História Love Me If You Can - Capítulo 60


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Corridas Ilegais, Drama, Gangster, Lesbicas, Máfia, Segredos, Yuri
Visualizações 639
Palavras 1.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Ficção, Luta, Mistério, Orange, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey, Mafiosos...
O segundo natal da fic e em comemoração ao natal e os 400 (ALELUIAAAAAAAA) favoritos, vai ter uma mini maratona hoje e amanhã.
Sim, essa maratona é pra você que vai passar o natal no tédio, ouvindo piada chata de tio preconceituoso e teve que botar roupa bonita pra ficar na sala... Eu tô zoando, mas o natal é meu feriado favorito :3

Sem mais enrolação, Boa Leitura ^-^
(Desculpem qualquer erro)

Capítulo 60 - Baile de Máscaras (Parte 2)


Fanfic / Fanfiction Love Me If You Can - Capítulo 60 - Baile de Máscaras (Parte 2)

P.O.V Camile

Quando eu era pequena, minha avó costumava me dizer que ao nascer eu fui dividida em duas partes e que minha felicidade significava que as duas partes deveriam estar sempre bem. Claro que para o meu eu criança, aquilo significava a pessoa que eu amava, uma alusão clara a “almas gêmeas”. Pobre criança, mal sabia que aquela era uma infame piada da própria avó amargurada. Claro que depois de vários anos e do segredo da minha vida finalmente ser revelado; o “almas gêmeas” fez sentido para mim, porque sim, minha alma tem uma gêmea, um reflexo perfeito mesmo sem qualquer semelhança em um espelho rachado pelo tempo. Se formos colocadas uma de frente para a outra ninguém vera uma semelhança sequer entre nós, entretanto como os mais antigos costumam dizer que os olhos são as portas da alma, veríamos que nossas almas são reflexos perfeitos.

Pode parecer irônico o que vou vir a dizer, mas Elise é a calma, frieza e o calculismo; já eu posso me descrever como uma pessoa agitada, esquentadinha e – por muitas vezes – impulsiva. Somos os dois lados da mesma moeda representadas por duas cores diferentes: o dourado e o mel. Quando estou calma, extremamente aliviado ou simplesmente em um lugar muito bonito que tem uma boa claridade, meus olhos ficam mel – a cor que normalmente é da minha irmã. Quando a Elise está irritada, empolgada ou com a mente a mil, os olhos dela tendem a ficar levemente dourados – a minha cor natural.

Somos completamente diferentes e mesmo assim conseguimos ser iguais, como se fossemos dois lados da mesma moeda ou até da mesma alma.

Almas gêmeas ou a mesma alma partida em duas?

- Sua irmã já está lá em baixo. – Matt avisou, enquanto monitorava o salão através de um monitor.

- Eu vou descer. – Disse e nem me preocupei em falar algo sobre a cara de desaprovação dele.

É a minha irmã, droga! Desde que Francesca tinha avisado dos riscos de ficar perto da Elise, meus amigos ficam me monitorando vinte e quatro horas por dia, pois sabem que nenhum aviso me afastara dela.

Respirei fundo e repassei todos os acontecimentos dos últimos anos em minha mente.

“Você tem uma irmã e precisa ajuda-la” Foi o que ela me disse naquela manhã de outono.

- Hey, você tá escutando o que estou falando?! – Diane me sacudiu pelos ombros me trazendo de volta para a realidade.

- Ah... sim. – Guardei a carta misteriosa que havia recebido pela manhã, embaixo do meu travesseiro.

Estávamos no dormitório da universidade, conversando sobre banalidades, “Bom, ela está tagarelando, já eu estou mais preocupada com uma carta misteriosa que sei lá quem me enviou”.

Tudo começou quando pela manhã em meu intervalo, decidi ir a biblioteca em um ato já rotineiro. Na mesma hora eu ia até a biblioteca, pegava o mesmo livro – que estava lendo naquele tempo – e me sentava na mesma poltrona ao lado de uma mesinha redonda de vidro que eu usava para largar meus livros.

Mas naquela manhã, tinha algo diferente e fora do lugar. Quando me sentei na poltrona de sempre, logo percebi uma pontinha de papel entre o estofado e a madeira – que normalmente era colado, só que parecia ter sido rasgado para dar espaço ao papel. Quando o puxei, vi que era um envelope lacrado sem remetente e com uma única coisa escrita: Camile B.

Aquilo era certamente curioso, principalmente pelo fato de que para saber que eu iria achar aquele envelope, tinha que saber a minha rotina – o que de tão monótona, chegava a ser fácil. Decidi parar de enrolar a abri o envelope que continha apenas uma carta que foi escrita à mão.

Hey, Bussie.

Você não me conhece (ou talvez conheça) e vai demorar para me ver, mas tenho que lhe avisar e contar coisas que você provavelmente não sabe. Vou começar pela mais simples: você tem uma irmã (aposto que dessa você não sabia :v); sua tia é uma agente do FBI e vai precisar da sua ajuda. Bom, digamos que você corre certo perigo então o lugar mais seguro para você ficar é ao lado da sua tia, então se quer uma sugestão, siga seu sonho e vá para Quântico, se proteja e encontre Francesca Bussie.

Por que estou te dizendo tudo isso? Porque quero te ver segura, agora vá e tenho certeza que quando você encontrar sua irmã, você vai saber que é ela... Afinal, ela é sua outra metade.

Boa sorte com o que deseja fazer, e não veja como obrigação o que eu te disse, porque no final de tudo... eu sou apenas um desconhecido!

Da sua... alma gêmea

Graças a carta misteriosa, não consegui me concentrar em nenhuma aula e muito menos na minha amiga tagarelando em minha frente agora.

- CAMILE!!! – Diane gritou me arrancando mais uma vez do meu monologo mental – Caralho! Estou tentando te explicar isso faz vinte minutos, o que te deu hoje?

- Ahn, Di. – Puxei novamente a carta que estava embaixo do travesseiro – Lê isso.

- Por quê? – Ela pegou a carta e me olhou curiosa.

- Você disse que aceitaria qualquer decisão que eu tomasse para o futuro, certo? – Meu nervosismo era evidente e isso parece ter deixado a preocupada.

- Sim...

- Então leia isso e me diga, você vai vir comigo ou terei que ir nessa sozinha?

Já sabemos qual foi a decisão dela, e tenho certeza que vocês ririam muito se vissem a cara que ela fez quando soube que eu seguiria as instruções de uma carta anônima. Só que o que ela não imaginava é que minha avó já tinha me avisado que isso poderia vir a acontecer. É meio estranho sua avó te ligar e dizer que poderia surgir pessoas misteriosas querendo me “ajudar”, mas eu teria que ter tato para saber em quem confiar; E, ei, eu estava perdida e aquela parecia ser a melhor saída.

E hoje vemos que eu tomei a melhor decisão, mesmo que eu corra perigo constante, eu não me importo se a pequena Bussie estiver bem, É estranho chama-la de “pequena” já que de acordo com o Franco, ela é a “mais velha”.

E o autor daquela carta misteriosa tinha razão, eu reconheci Elise no nosso primeiro encontro e continuo me surpreendendo com a nossa afinidade. Basta eu estar no mesmo lugar que ela para que nossos olhares se busquem automaticamente e se encontrem. Somos o reflexo da mesma alma.

- O que tanto pensa? – Francesca perguntou calma, depois do longo tempo em que fiquei quieta.

Eu já tinha fugido de Elise no salão, o interrogatório e a coragem surpreendente que ela tinha para perguntar sobre a mulher que teoricamente estava tentando matá-la, deixou até mesmo a mim surpresa.

- Se eu estou fazendo a coisa certa. – Disse sem encara-la, ainda com os olhos fixos no lago.

- Como assim? – Sua voz continuava calma, como se ela tivesse medo de quebrar minha linha de raciocínio.

- Você, Franco ou o Corvo.

- O que tem?

- Qual de vocês faz a coisa certa? Qual de vocês realmente quer a nossa cabeça? – Encarei-a com a intenção que ela visse toda a dúvida que habitava em minha cabeça – Desculpe por estar desconfiando de você.

- Não, tudo bem. – Ela sorriu compreensiva – Seria até um pouco estranho se você não desconfiasse. – Dessa vez foi ela quem desviou o olhar – Em uma situação em que a sua vida e de sua irmã está em risco, não te culparia por desconfiar até da própria sombra.

- A questão é que não sei nem de quem devo desconfiar. – Abri um sorriso triste – É tão difícil não saber se estou fazendo o certo ou o errado.

- Para sua irmã parece ser mais fácil. – Comentou.

- Claro, ela tem a trupe dela, além de ter a Minster sempre a protegendo... Mesmo que eu ache que ela não precisa de proteção. – Rimos.

- Não foi isso que eu quis dizer e você entendeu. – Ela me puxou pelo braço até um dos bancos de madeira, onde me obrigou a sentar de frente pra ela.

- Elise é muito mais segura que eu; acho que depois de tudo que ela passou, tomar decisões difíceis ou que acarretem riscos catastróficos se tornou algo fácil. Ela cresceu tendo que cuidar não só de si mas também de três crianças, enquanto eu tinha as melhores roupas, estudava em uma boa escola e comia das melhores comidas, nunca me faltou nada e não imagino como teria sido se faltasse.

- Tudo nela a moldou a ser essa mulher forte, fria e calculista. – Ela completou.

- E que mesmo assim consegue ser uma idiota de vez em quando. – Pontoei.

- Senhoritas. – Um garçom, que minha tia tinha designado com a tarefa de apenas nos servir, chegou nos oferecendo bebidas e alguns petiscos, mas quando fui pegar uma das taças, ele derrubou as duas bandejas no chão e sacou uma arma.

Não demorou muito para que aquela sensação – que estava se tornando – tão conhecida tomar conta de mim. Ela está aqui, eu não precisava me virar para saber.

- Fique parada ai! – O garçom gritou, nos assustando.

Por desencarno de consciência eu me virei e confirmei. Elise estava ali. Encarando nossa tia. Com uma arma levantada.

E tenho certeza que fiquei pálida agora.

- Eli...se? – Perguntei ainda surpresa, mesmo que a sensação da presença dela já tivesse diminuído.

- Você realmente é a cara da sua mãe, Lise. – Francesca falou de forma doce, o tom que ela só usava comigo.

- Pra você é Elise, Elise Bussie. – A voz dela era cortante o suficiente para calar até mesmo nossa tia – A cavalo das peças negras.

- Você é um Peão! – Lembrei-a.

- Não, eu acabei de me autopromover! – Sorriu orgulhosa – E com certeza não é um prazer te conhecer, tia!

Aquilo com certeza teria deixado qualquer um ofendido, entretanto, a única reação de Francesca perante aquilo foi se virar para mim e sorrir orgulhosa. Nem em uma situação que Elise estava em clara desvantagem a petulância dela sumia, e o sarcasmo ainda brincava em sua língua. Fascinante.

- E com certeza a sua desgraça foi me conhecer, titia, pois vim aqui dar o passo final. – Ela apontou a arma diretamente para a cabeça de Francesca e naquele momento eu não sabia o que fazer, tinha uma arma apontada para a cabeça da minha irmã e tia. Quem porra eu ajudo?

- Lise, você não está entendendo... Deixe-nos explicar e você criará suas próprias conclusões depois! – Tentei convencer minha irmã que diferente de todos os outros ali, não estava nervosa; a frieza dela parecia estar surpreendendo até mesmo nossa tia.

Essa que por sua vez, esticou a mão e abaixou os braços do garçom, fazendo ele abaixar a arma e olhar surpreso para todas nos.

- Não precisa disso. – Ela encarou Elise e sorriu novamente – Não com minha sobrinha.

- Mas, senhora! – O garçom iria levantar a arma novamente, mas o olhar cortante que Francesca o direcionou, fez ele desistir na hora.

- Azar o seu Francesca, não me importaria de morrer se soubesse que meus amigos estão seguros! – E dando um sorrisinho de lado – Xeque-ma...

Sua frase foi interrompida por um barulho de tiro, mas não da arma de Elise, e sim de alguém de dentro do salão. A gritaria que se seguiu foi o bastante para distrair a Lise e eu conseguir correr e desarma-la sem problemas; ela parecia estar distraída demais... preocupada.

- Tia, você não acha que... – Encarei-a preocupada e ela confirmou minhas suspeitas.

- Sim, o Corvo.

- Elise, temos que... – Nem terminei minha frase, porque quando me virei para encara-la ela já tinha corrido.

A única coisa que poderia deixar Elise Bussie preocupada o suficiente para ela largar uma chance de ouro dessas seria... Seus amigos.


Notas Finais


Sim, essa bosta foi curta, mas foi só pra mostrar um pouco mais dos sentimentos da nossa "heroína"... "Como assim, mas a Elise não é a "heroína"?" vocês se perguntam. Não meus queridos amigos, Elise faz de tudo para ajudar SEUS AMIGOS, o resto do mundo que se exploda, por isso que ela é a "Anti-heroína" e a Camile a "heroína"... Até que as sombras a corrompam :v

Quem será que enviou essa carta pra Camile? Tem muitos segredos em volta dela! e.e

É meio que uma sacanagem, mas... quanto mais comentários tiver, mais rápido o próximo capítulo sai... :v

Serão dois capítulos hoje e dois amanhã... Só avisando, e não vou desejar feliz natal agora, porque perto da meia noite eu vou postar (como vai tá todo mundo acordado) ai eu desejo feliz natal, beleza? :v

Até o próximo :3
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