.

No carro, Orihime começou a ficar nervosa. Ela trocou de roupa umas 10 vezes, apenas para tentar parecer bonita para o mesmo. Agora com uma chance nova, ela se dedicaria à única pessoa que jamais a abandonou.

— Madame, chegamos. — Disse o motorista abrindo a porta do carro para ela.

Se surpreendeu com o mesmo, ficou perdida em pensamentos que o tempo passou tão rápido. Ela saiu do carro e entrou no aeroporto. O motorista ficava ao seu lado, enquanto esperava pelo desembarque de Ashido.

— Oh, ele está bem ali. — O motorista apontava para um homem que estava andando falando no celular.

Ashido usava um terno e vinha carregando sua mala. Nesse momento, era como o mundo de Orihime tivesse parado, sentiu uma grande vontade de chorar na hora.

— Eu realmente... realmente ganhei uma segunda chance! — Pensou ela deixando seus olhos se encherem de lágrimas. — Ashido! — Gritou ela saindo correndo em direção à ele.

Ashido que até então não tinha a visto, olhou para a mesma que vinha correndo em sua direção com um olhar surpreso.

— O que... você está fazendo... — Ele não conseguia nem mesmo terminar de falar, Orihime o abraçou com tanta força que ele deixou seu celular cair no chão.

— Ashido! — Chamava o nome dele, enquanto chorava.


Notas Finais


Se eu falar que chorei escrevendo isso... acreditaram? Tô lagrimando até agora.

Bom, Orihime precisa aproveitar bem essa chance! Não é todo dia que se volta para o passado.


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