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História Love me like you do - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Naruto não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.

Oi, pessoal!
Pra quem me acompanha, sabe que eu tive uns probleminhas aí, que me impossibilitaram de escrever durante um tempo considerável. Aos poucos, estou voltando.

Há um tempo, eu disse que terminaria as histórias antes de sequer pensar em começar novas. Infelizmente, já não consigo escrever muito e confesso que o hype por algumas das fics que estão postadas caiu extraordinariamente, o que é uma pena. Continuo as amando demais, mas a criatividade foi pras cucuias. Então, vou continuar com aquele plano, de desenrolar uma por vez. Labirinto só falta um cap pra terminar, Don't you cry tbm e, por isso, decidi que a próxima será Love me like you do. Acredito que consigo começar a atualizá-la com mais frequência, a partir de agora.

Quanto às outras, especificamente Crossline e Maldito Gray, ainda ficarão paradas mais um pouquinho. Perdi um capítulo inteiro que tinha escrito da sasusaku e isso me desanimou um pouco. Maldito Gray (e isso é um desabafo, me perdoem), me deixa um pouco pilhada, porque gera uma pressão um tanto grande demais e isso, nesse momento, é arriscado pra mim. Então, peço desculpas. Acredito e tenho fé que logo retomo as duas. ANBU e Sexylicious, o mesmo.

Bom... voltamos à Love me like you do. Pensa numa história cheirosa, gente! E se vcs imaginassem o que tá na minha cabeça... hehe.

Tão com saudade dos nossos tchucos? Eu tô.
Melhor parar de enrolar, então.

Boa leitura!

Capítulo 15 - Parte XV


Conversar com Kakashi era algo que Sakura poderia fazer por dias. Ela tinha muitos amigos nesse mundo, incluindo pessoas de Konoha e de Suna, mesmo porque fazer amizade era uma coisa que ela adorava. Mas, de todos, de cada um de seus amigos, talvez o mais íntimo fosse o seu sensei. As pessoas maldavam sobre isso, mas jamais imaginariam que aquele grude todo se referia à capacidade ímpar que os dois tinham de se entender por olhares e suspiros. Ninguém precisava falar nada e era isso que os tornavam únicos no mundo. Porque, do mesmo jeito que Kakashi era seu amigo mais íntimo, Sakura era a melhor amiga dele também.

E teriam conversado pelo resto da tarde, se um assistente do Hokage não tivesse lembrado aos dois que, nesse atual momento, Kakashi não podia mais se render à um dia todo jogado embaixo de uma árvore, com Sakura deitada em seu peito.

Enquanto ele voltou pra torre do Hokage, pra acertar o que quer que fosse, Sakura se dirigiu de volta à pensão. No caminho, ela pensava em tudo que o sensei tinha dito. Como ele tinha destruído, com suas costumeiras palavras ácidas, todos aqueles medos bobos que andava cultivando. Não era preciso fazer uma escolha. Ela podia amar as duas aldeias, mas tinha que admitir que Suna lhe dava algo que Konoha nunca deu.

Lá, ela era amada. Não amor de amiga, amor de admiração, amor de fraternidade. Lá tinha amor de mulher, daqueles que faziam ela pensar em como devia ser boa uma vida rodeada de crianças que fossem mais do que pequenos gennins machucados, esperando seus curativos.

Era mesmo uma boba. E precisava resolver isso o mais rápido possível, considerando que, como Kakashi tinha dito, Gaara estava beirando à santidade com as suas inseguranças. 

Era o que faria. Voltaria até ele, faria de novo o pedido de namoro e violaria a boca de Gaara como ele andava violando seu pescoço por aí. Aliás, devia à ele um retorno, depois daquela invasão deliciosa em seu quarto.

Enquanto devaneava, pensando na possibilidade de fazer o mesmo, reconheceu uma silhueta parada, encostada no muro da pensão. Não que fosse difícil reconhecer aquela combinação gritante de laranja com preto.

Amava Naruto. Mas sabia que ele atrasaria seus planos. Pensou o mesmo que Gaara, quando o viu na véspera. Respirou fundo e sorriu verdadeiramente ao amigo. Estava em Konoha por ele, acima de tudo. Não poderia negar o que quer que ele pedisse.

E ele pediu.

Naruto estava em frangalhos com o casamento que aconteceria mais tarde e esperava que Sakura o mantivesse na linha, como sempre fazia, com gritos de “baka” e socos doloridos. Então, precisava dela por perto. Arrastou Sakura pela aldeia inteira, correndo atrás de roupa de casamento, comendo um rámen atrás do outro e gritando que não encontrava Iruka-sensei em lugar nenhum.

Pudera. Sakura deduziu que Iruka devia estar se escondendo desse Naruto mais maluco que o habitual. Quando, finalmente, resolveu todos os problemas irremediáveis que o amigo julgava insolúveis, pensou que estava livre pra ir cuidar da própria vida. Mas não.

Se tivesse considerado que Naruto, agora, não era mais sozinho, teria deduzido que a função de arrumar seu descontrole também não se reduzia só à ele. Depois que salvou Naruto, teve que salvar Hinata.

Aí sim Sakura se viu perdida. Porque, com o Uzumaki, ela poderia gritar e lhe dar uns cascudos. Com Hinata não. Teve que exercitar a paciência e o auto-controle, sorrindo pros gritinhos histéricos e a acalmando. Pelo menos a Hyuuga não a arrastou pra lugar nenhum. Mas Sakura sentiu o sangue borbulhar nas veias, quando a amiga a olhou de modo reprovador. Pelo visto, estava atrasada pra começar a se arrumar.

Só não gritou com Hinata ali mesmo, porque era a mais pura verdade.

Atravessou Konoha correndo como há muito não fazia. Parecia que tinha voltado aos dias de time 7, onde sempre estava voando atrás de alguma coisa. Quando entrou pela porta da pensão e desacelerou, percebeu que o tempo sem treino estava fazendo com que perdesse a forma. Até parece que perderia o fôlego só em uma corridinha dessas.

Não teve tempo pra pensar. A única coisa que fez, foi ir direto pro quarto. O de Temari, claro. Encontrou a Sabaku pronta, terminando de colocar os brincos na orelha.

- Sakura, onde estava?! Te procurei por todo canto! Achei que íamos nos arrumar juntas! - e emendou um biquinho. Temari não admitiria, mas estava um bocadinho enciumada por ter Ino perto.

- Eu sei, Tema… Eu sei. - Sakura murmurou, espichando os olhos pra cama convidativa, extremamente arrumada. Tinha dormido pouco, mal e levantado cedo. Sem contar a indolência do sentimento de folga, que fazia com que quisesse cochilar a todo tempo. Mas não podia, não tinha tempo pra isso. - Naruto me alugou a tarde toda, depois Hinata… - devaneou, lembrando do desnorteio desnecessário.

Quando encarou Temari, ela estava ainda mais carrancuda.

- Claro. Seus amigos de Konoha são mesmo muito importantes. - estava de braços cruzados e tudo.

Sakura poderia ter feito um discurso enorme, sobre o espaço que Temari ocupava em seu coração, mas sabia que, no fim, o resultado seria o mesmo do que se a abraçasse apertado. Foi o que fez. Agarrou Temari, apertando até que a Sabaku soltou uma lufada de ar.

Só aí soltou. Sabia que, além disso, corria o risco de quebrar alguma coisa.

- Me larga. Você está suada e eu já estou pronta. - era fato. Sakura, discretamente, conferiu se estava fedida. Pelo menos não estava. - Gaara também te procurou…

Temari soltou essa informação com um desdém mentiroso, conferindo a ponta da unha. Quando levantou os olhos pra Sakura, não resistiu a dar uma risadinha ansiosa.

- Onde ele está? - no fundo, Sakura sabia que  não daria tempo de conversar nadinha com ele. Perguntou só pra poder fugir. 

- Com o Rokudaime. Os Kages chegarão juntos ao casamento. Gaara está lá, recepcionando os outros com o Hokage.

Sakura soltou um suspiro de alívio. Pelo menos não precisaria ignorá-lo. Conhecendo Gaara, ele entenderia isso de um modo muito errado.

- Vou me arrumar. Me ajuda? - perguntou saindo do quarto e, quando olhou Temari, viu ela fazer uma careta de desagrado.

- Ajudo, né? É pra isso que servem as amigas. - murmurou, de um jeito mentiroso. - Devia chamar a Ino.

Era a hora de tripudiar.

- Excelente ideia! Vou até a recepção e…

- De jeito nenhum! Eu já estou aqui e eu te ajudo! - os olhos de Temari pegavam fogo. - Anda! Anda! - saiu batendo palmas, seguindo Sakura até o quarto. E ela foi rindo. Era só o que faltava. Mais uma Sabaku ciumenta em sua vida.

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O coração de Sakura disparou em um orgulho silencioso, quando viu os Kages chegando. Mas ali, só um a fazia sentir o corpo tremer em uma violência escondida. 

Gaara estava extraordinário.

Ela não saberia dizer se era o manto do Kazekage, se era o chapéu, que lhe dava uma sombra misteriosa sobre os olhos, se era aquele sorrisinho pequeno dele, que dava quando estava envergonhado, ou se era o olhar em si, de quem já tinha analisado todo o entorno, garantindo que nada, nem ninguém, fizesse um mísero movimento sem que ele soubesse.

A verdade é que, só nesse momento, Sakura entendeu o que significava estar com Gaara. Ele não era só o Kazekage sério, que as vezes a assustava com toda a imponência. Muito menos era só o rapaz inseguro, que ficava confuso ao seu lado. Gaara era uma conjunção de coisas, que explodia bem diante de seus olhos.

Em silêncio, Sakura sorriu. Se sentiu importante. Como era boba de não querer aparecer ao lado de alguém tão incrível como Gaara. Como podia deduzir idiotices, quando, claramente, todos o respeitavam como um dos grandes do mundo ninja? Indo além, como ela podia querer escondê-lo, quando todas as mulheres solteiras - e até algumas comprometidas - suspiraram fundo ao ver o seu Gaara entrar, ladeado pelos outros Kages?

Definitivamente aquele homem era seu. Usando, ou não, o manto de Kazekage.

Rapidamente, recebeu um olhar de soslaio de Gaara. Não perdeu a oportunidade. Deu uma piscadela discreta, sobre a borda da taça que bebericava, ao lado de Temari. E ele sorriu ao ver isso, claro. Mas não os sorrisos constrangidos, cheios de vergonha. Sorriu do modo que fazia o corpo de Sakura ser tomado daquela pressão que se concentrava em seu baixo ventre: abriu só um pedacinho dos lábios, deixando só uma parte dos dentes aparecer, e baixou a cabeça, levantando só o canto dos olhos. Era como se levasse um tiro. Toda a vez que via Gaara baixando a cabeça e levantando só o olhos, com o sorriso guardado no canto da boca, Sakura sentia que estava prestes à morrer.

- Caramba, como ele é lindo… - deixou escapar, inerte ao movimento que Gaara fazia, se aproximando de Naruto junto com os outros Kages e se afastando dela. 

- Não é porque é meu irmão, não. Mas o Gaara é o cara mais bonito desse lugar.

Só quando Temari falou, com aquela confirmação orgulhosa, é que Sakura lembrou que tinha mais gente além de ela e Gaara na festa. Olhou pra amiga, que mantinha um sorriso superior, dizendo com o nariz empinado que os Sabakus eram lindos, e sentiu ainda mais empolgação.

Ela gostava demais disso tudo pra se preocupar com formalidades.

- Tema, eu… - tomou a coragem em súbito, se virando pra ela. - Eu e Gaara…

Efetivamente, ela nunca tinha contado nada à Temari, apesar de ter certeza que ela sabia. Mas era Temari. Melhor que dissesse primeiro à ela, antes que a loira tivesse um acesso de ciúmes por ser a última a saber de seus planos.

- Tem um rolo. - Temari concluiu, recebendo os olhos arregalados e a bochecha corada de Sakura. - É um rolo, não é? Se beijam pelos cantos, escondidos, e não assumiram nada, pelo que eu sei. Ou seja, é um rolo.

A dinâmica direta de Temari, que sempre tinha sido bem vinda, afetou Sakura. Não bastava ela mesma naquela confusão, agora se sentia julgada por ter colocado Gaara na posição de ser só “um rolo”. Ele não era isso. Não merecia só isso.

- Eu… Eu quero namorar seu irmão. - Sakura confessou baixinho, totalmente envergonhada.

Mas Temari, nem se quisesse, conseguiria esconder o sorriso. Primeiro, porque sabia que era exatamente isso que Gaara queria também. Segundo, porque era um daqueles momentos em que deixava a cara de brava de lado, só pra se render ao romance. Bem menininha.

Virou pra Sakura e agarrou as mãos dela. 

- E ele quer namorar você! - falou alto e recebeu um olhar feio de Sakura, dizendo em silêncio que fosse menos escandalosa. Temari deu de ombros. Sakura não tinha nem moral pra dizer que alguém era escandaloso. Se estivessem na Areia, onde ela não se preocupava com regras e etiqueta, estariam, as duas, pulando e girando, como duas idiotas que eram. 

Mas a confirmação de Temari fez Sakura dar um sorriso miúdo. Era bom saber disso, apesar de já deduzir.

Não disse mais nada, só esperou. 

A cerimônia se realizou sendo exatamente tudo o que Sakura imaginava. Naruto estava à beira de um colapso e Hinata não estava menos nervosa. Tinha tido de tudo. Gafes do noivo, indicadores sendo tocados da noiva, momentos tristes, lembrando das ausências que doíam tanto quanto a felicidade. Sakura preferiu pensar que Neji sorria, seja lá onde estivesse. E Sasuke… bom, Sasuke não sorriria, porque não era hábito dele. Mas quis acreditar que ele também estava feliz por Naruto.

Quando tudo ia se acalmando e a festa já estava em seu auge, ela viu o que mais a interessava. Ao que tudo indicava, as formalidades exigidas dos Kages tinham terminado e aquele que era seu, pôde se aproximar.

Gaara veio, num misto de tédio por todos aqueles cumprimentos, e alívio, por poder se livrar da roupa comum do Kazekage. Imediatamente um de seus assistentes apareceu, pra poder levar o chapéu e o manto de volta pra pousada. E, se aquele era lindo aos olhos de Sakura, o de agora, com o costumeiro sobretudo cor de vinho, era ainda mais.

- Finalmente vou poder aproveitar um pouco. - deixou escapar com um suspiro cansado, correndo os olhos pelo lugar. - Onde estão Temari e Kankuro?

Sakura só apontou. De um lado, tinha Kankuro dançando como um desvairado, arrancando risadas altas de quem estava à sua volta. Do outro, embaixo de uma árvore, tinha um silêncio constrangido de Temari e Shikamaru, que estavam quase coladinhos, mas ninguém dava um pio. Gaara riu largo dos dois irmãos. 

- Não tenho nem o que comentar… - brincou, pegando uma taça de bebida que o garçom passou oferecendo. Só aí se deu conta dos olhos analíticos de Sakura sobre si. - O que foi? - perguntou risonho, sorvendo o líquido que era um alento à sua garganta seca.

Sakura ainda o observou por mais alguns segundos. Estava decidida.

- Você respondeu ao meu pedido? - o modo firme, com o sorriso sacana, fez Gaara deixar a bebida de lado.

- O que me fez ontem? Antes de desmaiar? - ela concordou com a cabeça. - Não tive a oportunidade.

Sakura se ajeitou melhor, mantendo a postura mais ereta.

- E então?

Gaara sentiu o peito ser inflamado de felicidade. Não só Sakura estava prestes a assumir esse namoro, como estava fazendo isso em Konoha, que tinha sido o cenário de todas as suas neuroses de uns tempos pra cá.

Não que precisasse dizer nada em palavras, era mais do que óbvio que aceitava mas, ainda assim, fez questão de corrigir a postura, fazendo uma reverência curta praquela que era a dona dos seus pensamentos.

- Me sentiria lisonjeado. - e estendeu a mão, pegando a de Sakura e trazendo até a boca, pra deixar um beijo na palma. - E você? Aceita namorar comigo?

Toda aquela postura pomposa, de quem tinha tomado a atitude e o controle no tal rolo em que tinham, sumiu no momento em que Gaara fez o pedido. Sakura se sentia uma boba, rindo como doida, considerando que tinha feito a mesma coisa pouco tempo atrás. Mas foi tão bom… tão infinitamente bom!

- Também me sentiria lisonjeada. - preferiu repetir as palavras dele. Se confiasse nas dela, provavelmente berraria um “sim” e pularia em seu pescoço, o enchendo de beijos estalados. Mas não podia. Efetivamente, ali, Gaara não era o “Gaara dela”. Ainda era o Kazekage e isso exigia algum decoro da parte dos dois.

Mas só ela pensou nisso.

Gaara puxou aquela mão que segurava, até trazer Sakura pra perto. Passou uma mão em volta de sua cintura, a obrigando a colocar a sua que estava livre, em seu ombro. 

- Uma dança de namorados. - falou risonho, se mexendo tranquilamente com o som suave da música que tocava ao fundo.

Sakura soltou uma de suas gargalhadas gostosas, concordando com a cabeça. 

Eles dançavam de um jeito delicado, afastados dos outros, em um mundo que era só dos dois. Os olhos não se desgrudavam, os sorrisos se complementavam. Para eles, não tinha mais ninguém ali. Como se fosse um movimento óbvio, que o corpo teve sozinho, Gaara aproximou mais o rosto do de Sakura, apoiando a testa na dela. Os olhos se fecharam por um instante, saboreando o som, o cheiro dela, a textura suave de sua pele. Parecia um sonho se tornando realidade.

Em seus braços, Sakura também fechou os olhos, se deixando ser conduzida naquela aproximação sutil. O perfume de Gaara inebriava seus sentidos e o toque da mão dele, firme sobre seu vestido fino, fazia sua pele arder, desejando mais que isso. Ela conseguia ouvir ele respirar perto de seu ouvido, e o ar morno que saía de suas narinas exigia que seus pêlos se arrepiassem.

Não estavam mais dançando apenas. Estavam se entregando ao deleite de se tocar e, ambos, sabiam que só aquilo não bastaria.

Gaara percebeu quando a respiração de Sakura se descompassou. Ele poderia - até deveria - ter se afastado dela, mas fez o contrário. O braço estendido, que dominava a postura da dança, levou a mão dela até seu pescoço, libertando-o pra que segurasse em sua cintura com as duas mãos. Sakura o abraçou, ainda dentro daquele movimento sutil, ditado pela música lenta, mas só se remexia por saber que devia. Ali, o que a interessava, era estar colada no corpo de Gaara, com ele enfiado entre seu pescoço e ouvido, apertando sua cintura com a firmeza necessária pra que ela não caísse de joelhos no chão.

- Você é tão linda, Sakura… - ele sussurrou, fazendo um arrepio correr em toda a sua coluna. - Eu amo tanto você…

Não que ela não soubesse, não que ele nunca tivesse dito, mas com todas as palavras e desse jeito tão natural, ela ainda não tinha ouvido. Foi bom. Se Sakura achava que já estava feliz, sentiu que agora essa felicidade tinha dobrado de tamanho.

Passou os braços ainda mais em volta do pescoço dele, levando a boca até sua orelha.

- Eu também amo você.

Gaara fechou os olhos. Se fosse um sonho, não queria acordar nunca mais. Mas não era. Era real. Sakura em seus braços, dizendo que o amava, era real. Ela se esfregando discretamente em seu corpo era real. O calor que sentia desse atrito era real. E o movimento indiscreto, surgindo no meio das pernas, também era real.

Se afastou um passo, determinando um limite de espaço onde Sakura não perceberia o efeito que suas palavras tinha lhe causado. Tarde demais. Não só ela tinha notado, como também sentia o mesmo, apesar de não ser exatamente visível. 

De repente aquela festa já não parecia nem um pouco interessante. Já tinha feito seu papel de amiga, apoiado Naruto, o parabenizado. Gaara também. Já tinha cumprido as obrigações do Kazekage e cumprimentado os noivos. Não precisariam mais ficar ali. Aliás, nenhum dos dois queria ficar ali.

Mas eram, ambos, tímidos demais pra fazer o convite de voltar à pousada.

Aquele clima sutil de romance e desejo, foi tomado pelo constrangimento e sorrisinhos amarelos. Gaara não sabia se voltava à dançar, se dava um beijo em Sakura ou se a tomava pela mão. Ela, tinha a mesma confusão em sua cabeça.

Mas alguém precisava tomar as rédeas e, tentando se convencer de que o pedido de namoro tinha sido sua ideia, Sakura decidiu controlar a situação. Era adulta, amava Gaara e ele a amava de volta. Não tinha porquê continuar nesse morde e assopra de crianças.

Não faria isso.

- Você quer beb… - Gaara ia propôr alguma coisa qualquer, quando foi interrompido pelos olhos quase raivosos de Sakura.

- Eu quero voltar pra pousada. - ela disse firme. Até alto. De uma vez. Com as bochechas ardendo de tanta vergonha.

Era a deixa que ele precisava.

Gaara tomou o restinho de bebida que tinha em seu copo, pegou a mão de Sakura, como queria desde o início, e saiu do recinto da festa, desfilando de mãos dadas com a namorada por Konoha. Se não estivesse tão angustiado, poderia ter saboreado mais isso. Mas estava em pânico, então mal olhou pros lados. Só veio trazendo Sakura, meio aos solavancos, pelo meio da aldeia.

Essa noite, ela seria dele. E ele… bom, ele já era dela há tempos.

 


Notas Finais


Queridos, sei que estou com comentários atrasados dessa fic aqui. Me perdoem pela falha. Prometo que vou começar a responder todos com mais rapidez. Mas vê bem a hora que eu tô postando! Só nesses horários consigo me dedicar às fanfics. É raro quando consigo outro horário. Estou lendo todos, juro, e amando cada um deles. Não desistam de mim ainda, por favooooooooooor kkkkkkkkkkkkkkkk


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