História Love Me Anyway - Capítulo 29


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Alura Zor-El, Cat Grant, Hank Henshaw, James "Jimmy" Olsen, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Samantha Arias (Reign), Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Agentreign, Comedia, Danvers, Drama, Kara, Karlena, Lena, Luthor, Psimra, Reign, Romance, Samanthaarias, Spoiler, Supercorp
Visualizações 1.827
Palavras 7.938
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, LGBT, Luta, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VOLTEEEEEI!
Boa leitura.

Capítulo 29 - Lena Always Get What She Wants


Fanfic / Fanfiction Love Me Anyway - Capítulo 29 - Lena Always Get What She Wants

- COMO ASSIM?!

- EU NÃO SEI!

- COMO ASSIM NÃO SABE?

- NÃO SABENDO!

- ALEX!

- POR QUE ESTAMOS GRITANDO?! - gritou Alex por último.

Kara percebeu que estava em seu local de trabalho, Alex fechou a porta e ficou diante da irmã.

- Acordamos e simplesmente estávamos flutuando. Sam enlouqueceu achando que poderia ser Reign se manifestando novamente - Alex estava séria e Kara sabia que era um assunto delicado - Eu descartei essa possibilidade imediatamente porque eu não queria ela pensando em algo assim, mas eu não sei Kara… E se Reign realmente não tiver ido totalmente?

- Sam é uma kryptoniana Alex, mesmo com Reign fora de alcance, Sam não deixaria de ser kryptoniana - Kara já não parecia a mulher histérica de minutos atrás.

- Depois de tudo o que ela passou com Reign, Sam não pode voltar ao que era. Eu estaria preparada para tudo, eu lutaria contra Reign quantas vezes fosse preciso, mas eu não iria querer o mesmo para Sam. Ela não pode passar por isso de novo, Kara.

Kara sorriu, uma das coisas que ela mais admirava em sua irmã era esse modo como Alex lutaria contra o mundo para aqueles que ela ama não precisasse fazer o mesmo.

- Por que está sorrindo? Eu contei alguma piada por acaso?

Kara puxou a irmã pela a mão e a abraçou, ela a segurou por um tempo e depois a soltou, Alex colocou uma mecha de cabelo para trás, seu olhar ainda era de preocupação.

- Eu não acredito que ainda veremos Reign - disse realmente apostando em suas palavras - Eu achei que logo após Reign, Sam permaneceria com os poderes. Não sei porque demorou tanto.

- O que eu devo fazer agora? Comprar uma capa e uma máscara para ela?

Kara gargalhou.

- Faz alguns testes para ter a certeza de que não há sinal de Reign no DNA de Sam. Depois disso a ajude a entender seus poderes, você já está acostumada em lidar com pessoas assim.

- Eu fui uma idiota com você no começo.

- Mas você também esteve ao meu lado em todos os momentos. Não será diferente com Sam, ter poderes pode ser incrível, mas é assustador também.

- Você poderia conversar com ela? Acho que ela ficaria mais segura falando com alguém que tem esse tipo de poder, sabe? E além do mais ela e você são praticamente da mesma família agora, então estaria tudo em família.

Kara sorriu e concordou.

- Claro, eu vou mostrar à Sam que não é tão ruim assim ter poderes, aposto que ela vai adorar voar, ela sabe voar certo? - Kara já estava se empolgando e Alex levava isso como algo bom.

- Ela certamente me deixou nas nuvens - comentou para si, porém esquecendo da super audição da irmã, mas Kara não pareceu entender o que a agente havia dito.

Alex sorriu, um sorriso mais aliviado. Ela sabia que de todas as pessoas Kara seria a única capaz de mostrar com clareza uma saída, ou ao menos uma forma de deixá-la mais calma.

- Mudando de assunto, sua namorada realmente me assustou.

- Qual é Alex, como se eu não tivesse sido traumatizada algumas vezes por você e Maggie - Kara voltou para sua mesa e pegou do chão todos os objetos que havia jogado para dar espaço à Lena.

- Eu não estou falando dessa cena que vai me levar a terapia. Estou me referindo ao monstro ciumento que apareceu em sua casa, ela falou algo sobre você ter passado a noite com uma presa e essas coisas. Ela estava wow!

Kara sorriu envergonhada, ela sabia que não deveria sorrir disso, mas era inevitável não reagir dessa forma ao imaginar Lena com ciúmes.

- De quem ela estava falando? - questionou curiosa. Alex puxou uma cadeira e sentou diante da loira.

- Eu não fiz… você sabe, eu não, eu e - Alex viu o rosto da irmã ficar vermelho e a agente gargalhou - Ela é só uma amiga, o nome dela é Helena.

- É melhor essa Helena não ter nenhuma intenção sexual com você porque eu não tenho ideia do que sua namorada poderia fazer - Alex não conseguia usar o termo “ex" para as duas, ela sabia que era apenas questão de tempo e formalidades.

- Ela é só uma amiga.

- Era o que você costumava de dizer sobre Lena Luthor, mas ei, eu não estou sugerindo nada. Você sabe que eu sou apenas de um time.

- É, eu sei. Do time que gosta de mulheres.

- Eu iria dizer time SuperCorp, mas vocês se encaixam nisso também então - Alex deu de ombros e isso fez Kara girar os olhos.

Antes que aquela conversa pudesse continuar o celular de Alex tocou, a agente levantou da cadeira e Kara ficou preocupada com a rapidez após a notificação do celular.

- Algo importante? - perguntou também levantando.

- Sim, Sam sente minha falta - disse sorrindo feito uma boba.

Kara gargalhou alto, ela jamais poderia imaginar que sua irmã ficaria tão boba assim por alguém, ela realmente teria que agradecer Sam por isso.

- Vejo você depois - Alex se aproximou e carimbou um beijo no topo da cabeça de Kara, para só então sair da sala de sua irmã.

Alura fechou os olhos em frustração, ela não era de gritar ou deixar todos sabendo que ela poderia sentir algo que a fizesse explodir, então aquele era seu modo de se manter sã, fechando os olhos e tentando respirar fundo e devagar.

A mulher estava em um dos laboratórios do DEO, ela lia as escrituras de um dos livros de Krypton, porém nada que lhe ajudasse. Brainy estava na mesma sala, ele observou a mulher e sem saber exatamente o que fazer, ele resolveu se aproximar, o jovem levou sua mão em direção ao ombro da mulher, porém parou no meio do caminho, ele pensou em sorrir e o fez, mas também desistiu, ele realmente não era bom em começar ou manter uma conversa com alguém além de Imra. Alura abriu os olhos e se assustou com a aproximação do jovem, ele deu um passo para trás e ela mostrou seu gentil sorriso.

- Posso ajudá-la em algo? Precisa que eu chame agente Danvers ou

- Não, querido. Eu estou bem - assegurou tocando em seu braço, a mulher suspirou e voltou a olhar para o livro sobre o balcão de experimentos químicos - É que não há uma resposta nesse livro, é meu povo, minha cultura, e eu não sei como ajudar minha filha.

- Estamos todos trabalhando nisso, Sra. Zor-El, em breve conseguiremos uma resposta e tudo voltará ao normal - Brainy se surpreendeu por está agindo daquela forma, talvez ele estivesse se acostumando com as ações humanas e sua compaixão e sensibilidade para com o outro - Se tem alguém que pode encontrar uma forma de produzir a kryptonita necessária essa pessoa é você, e certamente com a ajuda do maior gênio entre nós.

- Você? - questionou e Brainy sorriu orgulhoso.

- Gosto de como você pensa, entretanto estava me referindo à Srta. Luthor - o sorriso de Brainy cresceu e Alura pareceu pensativa ao ouvir o nome da jovem - Agora que o futuro foi modificado, posso falar, no futuro de onde Imra e eu viemos Lena Luthor foi um dos maiores gênios que a humanidade já teve, juntamente com Supergirl as duas foram os maiores símbolos de esperança e de inspiração.

- Você realmente acha que Lena seria capaz de conseguir produzir?

- Não vejo motivo para não conseguir - assegurou confiando na mente de sua maior ídola.

- Talvez Lena não seja a única Luthor a conseguir isso - Alura lembrou de seus tempos de prisioneira de Lillian Luthor, todos os testes, todas as pesquisas e torturas, Lillian sabia de mais coisas do que a própria Alura.

Alura saiu do laboratório deixando Brainy confuso, o garoto viu pela a porta aberta Imra e Psi passando por ali, as duas sorriam enquanto conversavam sobre algo, Brainy observou as duas e um sorriso quase que imperceptível apareceu em seu rosto.

Lena saiu do elevador, ela não sabia que horas já eram ou se tinha algum compromisso naquela manhã, ela tinha muito em sua cabeça para conseguir pensar em L-Corp, a CEO passou por sua assistente e nem ao menos deu bom dia, o que deixou Jess um pouco confusa, Lena jamais deixara de cumprimentar sua assistente, mesmo em seus piores dias. Jess imediatamente discou o ramal da CFO, e antes mesmo que pudesse desligar Sam saiu de sua sala com os mesmos documentos nos braços. A jovem sorriu para Jess e entrou na sala de Lena, Sam olhou bem para sua amiga e viu o claro estresse estampado na figura a sua frente.

- Eu odeio sua namorada, Sam - comentou Lena sentando em sua cadeira, ela suspirou e fechou os olhos por alguns momentos ainda podendo sentir os lábios de Kara contra sua pele.

Sam se aproximou não sabendo como responder aquele comentário. Lena abriu os olhos e olhou para sua amiga, Sam viu o quão corada Lena estava e se perguntou internamente o motivo daquela repentina coloração no rosto da CEO.

- Eu devo me preocupar?

Questionou.

Lena negou encerrando aquele tópico, Sam sentou diante da amiga e abriu a pasta com documentos.

- Então, como foi o fim de semana? - perguntou Lena querendo saber como havia sido o que Sam ansiava por tanto tempo.

A CFO deu um sorriso que mostrava sua alegria, era um sincero e ao mesmo tempo envergonhado, e isso fez Lena se sentir bem diante daquele frustrante começo de dia.

- Foi perfeito, acho que nunca consegui me sentir dessa forma com outra pessoa antes - os papéis em suas mãos foram esquecidos pela empolgação da CFO - Alex… - o sorriso de Sam era encantador, não havia como negar o quanto aquela mulher tinha sentimentos por uma certa agente - Ela é especial.

- Você merece Sam, somos amigas há um tempo e eu posso confirmar que nunca vi você tão feliz assim. Danvers pode ser inconveniente e até irritante as vezes, m

- EI!

Lena gargalhou.

- Mas ela é alguém incrível, vocês duas se encaixam perfeitamente e eu não poderia está mais feliz por vocês duas - concluiu Lena tirando a repentina irritação superficial de Sam. A CFO corou com o pensamento de sua amiga - Mas enfim, agora falando de negócios, o que tem para mim? - Lena olhou para os papéis que Sam ainda tinha em suas mãos e foi quando a mulher voltou à realidade.

- O baile de máscaras está chegando, ainda temos alguns nomes em pendência, você não me deu a resposta se eles serão convidados ou não, eu preciso fechar a lista dos gastos - Sam entregou os papéis para Lena e os olhos da CEO analisaram rapidamente aqueles números.

- É imprescindível que a segurança do local seja rigorosa, com tudo o que está acontecendo o que eu menos preciso é de algum caos em um evento como esse, dobre o número de seguranças e de vigilância ao redor do local do evento, máscaras serão usadas após a confirmação do nome na lista - informou entregando os papéis de volta para sua amiga.

Sam percebeu algo diferente em Lena, ela não sabia exatamente o que era, mas algo estava incomodando sua amiga mais do que os eventos atuais.

- Lena, há algo incomodando você…

- Minha família, e eles fazem isso desde o momento em que os conheci - respondeu como se estivesse preparada para aquela pergunta da amiga - Mas não se preocupe Sam, não é nada que eu não possa lidar.

Sam colocou os papéis na pasta e os deixou sobre a outra cadeira, ela continuou a olhar para sua amiga e Lena arqueou uma sobrancelha questionando aquele ato sem palavras.

- Eu sei que você não é boa em confiar em pessoas, mas como você disse, somos amigas há um tempo. Você esteve ao meu lado quando Reign apareceu, não desistiu por mais perigoso que fosse, eu estou aqui por você Lena, eu sei que sua família foi sempre sua maior batalha…

Lena não esboçou nenhuma reação, ainda era difícil de acreditar que ela tinha pessoas como Sam em sua vida.

- As vezes eu me pergunto se um dia isso tudo vai acabar, sabe? Eu conseguindo cortar meus laços familiares, por mais que eu queira odiá-los, parte de mim não consegue esquecer ou ignorar que Lex e Lillian são minha família, que apesar de lunático, Lex me ama - Lena não sabia ao certo porque havia falado aquilo, normalmente ela teria reprimido aquele pensamento, mas se viu sendo sincera com Sam.

- Eu entendo você, claro que nossas histórias não são tão similares assim, mas eu também me vejo dessa forma, por mais que Patricia tenha sido um monstro para mim ela ainda é minha mãe, temos um laço e por mais que eu tente, eu não poderia odiá-la por completo - Sam queria levantar e abraçar sua amiga, mas sua intuição dizia que Lena não estava tão disposta a isso - Eu sei que deve ser difícil, sua família ser inimiga mortal da mulher que você ama, mas você não é Lex, você não é Lillian, vocês podem compartilhar o mesmo sobrenome, porém não os ideais. Kara e você ficarão bem, vocês encontrarão uma forma de ficar bem eu tenho certeza disso.

Lena concordou e sorriu fraco, estava se segurando para não deixar suas lágrimas serem liberadas, ultimamente aquele tópico de conversa a deixava no limite de seus sentimentos.

- Agora eu preciso ir, eu tenho uma reunião escolar de Ruby para ir e Deus sabe se eu deixar Alex ir sozinha é capaz dela encontrar uma forma de prender a todos se falarem algo sobre Ruby - Lena gargalhou fraco sabendo que Alex realmente seria capaz disso - Eu volto depois do almoço ok?

- Sem problemas, não vou precisar de você até o período da tarde - informou para sua amiga e Sam concordou agradecendo por ter uma chefe tão compreensível como Lena.

Lena observou sua amiga sair da sala e voltou a pensar no que ela havia falado, em sua família, em Kara, na rivalidade entre os dois.

Lena viu o telefone tocar e o ramal de Jess aparecer na identificação, a mulher apertou um dos botões deixando a assistente se pronunciar.

- Srta. Luthor? Há uma mulher aqui pedindo para falar com você, ela informou que é a mãe de Kara Zor-El, e eu não sei exatamente se

- Jess, deixe-a entrar - informou cortando as dúvidas da assistente.

Lena imediatamente olhou em seu reflexo pelo o computador, levantou da cadeira, suas mãos foram rápidas ao tentar desamassar a leve curva indesejável de seu vestido, ela sentiu uma certa ansiedade e tentou sorrir sem parecer nervosa. Alura entrou na sala e seu sorriso iluminou o local, Lena poderia afirmar que aquele sorriso Kara havia herdado da mãe.

- Eu sinto muito querida, eu não queria interromper.

- Imagina, você não interrompeu nada - informou sorrindo, Alura se aproximou da mesa de Lena e a CEO apontou para uma das cadeiras - Por favor…

Alura sentou e Lena fez o mesmo, ficando diante da mulher.

- Conseguiu falar com minha filha?

Lena corou imediatamente ao lembrar de Kara e do que elas quase fizeram.

- Hum… É, nós, hum… Nós conversamos - Lena sentiu suas maçãs do rosto esquentar, ela agradeceu por Alura não ser capaz de ler mentes.

- Ótimo, eu já estava preocupada por vocês. Você parecia tão irritada.

- Estamos bem - afirmou tentando encerrar aquele assunto - Mas o que traz você até aqui?

Alura perdeu o sorriso, seu semblante sério deixou Lena preocupada.

- Eu não queria isso, eu não queria falar sobre isso, mas eu não consigo encontrar uma outra forma.

- Você está me preocupando…

- Eu aterrissei no planeta de vocês na mesma época que Kal-El, porém eu fui capturada, todo esse tempo eu servi de estudo e tortura, minha única forma de escape foi quando me tornei uma Destruidora de Mundos, mas durante todo esse tempo coisas foram tiradas e experimentadas em mim que eu jamais vou ser capaz de esquecer - Lena podia ver a dor nos olhos daquela mulher e isso a causava uma certa angústia.

Alura não queria colocar Lena contra a própria família, porém ela sabia que aquela mulher a sua frente era diferente dos outros Luthor’s.

- E isso me leva a acreditar que eles possam ter a fórmula para criar qualquer arma contra os kryptonianos, ou até mesmo algo que possa destruir Kara ou juntá-la com sua outra metade, de qualquer forma é poder demais contra nossa raça - Lena não precisava que Alura dissesse um nome, ela já imaginava quem poderia ser.

Lena tentou esconder a mágoa e a dor de si própria.

- Minha mãe - afirmou e Alura demorou alguns segundos para concordar com um balançar de cabeça.

- Eu sinto muito, querida. Eu não queria contar isso à você, mas algo me diz que você pode nos ajudar.

- E como exatamente eu poderia fazer isso? Convencendo minha mãe do contrário? Acredite Alura, eu já tentei, minha mãe nunca vai conseguir ver os kryptonianos como algo bom - Lena não estava sendo rude, ou indisponível para ajudar, ela só contava sua verdade.

- Ela deve ter essas anotações sobre os estudos que fez comigo.

Lena lembrou-se dos estudos que pegara, porém nenhum tão importante quanto Alura dizia ter sido usada para experimentos, foi então que Lena sorriu não acreditando que havia sido tão ingênua, era óbvio que Lillian não entregaria tudo.

- Eu vou ver o que posso fazer - assegurou e Alura sorriu - Ela já tentou, minha mãe já tentou destruir Kara, mas enquanto eu estiver aqui ela continuará falhando, eu jamais vou permitir que ela tenha sucesso sobre isso - Alura olhava para Lena com orgulho e a CEO teve certeza de que Lillian nunca a olhou daquela forma.

Alura levantou e Lena fez o mesmo, a CEO foi até a mulher e estendeu sua mão, porém Alura não aceitou, ela trouxe Lena para um abraço inesperado, demorou alguns segundos para Lena retribuir aquele gesto, um sorriso apareceu em seu rosto.

- Eu posso ver o motivo pelo o qual minha filha ama você - sussurrou no abraço - Você já faz parte da nossa família - ouvir aquilo de Alura fez Lena fechar os olhos e aprisionar suas lágrimas - Está tudo bem, querida. Você tem à nós - Alura parecia saber exatamente que palavras falar e a hora exata para dizê-las, Lena apenas continuou naquele abraço.

Kara estava parada diante de uma das muitas televisões de CatCo, o jornal local noticiava mais um ato heróico de Supergirl, eles apontavam o novo uniforme da jovem, as diferentes colorações, e até mesmo arriscavam dizer sobre sua personalidade, porém nunca imaginavam se tratar de uma outra Supergirl. Kara assistia tudo atentamente, até agora aquela sua versão não havia causado nenhum caos à população e a repórter tentou entender o que Black Supergirl queria com aquilo.

- Ela parece diferente - comentou Eve parando ao lado de Kara e olhando também para a televisão. Kara não respondeu, permaneceu calada - É quase como se fosse outra pessoa.

- Talvez ela seja - sussurrou.

Eve olhou para a repórter ao seu lado, Kara estava séria, o que era novo para Eve já que toda vez que via a jovem ela tinha um sorriso estampado no rosto.

- Outra pessoa ou não, ela está fazendo algo bom, está protegendo nossa cidade - disse não conseguindo parar de olhar para a bela imagem de Supergirl em seu uniforme preto e vermelho que estava congelado na tv enquanto o repórter falava algo.

- É, talvez você esteja certa - Kara parecia preocupada.

- DANVERS! NA MINHA SALA AGORA! - Kara suspirou ao ouvir o chamado de seu mal humorado supervisor.

- Se Srta. Luthor ouvisse alguém falando assim com você, certamente o colocaria para fora - o comentário de Eve fez Kara corar, a repórter sorriu envergonhada e caminhou em direção ao seu chamado.

Sam saiu de seu carro, os cabelos curtos voaram para trás com o vento daquele momento, porém não foi capaz de bagunçar os cabelos da CFO de forma que a deixasse preocupada em arrumá-los depois, a jovem caminhou até a entrada da escola, ela nem ao menos percebeu a moto de Alex estacionada sobre a grama da entrada. Enquanto caminhava pelo o local ela pôde ouvir algumas salas ainda tendo aula, a mulher tirou os óculos escuros e procurou o auditório do local onde geralmente acontecia as reuniões, enquanto se aproximava do local ela começou a ouvir vozes se sobrepondo, seus passos ficaram mais rápidos ao reconhecer uma das vozes, Sam abriu a porta do auditório e seus olhos pareceram crescer ao ver Alex diante da professora de Ruby, ela argumentava sobre algo enquanto articulava com suas mãos, quando Sam ouviu o famoso discurso sobre ser uma agente, foi quando resolveu intervir. Sam correu até a agente e tocou em seu braço, os poucos pais que estavam ali pareciam gostar do show que Alex estava dando, já a professora parecia horrorizada.

- Alex, Alex... Alex! - Sam ficou diante de Alex, e a agente tentou seguir para a professora, porém Sam impediu.

- Srta. Arias, vou pedir para vocês duas se retirarem - pediu a professora para a mulher mais sensata das duas ali.

- Claro, me perdoe por qualquer confusão, Srta. Day - pediu Sam não conseguindo olhar para os outros pais ali, apenas para a professora.

Alex falou algo inaudível, porém a professora conseguiu ler as palavras mudas de Alex, a professora abriu a boca horrorizada com aquilo, quando Sam voltou a olhar para Alex a agente sorriu como se não tivesse feito nada.

- Com licença, e novamente, me perdoe - pediu Sam envergonhada.

Sam segurou firme no braço de Alex e as duas caminharam para fora do auditório, não trocaram uma palavra, quando Sam fechou a porta atrás de si e pararam no corredor do local a CFO levou suas mãos a cintura e apenas aquele ato fez Alex entender que a outra precisava de respostas.

- Em minha defesa

- Você disse que se comportaria se eu deixasse você participar.

- Ela tirou Ruby do recital, Sam! Você sabe como isso é importante para Ruby, eu só estava argumentando amigavelmente.

- E quando o amigavelmente fez você subir no palco e gritar com a professora? E eu tenho certeza de que se eu não tivesse chegado a tempo você provavelmente iria dizer que prenderia a coitada - Sam queria está irritada, queria ficar chateada com o ato de Alex, porém só o que conseguia pensar era em Alex protegendo Ruby de qualquer mal, até mesmo quando não havia nenhum.

- Eu só estava enfatizando meu ponto, você sabe como eu entro no clima - Sam girou os olhos ao ouvir aquilo - Isso é homofobia - disparou Alex ainda irritada, Sam esperou a mulher continuar a desenvolver aquela afirmação.

- O quê?

- É homofobia, não deixar a filha de um casal homoafetivo participar do recital, isso é homofobia - ao ouvir aquilo Sam gargalhou alto esquecendo seu teatro de está chateada - É sério Sam.

- Vamos esperar a reunião acabar e você vai se desculpar com Srta. Day, e eu não me importo se você é uma agente, você vai ter que incorporar uma atriz para convencer aquela professora de que você está arrependida por ter discutido daquela forma. Eu não preciso de uma professora pegando no pé da minha filha por uma discussão com uma das mães.

Alex paralisou, ela não esboçava nenhuma reação e Sam achou estranho tal ato.

- Alex?

- Você… você… - Alex sentiu seu coração acelerar e por mais estranho que parecesse Sam conseguia ouvir claramente aquele som vindo de Alex - Você, eu… Ruby… Mãe? - as palavras soltas fez Sam ficar ainda mais confusa - Você se referiu a mim como uma das mães de Ruby… - afirmou conseguindo terminar a frase sem nenhuma confusão.

Sam sorriu.

- Bom, é o que você é agora. Você é a Irmã Danvers para Kara, a Agente Danvers para DEO e agora, Alex Danvers, a mais nova mãe de Ruby - Sam deu de ombros e quando menos esperou sentiu os lábios de Alex contra os seus.

Em outros tempos Sam pararia aquele ato por estarem no corredor de uma escola infantil, mas aquele era um ato de amor, e não deveria ser motivo de embaraçamento, então a CFO permitiu aquele beijo gentil.

Lena desceu do carro, ela deu ordem para seu motorista seguir e ele a obedeceu, a mulher olhou para a mansão a sua frente, ela tinha algumas memórias daquele lugar com Lex, em um breve momento se perguntou como seria sua vida se tudo tivesse sido diferente, ou se tivesse seguido os passos do irmão e ter se tornado a filha que Lillian sempre quis. Antes que Lena pudesse seguir para a entrada ela viu os portões se abrindo, ela sorriu fraco, claro que eles sabiam que ela estava ali. A jovem Luthor caminhou em direção a bela mansão, enquanto seus passos seguiam para o local ela sentia uma ansiedade, como se não soubesse exatamente o que esperar, ela subiu as escadas e quando finalmente ficou diante da entrada, a porta se abriu. Lex ficou parado diante da irmã, como sempre estava em sua melhor roupa, Lena se perguntou se era mais um dos hologramas do homem ou se realmente dessa vez ele estava ali. Lex sorriu, porém não se aproximou, ele esperava uma confirmação da irmã.

- Eu senti sua falta - comentou o homem - Essa mansão me traz boas memórias, lembro-me de diversas vezes você vindo até mim quando ninguém parecia te entender, era quando realmente estávamos em casa, a presença um do outro - ouvir aquelas palavras de Lex, fazia Lena se perguntar até onde o sentimento de seu irmão era verdadeiro.

Lena se aproximou do irmão e o abraçou, Lex sorriu e segurou sua irmã em seus braços, ele fechou os olhos e lembrou das diversas vezes que aquela cena se repetiu.

- Bem-vinda de volta, Lena. Você está em casa agora - sussurrou.

Não era holograma, era real, Lex estava ali e por mais estranho que pudesse parecer e até confuso, Lena conseguiu acreditar nas palavras do irmão. Lena não saiu do abraço, mas levantou seu olhar, e ao fazer isso ela viu Black Supergirl parada a alguns metros dos dois, seus braços estavam cruzados, sua roupa casual, a jaqueta preta sobre a camisa vermelha, e um sorriso confiante, Black Supergirl cumprimentou a CEO com um sutil balançar de cabeça como se entendesse o motivo da visita da mulher.

- Oh Lena! - Lillian passou por Black Supergirl e seguiu até seus filhos, ela parecia emocionada por ver a CEO.

Lillian tentou chegar até Lena, porém Lex na frente de Lena, como se não deixasse Lillian se aproximar da jovem. Lillian questionou seu filho com o olhar e como se conversassem por aquele meio, Lillian pareceu entender.

- Acho que todos nós precisamos ter uma conversa - informou Lex olhando para sua mãe.

Lillian concordou mesmo não gostando das ordens do filho.

- Sala de reunião - informou.

Lillian caminhou até o local e Lex se virou para a irmã, ele a observou como se procurasse algum machucado em Lena, mesmo isso sendo impossível.

- Eu não sei exatamente o motivo da sua visita Lena, mas eu quero que saiba que não importa o motivo, dessa vez vai ser diferente. Eu não vou abaixar minha cabeça para o que mamãe faz com você, ela não vai chegar até você - Lex sorriu e Lena ainda incerta concordou, era difícil não conseguir acreditar nas palavras do irmão - Te esperamos na sala - Lex caminhou deixando Lena sozinha com Black Supergirl.

Kara passou por Lena e fechou a porta causando um barulho desnecessário e assustando um pouco Lena, a mulher parou diante de Lena, a CEO não se atrevia a quebrar o contato visual com a loira diante de si.

- Me diga que não acreditou nesse teatro barato - a gargalhada debochada causou uma certa irritação em Lena - Eu sei que é difícil, mas não acredite neles, não importa o quanto você queira fantasiar o amor que eles dizem ter por você. Eles não se importam.

- Você não cansa de ser cruel?

- Eu só estou fazendo o que você quer Lena, estou sendo cem por cento sincera. A verdade dói demais, não é? Cuidado com o que deseja - Kara caminhou em direção a sala de reunião deixando Lena para trás - Vamos Luthor, não quero perder meu desenho animado favorito por causa dessa reunião!

Lena não conseguiu deixar de sorrir com a última sentença, ela caminhou seguindo os passos de Black Supergirl.

Alex passou pelos corredores do DEO, ela espalmou a porta e entrou na sala, J’onn havia chamado a jovem e Alex sabia exatamente os tons de J’onn e aquele chamado era algo importante. A agente fechou a porta atrás de si, J’onn parecia aflito, mas não a ponto de mostrar a todos, apenas aqueles que o conhecia bem sabia como ele agia.

- J’onn? - chamou preocupada. Alex se aproximou do homem.

- Eu recebi uma mensagem de M’gann, ela precisa de mim - informou preocupado. Alex concordou, porém havia algo mais.

- Claro, eu cuidarei de tudo enquanto você estiver fora, DEO pode ficar em meu comando por um ou dois dias.

- Esse é o ponto, eu não sei quando voltarei - aquelas palavras atingiram Alex de uma forma inesperada.

- Como assim J’onn? Do que está falando?

- M’gann precisa de mim, ela não tem ninguém a recorrer, ela me pareceu devastada, não sei se dessa vez será algo rápido como da última vez. Eu pretendo está ao seu lado até tudo ficar bem.

- Mas e se pai?

- Ele irá comigo, M’gann disse que ele será bem-vindo - informou - Eu sei que esse é o pior momento para fazer uma viagem dessas, mas o time que vocês têm aqui é melhor do que um mero marciano - J’onn sentiu um peso no peito ao ver o olhar magoado de Alex - Eu voltarei Alex, mas enquanto eu estiver fora eu preciso saber que DEO estará em boas mãos.

Alex concordou, ela sempre ficava no comando quando J’onn estava fora, dessa vez não seria diferente.

- Por isso estou nomeando você como Diretora permanente.

- O QUÊ?! J’onn, não! Eu não

J’onn sorriu e levou uma mão ao ombro de sua agente favorita.

- Quando eu voltar eu quero poder ter mais tempo como meu pai, e estou precisando seriamente descansar depois de tanto tempo no campo de batalha. Você é a melhor agente desse departamento e eu não poderia confiar em ninguém além de você para comandar esse lugar.

- Porque isso está parecendo uma despedida? - a voz de Alex entregava a vontade de liberar suas lágrimas.

- Não é, eu garanto - assegurou - Mas o que me diz? Posso chamá-la de Diretora Danvers?

Alex sorriu e concordou, a nova Diretora abraçou seu mentor e J’onn sorriu com aquele abraço.

- Quando você vai? - questionou saindo do abraço e enxugando rapidamente suas lágrimas.

- Hoje a noite, eu não quero me despedir de ninguém porque isso não é um adeus, eu voltarei em breve - Alex concordou, ela sabia como J’onn era como despedidas, mesmo aquela não sendo uma.

- Promete que se precisar de alguma ajuda vai encontrar alguma forma de se comunicar com a gente? - Alex não poderia deixar de se preocupar com o homem que havia se tornado um pai para ela.

J’onn depositou um beijo na testa de Alex.

- Eu prometo.

Lex falava algo, Lillian parecia interessada assim como Lena, porém a CEO conseguia facilmente ser distrair com a outra figura, Black Supergirl estava sentada de forma desajeitada na cadeira, suas pernas estavam sobre a mesa, e ela parecia tão entediada quanto um aluno diante de um palestrante sem didática, Lena tentou esconder o sorriso até que seu irmão chamou sua atenção.

- Lena? - Lex seguiu o olhar da irmã para Black Supergirl.

Lena voltou para o irmão e suspirou.

- Não adianta me contar uma história aqui Lex - informou Lena. Black Supergirl girou sua cadeira para poder olhar Lena, agora sim ela parecia interessada - Eu não preciso que vocês maqueie seus interesses, eu sei que tanto você quanto Lillian querem acabar com os Super’s.

Lex estava surpreso, ele olhou para sua mãe como se pedisse algum apoio, Lillian segurou seu olhar no filho para logo depois voltar para sua filha. Black Supergirl tinha um sorriso, ela não negava o tamanho de sua admiração para a mulher que falava.

- Eu estou cansada de tentar provar que o fruto pode cair longe da árvore, porém tudo o que eles veem em mim é uma cópia do que vocês dois construíram para nosso sobrenome - Lena alternou seu olhar entre Lex e Lillian - Eu estou cheia de passar por aprovações, eu estou cheia desta cidade, e para falar a verdade eu estou cheia de vocês - Lex não esperava por isso, ele não esperava a posição de Lena daquela forma - Então eu estou disposta a fazer um trato.

Lex olhou para sua mãe mais uma vez.

- E esse trato seria… - indagou Lillian curiosa.

- Eu ajudo vocês no que precisarem, estarei ao lado de vocês, se caso vocês obtiverem sucesso no que pretendem fazer, vocês irão sumir da minha vida, nunca voltarão a se aproximar de mim novamente, e eu quero meu nome fora de qualquer associação à vocês, inclusive com a morte de Superman - Lillian sorriu - E caso vocês falhem, eu também não quero está envolvida, eu não serei levada ao buraco com vocês.

- É isso que você quer ganhar? - questionou Lillian - Sua liberdade da própria família?

- Eu sou minha própria família - a resposta de Lena fez Black Supergirl perder o sorriso, era notável a dor daquelas palavras.

- E como poderemos saber se realmente está do nosso lado? - Lillian queria ter a certeza, na verdade ela já suspeitava que Lena estava sendo sincera, porém precisava ouvir.

- Eu poderia ter acionado todas as forças para essa mansão, porém não o fiz, isso deveria dizer alguma coisa - Lena não tirou seu olhar de Lillian, se sua mãe queria encontrar alguma mentira ela facilmente poderia negar com veracidade.

- Se você nos ajudar, eu dou minha palavra que você nunca mais verá Alexander ou eu, claro, se isso for realmente de seu querer.

- É o que eu mais quero - a afirmação de Lena fez Lillian sorrir, e foi quando Lena teve certeza do que Black Supergirl disse, eles não se importavam.

- Lena… - Lex já não estava de acordo e Lillian imediatamente olhou para o filho.

- Guarde para si Lex - ordenou - Você disse que não me envolveria nisso, olha onde eu estou agora - Lena levantou da cadeira e Lex se aproximou.

- Você sabe que eu amo você - sussurrou.

- Você tem um jeito estranho de amar - Lena pegou sua bolsa e olhou para sua mãe - Voltarei amanhã então começaremos seja lá o que você está planejando.

Lena caminhou para a saída e Lex a acompanhou.

Black Supergirl girou sua cadeira para poder encarar Lillian.

- Sua filha é WOW - comentou sentindo seu sexo pulsar depois de ver Lena em seu modo “cruel” - Como você se sentiria sobre ser avó de crianças meio kryptonianas e meio humanas? - questionou.

Lillian girou os olhos e passou pela a garota fazendo as pernas sobre a mesa descerem ao chão.

- Qual é? Podemos chamar uma delas de Lily em sua homenagem - Black Supergirl gargalhou alto quando a elegante Lillian Luthor mostrou seu dedo do meio para a kryptoniana.

- Lena, espera! - Lex segurou o braço da irmã e foi então que viu as lágrimas de Lena descendo de seus olhos furiosos - Eu sinto muito, eu sinto muito por você ter um irmão como eu, eu sinto muito por tudo Lena, mas eu não posso mudar, eu não consigo, eu não quero, já não existe esperança para mim.

- Eu não quero ouvir nada de você - Lena se soltou e começou a andar para fora do local, porém voltou para o irmão, ela o empurrou e ele aceitou o gesto - Você disse que estaria comigo, que nunca se tornaria uma Lillian, você disse que eu sempre teria a você. Eu amo você Lex e você não tem ideia da dor e decepção que eu estou sentindo ao olhar para você, tudo o que eu mais quero é ver você e Lillian longe de mim para sempre e se isso significa ter que trabalhar com vocês para conseguir isso, eu farei.

Dessa vez Lena caminhou e não voltou, ela enxugou suas lágrimas de raiva por aquela situação. Ao menos ela teve o que queria, ela estava dentro do plano dos dois e daquele lado ela iria implodir tudo o que eles planejam até ela finalmente conseguir ajudar Kara. Lena começou a caminhar pela aquela estrada, seus saltos a incomodavam, porém ela continuou. O vento repentino a fez fechar os olhos com a poeira da estrada.

- Foi um belo teatro lá dentro - Black Supergirl ficou ao lado de Lena - Até eu acreditei por um momento.

- Eu não menti, eu os quero longe de mim - informou não parando seus passos.

- Você não precisa deles - admitiu sem dar importância se Lena iria se irritar com aquela frase.

- Certamente também não de você.

- Você não precisa de mim - confirmou - Mas você me quer, o que é diferente e até melhor - Lena parou seus passos para olhar a cara de pau daquela mulher - Eu adoro quando você me olha assim como se quisesse me atacar.

- Eu não estou com humor para discutir com você - Lena voltou a andar e antes que pudesse falar algo, Black Supergirl a colocou em seus braços, como se carregasse sua recém-esposa - Me solta! - disse tentando se soltar dos braços da mulher.

- Seus pés estão te matando, aqui não passa nenhum táxi, ou qualquer ser humano. Eu só vou dar uma carona, relaxa - Black Supergirl pegou impulso e voou com Lena em seus braços.

Lena se atreveu a olhar para baixo, a imagem da cidade aos seus pés era de tirar o fôlego. Black Supergirl olhou para Lena e sorriu quando não sentiu a resistência. Ela aterrissou na varanda do apartamento de Lena, a CEO pareceu não querer sair dos braços da mulher e ao perceber o olhar malicioso que Black Supergirl estava lhe dando, ela pulou para sair dos braços da outra.

- Não haja como se não gostasse dessas caronas - brincou acompanhando Lena para dentro do apartamento.

Black Supergirl apressou seus pés e ficou diante de Lena, a CEO deu um passo para trás e foi perfeito para Kara encurralá-la, deixando impossível uma saída pelos lados. Lena engoliu a seco, ela não deveria está tão próxima assim de Black Supergirl, quando horas atrás ela foi frustrada pela a falta do toque de Kara, sua Kara.

- Eu posso ouvir seu coração… - comentou levando a ponta de seu dedo até o decote de Lena - Você certamente não tem medo de mim, então acho que o motivo disso é desejo - Black Supergirl se aproximou ainda mais e Lena segurou sua respiração - Está tudo bem me querer Lena, porque eu também quero você - sussurrou na orelha de Lena, a CEO sentiu seu sexo pulsar - Mas eu não farei nada até você me pedir.

Lena fechou os olhos ao sentir os lábios de Black Supergirl tocar seu pescoço. A CEO levou suas mãos aos braços fortes de Kara e com toda a força que ainda lhe restava ela a afastou.

- Vai embora - tentou ordenar, porém saiu como pedido.

Black Supergirl sorriu satisfeita com o que causara em Lena, ela se afastou e quando Lena abriu os olhos Kara pôde ver as órbitas da mulher mais escuras.

- Até mais, Luthor - Black Supergirl caminhou sem pressa alguma para varanda e ao chegar na extremidade pulou dali deixando Lena aliviada por está longe.

- Maldita semelhança! - disse frustrada.

Lena vasculhou em sua bolsa a procura do celular, a CEO enviou uma mensagem de urgência e antes mesmo que pudesse reclamar da demora ela viu Kara entrar por sua varanda.

- Lena! Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa?! Alguém te machucou?! - disparou preocupada depois de receber a mensagem de Lena, com as simples letras “SOS”

Lena saiu de seus saltos e correu até Kara, a repórter a segurou com o pulo, Kara engoliu a seco com a proximidade, Lena tirou o óculos de Kara e o jogou longe.

Os lábios de Lena ficaram próximos dos de Kara e ao fazer isso Lena pôde sentir as mãos de Kara ficando mais firmes em suas coxas.

- Eu preciso de você - sussurrou fazendo sua voz sair um pouco rouca.

Kara atacou os lábios da CEO com voracidade, as pernas de Lena estava seguras presas ao redor da cintura da loira, e Kara aproveitou para levar uma mão ao zíper da mulher, ela o desceu e quando suas mãos tocaram as costas da CEO, Lena gemeu entre aquele beijo. A mão de Kara continuou a subir, chegaram aos cabelos negros de Lena e com um movimento os puxou para trás fazendo Lena soltar os lábios de Kara, a loira levou seus lábios a pele delicada do pescoço de Lena, a CEO fechou os olhos com o ato, sua umidade entre as pernas aumentava cada vez que as ações de Kara se intensificavam, a repórter caminhou sem direção certa, até que as costas de Lena colidiram com a parede, Lena abriu os olhos, sua respiração estava ofegante e Kara tinha um par de olhos azuis em um estado hipnotizante, era como se eles tivessem adquirido uma coloração mais intensa.

Depois do momento de reconhecimento, Kara sorriu maliciosamente e Lena sabia o que isso significava, Kara simplesmente não conseguia se controlar, em um rápido e brusco movimento ela rasgou o vestido de Lena.

- Precisamos encontrar outra forma de você tirar minha roupa - informou Lena não se importando muito. Ela deixou seu vestido cair ao chão enquanto era invadida pelo olhar de Kara.

- Oh Rao…

Kara nunca iria ser capaz de deixar de se maravilhar com a beleza de Lena Luthor. Lena levou suas mãos a camisa de botão de Kara e a desabotoou por inteiro, a CEO tocou no abdômen da loira e a repórter ficou ainda mais próxima de Lena a deixando presa entre a parede e Kara. Uma mão de Kara espalmou a parede ao lado de Lena, sua outra mão tocou a barriga da mulher, sua mão foi descendo cada vez mais e Lena fechou os olhos em antecipação, sem pressa alguma a mão de Kara desceu até o tecido fino da calcinha de Lena, a CEO mordeu o lábio inferior com o toque superficial. Os lábios de Kara tocaram o lóbulo da orelha de Lena e a CEO levou sua mão à de Kara tentando induzi-la a lhe tocar.

- O quanto você me quer Lena? Por quanto tempo você me desejou tendo você assim? - sussurrou e Lena abriu os olhos para ter a certeza de que era sua Kara ali.

- Kara…

Kara levou sua mão para dentro da calcinha da outra e Lena se perdeu em seus próprios pensamentos, a mulher abriu um pouco mais suas pernas para dar acesso aos dedos de Kara. A loira brincava com o clitóris de Lena levando-a à loucura, a CEO gemia, sua respiração já estava ofegante, o nome de Kara constantemente na ponta de sua língua. A loira imediatamente tirou sua mão do centro de Lena e quando a CEO tentou protestar Kara a beijou, quando a mão de Kara saiu da parede de Lena havia deixado um leve amassado, porém isso não foi percebido por nenhuma das duas. Aos mãos de Kara foram para o rosto da mulher, sua língua explorava a boca de Lena, e cada encontro de línguas havia um gemido entre as duas, ainda presa à Lena, Kara deu um passo para trás, porém se desequilibrou e caiu ao chão trazendo Lena junto sobre si, aquilo não impediu Lena de continuar. Ela se posicionou sobre o abdômen de Kara e a loira pôde sentir a umidade de Lena em sua pele, a CEO cravou suas curtas unhas sobre o abdômen de Kara, a loira subiu seu tronco sentando ao chão fazendo Lena continuar sobre ela, as duas voltaram a se beijar, uma mão de Kara soltou o sutiã da mulher deixando a peça íntima cair, Lena sorriu contra o beijo e mordeu sem dó alguma o lábio inferior de Kara ao sentir os dedos da repórter tocarem um de seus sensíveis mamilos. Kara se inclinou sobre Lena e agora a mulher estava com as costas ao chão e Kara sobre ela, a repórter vagarosamente tirou a calcinha de Lena e a jogou em algum lugar daquele apartamento, com sua super velocidade Kara se despiu e se posicionou entre as pernas de Lena deixando a CEO mais aflita pelo toque de Kara, a loira deixou seu joelho propositalmente pressionar contra o sexo de Lena.

Era inigualável a conexão entre as duas, o desejo, o amor, a importância de uma para com a outra. Em seus prévios amores nenhum foi capaz de alcançar um sentimento tão puro quanto o que elas tinham uma com a outra, e aquilo era a beleza de tudo.

- KARA! - resmungou cansada daquele arrodeio da repórter.

- Você parece desesperada por mim, Lee…

- Eu juro que se não fi

Lena engoliu suas próprias palavras ao sentir dois dedos da repórter penetrarem seu sexo, Lena moveu seus quadris de forma errática enquanto Kara fazia movimentos dolorosamente lentos, seus lábios mordiscaram a barriga de Lena, eles subiram até os seios da CEO e ao mesmo tempo que abocanhou um deles, seus movimentos ficaram mais profundos dentro da mulher.

- Mais rápido Kara! - ordenou.

Kara obedeceu pela primeira vez, seus dedos se torciam dentro de Lena, seus movimentos eram mais rápidos, Lena sentia uma corrente quase que eletrica passar por seu corpo, Kara sorriu ao sentir seus dedos cada vez mais perto de trazer Lena ao orgasmo. A repórter levantou seu olhar para ver Lena, sua cabeça caia para trás deixando seu pescoço exposto. Kara beijou aquele delicado lugar, enquanto os sons que saiam de Lena a fazia continuar.

- KARA! - ao ouvir seu nome em total êxtase, Kara sorriu.

Ela tirou seus dedos de Lena, seus lábios desceram para o sexo de Lena, a repórter provou daquele saboroso gosto, sua língua pincelou o clitóris de Lena e a mulher sorriu com a sensação. Kara voltou para Lena e a beijou, dessa vez foi algo mais calmo, gentil, carinhoso, o beijo terminou com um selinho no canto da boca de Lena, Kara sorriu para a mulher e Lena corou ao se sentir totalmente exposta.

- Consegui ajudar com sua emergência? - questionou Kara.

- Acho que vou precisar de mais algumas horas da sua ajuda - retrucou arqueando uma sobrancelha deixando claro suas intenções.

Kara gargalhou e caiu para o chão ao lado de Lena, a CEO deitou sua cabeça sobre o peito nu de Kara apenas para recuperar suas energias para continuar sua tarde com a repórter.

Kara lembrou de algo.

- Lee? - chamou deixando seus dedos fazerem carinho no braço da CEO.

- O quê, meu amor? - o sorriso de Kara cresceu ao ouvir o nome carinhoso novamente. Ela não sabia onde as duas estavam em seu relacionamento, mas ela não iria trazer isso agora.

- Os nomes Dean e Lori soam familiar para você? - questionou ainda lembrando do que Nora havia falado.

Lena levantou seu olhar, ela parecia confusa mas sorriu.

- Dean eu não sei, mas se um dia tivermos uma filha definitivamente a chamaremos de Lori - brincou e se posicionou sobre a loira novamente, sentando sobre o abdômen de Kara.

Foi então que a Super se deu conta de algo, Nora era do futuro, ela pareceu conhecer Kara e agora Lena falando isso. Kara não poderia acreditar.

- Oh Rao…


Notas Finais


Bjors!
twitter: @luthxrsexual


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