História Love me back - Capítulo 45


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Dajan, Dakota, Jade, Lysandre, Nathaniel
Tags Armin, Castiel, Drama, Escola, Lysandre, Nathaniel, Romance, Trabalho
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Palavras 2.686
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 45 - Miúda louca


Não é humanamente possível alguém ser tão feliz como esse pateta alegre o é.

- Nathaniel.

Foi quase um deleite ver que seu sorriso diminuíra só pelo jeito seco de como eu o havia “saudado”, pois creio que ele percebeu que eu não estou tão radiante em vê-lo assim como ele esta em me ver.

- Estás perdida? Precisas de alguma coisa? – Aproximou-se de mim porém um tanto incerto.

- Eu vou ficar cá até tarde então…

- Precisas avisar o segurança – o seu sorriso começou a nascer outra vez – e sabes onde te dirigir?

- Não. Pensei em esperar o Armin aqui pra que quando ele passasse o pudesse pedir por mais indicações, mas até agora ele não vem.

- E nem virá. – Riu.

- Desculpe?

- Digo… não virá agora. Estamos prestes a ter uma reunião.

- “Estamos”?

- Sim, eu e os… - o seu telefone começou a tocar – desculpe, tenho que atender.

Acenei em concordância e me afastei dando-o alguma privacidade. Na verdade essa era a oportunidade dos deuses para eu simplesmente me esgueirar sem mais delongas, mas iria para onde? Eu não tinha tempo de brincar a caça aos tesouros e procurar a sala ou pessoa certa, eu queria ir-me embora e dormir. Então com um suspiro de derrota me deixei ficar, com certeza de que o Nathaniel me vai mostrar o local onde tenho que me dirigir, e com certeza que o fará sem que eu tenha sequer de lhe pedir.

- Sim, sim… ok… já subo, não comecem sem mim.

- Ocupado?

- Sim, mas acho que ainda te posso levar a falar com o segurança. – Não disse? – Então vamos.

Não muito distante de onde estávamos havia um corredor a esquerda bem escondido por detrás do balcão da receção, e no final dele, uma porta que levava ao andar de baixo que dava acesso a mais um corredor cheio de portas. O lugar era um tanto mal iluminado, húmido e frio, digno de filme de terror. E por dentre várias portas Nathaniel sem bater simplesmente entrou na porta que dizia “Vigilância 1”.

A sala era coberta de telas nas paredes mostrando as imagens que as camaras captavam. Ocorreu-me agora que uma dessas telas pode ter captado a minha cena com Alexy, e todos estes homens – porque sim, na sala praticamente haviam doze homens sentados a monitorar cerca de quatro telas cada um deles – haviam visto o sucedido.

Com alguma sorte, essa nem é a sala que transmite a imagem do atelier do Armin, e com uma sorte maior ninguém lembraria da minha cara.

- Olá Nathaniel, olá mocinha – saudou um senhor-velho de cara amarrotada e cabelos já grisalhos.

- Olá Louis… e restantes senhores – a sala inteira o retribuiu.

- Então, o que te trás por cá meu rapaz?

- Esta é a Enira, ela é nova aqui, e queria que adicionasses o nome dela na lista de pessoas que estão a permanecer no edifício.

- Oh sim! Onde esta a maldita lista… - procurou entre papéis na sua secretária e tirou de lá uma prancheta - achei. Minha jovem, assine o nome, o andar em que esta, o numero da sala, e número de telefone.

- Pra que o número de telefone? – Perguntei desconfiada.

- Só para emergências, prometo.

- Em caso de emergências não têm alarme de incêndios ou anti roubo?

- Todas as medidas de prevenção são necessárias, senhorita.

- Hum. – Rolando os olhos e de má vontade tive que assinar.

Não quero o meu contato pessoal espalhado em todos os cantos, porém Louis apenas esta a fazer o seu trabalho, e se pedir o contato não estivesse dentro dos parâmetros, com certeza que o Nathaniel já o teria igualmente questionado.

Terminado o “registro”, foi-nos dito que doravante não era necessário descermos até aqui. Na receção estaria um segurança com a mesma lista. Agradeci internamente pela notícia, pois ter de vir cá abaixo sempre que precisar ficar por mais tempo era até certo ponto desconfortante.

Voltamos ao átrio em silêncio, entramos no elevador e eu carreguei no 3, onde estava o atelier de Armin. E Nathaniel simplesmente continuava parado.

- Vais para o mesmo andar? – Perguntei.

- N-não… é que para o andar em que eu vou, tem que ser acionado um código primeiro, e…

- Aham. Já entendi. – Me controlei para não rolar meus olhos de novo… falhei.

- Desculpa todo esse secretismo – passou a mão nos cabelos em um gesto de nervosismo.

Apenas acenei com a cabeça, e quando o elevador chegou ao meu andar simplesmente saí sem mais delongas. Se Mary aqui estivesse provavelmente diria o quão mal criada estou a ser para com o pobre rapaz e que eu deveria no mínimo dar-lhe um agradecimento. Bem, a Mary não esta aqui então dane-se. Falando nela, tenho que ligar-lhe a avisar que irei demorar, assim como a Claus, dizer-lhe que não iria com ele hoje. Provavelmente ele tem uma família, e seria injusto fazer hora extra por conta dos caprichos de uma adolescente, portanto liguei-lhe primeiro e só depois a Mary.

- Alo querida. O que se passa, já estas a caminho?

- Não. Liguei-te exatamente para isso. Vou chegar um pouco mais tarde.

- Por quê? Onde estas? Não me faças vagabundagens menina!

- Até parece que tenho tempo pra isso. Estou aqui no trabalho, vou fazer uma espécie de hora extra.

- Quem esta ai contigo?

- Estou sozinha Mary.

- Já te disse para me chamares de Avó.

- Decidi que eu prefiro Mary.

- (suspiro) O Nathaniel não esta a te fazer companhia?

O quê?

- Mary, o Nathaniel tem vida própria para cuidar.

- Mas ele esta ai?

- Sim e não. Não esta comigo, mas esta no edifício em reunião com sei lá quem.

E sabe-se lá aonde.

- Então depois diz-lhe para ir ter contigo… deixa eu digo-lhe.

- Mary! Qual é o teu problema mulher?

- Eu não gosto da ideia de teres que ficar num edifício enorme cheio de homens armados, nunca se sabe o que o diabo lhes pode meter na cabeça.

“O que o ‘diabo’ lhes pode meter na cabeça”? Mary please poupa-me!

- Mary, eu vou ficar bem.

- Mas não é melhor chamares o Nathaniel pra te fazer companhia?

- Definitivamente não. Eu nem o suporto sequer, é um pateta alegre do caraças. Ninguém é assim tão feliz.

Mary começou a rir do outro lado da linha.

- Bom saber que pelo menos confias em mim para desabafar esse tipo de coisas.

- Eu… isso não foi um desabafo.

- Como queiras. Depois liga-me a avisar para te ir pegar.

- Tchau.

-Tê já.

Aquilo não foi um desabafo… Foi? Não, não deve ser. Eu não sou de me desabafar com ninguém, meu cérebro não iria trair-me desse jeito sem que eu sequer percebesse, iria? Não. Mary com certeza deve estar tão desesperada por informações de minha parte que esta a confundir tudo o que eu falo.

Avós á parte, tinha um exercício para terminar, que graças aos deuses já estava prestes a terminar, apenas mais alguns detalhes… detalhes esses que me levaram duas horas e meia. Eram já vinte e uma e tantas da noite quando terminei. Não me via a sacrificar Mary desse jeito todas as vezes que eu precisasse ficar, muito menos voltar a considerar o Claus, muito menos ainda seria pedir boleia a sei lá quem. Precisava tirar cartas de condução isso sim.

Arrumei as minhas tralhas e arquivei o desenho em uma estante, antes de sair. O átrio estava vazio, tirando a presença do segurança no balcão da receção com a lista que eu deveria assinar, indicando que já sai do edifício.

Enquanto assinava, reparei que tinham ainda outros nomes, cinco nomes, que ainda se encontravam no edifício, me aproximei para ler melhor quando nesse momento a campainha do elevador toca, o mesmo se abre, saindo de dentro cinco homens, uns de fato e gravata, como Lysandre e Dakota, outros simplesmente de calça e camisa social como Armin e Nathaniel, e outros de calça jeans e uma camisa social como Castiel. Pareciam um grupo de executivos importantes saídos de uma reunião…

E aquele arrepio… oh deuses!

Presumo que de alguma forma o meu corpo reaja a figuras que exalam poder e dominância… nada como Dajan fazia. Aquilo era mesmo bipolaridade. Mas isto… isso é diferente, é tentador, é uma chama que surge não sei onde em meu corpo mas me aquece por dentro e por fora.

É estupidez Enira. Concentra-te.

- Félix… - Lysandre havia virado para se dirigir ao segurança, até que seus olhos me notam – seria uma gentileza de sua parte que assines os nossos nomes por nós – falou sem tirar os olhos de mim.

E aparentemente, nem eu dos dele.

Félix acenou e foi assinando o nome de cada um deles.

- Olha só quem esta aqui, se não é a estagiária mais fogosa e esquentadinha que eu conheço – Dakota se aproximou de braços abertos e efetivamente me abraçou.

- Sai de perto – falei baixinho.

- Ah não deixes que a convivência com a minha amada noiva faça de ti igualmente azeda.

- Se calhar ela só é azeda porque não confia em ti.

Riu.

- E quem confiaria? Sou um patife mulherengo assumido, e não pretendo mudar por mulherzinha alguma… mas quem sabe eu abra uma exceção para o teu caso.

Deve ser por isso que a Ambre não me queria na empresa até tarde, o patife mulherengo aka: Noivo, estaria igualmente no edifício. Me pergunto o que a obriga a manter-se com ele, porque para ficar com esse crápula, só por obrigação mesmo.

Mas isso não é da minha conta.

- O que estas aqui ainda a fazer? – Perguntou Castiel.

Devia eu estar tão absorta em meus pensamentos que não havia reparado em que momento Dakota deixara de me abraçar, provavelmente o Castiel puxou-lhe de mim, visto a forma insistente que apertava o ombro de Dakota.

- Trabalho extra.

- Armin, ta certo que não gostas da miúda, mas deixa-lhe lá descansar, já viste as horas? – Castiel falava em um tom divertido.

- Eu não a obriguei, ela quis ficar por conta própria.

- Aham… não seria antes uma desculpa para poder me ver até mais tarde? – ‘Brincou’ Dakota.

- Meu! Tu vais casar, e ela é só uma miúda… quantos anos mesmo, 16? – Essa última parte referiu-se a mim.

- Idade é só um número Castiel.

- E cadeia é só um quartinho.

- Ela já é maior.

- Mas do jeito que ela te repudia só conseguias por meio de estupro…

Estupro?

Meus olhos acenderam-se, estavam mais alertas, olhavam para todos os lados esperando alguma coisa acontecer mas sem saber o que era. As mãos começaram a tremer… o corpo inteiro começou a tremer, meu corpo queria correr mas estava congelado, pregado ao chão. Um dos rapazes… sei nem mais o nome, esticou o braço na minha direção tocando-me no ombro, em alarme dei um passo atrás… era isso que meu corpo estava alerta, toques, aproximações.

- Não não não! Outra vez não! Eu não quero mais… nunca mais.

” - É para machucar mesmo. Você é minha!... Sua cabra! Você ainda não percebeu que agora você me pertence?

 …Se eu mandar beijar, você beija, até se eu mandar você transar… - me analisou de baixo a cima como se fosse comida - …você transa!

- Cuidado com as palavras – apertou em meu pescoço – você não sabe o que sou capaz de fazer.

...Dajan deixou bem claro que não iria fazer faculdade nenhuma e que a gente iria casar. Ai eu ficava presa a ele…pra sempre.

- FORA DA MINHA CASA! VAGABUNDA!

...outros se aproveitavam. Eu era a escrava deles, de todos eles.

- Olá pequena, desculpe a cena de hoje. O papai te ama – Dajan beijou minha barriga – e à sua mãe também – me beijou por fim.

...Algo em mim dizia ‘foge’, mas um outro lado dizia, ‘você o ama, e não terá ninguém melhor que ele, aproveite

…Fui burra…”

- Não. Nunca mais… nunca mais!

Enira off

Enira correu desenfreadamente em direção a porta da saída, esquecendo-se de que a mesma era de vidro e esparramou-se contra a mesma. Com o impacto, foi projetada para trás sendo levada ao chão. Agarrava a sua cabeça com as duas mãos gemendo de dor, porém sem algum corte, Castiel a tentou tranquilizar de novo mas a menina estava fora de si, sua mente estava incapaz de reconhecer face alguma, o seu pânico cegou completamente o seu cérebro e naquele momento para ela tudo e todos significavam um potencial perigo. Ao toque de Castiel a mesma pôs-se de gatas se arrastou para longe das cinco figuras. Se sentindo encurralada, como um rato, abraçou os joelhos e repetia incessantemente as mesmas palavras.

- Não me façam mal… eu serei um boa menina, boa menina… só me deixem em paz, eu não aguento.

- Enira sou eu… Nathaniel – O mesmo tentou se aproximar – eu não te vou fazer mal…

- Ah Nathaniel, deixa de ser fresco, vamos levar-lhe ao hospital isso sim! Ela esta louca da cabeça. Sai do caminho.

Castiel furou entre os outros quatro e sob protestos da Enira, que lhe implorava que recuasse, Castiel pegou-lhe pelos braços colocando-a em pé e de seguida passou-lhe para os ombros, onde Enira desesperada e esperando que o pior lhe acontecesse chorava, gritava e esperneava histericamente. A meio tanto movimento Castiel perdeu o equilíbrio e caíram os dois. Enira sem tempo para raciocinar, fugiu para o lado oposto a saída onde os cinco homens apenas olhavam para ela correr, desenfreada e aos prantos.

- Essa miúda tem ca uma força…

Lysandre deu um estalo na cabeça do amigo.

- O que te deu para lhe pegares daquele jeito? Não viste que ela já estava exasperada o suficiente?

- Eu não pensei…

- Tu nunca pensas, Castiel! Esse é o teu problema!

Lysandre saiu dali em busca da mocinha que agora encarava tudo e todos como um potencial perigo.

Enquanto isso, na entrada principal os quatro ainda estavam sem ação, até que Nathaniel decidiu puxar o telefone.

- Para quem estas a ligar em uma altura dessas? – Perguntou Armin.

- Para a avó dela pra que venha.

- A miúda perdeu os parafusos e ao invés de ligares para o manicómio estas a ligar para a avó dela? – Castiel estava incrédulo.

- Castiel… cala a boca de uma vez. Já fizeste merda suficiente para o mês inteiro.

- Armin, tu também me vais tratar assim?

- A miúda não esta bem e tu foste pega-la assim a força?!

- Eu vou mazé sair daqui – Dake levou as mãos ao alto como que em rendição – liguem-me quando ela estiver sã e ‘comestível’ de novo.

- Metes-me nojo, Dakota. Desaparece daqui antes que eu te parta os cornos. – Armin vociferou.

Dakota deu os ombros sem se importar.

- Espera, eu também vou – falou Castiel – não acredito que me estão a tratar desse jeito apenas por causa de uma miudinha maluca.

- Miudinha maluca é o caralho.

- Olha lá! Fala bem comigo ó loiro!

- Senão o quê? Vais bater-me?

- Bem que deveria só pelo modo que estás todo protetor por essa vadia maluca.

Nathaniel lançou-se contra o Castiel sem aviso prévio ou mais delongas, tendo sobre ele a vantagem de que treinava boxe, assim desferindo vários golpes ao pseudo ruivo, só deixando de o fazer quando Armin e Dakota decidiram apartar a briga. Castiel estava bastante machucado, revoltado, mas ainda assim não acreditava que o seu amigo fora capaz de o agredir por conta de uma miúda louca.

- Tu e eu – apontou-lhe o dedo a cara – não somos mais amigos.

Cuspiu uma mistura de saliva e sangue para o chão e retirou-se do edifício na companhia de Dakota.

Nathaniel estava possesso com a atitude de Castiel. Não se trata nem se fala assim de uma mulher nas condições de Enira, e se Castiel não era homem o suficiente para perceber e aprender isso, então ele também não queria manter amizade com alguém assim.


Notas Finais


Por favor a vossa atenção:
Como vcs puderam notar, desde a metade deste capitulo a narrativa foi feita na 3a pessoa, e assim será nos próximos 2/3 caps (se não estou em erro). E por que estou a avisar sobre isso? Porque é experimental e preciso saber de vossa parte se isso vos incomoda na leitura ou não. Significa que vou mudar a forma de escrita? Não. Acontece que para algumas situações eu sinto que a historia flui muito melhor quando narrado na terceira pessoa, ou seja, posso saltar de um personagem para o outro sem fazer "POV ON e POV OFF". Então o que estou a pensar é mudar a narrativa de auto para heterodiegetico quando envolver muitos personagens em cena, pois eu acho que facilita bastante, assim como consigo passar-vos melhor o que eles estão a sentir no momento... bem, leiam e vão lendo os próximos caps e se puderem, dêm-me um feedback
Desde ja agradeço por ainda acompanharem a fic

bjs bjs e até o próximo Sábado


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