História Love me like you do - Capítulo 11


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Sakura Haruno
Tags Gaara, Gaasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 616
Palavras 3.276
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Naruto não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.

Oi, povo!
Bom, como devem ter percebido, eu demorei um bocadinho pra aparecer. Isso se deve ao terrível fato de que as minhas aulas voltaram e eu já tô atolada de coisa pra fazer. Prometo que vou tentar não sumir e, principalmente, ir atualizando as histórias, nem que sejam aos pouquinhos.

De resto, toca o bonde. E socorro, gente. Eu não sei mais o que fazer com tanta fofura do Gaara. É sério, mas sério, sério mesmo: se alguém souber onde tem um Gaara pra comprar, pelo amor de Jashin, me avisa. Porque eu vendo até o rim pra ter um desses pra mim.

Minha glicose aumentou um tiquinho.

Boa leitura!

Capítulo 11 - Parte XI


Gaara sabia que dentro de Konoha ele precisava se comportar com a mesma seriedade com que se comportava em Suna. Mas era realmente difícil caminhar pela Aldeia com tranquilidade, sem deixar que a ânsia por encontrar Sakura o dominasse. A cada passo que dava em direção à pousada, mais sentia que seu coração disparava no peito. E a cada pessoa que o cumprimentava de longe, torcia pra que não se aproximasse.

Não por antipatia. Pelo simples fato de que uma conversa, agora, atrasaria o contato que teria com sua hime.

E, contrariando todos os seus pedidos silenciosos, Gaara suspirou pesadamente ao ver uma silhueta conhecida se aproximando. Daquele, não teria como fugir. Afinal, era de mau gosto fingir que não tinha visto justamente o noivo. Sem contar que não ver Naruto era impossível, considerando a quantidade de barulho que ele fazia.

- Gaara! - ele gritou de longe, acenando freneticamente com a mão. Gaara deu seu melhor sorriso amarelo, esperando a aproximação do amigo, que veio correndo. - Que bom que chegou! Faz muito tempo que está em Konoha?

Por um segundo, Gaara se sentiu mal por maldizer em pensamento a presença de Naruto. Mesmo porque, bastaram algumas palavras dele pra que sentisse, de novo, o calor que aquela amizade lhe trazia.

Mas também não evitou pensar que aquelas perguntas, em específico, davam margem pra que ele escapasse rapidinho.

- Como vai Naruto? - perguntou de modo cortês. - Cheguei faz pouco tempo, fui direto conversar com o Rokudaime. Inclusive, estava indo pra pousada. Preciso de um banho e descansar um pouco.

Naruto acompanhava a fala de Gaara concordando com a cabeça. A impressão que o Kazekage tinha, era de que nenhuma de suas palavras haviam sido ouvidas de verdade, considerando a expressão alucinada do Uzumaki.

- Que bom… - na verdade, o que Naruto queria saber não tinha nada a ver com as conversas formais dos Kages e muito menos sobre o cansaço de Gaara. A curiosidade de Naruto tinha nome, sobrenome e cabelos cor-de-rosa. - Sakura veio?

Ao que tudo indicava, a presença dessa amiga querida estava deixando Naruto com os nervos à flor da pele. E Gaara entendia isso. A remota ideia de não  ter Sakura por perto também o fazia ficar ansioso.

Baixou os olhos, dando um sorriso quase cúmplice. Ele dividia com Naruto esse apreço pela presença de Sakura.

- Sim, ela veio. - respondeu sorrindo e aumentou pra um riso quando viu o amigo soltar um suspiro de alívio. - Está na pousada também.

Os olhos de Naruto faiscaram ao ouvir isso.

- Por quê?! Ela pode ficar na minha casa! - ele parecia ofendido com a ideia de que sua melhor amiga tivesse escolhido pernoitar em algum lugar que não fosse seu apartamento.

Na verdade, nos devaneios de Naruto, ele tinha pensado na possibilidade de passarem a noite acordados, relembrando os tempos de gennin. Sentia falta de Sakura, de suas broncas, seus conselhos. Sentia falta da única irmã que teve em toda a vida. E isso era perceptível em seu semblante, que misturava saudade com irritação. Naruto entendia o fato de Sakura ter ido embora, mas sofria por não ter conseguido ser o bastante pra ela em Konoha. Não de um jeito sexual, longe disso, ele já tinha entendido que o amor entre os dois ia muito além do carnal. Mas de um modo fraternal, de proteção e amizade, Naruto queria ter sido o bastante pra que ela ficasse ali. Do mesmo modo, sentia um orgulho inumano pela incrível mulher que Sakura era.

A amava tanto, que chegava a doer no peito a falta que ela fazia.

Gaara assistiu aquele quase ataque de Naruto, sem saber se o consolava ou se fugia, antes que a ira virasse pro seu lado.

- Você… Você quer… quer ir até lá? - perguntou confuso, sem saber se era isso que devia fazer.

Ele ainda não tinha se acostumado com os “humores” de Naruto. Pelo menos não com esse Naruto bravo, que abria um sorriso largo, quase insano, dois segundos depois.

- Óbvio que sim! - e passou o braço pelos ombros de Gaara, andando quase aos trancos por Konoha.

O plano de ter um momento à sós com Sakura foi por água abaixo. Gaara sabia que tinha perdido os privilégios de encontrá-la sozinha a cada sorriso e aceno de mão que Naruto dava pra alguém. No fundo, ele sabia que não podia privá-lo disso, do mesmo modo que sabia que pra Sakura também seria bom.

Resolveu se focar nisso. Aparecer com Naruto na pousada seria como dar um presente à ela.

Mas era Sakura voltando à Konoha. É logico que essa notícia já tinha se espalhado como fogo em mato seco e, ainda na porta, os dois conseguiram ouvir risadas tão altas que poderiam acordar um morto.

- Ah, droga. A Ino chegou primeiro. - Naruto murmurou, contrariado. Foi invadindo o lugar com a mesma imponência que teria se tivesse hospedado ali. Nem se preocupou em perguntar o número do quarto de Sakura, simplesmente foi seguindo o rastro do som. Abriu a porta com um tranco duro e as duas o olharam, assustadas.

E as primeiras palavras de Sakura pra Naruto, é claro, tinham um tom duro de crítica.

- Naruto! Seu baka! E se eu tivesse me trocando?! - gritou com ele, olhando de cara feia.

Mas não resistiu àquele sorriso sem graça, com direito à coçadinha na nuca.

- Desculpe, Sakura-chan. Eu… Eu não pensei. - estava constrangido mas não conseguia negar que era estranhamente confortável aquela bronca.

Sakura se rendeu ao riso, espalhando toda a felicidade de ver o amigo no ar.

- Claro que não pensou. - disse rindo e pulou da cama em que estava sentada com Ino, indo em direção ao abraço que tanto sentia falta.

Gaara chegou no exato momento em que se abraçavam. Sakura não o viu, mesmo porque estava rendida, de olhos fechados e com aquele sorriso que ele tanto adorava. A saudade entre os dois exalava pelos poros e Gaara conseguia sentir o alívio de Sakura dentro do perímetro de conforto que Naruto lhe propunha. Sorriu sozinho, vendo que sua flor não só estava em casa. Ela estava em família.

E isso lhe trazia sentimentos dúbios.

Ao mesmo tempo que Gaara se sentia insanamente feliz por ver Sakura feliz, ele sabia que esse tipo de felicidade ela nunca alcançaria em Suna. Lá nunca teria Kakashi, nunca teria Ino, nunca teria Naruto. Teria ele e, no máximo, Kankuro e Temari. Eram bons também, ele sabia disso, mas não eram, nem de longe, como os de Konoha. Viver na Folha ia além de compartilhar uma nacionalidade ou uma experiência. Viver na Folha era ser família, algo que Suna ainda não tinha aprendido a ser. Eram leais, confiáveis, aptos à tudo, mas ainda não tinham essa ligação que as pessoas de Konoha tinham.

Ele sabia que trazer Sakura à Konoha era um risco mas, a essa altura, Gaara começava a achar maldade de sua parte querer apartá-la de tudo isso.

Ino, ainda na cama, observava o reencontro dos dois amigos com um sorriso fraterno no rosto. Tinha apertado Sakura do mesmo tanto que Naruto apertava agora, mas com muito menos risco de esmagá-la. Só que os olhos, sempre atentos, foram puxados pra Gaara, um pouco afastado dos dois. Como se fosse possível, Ino conseguia identificar duas emoções diferentes apenas o olhando. Os lábios de Gaara sorriam, satisfeitos pela cena. Já os olhos…

Levantou, tão silenciosa quanto podia, e aproveitou a distração de Naruto enchendo Sakura de perguntas, pra escapar do quarto puxando Gaara pela mão. Ele, no susto, foi. Se viu acuado por olhos analíticos demais, no meio do corredor dos quartos da pousada e não sabia se aquela posição era viável ao Kazekage de Suna. Mas Ino era tão assustadora quanto podia ser.

Engoliu uma saliva e tentou se recompôr minimamente.

- Como vai, Ino? - perguntou de modo cortês, com os olhos correndo de um lado pro outro, pra ver se não aparecia ninguém que acharia aquela cena, no mínimo, curiosa.

- Muito bem, obrigada. - ela respondeu de modo automático, acabando de uma vez com a formalidade que não a interessava. - E você?

Gaara notou que essa pergunta ia além do comum cumprimento entre pessoas que não se viam há algum tempo. Tinha uma indagação mordaz nessa frase. Era uma Yamanaka, afinal, e os anos estavam lapidando a capacidade de Ino de perceber coisas que as pessoas tentavam esconder.

E Gaara, claramente, escondia algo.

- Também estou bem, agradeço por se preocupar. Agora, se puder me dar licença… - ele ia saindo de volta pro quarto, mas Ino parou em sua frente, impedindo a passagem. Ainda cruzou os braços, deixando claro que o assunto, ali, acabaria quando ela quisesse.

- Não posso. - respondeu toda metidinha, de nariz empinado. - Como a Sakura está se saindo em Suna?

Aquela imponência toda estava dando nos nervos de Gaara.

- Pergunte a ela. - respondeu ríspido. - Eu quero ir pro meu quarto.

Ino colocou um sorriso quase sádico no rosto.

- Gaara, Gaara… Estão tendo um caso, não estão? - os olhos dele se arregalaram em susto, o que fez Ino se sentir ainda mais confiante pra continuar. - É claro que estão. Por isso você estava com aquela cara de triste… Está com medo que a Sakura não queira voltar pra Suna?

Definitivamente, ele não sabia se isso tinha sido só uma excelente capacidade de análise nos cinco segundos que se viram antes de Ino o arrastar pela mão, ou se era algum tipo de jutsu de possessão mental, que ele tinha sido pego e não tinha percebido.

Se tivesse Yamanaka Ino em Suna, com certeza manteria os dois olhos bem abertos sobre ela. Era uma pessoa arriscada, principalmente por estar certa.

Certa demais.

E ele sabia que mentir, naquele ponto, era só perda de tempo.

Reuniu o mínimo de dignidade que o Kazekage tinha, após ter sido pego por uma jounnin da Folha, respirou fundo, e a encarou.

- É a Sakura quem decide isso. - disse firme, mas a postura imponente se desfez no momento em que pensou no que falava. - Mas não nego que gostaria muito que ela voltasse…

A última parte, dita quase em um suspiro confesso, fez Ino se desmanchar. Há muito pensava em Sakura em Suna. Esperava, em seus devaneios românticos, que a amiga tivesse encontrado um amor que a fizesse bem no meio de toda aquela areia e, naquele momento, ela teve certeza de que isso tinha acontecido. O semblante triste de Gaara ao dizer isso, a preocupação latente em seu cenho franzido, os olhos baixos, quase opacos, deixavam claro à ela, que Sakura tinha encontrado um amor.

Um amor que fosse dela. Que amasse à ela. Que se dedicasse à ela. Que fizesse ela perceber que era a mulher mais especial do mundo.

O sorriso se fez inconscientemente em seu rosto e até Gaara ficou confuso ao vê-la passar daquela pose durona pra uma mais mansa.

- Ame ela, Gaara. Ame a Sakura tanto quanto ela merece. - seu tom era calmo, como se desse um conselho que mais parecia um pedido.

Um pedido que, por ele, seria cumprido todos os dias.

Apenas acenou com a cabeça, confirmando que faria, e deixou escapar um sorriso. Tão inocente e tão cheio de promessas que, caso fossem mais íntimos, Ino teria apertado suas bochechas de tanta fofura.

- Nós… nós podemos voltar? - ele perguntou sem jeito, apontando pro quarto de onde tinham saído.

Ino apenas saiu do caminho, acompanhando-o com os olhos. O que ela queria, era ver de novo a expressão apaixonada de Gaara olhando pra Sakura e não se decepcionou. Os olhos dele, agora, não tinham mais nem um pingo de tristeza e isso se devia pelo único fato de ter encontrado Sakura dançando com Naruto no meio do quarto. Definitivamente não tinha tristeza naquele olhar. Tinha quase um deslumbramento.

Foi uma coisa tão maravilhosa que, quando reparou, Ino estava rindo tão alto que todos naquele quarto olhavam pra ela, assustados.

- O que foi, porca? - Sakura não entendeu o motivo de tanta gargalhada.

- Ela está rindo da gente, Sakura-chan. Da nossa dança. - Naruto ainda fez uma firula, arriscando alguns passinhos sozinho.

Mas não era isso e ninguém naquele quarto saberia a verdade.

- É isso mesmo… - ela confirmou a mentira, limpando o canto dos olhos. E se queria falar com Sakura antes, só pra matar as saudades, agora tinha muito mais coisas a conversar com a amiga. Bateu as palmas duas vezes, acabando com o furdunço por ali. - Agora chega, Naruto. Pode ir embora, vai atrás da sua noiva, do Rokudaime, não sei. Só me deixa aqui com a Sakura.

Tinha tanta ordem naquela voz, que Naruto nem ousou discutir. Só fez um biquinho que se desmanchou imediatamente ao receber um último abraço de Sakura.

Ia saindo, com o sorriso largo de sempre, quando percebeu Gaara ali.

- Quer ir comigo? Podemos comer um rámen! - e isso parecia uma excelente ideia. Aliás, mesmo que Gaara não aceitasse, Naruto decidiu que um rámen cairia muito bem.

E ele, no fundo, queria que Ino também fosse embora.

- Agradeço o convite, Naruto. Mas eu preciso descansar um pouco. - olhou pras duas com o cantinho do olho e sentiu o peito se encher de alegria ao notar que a expressão de Sakura, ao ouvi-lo dizer isso, não era das mais animadas. Pelo visto ela esperava um momento à sós. Gaara até sorriu. - Nos vemos mais tarde. - disse direcionado à ela, que sorriu de volta, com as bochechas coradas.

Ficaram naquele quarto, Sakura, Ino e a curiosidade fraternal da Yamanaka.

Assim que a porta fechou, Ino olhou pra Sakura de cara feia.

- Por que não me contou? - mandou na lata e a rosada chegou a engasgar com a saliva.

- Não contei o quê? - Sakura tentou disfarçar mas sabia que quando Ino quer, Ino consegue. - Okay, me desculpe. Não achei que seria algo pra ser dito em uma carta. - se explicou, chacoalhando as mãos e caiu sentada na cama.

Explicação que fez Ino ficar ainda mais irada.

- E ia me contar quando?! Porque se aquele baka não fosse se casar, você não teria vindo pra Konoha!

O grito, quase explosivo, se referia ao segredo. Mas Sakura se sentiu mal pelo conteúdo da frase. Realmente, não teria voltado se não fosse o casamento. Não agora, pelo menos. E Ino era esperta demais pra entender que tinha passado do limite.

Decidiu desvirtuar. Não queria que Sakura ficasse mal, sendo que tinha um Kazekage todo pra chamar de seu.

- Hum. Gaara, então? - perguntou, fingindo “ter perdoado” Sakura pela falta de notícias.

E Sakura também conhecia Ino bem demais, pra entender que a mudança tinha sido estratégica. O sorriso iluminou seu rosto e só deu tempo de desviar, antes de sentir o baque de Ino pulando na cama.

- O Gaara, porca. Acredita? - estava toda abobalhada, procurando no ar, no teto, nas paredes, algo que explicasse aquela felicidade toda.

- Como foi isso, testuda?! Me conta! - ela estapeava Sakura, querendo os detalhes mais sórdidos desse relacionamento. E ela não conseguia nem responder. Só sorria. - Pára com essa cara de tonta e conta de uma vez.

Ino era insubstituível.

- Eu não sei. Aconteceu. Quando eu vi, estava apaixonada pelo Gaara, esperando ele chegar em casa, me sentindo bem perto dele, sorrindo quando ouvia sua voz… - devaneou, lembrando dos detalhes. - Eu tive certeza de estar apaixonada por ele, no dia que eu o vi de longe, andando com Kankuro pela Aldeia. Ele olhava tudo com tanta… tanta… proteção, sabe? Como se gravasse cada detalhe, pra garantir que tudo deveria estar daquele jeito no dia seguinte e nos próximos que viessem. Ao mesmo tempo ele ficava tão sem jeito quando as pessoas se aproximavam, não sabia reagir à elas. E eu… nossa, Ino. Eu fiquei tanto tempo parada, observando o Gaara, que eu precisei assumir pra mim mesma que estava louca por ele.

Os suspiros invadiram aquele quarto.

- E ele? - Ino deu tapinhas no ar, rindo em ansiedade.

- Ah, o Gaara é… o Gaara. - ela sabia que isso não faria sentido à Ino, principalmente porque ela conhecia apenas o poder do Kazekage, não o mau-jeito do Gaara. - Eu comecei a notar que ele ficava como eu, sem saber o que dizer, me observando quando achava que eu não via. De repente acontecia um toque sem querer e ele quase morria do coração. - deu uma risada gostosa, ao se lembrar dos primeiros contatos físicos entre os dois. - Enfim… um dia eu dei uma plantinha pra ele, que eu consegui cultivar em Suna, e ele me chamou pra jantar. Depois disso… estamos juntos, eu acho.

Pouca informação.

- Juntos… juntos? - Ino indagou com o olhar. E Sakura precisou de um segundo pra chegar na profundidade que ela propunha.

- Oh, não. - negou com fala, mãos, cabeça balançando. Quase balançou os pés. - Não, não, não.

Confundiu Ino.

- Mas vocês… vocês não moram juntos?

- Na mesma casa, Ino. Não no mesmo quarto. - tinha um desconforto na voz nervosa de Sakura, que não passou despercebido à loira.

- Vocês ainda não…? - de novo, indagou com os olhos. As bochechas de Sakura ficaram tão vermelhas, que ferviam. - Por quê?!

- Ora, por quê… - Sakura procurava uma resposta plausível à isso, mas sabia que, pra Ino, nenhuma serviria. - Porque é cedo, porca! E eu nem sei o que nós temos de verdade.

Cruzou os braços no peito, desviando os olhos contrariados dos acusadores da amiga.

- Como assim? Não sabem o que têm?

- Não sei. Não somos namorados, somos… alguma coisa. - Sakura tentava demonstrar que estava confortável com isso, mas não esconderia nem de um desconhecido. Quanto mais da melhor amiga. A postura desarmou assim que percebeu a piedade no semblante de Ino. - Ele já falou sobre isso, mas eu não quis apressar as coisas. Depois nunca mais falou nada e eu… eu não sei o que fazer.

A verdade é que aquela invasão de Gaara ao seu quarto, tinha feito com que pensasse demais em coisas que, pra Sakura, apenas namorados faziam.

Já Ino, não entendia o motivo de tanto sofrimento.

- Pede ele em namoro. - disse tranquila, como se desse a resposta da pergunta milionária. Se levantou da cama, sob o olhar atento de Sakura. - Se você quer isso, pede.

De repente, parecia uma coisa óbvia a se fazer.

Ino ficou um tempo parada, vendo as engrenagens encaixarem na cabeça de Sakura. Chegava a ser simpática essa lerdeza da rosada em relação às coisas amorosas, ainda mais se considerasse quão poderosa a amiga era.

- Bom, fica aí planejando seu pedido de namoro. - tirou Sakura dos devaneios. - Nos vemos mais tarde? - imitou Gaara, quando já estava na porta, batendo os cílios enquanto reproduzia a postura sempre ereta do Kazekage.

Caíram as duas na gargalhada.

- Não tenha dúvidas. - Sakura respondeu rindo e pegou o beijo que Ino mandou no ar, guardando no coração. - Senti sua falta, porca.

- Não mais que eu, testuda. - Ino respondeu mansinha.

Assim que se viu sozinha, Sakura não conseguiu evitar pensar que gostaria de ter aquilo pra sempre. Mas foi só imaginar a possibilidade de não voltar pra Suna, que algo esfriou o fundo do seu estômago, fazendo o coração disparar na hora.

Claro que voltaria. Lá, tinha o Gaara.

 



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