História Love Me Like You - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Colegial, Intrigas, Originais, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Nome do capítulo: Palavras

Como eu disse no capítulo anterior, sorry pela rápida passagem de tempo, mas é para adiantar mais as coisas...

Boa leitura!

Capítulo 24 - Words



2° de Agosto. — Segunda-feira, 06:37.


        É... Já haviam se passado mais um mês...

Rápido demais para o gosto de Ayano e Judie. Claro que Emy e Jenny também queriam ter aproveitado mais, porém, a Yamada não estava totalmente pronta para voltar ao zoológico, e a Marley, queria aproveitar mais os pubs maravilhosos da cidade.

Ambas as quatro se esbaldaram naquele litoral, foram a pubs, festas na praia, fizeram compras, e o passatempo preferido de Jennifer, comida.

Mas, infelizmente, já estavam de volta ao inferno. Pediram a seus pais para ficarem mais tempo no final de semana, mas claro que eles não deixaram.

- Vamos passar no banheiro? — Ayano perguntou as garotas assim que chegaram na escola.

- Vão indo, vou passar no meu armário e pegar meu crachá antes. — Emilly disse sorrindo para as amigas, que deram de ombros e foram na frente.

A Wilson voltou a andar tranquilamente, parando em frente ao seu armário. Olhou para o lado, e sentiu o coração ficar levemente acelerado por ver Thomás chegando no colégio com Tyler.

Pensou que o garoto viria até seu armário, mas ele virou em outro corredor, provavelmente indo para a secretaria.

Não deu tempo de raciocinar o que estava acontecendo, só sentiu duas mãos em seus olhos, e uma voz rouca sussurrando em seu ouvido:

- Advinha quem é...

- A-a-ahñ... — a garota gaguejou, e o menino soltou as mãos de seus olhos, fazendo-a se virar. — O-oi, Edy...

- Oi, Emy. — ele riu do jeito tímido da garota, quando estava perto dele. — Como foram as férias?

- Ótimas. E as suas?

- Mais ou menos... Fiquei mais tempo em casa do que aproveitando na rua.

- Entendo... — ela sorriu.

- Bem... Eu tinha que te falar uma coisa... — ele coçou a nuca sem graça, o que por um momento a fez lembrar do Logan. — Por isso fui te procurar na sua casa aquele dia. Não sei bem como começar a dizer, mas Emy, eu estou muito apaixonado por você...

- A-apaixonado? — Emilly corou violentamente, sem acreditar em suas palavras.

- Pois é... Eu não consegui te tirar da cabeça nenhum pouco nestas férias. Nossos encontros são sempre tão incríveis, você é uma pessoa maravilhosa para se conversar, e eu não sei como fui tapado o suficiente por não ter te notado antes... Mas, agora, eu tenho certeza que, eu quero você, Emy... E eu quero saber se... Se você quer ser minha. Minha namorada.

Ela não acreditava no que aquilo estava acontecendo, sempre sonhou com aquele momento. Não sabia o que fazer.

Na verdade, o que tinha que fazer, era simplismente aceitar e beijar ele loucamente até o ar faltar. Mas para sua própria surpresa, ela mal conseguia abrir a boca.

Três anos. Três anos esperando aquele garoto e estava hesitando? Qual era o problema dela?

Esse problema tinha nome e sobrenome: Thomás Logan.

Por que, Deus? Por que simplismente não dizia: "sim Edgar, seu lindo e maravilhoso, honroso pai dos meus filhos, eu quero ser sua namorada." Simples! Mas não conseguiu. Travou.

"Que merda, Logan, o que você está fazendo nessa minha droga de cabeça?" — se irritou internamente, amaldiçoando-o por tomar tanto conta de seus pensamentos. Assim como foi nas férias, apesar de tentar esquecer os toques dele em sua pele.

- E-eu... — Emy finalmente criou coragem para abrir a boca. — Eu... Eu preciso pensar...

"COMO É? ÔH SUA BURRA, AGORA QUE VOCÊ FALOU MERDA, INVENTA ALGUMA COISA!"

- E-eu não me sinto segura ainda com esse lance de relacionamento, sabe? E eu também gosto de você, não sabe o quanto... Mas eu preciso de um tempo para me sentir pronta...

"Boa, garota! A melhor desculpa que você já deu em anos, agora pensa: POR QUE REJEITOU ELE?"

- Tudo bem, Emy... — Edy abriu um sorriso terno, aproximando-se dela, e lhe dando um beijo no canto da boca. — Pensa com carinho, está bem?

Depois do Styles se afastar e fazer seu caminho, Emilly pôde suspirar tranquila, mas em seguida, bateu a mão na testa, se xingando de burra por tê-lo rejeitado.

- Por que eu disse que ia pensar? Droga, droga, droga!


                            ...



- Então é por isso que você demorou... — Jenny zombou maliciosa.

- Por que é que você conseguiu dizer que ia pensar? — a garota de olhos azuis, perguntou incrédula. Afinal, não era o que a amiga sempre tinha sonhado?

- Sei lá, Judie, só... Não consegui... — Emy respondeu bufando frustrada.

- E você Ayano, o que acha disso? — a Stewart perguntou ao perceber o silêncio da amiga.

- Vou ter que me pronunciar mesmo? — a japonesa perguntou tediosa, fazendo as três assentirem. — Okay... Eu acho que você não devia aceitar, Emy.

- Mas por quê? — a prima perguntou surpresa.

- Simples. Você não gosta dele.

- Gosto sim!

- Aham, claro. — Ayano revirou os olhos. — Cara, é um conselho de prima para prima... Você realmente acha, que se estivesse ainda apaixonada pelo Edgar, você teria aceitado as provocações do Thomás? Você não acha que você está se apaixonando pelo Logan?

- Ayano, você está completamente louca! — Emilly se levantou da arquibancada da quadra. — Eu não estou apaixonada pelo Logan, só...

- Só o que, Emy? Se não está apaixonada, está sentindo algo por ele. Seus sentimentos não são mais os mesmos prima, você sabe disso!

- Eu que não vou ficar aqui escutando besteira!

A garota de olhos acinzentados saiu andando para fora da quadra, e resolveu subir para a sala mais cedo.

O ruim é que teria que aturar o professor de Física falando, e Judie ao seu lado tentando entender o porquê de toda aquela confusão.

Além do que, Thomás estava naquela turma com ela. Tudo para ferrar sua vida? Talvez sim. Afinal, ela já disse que alguém lá em cima realmente não gosta dela?

Ayano olhou para as amigas suspirando profundamente, e revirou os olhos balançando a cabeça em negativa.

Em seguida se levantou despedindo-se de Judie e Jennifer, alegando que iria para a sala mais cedo também. No caminho do corredor, acabou esbarrando em um garoto "desconhecido", entre aspas, sim, pois logo em seguida que olhou melhor para ele, o reconheceu de cara. O menino que dançou com ela na festa da Julien. O fantasiado de Marinheiro.

- Nossa, foi mal... — ela sorriu amigável e envergonhada.

- Sem problemas... Ayano, certo? A gente dançou junto naquela festa a fantasia que teve antes das férias... — o tal garoto disse sorrindo.

- Sim, eu me lembro de você... Ahñ...

- Cole Jensen... Não deu para me apresentar aquele dia, seu namorado chegou e deve ter ficado enciumado.

- Ah, ele não é meu...

Não deu tempo da garota nem sequer terminar sua frase, quando percebeu, já estava sendo jogada sobre os ombros de quem ela reconheceu logo de cara. Tyler Zuckerman.

- Que tipo de absurdo é esse? Eu vou te denunciar, olha o bullying! Assédio, assédio! — ela falava tudo muito rapidamente, enquanto se debatia para descer.

- O que você estava fazendo, hum? — o garoto perguntou, parecendo um pouco nervoso, após colocar a menina no chão, em um corredor vazio.

- Conversando? — ela questionou o óbvio.

- Ah, pois ele não estava apenas "conversando". Ele estava te comendo com os olhos! — ele disse passando a mão pelos cabelos, nervoso.

- Tyler, qual é o seu problema? Nós não temos nada para você estar tomando conta da minha vida.

- Se já nos beijamos temos algum tipo de compromisso.

- Fala isso para a Letícia! — a Yamada alterou o tom de voz.

- Porra, Ayano, eu já falei! Acha mesmo que se eu quisesse beijar a Lety naquele dia, eu não teria ido dançar com você? Eu não teria beijado você? — ele também perguntou o óbvio.

- Então por que não parou o beijo que ela te deu?

- Eu fiquei estático, em estado de choque! Nunca pensei que ela teria essa coragem, para mim, ela só ameaçava. — ele elevou a voz.

- Hm... — ela respondeu baixinho, afinal, nunca tinha visto o Zuckerman nervoso.

- Ei, me escuta... — ele suspirou, começando a se acalmar, e pegou a mão dela.

"Ah, Kami-sama, por que esse sorriso tão lindo?" — ela pensou em êxtase.

- Eu não tenho, e nem quero ter nada com a Lety, okay? Ela é só uma amiga, a considero muito porque crescemos juntos, entende? — Tyler então, fez um breve carinho na mão dela. — E até porque, japonesa... Nesses últimos tempos o único beijo que eu quero dar, é em você... Eu quero ficar com você...

Ayano naquele momento não sabia onde enfiava a cara. Que raiva. Normalmente ela era bruta, direta e corajosa como a Sakura. Mas com Tyler presente, ela era tímida e um tanto insegura como a Hinata.

Queria ser um avestruz para enfiar a cabeça dentro da terra, ou ter o poder de teletransporte do Goku. Porém, não deu tempo de reagir... Sentiu o garoto se aproximando mais dela, tocando seu rosto.

Em seguida, sentiu os lábios dele sobre os seus, e por um momento recuou, mas acabou se deixando levar e correspondeu o beijo na mesma intensidade.

Mas aquilo não durou muito, pois logo em seguida o sinal bateu, anunciando o início das aulas, fazendo-os se separem, e em seguida, o corredor começou aos poucos a ficar um pouco cheio.

- Tyler, é melhor eu ir para sala... — Ayano olhou para o Zuckerman apreensiva e um tanto tímida ainda. — Enquanto a Letícia estiver possessiva e enciumada com você, é bom nos afastarmos para não criar mais problemas...

- Mas eu vou falar com ela... — ele tentou falar, mas fora interrompido.

- Estarei esperando até lá, não se preocupe... — ela abriu um sorriso, e por um momento sentiu uma coragem gigante crescer em seu peito. — Eu também quero ficar com você...


                            ...




Dois dias depois... 08:37.



Emilly já estava na metade do dia naquele inferno, e felizmente, não tinha encontrado Edgar em nenhum momento. Não tinha uma resposta para ele ainda, e tinha que pensar muito bem. Mas por quê?

Também não havia trocado uma palavra sequer com Thomás, só via o garoto correndo com Tyler pelos corredores, ou jogando na quadra de basquete, e claro, nas aulas de Física e Química.

Resolveu sair da sala por um momento para esperar a professora de Biologia. O laboratório estava a sufocando com aquele bando de alunos agitados lá dentro.

Para não perder um pouco do ar, ela deu uma desculpa qualquer a uma garota para dizer a professora caso ela chegasse antes dela. Disse que iria resolver algum problema de representante com Kelly na sala da Coleman. Credo, parecia até que estava com asma.

- E aí, bonequinha? — a voz de Thomás se fez presente, atrás dela.

- Puta que pariu, vai dar susto na vó! — Emy elevou a voz, colocando a mão no coração de forma dramática.

- Calma... — ele riu baixinho da reação da garota. — Sentiu saudade?

- Ah, você não sabe o quanto. — o tom de ironia dela era evidente, mas ainda estava nervosa. Merda.

- Ah, eu também senti sua falta, bonequinha. Quem eu iria provocar e deixar louquinha na sua ausência? — Thomás perguntou em deboche, puxando a menina pela cintura.

- O que está fazendo?

- Ora, nada ainda.

- Não devia estar na aula, não? — perguntou apoiando as mãos nos ombros do rapaz, enquanto ele apertava a cintura dela, e a beijava do queixo até a bochecha, para depois fazer o inverso.

- E você, bonequinha? Afinal você é a representante, tem que dar o exemplo... — disse rindo.

- Oh, dar o exemplo igual sua Brittany querida?

- Está com ciúmes? Ah, bonequinha, não precisa disso tudo, até porque, já combinamos que eu sou seu e você é minha.

- Eu combinei isso? — perguntou sentindo-o mais próximo, se é que aquilo ainda era possível.

- Posso refrescar sua memória se quiser... — sussurrou roçando os lábios nos dela.

- Logan... E o Edy, como fica? — Emy perguntou fechando os olhos.

- Ah... Ele... — Thomás fechou a cara no mesmo instante, e se afastou da garota, começando a abrir seu armário.

- O-o quê...? — ela franziu o cenho, sentindo falta do calor dele, ao ver que o mesmo se afastou, e abriu os olhos.

- Não consegui entrar em contato com aquela tal pessoa ainda, bonequinha. — ele abriu um sorriso como se nada tivesse acontecido, e pegou um papel e uma caneta, entregando para a garota. — Podemos tentar agora que estamos aqui de novo.

- Vamos escrever então...

Emilly se virou, apoiando o pequeno pedaço de papel dentro do armário de Thomás, começando a escrever os típicos bilhetes. Mas acabou dando um pulo de susto ao sentir duas mãos em sua cintura.

- O que está fazendo, Logan? — ela murmurou depois que sentiu a boca dele em seu pescoço.

- Nada demais, bonequinha... — ele disse sussurrando em seu ouvido.

- É me-melhor continuarmos escrevendo...

Ele apenas a ignorou, continuando os beijos no pescoço dela vendo local se arrepiar cada vez mais. Arrastou um pouco cabelo dela para trás, e voltou a se aproximar de seu ouvido.

- É verdade, não é, bonequinha? Você já não sente mais as mesmas coisas que sentia a oito meses atrás... Você sente algo por mim...

- E-eu não...

- Para de negar, por favor... Só para. — Thomás suplicou no ouvido da garota, que estremecia em seus braços, o fazendo ter mais certeza de que ela o queria. — Eu sei, bonequinha, você não tem mais todo aquele sentimento, toda a mesma paixão pelo Edgar... Eu sei que você gosta de mim...

- Logan não inventa... — Emilly disse mordendo o lábio inferior, com uma força absurda, quase fazendo sangrar. — Para, por favor...

- Quem nega é você bonequinha, você.

- Não, não, não!  Para de me confundir, para de fazer minha cabeça com essas mentiras, para! Por que está fazendo isso?

Emy gritou, empurrando o garoto, e ficando completamente de frente para ele. Sabia que aquela discussão não os levaria a lugar nenhum, mas quem era ele para saber o que ela sentia? Um empata?

Perdendo completamente a paciência, o Logan passou a mão pelos cabelos enfurecido. Estava impaciente. Impaciente demais para o próprio gosto dele.

Não conseguia mais segurar, não sabia que estava perdendo o controle...

Ele sabia que Emilly gostava dele, mas era orgulhosa demais para falar aquilo em voz alta, aos quatro ventos... A única coisa que queria era desabafar...

- Porque eu estou apaixonado por você, caramba!


Notas Finais


Até o próximo!


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