História Love me Harder. Taekook. - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Hoseok, Jimin, Jungkook, Namjoon, Seokjin, Taehyung, Taekook, Vkook, Vmin, Yoongi
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Palavras 1.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Seis


Jungkook 

Eu e Taehyung andávamos sem se falar muito.  Acho que ele já percebera o quão calado sou, o tipo de cara que prefere desenhar a falar sobre as coisas banais da vida.

Eu, particularmente, deveria odiá-lo. Taehyung é tudo o que eu gosto de evitar; pessoas tagarelas, animado, intrometido e curioso. Ah, e também bonito demais.

Não gosto do fato de que ele me olha como se eu fosse uma televisão ou algo assim, esperando meus próximos movimentos e palavras. Não gosto quando, no meio da aula, ele simplesmente se vira pra mim, põe o queixo sobre uma de suas mãos e me observa minuciosamente.

Não lhe responder ou revirar os olhos para si deveria ser algum tipo de remédio para evitá-lo.  Mas não, Taehyung é completo bocudo e, por isso, está me atazanando neste exato momento.

— por que tão calado, senhor Jungkook? — falou com formalidade e uma voz grossa exagerada, ganhando m bico nos lábios.

— sou...assim. simples.

Taehyung me olhara com cara de desleixado, desacreditado e irritado, ao mesmo tempo em que entra na minha frente, e pega os fones que eu iria colocar em meus ouvidos. 

Desde quando tão inconveniente? 

— ei!! — esbravejo, enrugando minha testa e gesticulando minhas mãos. —  o que está fazendo?

— não vê? Estou pegando seus fones. Você deveria parar de ouvir tantas músicas assim, parece um maluco! 

E antes que eu pudesse recuperar o objeto, Taehyung corre.

— que filho da p... argh! 

Esse garoto tenta sempre se enturmar comigo! Se não é durante as aulas, é no intervalo. Pergunta sobre minhas comidas e bebidas favoritas. Se gosto de séries ou não.

 É o quê? Cisma comigo?! Só pode. 

Corri atrás do mesmo, furioso,  e isso só o fez apressar o passo, tentando não cambalear por aí,  o que era impossível; ele é totalmente desengonçado. 

— olha ai, Taehyung, corrermos tanto que nem sei onde estamos!

— calma, kook. Aqui é o meu bairro. — deu um tapa no meu ombro, erguendo seus olhos caramelos para mim.   — hum. você deveria parar de me chamar de "Taehyung".

—  e seu nome é o quê?

— Taehyung... — diz revirando os olhos.

Solto um leve sorriso, achando graça da sua carranca. Antes que ele perceba, pego meu fone novamente. Ele volta a dizer: — tá, eu sei que é meu nome. Mas parece tão sério, é como se você estivesse bravo.

— eu não estou bravo com você.

— não?

— huhum. — nego com a cabeça, desviando o olhar. — bom, chega de gracinha... vamos fazer logo o trabalho.

E então, Taehyung me leva até a sua casa. Era tudo bem bonito, apesar de simples. Admito que gostei da samambaia verdejante na sua sala e do modo que o castanho quase caiu ao retirar seus sapatos, desajeitado.

Eu também o fiz, dando uma olhada por todos os cantos. Só parei quando  uma mulher veio ao nosso encontro, com um sorriso e alguns mini biscoitos recheados numa vasilha.

— obrigado.— falo sem jeito, pegando alguns.

— de nada. Qualquer coisa me chamem, estarei no meu quarto.

Quando ela sumiu de vista, eu disse enquanto mastigava: —  sua omma é bem legal, Taehyung. e wow, ela cozinha muito bem!

— ela não é... minha mãe.

Dou de ombros.  Subimos até seu quarto, sentando-nos na cama de lençol quadriculado. Depois, nenhum de nós dois abriram a boca para falar alguma coisa ou comentar sobre os exercícios, mesmo que fosse uma duvidazinha sequer.

Total silêncio chato.

Esse tagarela estava muito quieto, o que estranhei, então o empurrei com meu ombro, chamando sua atenção.

— o que foi? — lesado, perguntou-me.

— não me importando, mas por que ficou daquele jeito por falar da sua omma?

— ãn, deveríamos focar no trabalho. Você mesmo disse para parar de enrolar.

— não seja dramático. apenas diga. Não queria que conversássemos?

Taehyung suspira, me olhando com olhos um tanto vacilantes. Não sabia que era tão sensível assim e ainda sem um  motivo aparente. 

— eu já disse! Vamos terminar logo esse maldito trabalho.

— engaçado, você me pergunta mil e uma coisas, mas eu não posso fazer o mesmo. — ri, deixando meu caderno de lado e estalando meus dedos.

— porque eu que sou o curioso entre nossa amizade, e você é só o calado que ouve.

— amizade?

— aish... Você entendeu, vai. — encolhe os ombros. Ele ainda escrevia alguma coisa numa folha branca.

— ah, Taehyung! Para de ser dramático! aish...quer saber? Não precisa dizer nada, então.

— você é chato, hein?! — me encara 'emputecido.— para de ser curioso! É algo simples, minha mãe só nunca gostou de mim e deixava bem claro. E ai, Jeon, sou obrigado á falar dela mesmo não querendo?!

Arregalo os olhos ao ver que ele se levantou. 

— Desculpa, Tae...

— ela falava bem alto quase todos os dias para que a ouvisse: eu não queria Kim Taehyung! ele não deveria ter nascido!

Sem saber o que fazer com a informação - e não querendo prolonga-la -, eu apenas repito: 

— me desculpa.

O castanho se aproxima mais de mim, lábios vermelhos por terem sido tão maltratados pelo dono. Merda, por que eu notei isso?

— tem ideia do que é isso, Jungkook?

Quem não? Eu morava com meu pai e meu irmão. Meu irmão, com certeza, era o favorito do nosso pai, o queridinho, o certinho. Essa coisa toda. E mesmo assim, o hyung não achava isso certo e sempre me defendeu. 

As merdas não acontecem só com alguém próximo, afinal.

— certo, eu já entendi. — respondo. — é um assunto delicado e cê não quer responder; tudo bem.

— e você não queria saber?

— queria, mas agora não.

— hum, sim. — ri, porém não achara engraçado. Coçou a cabeça. — você provavelmente não me aguenta e não quer ver um dos meus chiliques dramáticos, né?

— não acho drama se não te faz bem e... aish. — bufo, inflando minhas bochechas e esperando até que elas esvaziasse. Após isso, eu encarei o teto. — apenas relaxa, não vou te julgar. Minha vida também é uma merda.

— por quê?

Sorri. O Taehyung curioso estava de volta.

— olha, se eu te disser um dos motivos você esquece de me perguntar outras coisas?

— uhum!

— ok. Bom, basicamente, meu hyung morreu há algum tempo atrás. É isso.

Desvio meu olhar do teto, encontrando seus olhos esbugalhados em mim.

—  eu... Sinto muito.

—  não, não sente. Eu sinto. Enfim, só me desculpa por mais cedo e tá tudo bem. Que tal?

— tudo bem, Kook. 

Ele enrolou nossas mãos, encaixando nossos dedos numa sincronia perfeita, sem demorar ao menos de um segundo depois de me perdoar, coisa que eu não faria. Surpreso, encarei nosso toque, sentindo a boca secar e os olhos tremelicarem.

 Segundos depois Tae voltou a se sentar no chão, terminando o trabalho chato de geografia.

— você deveria dormir aqui, kook.

— não sei, vou pensar.

X

Quando finalizamos o último parágrafo, eu estalei meu pescoço e me deitei no chão de barriga para cima e relaxei. Tae riu, me chamando de preguiçoso ou algo assim, dando tapas em minha barriga.

Minha missão de segurar o riso durou por meros segundos.

Estávamos  na cozinha comendo, agora. Tínhamos feito dois sanduíches e o restinho de suco que sobrara ele engoliu como o próprio ar. Ele estava falando sobre Os Vingadores, mais especificamente do último filme lançado, o que me deixava fascinado e ultra tagarela.

Eu gostava do mundo da ficção, e saber que Taehyung se amarrava nisso me fez ficar mais solto.

Ele só parou de falar quando recebera uma mensagem.

— ei, o Hobi me convidou para sair, por aqui mesmo... queria que você fosse.

— hum... — resmungou pensativo, caretas me adornando — ok.

Preferia apenas continuar conversando com ele. Juntos, sem ninguém. Contudo, o que me resta é espera-lo vestir alguma outra roupa.

— ei, Kook, não quer algo emprestado? — pergunta-me enquanto descia as escadas.

— tô bem assim.

— você ainda está com o uniforme, cara.

— e daí? Eu fico bonito assim.

Ele sorri.

Fomos encontrar os meninos. Eles marcaram numa pista de skate, perto daqui, eu acho.

— oh, não sei se consigo andar de nesse troço, não.  — Tae decidiu expor seu fracasso como skatista.

Eu começei a rir, pegando o skate de Yoongi e começando a andar nele super bem. Devo admitir que sou bom demais nisso, até porque há eras que treino, então não foi difícil pular alguns obstáculos.

— ei, filho da mãe!  — o pálido mal-humorado grita, só agora percebendo que eu pegara seu skate.

Yoongi também não era de todo mal, mas Hoseok... Ah. Ele realmente não nasceu para isso, e apesar de nós - que já nos conhecemos - estarmos afastado durante semanas, nós nos tornamos a papear sem dificuldades.

Terminando uma das minhas manobras - na qual eu quase me ferrei por passar por cima de um ferro -, tive que parar um pouco para respirar. Aliás, Taehyung havia me pedido para lhe ensinar a manter o equilíbrio no skate, e eu queria ensina-lo.

Procurei-o com os olhos. Parece que ele já estava me olhando, pois logo levantou para ir em minha direção, bom, até Hoseok para-lo e sussurrar algo em seu ouvido. Algo como ''hoje cedo'' e ''me conta''.

Sendo assim, o castanho o seguiu, me deixando como um bocó lhe esperando.



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